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Série Russia Capítulo V – Hermitage só para Dominiques!

Dominique - Hermitage
Imagine o mais lindo museu palácio do mundo. Agora imagine ele todo fechado para você! Sim, sim, foi o que fiz!

Acostumada com a multidão que se acotovela no Louvre, não consegui parar de fotografar os corredores vazios do Hermitage. Sim, o Louvre é fantástico, mas não existe um museu como o Hermitage! tsc tsc!

Dominique - Hermitage

Construído em princípio como o palácio de inverno dos czares em 1721, seu esplendor começou com Elizabeth I entre 1754 e 1762. Infelizmente ela não viveu para ver o seu palácio acabado.

Veio então sua nora, Catarina II, que resolveu ampliar o palácio e decorá-lo ao seu gosto. A coleção do Hermitage começou com ela, quando adquiriu 225 pinturas flamengas e alemãs.

Hoje o museu tem mais de 3 milhões de obras. A construção do palácio também merece toda a atenção: mais de 230 mil metros quadrados da mais alta opulência em 460 cômodos com pisos em marchetaria, mármore, mosaicos, com material vindo de todas as partes do mundo. Infelizmente, em 1837, o palácio queimou por mais de 30 horas o destruindo quase que por completo.

Dominique - Hermitage

Quase tudo o que se vê é uma tentativa, a mais fidelizada possível, do que foi, com algumas felizes exceções como a Biblioteca de Nicolau I e a estonteante escadaria Jordão, de Rastrelli, que salvaram-se de virar cinzas.

Dominique - Hermitage

Desde Elizabeth I até Nicolau II (último Czar Russo, todos viveram por aqui como o palácio de inverno dos Czares), uma impressionante construção hoje composta de 10 edifícios.

O Palácio foi aberto ao público como museu em 1852 e hoje é possível apreciar obras de Rembrandt, Caravaggio, Monet, Da Vinci, além do próprio palácio nos aposentos reais da família Romanov, a igreja, sala do trono e biblioteca.

Dominique - Hermitage

Além disso, um bom pedação do Vaticano pode ser apreciado no museu: Catarina II quando visitou o palácio do Vaticano, ficou encantada com a famosa galeria, criada no século VI, pelo arquiteto Donato Bramante com suas paredes pintadas pelos alunos do artista Raphael sob a sua supervisão. Em seu retorno à Rússia, pediu imediatamente uma cópia fiel em seu palácio de inverno. A Galeria no Hermitage consiste em 13 arcadas idênticas as do Vaticano.

Dominique - Hermitage

Outra grande atração é o relógio do pavão, feito pelo joalheiro britânico James Cox em meados dos anos 1770 e comprado por Catarina, a grande. Funciona perfeitamente, mas é acionado somente em ocasiões especiais.

Se eu vi funcionando? Sou Dominique, baby!

Sei que você é perfeitamente capaz de visitar o Museu sozinha, de forma independente, mas eu aconselho, firmemente, um guia local a fim de enriquecer seus conhecimentos e apreciar as obras com mais profundidade.

A Cynthia Camargo escreveu um Guia sobre Paris bem bacana e atualizado, veja neste link

O Hermitage deve ser enlouquecedor! Quero muito conhecer.

Leia Mais:

A Rússia por uma Dominique! O país da Copa do Mundo – Capítulo I
A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Capítulo IV – A Ponte Palácio, uma das pontes mais famosas do mundo

Dominique - Ponte Palácio

São Petersburgo é uma cidade federal da Rússia localizada às margens do Rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. Mais conhecida como “Peter” para os íntimos! Também conhecida como Leningrado, entre 1924 e 1991.

Devido a sua localização, aproximadamente 60° latitude norte, a duração dos dias varia de acordo com as estações.

Dominique - Ponte Palácio

O período entre maio e junho, em que o pôr do sol dura a noite inteira, é conhecido como o sol da meia noite ou noites brancas, o que lhe confere a alcunha de cidade boreal.

