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O dilema das Dominiques que não tiveram filhos!

Durante muitos anos a mulher viveu o grande dilema sobre ter ou não ter filhos ou qual seria o melhor momento para tornar-se mãe. A bem da verdade, não! Vive, ainda. Apesar das mudanças enormes comportamentais, a nossa sociedade ainda tem um viés pró-natalista. 

Muitos – e aí incluo homens e as próprias mulheres – carregam o conceito de que uma mulher tem de ser mãe. Há um imaginário que – se ela não teve filhos porque não pode conceber – ela é infeliz ou não realizada. Não raro, muitas até são questionadas do porquê não adotaram uma criança. 

Já a mulher que fala abertamente que não quer ser mãe por opção a história é outra. É praticamente inadmissível fazer uma afirmação dessas. Muitas são tachadas como individualistas, egoístas, ambiciosas ou mesmo imaturas. 

Os bons ventos trazem perspectiva de mudança para essa nova geração. “Mas ainda há um grande impacto sobre a visão que a mulher tem de si mesma. Como constituir uma identidade dessa forma”, questiona a psicóloga e pesquisadora Helena Lyrio-Carvalho. Em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela busca compreender mulheres que não têm filhos, por opção ou infertilidade. 

Helena traz do consultório a bagagem de estudar questões sobre a feminilidade. É, inclusive, um convívio muito próximo com mulheres vivendo esses dilemas. Como é um tema muito amplo, ela optou em sua dissertação do mestrado por estudar as mulheres que decidiram ser mães tardiamente. 

50 anos de transformações!

No doutorado, ela seguiu a mesma linha de pesquisa e, agora, busca entender os dilemas, as dificuldades e os desafios de muitas Dominiques sem filhos. “O universo feminino está em transformação. Há duas gerações uma mulher não teria essa escolha”, afirma. 

Ela cita o o filósofo francês Gilles Lipovetsky para explicar que “nosso meio século mudou mais a condição feminina do que todos os milênios anteriores.” Vejam só… os últimos 50 anos! Bom, nós Dominiques sabemos muito bem sobre essas grandes mudanças. 

Mas como explica, ainda é preciso aprofundar-se nas questões psicológicas. Para isso, ela volta a citar Lipovetsky, em seu livro A terceira mulher – Permanência e Revolução do Feminino, “cada vez mais a mulher se constitui como sujeito diante de um mundo aberto e aleatório, estruturado por uma lógica de indeterminação social e de livre governo individual, análoga à que organiza o universo masculino. A existência feminina compõe-se agora de escolhas, por meio das quais a mulher se reafirma como protagonista de sua própria vida.”

Infelizmente temos de lembrar que as mudanças não atingem as mulheres de todas as classes sociais e ou regiões de maneira uniforme. “Essa é uma mudança que vem em ondas”, explica. Mas em algumas culturas – como a muçulmana ou africanas – talvez essa mudança demore ainda mais a acontecer. 

Protagonistas de verdade!

Se há pouco anos atrás essa discussão talvez nem estivesse acontecendo, está certamente na hora de repensarmos todos esses estereótipos.  Muitas coisas ainda precisam mudar para as mulheres tornarem-se realmente protagonistas. Podemos até ajudar!

Nós, Dominiques, vivenciamos todo esse dualismo da mudança de gerações. Somos as filhas das mulheres que tinham por padrão apenas o modelo de mãe e esposa. Alguns conceitos antigos – como a 3ª jornada de trabalho – ainda permeiam o dia a dia de muitas mulheres. 

Sabemos que não é bem assim. Hoje o mundo oferece inúmeras opções de realização para uma mulher. Certamente, ser mãe é apenas uma delas. Se no passado não havia alternativa, hoje temos. E as mulheres que não têm filhos podem viver sem culpa!

Dominiques para a pesquisa

A Helena está buscando Dominiques entre 50 e 55 anos para contribuir em sua dissertação de doutorado. Ela estabeleceu essa faixa etária porque, após os 50 anos, a condição de não ser mãe já está consolidada e muitas passaram ou estão passando pelo período difícil da menopausa. 

Quem topar participar, contribuirá para que a sociedade e os agentes de saúde – dentre esses os psicoterapeutas – possam ter uma visão mais ampla da mulher no mundo atual. A pesquisa é voluntária e confidencial, inclusive foi aprovada pelo Conselho de Ética da PUC-SP. 

Caso você aceite esse convite, ou deseje mais detalhes sobre o estudo, entre em contato com a Helena pelo e-mail hclcarvalho@uol.com.br ou pelo WhatsApp (11) 99105.9547. 

Mais desafios para as Dominiques

A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos

Envelhecer pode ser um barato!

1 Comentário
  1. Reforço o meu convite à participação na pesquisa que estou desenvolvendo. Assim, aquelas que tiverem entre 50 e 55 anos, morarem na Grande São Paulo e não tiverem filhos, por opção ou condição infértil, poderão contribuir para que ampliemos nossa compreensão sobre nós mesmas e nossas amigas Dominiques. Um grande abraço!

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Árvores de Natal Criativas e Bem Diferentes

Sim, sim sim… Ele chegou. Dezembro começou e o Natal já está na nossa fuça.

Você que me acompanha há algum tempo já estava esperando eu começar a reclamar, né?

Mas deixa eu explicar para as Dominiques que estão chegando… Queridas, eu não sou muito fã dessa época do ano. Reclamo pra caramba. Já escrevi váárioooos textos a respeito. (vou colocar os links no final desse texto, tá?)

Mas no final acabo sempre encarando, até porque não dá para pular as festas de final de ano e já ir pra janeiro.

Então meninassss, vamos lá… Coloquei até uma playlist de músicas Natalinas para ver se me inspiro (kkkk).

E essa coisa da árvore de Natal?

Entrou dezembro e na minha casa (e provavelmente na sua) é hora de montar a árvore. Preguiçaaaaaaa. Ahhh gente, esse ano não, vai…

Então hoje cedo falei para os meus filhos (adultos) que não montaria árvore. Parecia que eu tinha dito que ia matar o Papai Noel. Eles urraram. Disseram que eu não podia fazer isso com eles, etc… etc… etc… Adultos…

Pois é… me ajudar que é bom nenhum deles podia. Então falei que esse ano iria inovar. Pra eles tanto faz, contanto que tenhamos árvore e eles não tenham que fazer nadica.

Então por que não me divertir um pouco? Comecei a procurar ideias de árvores diferentes. Olha só cada uma que achei.

