Finanças

Mil dicas para não viajar na maionese e fazer a viagem dos seus sonhos!

Dominique - Viagem
Tentei escrever sobre viagem, viajando… achei que seria perfeito. Estava dentro de um trem a caminho de Santiago de Compostela na Espanha. Juro que tentei, mas me perdi nas paisagens, nas casinhas antigas, riachos, oliveiras e confesso, naquele cochilo de quem não está devendo nada a ninguém.

Ao contrário do que costumo fazer, dessa vez só me programei para os compromissos profissionais, os outros lugares foram me seduzindo ao longo da viagem.

Uma parte de mim estava de férias, a outra trabalhando. De férias, a gente dá férias também para o nosso cérebro, ficamos mais relaxados com a comida, horários e até mesmo com o dinheiro… são nossos vieses comportamentais tomando conta dos nossos atos enquanto damos uma folga à nossa racionalidade, aprendemos isso na economia comportamental. Pensar cansa mesmo. Viajando, a gente só quer cansar de ver coisas novas, diferentes, experimentar cores, sabores, cheiros e idiomas diferentes. Sabendo disso, planeje-se antes.

Me planejei financeiramente, saí do Brasil sabendo o quanto poderia gastar e que teria que fazer escolhas!

Pesquisei preços, mudei a data da viagem, transformei pontos de cartão de crédito em milhas, não gastei um real com a passagem. A ideia principal era passar uns dias na casa de uma amiga querida no sul de Portugal, visitar algumas universidades e como ela atua, assim como eu, em educação financeira, trabalharmos juntas por lá. Ah tá!

Viaje com amigos, é divertido; é gostoso ter com quem interpretar mapas, compartilhar experiências, lugares, risadas, uma comida com cara esquisita e vocês ainda dividem a hospedagem! Viajei com uma amiga brasileira, economizamos em tudo e gastamos tudo em passagem de trem. Viajamos à beça. Andamos igual a um camelo…

Se você tiver tempo para se planejar, veja com antecedência não só a passagem, mas também hospedagem, os descontos são bons, principalmente se for fora da alta temporada. Verifique a possibilidade de transformar seus pontos do cartão em milhagem, hospedagem e aluguel de carro. Dependendo da época do ano, vale a pena. OUTRAS NÃO!

Sabe aquela pergunta que sempre ouvimos na boca do caixa: crédito ou débito? Concentrar as compras no cartão de crédito já é uma forma de planejamento financeiro. É mais fácil para organizar, assim, tem-se uma data única que reúne a maioria das contas. Na fatura sabe-se onde, o que, quando e quanto custou cada coisa comprada ou serviço pago. O cartão nem sempre é o vilão, desde que não se perca de vista que a fatura chega e os juros são absurdos, caso você não pague o que deve na data de vencimento.

Se você for estudante, professor ou maior de 60 anos, identifique-se, isso pode te garantir abatimento nos preços. Em alguns países, estudantes tem limitação de idade, mas na maioria dos lugares, a carteirinha te abre portas com 50% de desconto. Transportes principalmente. Para professores, a carteirinha internacional tem peso de identidade internacional. Só soube quando retornei ao Brasil e já vou fazer a minha. Para comprovar a idade, mostre seu passaporte.

Ainda falando de documentos, tire uma cópia do seu passaporte e mantenha em lugar seguro junto com o endereço do consulado do Brasil. Caso você perca o original, a cópia vai te ajudar bastante na hora de providenciar outro documento.

Se você faz uso de medicamentos de uso contínuo, leve a receita médica com o nome genérico do medicamento. Em tempos de doenças endêmicas, verifique a necessidade de se vacinar antes de viajar.

Não importa se o seu cartão é internacional, antes de viajar, verifique na emissora se você precisa desbloquear o cartão para fazer compras em outros países. Aproveite também para perguntar se tem direito a salas VIP dos aeroportos. Em caso de conexões muito longas, pode ser uma boa pedida.

Se você tem planos de alugar um carro durante a viagem, busque informações antes de tirar a carteira internacional de motorista no Detran. Em alguns países, o turista pode usar a carta do país de origem por um prazo de até seis meses.

Para quem não viaja com frequência ao exterior ou é uma primeira vez, os aeroportos, principalmente os que tiveram reformas recentes, são enormes e os free-shops idem!

Alguns voos com conexão dão a impressão de que se vai “mofar” no aeroporto. Em alguns voos o tempo é “contadinho” para desembarcar e embarcar em outro voo.

