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Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo Top!

Dominique - Asilo
Asilo? Asilo TOP? Sério? Yes, darling.

Hoje tenho 53 anos. Estou em ótima forma, independente, jogando um bolão.
Mas o tempo cobrará sua conta. Nem sempre fui saudável.
Fumei.
Comi errado.
Fiz todos os tipos de regime de moda que você pode imaginar.
Tomei todos os tipos de remédio para emagrecer que existem no mercado e fora dele.
Abusei de meus joelhos.
Tomei sol pra caramba numa época que não existia protetor solar.
Tomei sol pra caramba depois que inventaram o protetor solar.
Sempre fui mega-ansiosa. Dizem que isso não faz muito bem.
Estresse, pouco sono e muito trabalho me eram atributos prazerosos, acredita?
O único excesso que não cometi foi o da bebida.
Por isso tudo, acho que não serei uma velhinha muito saudável apesar da pouca bebida.

Tenho 2 filhos. Ou tive. Digo tive, porque os doei para o mundo. Há algum tempo não são meus.
Apesar da ética e da moral dizerem que eles devem cuidar de mim, não quero.
Ah, sério. Não é nem para não dar trabalho para eles.
Mas imagino que deve ser muito chato ser cuidada por filhos, genros, noras.
Apartamento, cuidadora, médicos, remédios…
E no final das contas solidão. Claro que solidão. A quem você quer enganar, colega?

Então, estava pensando e tive uma ideia.
Vou cortar caminho e poupar trabalho para todos.
Vou para um asilo direto.
Mas calma, não fique com peninha de mim, nem ache que eu estou fazendo chantagem.
Eu que vou escolher o asilo e vai ser agora! Não quando estiver caquética e dependente.
Até porque o lugar que estou imaginando deve custar uma bala, os meninos vão me interditar se eu não deixar pré-pago.

Quero um asilo TOP como eles falam.

Não precisa ser no Brasil. Pode ser em qualquer lugar do mundo. Mas tem que ser bacanudo mesmo. Chique.
Quero ser vizinha de suíte (claro que é suíte) de Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Não são elas os primeiros nomes que vem à cabeça quando pensamos em velhinhas famosas em asilo? Não? Engraçado, para mim foram. Óbvio que os nomes serão outros, tadinhas destas.

Então, quero ser vizinha de Madonna, Michelle Obama, Javier Bardem e Penélope, Carla Bruni, Keith Richards que se não morreu até agora é claro que o nego é imortal.

Mas têm os tupiniquins também.
Tenho certeza que a Xuxa vai estar lá ou você acha mesmo que a Sasha vai ter paciência com ela para o resto da vida?
Lobão. Imagina a caricatura que ele não será daqui uns anos… Hum, pensando bem…
Rita Lee. Sempre Rita Lee… Minha velhinha preferida.
Du Moscovis, porque afinal de contas quem não gosta de ter por perto um gatinho, um boy magia, não é mesmo?
Vanessa da Mata que tornaria nosso aiaiai muito mais afinadinho.
Paulinho Moska – Gente já falei 1000 vezes. Gosto é gosto. E essa é a minha turminha pro asilo, pô. Deixa o Moska em paz.
E o Gabeira. Esse sim, vizinho de quarto. Tenho muito que aprender com um homem que é capaz de rever posições e ideais como ele fez ao longo da vida.

Bom, quero um lugar animado.
Vou deixar pago vitaliciamente, ou seja, o local vai ganhar a mesma coisa se eu viver 1 mês ou 1 ano ou 20 anos. Para o estabelecimento tanto faz.

Dito isso…
Quero chocolate, cigarro e vinho branco à vontade. Isso só pra começar.
Quero ter tempo e oportunidade de desenvolver novos prazeres, como quem sabe ficar totalmente dependente de torresminho, por que não?

Duas regras importantes:

– Notícias novas serão proibidas. Como minha memória não estará mais lá grandes coisas, só notícias muito velhas e com finais já conhecidos para que no íntimo não tenhamos sobressaltos.
– Visitas. Ah… Estas também serão expressamente proibidas. Para todos. Qualquer hora explico o motivo. Se é que você já não captou.

E para terminar:
Não quero enfermeiras ou cuidadoras.
Quero ex-putas.
Isso. Você entendeu. Ex-prostitutas.
Imagine só o tanto que elas são carinhosas e profissionais.
Com um pouco de treinamento ficarão melhores que os médicos, não acha?

Isso é Shangri-lá.
Acho até que tem asilo com esse nome. Ou será cemitério?

Leia mais:

O dia em que o laboratório me chamou para refazer a mamografia
De mãe para filha: viver é ser feliz!

