Finanças

Faça um planejamento financeiro para emergências com seus pets

Dominique - pets
O assunto de hoje é: pets!

Tinha prometido escrever um texto sobre a vida financeira pós-divórcio e eis que surge uma emergência médica! Medico-veterinária!

A Neta “cã” de uma Dominique passou mal; a família já estava doida pensando que a bichinha, uma senhorinha de 13 anos chamada Lollypop Teresa estava tendo um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Correria, família com o coração na mão. R$ 932,00 depois de ser atendida em uma clínica veterinária, descobriram que a espevitada Lollita tem labirintite. Está em tratamento e já está melhor com cuidados, medicamentos e beijos.

No mesmo ambiente, uma colega diz que seu “filho” Toddy está com conjuntivite (já imaginei o drama de se colocar uma pomada no olho de um Yorkshire) e a outra diz que o papo estava bom, mas que tinha que ir para casa porque sua filha canina, a Luna estava com cistite…

Vamos falar então, das despesas de nossos filhos e netos pets em nosso planejamento financeiro. Sim, eles precisam entrar na conta. Claro! Uma parte importante e recorrente em nosso orçamento mensal é destinada a eles.

Não há dúvidas de que para muitos de nós, o animalzinho de estimação faz parte da família. São dedicados, amorosos, engraçados e muito companheiros. Mudam nosso astral para muito melhor. Aqui em casa por exemplo, as filhas que ficam mais felizes quando chego em casa, são a Larinha de 10 anos e a caçulinha Babi de 3 anos, duas Yorkies.

No texto anterior, conversamos sobre os desafios financeiros atrelados ao aumento de nossa longevidade, não seria surpresa que aumentasse também a longevidade nos nossos bichinhos. A surpresa foi saber que nos últimos 30 anos, a longevidade deles praticamente dobrou!

Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Hospital Sena Madureira em São Paulo mostrou que cães de pequeno porte, que antes costumavam chegar até os 9 anos, hoje podem viver bem até os 18. Os de grande porte, de 7 anos, passaram para 13. Os gatos que no passado viviam no máximo até os 10, já alcançam os 20 anos.

Está claro que os avanços tecnológicos e aumento da qualidade de vida que nos mantém mais vivos por mais tempo se estenderam para nossos pets também. Existem especialidades médicas, clínicas, alimentos e tratamentos extremamente sofisticados (e caros) para manter vivos e por mais tempo os animais de estimação.

Curiosamente, no mês de outubro, mês que tradicionalmente fazemos o mês de prevenção do câncer de mama, a campanha aconteceu em hospitais e clínicas veterinárias também, “outubro rosa pet”, onde ensinavam aos “pais” como fazer a apalpação das maminhas das patudas durante o banho e o carinho na barriga.

A regra é a mesma e o quanto antes diagnosticado, maiores as chances de cura. Caso diagnosticado um tumor, o tratamento pode ser bastante dispendioso, além de superdesgastante, pois não suportamos vê-los doentes.

A prescrição na maioria das vezes envolve cirurgia, internação, exames laboratoriais, em alguns casos exames de imagem e medicamentos. Não conte com a sorte de tratá-los em hospitais públicos, apesar de excelentes profissionais, não é fácil conseguir vaga.

Com o avançar da idade, assim como nós, os pets necessitarão de mais cuidados e cuidados mais específicos, visitas mais frequentes ao médico, tratamentos e medicamentos de uso contínuo, para alguns, alimentação especial. Para todos, muito chamego.

Em algumas famílias, pensar em um plano de saúde veterinário pode ser uma alternativa interessante. Existem como nos planos para humanos, categorias com preços e serviços diferenciados.

Além de todo esse papo sobre saúde, trazer um pet para casa implica em outras despesas, recorrentes e que não nos questionamos muito em comprar, compramos e pronto.

Por isso, assim como colocamos em nosso orçamento o pagamento do IPTU, IPVA, material escolar, compras de supermercado, devemos incluir em nosso orçamento as despesas mensais e as anuais como visita ao veterinário, troca do enxoval – caminha, guia e coleira, caixinha de areia dos gatos, poleiros novos, vacinas… percebe que essas despesas não são surpresa para nós? Mas se não as contabilizarmos e não nos planejarmos para elas, certamente estas impactarão nosso orçamento.

