Tag: Eliane Cury Nahas

Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo

Dominique - Corpo
O meu corpo mudou.
Ah!…. como mudou.
E tem roupa que eu usava que não devo mais usar.
Camisetinha justinha e curtinha. Tá louca?
E o que é que eu faço com aquelas gordurinhas que apareceram nas costas?
Never more baby.
Tá legal, tá legal.
Você não tem esse problema.
Que bom.
Mas, querida, deve ter outro.
Certeza!
Se você tem 50 anos ou por aí, seu corpo também passou por algumas mudanças.

Aí eu te digo.
Virei mágica.
Descobri um monte de truques pra disfarçar e/ou melhorar o visu.
Sério…
Virei PHD em disfarces de pequenas protuberâncias indesejadas e formas desconhecidas.
E, de mais a mais, nunca fui perfeccionista.
Sempre olhei o todo.
Dou uma olhada no espelho e se o visual geral me agradar, beleza!

Meus truques:

Nunca coloco óculos na hora da finalização do look.
Mais fácil achar que está tudo ótimo.
E, aí, saio com aquela segurança de menina.

E tem aqueles dias que acordo parecendo um baiacu, com o rostinho mais redondo que uma laranja bahia, quase uma grapefruit.
Nestes dias, tudo que eu quero, é não sair de casa.
Mas, infelizmente, a semana não tem 7 domingos.
E aí?
Aí eu lavo o cabelo.
Sim, cabelo solto, bem escovado, já dá uma melhorada.
Uso preto.
Roupa preta da cabeça aos pés vai fazer eu me sentir menor.
Neste dia não ouso colocar roupa colorida!
Estampada, então, nem pensar!
Ficaria me sentindo um balão, daqueles com cestinhas de vime, sabe?
Aqueles coloridos que ficam lindos voando nos céus.
Ficam lindos, porque ficam longe.
Bem longe.
Entendeu?

Bom… eu poderia ficar falando até amanhã sobre isto.
Mas sabe do que mais?
A grande vantagem de ter feito 50 anos é que muito pouca coisa me incomoda hoje.
Inclusive no meu corpo.
Brinco, porque só o humor salva.
Falo dos truques, das pernocas e das gordurinhas, mas de verdade?
Nunca me senti mais gostosa.
Porque o que vale é o que o corpo não mostra.

Como você se sente em relação com o seu corpo?

Leia Mais:

Estilistas, atenção – Dominiques também consomem!
Ela se casou por causa de um speed dating!

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

14 Comentários
  1. Tenho 58, me descobri um baiacu no final do ano passado, mas eu já estava(um baiacu) há mais tempo,entende? No início do ano decidi procurar uma nutricionista, um personal e simbora….comer direito, se exercitar….hoje com 11 kg a menos e massa magra predominando….estou feliz com o que vejo no espelho… vamos lá meninas???

  2. Tenho 50 anos e gosto mto do meu corpo.
    Agora gosto pq não ligo mais para a opinião dos outros.
    E sim pata a imagem que vejo no espelho e falo pra mim mesma tô gostosa kkk.
    Bjos a todas Dominique.

  3. Hoje, com quase 60, me olho no espelho e com 10kg acima de peso eu descubro que o que ficou mais bonito mesmo foi o meu amor próprio, bem mais na medida do que aos 30, 40, 50,…
    Amei seu texto.

  4. Ah meus 50 anos! Eu estava tão plena tão feliz com a minha forma física. Aí veio a menopausa aos 54, e meu mundo virou de ponta cabeça. Uma depressão desgraçada, um sobrepeso de respeito que nunca mais consegui eliminar. Não, hoje eu não gosto do meu corpo. Estou com 65 anos.

    1. Marcia querida. Menopausa is a bitch!!!! Eita..Só não sabe quem não passou. Acredite, vc nao esta sozinha. Mas o negocio, eh aprendermos a valorizar o que temos de mais bonito. `Que seja o sorriso!! Aliás, tem mais gostoso do que um belo sorriso? Ahh tem sim. Uma mulher bem humorada nao ha quem resista!!!

  5. Kkkkk Baiacu foi bom demais, 50 não é nada, duro é estar as vésperas dos 60 e começar a ver tudo enrugando, assim do nada um dia vc acorda e assim que vc se olha no espelho a sua vontade é de se enfiar debaixo das cobertas e não sair mais de lá…
    Enfim depois eu penso, to enrugada mas to viva ne!

    1. Affff Rosita..Vc ta muito viva. E debaixo das cobertas nao tem nada alem de escuridao. Bóraaaaaa viver e fazer o que ganhamos de melhor com nossa idade. A liberdade!!! beijocas querida!!

    1. Eu tendo a concordar co m ela Josane. Na verdade, adoro usar cor perto do rosto. Acho que dá uma levantada. Tipo assim, um tubinho preto que dá uma afinada e um lenço ou uma biju turquesa!!