São Petersburgo é uma das cidades mais frias do mundo.  A influência dos ciclones do Mar Báltico resulta em verões curtos, quentes e úmidos e invernos longos, frios e chuvosos.

Dominique - Ponte Palácio

O mínimo registrado foi de -36°C, em 1883. A temperatura média anual é de 5.8°C. O rio Neva, um dos principais símbolos da cidade, congela em novembro e o desgelo, normalmente, ocorre em abril.

Por esta razão, uma das sensações do verão de São Petersburgo é sair de barco pelo rio Neva, depois da meia-noite, para ver o céu azul lusco-fusco e assistir a ponte levadiça, que liga a cidade, se abrindo. Quem estiver hospedado fora da cidade tem hora para voltar ao seu hotel.

A Ponte Palácio é, provavelmente, a ponte mais bonita e popular da cidade. Dizem que se um turista não presenciar o momento em que ela se levanta, sua visita à Saint Petersburgo terá sido em vão.

Inaugurada em 1916, sua equipe é formada por onze profissionais que orquestram o show de todas as noites. Com 260 metros de comprimento e 27 metros de largura foi batizada com este nome por ser utilizada também para se chegar ao Museu Hermitage, antigo palácio de czares. Seu verdadeiro nome é Dvortsoviy.

Pedro, o grande, havia proibido a construção de pontes atravessando o rio, porém Nicolau I revogou esta proibição construindo um tablado onde hoje está a ponte, que começou a ser construída em 1912, mas sua obra foi interrompida durante a I Guerra Mundial.

Por mais que se tenha visto em filmes ou fotos, ver aquele bloco de asfalto sólido, com postes de luz e guarda corpos, se abrindo e ficando em perspectiva perpendicular é, de fato, espantoso! Para que isto ocorra, uma sala de máquinas e uma estrutura metálica por debaixo de toda a extensão da ponte trabalham a todo vapor para o momento do espetáculo.

Pois bem, como toda Dominique gosta de uma festa, comprei espumante russo e chocolates fresquinhos para a turma fazer a grande travessia. Um sem número de outros barcos produziam até um leve congestionamento fluvial, o que foi totalmente desprezado quando todo o público aplaudiu o espetáculo!

Lindo? Sim, inesquecível, principalmente por ser depois da meia-noite e ter aquela infinita sensação de que está amanhecendo/escurecendo… E, para saber como é tal sensação, só indo!

Procurei bastante no Youtube e elegi este vídeo para você:

Que tal uma viagem a la Dominique? Vamos?

Счастливого пути (tenha uma boa viagem)

A Cynthia Camargo escreveu um Guia sobre Paris bem bacana e atualizado, veja neste link

Eu amei conhecer a Ponte Palácio e você?

Leia Mais:

A Rússia por uma Dominique! O país da Copa do Mundo – Capítulo I
A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Série Rússia Capítulo III – E, aí? Você já visitou um Bunker na sua vida?

Dominique - Bunker
Éramos um grupo de arte, composto por professores de história da literatura, de desenho, de arte.

A confusão teve início, quando abordamos o grupo sobre a visita ao mausoléu de Lênin.

– Querem visitar?
– Sim, não, talvez, de jeito nenhum, evidentemente, não sei, tanto faz

E em meio as correspondências trocadas com a Rússia, algum mal-entendido aconteceu, já que Lênin e Stalin jogavam xadrez juntos.

Eis que nos deparamos com um passeio pra lá de estranho, principalmente pelo perfil do grupo, ávidos por museus mais tradicionais do que o que acabamos visitando.

Dominique - Bunker

Então, chegamos ao Bunker de Stalin!

Como é que é camarada?

Construído nos anos 30 pelo líder da então USSR, Joseph Stalin, o disfarce foi um campo de futebol tendo o bunker bem abaixo e com ligação direta ao Kremlin por um túnel de 17 km.

Ali foi feita uma reunião, em 1941, para decidir se os russos deviam ou não deixar Moscou. Fala-se muito do bunker de Hitler, mas e não é que Stalin fez um para ele também?