Pra quem ainda não tem um amiguinho de patas, penas ou escaminhas, vale ressaltar que “vale quanto pesa”. Quanto maior o filho, maiores são as despesas. Por outro lado, para quem pensa que passarinho não gasta nada, saiba que nem todo veterinário atende, principalmente os silvestres (calopsitas e papagaio são exemplos) e os que atendem, cobram “bem”.

Vale uma outra recomendação: aumente sua reserva financeira sempre que “aumentar” a família. Via de regra, dizemos que é importante que tenhamos uma reserva que equivalha a de 6 a 8 meses das nossas despesas mensais. Por isso, não se esqueça de colocar os pets no planejamento.

Para gastar menos:

– Dê aquele abraço apertado no seu “dog walker”, agradeça pelo serviço prestado e reserve um tempo para passear com seu amigo, vocês trocarão altas ideias…

– Gato gosta mais da caixa do presente do que de presentes… dê caixas de papelão e eles amarão você muito mais!

– Se o seu vizinho tem pet também, que tal comprar juntos e dividir a ração? Em muitas lojas, quanto maior a embalagem, menor o preço por kilo, só cuidado para não dar um tiro no pé: comprar um montão e estragar.

Boa alimentação, exercícios, vida social animada e muito amor, bom para você e para os pets!

Até a próxima!
Com carinho, Paula Sauer

Leia mais:

É preciso ensinar suas finanças a lidar com a longevidade
Pet é tudo de bom. Você sabe que ele dura muito, né?

Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

3 Comentários
  1. É um assunto que preciso estudar… comparar,entender mais. Pode ser sem dúvida uma alternativa interessante. Obrigada Lena!.
    Um beijo
    Paula Sauer

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É preciso ensinar suas finanças a lidar com a longevidade

Dominique - Longevidade
Vamos falar de finanças?

Olá Dominiques! Quanta honra estar aqui com vocês!

Meu nome é Paula Sauer, sou carioca, economista, moro em São Paulo, sou mãe de adolescente, de cachorro, mãe de calopsita, louca por queijos, adoro nadar. Tenho medo de fantasma e de barata.

Tenho vários planos para nossos encontros mensais, mas para esse primeiro, a Dominique, quem me convidou para escrever aqui, pediu que a gente conversasse um pouco sobre aumento da longevidade e finanças. Opa! Meninas! Vocês podem ficar aqui bonitinhas pra ler! Sei que não é fácil falar sobre dinheiro, muito menos sobre envelhecimento, assuntos que para nós brasileiros são quase um tabu, mas é importante. Fiquem!

Estudando psicologia econômica e comportamento do consumidor, aos pouquinhos fui entendendo porque falar de finanças causa tanto desconforto. Mesmo quando temos uma vida financeiramente estável, falar de dinheiro não é fácil, o dinheiro tem um valor simbólico muito grande e, assim, ter ou não ter dinheiro possui muitos significados.

Dinheiro compra muito mais do que bens e serviços. Vamos falar a verdade: dinheiro compra beleza, favores, liberdade, amizades, amores, mantém colados casamentos já quebrados, nos mantém reféns de chefes chatos. Nos permite fazer doações para boas causas, ajudar amigos a prosperar, boas surpresas, mimos, nos compra vida, uma vez que os cuidados com a saúde aumentam nossa expectativa de vida.

Em 1940, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 45,5 anos. Em 1980, 62,5 anos. Duas décadas depois, 69,8 anos. O crescimento econômico do país, acesso à água tratada e esgoto, uso da tecnologia, aumento do consumo, foram alguns dos fatores que contribuíram para aumentar a qualidade de vida da população, elevando assim a expectativa de vida.

A atual esperança de vida ao nascer do brasileiro, segundo o IBGE, é de 75,5 anos. Chegou-se a esse número através da expectativa de vida média das principais capitais brasileiras. A mais recente tábua de mortalidade mostra que o brasileirinho que nasce em 2017 tem expectativa de viver ao nascer de 71,9 anos e as brasileirinhas, nascidas nesse ano 79,1 anos.

Estamos colocando nesta conta, os que nasceram em cidades sem tratamento de água ou esgoto e aqueles que nasceram em condições financeiras muito boas. Logo, há de se imaginar, que nas grandes capitais das regiões sul e sudeste, essa expectativa seja ainda maior e que existam os extremos, desta forma, viver por mais de 100 anos em breve não será nenhuma novidade.