Se você está se preparando para a viagem dos sonhos, compre uma mala com o maior número de rodinhas que couber no seu bolso. Faz uma diferença danada. Ah! Sim, compare preços, se for o caso, vá com sua mala antiga e compre outra na viagem, dependendo do destino, pode ser mais em conta comprar fora do Brasil.

O que mais? Por mais vaidade que você tenha, leve o mínimo de roupas possível e consulte a previsão de tempo. Ela é honesta! Não se preocupe: o astral muda, a pele fica boa, use o seu melhor sorriso e como diz uma amiga, “mudou de cachecol, mudou de roupa”… As fotos sairão lindas, não leve um caminhão de roupas, no fim, você usará as mais confortáveis; a dica vale para sapatos também.

Se a viagem for para o exterior e o planejamento for de longo prazo, vá comprando a moeda local ou aplicando mensalmente seus recursos em algum fundo de investimentos cambial. Ao longo do tempo, terá comprado a moeda por um preço médio. Deixar para fazer câmbio na semana da viagem pode ser um risco enorme da moeda estar cotada em um valor alto e comprometer seus planos.

Não gaste mais do que o planejado, a menos que haja uma emergência – Ah! se você comprar a passagem com cartão de crédito, verifique se está pagando também por um seguro viagem, em alguns países o comprovante do seguro é solicitado na alfândega.

Coloque antes de viajar um teto para seus gastos e mantenha-se nele. A sensação de autocontrole é boa e o bolso agradece.

Durante a viagem, hidrate-se bem! Use sapatos confortáveis, não deixe de experimentar algum prato típico, apaixone-se, tire muitas fotos e pese a mala antes de embarcar de volta.

Cuide de tudo com antecedência para não viajar na maionese!

Beijão, boa viagem! Ao retornar, conta tudo pra gente aqui!

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

4 Comentários
  1. Depois dessa. Fiquei sem palavras. Obrigada pelos dias incríveis amiga! Muitas saudades. Mil beijos em todos aí!

  2. Boas dicas amiga Paula. Foi com enorme gosto que te recebi na minha casa, na minha família, nos meus amigos.
    Foi uma decisão inteligente viajar por todo o país de comboio. O país é pequeno, é económico e as paisagens agradecem serem conhecidas pelos sentimentos dos forasteiros.
    É bom viajar, conhecer novos ambientes e culturas diferentes. Da gastronomia ao clima tudo é uma questão de hábito mesmo. O planejamento da viagem é importante mas há sempre lugar para que os locais nos surpreendam com algo que se fossemos apenas como turistas nunca encontraríamos.
    Um obrigada gigante à forma como me recebeste em S. Paulo numas férias inesquecíveis.

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2018 promete? Claro que não. Em 2018, EU prometo!

Dominique - 2018
2018 está chegando…

É inevitável todo final de ano chamam a gente (economistas, planejadores financeiros e gurus) para falar do próximo ano… Acho “bacanérrimo”. Curto essa época do ano!

Adoro Natal, encho a casa de pisca-pisca, pulo ondinhas no Reveillon, guardo sementes de romã na carteira, como lentilha, coloco calcinha nova da cor “necessária”. À meia-noite olho para o céu brilhando e é impossível não desejar coisas boas. Sonho com uma vida legal para nós e para o mundo inteiro. Só de pensar, sinto a brisa do mar e imagino “o” gato especial que vou conhecer no próximo ano, os quilos a mais que deixarei para trás, a sala de reuniões do meu novo escritório e minha família sorridente.

Gente! Minha família! Para tudo! As cachorrinhas estão em pânico com os fogos!

E assim começa mais um ano! Volto para casa e sou recebida como se não houvesse amanhã, ganho festinha, lambidas e muito carinho das minhas pequenas.

Feliz Ano Novoooooooo!!!

Ao invés de pensarmos “2018 promete…” deveríamos pensar “em 2018 prometo…”. Não quero ser chata não, mas a essa altura do campeonato já entendemos que não existe mágica e como diz a música: depende de nós…

Na hora de pular as sete ondinhas ou fazer os pedidos à meia noite, lembre-se de que a realização de cada um destes cairá na nossa conta… Um ou outro desejo Papai do Céu, Papai Noel ou Yemanjá poderão até dar uma força, mas o grosso mesmo… sabemos, não cai do céu.