Árvore de Natal de fotografias

Olha que legal essa árvore feita de retratos grudados na parede, com luzinhas piscando entre as imagens! Essa deve ser fácil de fazer. Sem dúvida, será uma diversão a parte de procurar as fotos.

Árvore de quina

Ahhhh, para essa aqui, você vai precisar ter uma quina na sua sala. Mas bico também, hein? E olha só o efeito…

Árvore Escada

Ameiiiii essa… Muito charmosa. Aproveitar o triângulo a escada faz e enfeitá-la. Mas será preciso caprichar bastante. Senão, é capaz de ficar bem mambembe, sabe como é?

Árvore Bolas

Ok… Ok… Essa sugestão não é de fato uma árvore de Natal. Aliás isso não é nada de Natal. Mas achei festivo.

Árvore de presentes

Agora comecei a complicar um ‘cadinho, né? Ah, achou que ia ser fácil? Mas muito fofa e lindinha, fala verdade?

Árvore de Cestos na Parede

Agora caprichei né? Se alguma de vocês fizer, por favorrr me ensina? Tira foto? Faz o passo a passo? Muito legal. Mas para minhas habilidades, simplesmente impossível.

ÁRVORE ÉBRIA

Essa aqui deveria ser uma árvore pós Natal… Com todas as garrafas dos happy hours, festas de final de ano e do próprio Natal. Só pra pesar a consciência. Ou não…

Árvores de ripas de madeira

Esses dias uma Dominique postou sua árvore de Natal feita com ripas de madeira no nosso grupo e eu amei! Simples e ainda reaproveita material. Adorei!

E aí? Inspirou-se? Teve alguma idéia diferente? Manda pra mim.. Manda vai?

Vou adorar receber a foto de uma ideia ou de sua árvore, mesmo se ela for aquela linda arvore artificial branca com bolas vermelhas. Tanto faz.

Manda aqui, ou pro meu e-mail : dominiquehip@gmail.com ou pro meu Instagram : @dominiquehip

E aqui os links que prometi :

Será que todo mundo gosta de Natal

Vamos comemorar o final do ano? Ano que vem.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

4 Comentários
  1. A minha filha ganhou uma árvore de Natal para quem tem gato.
    Eu e a Frida (a minha neta gata) amamos. 🙂
    Pena que não dá mais pra ela bagunçar tudo e terminar emaranhada com os enfeites no chão, rsrs. .-.

  2. Bom domingo…

    Acho que só muda o endereço né, pq aqui tbem, todo mundo ( adultos) ficaram bravos qdo disse
    que não iria montar árvore de Natal.
    Pra que?? Quase fui expulsa da mesa… bom vamos lá tirar tudo da caixa, ver se está em ordem e mais uma vez montei, mas esse ano tive a ajuda do Pedrinho meu neto de 5 anos, que no meio da árvore já me disse” nossa vovó isso cansa né”…
    Mas terminei claro, enfim suas ideias de árvores são ótimas , mas fiquei na tradicional mesmo, quem sabe o Papai Noel reconheça meu trabalho e
    Me traga um presentão de Natal!
    Feliz Natal a todas Dominiques!

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Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo Top!

Dominique - Asilo
Asilo? Asilo TOP? Sério? Yes, darling.

Hoje tenho 53 anos. Estou em ótima forma, independente, jogando um bolão.
Mas o tempo cobrará sua conta. Nem sempre fui saudável.
Fumei.
Comi errado.
Fiz todos os tipos de regime de moda que você pode imaginar.
Tomei todos os tipos de remédio para emagrecer que existem no mercado e fora dele.
Abusei de meus joelhos.
Tomei sol pra caramba numa época que não existia protetor solar.
Tomei sol pra caramba depois que inventaram o protetor solar.
Sempre fui mega-ansiosa. Dizem que isso não faz muito bem.
Estresse, pouco sono e muito trabalho me eram atributos prazerosos, acredita?
O único excesso que não cometi foi o da bebida.
Por isso tudo, acho que não serei uma velhinha muito saudável apesar da pouca bebida.

Tenho 2 filhos. Ou tive. Digo tive, porque os doei para o mundo. Há algum tempo não são meus.
Apesar da ética e da moral dizerem que eles devem cuidar de mim, não quero.
Ah, sério. Não é nem para não dar trabalho para eles.
Mas imagino que deve ser muito chato ser cuidada por filhos, genros, noras.
Apartamento, cuidadora, médicos, remédios…
E no final das contas solidão. Claro que solidão. A quem você quer enganar, colega?

Então, estava pensando e tive uma ideia.
Vou cortar caminho e poupar trabalho para todos.
Vou para um asilo direto.
Mas calma, não fique com peninha de mim, nem ache que eu estou fazendo chantagem.
Eu que vou escolher o asilo e vai ser agora! Não quando estiver caquética e dependente.
Até porque o lugar que estou imaginando deve custar uma bala, os meninos vão me interditar se eu não deixar pré-pago.

Quero um asilo TOP como eles falam.

Não precisa ser no Brasil. Pode ser em qualquer lugar do mundo. Mas tem que ser bacanudo mesmo. Chique.
Quero ser vizinha de suíte (claro que é suíte) de Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Não são elas os primeiros nomes que vem à cabeça quando pensamos em velhinhas famosas em asilo? Não? Engraçado, para mim foram. Óbvio que os nomes serão outros, tadinhas destas.

Então, quero ser vizinha de Madonna, Michelle Obama, Javier Bardem e Penélope, Carla Bruni, Keith Richards que se não morreu até agora é claro que o nego é imortal.

Mas têm os tupiniquins também.
Tenho certeza que a Xuxa vai estar lá ou você acha mesmo que a Sasha vai ter paciência com ela para o resto da vida?
Lobão. Imagina a caricatura que ele não será daqui uns anos… Hum, pensando bem…
Rita Lee. Sempre Rita Lee… Minha velhinha preferida.
Du Moscovis, porque afinal de contas quem não gosta de ter por perto um gatinho, um boy magia, não é mesmo?
Vanessa da Mata que tornaria nosso aiaiai muito mais afinadinho.
Paulinho Moska – Gente já falei 1000 vezes. Gosto é gosto. E essa é a minha turminha pro asilo, pô. Deixa o Moska em paz.
E o Gabeira. Esse sim, vizinho de quarto. Tenho muito que aprender com um homem que é capaz de rever posições e ideais como ele fez ao longo da vida.

Bom, quero um lugar animado.
Vou deixar pago vitaliciamente, ou seja, o local vai ganhar a mesma coisa se eu viver 1 mês ou 1 ano ou 20 anos. Para o estabelecimento tanto faz.