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Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

78 Comentários
  1. Penso nisso a algum tempo já….
    Tenho 55 e estou muito bem por hora…
    Mas sei que vai chegar e não sou do tipo que dependo de ninguém,logo vai ser muito difícil para mim envelhecer e precisar que filhos e amigos me cerquem….
    Quero continuar levando minha vida sem ser um estorvo,entendem?
    Tô dentro!
    Me aguardem!

  2. Estou perto dos 50 e pensando em possibilidades. Estou doando meus 3 filhos para o futuro (deles) e não me incluo nesse futuro.
    Tenho cuidado da minha mãe idosa e sei que sou, digamos, chata com ela (que tem restrições alimentares e come como se não fosse viver para a próxima refeição; está mais ou menos ok devido a tanta medicação, mas acha que se não tomar um remédio ou outro tudo continuará; que sabe basicamente TUDO o que acontece com TODOS, mas não lembra se já tomou banho)…
    Enfim… não teria paciência de ser rastreada por filho/a, como rastreio minha mãe.
    Sou independe e livre, mesmo casada há quase 30 anos. Quero muito manter essa independência e liberdade quando essas palavras soaram estranhas a uma idade mais avançada.
    Talvez, um asilo TOP seja a solução! Não sou famosa como a Xuxa, mas poderíamos ser vizinhas. Ter alguém pra brindar à vida parece ser uma ideia interessante!

    1. Nossa Ale..que coisa bacana que vc escreveu. Profundíssima. Com palavras super bem colocadas (dou super importânca para isso, pq faz toda a diferenca). Amei e vc tem razao. Nao queo ser rastreada. Pq nao comer se no sabemos se havera uma proxima refeicao. Querida, quero ser sua amiga. Beijocas

  3. Meu asilo TOP teria minhas 3 ou 4 amigas do ❤️ morando cada uma em sua suíte , fora todo resto da turma de velhinhos. Super organizado, programação e instalações impecáveis.
    Das celebridades, uma das minhas amigas do ❤️ (autora do texto), acabou esquecendo de relacionar nossa unanimidade: Evandro Mesquita
    Pra cantar pra gente e encher o lugar de charme e alegria! Revigorada total ‍♀️

  4. Envelhecer com pessoas de sua idade é fantástico.. eu gostaria de fazer que nem a Dominik mas se nesse lugar estivesse o Richard Gere..ai que maravilha.. ficaria o dia inteiro olhando pra ele…nem me preocuparua com mais nada…

  5. O texto me lembrou o filme francês “E se vivêssemos todos juntos?”; ele fala de um grupo de amigos de toda a vida, que decidiram viver juntos em uma grande casa… Uma estória linda e emocionante sobre o viver e morrer, que nos ajuda a pensar o assunto com menos angústia. Assistam!

  6. Amei a idéia,sonho em fazer isso em minha casa,ficar só jamais quero fazer amizades,rir,jogar buraco,beber uma cerveja ,fazer compras,ter amigos e uma técnica em enfermagem para nós auxiliar,não importa a idade basta q a pessoa tenha condições de ser independente.quem sabe daqui uns tempos esse sonho vire realidade?

  7. Adorei a idéia! Sempre pensei na possibilidade de viver em comunidade, qdo não poder mais dirigir, fazer minhas compras ,passear enfim. É bom saber que poderemos viver com independência perto de outras pessoas que passam pela mesma situação. Sempre é bom Está com amigos e amigas.

  8. Amei a idéia. Sou muito forte apesar dos 71 anos. Estou me sentindo muito incomodada ultimamente…. tenho muito espaço físico mas ficar na dependência de piscineiro e jardineiro vivendo sozinha não está me agradando. Quero companhias agradáveis…..vou tranquilamente se gostar do local!!!!!

  9. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
    monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  10. Na Europa e EUA já tem, e a discussão começa a aparecer no Brasil do chamado Coliving: uma tendência urbana em compartilhamento de moradias. Acho bárbara a ideia que favorece interação, colaboração entre vizinhos que compartilham áreas comuns e se ajudam. Imagine um casal com o seu espaço próprio, que no coliving ainda podem cuidar do filho do casal jovem vizinho enquanto estes trabalham. Benéfico para ambos, por exemplo.

    1. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
      monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  11. tenho 50 anos, quase 51. meu marido é 20 anos mais velho que eu, e não tive filhos. asilo não, moradia da idade da liberdade! de preferência em companhia de gente com cabeça que pensa assim e para aprender música, pintura, ler bastante, assistir muitos filmes, ter uma horta, viajar e curtir a amizade. também quero!