Antes de começar a falar de 2018, quero contar aqui uma coisa que faço há 3 anos e me faz entrar o ano leve.

No primeiro dia do ano, coloco em um potinho com tampa, um bloquinho de anotações dentro, daqueles bem pequeninhos. Sempre que me acontece alguma coisa boa, escrevo o acontecido no papelzinho, dobro e guardo no potinho. Não precisam ser conquistas cinematográficas, apenas situações que me fizeram sorrir. No dia 31 de dezembro, reservo um tempo pra mim e abro cada um dos bilhetes.

Ao ler os bilhetinhos, volto no tempo e sinto a mesma emoção. Uma sensação deliciosa. Recomendo!

O potinho é para mim, uma caixinha de cases de sucesso. Não resisti e acabei de abrir um: Terraço Itália. Sou carioca e não conhecia. Amei!

Certa vez tinha um bilhetinho assim: “A xxx não está com câncer”, vocês não fazem ideia de como aquele bilhetinho me emocionou e me fez imediatamente agendar minha mamografia. Não precisei necessariamente passar pela experiência, aprendi com a experiência da minha amiga.

Na psicologia econômica, diriam que alguns dos bilhetinhos, poderiam ser considerados “nudges”, pequenos cutucões que nos orientam para boas escolhas, assim diz Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2017.

Um dos encantos do potinho, é que ao ler as notinhas, você não vai acreditar do que é capaz! A maioria das coisas que tem guardado ali, você fez acontecer, mereceu, buscou, pouquíssimas coisas simplesmente aconteceram! Isso conduz nossa autoestima e a nossa confiança às estrelas.

Tenho meus potinhos, você pode ter sua agenda, fotos, planilhas, o importante é registrar esses momentos felizes. Eles são pílulas estimulantes!

Ao fazer sua lista de desejos para o próximo ano, não conte com Papai Noel ou ajuda de outras pessoas. O que vier é lucro, mas só se comprometa com o que você puder fazer.

Identifique o que são sonhos e o que são objetivos. Alguns sonhos mudam com o tempo e não temos tanto compromisso com eles, até que os transformamos em objetivos. Esses sim, têm nome, preço, plano e data para realização; assim como uma viagem, um curso ou uma cirurgia. Planeje em etapas e celebre cada conquista. Isso vai te dar mais energia para continuar.

Otimismo é fundamental! Mas tenha cuidado: em excesso pode fazer com que os riscos sejam ignorados. Sonhe alto, mas mantenha os pés no chão, o controle de sua conta corrente, os seus exames médicos em dia e uma reserva financeira suficiente para sustentar suas contas por pelo menos seis meses.

Use protetor solar e ande perfumada sempre!
Deixe seu amor saber quem é mesmo o dono de quem…
Não acumule pendências, desaforos, nem roupas apertadas.

Nunca subestime o poder dos juros compostos, de um “carocinho” ou de uma mágoa.
Cuide-se. Ame-se todos os dias, inclusive nos mais cinzentos. Ouça música. Reduza as despesas desnecessárias. Use o tempo a seu favor, gaste com coisas que verdadeiramente importam.

Não acredite em tudo o que ouve. Se o assunto for dinheiro faça as contas com calma, não aceite pressão e tente não se precipitar. Peça a ajuda de uma pessoa de confiança e se o tema for muito “cabeludo” chame um planejador financeiro certificado.

Nos vemos mais em 2018! Feliz Ano Novo! Saúde, muito amor!

Agora clique aqui e aumente o som!
Com carinho,
Paula Sauer

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

3 Comentários
  1. Paula, eu adorei o seu texto! Li como se estivesse conversando com vc!
    Sensação muito boa ! Obrigada! Um Beijo.

  2. Paula, parabéns pelo texto!!!
    Maravilhoso!! Que delicia ler algo tão bem escrito e no meio disso assim sem perceber, uma lição de planejamento financeiro!!!
    Muito bom!!! Beijo!!

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Faça um planejamento financeiro para emergências com seus pets

Dominique - pets
O assunto de hoje é: pets!

Tinha prometido escrever um texto sobre a vida financeira pós-divórcio e eis que surge uma emergência médica! Medico-veterinária!

A Neta “cã” de uma Dominique passou mal; a família já estava doida pensando que a bichinha, uma senhorinha de 13 anos chamada Lollypop Teresa estava tendo um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Correria, família com o coração na mão. R$ 932,00 depois de ser atendida em uma clínica veterinária, descobriram que a espevitada Lollita tem labirintite. Está em tratamento e já está melhor com cuidados, medicamentos e beijos.

