Tag: Aventura

Eu quero menos check-ups e muito mais check-ins!

Pronto. Está decidido. Quero fazer menos check-ups e mais check-ins! É isso mesmo. Acabei de renovar o meu passaporte e estou disposta a me organizar para rodar mundo afora. E sabe que não é preciso gastar tanto dinheiro assim para se divertir numa viagem?

Te digo que o planejamento é tudo!  Tem muita Dominique viajando e conhecendo lugares incríveis e so-zi-nhas! Além disso, compartilham moradia e conhecem pessoas… Nada da frieza dos elevadores dos hotéis.

Então, por que não?

Vamos combinar que a companhia de uma amiga pode ser fantástica, mas também pode se tornar um desastre dependendo do humor de ambas. E se estiver sem namorado, melhor ainda…

As possibilidades de encontrar alguém nessa jornada são enormes!

No começo é natural ficar receosa sim! Afinal, eu sou do tempo em que mulher viajar sozinha seria inviável…Mas nada mais natural que acompanhar as mudanças do mundo.

É o caso dos Nômades Seniores, cuja aventura rendeu até livro.  

Pra ter mais tranquilidade resolvi pesquisar bem direitinho as aventuras mais em conta e como viabilizar essa viagem solitária. E achei muita coisa legal, inclusive gente que faz da diversão um projeto.

Como escrevem Debbie e Michael Campbell no site, eles são de Seatlle, Washington, uma ótima cidade pra se chamar de lar. Mas que ficou pequena demais pros sonhos desse casal quando estavam à beira da aposentadoria.

“Sentimos que tínhamos mais uma aventura em nós , então em julho de 2013 alugamos nossa casa”.

Eles também venderam o veleiro e um dos carros para reduzir as coisas e as despesas. Então deram adeus à família e partiram para explorar o mundo.  O objetivo era viver o cotidiano nos lares de outras pessoas, da mesma forma que fariam se tivessem se aposentado em Seattle. “Até agora a experiência tem sido tudo que esperávamos”.

Os números falam por si. Desde que partiram, utilizaram mais de 200 vezes os serviços do Airbnb visitaram mais de 250 cidades em 80 países, incluindo toda a Europa, Turquia, Israel, Rússia, México, África, Cuba, Oriente Médio, Ásia Central, Nova Zelândia, Austrália e Ásia. O resultado foi a venda da casa em Seattle para se tornarem verdadeiramente nômades.

Veja o que fazem os Tiozinhos Mochileiros. Julio e Rosi voltaram a viajar com a mochila nas costas depois que os filhos cresceram, como quando eram jovens sem preconceitos. E os filmes, como esse aqui embaixo, são exibidos em um canal no Canadá.

Pra não dizer que são só os gringos que têm coragem. Li outro dia a história da aposentada Josefa Feitosa, de Fortaleza (CE), que se “autocondenou à liberdade”, como ela mesmo diz.

Já visitou cerca de 40 países.

E diz que só volta ao Brasil para renovar o passaporte.  Divorciada, mãe de três filhos e avó de um neto, resolveu se desfazer de casa, móveis e roupas. Tudo o que tem agora cabe dentro de uma bagagem.

Assim como mantém um diário de viagem no Facebook , batizada Jô: minha casa é onde minha mala está, a aposentada também registra a vida em cadernos, desde os anos 1980. No roteiro, experiências em Auroville, a cidade onde se vive sem dinheiro na Índia, na noite de Amsterdã, nas praias de Zanzibar e no leito do rio Nilo, no Egito.

Ok! Tudo bem. Eu concordo que os casos acima são um pouco radicais, mas dá pra conciliar as viagens e manter a rotina do lar. Eu penso que uma temporada viajando e outra em casa pode ser uma boa alternativa.

E, olha, depois de tudo que li, cheguei a conclusão que viajar não é apenas rejuvenescedor; também pode ser intelectualmente estimulante. Eu, ao menos, sou naturalmente propensa às novas experiências e aventuras. É uma oportunidade para mudar as coisas da monótona rotina do dia-a-dia.

E você? Se aventuraria?