  6. Eu tenho 60 anos, mas estou adorando, a melhor idade porque só agora estou me conhendo, me cuidando e me amando, faço faculdade, danço balé e aos domingos vou baile e danço a tarde toda.

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Histórias da praia 3 – Uma Dominique se descobrindo no Rio Chico

Dominique - PraiaComo disse no primeiro texto sobre as histórias da praia, uma das melhores coisas da minha praia são os papos, os causos, as histórias. Lembra que falei no segundo texto da Marianne que andava de manhã cedinho roubando minha exclusividade?

Bom, fato é que nos tornamos boas amigas de temporada, quer dizer, só nos encontramos lá. E só batemos papos daqueles de lavar a alma de vez em quando.

E foi isso que aconteceu semana passada.

Nos encontramos no fim da tarde para um daqueles famosos cafezinhos.

Papo vai, papo vem, disse que nunca mais a tinha visto com sua câmera fotográfica. Companheira inseparável.

Ela falou que tinha dado um tempo. Não sabia bem porque. Mas tinha aposentado dentro de uma gaveta. Máquina, lentes e parafernálias.

– Sabe? O digital facilitou muito, mas me fez perder o tesão. Esse negócio de poder tirar muitas fotos para poder escolher a melhor tirou a beleza das fotos na minha opinião.

– Mas porque Marianne? É uma enorme facilidade.

– Porque o custo da revelação impedia que tirássemos esse monte de fotos. Quando fotografamos, o que importa é a primeira, é o nosso olhar naquele momento, é o que capturamos, é o que aquilo nos fez sentir. Aí vem o momento da revelação, sendo que na maioria das vezes já tinha até esquecido de algumas fotos. E aparece a delícia de descobrir aquele registro. Bem, posso ser anacrônica ou saudosista, mas acho que não tem mais a mesma graça.

E aí ela começou a contar como foi o processo dela de descoberta pela paixão pela fotografia.

Por volta dos 50 anos, (affff sempre por aí, né Dominiques?) ela quis fazer algo que fosse só dela, só para ela e que a libertasse um pouco dos papéis de mãe filha, esposa, profissional. Estava se sentindo oprimida nessa casca.

Ahhh Mariane, como eu te entendo.

A história de seu desenvolvimento como fotógrafa, eu vou pedir para ela contar pessoalmente.

Foi fazer cursos com feras. Cursos que precisava ser aceita. Mas como assim? Nunca fotografei. Como farei um teste? Well, ela foi aceita, porque sempre teve e sempre terá o espírito do artista. O olhar diferenciado.

E assim passaram-se anos fotografando e estudando.

Até que surgiu a dúvida. Mas o que é que eu fotografo?

Para que eu fotografo?

Sou mais uma fotógrafa de por do sol de Insta?

E resolveu realizar um antigo sonho. Conhecer e fotografar o Rio São Francisco.

Mas precisava fazer isso sozinha.

Precisava deste tempo. Precisava deste encontro com ela mesma.

Fez seu roteiro.

Colega, sério, eu jamais teria encarado essa viagem. Roots demais para meu estilo.

Mas Marianne, na época com 54 anos, partiu decidida de avião até Aracajú. De Aracajú, 5 horas de ônibus até Penedo. E de Penedo mais 6 horas de ônibus até Piranhas.

Você já ouviu falar de Piranhas? Pois é eu nuuuunca tinha ouvido falar.

Mas a descrição de Ma foi de dar água na boca.

Uma cidade muito organizada, com casinhas coloridas, ruas de paralelepípedos, às margens do Velho Chico, mas ainda cheia de grutas e com histórias riquíssimas sobre o cangaço, afinal lá foi feita a emboscada final para maria Bonita e lampião. N-U-N-C-A poderia imaginar. Afff! Quanta ignorância!

Mas voltando. Ma hospedou-se numa pousada, simples e acolhedora. Estamos falando de 2005. Muita coisa deve ter mudado de lá pra cá.

Mas lá vai ela fotografar e procurar sua essência.

Até que numa certa sexta-feira, Marianne começa a passar mal. Tontura, dor de cabeça, vómitos e febre.

– Ah!  Já já passa. Vou ficar quietinha no quarto hoje.

Aí começa a diarreia. Na madrugada de sexta para sábado percebe que a coisa só piora.

Que está sozinha, no meio de lugar desconhecido sem conhecidos.

O que adiantava ligar para família naquela altura? 4 horas de avião mais 11 horas de estrada?

Arrastou-se até a entrada da pousada, chamou a dona, que muito solicita, a levou ao hospital da cidade.

Para uma paulistana, chamar aquilo de hospital não parecia apropriado. Pela falta de equipamentos e tamanho, mais lhe parecia um posto de saúde.

Foi quando apareceu um médico.

Não. Ele não estava de branco. Não, ele não tinha cara de experiente.

Mas ela estava desmaiada. Oscilava momentos de lucidez com apagões totais.