Dito isso…
Quero chocolate, cigarro e vinho branco à vontade. Isso só pra começar.
Quero ter tempo e oportunidade de desenvolver novos prazeres, como quem sabe ficar totalmente dependente de torresminho, por que não?

Duas regras importantes:

– Notícias novas serão proibidas. Como minha memória não estará mais lá grandes coisas, só notícias muito velhas e com finais já conhecidos para que no íntimo não tenhamos sobressaltos.
– Visitas. Ah… Estas também serão expressamente proibidas. Para todos. Qualquer hora explico o motivo. Se é que você já não captou.

E para terminar:
Não quero enfermeiras ou cuidadoras.
Quero ex-putas.
Isso. Você entendeu. Ex-prostitutas.
Imagine só o tanto que elas são carinhosas e profissionais.
Com um pouco de treinamento ficarão melhores que os médicos, não acha?

Isso é Shangri-lá.
Acho até que tem asilo com esse nome. Ou será cemitério?

Leia mais:

O dia em que o laboratório me chamou para refazer a mamografia
De mãe para filha: viver é ser feliz!

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

87 Comentários
  1. Sylvia Belinky disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    Tô nessa mas mais ou menos! Quero conviver se me der vontade, embora no mais das vezes vá preferir ficar ” na minha”, curtindo plantas, bichos e livros, escrevendo e costurando, sem pesar pra filho ou irmãos! Hoje, aos quase 75, ainda tenho um marido companheiro querido e moro numa casa alugada, de condomínio. Mas nada de pentelhação de gente famosa; gente sem ser velha e sem ser famosa já enche o saco, imagine somando velhice e dinheiro: SOCOOOOOOOORRRRRROOOOOO!!!!…kkkkk Mas não vou ter grana pra todo esse luxo, embora sonhar seja de graça!…
  2. Meu melhor sonho! Mas como é uma utopia, sugiro juntar algumas pessoas com o mesmo objetivo e astral e montar um lugar diferenciado, auto gerido, bem do gosto de todos.

  3. Se tiver lugar pra uma tia “véia” que se pudesse acordava meio dia e trocava o dia pela noite, que se deixar ouve música o dia inteiro, gosta conversar, mas também adora ficar em silêncio (controverso, não?),chegada num vinho branco e adora um banho de mato … tô dentro!

    Deixo vcs com a área vip … prefiro um chalezinho com vista pro mato, aquele cobertor de orelhas gostoso (mesmo que passe o dia inteiro um implicando com o outro), um bom e velho vira lata no quintal, umas amigas “véias” bem porra loka pra dar umas risadas… já está ótimo. Se não precisar caminhar muito pra chegar na piscina fica perfeito!

  4. Quero um lugar pra morar com pessoas boas calmas atenciosas pode ser no Brasil tenho 73 anos de idade sou diabética problemas de coluna mas creio que posso me curar morando num asilo com pessoas boas frequentando passeios diversões lazeres que eu possa encontrar isso com um preço aqcessivel de acordo com o que eu recebo de pensão

  5. Penso nisso a algum tempo já….
    Tenho 55 e estou muito bem por hora…
    Mas sei que vai chegar e não sou do tipo que dependo de ninguém,logo vai ser muito difícil para mim envelhecer e precisar que filhos e amigos me cerquem….
    Quero continuar levando minha vida sem ser um estorvo,entendem?
    Tô dentro!
    Me aguardem!

  6. Estou perto dos 50 e pensando em possibilidades. Estou doando meus 3 filhos para o futuro (deles) e não me incluo nesse futuro.
    Tenho cuidado da minha mãe idosa e sei que sou, digamos, chata com ela (que tem restrições alimentares e come como se não fosse viver para a próxima refeição; está mais ou menos ok devido a tanta medicação, mas acha que se não tomar um remédio ou outro tudo continuará; que sabe basicamente TUDO o que acontece com TODOS, mas não lembra se já tomou banho)…
    Enfim… não teria paciência de ser rastreada por filho/a, como rastreio minha mãe.
    Sou independe e livre, mesmo casada há quase 30 anos. Quero muito manter essa independência e liberdade quando essas palavras soaram estranhas a uma idade mais avançada.
    Talvez, um asilo TOP seja a solução! Não sou famosa como a Xuxa, mas poderíamos ser vizinhas. Ter alguém pra brindar à vida parece ser uma ideia interessante!

    1. Nossa Ale..que coisa bacana que vc escreveu. Profundíssima. Com palavras super bem colocadas (dou super importânca para isso, pq faz toda a diferenca). Amei e vc tem razao. Nao queo ser rastreada. Pq nao comer se no sabemos se havera uma proxima refeicao. Querida, quero ser sua amiga. Beijocas

  7. Meu asilo TOP teria minhas 3 ou 4 amigas do ❤️ morando cada uma em sua suíte , fora todo resto da turma de velhinhos. Super organizado, programação e instalações impecáveis.
    Das celebridades, uma das minhas amigas do ❤️ (autora do texto), acabou esquecendo de relacionar nossa unanimidade: Evandro Mesquita
    Pra cantar pra gente e encher o lugar de charme e alegria! Revigorada total ‍♀️

  8. Envelhecer com pessoas de sua idade é fantástico.. eu gostaria de fazer que nem a Dominik mas se nesse lugar estivesse o Richard Gere..ai que maravilha.. ficaria o dia inteiro olhando pra ele…nem me preocuparua com mais nada…

  9. O texto me lembrou o filme francês “E se vivêssemos todos juntos?”; ele fala de um grupo de amigos de toda a vida, que decidiram viver juntos em uma grande casa… Uma estória linda e emocionante sobre o viver e morrer, que nos ajuda a pensar o assunto com menos angústia. Assistam!

  10. Amei a idéia,sonho em fazer isso em minha casa,ficar só jamais quero fazer amizades,rir,jogar buraco,beber uma cerveja ,fazer compras,ter amigos e uma técnica em enfermagem para nós auxiliar,não importa a idade basta q a pessoa tenha condições de ser independente.quem sabe daqui uns tempos esse sonho vire realidade?

  11. Adorei a idéia! Sempre pensei na possibilidade de viver em comunidade, qdo não poder mais dirigir, fazer minhas compras ,passear enfim. É bom saber que poderemos viver com independência perto de outras pessoas que passam pela mesma situação. Sempre é bom Está com amigos e amigas.