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As flores, os nudes e as atitudes na arte de Georgia O’Keeffe

O que deve ter sido posar nua nos anos 20?
Imagine uma mulher na casa de seus 30 anos, ser fotografada nua por seu amante (ela solteira, ele casado) há 100 anos.

Ele, fotógrafo e quase 25 anos mais velho que ela completamente encantado por aquela mulher. Ela, artista, sensível e completamente apaixonada por seu mentor e marchand.

    O’Keeffe e Stieglitz Apaixonados

Ele, um dos mais famosos galeristas de sua época, logo reconheceu em sua amada todo potencial artístico. Apaixonou-se pela mulher, pela artista, pela obra e pela alma de Georgia O’Keeffe. Estava tão encantado que não bastava tê-la para si.  Era preciso materializar esse sentimento em fotografia que era o que melhor fazia Alfred Stieglitz.
Mas também não bastava admirar as imagens daquele lindo corpo maduro, do rosto forte e das sombras e luzes que revelavam pele e pelos. Era preciso que o mundo visse também toda aquela beleza de sua “criatura”. O mundo precisava saber que ela era dele.

O’Keeffe, na série de nude.

Assim convenceu Georgia O’Keeffe de que uma exposição das suas imagens em papel de revelação seria tão importante quanto de suas flores gigantes pintadas em tela. Qualquer mulher que já se apaixonou vai entender porque O’Keeffe permitiu essa exposição sem medir consequências.

Mas consequências, como assim? O que poderia acontecer com nu artístico?Se até hoje falar, posar, exibir ou até mesmo insinuar sexualidade e sensualidade incitam o machismo e o puritanismo em muitos de nós imagine em 1918.

 

Amo esta foto que deu origem a minha coleção de pernas cruzadas.

Bem, a exposição foi um enorme sucesso e um escândalo em igual proporção estigmatizando o trabalho daquela artista, que viria a ser considerada a Mãe da Arte Moderna Americana. Suas flores gigantes foram alvo de interpretações freudianas por parte dos críticos, que as relacionaram com vulvas.

Por mais que O’Keeffe negasse veementemente qualquer relação de sua obra com genitálias, ela só conseguiu se desvencilhar desse rótulo anos mais tarde quando sua pintura vinda de seu refúgio no Novo México, mostrou-se tão impressionante e potente quanto suas flores.

                                  Críticos sexualizaram obras de O’Keeffe

Ahhh, esqueci de dizer que quem não gostou nadinha da tal exposição foi a esposa de Stieglitz. Fez o que chamaríamos hoje de barraco. Todos sabiam que era exatamente isso que o apaixonado criador estava esperando para poder enfim viver seu grande amor com sua criatura. Casaram-se.

                   Stieglitz. &  O’Keeffe

Quanto mais crescia a notoriedade da obra de Georgia O’Keeffe, mais alucinado por ela ficava Alfred.
Até aparecer em sua galeria uma outra promessa. Bem mais nova. Preciso falar mais? A nova promessa não vingou nem como artista nem como amante mas fez com que a decepção e tristeza de Georgia a levassem para longe de NY. Não se separou de seu marido apesar de poucas vezes ter voltado para a cidade. Acabou viciando-se em solidão. Em seu rancho era plena. Observava o mundo ao seu redor de perto e com fome.

Sentava-se sozinha para assistir a luz e a sombra sobre o deserto e as montanhas. E se perguntava o que eu poderia fazer com aquilo: “Tudo isso me interessa muito mais do que as pessoas, parece que elas quase não existem.”

Ahhh, uma loner

           Georgia O’Keeffe

O’keeffe encontrava inspiração na natureza ao seu redor. A fauna a flora maneira como a luz refletia sobre as pedras, a hipnotizavam.

Em uma das 25.000 mil cartas (isso, vinte e cinco mil) trocadas com Stieglitz, ela descreve em detalhes a cena que ela via pela janela:

A terra rosa e as falésias amarelas ao norte a lua pálida prestes a se pôr no céu por de lavanda da manhã atrás de uma muito longa e bonita planície coberta de árvores ao oeste. As colinas rosas e roxas em frente aos cedros verdes abafados e esfarrapados e a sensação de muito espaço.