No mesmo ambiente, uma colega diz que seu “filho” Toddy está com conjuntivite (já imaginei o drama de se colocar uma pomada no olho de um Yorkshire) e a outra diz que o papo estava bom, mas que tinha que ir para casa porque sua filha canina, a Luna estava com cistite…

Vamos falar então, das despesas de nossos filhos e netos pets em nosso planejamento financeiro. Sim, eles precisam entrar na conta. Claro! Uma parte importante e recorrente em nosso orçamento mensal é destinada a eles.

Não há dúvidas de que para muitos de nós, o animalzinho de estimação faz parte da família. São dedicados, amorosos, engraçados e muito companheiros. Mudam nosso astral para muito melhor. Aqui em casa por exemplo, as filhas que ficam mais felizes quando chego em casa, são a Larinha de 10 anos e a caçulinha Babi de 3 anos, duas Yorkies.

No texto anterior, conversamos sobre os desafios financeiros atrelados ao aumento de nossa longevidade, não seria surpresa que aumentasse também a longevidade nos nossos bichinhos. A surpresa foi saber que nos últimos 30 anos, a longevidade deles praticamente dobrou!

Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Hospital Sena Madureira em São Paulo mostrou que cães de pequeno porte, que antes costumavam chegar até os 9 anos, hoje podem viver bem até os 18. Os de grande porte, de 7 anos, passaram para 13. Os gatos que no passado viviam no máximo até os 10, já alcançam os 20 anos.

Está claro que os avanços tecnológicos e aumento da qualidade de vida que nos mantém mais vivos por mais tempo se estenderam para nossos pets também. Existem especialidades médicas, clínicas, alimentos e tratamentos extremamente sofisticados (e caros) para manter vivos e por mais tempo os animais de estimação.

Curiosamente, no mês de outubro, mês que tradicionalmente fazemos o mês de prevenção do câncer de mama, a campanha aconteceu em hospitais e clínicas veterinárias também, “outubro rosa pet”, onde ensinavam aos “pais” como fazer a apalpação das maminhas das patudas durante o banho e o carinho na barriga.

A regra é a mesma e o quanto antes diagnosticado, maiores as chances de cura. Caso diagnosticado um tumor, o tratamento pode ser bastante dispendioso, além de superdesgastante, pois não suportamos vê-los doentes.

A prescrição na maioria das vezes envolve cirurgia, internação, exames laboratoriais, em alguns casos exames de imagem e medicamentos. Não conte com a sorte de tratá-los em hospitais públicos, apesar de excelentes profissionais, não é fácil conseguir vaga.

Com o avançar da idade, assim como nós, os pets necessitarão de mais cuidados e cuidados mais específicos, visitas mais frequentes ao médico, tratamentos e medicamentos de uso contínuo, para alguns, alimentação especial. Para todos, muito chamego.

Em algumas famílias, pensar em um plano de saúde veterinário pode ser uma alternativa interessante. Existem como nos planos para humanos, categorias com preços e serviços diferenciados.

Além de todo esse papo sobre saúde, trazer um pet para casa implica em outras despesas, recorrentes e que não nos questionamos muito em comprar, compramos e pronto.

Por isso, assim como colocamos em nosso orçamento o pagamento do IPTU, IPVA, material escolar, compras de supermercado, devemos incluir em nosso orçamento as despesas mensais e as anuais como visita ao veterinário, troca do enxoval – caminha, guia e coleira, caixinha de areia dos gatos, poleiros novos, vacinas… percebe que essas despesas não são surpresa para nós? Mas se não as contabilizarmos e não nos planejarmos para elas, certamente estas impactarão nosso orçamento.

Pra quem ainda não tem um amiguinho de patas, penas ou escaminhas, vale ressaltar que “vale quanto pesa”. Quanto maior o filho, maiores são as despesas. Por outro lado, para quem pensa que passarinho não gasta nada, saiba que nem todo veterinário atende, principalmente os silvestres (calopsitas e papagaio são exemplos) e os que atendem, cobram “bem”.

Vale uma outra recomendação: aumente sua reserva financeira sempre que “aumentar” a família. Via de regra, dizemos que é importante que tenhamos uma reserva que equivalha a de 6 a 8 meses das nossas despesas mensais. Por isso, não se esqueça de colocar os pets no planejamento.