  12. Amei a idéia. Sou muito forte apesar dos 71 anos. Estou me sentindo muito incomodada ultimamente…. tenho muito espaço físico mas ficar na dependência de piscineiro e jardineiro vivendo sozinha não está me agradando. Quero companhias agradáveis…..vou tranquilamente se gostar do local!!!!!

  13. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
    monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  14. Na Europa e EUA já tem, e a discussão começa a aparecer no Brasil do chamado Coliving: uma tendência urbana em compartilhamento de moradias. Acho bárbara a ideia que favorece interação, colaboração entre vizinhos que compartilham áreas comuns e se ajudam. Imagine um casal com o seu espaço próprio, que no coliving ainda podem cuidar do filho do casal jovem vizinho enquanto estes trabalham. Benéfico para ambos, por exemplo.

    1. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
      monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  15. tenho 50 anos, quase 51. meu marido é 20 anos mais velho que eu, e não tive filhos. asilo não, moradia da idade da liberdade! de preferência em companhia de gente com cabeça que pensa assim e para aprender música, pintura, ler bastante, assistir muitos filmes, ter uma horta, viajar e curtir a amizade. também quero!

  16. Adorei seus comentários Simone e veja,tenho 74 e ainda não e sinto na “velhice pra valer”.Viajar e ler bons livros nos faz rejuvenescer.Ter casado aos 68,nossa,que maravilha! Ter um companheiro que te ame e entenda tambem prolonga a vida saudável.Gostaria que a Gilmara me desse o enderêço do asilo de Piracicaba,vou procurar na iternet ,pretendo ir e levar meu Fofo,está comigo há 47 anos.

  17. Pelo fato de eu estar criando dois netos um com 14 e outra de 8 ainda não atentei para essa hipotese, os crio desde bebes hoje so sou eu e eles em casa, sabe que o artigo me despertou,eu também sou muito independente, nem pensar em morar com quem quer que seja filhos ou netos, estou com 66 , grata pela materia

  18. kkkkk sempre pensei assim 🙂 estou trabalhando horrores para financiar o gaysilo dos meus sonhos,pé na areia e varias tchutchucas jovens e felizes para cuidar da velhota aqui! A ideia de ir a creche tbm me faz bem!
    Hoje pela primeira vez venho ate vc Dominique e amei 🙂 parabéns!!
    ah ….vim atravez da Consuelo
    BJKAS MENINAS

    ivani ( 48 anos ) ……rs

  19. O asilo dos meus sonhos é quase isso. Dispensaria os vizinhos ilustres, pois sou muito simples.A felicidade, para mim, está relacionada à liberdade, que por sua vez,só vou conseguir se puder decidir, SOZINHA,minhas vontades e meus desejos. Já preciso convencer meus filhos que são terminantemente contrários à ideia. Não consigo me imaginar dependente, na casa de um deles, apesar do carinho que recebo de todos. Aí sim, na minha dependência, seria chamada de complicada e dramática!

  20. Kkkkk estou rindo de mim porque SEMPTE disse que EU queria ir para um asilo de idosos! Comecei a planejar – independência financeira porque nem nessa área ($$$) queria ser um.”peso”pra eles…
    Estabeleci idade – mais ou menos 70 anos! Estaria lúcida, interessada em artes, boas conversas, sem preocupação de ter alguém fazendo comida ou limpando a casa….uma ma ra vi -lha! Com 68 anos.. .cheghuei de uma viagem ao Japao, China, Tibet e Dubai e ai….conheci um argentino. Resumo da opera: ESTOU CASADA, só esse ano já fiz 8 viagens internacionais, Estou voltando outra vez pra Europa agora em novembro ( cheguei de lá em junho ) e….ESTOU INDO MORAR …..NA EUROPA !! Adiei asilo !!!

  21. Agora já existem condominios e podemos combinar com amigos para morar juntos. Cada um com sua casa e seus hábitos mas com vida social dentro do condomínio. Acho que seria minha opção. De preferência, numa praia.

  22. DUAS PALAVRAS QUE ME INCOMODAM: ASILO E TERCEIRA IDADE!!! É PRECISO REINVENTAR! AQUI NO BRASIL, ISSO É UTOPIA E QUANDO NÃO, É TÃO CARO E SOFISTICADO QUE PERDE ATÉ A GRAÇA E A LEVEZA QUE UM LUGAR NESTE ESTILO DEVE SER: ALEGRE E DESCONTRAÍDO.
    O IDEAL PRA MIM, SERIA UM ESPAÇO COM MUITA NATUREZA, CADA UM COM SEU CHALÉ OU BANGALÔ, (COMO PREFERIR CHAMÁ-LO) DE PRIVACIDADE E UM ESPAÇO COMUM DE CONVIVÊNCIA.
    TUDO ISSO COM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL!

  23. Tenho 10 a mais que Dominique !!! Tenho pensado só agora sobre o envelhecer no sentido de ” onde ” irei quando já não puder mais ser e ter autonomia ? Não quero asilo no sentido mais tradicional e certamente não terei as possibilidades de sustentar esse futuro tão oneroso sozinha !!!! Terei que achar ou construir esse lugar do meu tamanho !!!! Tenho muita simpatia e tenho acompanhado publicações sobre “co- habitações” como uma possibilidade de futuro !!! Juntar- me não isolar-me e o que quero !! Sigo na pesquisa!!!

  24. Em Piracicaba, SP existe um condomínio com características próprias para a terceira idade.Conheço uma pessoa que mora lá e adora! Tudo no condomínio e para atender pessoas da terceira idade, desde saúde,lazer, vida social, cultural. Uma estrutura excelente que atende as necessidades dos condôminos! Acredito que deve servir como inspiração /modelo para que se construam condomínios com essas características.