Genteeeee, que coisa mais linda!! Você não consegue quase que ver o que ela descreveu? Veja algumas pinturas do lugar e me diga se não é isso mesmo.

     As flores gigantes de Georgia O’Keeffe

E por que resolvi escrever tudo isso hoje?
Sou louca por sua obra e achei que seria uma maneira interessante de homenagear a primavera mostrando suas lindas e coloridas flores.

               Não me canso desses exageros

E qual não foi minha surpresa que pesquisando para escrever esse texto, descobri que esse 2018 é o ano do centenário da exposição de suas fotos.

Adooorooooo essas coincidências…

Veja também:

Pasta do Pinterest com muiiitos trabalhos de Georgia O’Keeffe

SP_Arte

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Olá, bom dia!
    Existe um filme sobre ela “A vida e arte de Georgia O’Keeffe” com Joan Allen e Jeremy Irons. Não sei dizer se existe no Netflix. Mas vale muito a pena.

  2. Grata por nos levar em suas histórias e pesquisas . Qtas vidas interessantes tivemos em nossa humanidade … amores, encontros , desencontros … e .. a arte sempre rondando seres de Luz , Sofrimentos, desencontros … e… grandes Amores … deixaram heranças… as mais Inciveis Obras para a Humanidade . VIDA !!!!… entrelaçadas por diversas formas de AMOR

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O mundo é sexo! Sexo em Paris, então! Veja esta lista.

Banner_O mundo é sexoEu tenho um amigo, daqueles que temos desde a adolescência, onde a intimidade é tanta que podemos falar e conversar com pudor zero. Isso é tão bom e tão essencial na minha vida!

Bem, mas o tema não é sobre a amizade. Eu perguntei a ele o que ele havia achado de meu novo livro. Estava ansiosíssima, porque ele é daqueles que fala mesmo se for uma porcaria e, também, ele é uma das únicas pessoas que pode dizer isto sem que eu fique braba! Hahaha!

– James, o que você achou do livro?

– Falta sexo! O mundo é movido a sexo!

– …hummmm

É claro que, imediatamente, escrevi um capítulo inteiro sobre o tema! Quer saber? Eu ia falar se você quisesse saber para comprar o livro, mas, como uma Dominique simpática, vou postar aqui o tal capítulo, tá?

Paris é uma cidade que inspira romance, já muito sabido por motivos óbvios. Mas ela também inspira, e muito, o sexo! Porquoi pas?

A prostituição em Paris, por exemplo, está presente há 1.200 anos e, diferente dos dias de hoje, era muito mais importante. Prostitutas tornavam-se amantes fixas de reis, aristocratas e tinham um status quo bem mais interessante do que nos dias de hoje. Fato é que é uma das únicas profissões que subsistem, porque aquele meu amigo disse tudo: O mundo é sexo.

Obviamente nem todo mundo tem o costume ou hábito de pagar pelo serviço. Por isto, uma vez em Paris, longe dos olhos de conhecidos, entregue ao momento e a aventura, inspirado pelos cenários da cidade é natural que o corpo relaxe do estresse com menos rotina, pressão e ainda com menos expectativas e cobranças em um novo ambiente trazendo uma sensação de libertação. Aliado ao anonimato, liberdade e ao estímulo de um novo ambiente podemos ter certas sensações e impulsos, ne´est ce pas? Assim fica mais fácil a entrega a novos prazeres.

Bem, uma pesquisa publicada no jornal francês, Le Fígaro, feita com 2.007 parisienses acima dos 18 anos revela que: um a cada dois homens e uma a cada seis mulheres já fizeram sexo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo; 68% dos entrevistados costumam ter uma noite de amor sem compromisso, contra 50% das mulheres; muitos disseram não saber nem ao menos o nome da pessoa com quem saiu.

Paris também é a cidade da infidelidade, onde 58% dos homens e 36% das mulheres admitiram já ter sido infiel ao cônjuge, sendo que alguns ainda admitem que são infiéis constantemente. A metade dos entrevistados admite já ter experimentado sexo sadomasoquista. Wow!!!

Interna_O mundo é sexoSeja você adepto, curioso ou debutante, eis uma listinha e um roteirinho básico na cidade da luz vermelha, que nunca dorme, além de aplicativos mais utilizados pelos adeptos.