Para gastar menos:

– Dê aquele abraço apertado no seu “dog walker”, agradeça pelo serviço prestado e reserve um tempo para passear com seu amigo, vocês trocarão altas ideias…

– Gato gosta mais da caixa do presente do que de presentes… dê caixas de papelão e eles amarão você muito mais!

– Se o seu vizinho tem pet também, que tal comprar juntos e dividir a ração? Em muitas lojas, quanto maior a embalagem, menor o preço por kilo, só cuidado para não dar um tiro no pé: comprar um montão e estragar.

Boa alimentação, exercícios, vida social animada e muito amor, bom para você e para os pets!

Até a próxima!
Com carinho, Paula Sauer

Leia mais:

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

3 Comentários
  1. É um assunto que preciso estudar… comparar,entender mais. Pode ser sem dúvida uma alternativa interessante. Obrigada Lena!.
    Um beijo
    Paula Sauer

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Quando vale a pena fazer seguro? Do que e por quê?

Dominique - Seguro
Não é à toa que são sábios os ditados populares “o seguro morreu de velho” e “quem tem cuida”.

Você sabia que o seguro deve ser considerado um investimento?

A maioria das pessoas não abre mão do seguro, por puro medo, coisa de pai. Muita gente não dirige o carro de alguém se souber que não é segurado.

A teoria diz que quanto mais nova for a pessoa, mais alto deve ser o seguro de vida. Mas que teoria é essa? Quanto mais jovem o ser, mais longe de morrer, certo? Se perder o carro, mais tempo para adquirir o outro, não?

Errado! Morrer é certo e se tem alguém que sabe isso é a seguradora. O risco é perder algo enquanto se está vivo.

Conversamos com o Heney Fernandez, corretor de seguros, que deu exemplos bem esclarecedores sobre o tema e abriu uma nova janela para entender o assunto.

Tome como exemplo um jovem de 24 anos que está começando sua vida profissional. Está dando os primeiros passos para não depender dos pais, mas ainda não tem nada de concreto na vida. Precisará investir num financiamento para adquirir um carro, uma casa, casar e ter filhos. Enfim, está na idade certa para assumir uma penca de dívidas.

Nesta fase, o ideal é fazer um planejamento financeiro, investindo em um seguro de vida de valor alto e também em uma previdência privada, neste caso, com valor menor. Ele tem muito a perder, levando-se em consideração o volume de dívidas assumido.

Aos 40 anos, seus compromissos financeiros começam a diminuir, filhos já estão indo para a faculdade, a casa está quitada, os carros da família comprados. Neste momento, o ideal é inverter posições, diminuir o valor do seguro e aumentar o investimento na previdência privada que vai propiciar um rendimento para viver a terceira idade, que nos últimos tempos, todos sabemos, vai durar bastante, pois a longevidade aumentou e muito.

Ter ou não seguro de vida, Dominiques? Ó dúvida cruel!

Muitos pensam que seguro de vida é para deixar um patrimônio para os herdeiros, mas este não é o único jeito de avaliar se deve ou não investir em um seguro.

Se você tem bens imóveis para deixar como herança, mas não tem dinheiro, não há liquidez. Como seus herdeiros vão se virar?

Há quem venda os imóveis e invista em seguro, diga-se de passagem, é um seguro alto, levando-se em consideração transformar seu patrimônio no prêmio da apólice. Mas neste caso, o valor não entra em inventário, não paga imposto e em 30 dias os herdeiros recebem o dinheiro. Não tem briga, nem anos de trâmite na justiça.

Nunca tinha pensado nisso. Você há de concordar que é preciso muita disciplina para não esquecer de pagar o seguro, sem falar em investir o valor da venda do imóvel (e esquecer do investimento) para não correr o risco de ficar sem ele e não pagar a apólice.

Segundo Heney, deve-se investir menos em seguro de vida a partir dos 60 anos e aumentar a contribuição na previdência privada.

Seguro de casa ou carro, por exemplo. O valor anual da apólice de seguro de uma casa é pequeno, R$ 500 a R$ 600. Para o corretor de seguros, o que é necessário analisar é o custo do valor fixo contra a necessidade de desembolsar um volume de dinheiro muito alto no momento do sinistro. A chance de pegar fogo é pequena, mas e se pegar? Como levantar de uma hora para a outra o montante para reconstruir sua casa ou apartamento?
Este “E SE” é que pega.