  12. Um barato mesmo, somos todas essa DOMINIQUE doidona, meu sonho de consumo (rsrsrs) , de preferência também na praia e com muita natureza!!!

  13. Adorei seus comentários Simone e veja,tenho 74 e ainda não e sinto na “velhice pra valer”.Viajar e ler bons livros nos faz rejuvenescer.Ter casado aos 68,nossa,que maravilha! Ter um companheiro que te ame e entenda tambem prolonga a vida saudável.Gostaria que a Gilmara me desse o enderêço do asilo de Piracicaba,vou procurar na iternet ,pretendo ir e levar meu Fofo,está comigo há 47 anos.

  14. Pelo fato de eu estar criando dois netos um com 14 e outra de 8 ainda não atentei para essa hipotese, os crio desde bebes hoje so sou eu e eles em casa, sabe que o artigo me despertou,eu também sou muito independente, nem pensar em morar com quem quer que seja filhos ou netos, estou com 66 , grata pela materia

    1. Meu nome silvia Carmelo mail scscarmelo@gmail.Quem sabe um condomínio casinhas independentes um refeitório comum.Salão de jogos,reuniões.Vamos amadurecer essa ideia. Vamos trocar idéias. Também tenho um companheiro de 37 anos de união.

    2. Meu nome silvia Carmelo mail scscarmelo@gmail.Quem sabe um condomínio casinhas independentes um refeitório comum.Salão de jogos,reuniões.Vamos amadurecer essa ideia. Vamos trocar idéias. Também tenho um companheiro de 37 anos de união.

  15. kkkkk sempre pensei assim 🙂 estou trabalhando horrores para financiar o gaysilo dos meus sonhos,pé na areia e varias tchutchucas jovens e felizes para cuidar da velhota aqui! A ideia de ir a creche tbm me faz bem!
    Hoje pela primeira vez venho ate vc Dominique e amei 🙂 parabéns!!
    ah ….vim atravez da Consuelo
    BJKAS MENINAS

    ivani ( 48 anos ) ……rs

  16. O asilo dos meus sonhos é quase isso. Dispensaria os vizinhos ilustres, pois sou muito simples.A felicidade, para mim, está relacionada à liberdade, que por sua vez,só vou conseguir se puder decidir, SOZINHA,minhas vontades e meus desejos. Já preciso convencer meus filhos que são terminantemente contrários à ideia. Não consigo me imaginar dependente, na casa de um deles, apesar do carinho que recebo de todos. Aí sim, na minha dependência, seria chamada de complicada e dramática!

  17. Kkkkk estou rindo de mim porque SEMPTE disse que EU queria ir para um asilo de idosos! Comecei a planejar – independência financeira porque nem nessa área ($$$) queria ser um.”peso”pra eles…
    Estabeleci idade – mais ou menos 70 anos! Estaria lúcida, interessada em artes, boas conversas, sem preocupação de ter alguém fazendo comida ou limpando a casa….uma ma ra vi -lha! Com 68 anos.. .cheghuei de uma viagem ao Japao, China, Tibet e Dubai e ai….conheci um argentino. Resumo da opera: ESTOU CASADA, só esse ano já fiz 8 viagens internacionais, Estou voltando outra vez pra Europa agora em novembro ( cheguei de lá em junho ) e….ESTOU INDO MORAR …..NA EUROPA !! Adiei asilo !!!

  18. Meu projeto seria este se minha condição financeira pemitisse. Mas acredito que com praticamente 1 salário não terei nada parecido.

  19. Agora já existem condominios e podemos combinar com amigos para morar juntos. Cada um com sua casa e seus hábitos mas com vida social dentro do condomínio. Acho que seria minha opção. De preferência, numa praia.

  20. DUAS PALAVRAS QUE ME INCOMODAM: ASILO E TERCEIRA IDADE!!! É PRECISO REINVENTAR! AQUI NO BRASIL, ISSO É UTOPIA E QUANDO NÃO, É TÃO CARO E SOFISTICADO QUE PERDE ATÉ A GRAÇA E A LEVEZA QUE UM LUGAR NESTE ESTILO DEVE SER: ALEGRE E DESCONTRAÍDO.
    O IDEAL PRA MIM, SERIA UM ESPAÇO COM MUITA NATUREZA, CADA UM COM SEU CHALÉ OU BANGALÔ, (COMO PREFERIR CHAMÁ-LO) DE PRIVACIDADE E UM ESPAÇO COMUM DE CONVIVÊNCIA.
    TUDO ISSO COM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL!

    1. Meu ideal é o mesmo da Maria do Carmo. Contempla a privacidade e a socialização. Todos na mesma casa o tempo todo, não há quem aguente.