Se for falar de um bairro, o mais libertino de todos não é mais Pigalle, e sim o Marais. Dizem que mais da metade dos bares tem um salão aos fundos onde o sexo rola livremente e gente de toda a Europa vem somente para isto.

Le Berveley – Cinema pornô com filmes em 35mm onde na maioria das vezes o público acaba interagindo. Li em algum lugar que era mais ou menos uma projeção em 3D (se é que me entende!). Diariamente das 10h às 22h. 14, rue de la Ville Neuve, 75002

Le Club 41 – Para os novatos e mais pudicos (mas nem tanto) dizem que devem ser iniciados em algo menos escandaloso. O Club 41 cobra 22 euros por um drinque, mas em compensação o sexo é free, com quem você quiser, a dois ou em grupo. Começa à meia-noite! 41, Rue Quincampoix, 75004

Le Keller – É preciso alertar que este clube é de sadomasoquistas, apesar de você não ser obrigado a nada e nem poder obrigar ninguém a fazer o que não quer, mas avisar sobre o que se trata se faz mais do que necessário. Não, não precisa levar seus instrumentos de tortura, porque eles são fornecidos lá mesmo. Só pedem que respeitem o dress code que é ultra sexy, roupas e calças de couro e tal… A entrada custa 10 a 13 euros com direito a uma cerveja. A diversão em questão é freeabre às 21h. 14, rue Keller – 75011

Les Chandelles – Swing Chique – Tudo começa em um jantar em casal e depois escolher as salas de festa e os quartos de amor. Tudo muito chique e bonito. Jantar excelente em sistema de buffet. Você pode fazer o que quiser desde que permita e que a outra pessoa ou outras também consintam. Se estiver sozinho ou sozinha terá que pagar 110 euros para entrar. Se for em casal somente pagarão pelo consumo. Começa às 22h30 e aos domingos a partir das 16h (tipo matiné!!!!).  1, rue Thérèse, 750011.

Folies Pigalle – Balada ao ritmo “tecno” a casa acolhe a todos: heteros, homos, travestis e afins e todo mundo se diverte junto a começar na noite anterior até ao meio-dia do dia seguinte! Ali dentro tudo pode acontecer! 1. place Pigalle – 75009

Digamos que está ali em Paris, sozinha, como não quer nada, mas querendo alguns bons momentos de aventura sem compromisso. Está jogada lá em sua cama de hotel e mexendo no seu celular… Só clicar e ver se tem alguém disponível (com o seu perfil) pensando na mesma coisa e decidir se você vai ou ele vem…  Prontinho! Tá arranjada uma festinha!

Happn – com 3 milhões de usuários e bem utilizado pelos franceses; também usado para “ménage à trois”!

YesforLov – Antes da festinha, não deixe de passar por esta loja diferente de tudo o que você já viu em termos de cremes e brinquedinhos!

American Dream – Agora, se o seu negócio é só mesmo divertir-se de forma picante, porém light, sem se comprometer, eu aconselho dar uma espiada na mistura de strip-tease feminino, masculino e outros e todo o tipo de performances entre um drinque e outro com boa comida Tex-Mex, Bar de Sushi e mais de mil metros de pura diversão! 21, Rue Daunou, 75002

Amiga, na boa, sai desse sofá enquanto há vida! Vamos?

Quer mais? Só no livro! Baixe agora mesmo!

Guia da Boa Viagem Paris Legal 

 

Leia mais:

Ele pediu para a espoca ser garota de programa – Apimentando a relação

E subimos ao paraíso – 2o andar da Boutique Sensual

 

 

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Waze é o meu mentor – Ele manda…Eu obedeço e às vezes me dou mal

Dominique - waze
Dizem que o cérebro feminino não tem capacidade para compreender coordenadas geográficas. Sou o melhor exemplar da espécie. A rainha do aplicativo Waze!

Não tenho um resquício de senso de localização. Retorno? Só se for o básico do básico, em U. Mapa? Tenho que virá-lo na posição em que me encontro, pago micos homéricos.