  25. Eu sempre brinquei que teria meu asilo particular… talvez não tão chic quanto o seu e com vizinhança bem menos ilustre. Já combinei com uma amiga. Só não quero aprender crochê pq acho depressivo e não tenho paciência para pequenos trabalhos manuais…. comigo tudo é ÃO!
    São 3 filhos, 1 neto e 1 companheiro. Os 4 primeiros, certamente não aturarão minhas “rabugices” pois já hoje sou chamada de chata. Mas quero meu velhinho por perto sempre… ele é chato mas é companheiro e é disso que eu preciso. Sabe ouvir… e às vezes tenho que repetir (tá começando a ouvir mal… ).
    Hoje tenho repensado muito sobre o que é envelhecer e cada vez mais me convenço que só deveríamos viver enquanto nos fosse possível manter a dignidade de tomar um banho ou ir ao banheiro sozinhos.
    Minha mãe está com 76 anos. Desaprendeu a andar, a segurar suas funções fisiológicas e isso é constrangedor para todos. Pra completar, continua lúcida e com o humor ácido e grosseiro que lhe é peculiar. Morro de medo de ficar igual… me recuso! Quero manter o bom humor…. ah, gostei da ideia de contratar putas (meu marido vai amar!), elas certamente alegrarão o lugar…

  26. Hahaha… eu tb já mencionei esse fato p minhas filhas… vou morar em um asilo!!!
    Mãeeee, vc ficou loucaaaa???? Acha k vamos deixarrrr??? Qual o problema???!!! Páraaaaaaa….
    Aguardemos…

  27. Eu tb quero ir para um asilo. Nem precisa ser tão especial. Tem de ter música, música boa. (Nada de Aché ou sertanejo universitário ) Alquem pra tocar um violão e me deixar cantar. Minhas companheiras serão as da juventude acumulada,nome que escolhemos para o nosso grupo.Importante: horas dançantes com os idosos ou com dançarinos pagos para rodopiar co cuidado as idosas assanhadinhas.Durante a semana ,de dia um crochê, um cochilo.A noite,cinema.

    Preciso só convencer meus filhos e netos que deixar-me lá, não é abandono,é ser livre para fazer do meu tempo o que eu quero,para curtir minhas fugas e rabujices sem perturbar,é ficar na cama por preguiça ou dor no corpo sem incomodar.

  28. O problema é que as casas de repouso/asilo não se enquadram nesse modelo.
    Temos que ter alguma outra opção bacana.
    Essa sua é utópica. Mas a idéia é compartilhada por muitas pessoas.
    Seria interessante uma pesquisa.

  29. O meu projeto é este já estou proxima,só que ainda tenho marido,se ele for antes de mim.Não vou morar vom filho,penso em procurar uma casa de repouso,só que não é. Top como a de Dominique.

        1. Você expressou meus pensamentos,sem dilemas e sem essa de dizer que “meus filhos me abandonaram”. Quero viver meus momentos, curtir meus livros e minhas músicas e curtir eu…simplesmente eu…

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5 ideias para (se) divertir as crianças da casa no Carnaval

A brincadeira ao som das marchinhas de Carnaval das matinês é diversão garantida para quem tem criança na família. E a festa pode começar em casa, na escolha e até na confecção da própria da fantasia. Tudo vai depender da habilidade. Melhor, da criatividade!

Mas o importante mesmo é curtir esse momento gostoso de levar o filho ou o neto para curtir a folia. Afinal, eles crescem tão rápido, que logo logo vão querer sair sem a gente. Bem sei!

Gente, tem cada coisa fofa! Eu separei as minhas queridinhas, claro…

Bonequinha de luxo

Puro glamour essa “divinha” do cinema.  Praticamente uma mini Audrey Hepburn. Acho que o cinema é sempre uma inspiração pra gente buscar ideias. E dá pra improvisar em casa com uma saia de tule. Só não pode ter dó de emprestar seus acessórios pra criança, certo?!

Tal mãe, tal filha

A tendência “Tal mãe, tal filha” ficou conhecida há alguns anos depois de várias celebridades americanas e brasileiras adotarem a moda de se vestir com as mesmas cores, estampas ou modelagens que vestiam suas filhas.

E porque não adotá-la também no Carnaval? Olha essa fantasia de mexicana? Eu amei!

Dá pra gente fazer junto com a criança as tiaras com flores de plástico a la Frida Kahlo e improvisar com roupas do armário. Eu falei sobre arranjos de cabelo no Vou cair de cabeça no Carnaval.

Super poderes para todos

Talvez seja a preferida da criançada e está sempre presente nas brincadeiras, né? O que seria da nossa infância sem os poderes desses super-heróis. As capas são as opções mais fáceis e servem para meninos e meninas. Mas se quiser ousar, olha essa versão feminina de Batman e Robin!

Não há limite para a imaginação

Quase toda menina faz ou fez balé e tem aquela roupinha no armário que dá para adaptar e transformar numa linda fada. As asas podem ser feitas com diversos materiais, inclusive, reciclado.

Aí a gente aproveita a experiência para unir o útil ao agradável e dar uma boa aula de educação ambiental. Essa aqui é de sobra de tecido.


Com seu melhor amigo

Aqui até o pet entra na farra! Não ficou uma graça? Que tal pensar numa composição em que a família toda, inclusive o animal de estimação faça parte? Não é bacana?

E quem sabe não pinta um concurso de fantasia pra participar na matinê? Já pensou? Quem aí se anima!

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E agora, José? Somos eu e tu e tu e eu

Dominique - Eu e tu
Mesa posta para dois.
Naquela copa que por muitos anos 4 jantaram.
Hoje, somos só dois.
Aliás, não sei nem porque ainda ponho a mesa.
Seria tão mais fácil jantarmos na bandeja.
Em frente à TV.
Mas algo em mim diz que tenho de manter este ritual.
Tenho que fazê-lo para que tentemos nos olhar e nos enxergar.

Verdade é que, depois que os meninos saíram de casa, eu e o meu companheiro de jornada de mais de 30 anos estamos tendo de nos readaptar.
Seria esta a palavra?
Readaptar?
Ou reencontrar?
Ou reconhecer?
Ou redescobrir?
Não sei.

Foram tantos anos de correria, trabalhando, lutando, educando.
Sempre com ele. Sempre com o meu único e amado parceiro de vida.
Mas, pra falar a verdade, nem sempre o mesmo.
Tenho a certeza de que ele e eu mudamos muito ao longo destes anos.
Casamos e descasamos várias vezes.
Mas sempre um com o outro.
E sempre, além da vontade de estar com ele, do amor, do carinho, foram os projetos em comum que nos traziam de volta para a união.
E o maior destes projetos foram os nossos filhos.

Filhos estes que alçaram voo de tão bom que foi o trabalho que fizemos.
Sempre tivemos os nossos projetos individuais.
Mas os projetos conjuntos é que fazem os laços do casamento serem refeitos pelo tempo.
Muito fácil embarcar em algum sonho pessoal e ir navegando, deixando o outro a ver navios.
Difícil mesmo é voltar e atracar no mesmo cais.
Os filhos sempre são um motivo a mais para que voltemos.
Mas, cada vez que voltamos, voltamos diferentes. E encontramos pessoas diferentes.