  21. Tenho 10 a mais que Dominique !!! Tenho pensado só agora sobre o envelhecer no sentido de ” onde ” irei quando já não puder mais ser e ter autonomia ? Não quero asilo no sentido mais tradicional e certamente não terei as possibilidades de sustentar esse futuro tão oneroso sozinha !!!! Terei que achar ou construir esse lugar do meu tamanho !!!! Tenho muita simpatia e tenho acompanhado publicações sobre “co- habitações” como uma possibilidade de futuro !!! Juntar- me não isolar-me e o que quero !! Sigo na pesquisa!!!

  22. Em Piracicaba, SP existe um condomínio com características próprias para a terceira idade.Conheço uma pessoa que mora lá e adora! Tudo no condomínio e para atender pessoas da terceira idade, desde saúde,lazer, vida social, cultural. Uma estrutura excelente que atende as necessidades dos condôminos! Acredito que deve servir como inspiração /modelo para que se construam condomínios com essas características.

    1. Qual o nome deste lugar em Piracicaba, por favor?
      Estou com mais esperança depois deste post. Não me sinto mais sozinha nas minhas angústias \0/

  23. Eu sempre brinquei que teria meu asilo particular… talvez não tão chic quanto o seu e com vizinhança bem menos ilustre. Já combinei com uma amiga. Só não quero aprender crochê pq acho depressivo e não tenho paciência para pequenos trabalhos manuais…. comigo tudo é ÃO!
    São 3 filhos, 1 neto e 1 companheiro. Os 4 primeiros, certamente não aturarão minhas “rabugices” pois já hoje sou chamada de chata. Mas quero meu velhinho por perto sempre… ele é chato mas é companheiro e é disso que eu preciso. Sabe ouvir… e às vezes tenho que repetir (tá começando a ouvir mal… ).
    Hoje tenho repensado muito sobre o que é envelhecer e cada vez mais me convenço que só deveríamos viver enquanto nos fosse possível manter a dignidade de tomar um banho ou ir ao banheiro sozinhos.
    Minha mãe está com 76 anos. Desaprendeu a andar, a segurar suas funções fisiológicas e isso é constrangedor para todos. Pra completar, continua lúcida e com o humor ácido e grosseiro que lhe é peculiar. Morro de medo de ficar igual… me recuso! Quero manter o bom humor…. ah, gostei da ideia de contratar putas (meu marido vai amar!), elas certamente alegrarão o lugar…

  24. Hahaha… eu tb já mencionei esse fato p minhas filhas… vou morar em um asilo!!!
    Mãeeee, vc ficou loucaaaa???? Acha k vamos deixarrrr??? Qual o problema???!!! Páraaaaaaa….
    Aguardemos…

  25. Eu tb quero ir para um asilo. Nem precisa ser tão especial. Tem de ter música, música boa. (Nada de Aché ou sertanejo universitário ) Alquem pra tocar um violão e me deixar cantar. Minhas companheiras serão as da juventude acumulada,nome que escolhemos para o nosso grupo.Importante: horas dançantes com os idosos ou com dançarinos pagos para rodopiar co cuidado as idosas assanhadinhas.Durante a semana ,de dia um crochê, um cochilo.A noite,cinema.

    Preciso só convencer meus filhos e netos que deixar-me lá, não é abandono,é ser livre para fazer do meu tempo o que eu quero,para curtir minhas fugas e rabujices sem perturbar,é ficar na cama por preguiça ou dor no corpo sem incomodar.

  26. VC colocou em um texto delicioso o que venho falando já há algum tempo. Onde encontrar esse tipo de asilo anda sendo o foco das minhas buscas…. Alguém conhece???

  27. O problema é que as casas de repouso/asilo não se enquadram nesse modelo.
    Temos que ter alguma outra opção bacana.
    Essa sua é utópica. Mas a idéia é compartilhada por muitas pessoas.
    Seria interessante uma pesquisa.

  28. Nossa!!! Sempre digo isso para meu filho… Amei o post❤ Me identifico demais… Somos todas Dominique ❤

  29. O meu projeto é este já estou proxima,só que ainda tenho marido,se ele for antes de mim.Não vou morar vom filho,penso em procurar uma casa de repouso,só que não é. Top como a de Dominique.

  30. Meu projeto de velhice é este.
    Tenho um filho não espero que ele cuide de mim.É.muito dificil cuidar de idoso.ninguem tem tempo pra isto.

      1. Nossa, Rita Lee, Di Moscovis, Moska (ah, também adoro), Gabeira… paraíso total! Sob cuidados de ex-putas? Que sacada de gênio! Bora começar a construir?