Ultravery escondido do público, hoje, transformado em museu, é possível apreciar documentos e objetos originais e verificar o local do jeito que foi deixado desde então.

Dominique - Bunker

Além do escritório do próprio, há uma interessante sala de reuniões com uma acústica especial: quem fica ao centro consegue ouvir os cochichos de todos a sua volta! Obviamente testamos a engenhoca.

Dominique - Bunker

Dá para imaginar que tudo isto está abaixo de um campo de futebol? Fico imaginando se nos anos 30 era assim, hoje deve haver cidades inteiras “subterraneamente” secretas!

Foi uma visita imprevista e um imprevisto e tanto! A sensação foi a de uma viagem através do túnel do tempo e a ativa participação em um daqueles filmes sobre a União Soviética.

Para quem gosta, vale uma visitinha se estiver em Moscou! Há também um antigo refeitório onde hoje é alugado para almoços e jantares corporativos…#bizarro!

A Cynthia Camargo escreveu um Guia sobre Paris bem bacana e atualizado, veja neste link

Incrível a visita da Cynthia ao bunker de Stakin, você teria coragem de ir?

Leia Mais:

A Rússia por uma Dominique! O país da Copa do Mundo – Capítulo I
A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II

Dominique - Rússia
A Rússia desperta natural curiosidade por conta da época soviética. Agora, a curiosidade aumenta ainda mais pensando na Copa do Mundo de 2018. Por isto, convidei um russo para falar de sua terra.

Quando viajei para lá, foi pelas mãos dele, que se dedica a mostrar as mil e uma facetas de seu país, que rapidamente se ajustou a abrir as portas e a receber turistas do mundo inteiro, curiosos em pisar no palco de tantos acontecimentos históricos e ávidos por sensações.

Por Vasiliy Butuzov

Antes de começar o post sobre as cidades e o que elas têm a oferecer, iremos desmistificar alguns pontos

Há ursos pelas ruas?

É um antigo mito. A menos que você viaje para as florestas da Sibéria, jamais encontrará ursos pelas ruas – ao menos nunca em Moscou ou St. Petersburgo.

Todos os russos bebem vodca (во́дка)?

É verdade que é o drink mais consumido na Rússia, mas há também diferentes tipos de cervejas, vinhos e até mesmo a caipirinha.

A Rússia é como a União Soviética há 30 anos?

Muitas pessoas acham que a Rússia é o que se mostra em reportagens dos anos 70, mas hoje, a Rússia é uma das maiores economias do mundo.

Há de tudo para uma vida confortável e infraestrutura para o turismo. Hotéis, restaurantes e transportes – do bom ao excelente para todos os bolsos. A Rússia é um país amigável e uma sociedade aberta, onde há muito o que descobrir.

Dominique - Rússia

A Praça Vermelha (Красная площадь) é vermelha?

A palavra “vermelha” (“krasniy”) em russo antigo significa “bonita”. O significado do maior monumento da Rússia em Moscou é Praça Bonita!

Está sempre muito frio na Rússia?

O inverno russo é longo, mas entre o final de abril e início de outubro, não há sinal de neve e a temperatura estará bem agradável. No verão (junho-agosto), as temperaturas podem chegar a 40 graus com uma média de 20-25 graus.

É perigoso andar pelas ruas?

Como em qualquer outra grande cidade, ao andar por Moscou e St. Petersburgo deve-se usar o bom senso, mas não há nenhuma recomendação especial. Ambas as cidades são completamente seguras para os estrangeiros.

A Rússia (Россия) é o maior país do mundo, com uma história única e um verdadeiro tesouro cultural. Do período dos Czares, passando pela era soviética, até o pós-soviético como uma “nova” Rússia – promove a qualquer viajante uma grande variedade de monumentos e atividades, trazendo momentos inesquecíveis na memória.

Neste artigo, eu não pretendo contar sobre monumentos que possam ser encontrados facilmente em guias ou pacotes de viagem – o leitor já sabe sobre a Praça Vermelha e o Kremlin em Moscou, o Hermitage e as fontes de Peterhof em Saint Petersburgo, etc. Pode ainda, consultar os links que estão no decorrer do artigo.