O ponto é: a maioria de nós se planejou para trabalhar até os 65 anos, a ideia era se aposentar e viver da poupança acumulada, da renda do patrimônio que se construiu, com a previdência oficial, entre outras alternativas, mas o horizonte de tempo era menor, as famílias mais concentradas e os gastos menores.

A realidade atual é outra: estamos vivendo mais tempo do que o planejado financeiramente e a conta não está fechando. Pais idosos precisam voltar para a casa dos filhos, os custos dos planos de saúde têm valores desproporcionais aos benefícios por aposentadoria, os medicamentos nem sempre são cobertos pela rede pública.

Muitos profissionais percebem a tempo de voltar para o mercado de trabalho ou optam por continuar trabalhando, não falta quem diga que continua trabalhando só para manter o plano de saúde. Para muitas famílias, tem sido essa a saída.

Fica claro, que precisamos nos planejar mais financeiramente, melhor e o quanto antes. Colocar os juros para trabalhar a nosso favor e não contra. Um planejador financeiro certificado pode te ajudar com isso.

Poupar e fazer escolhas de consumo conscientes precisam se tornar um hábito. A pergunta “quero ou preciso” na frente de uma vitrine, um mantra. Não sabemos até que idade vamos viver, mas precisaremos de dinheiro para viver bem, com qualidade de vida e dignidade.

Muito importante também é falar desde cedo sobre dinheiro com nossos filhos e netos, e de uma maneira leve como falamos dos mais diversos assuntos. Cabe dizer, que a nossa família de origem é uma de nossas principais referências quando o assunto é comportamento financeiro. Tudo o que aprendemos ao longo da vida sobre dinheiro, comparamos com o que aprendemos em casa, quando ainda crianças.

Até a próxima!

Aprenda mais sobre finanças:

10 plataformas que ajudam a ganhar ou economizar um dinheirão
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Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

27 Comentários
  1. Joanice,

    Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

    Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

    Beijão
    Paula Sauer

  2. Parabens Paula Suaer, texto leve, objetivo e que faz refletir sobre a maneira que estamos lidando com nossas finanças. Obrigada pelas dicas.

  3. Excelente, Paula! Como sempre convidando as pessoas a pensarem e se prepararem para o que elas não costumam ver. Desde seu artigo sobre quanto custa um animal de estimação vi sua preocupação em alertar para a falta de planejamento. Não existe controle sem planejamento!
    Bjs, parabéns!!

    1. Vivi, seu carinho é muito especial. Mostra que falar de dinheiro pode estar relacionado a carinho, cuidados e a querer bem.

      Cachorreira que sou, pode esperar que vai sair um post sobre planejamento financeiro e pets por aqui tambem.

      Beijo!
      com carinho,
      Paula Sauer

  4. Adorei o texto, linguagem fácil e acessível. Tema espinhoso, principalmente no momento atual, mas necessário.

    1. Joanice,

      Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

      Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

      Beijão
      Paula Sauer

  5. Paula, seja muito bem-vinda ao nosso espaço. Sua participação é mais do que importante. É necessária para nós Dominiques. E com este texto delicioso há de ser um sucesso com certeza. Estou ansiosa e curiosa para o próximo. Parabéns!

    1. Obrigada Dominique!

      Fiquei muito feliz com o carinho e acolhida de vocês! Tenho mil planos.

      Super beijo!

  6. Paula,
    Saudades…
    Muito bacana o texto….
    Estou de férias e tentada a comprar coisas que realmente não preciso.
    Me fez refletir.

    Obrigada e muito sucesso!!!

    Beijos

    1. Fala Cataaa! Quantas saudades!!!
      Que bom que vc gostou!

      Quanto a gastar nas ferias… na frente da vitrine se pergunte: quero ou preciso?

      Na pagina do Economia de valor, pagina nao grupo na capa tem um post com seis perguntas que devemos fazer na frentr de uma vitrine. Faça. Coloca um post it dentro da carteira. Super beijo. Beijos nos meninos.

  7. Parabéns Paula Sauer,muito bem escrito e esclarecedor, temos mesmo que nos conscientizar com o que diz respeito às nossas finanças, para que possamos viver com mais segurança e paz, consequentemente assim,com mais saúde física e mental.