        1. Você expressou meus pensamentos,sem dilemas e sem essa de dizer que “meus filhos me abandonaram”. Quero viver meus momentos, curtir meus livros e minhas músicas e curtir eu…simplesmente eu…

  31. Amei tb quero um desses e já estou bem perto de pensar nisso. Fiquei viúva por enquanto vou só mudar de casa para uma menor.

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5 ideias para (se) divertir as crianças da casa no Carnaval

A brincadeira ao som das marchinhas de Carnaval das matinês é diversão garantida para quem tem criança na família. E a festa pode começar em casa, na escolha e até na confecção da própria da fantasia. Tudo vai depender da habilidade. Melhor, da criatividade!

Mas o importante mesmo é curtir esse momento gostoso de levar o filho ou o neto para curtir a folia. Afinal, eles crescem tão rápido, que logo logo vão querer sair sem a gente. Bem sei!

Gente, tem cada coisa fofa! Eu separei as minhas queridinhas, claro…

Bonequinha de luxo

Puro glamour essa “divinha” do cinema.  Praticamente uma mini Audrey Hepburn. Acho que o cinema é sempre uma inspiração pra gente buscar ideias. E dá pra improvisar em casa com uma saia de tule. Só não pode ter dó de emprestar seus acessórios pra criança, certo?!

Tal mãe, tal filha

A tendência “Tal mãe, tal filha” ficou conhecida há alguns anos depois de várias celebridades americanas e brasileiras adotarem a moda de se vestir com as mesmas cores, estampas ou modelagens que vestiam suas filhas.

E porque não adotá-la também no Carnaval? Olha essa fantasia de mexicana? Eu amei!

Dá pra gente fazer junto com a criança as tiaras com flores de plástico a la Frida Kahlo e improvisar com roupas do armário. Eu falei sobre arranjos de cabelo no Vou cair de cabeça no Carnaval.

Super poderes para todos

Talvez seja a preferida da criançada e está sempre presente nas brincadeiras, né? O que seria da nossa infância sem os poderes desses super-heróis. As capas são as opções mais fáceis e servem para meninos e meninas. Mas se quiser ousar, olha essa versão feminina de Batman e Robin!

Não há limite para a imaginação

Quase toda menina faz ou fez balé e tem aquela roupinha no armário que dá para adaptar e transformar numa linda fada. As asas podem ser feitas com diversos materiais, inclusive, reciclado.

Aí a gente aproveita a experiência para unir o útil ao agradável e dar uma boa aula de educação ambiental. Essa aqui é de sobra de tecido.


Com seu melhor amigo

Aqui até o pet entra na farra! Não ficou uma graça? Que tal pensar numa composição em que a família toda, inclusive o animal de estimação faça parte? Não é bacana?

E quem sabe não pinta um concurso de fantasia pra participar na matinê? Já pensou? Quem aí se anima!

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Árvores de Natal Criativas e Bem Diferentes

Sim, sim sim… Ele chegou. O fim do ano está aí na esquina e o Natal na nossa fuça.

Você que me acompanha há algum tempo já estava esperando eu começar a reclamar, né?

Mas deixa eu explicar para as Dominiques que estão chegando..Queridas, eu não sou muito fã dessa época do ano. Reclamo pra caramba. Já escrevi váárioooos textos a respeito. (vou colocar os links no final desse texto, tá?)

Mas no final acabo sempre encarando, até mesmo porque não da para pular.

Então meninassss, vamos lá… Coloquei até uma playlist de músicas Natalinas para ver se me inspiro (Irrkkkk).

E a coisa da árvore de Natal? Entrou dezembro, e na minha casa e provavelmente na sua é hora de montar a arvore. Preguiçaaaaaaa. Ahhh gente, esse ano não, vai… Então hoje cedo falei para meus filhos (adultos) que não montaria árvore. Parecia que eu tinha dito que ia matar o Papai Noel. Eles urraram. Disseram que eu não podia fazer isso com eles, etc… etc… etc… Adultos…

Mas me ajudar que é bom nenhum podia. Então falei que esse ano iria inovar. Pra eles tanto faz, contanto que tenhamos árvore e eles não tenham que fazer nadica.

Então por que não me divertir um pouco? Comecei a procurar ideias de árvores diferentes. Olha só cada uma que achei.

  1. Árvore de Natal de fotografias

Olha que legal essa árvore feita de retratos grudados na parede  com luzinha pisca entremeando.  Essa deve ser fácil de fazer. E pode ser uma diversão a parte procurar as fotos.