Sem qualquer traço de cerimônia, pergunto o caminho a qualquer transeunte (o que é inaceitável para qualquer homem). E, confesso que é impossível para mim lembrar em qual rua mesmo eu devo virar depois de atravessar o viaduto.

Em compensação conheço cada beco que você não acredita.

Duvido que você já tenha se deparado com um bode colorido passeando pelas ruas arbóreas de Itaquaquecetuba ou cabeças de porcos sendo vendidas na feira em Caieiras. Tirei fotos espetaculares que enriquecem meus álbuns. Uma viagem pelo Vale do Loire ou pela Toscana não me proporcionaria experiência parecida.

A invenção do GPS foi a salvação da lavoura para mim. Assim que lançaram, comprei um a perder de vista. Na época custava uma fortuna, mas um luxo que eu não podia abrir mão.

A engenhoca virou meu mentor. Nunca obedeci a ninguém. Com ele não havia discussão, nem polêmica. Vire aqui, eu virava. Entre à direita, lá estava eu. Sem qualquer questionamento. O melhor exemplo de relacionamento harmônico.

E assim ganhei uma multa por entrar na contramão. Ele mandou, eu virei. Tentei explicar ao guarda, atitude em vão.

Agora estou empolgadíssima com o Waze e me aventuro pelos quatro cantos de São Paulo.

Desvendei o paradeiro das favelas mais quentes do planeta e enfrentei meus piores pavores. Para que pagar terapia? Siga o Waze. Não dizem que a melhor forma de vencer o medo é enfrentando-o? Comprovei a teoria. Fiz duas descobertas essenciais para minha existência: sou portadora de uma coragem latente no meu íntimo e o Waze é mais sem noção que eu.

Um pouco, não muito, mais esperta, aprendi a domar o infeliz. Uso com parcimônia o maledeto só para identificar para que região da cidade devo me encaminhar. Ainda tenho sérios problemas para distinguir a Zona Norte da Sul, a Leste da Oeste.

Mas eu chego lá.

Quem nunca teve problemas com o Waze não é mesmo?

Leia Mais:

Os 50 trazem de tudo, mas nada como a sensatez e a ousadia!
Penélope Charmosa dos tempos modernos – Uma pré-Dominique com certeza!

Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

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Penélope Charmosa da atualidade – Uma pré-Dominique com certeza!

Penélope Charmosa
Numa manhã de terça-feira, saindo de Vinhedo rumo à São Paulo para trabalhar, vejo em uma rua movimentada da cidade, uma mulher, loira, dava para ver os cabelos embaixo do capacete numa dessas motos enormes. Parecia a Penélope Charmosa!

Foi impossível não grudar os olhos nela tamanha a agilidade que pilotava aquela moto gigante.

Confesso que a persegui por um bom tempo. Não é comum ver uma mulher em cima de uma dessas máquinas enormes e resolvi abordá-la!

Acelerei, fiz um gesto que precisava falar com ela. Sem muito entender, a moça parou a moto, estacionei o carro, desci e me apresentei. Pedi para ela compartilhar sua experiência, coragem e história com nós, Dominiques!

Marcela Scala, tem 36 anos, é enfermeira de Home Care e Enfermeira Autoridade Fiscal na Vigilância Sanitária, em uma cidade no interior, e a sua moto é uma Yamaha Midnight 950 cc. Maravilhosa por sinal!

Dominique - Penélope Charmosa

Pilota desde os 23 anos de idade, idade que tirou sua habilitação, desde então, nunca mais parou.

Ela confessa que sempre teve medo de moto e tem até hoje. Para Marcela, o dia que perder o medo de pilotar uma moto ela para, porque sem o medo vai abusar.

A paixão por moto está no sangue. Seu pai também é apaixonado por moto. Por milhares de vezes ele vai na sua garupa e bora pegar estrada, almoçar em outra cidade. Passeios fantásticos e inesquecíveis!

Para ela, o mundo do motociclismo é encantador, embora os motociclistas tenham fama de mal encarados ou de roqueiros drogados. As pessoas não sabem o significado da caveira que carregam. Aliás, eu não sabia também.

A caveira representa irmandade, igualdade. São todos iguais, independente da cultura, profissão, cor, renda familiar e estão sempre à disposição para ajudar o próximo.