    1. Ô Carmen, leia com a “nossa” mãe, filha e marido, sei o quanto a família é importante pra vocês!

      Um beijo com muito carinho,

      Paula Sauer

    1. Essa é a Dominique mais chique do planeta!

      Dizem que elogio de mãe não vale… mas da minha vale. Arrancar um elogio dessa fera, é difícil.

      Obrigada mãe, por tudo. Sempre.
      Te amo!

      Paula Sauer

  8. Muito bem querida Paula Sauer. Ótimo texto com uma preocupação muito bem fundamentada.
    Obrigada por nos alertares para uma realidade difícil de aceitar – a velhice, com fracos recursos económicos.

    1. Lina querida,

      Acho que é um texto pra compartilhar com todas as pessoas que queremos bem!
      Você sem duvidas é uma delas!

      Que bom que gostou!

      Super beijo,
      Paula Sauer

    1. E não é pra esquecer mesmo!!!

      Se ficar na dúvida em frente a vitrine, da aquela volta no shopping, se não voltar, é que não era pra comprar !!

      Beijão,
      Paula Sauer

    1. Angélica, obrigada pelo carinho!
      Estarei aqui 1 vez por mês, o próximo texto será sobre divórcio e finanças…

      Tema espinhoso mas muito necessário também!

      Um beijo,
      Até o próximo!
      Paula Sauer

    1. Obrigada Iara! Acho que virou um dos meus queridinhos, já li, reli, mil vezes e compartilhei com pessoas que amo muito.

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Quando vale a pena fazer seguro? Do que e por quê?

Dominique - Seguro
Não é à toa que são sábios os ditados populares “o seguro morreu de velho” e “quem tem cuida”.

Você sabia que o seguro deve ser considerado um investimento?

A maioria das pessoas não abre mão do seguro, por puro medo, coisa de pai. Muita gente não dirige o carro de alguém se souber que não é segurado.

A teoria diz que quanto mais nova for a pessoa, mais alto deve ser o seguro de vida. Mas que teoria é essa? Quanto mais jovem o ser, mais longe de morrer, certo? Se perder o carro, mais tempo para adquirir o outro, não?

Errado! Morrer é certo e se tem alguém que sabe isso é a seguradora. O risco é perder algo enquanto se está vivo.

Conversamos com o Heney Fernandez, corretor de seguros, que deu exemplos bem esclarecedores sobre o tema e abriu uma nova janela para entender o assunto.

Tome como exemplo um jovem de 24 anos que está começando sua vida profissional. Está dando os primeiros passos para não depender dos pais, mas ainda não tem nada de concreto na vida. Precisará investir num financiamento para adquirir um carro, uma casa, casar e ter filhos. Enfim, está na idade certa para assumir uma penca de dívidas.

Nesta fase, o ideal é fazer um planejamento financeiro, investindo em um seguro de vida de valor alto e também em uma previdência privada, neste caso, com valor menor. Ele tem muito a perder, levando-se em consideração o volume de dívidas assumido.

Aos 40 anos, seus compromissos financeiros começam a diminuir, filhos já estão indo para a faculdade, a casa está quitada, os carros da família comprados. Neste momento, o ideal é inverter posições, diminuir o valor do seguro e aumentar o investimento na previdência privada que vai propiciar um rendimento para viver a terceira idade, que nos últimos tempos, todos sabemos, vai durar bastante, pois a longevidade aumentou e muito.

Ter ou não seguro de vida, Dominiques? Ó dúvida cruel!

Muitos pensam que seguro de vida é para deixar um patrimônio para os herdeiros, mas este não é o único jeito de avaliar se deve ou não investir em um seguro.

Se você tem bens imóveis para deixar como herança, mas não tem dinheiro, não há liquidez. Como seus herdeiros vão se virar?

Há quem venda os imóveis e invista em seguro, diga-se de passagem, é um seguro alto, levando-se em consideração transformar seu patrimônio no prêmio da apólice. Mas neste caso, o valor não entra em inventário, não paga imposto e em 30 dias os herdeiros recebem o dinheiro. Não tem briga, nem anos de trâmite na justiça.