Soro na veia e internação.

Internação??? Sozinha?

Não tinha jeito. Na verdade, quase agradeceu ter alguém, para cuidar dela.

Mas não deixava de estar com medo.

O médico acalmou-lhe. Disse que tudo ficaria bem. E falou que faria uma acupuntura nela.

Sua primeira reação?? Não! Acupuntura não? E as agulhas?

O médico sorriu complacente e pediu mais uma vez que ela não se preocupasse. Apenas que descansasse.

Bem, Marianne não tinha o que fazer. Estava entregue. Nas mãos daquele Doutor. Já tinha sido indelicada o suficiente. E tinha que acreditar nele.

E assim passou o sábado. Entre soros e agulhas. Entre pequenos apagões. Acordada se sentia num sonho. coisa estranha.

Mas passou. E veio o domingo. Que continuaria internada se recuperando. Embora já sentisse melhor. Bem melhor. Já tinha até fome!

Conseguiu sentar na cama e ver que estava numa enfermaria com outros dois pacientes. Tudo muito simples, mas muito limpo e organizado.

Ainda se sentia fraca demais. Mas já conseguia pensar. Bateu-lhe uma enorme tristeza.

Pela primeira vez sentiu-se sozinha e repensando se aquela tinha sido uma boa decisão mesmo.

Será que não tinha a capacidade de viver aquela experiência?

Quanto mais pensava, mais triste ficava.

Mas de repente, entra uma pessoa no quarto. Um estranho. Um senhor.

Cumprimenta-a. Pergunta se ela precisa de algo. Segura em sua mão. Vai buscar sua refeição na copa. Não… Não era ninguém do hospital.

Ele sai e chega uma senhora, trazendo uma santinha para presentear-lhe. Senta na beira da cama. Olha em seus olhos. Passa mão em seus cabelos. Oferece-se para ligar para família. Pergunta seu nome. E foi assim todo o domingo.

Ela viu que não era só com ela, mas também com os dois outros pacientes.

Na verdade, aquelas pessoas tiravam o domingo para consolar, ajudar, conversar, fazer companhia aos doentes e principalmente estranhos. Sabiam que eram pessoas que estavam precisando de conforto. E que uma palavra e um carinho poderiam fazer a diferença.

Neste momento, Ma começa a chorar e disse que nunca mais foi a mesma. A certeza de que precisamos de muito, muito pouco, para viver. Que existem sim pessoas que fazem o bem pelo bem.

Acredito. Acredito nela. Porque a Nanny é tudo isso.

Uma emocionante história de praia não acha?

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

4 Comentários
  1. Bom dia. Não tem continuação? Curiosa pra saber cm foram os dias que Ma passou em piranhas, o que ela sentiu fotografando o rio…

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Liberdade foi o maior presente que eu ganhei de aniversário

Ahhhhh, a liberdade. Foi esse o presente que ganhei de aniversário quando fiz 50 aos!

E esse vídeo diz muito. Mas não diz tudo. Então completei com o texto.

Não sou novata em redes sociais.
Mas sempre fui muito cautelosa.
Nunca me expus.
Nunca escrevi nada que pudesse me “comprometer”.
Fotos, então, nem pensar….
Sempre prezei demais pela minha privacidade.
Hoje, vejo que não existe um real porquê de todo esse pavor em me revelar.
Acabo de chegar aos 50. E, neste momento, sinto a necessidade de me expor: minhas ideias, meus sentimentos, a mim mesma.

De que vale uma vida se não compartilhada?
Ainda mais agora que liguei um baita de um FODA-SE.
Sério. Falo, escrevo, posto, publico, grito, insinuo o que eu quero!!!
Doa a quem doer. Mas não vai doer não. Prometo.

Quero falar coisas da minha vida.
Passada, presente e futura.
Só da minha vida, tá?
Mas o que é que eu posso fazer se você faz parte dela?

Relaxa… Já falei que não vai doer.
Afinal, a liberdade que conquistei provavelmente está a seu alcance também.
Tome-a e use-a. Ou não.
Meus amigos me conhecem bem.
Se eu os chamo de AMIGOS, gostam de mim.
Os conhecidos, com certeza, me toleram.
Mas se estão na minha listinha de “amigos”, e ainda não me bloquearam, é porque falo coisas que fazem sentido.

Até agora pelo menos. Veremos…Veremos…
Dizem que a tal liberdade trazida pela idade é uma ceifadora de conhecidos…
Afffff… Já vão tarde.
Que fiquem só os amigos e os transparentes.

 

Ficha TécnicaVideo : Liberdade foi o maior presente que eu ganhei de aniversário

Dominique de hoje : Carla Pagani
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Leia um pouco mais sobre essa mulher contemporânea que somos todas nós

 

 

 

 

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Muito booommm! Compartilhei no Face e marquei a minha filha. Ela ainda não é Dominique, mas pode degustar!

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