Você sabia que a maioria dos encontros de motociclistas acontece para coletar doações e serviços beneficentes?

Marcela curte mesmo a moto Custom, então a velocidade não é o que a atrai. Os grupos andam em comboio, organizadamente, respeitando o outro e numa velocidade confortável e segura. Ela faz parte do “Nós, os Renegados” em Bom Jesus dos Perdões.

Mas nada se compara à sensação total de liberdade. Em vários lugares, a motociclista, linda e loira, grita mesmo, dentro do capacete, é uma espécie de limpeza de alma. O vento batendo, em meio a uma paisagem encantadora, nossa é indescritível!

Mas, nem tudo são flores, a dificuldade para pilotar uma máquina dessa se deve ao peso da dita cuja. Um desequilíbrio, por menor que seja, já era, jamais conseguirá segurar. A cautela e cuidado são o carro-chefe para ela montar em cima da moto.

Para Marcela é requisito fundamental ter conhecimento muito claro da máquina que se tem nas mãos, seja uma moto 125 cc ou 950 cc.

O limite da moto não existe, basta controlar seu próprio limite e estar ciente da onde a máquina é capaz de alcançar. Em fração de segundos a moto gigante dela chega a 200 km e é o limite da Marcela que controla isso e não um piloto automático.

Mesmo com todo este cuidado e responsabilidade, já sofreu três acidentes, nada grave, algumas leves escoriações. Como todas as mulheres, levantou, sacudiu a poeira e seguiu em frente. É preciso nervos de aço, concordam?

Há também dificuldade para estacionar, moto não tem marcha ré. Não é raro ela não conseguir empurrar a moto com as pernas para ir para trás, mas sempre aparece um cavalheiro simpático e gentil para ajudá-la. Uma das várias vantagens em ser mulher, certo? Sempre tem uma forcinha de um homem. Será que um homem em cima de uma moto grande seria ajudado por outro homem? Viu só, mais um grande negócio mulher pilotar moto!

Como não é comum ver uma mulher pilotando uma máquina desse porte, muitos dos homens que a abordam ficam indignados e surpresos. Para a maioria da ala masculina, esse tipo de moto não é para mulher, o sexo frágil e sensível. Sabe o que ela fala com seus cabelos esvoaçantes? – Pois é, isso é para macho!

Fiquei intrigada em relação ao cuidado com a pele e cabelos, mas ela me tranquilizou. Sem dúvida, a pele fica muitos mais suja, mas nada que um produto de limpeza facial não resolva. E quanto aos cabelos, um coque é a solução!

Eventualmente, Marcela usa a moto para trabalhar quando o carro está no mecânico ou com o marido, mas dá preferência ao carro. O que ela curte mesmo é passear com a moto, se divertir, apreciar a estrada. A locomoção de moto para ir trabalhar foge totalmente aos seus princípios. A cabeça não está focada, preocupação com horários, problemas profissionais, a mente começa a pensar em tantas coisas e um vacilo pode ser fatal.

Quando se está passeando, as intenções são outras e a viagem é mais segura e prazerosa. A cabeça está ali, curtindo o momento.

O marido dela também pilota, mas adora ir na garupa. Aliás, ela acha que pilota melhor que ele. Claro, né! Mulher é mais atenta, perfeccionista, responsável e linda! Quando fazem viagens longas é perfeito. Eles revezam para aliviar o desconforto da garupa. Assim, a viagem fica mais tranquila e gostosa.

Amei conhecer esta Penélope Charmosa dois tempos modernos!

Marcela é a Penélope Charmosa dos tempos modernos! Ousada, corajosa, responsável e feminina demais! Uma pré-Dominique.

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Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

4 Comentários
  1. Marcela realmente é gata, tive o prazer de trabalhar com ela e presenciar ela em cima dessa linda moto, garanto que me deu inveja, pois amo moto, mais sem coragem para tentar, prefiro as menores,kkkkkk

    1. Leila, como a Marcela disse e eu chorei de rir, é preciso ser muito macho para montar numa moto daquelas. E isso tudo com aquele charme e simpatia dela! Foi incrível!

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