Assim é a vida.
Aí, um belo dia ao chegarmos em casa, encontramos o silêncio.
As camas arrumadas.
As almofadas no lugar.
As luzes apagadas.
O fogão desligado.
O que vemos é aquele parceiro ou parceira de tantos anos sentado na poltrona, ansioso nos esperando, perguntando por que demoramos tanto.
Pergunta nunca antes perguntada.
Preocupação?
Não…Solidão.

Aí, olhamos um para o outro.
A mesa posta para dois.
E percebemos que daqui pra frente o que teremos serão grandes vazios e silêncios.
Ou não.

Eu e tu. Tu e eu.

Vem me conhecer.
Vou te descobrir.
Tenha paciência.
Não sou mais uma menina.
Mas tenho meus encantos.
Sei que você também, apesar dos anos, continua um rapagão.
Ambos faremos uma forcinha.
E reaprenderemos.
Só não podemos é deixar o silêncio e o vazio vencerem.

Você já viveu ou esta vivendo está fase da vida? Conta a sua experiência aqui.

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Até a BBC falou

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

15 Comentários
  1. É a vida que segue…
    Calma e sossegada, sem pressa rsrs
    Por entre flores e pássaros não vejo o dia passar, só escuto uma vos baixa me chamando para o almoço,pois agora trocamos as preferências. ..ele vai cozinhar e eu cuidar do Jardim.Ah!quanto tempo esperava por isso.
    Não Hã filhos pra cuidar, não ha horários a cumprir, a melhor idade chegou, e por que não aproveitar o que temos de melhor.TEMPO…

  2. Lindo ! Bom momento para se redescobrirem e criarem novas expectativas! Novos objetivos? Conhecer aquele país que só os dois gostam…. infinitas possibilidades e quem sabe descobrirem novos gostos e cheiros? Fantástico texto!

  3. É, a vida do casal é mesmo assim começa a dois, daí vem os filhos que crescem vão cada qual para a sua nova moradia e o casal volta ficar a dois.!!! É o ciclo normal.

  4. Não é mais eu e tu. Tu e eu. Você se foi, para outra mesa, para outros braços. Ficamos somente alguns dos nossos filhos e eu. O mais velho casou… A caçula foi trabalhar e morar em outro Estado … Criaram asas e voaram. O ninho não está vazio, ficaram dois filhos. Não coloco mais os pratos à mesa – cada um tem horários diferentes de sairem para o trabalho, de almoçarem, de voltarem para casa, inclusive eu – a não ser quando os quatro filhos estão em casa, em visitas rápidas, e são tantos os assuntos conversados, os papos colocados em dia… As promessas de se passar mais tempo juntos… As recordações da infância, as lembranças de momentos passados na companhia uns dos outros… Aí chegamos à conclusão que não valorizamos o tempo que os tivemos junto a nós, que hoje só temos as migalhas de seu tempo – escassos, corridos, sempre na azáfama de novos caminhos, novas rotas, que eles hoje percorrem sozinhos…

  5. Belo texto e reflexão, estamos também nesse exato momento passando por esses períodos de silêncio em casa e a mesa posta para nós dois, eu e minha esposa.

    E pior também é a distância que estamos, pois moramos em Manaus e temos uma filha que mora no RJ e o filho morando em SP, ainda bem que temos uma filha casado, que mora em Manaus.

    Mas creio que é assim mesmo que a vida faz conosco, outro dia eram todos crianças que estavam sob nossas responsabilidades, e o tempo passa e cada um vai seguindo seu caminho.

  6. Nesse momento também ! Os silêncios são tão tristes…parece que não sabemos mais o que dizer…não tem mais boletim para ser discutido , broncas para serem dadas, noites para levar e buscar na balada…sobre o que vamos conversar ? Alguém por favor me dá uma dica? Parece que a copa ficou enorme e estamos cada qual em um cômodo separado, olhando para seu próprio celular e falando com pessoas que o outro não conhece…triste, muito triste.

    1. Ana querida, projetos. Projetos em comum. Do mais simples ao mais…
      Quem sabe combinar um cineminha num dia fora de rotina?
      Ou convidar uns amigos para uma caminhada num parque ou trilha com caipirinhas e petiscos depois? Os projetos nao precisam ser grandiosos. Basta que sejam a dois. Combinados, planejados e executados a dois…

      1. Adorei as sugestões. Aqui somos eu e eu. E para piorar, pedi demissão da empresa onde fiquei por 10 anos. Me mudei para uma cidadezinha com 19 mil habitantes, onde ñ conheço ninguém. Ha dias, que penso que fiz a maior loucura da minha vida, e em outros me sinto uma aventureira

  7. Já me acostumei com este silêncio.
    Estranho a família separa e multiplica.
    Os filhos criam asas e acham outras asas pra acompanhá-los.
    Ai vem genro, nora e mais tarde as asinhas mais lindas os netos.
    Acho q este período de silêncio e para reaprendermos a viver a dois e se fortalecer pras novidades q a vida nos prepara.
    Afinal de contas fizemos estes mesma caminhos, e como pensamos na época?
    Vida q segue…

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Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Dominique - PraiaO pessoal brinca que sou eu que abro a praia, acendo o sol, ligo as ondas, penteio a areia e ensaio os cardumes de peixinhos para darem showzinhos para a criançada. Isso porque sou sempre a primeira a chegar a praia.

Acordo cedo. Muito cedo.

Quando o primeiro raio de sol insinua-se pela fresta de minha veneziana, pulo da cama, coloco biquini, tomo meu café como se fosse uma bebida sagrada e vou andar na praia.

Você não tem ideia do prazer que é andar num dia de verão, 7 horas da matina, ouvindo música, sempre com ela –  passei pelo walkman, discman, Ipad, Iphone – numa praia completamente deserta.

Uma felicidade que nunca consegui descrever.

Jamais capturei a beleza destes momentos em foto alguma.

E não há vez que eu não fique emocionada. É nesse momento que eu sinto a presença de Deus. São nessas caminhadas que eu tenho certeza de Sua existência e de Sua companhia.

Como vou muito cedo, sempre tenho a praia só pra mim. E como se tivéssemos feito um pacto de sermos uma da outra naquelas horinhas.

Ahhhh, mas vez por outra, alguém aparece.
E me sinto traída.
Enciumada.
Com um sentimento de ter sido invadida.
E obviamente um tanto ridícula também.

Isso começou acontecer com mais frequência num determinado ano, lá atrás. E na grande maioria das vezes, era sempre a mesma pessoa.