Nunca tinha pensado nisso. Você há de concordar que é preciso muita disciplina para não esquecer de pagar o seguro, sem falar em investir o valor da venda do imóvel (e esquecer do investimento) para não correr o risco de ficar sem ele e não pagar a apólice.

Segundo Heney, deve-se investir menos em seguro de vida a partir dos 60 anos e aumentar a contribuição na previdência privada.

Seguro de casa ou carro, por exemplo. O valor anual da apólice de seguro de uma casa é pequeno, R$ 500 a R$ 600. Para o corretor de seguros, o que é necessário analisar é o custo do valor fixo contra a necessidade de desembolsar um volume de dinheiro muito alto no momento do sinistro. A chance de pegar fogo é pequena, mas e se pegar? Como levantar de uma hora para a outra o montante para reconstruir sua casa ou apartamento?
Este “E SE” é que pega.

Um seguro de carro que custe R$ 250,00 por mês para se transformar no valor de um carro de R$ 50.000,00 são necessários 15 anos. Se você não rasga dinheiro ainda, há de convir que não é fácil conseguir R$ 50.000,00 para repor um carro, seja por causa de um roubo ou acidente.

Aqui, a melhor notícia de todas é que mulheres pagam um valor menor de seguro em relação aos homens. E, quanto mais maduras as mulheres, menor é o valor do seguro. As seguradoras descobriram que nós somos o máximo, Dominiques.

E seguro saúde então, nem se fala!

Não ter seguro saúde hoje é ter uma roleta russa apontada na sua testa 24 horas por dia. O ideal era aquele seguro antigo que cobria despesas hospitalares e exames e que não existe mais. Quem tem, pelo amor de Deus, não se desfaça.

Infelizmente, nossa saúde pública é precária e depender dela é assinar o atestado de óbito com antecedência.

Não é possível mais ter o plano top? Tenha o sênior. Não dá o sênior, tenha o plus. Nem o plus, vá para o plano enfermaria, mas na hora do vamos ver, o seguro saúde ajuda muito, mesmo que você seja uma Highlander.

Dominiques empreendedoras, existe o seguro sucessão empresarial. Imagine que você tem um negócio e que, no seu contrato social, os dependentes não podem assumir a empresa. Seu sócio morre e você precisa comprar a parte dele. Se não tem um dinheiro guardado, como fica?

E, para as Dominiques que são profissionais liberais, há ainda o seguro de responsabilidade civil. Médicas, advogadas, contadoras, engenheiras…

Imagine a seguinte situação. Uma médica comete um erro em um procedimento. Como arca com a indenização? Concorda que isso pode acontecer com qualquer uma de nós, levando-se em consideração que somos humanas?

Uma engenheira responsável por uma obra que cai, uma contadora que esquece de recolher impostos de um cliente. Mas advogada, como assim? Ela não é obrigada a ganhar uma causa, claro que não! Mas se esquecer de anexar um documento ou perder um prazo, a casa cai.

E também, para esta categoria, tem o seguro de lucros cessantes. Tanto para empresa, quanto para pessoas físicas. Imagine uma dentista que quebra o braço e fica 5 meses sem trabalhar. Como ela paga suas contas? Esta modalidade garante uma renda em decorrência do acidente ou doença temporariamente.

Diante de tudo isso, é bom avaliar direitinho e cuidadosamente quando vale a pena colocar no seguro aquilo que é importante para você. Tudo depende do perfil de cada um, o que pesa mais, investir na tranquilidade ou bancar o risco?

Qual é o seu perfil de seguro?

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Meu amor, meu tesouro!

Cheguei à conclusão de que não há muita diferença entre ter um bom casamento e manter um investimento financeiro para o futuro. Como disse a Marot Gandolfi neste post “Amar dá trabalho, requer disciplina”. Guardar dinheiro também, assim como ambos requerem talento para enxergar longe e uma dose de adaptação ao risco. Quer um casamento bem vivido para 30, 40 anos ou o resto da vida? Sem coragem para arriscar, nada feito. Falou em futuro, falou em risco.

Então, por que diabos a maioria de nós está disposta a investir em uma longa relação com alguém legal e fica paralisada quando começa a pensar em separar um dinheiro hoje para gastar daqui a 30 anos?