2.Árvore de quina

Ahhhh, para essa aqui, você vai precisar ter uma quina na sua sala. Mas bico também, hein? E olha só o efeito…

3. Árvore Escada

Ameiiiii essa… Muito charmosa. Aproveitar o triângulo que faz a escada e enfeitá-la. Mas aqui é preciso caprichar senão é capaz de ficar bem mambembe, sabe como é?

4.Arvore Bolas

Ok… Ok… Isso não é exatamente uma árvore de Natal. Aliás isso não é nada de Natal. Mas achei festivo.

5. Árvore de presentes

Agora comecei a complicar um ‘cadinho, né? Ah, achou que ia ser fácil? Mas muito fofa e lindinha, fala verdade?

5. Árvore de Cestos na Parede

Agora caprichei né? Se alguma de vocês fizer, por favorrr me ensina? Tira foto? Faz o passo a passo? Muito legal. Mas para minhas habilidades, simplesmente impossível.

6. ÁRVORE ÉBRIA

Essa aqui deveria ser uma árvore pós Natal..Com todas as garrafas dos happy hours, festas de final de ano e do próprio Natal. Só pra pesar a consciência. Ou não…

 

E aí? Inspirou-se? Teve alguma idéia diferente? Mandas pra mim..Manda vai?

Vou adorar receber a foto de uma ideia ou de sua árvore, mesmo se ela for aquela linda arvore artificial branca com bolas vermelhas. Tanto faz.

Manda aqui, ou pro meu e-mail : dominiquehip@gmail.com ou pro meu Instagram : @dominiquehip

E aqui os links que prometi :

Será que todo mundo gosta de Natal

Vamos comemorar o final do ano? Ano que vem.

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

3 Comentários
  1. A minha filha ganhou uma árvore de Natal para quem tem gato.
    Eu e a Frida (a minha neta gata) amamos. 🙂
    Pena que não dá mais pra ela bagunçar tudo e terminar emaranhada com os enfeites no chão, rsrs. .-.

  2. Bom domingo…

    Acho que só muda o endereço né, pq aqui tbem, todo mundo ( adultos) ficaram bravos qdo disse
    que não iria montar árvore de Natal.
    Pra que?? Quase fui expulsa da mesa… bom vamos lá tirar tudo da caixa, ver se está em ordem e mais uma vez montei, mas esse ano tive a ajuda do Pedrinho meu neto de 5 anos, que no meio da árvore já me disse” nossa vovó isso cansa né”…
    Mas terminei claro, enfim suas ideias de árvores são ótimas , mas fiquei na tradicional mesmo, quem sabe o Papai Noel reconheça meu trabalho e
    Me traga um presentão de Natal!
    Feliz Natal a todas Dominiques!

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E agora, José? Somos eu e tu e tu e eu

Dominique - Eu e tu
Mesa posta para dois.
Naquela copa que por muitos anos 4 jantaram.
Hoje, somos só dois.
Aliás, não sei nem porque ainda ponho a mesa.
Seria tão mais fácil jantarmos na bandeja.
Em frente à TV.
Mas algo em mim diz que tenho de manter este ritual.
Tenho que fazê-lo para que tentemos nos olhar e nos enxergar.

Verdade é que, depois que os meninos saíram de casa, eu e o meu companheiro de jornada de mais de 30 anos estamos tendo de nos readaptar.
Seria esta a palavra?
Readaptar?
Ou reencontrar?
Ou reconhecer?
Ou redescobrir?
Não sei.

Foram tantos anos de correria, trabalhando, lutando, educando.
Sempre com ele. Sempre com o meu único e amado parceiro de vida.
Mas, pra falar a verdade, nem sempre o mesmo.
Tenho a certeza de que ele e eu mudamos muito ao longo destes anos.
Casamos e descasamos várias vezes.
Mas sempre um com o outro.
E sempre, além da vontade de estar com ele, do amor, do carinho, foram os projetos em comum que nos traziam de volta para a união.
E o maior destes projetos foram os nossos filhos.

Filhos estes que alçaram voo de tão bom que foi o trabalho que fizemos.
Sempre tivemos os nossos projetos individuais.
Mas os projetos conjuntos é que fazem os laços do casamento serem refeitos pelo tempo.
Muito fácil embarcar em algum sonho pessoal e ir navegando, deixando o outro a ver navios.
Difícil mesmo é voltar e atracar no mesmo cais.
Os filhos sempre são um motivo a mais para que voltemos.
Mas, cada vez que voltamos, voltamos diferentes. E encontramos pessoas diferentes.