Um seguro de carro que custe R$ 250,00 por mês para se transformar no valor de um carro de R$ 50.000,00 são necessários 15 anos. Se você não rasga dinheiro ainda, há de convir que não é fácil conseguir R$ 50.000,00 para repor um carro, seja por causa de um roubo ou acidente.

Aqui, a melhor notícia de todas é que mulheres pagam um valor menor de seguro em relação aos homens. E, quanto mais maduras as mulheres, menor é o valor do seguro. As seguradoras descobriram que nós somos o máximo, Dominiques.

E seguro saúde então, nem se fala!

Não ter seguro saúde hoje é ter uma roleta russa apontada na sua testa 24 horas por dia. O ideal era aquele seguro antigo que cobria despesas hospitalares e exames e que não existe mais. Quem tem, pelo amor de Deus, não se desfaça.

Infelizmente, nossa saúde pública é precária e depender dela é assinar o atestado de óbito com antecedência.

Não é possível mais ter o plano top? Tenha o sênior. Não dá o sênior, tenha o plus. Nem o plus, vá para o plano enfermaria, mas na hora do vamos ver, o seguro saúde ajuda muito, mesmo que você seja uma Highlander.

Dominiques empreendedoras, existe o seguro sucessão empresarial. Imagine que você tem um negócio e que, no seu contrato social, os dependentes não podem assumir a empresa. Seu sócio morre e você precisa comprar a parte dele. Se não tem um dinheiro guardado, como fica?

E, para as Dominiques que são profissionais liberais, há ainda o seguro de responsabilidade civil. Médicas, advogadas, contadoras, engenheiras…

Imagine a seguinte situação. Uma médica comete um erro em um procedimento. Como arca com a indenização? Concorda que isso pode acontecer com qualquer uma de nós, levando-se em consideração que somos humanas?

Uma engenheira responsável por uma obra que cai, uma contadora que esquece de recolher impostos de um cliente. Mas advogada, como assim? Ela não é obrigada a ganhar uma causa, claro que não! Mas se esquecer de anexar um documento ou perder um prazo, a casa cai.

E também, para esta categoria, tem o seguro de lucros cessantes. Tanto para empresa, quanto para pessoas físicas. Imagine uma dentista que quebra o braço e fica 5 meses sem trabalhar. Como ela paga suas contas? Esta modalidade garante uma renda em decorrência do acidente ou doença temporariamente.

Diante de tudo isso, é bom avaliar direitinho e cuidadosamente quando vale a pena colocar no seguro aquilo que é importante para você. Tudo depende do perfil de cada um, o que pesa mais, investir na tranquilidade ou bancar o risco?

Qual é o seu perfil de seguro?

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Meu amor, meu tesouro!

Cheguei à conclusão de que não há muita diferença entre ter um bom casamento e manter um investimento financeiro para o futuro. Como disse a Marot Gandolfi neste post “Amar dá trabalho, requer disciplina”. Guardar dinheiro também, assim como ambos requerem talento para enxergar longe e uma dose de adaptação ao risco. Quer um casamento bem vivido para 30, 40 anos ou o resto da vida? Sem coragem para arriscar, nada feito. Falou em futuro, falou em risco.

Então, por que diabos a maioria de nós está disposta a investir em uma longa relação com alguém legal e fica paralisada quando começa a pensar em separar um dinheiro hoje para gastar daqui a 30 anos?

Está estranhando essa conversa? Pois ponha mais 500% no estranhamento que senti quando entrei no site do Tesouro Direto. Fui parar lá porque não aguentava mais ouvir falarem mal da poupança, onde guardava o dinheiro milagrosamente preservado dos furores consumistas ou das penúrias da vida.

Olhar o “cardápio” desse tipo de investimento representa uma experiência realmente estranha para os novatos. É como se você chegasse a uma doceria em que, ao lado de cada vitrine de guloseimas, estivesse escrito: “Servir a partir de 2019” ou “Disponível para degustação em 2023”. Imagine-se salivando por um petit gâteau, ao lado do aviso “Pronto para consumo em 2050”.

Passei por isso há três anos. Vendo as datas longínquas para resgate do dinheiro, caiu a ficha. Investimento é isso, um seguro para o futuro! Criei coragem, me informei, fui lá e comprei um doce de leite para 2019 e um brigadeiro de colher para 2023. Olho para eles de vez em quando para ver se está indo tudo bem.