Uma mulher. Mais ou menos da minha idade. Morena. Mais ou menos como eu.
Isso aconteceu por muito tempo. Não sei precisar. De tanto nos cruzarmos e de tantos bom dias, começamos a andar juntas.

Acho que nem sabíamos nossos nomes, pois os encontros eram muito casuais e as conversas de uma espontaneidade e verdade que talvez fosse melhor continuarmos estranhas íntimas.

Falávamos de sentimentos, de comportamento, de filhos, de casamento, de amizades com uma liberdade que talvez só nos permitimos justamente por não sabermos nossos nomes.

Até que um dia, descobrimos que nossos filhos, eram superamigos na praia. Estavam sempre juntos! Na verdade, foram eles que nos contaram.

– Mãe, você sabia que você anda todo dia com a mãe deles na praia?

Gente, existe amizade mais gostosa do que uma que foi estabelecida assim?

Descobri depois que ela se chamava Maria.

E conhecia minha queridissima vizinha Maria Eduarda – Duda, que frequentava aquela praia desde 197X, quando não se tinha porque usar salto, nem como ter um ventilador.

Foi Duda quem me falou logo que nossas casas ficaram prontas num condomínio com 10 casas, sendo a maioria dos moradores casais da nossa idade com filhos idem:

– Estamos na euforia do começo. De nos conhecermos. Muita coisa vai acontecer com o tempo. Daqui 10 anos muitos já não estarão aqui e muitos já nem juntos estarão.

Aquelas palavras me pareceram um tanto fora de contexto num momento em tudo era lindo e todos eram tão felizes.

Mas foram palavras proféticas. Muita coisa mudou ao longo destes anos todos. Mas muita coisa não.

Sabe a impressão que eu tenho depois de tanto tempo e tantas caminhadas?

Desculpe a pretensão, mas para estar naquela praia há de se merecer.

Há de se amar tanto a ponto dela não ter coragem de te fazer sair.

É ela quem manda. Sempre mandou.

Sim meninas. Somos grandes merecedoras da nossa praia. Beijocas

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
A despensa da minha avó, uma recordação que guardo com carinho

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Piloto de avião Tereza Paz é uma verdadeira Dominique com asas!

Dominique - Piloto
Teresa Paz é uma Dominique, não há dúvida!

Mulher, mãe, esposa, filha, linda, decidida, independente, cheia de iniciativa, ousada e muito, mas muito corajosa. Ela é uma piloto de aviação comercial.

Confesso que nunca havia pensado na estratégia que uma mulher ativa, assim como nós, precisa fazer para administrar tudo que fazemos a milhares de pés de altura.

Formada em Comunicação e Artes pelo Mackenzie, Teresa acredita que sua paixão pelos céus tenha sido herdada da avó que tinha o sonho de voar e do espírito aventureiro dos pais.

Até 1982, no Brasil, não havia mulheres pilotos na aviação comercial e as empresas existiam no mercado há 60 anos no país! Na Azul, onde trabalha hoje, apenas 54 dos mais de 800 pilotos são mulheres. Boa notícia, não há diferença entre os salários. Ufa, até que enfim!

Dominique - Pilotos

Teresa começou a voar em 1995 e conheceu seu marido, piloto também. Juntos há 25 anos, ela atribui o sucesso do casamento a ambos exercerem a mesma profissão. E olha que os dois tem diferenças que poderiam arruinar qualquer união, por muito menos casamentos são desfeitos. Ele é judeu e ela católica. Ele sãopaulino e ela corinthiana.

E, como a vida é cheia de surpresas, quem se dá melhor é quem se adapta às mudanças, Teresa não foge à regra. Ao entrar na Varig, engravidou três meses depois. Não estava nos planos, mas surpresas são sempre bem vindas! Para se ter uma ideia do pioneirismo, a empresa não tinha plano de licença maternidade para pilotos, ela foi inaugurou. Como a pressurização é prejudicial à gestação, ela trabalhou em terra durante 11 meses, revisando manuais e dando aulas sobre segurança de vôo.

Amigos, vizinhos, cachorro, papagaio falavam que ela desistiria. É uma tarefa hercúlea ser mãe e piloto ao mesmo tempo? Praticamente impossível! Aí é que fica mais gostoso. Desafios, é isso que a move.

Quando sua bebê completou 4 meses, Teresa ficou 40 dias na Holanda em treinamento. Espalhou fotos da pequena pelo quarto inteiro do hotel que funcionava como um estímulo. Para tentar me fazer compreender o que passou neste período, ela fez um paralelo com um meme que circulou no Dia Internacional das Mulheres, o desenho de uma mãe com uma garotinha que pergunta – Mãe, o que é desistir? E a mãe responde – Não sei filha, nós somos mulheres!

Os avós dos dois lados e uma babá foram essenciais para o sucesso da missão. Até hoje, para sair tudo dentro dos conformes, ela vê a escala de vôos do marido, a sua escala e aí sim faz a escala de trabalho da sua secretária do lar. Uma piloto não pode se dar ao luxo de ser desorganizada até para poder lidar melhor com os imprevistos.

Ela e marido eram pilotos na Varig, em 2005, quando a empresa quebrou. Ambos desempregados por um ano. Viveram um perrengue e tanto com duas filhas pequenas. E, como toda Dominique, Teresa partiu para a luta. E não é que sua licenciatura em Comunicação e Artes veio a calhar? Passou a ser facilitadora de aulas de segurança de vôo, teóricas e em simulador. Deu aulas na Índia, em Paris. Não estava voando como piloto, mas nunca perdeu a chance de estar no ar.

Para ganhar mais algum, vendeu panos de prato, artesanato, aprendeu a pintar pregadores para fechar embalagens, entre outras coisinhas! Fala a verdade, você se reconhece aqui, concorda? Ah! Esta Teresa é Dominique de corpo e alma.

Neste ano de desemprego que não terminava nunca, um belo dia chega em casa, aflitíssima, porque não conseguiu comprar quase nada no supermercado e encontra o maridão jogando gamão com alguém do outro lado do planeta. Teve um surto e soltou: – Pelo amor de Deus, pega esta moto velha na garagem e vai ser motoboy! Já vi este filme com outros autores.

Com um sorriso contagiante e os olhos brilhando, Teresa confessa que o marido é seu maior fã. Ele a admira e não esconde isso de ninguém. É recíproco.

Falando em admiração, as filhas se enchem de orgulho da mãe, da sua profissão e de como ela dá conta de tudo sem perder a ternura. Talvez, a rotina que não é rotina de Teresa seja justamente o que fortaleceu a amizade, o compaheirismo a responsabilidade e a independência entre as meninas, Natalia, com 21 anos e Michaela, com 17.