Está estranhando essa conversa? Pois ponha mais 500% no estranhamento que senti quando entrei no site do Tesouro Direto. Fui parar lá porque não aguentava mais ouvir falarem mal da poupança, onde guardava o dinheiro milagrosamente preservado dos furores consumistas ou das penúrias da vida.

Olhar o “cardápio” desse tipo de investimento representa uma experiência realmente estranha para os novatos. É como se você chegasse a uma doceria em que, ao lado de cada vitrine de guloseimas, estivesse escrito: “Servir a partir de 2019” ou “Disponível para degustação em 2023”. Imagine-se salivando por um petit gâteau, ao lado do aviso “Pronto para consumo em 2050”.

Passei por isso há três anos. Vendo as datas longínquas para resgate do dinheiro, caiu a ficha. Investimento é isso, um seguro para o futuro! Criei coragem, me informei, fui lá e comprei um doce de leite para 2019 e um brigadeiro de colher para 2023. Olho para eles de vez em quando para ver se está indo tudo bem.

Relembrei agora dessa experiência ao receber um pedido de ajuda de uma amiga que se viu com uma inesperada e deliciosa bolada do FGTS inativo. Com mais de 50 anos, zero de experiência em guardar dinheiro e baixa reserva para a aposentadoria, ela buscava um jeito de manter este valor longe da vista e rendendo por muitos anos.

É o seu caso? Então vou dar uma pequena contribuição com o que aprendi, para te ajudar a desmistificar o misterioso mundo dos investimentos, entrar no clube do Tesouro Direto e virar sócia e credora do governo. Será apenas um aperitivo, porque o assunto é longo e complexo. E eu sou apenas um “pobre amador”, como diria Tom Jobim.

# 1
Você precisará escolher uma corretora de valores para representá-la. Embora o Tesouro Direto seja uma ferramenta criada pelo governo para permitir o acesso “direto” das pessoas físicas, como eu e você, não dá para evitar o intermediário. A melhor escolha combina taxas baixas e idoneidade comprovada, o que pode ser pesquisado no site do Banco Central e em publicações especializadas. Com um Google, você chega lá.

# 2
Hora de se cadastrar no site do Tesouro Direto. Aqui pode complicar. Peça ajuda para os consultores da corretora (por telefone ou chat), faz parte do pacote contratado. Cadastro concluído, você ganhará um login e senha e estará apta a comprar títulos públicos. Hã? Quer dizer, emprestar dinheiro ao governo e ser remunerada por isso.

# 3
Enquanto toma as providências burocráticas, convém ir pensando em duas questões fundamentais – para quê guardar esse dinheiro e por quanto tempo. Lembra do doce que só pode ser comido em 2023? Se você planeja comprar um carro em dois anos, vai perder rendimento se sair antes do prazo. Para reforçar a aposentadoria, esperar cinco ou dez anos é viável.

# 4
Como acontece: você transfere o valor a ser investido para a sua conta aberta na corretora. Em seguida, entra no site do Tesouro Direto e usa essa conta para comprar os títulos. Você mesma, sozinha, no silêncio do seu quarto.

# 5
Muita calma nessa hora. Convém já ter visto as tabelas com os títulos disponíveis e definido os que interessam para não levar um susto como eu. As tabelas trazem as diversas modalidades de títulos (este é um capítulo à parte), o prazo e a rentabilidade esperada. Assim, quando entrar no site, já saberá ir direto à prateleira do produto desejado. A operação é simples e autoexplicativa. Dá medo só na primeira vez. Mas se tiver alguém experiente e de confiança do lado, o conforto fica maior.

# 6
Recomendação – evite aconselhar-se com a/o gerente do banco. Por não ter ganho com este tipo de investimento, provavelmente fará tudo para convencê-la a mudar de ideia e aplicar em um dos produtos do próprio banco, sempre com custos mais altos. Também não se fie apenas na recomendação de parentes ou colegas que parecem tão informados. Ouça uma segunda, terceira e quarta opinião.

# 7
Se você estudou um pouco antes e definiu o que quer com o investimento, não vai ficar no escuro com as informações da tabela. A que causa mais confusão é a previsão de rendimento que vai ser pago no final do contrato. Alguns podem ser de incríveis 11%, outros de meros, 0,6%. Não deixe que isso te impressione e influencie sua escolha. Tudo depende da modalidade do título (que, como eu disse, precisa de um capítulo exclusivo), se pré-fixado ou pós-fixado ou atrelado a algum índice. Nos valores menores, além da taxa que aparece na tabela, é somada a inflação do período.