Claro que são um “must” e merecem uma visita, mas o que há de especial na Rússia, além disto? Eu passarei dicas que, provavelmente, não sejam encontradas em outro lugar e algo que ajude a transformar a viagem em um verdadeiro conto de fadas!

Moscou (Москва)

Dominique - Rússia

A capital do país, cidade que nunca dorme, conta com uma esfuziante vida noturna. Moscou possui pequenas ruas ao lado de grandes arranha-céus, compostos por lindos edifícios ao lado de alguns mais estranhos, particularmente parecido com São Paulo… É uma mistura de tudo um pouco.

Uma cidade de negócios, com 129 teatros e 504 museus. Claro que se pode explorar a cidade dirigindo um carro, a pé ou por metrô (o que é realmente válido em Moscou). Mas, que tal ver a cidade do alto, a bordo de um helicóptero? É possível sobrevoar os arredores da capital em um passeio emocionante.

Os helicópteros possuem capacidade de 3 a 8 pessoas para um voo de 45 minutos e um guia local.

Interessado sobre o espaço? Então, bem-vindo ao Star City. Há alguns anos, a visita de um estrangeiro era expressamente proibida. Esta pequena cidade, próxima à Moscou, é o lugar onde os cosmonautas são treinados, incluindo as missões para o ISS (International Space Station).

É também uma área residencial onde os cosmonautas russos vivem com suas famílias, com toda a infraestrutura necessária, como hospital e escola.

Durante uma visita ao Star City, é possível ver a Centrífuga, a Soyuz TM e a Hidrolab, uma grande piscina, onde os cosmonautas treinam. Com sorte, poderá vê-los, através das janelas.

Para aqueles que estiverem dispostos a pagar o preço para sentir a adrenalina, é possível experimentar um voo com gravidade zero, durante 30 minutos.

Que tal um voo em um caça MIG-29, ultrapassando a barreira do som e ainda podendo pilotar?

Na cidade de Nizhniy Novgorod, a 4 horas de viagem, em um luxuoso trem que parte de Moscou, são 20 minutos inesquecíveis de voo. Requisitos básicos: estar bem de saúde, não ter problemas cardíacos e pesar menos de 100 quilos.

Dominique - Rússia

Claro, que o ponto alto de uma visita à Moscou, é assistir a uma apresentação no famoso Bolshoi. Conseguir ingressos não é tarefa fácil e deve considerar fazê-lo, muito antes da viagem. É possível também, uma visita ao backstage e, com sorte, espiar um ensaio.

Dominique - Rússia

Depois do Bolshoi, uma visita ao restaurante predileto (Cafe Pushkin) de Roman Abramovitch para apreciar o melhor strogonoff da cidade é a melhor dica.

Dominique - Rússia

E para encerrar este dia, repleto de novas impressões e emoções, a sugestão é o O2 Lounge, do terraço do Hotel Ritz-Carlton , que oferece uma vista magnífica para a Praça Vermelha.

Os hotéis em Moscou oferecem preços até duas vezes mais em conta nos finais de semana do que durante a semana. Fique de olho!

St. Petersburgo –  (Санкт-Петербу́рг)

Dominique - Rússia

A cidade mais romântica da Rússia, com lindos canais, pontes e as famosas Noites Brancas, quando dificilmente escurece. A temporada se inicia no final de maio e vai até meados de julho, momento ideal para visitar a cidade, mas também a mais cara, considerando o valor dos hotéis. Para conseguir melhores preços e aproveitar o restinho do verão, outubro é o melhor momento.

É imprescindível um passeio pelos canais. Há diversos barcos que oferecem o passeio, mas é possível também um passeio de luxo privativo. Pode ser servido um jantar ou somente uma taça de champanhe, enquanto contempla a ponte levadiça.

Passeios de helicóptero são permitidos, com vistas espetaculares dos palácios, catedrais e museus.

