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Estante – Ela pode se tornar a “queridinha” do living

Dominique - Estante
Tenho percebido, ao longo da minha carreira, que, às vezes, a estante da sala torna-se um “elefante branco”, entulhada de coisas tipo objetos que ganhamos de presente, os quais não são apreciados, mas que acabam por ficar lá esquecidos. Chega um tempo em que a pobre estante já nem é mais percebida como um móvel pertencente à decoração da sala.

Anos atrás este móvel tinha como propósito básico a armazenagem de livros. Mas como o hábito da leitura ou a compra de livros físicos diminuiu em nossos tempos, a estante se tornou uma peça para expor objetos de decoração (com alguns livros aqui e ali).

O problema é que, em geral, as pessoas têm dificuldade em compor os objetos de forma harmoniosa e interessante. E por conta disso as estantes têm grande chance de se tornar um depositário de objetos desconexos, não agregando valor à decoração, muito pelo contrário.

Podemos nos perguntar para que ter uma estante na sala ou no dormitório, então? Bom, porque numa ambientação é interessante termos peças que deem uma verticalidade ao ambiente e, bem utilizadas, elas servem lindamente para deixar um ambiente acolhedor.

Pequenos truques ou decisões diferentes do habitual são essenciais para dar a este móvel um toque que as transformem em ponto focal do ambiente, mesmo àquelas que já estão meio “out of fashion”. Estantes são móveis de valor elevado. Então, vamos repaginar as que já temos.

No caso de uma estante nova ser feita, devem ser observadas algumas questões:

  • Ela tem um tamanho adequado para o ambiente? Se for grande demais pode se tornar desproporcional em relação ao conjunto da ambientação.
  • Ela está no lugar adequado? Uma estante com TV deve estar em acordo com os sofás para o conforto na hora de assistir televisão.
  • O que vamos colocar na estante e como organizá-la?
  • Qual o material ou cor mais adequada para que ela se harmonize e componha com a decoração, sem parecer que ela é um “óvni” no ambiente?

Caso 1

A estante já existe, é de madeira escura e “pesa” na ambientação.

Nesse caso, uma das opções é pintar a estante da mesma cor das paredes. Esse truque faz com que ela se mimetize com as paredes, tornando-se mais “leve” e moderna, destacando os objetos expostos. Caso as paredes sejam brancas e a opção é mantê-las nessa cor, pinte a estante de branco. Os toques de cor ficam por conta dos estofados e objetos de decoração.

Dominique - Estante

Caso haja intenção de mudar a cor das paredes, arrisque e escolha uma cor extravagante. Ah, sim. Aproveite e troque os tecidos dos estofados para compor com a nova cor das paredes. Essa opção fica muito chique e moderna.

Dominique - Estante

Outra situação é quando a estante já é branca ou de madeira natural e a vontade é de mudança, de renovação. A opção é fazer o contrário: pintar o móvel com uma cor que contraste com as paredes. Uma estante na cor preta, azul noite ou grafite cai bem com qualquer cor de parede, destaca os objetos, moderniza o ambiente e lhe dá um toque mais dramático.

Dominique - Estante

Caso 2

Uma estante nova será feita.

No caso de estar ocorrendo uma reforma ou uma personalização no imóvel novo, a estante não precisa ser confeccionada em madeira. Muito mais em conta é fazê-la embutida na parede de drywall ou alvenaria. Veja as referências abaixo:

Dominique - Estante

Já pensou em outros locais menos óbvios para a colocação da estante? Sob a janela, por exemplo.

Dominique - Estante

Também a estante não precisa ir até o teto. Ela fica mais leve se tiver meia-altura. 

Caso 3

O que colocar na estante e como organizar os objetos de forma harmoniosa?

Essa parte é mais difícil, pois deve haver um equilíbrio e harmonia na composição. A mesma pode ser uma mistura de livros e objetos ou uma coleção de objetos específicos.

Os objetos podem ser aqueles trazidos de viagens, fotos em porta retratos, pequenos quadros, cestos, potes, pratos etc. Mas deve haver um critério no agrupamento dos mesmos.

Esse critério pode ser cor, textura, tema etc. Por exemplo, não vale misturar prata com argila no mesmo grupo. Também é interessante criar uma dinâmica na composição: objetos mais altos com mais baixos ou colocados sobre uma pilha de livros.

Na imagem ao lado (mais acima), há um preciosismo na organização dos livros por cores e uma delicadeza na coleção de pequenos bules em uma das prateleiras. A composição ficou muito elegante.

Outra maneira mais comum de composição é dispor os livros em grupos de pé alternados com grupos deitados, intercalando objetos entre eles, como na imagem ao abaixo.

Dominique - Estante

Todas as imagens mostradas ao longo do texto dão boas dicas de composição de estantes. É só observar atentamente.

Uma boa ideia para estante na copa, na sala de jantar ou no quarto das crianças é expor coleção de objetos ou utensílios. Veja as imagens abaixo:

Dominique - Estante

Até agora as referências foram todas de estantes com acabamento em pintura, mas não podemos ignorar que fazer uma estante nova em madeira natural, com um design contemporâneo, dá ao living um visual arrojado e clean.