# 8
Lembrando – Na hora de escolher, o mais importante é ter segurança com o objetivo do investimento e prazo e ficar ligada no que anda acontecendo no país.

Se você leu o post Independência Financeira, lembra que pensar como uma investidora consiste em gastar menos do que se ganha, privar-se de prazeres sem sofrer e “não terceirizar a preocupação com o futuro”. Minha amiga, a decisão final de onde deixar seu dinheiro é com você.

Há muitas armadilhas pelo caminho, além dos riscos. Quem dá o salto e se torna uma investidora precisa aprender a driblá-las, como explicado nesse post. Espero que essas oito dicas ajudem a clarear as ideias e te faça perder o medo de se transformar em uma poderosa investidora. Funcionou com minha amiga. Bons juros pra você!

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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5 motivos que atrapalham nossa estabilidade financeira

Cinco atitudes em especial explicam porque tantas mulheres da nossa geração enfrentam queda no padrão de vida quando chegam à maturidade. São as nossas diferenças com os homens.

Mulheres gastam mais – Epa! Não tem nada a ver com nossa fama de gastonas. Olha só: tomamos quase todas as decisões de compra doméstica. Somos responsáveis por 70% delas, o que inclui a comida da casa, cuecas para os homens da família, coisas para os pais, presentes e até o carro. Também não dá para esquecer a quantidade de mulheres que chefiam a família, mais de um terço do total de famílias, segundo o IBGE. Grande parte da renda feminina se dissipa nessas obrigações de consumo, daí a dificuldade de poupar.

Mulheres terceirizam a vida financeira – Por comodismo ou submissão, quantas de nós não delegam a gestão do próprio dinheiro ao marido, ao pai ou a um parente? Às vezes, nem as senhas dos cartões  nos  preocupamos em saber.  Até mesmo executivas com altos salários, empreendedoras bem sucedidas ou herdeiras transferem a terceiros as decisões sobre seus gastos e investimentos. Há quem se orgulhe de não ter o menor conhecimento de economia. Ignorar as próprias finanças pode ser uma temeridade. Ninguém sabe o dia de amanhã.

Mulheres são generosas –  Ajudar financeiramente outras pessoas – como filhos, maridos ou namorados e pais – está entre os maiores motivos de “quebra” das mulheres maduras. Raramente vemos o dinheiro que ganhamos como só nosso. Sucumbimos a um pedido do filho ou da filha ou não conseguimos dizer não ao marido desempregado sem ficar com a consciência pesada. Como nos preocupar com o futuro se damos mais importância às necessidades dos outros?

Mulheres investem menos – A mistura de insegurança com falta de informação e de visão de longo prazo está por trás da menor presença feminina no mercado de investimento. Pesquisas já constataram que isso se deve a fatores culturais. A educação financeira nas famílias, por exemplo, era quase toda dirigida aos meninos. A maioria não tem ideia, por exemplo, do que significa taxa de juros, embora esta entidade seja tão parte de nossas vidas como o cabeleireiro no sábado. E quem precisava pensar no longo prazo se era criada para casar?

Mulheres têm mais aversão ao risco – Mesmo as que se tornam investidoras tendem a aceitar ganhar menos para preservar o capital. Segundo o consenso reinante no mercado, temos um medo danado de faltar dinheiro para a família e os filhos, de baixar o padrão de vida, de ficar doente e não ter dinheiro para o tratamento, de o banco quebrar. Se a vida é um risco permanente, pensamos, por que arriscar um patrimônio tão duramente conquistado?

Você se reconhece em algumas dessas características? Elas nos atrapalham na hora de guardar dinheiro e estar preparada para o futuro. Você pode até dizer que não temos controle sobre o futuro para justificar tanta privação. Ok, aceito. Mas não se trata de futurologia.

Algumas coisas são perfeitamente previsíveis daqui a 10 ou 30 anos. Vamos trabalhar menos e gastar mais com saúde, por exemplo.

O bom é que algumas dessas características femininas podem trabalhar a nosso favor para conquistar a independência financeira.

Em outro post, continuamos essa conversa.

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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