Dominique - Rússia

Depois dos passeios por água e ar só mesmo um jantar como um verdadeiro Czar e com muito caviar. O restaurante Russian Empire é o mais aristocrático da cidade e fica no antigo Palácio Stroganov.

Dominique - Rússia

Se quiser algo mais moderno, a sugestão fica para o restaurante Mansarda com uma incrível vista para a catedral de St. Isaac.

Dominique - Rússia

Degustar vodcas é obrigatório na Rússia. Em uma visita ao Museu Russo da Vodka é possível apreciar qualquer tipo desta bebida mundialmente famosa.

St. Petersburg também é famosa por sua porcelana produzida pela Fábrica Imperial desde 1744. Além de uma visita, ainda é possível participar de um workshop e fazer uma peça personalizada.

Dominique - Rússia

Uma vez em St. Petersburg, uma visita inesquecível é a residência imperial de verão dos Czares (Tsarskoe Selo), localizada na cidade de Pushkin, a uma hora de carro. Lá está a réplica da legendária Sala de Âmbar, roubada durante a Segunda Grande Guerra.

A sala de trabalhos, onde a Amber Room foi recriada, também fica no Museu e é possível uma visita para descobrir como o âmbar é processado, participando de um workshop. Uma pedra de âmbar é oferecida e com ajuda profissional, é possível também criar uma peça personalizada para levar para casa.

Mais fatos interessantes sobre a Rússia para você contar aos amigos

Você sabia que desde Pedro, O Grande (século XVII) até a Revolução, em 1917, o francês era a segunda língua falada pela nobreza russa? As pessoas, além de falarem e escreverem cartas umas às outras em francês, ainda liam e escreviam livros neste idioma. Por esta razão, ainda há uma palavra ou outra em francês no idioma russo.

Dominique - Rússia

Grigory Rasputin foi a pessoa mais misteriosa da Rússia por trás da família de Nicolau II. Ele foi envenenado no Palácio de Yusupov em St. Petersbourg, mas apesar da grande dose ingerida, ele surpreendeu seus supostos assassinos e escapou. Seu corpo foi encontrado a alguns quilômetros do palácio. Hoje em dia é possível visitar uma exposição dedicada a este personagem no Palácio Yusupov.

O lago Baikal na Sibéria é o lago mais profundo do mundo. Para enchê-lo, seria necessário toda a água dos maiores rios do mundo juntos como o Volga, Don, Dnepr, Enisey, Ural, Ob, Gang, Orinoco, Amazonas, Tâmisa, Sena e Order.

Dominique - Rússia

Museu Hermitage dispõe de 30 milhões de peças e para ver todas elas, seriam necessários 30 anos indo ao museu, todos os dias, por 8 horas diárias.

No verão, os habitantes dos grandes centros, passam suas férias em casas de campo. Estas casas se chamam “Dacha”.

A Rússia conta com mais de 600 universidades, sendo fundamental cursar alguma para um bom emprego.

Gente, fala a verdade, não é muito bom ser uma Dominique e fazer amigos assim? Eu adoro! Благодарю вас. (Obrigada) Vasily!

Não vejo a hora de minha próxima viagem guiada por ele!

A Cynthia Camargo escreveu um Guia sobre Paris bem bacana e atualizado, veja neste link

Adorei! Já quero ir para a Rússia visitar todos esses lugares e você?

Leia Mais:

A Rússia por uma Dominique! O país da Copa do Mundo – Capítulo I
Série Rússia Capítulo III – E, aí? Você já visitou um Bunker na sua vida?

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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A Rússia por uma Dominique! O país da Copa do Mundo – Capítulo I

Dominique - Rússia
Estive na Rússia levando um grupo há poucos anos e tracei um paralelo com a Disney. O castelo da Cinderela com a igreja de São Basílio e as atrações como a Praça Vermelha, o Hermitage, as joias de Catarina, o Bolshoi com as atrações dos parques.

Não me leve a mal e nem estou desmerecendo um ou outro. É que a sensação de fantasia permaneceu todo o tempo em minha alma, justamente porque Moscou e Saint Petersburgo não podem ser comparadas à nenhuma outra cidade do mundo, nem muito menos à sensação que elas trazem ao nosso espírito.