Iluminação

Um detalhe importante, que não pode ser esquecido, é a iluminação da estante. Essa pode ser embutida no próprio móvel ou embutida no forro de gesso, voltada para a estante.

Dominique - Estante

Aproveite as dicas e dê uma boa analisada na estante que está na sua sala. Ela pode se tornar um móvel que cause impacto na sua decoração, sem precisar gastar muito!

E ai? Pronta para renovar o visual da sua estante?

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Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

2 Comentários
  1. Dominique Adorei o artigo !!!!
    Estou procurando um modelo para minha estante nova
    Veio a calhar e me alertou para varios detalhes além de varias ideias boa.
    Obrigada, amei
    Bjos

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Final do ano – tempo de reflexão pessoal e balanço da vida!

Dominique - Final do ano
O final do ano nos convida a fazer um balanço sobre a vida e automaticamente nos remetemos ao que realizamos ou não…. a dieta, a rotina de exercícios, a mudança de emprego e um tanto de outras coisas. É um momento precioso de avaliação e fechamento de um ciclo para iniciarmos outro.

É comum, no final do ano, estabelecermos metas e checarmos nosso compromisso com o que projetamos. Há quem se encha de esperança e novos planos, porém, há quem se sinta frustrado, ansioso e pouco realizado.

Questões mal resolvidas, mágoas, ressentimentos, vergonhas, remorsos e arrependimentos são alguns exemplos do que que pode tirar a nossa energia ao iniciarmos novos ciclos e projetos. Por isso, é preciso também olhar para dentro, para os nossos sentimentos, emoções e vivências e o final do ano é um momento perfeito para isso.

Sabe aquela faxina que fazemos em casa? Descartamos roupas e utensílios velhos, quebrados ou que não precisamos e usamos mais. As faxinas mostram nosso desejo de limpeza, abertura de espaço e organização. O que fazemos em casa é semelhante ao que podemos fazer também internamente, com nosso ambiente emocional.

Se a vida é resultado de nossas atitudes e escolhas e se queremos uma realidade diferente, é necessário fazer uma “reciclagem emocional” e transformar o que nos limita o crescimento e cria empecilhos. Uma mudança de rota deve ser realizada quando não estamos satisfeitos. Ao avaliarmos nossa trajetória durante o ano que passou, muitas vezes avaliamos a vida como um todo.

Para a faxina interna, cabe refletir sobre as seguintes questões:

Avalie sua crítica e autocrítica. De que forma você se trata e se percebe? Muito rígida? Punitiva? Permissiva demais? Reflita sobre o que pode e precisa melhorar nessa relação consigo mesma. Nossa auto-avaliação pode nos aproximar ou nos distanciar de uma existência saudável. Nenhuma mudança consistente ocorre de uma hora para a outra, mas quando nos dispomos a tomar consciência de nós mesmos, um primeiro passo já está sendo dado.

Avalie suas relações. Como estão seus relacionamentos? Perceba qual é a base das relações na sua vida e que tipo de troca tem sido estabelecida entre você e as outras pessoas. São relacionamentos equilibrados? Suficientes? Amizades, namoros, casamentos e relacionamentos familiares são relacionamentos que estabelecemos por afinidades, afeto e escolha. Mas ao longo da vida, as relações podem se modificar, o que era bom já não é tão bom e pessoas novas, com quem nunca imaginávamos nos relacionar se tornam mais próximas. Sacudir a árvore das relações é sempre necessário.

Abra espaço. Desejar coisas novas requer disponibilidade! Quando resolvemos pendências emocionais, consequentemente ficamos mais atentas ao que é novo e está ao nosso redor, ao nosso alcance. Assim como o armário fica cheio de roupas, sem caber roupas novas, nosso emocional pode também ficar entulhado. Por mais que algumas questões sejam difíceis de encarar e resolver, decidir enfrentá-las já inicia um movimento de superação. Fácil não é… mas faz parte de tomar as rédeas da vida e nos conduz a perceber pontos fortes e vulnerabilidades.

Amplie sua percepção. Como percebemos as pessoas e situações? A visão distorcida ou restrita da realidade (por questões emocionais, de nossa história de vida ou traumas) nos conduz a não explorarmos nosso potencial. As situações podem ser percebidas por diversos pontos de vista que podem diversificar nosso campo de possibilidades e oportunidades. Exercite!

Desacelere e comece a se perguntar qual é o seu propósito já que a vida pode estar sendo vivida sem a devida atenção ao bem estar e realização.

O final do ano pode ser o início de reflexões e curas internas que podem levar dias, meses ou anos. Fazer o balanço, escolher o que fica e o que vai ser “doado”, do ponto de vista emocional, é essencial para o autoconhecimento.

Nem sempre os caminhos são abundantes e repletos de felicidade o tempo todo. Não ´há mágica no final do ano. Assim é a vida real, cheia de realizações e tropeços. Mas cuidemos com carinho do que está ao nosso alcance e do que podemos escolher.

Eis um trecho de Drummond de Andrade para encerrar essa reflexão:

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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Alcione Aparecida Messa
Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

1 Comentário

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