Assim é a vida.
Aí, um belo dia ao chegarmos em casa, encontramos o silêncio.
As camas arrumadas.
As almofadas no lugar.
As luzes apagadas.
O fogão desligado.
O que vemos é aquele parceiro ou parceira de tantos anos sentado na poltrona, ansioso nos esperando, perguntando por que demoramos tanto.
Pergunta nunca antes perguntada.
Preocupação?
Não…Solidão.

Aí, olhamos um para o outro.
A mesa posta para dois.
E percebemos que daqui pra frente o que teremos serão grandes vazios e silêncios.
Ou não.

Eu e tu. Tu e eu.

Vem me conhecer.
Vou te descobrir.
Tenha paciência.
Não sou mais uma menina.
Mas tenho meus encantos.
Sei que você também, apesar dos anos, continua um rapagão.
Ambos faremos uma forcinha.
E reaprenderemos.
Só não podemos é deixar o silêncio e o vazio vencerem.

Você já viveu ou esta vivendo está fase da vida? Conta a sua experiência aqui.

Leia Mais:

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12 dicas para lidar com os calores da maspassa, a maledeta da menopausa

Até a BBC falou

 

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

15 Comentários
  1. É a vida que segue…
    Calma e sossegada, sem pressa rsrs
    Por entre flores e pássaros não vejo o dia passar, só escuto uma vos baixa me chamando para o almoço,pois agora trocamos as preferências. ..ele vai cozinhar e eu cuidar do Jardim.Ah!quanto tempo esperava por isso.
    Não Hã filhos pra cuidar, não ha horários a cumprir, a melhor idade chegou, e por que não aproveitar o que temos de melhor.TEMPO…

  2. Lindo ! Bom momento para se redescobrirem e criarem novas expectativas! Novos objetivos? Conhecer aquele país que só os dois gostam…. infinitas possibilidades e quem sabe descobrirem novos gostos e cheiros? Fantástico texto!

  3. Há muita felicidade e alegria em cada ciclo e momento da vida! Não devemos deixar desperdiçados por falta de um olhar de amor!!

  4. A doçura existe em cada diferente fase da vida, a sensação de feliz percurso permanece e a eterna alegria de descobrir e se encantar com o novo!!

  5. É, a vida do casal é mesmo assim começa a dois, daí vem os filhos que crescem vão cada qual para a sua nova moradia e o casal volta ficar a dois.!!! É o ciclo normal.

  6. Não é mais eu e tu. Tu e eu. Você se foi, para outra mesa, para outros braços. Ficamos somente alguns dos nossos filhos e eu. O mais velho casou… A caçula foi trabalhar e morar em outro Estado … Criaram asas e voaram. O ninho não está vazio, ficaram dois filhos. Não coloco mais os pratos à mesa – cada um tem horários diferentes de sairem para o trabalho, de almoçarem, de voltarem para casa, inclusive eu – a não ser quando os quatro filhos estão em casa, em visitas rápidas, e são tantos os assuntos conversados, os papos colocados em dia… As promessas de se passar mais tempo juntos… As recordações da infância, as lembranças de momentos passados na companhia uns dos outros… Aí chegamos à conclusão que não valorizamos o tempo que os tivemos junto a nós, que hoje só temos as migalhas de seu tempo – escassos, corridos, sempre na azáfama de novos caminhos, novas rotas, que eles hoje percorrem sozinhos…

  7. Belo texto e reflexão, estamos também nesse exato momento passando por esses períodos de silêncio em casa e a mesa posta para nós dois, eu e minha esposa.

    E pior também é a distância que estamos, pois moramos em Manaus e temos uma filha que mora no RJ e o filho morando em SP, ainda bem que temos uma filha casado, que mora em Manaus.

    Mas creio que é assim mesmo que a vida faz conosco, outro dia eram todos crianças que estavam sob nossas responsabilidades, e o tempo passa e cada um vai seguindo seu caminho.

  8. Nesse momento também ! Os silêncios são tão tristes…parece que não sabemos mais o que dizer…não tem mais boletim para ser discutido , broncas para serem dadas, noites para levar e buscar na balada…sobre o que vamos conversar ? Alguém por favor me dá uma dica? Parece que a copa ficou enorme e estamos cada qual em um cômodo separado, olhando para seu próprio celular e falando com pessoas que o outro não conhece…triste, muito triste.