O grau e nível de contemplações e deslumbramentos é muito parecido, só que em um contexto ainda maior: tudo ali é de verdade.

Como uma boa Dominique, claro que meu deu frio na barriga me lembrando dos tempos soviéticos: achei estar sendo perseguida por um espião da KGB e alguns de meus passageiros caíram nos braços da Síndrome de Stendhal*.

A começar que consegui que nossa visita ao maior museu do mundo (coloca o Louvre no chinelo, desculpe) fosse privativa para nós. Enquanto nos deliciávamos no corredor inteiro de Rembrandt, observávamos pelas janelas filas imensas do pessoal que vem em cruzeiros e aporta na mesma hora em Saint Petersburgo para visitar o museu. Sim, dei um “tchauzinho” de lá de dentro para não perder meu momento de sordidez!

Dominique - Rússia

Hoje em dia, o viajante busca novas sensações e confesso que levo mais grupos ao Marrocos do que à Paris nos últimos tempos (meu destino predileto), mas mesmo o Marrocos não possui a magia da Rússia em experiências tão fascinantes como as “Noites Brancas” de Dostoievski, por exemplo. Quem assistiu ao filme “O Sol da Meia-Noite”, de 1985, direção de Taylor Hackford, com aquele gato do Mikhail Baryshnikov, pode ter uma ideia do que é sair de barco pelo rio Neva em um eterno luso-fusco, seja 7 da noite ou 3 da manhã.

Entrar na Igreja do Sangue Derramado e observar ela inteirinha feita em mosaicos é algo que não se consegue descrever em palavras.

Já em Moscou, a sensação de pertencimento ao mundo, o poder de tocar na história ao caminhar pela Praça Vermelha não há comparativo à altura. Não é, nem de longe, uma questão de fotos bonitas e comprar Matrioskas ou Ovos Fabergé, ou provar o autêntico strogonoff, caviar e vodka. É algo que supera tudo o que você possa vir a imaginar. E eu acredito que esta sensação somente as Dominiques podem desfrutar. Novas gerações, pós-Perestroika, não sabem do que eu estou falando.

Dominique - Rússia

Grandiosidade é uma palavra pobre para descrever as construções, além do Hermitage, Igreja do Sangue Derramado (vou contar a história em breve), mas também “Tsarskoye Selo” e “Peterhof” são complexos totalmente fora dos mais absurdos padrões de beleza e minúcia. Algo que toca o divino. Palavra de Dominique!

É uma mistura do tipo coquetel Molotov: assim que desembarca no aeroporto, começa a ver placas de rua e trânsito e o mapa do metrô em Cirílico, passa pelo prédio da KGB, entra no Bolshoi, visita o Bunker de Stalin e, com isto, entre uma dose e outra de vodka, começa a sentir uma espécie de torpor que chega ao clímax ao sentir a brisa do mar Báltico, sem poder distiguir o dia da noite e entra na casa de Dostoievski. É uma explosão dos sentidos!

Dominique - Rússia

Fica esta dica, diante da Copa do Mundo, que inclua, ao menos uma vez na vida, a oportunidade de sentir, vivenciar, “experienciar” e sentir-se fazendo parte do mundo e de sua história visitando Moscou e Saint Petersburgo.

A Cynthia Camargo escreveu um Guia sobre Paris bem bacana e atualizado, veja neste link

Bem-vindas à série Rússia por uma Dominique! Até o próximo capítulo.

* Síndrome de Stendhal, síndrome da sobredose de beleza. É uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição do indivíduo a obras de arte. Fonte: Wikipédia.

Leia Mais:

A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II
Série Rússia Capítulo III – E, aí? Você já visitou um Bunker na sua vida?

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6 Comentários
    1. Olá, Rosana! Na verdade meu nome é Cynthia!! Acompanha os outros capítulos, Rússia aqui na Dominique e, sim, pretendemos fazer uma viagem Dominique.
      bjs!!!!!

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