Relembrei agora dessa experiência ao receber um pedido de ajuda de uma amiga que se viu com uma inesperada e deliciosa bolada do FGTS inativo. Com mais de 50 anos, zero de experiência em guardar dinheiro e baixa reserva para a aposentadoria, ela buscava um jeito de manter este valor longe da vista e rendendo por muitos anos.

É o seu caso? Então vou dar uma pequena contribuição com o que aprendi, para te ajudar a desmistificar o misterioso mundo dos investimentos, entrar no clube do Tesouro Direto e virar sócia e credora do governo. Será apenas um aperitivo, porque o assunto é longo e complexo. E eu sou apenas um “pobre amador”, como diria Tom Jobim.

# 1
Você precisará escolher uma corretora de valores para representá-la. Embora o Tesouro Direto seja uma ferramenta criada pelo governo para permitir o acesso “direto” das pessoas físicas, como eu e você, não dá para evitar o intermediário. A melhor escolha combina taxas baixas e idoneidade comprovada, o que pode ser pesquisado no site do Banco Central e em publicações especializadas. Com um Google, você chega lá.

# 2
Hora de se cadastrar no site do Tesouro Direto. Aqui pode complicar. Peça ajuda para os consultores da corretora (por telefone ou chat), faz parte do pacote contratado. Cadastro concluído, você ganhará um login e senha e estará apta a comprar títulos públicos. Hã? Quer dizer, emprestar dinheiro ao governo e ser remunerada por isso.

# 3
Enquanto toma as providências burocráticas, convém ir pensando em duas questões fundamentais – para quê guardar esse dinheiro e por quanto tempo. Lembra do doce que só pode ser comido em 2023? Se você planeja comprar um carro em dois anos, vai perder rendimento se sair antes do prazo. Para reforçar a aposentadoria, esperar cinco ou dez anos é viável.

# 4
Como acontece: você transfere o valor a ser investido para a sua conta aberta na corretora. Em seguida, entra no site do Tesouro Direto e usa essa conta para comprar os títulos. Você mesma, sozinha, no silêncio do seu quarto.

# 5
Muita calma nessa hora. Convém já ter visto as tabelas com os títulos disponíveis e definido os que interessam para não levar um susto como eu. As tabelas trazem as diversas modalidades de títulos (este é um capítulo à parte), o prazo e a rentabilidade esperada. Assim, quando entrar no site, já saberá ir direto à prateleira do produto desejado. A operação é simples e autoexplicativa. Dá medo só na primeira vez. Mas se tiver alguém experiente e de confiança do lado, o conforto fica maior.

# 6
Recomendação – evite aconselhar-se com a/o gerente do banco. Por não ter ganho com este tipo de investimento, provavelmente fará tudo para convencê-la a mudar de ideia e aplicar em um dos produtos do próprio banco, sempre com custos mais altos. Também não se fie apenas na recomendação de parentes ou colegas que parecem tão informados. Ouça uma segunda, terceira e quarta opinião.

# 7
Se você estudou um pouco antes e definiu o que quer com o investimento, não vai ficar no escuro com as informações da tabela. A que causa mais confusão é a previsão de rendimento que vai ser pago no final do contrato. Alguns podem ser de incríveis 11%, outros de meros, 0,6%. Não deixe que isso te impressione e influencie sua escolha. Tudo depende da modalidade do título (que, como eu disse, precisa de um capítulo exclusivo), se pré-fixado ou pós-fixado ou atrelado a algum índice. Nos valores menores, além da taxa que aparece na tabela, é somada a inflação do período.

# 8
Lembrando – Na hora de escolher, o mais importante é ter segurança com o objetivo do investimento e prazo e ficar ligada no que anda acontecendo no país.

Se você leu o post Independência Financeira, lembra que pensar como uma investidora consiste em gastar menos do que se ganha, privar-se de prazeres sem sofrer e “não terceirizar a preocupação com o futuro”. Minha amiga, a decisão final de onde deixar seu dinheiro é com você.

Há muitas armadilhas pelo caminho, além dos riscos. Quem dá o salto e se torna uma investidora precisa aprender a driblá-las, como explicado nesse post. Espero que essas oito dicas ajudem a clarear as ideias e te faça perder o medo de se transformar em uma poderosa investidora. Funcionou com minha amiga. Bons juros pra você!

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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