    1. Ana querida, projetos. Projetos em comum. Do mais simples ao mais…
      Quem sabe combinar um cineminha num dia fora de rotina?
      Ou convidar uns amigos para uma caminhada num parque ou trilha com caipirinhas e petiscos depois? Os projetos nao precisam ser grandiosos. Basta que sejam a dois. Combinados, planejados e executados a dois…

      1. Adorei as sugestões. Aqui somos eu e eu. E para piorar, pedi demissão da empresa onde fiquei por 10 anos. Me mudei para uma cidadezinha com 19 mil habitantes, onde ñ conheço ninguém. Ha dias, que penso que fiz a maior loucura da minha vida, e em outros me sinto uma aventureira

        1. Geane,

          Eu acredito que você tomou a melhor decisão. A chave está em aproveitar o tempo juntos, seja numa metrópole ou numa cidadezinha do interior. Reencontre seu amor, namore, morra de rir…pode ser no coreto da pracinha!

  9. Estou passando por isso neste exato momento. E a expectativa de redescobri-lo e ser redescoberta está enorme!

  10. Já me acostumei com este silêncio.
    Estranho a família separa e multiplica.
    Os filhos criam asas e acham outras asas pra acompanhá-los.
    Ai vem genro, nora e mais tarde as asinhas mais lindas os netos.
    Acho q este período de silêncio e para reaprendermos a viver a dois e se fortalecer pras novidades q a vida nos prepara.
    Afinal de contas fizemos estes mesma caminhos, e como pensamos na época?
    Vida q segue…

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Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Dominique - PraiaO pessoal brinca que sou eu que abro a praia, acendo o sol, ligo as ondas, penteio a areia e ensaio os cardumes de peixinhos para darem showzinhos para a criançada. Isso porque sou sempre a primeira a chegar a praia.

Acordo cedo. Muito cedo.

Quando o primeiro raio de sol insinua-se pela fresta de minha veneziana, pulo da cama, coloco biquini, tomo meu café como se fosse uma bebida sagrada e vou andar na praia.

Você não tem ideia do prazer que é andar num dia de verão, 7 horas da matina, ouvindo música, sempre com ela –  passei pelo walkman, discman, Ipad, Iphone – numa praia completamente deserta.

Uma felicidade que nunca consegui descrever.

Jamais capturei a beleza destes momentos em foto alguma.

E não há vez que eu não fique emocionada. É nesse momento que eu sinto a presença de Deus. São nessas caminhadas que eu tenho certeza de Sua existência e de Sua companhia.

Como vou muito cedo, sempre tenho a praia só pra mim. E como se tivéssemos feito um pacto de sermos uma da outra naquelas horinhas.

Ahhhh, mas vez por outra, alguém aparece.
E me sinto traída.
Enciumada.
Com um sentimento de ter sido invadida.
E obviamente um tanto ridícula também.

Isso começou acontecer com mais frequência num determinado ano, lá atrás. E na grande maioria das vezes, era sempre a mesma pessoa.

Uma mulher. Mais ou menos da minha idade. Morena. Mais ou menos como eu.
Isso aconteceu por muito tempo. Não sei precisar. De tanto nos cruzarmos e de tantos bom dias, começamos a andar juntas.

Acho que nem sabíamos nossos nomes, pois os encontros eram muito casuais e as conversas de uma espontaneidade e verdade que talvez fosse melhor continuarmos estranhas íntimas.

Falávamos de sentimentos, de comportamento, de filhos, de casamento, de amizades com uma liberdade que talvez só nos permitimos justamente por não sabermos nossos nomes.

Até que um dia, descobrimos que nossos filhos, eram superamigos na praia. Estavam sempre juntos! Na verdade, foram eles que nos contaram.

– Mãe, você sabia que você anda todo dia com a mãe deles na praia?

Gente, existe amizade mais gostosa do que uma que foi estabelecida assim?

Descobri depois que ela se chamava Maria.

E conhecia minha queridissima vizinha Maria Eduarda – Duda, que frequentava aquela praia desde 197X, quando não se tinha porque usar salto, nem como ter um ventilador.

Foi Duda quem me falou logo que nossas casas ficaram prontas num condomínio com 10 casas, sendo a maioria dos moradores casais da nossa idade com filhos idem:

– Estamos na euforia do começo. De nos conhecermos. Muita coisa vai acontecer com o tempo. Daqui 10 anos muitos já não estarão aqui e muitos já nem juntos estarão.

Aquelas palavras me pareceram um tanto fora de contexto num momento em tudo era lindo e todos eram tão felizes.

Mas foram palavras proféticas. Muita coisa mudou ao longo destes anos todos. Mas muita coisa não.

Sabe a impressão que eu tenho depois de tanto tempo e tantas caminhadas?

Desculpe a pretensão, mas para estar naquela praia há de se merecer.

Há de se amar tanto a ponto dela não ter coragem de te fazer sair.

É ela quem manda. Sempre mandou.

Sim meninas. Somos grandes merecedoras da nossa praia. Beijocas

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
A despensa da minha avó, uma recordação que guardo com carinho

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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