Certa vez, a diretora da escola disse que a Teresa era uma mãe muito mais presente do que outras que estavam 100% ao lado dos filhos. Pai, mãe e filhas preservam a qualidade do relacionamento. Quando estão juntos, estão juntos. Não tem celular, facebook, instagram.

Era sua folga, no dia que conversei com a Teresa e ela estava cuidando da mãe, uma senhora encantadora e querida, D. Alzira, com 92 anos, que fez questão de me mostrar suas mãos impecáveis, as unhas pintadas de vermelho maravilhoso, só que ela não revela o nome da cor do esmalte para ninguém copiar!

Desde a mãe ficou doente, há 2 anos, Teresa reveza com a irmã os cuidados com D. Alzira. Estes momentos são unicos, uma forma de retribuir tudo que recebeu e também de mostrar para as filhas o verdadeiro significado de família.

Ela acredita ter uma genética privilegiada, herdada da mãe que até dois anos atrás, antes de quebrar o fêmur, andava de bicicleta e nadava. Talvez sua saúde de ferro se dê também pela atividade física constante. Teresa pode esquecer até o batom, mas a corda está sempre na mala. A maioria dos hotéis tem academia, mas just in case, pula corda por horas a fio no quarto até pingar de suor. Para quem fica 8 a 9 horas sentada, não há genética que resista. Atividade física é obrigação.

Dominique - Piloto

Apesar de não consumir medicamento, quando precisa são poucos os medicamentos que pode tomar. Os pilotos são instruidos a não usar nada que afete o sono, cognição, atenção ou coordenação motora. Em 10 anos na Azul, se pediu duas DMs (despensa médica) foi muito. E uma delas, foi quando seu pai faleceu.

As pessoas em geral vêem a aviação com um certo glamour que não existe. É um trabalho como outro que exige estudo, dedicação, pressão, reciclagem. Imagine se há energia sobrando, depois de 9 horas de vôo, para ir para uma balada, city tour, compras! Eles chegam exaustos no hotel e precisam descansar para enfrentar o dia seguinte.

E, como toda a família, colecionam casos hilários como a ida ao show dos Jonas Brothers no estádio do Morumbi em SP. Ela com vôo marcado, o maridão em terra, teve que encarar a aventura de levar duas garotinhas, uma com 10 e outra com 6, mas apenas duas cadeiras cativas! Claro que ele sofreu por antecipação durante uma semana e na hora foi quem mais se divertiu.

Com duas meninas é quase que impossível não rolar balé! E por que não a apresentação do ensaio final marcada nos 45 do segundo tempo? As mães convidadas a participar. Teresa nos ares. Maridão em terra assume o leme e vai para o ensaio. No final, as mães são chamadas para dançar na frente. A filha, minúscula, arregala os olhos para o pai que, não teve dúvida, foi lá pra frente e dançou muito melhor do que qualquer mãe ali presente!

E o preconceito por ser uma mulher piloto? Ah! Como existe, embora venha diminuindo muito com o tempo.

Uma amiga da Teresa, há 5 anos, passou por uma situação que foi parar no Jornal Nacional. A piloto já na cabine vê que um passageiro está falando e gesticulando com o despachante (o funcionário responsável por entregar os viajantes à aeronave), empatando a fila. Quando enfim o homem entrou no avião, ela foi falar com o despachante que, relutante, conta que o homem ficou muito bravo quando descobriu que o piloto era uma mulher.

A comandante resolveu chamar o passageiro à cabine para acalmá-lo e explicar que não há nenhuma diferença entre os sexos, todos os pilotos passam pelos mesmos treinamentos, todos os anos, teóricos e práticos, envolvendo segurança de vôo, portanto, têm a mesma competência.

O homem olhou bem para ela e disse – Muito bacana, agradeço sua explicação, mas se eu soubesse que o avião seria pilotado por uma mulher não teria comprado a passagem. Só vou mesmo porque tenho uma reunião. Acho um absurdo a companhia aérea não ter avisado.

A piloto, sem titubear, virou para o homem e disse: – Não tem mais a reunião não. O senhor não vai no meu avião. E pediu delicadamente para ele descer da aeronave. Os pilotos são a autoridade máxima no avião e tem a autonomia para tirar quem quiser do vôo se isso representar algum perigo ou tumulto. E,cá pra nós, este ser tinha tudo para transformar aquela viagem em um inferno.

Teresa, por vezes, é alvo de olhares desconfiados. Na chegada ao destino, quando sai da cabine, quem mais se surpreende são as mulheres que, não raro, comentam – Ah! Se meu marido soubesse que era uma piloto ele não teria entrado no avião. E, ela, sorridente e gentil, como sempre, finaliza com classe – Mas como a senhora sabe do que nós, mulheres, somos capazes, tenho certeza que o tranquilizou. Adoro estas espetadadelas! Tudo a ver com Dominiques.

A rotina de um piloto não é branda. São cobrados e muito cobrados. Quando reprovados no simulador há apenas mais uma chance. Reprovação na segunda vez é demissão.

E, a rotina para uma piloto é maior árdua ainda, afinal as mulheres são acumuladoras de tarefas, uma espécie de empilhadoras de pratos chineses.

Fora a solidão quando se está em terra, mas longe de casa, tanto que o alcoolismo é comum na aviação e, quase sempre detectados pelos colegas, levam pilotos e copilotos a se afastarem do trabalho.

Teresa é uma prova de que não há almoço grátis. Tudo requer esforço, dedicação e cuidado. Mas fazer aquilo que se ama não tem preço, seja com os pés fincados no solo ou a milhares de pés de altura.

Você já imaginou ser piloto de avião? A Teresa tem uma fibra que só as Dominiques tem, concorda?

Leia Mais:

Vou mudar de país e agora terei o mundo para chamar de meu
Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

6 Comentários
  1. Parabéns pela reportagem, tive o prazer em 2015 fazer um voo de Belo Horizonte a Goiânia sob o comando da comandante Teresa e olha que ela pousou o avião direitinho rsssssssssssss, brincadeiras a parte foi um excelente voo parabéns a ela que é um exemplo. Nesse voo estava eu e minha ex chefe e quando ela ouviu a comandante Teresa se identificar ela disse: É uma mulher que vai pilotar, meu Deus. E eu respondi: Uai vc não é engenheira rsssssssss. Parabéns a comandante Teresa.

  2. Costumo dizer q se n fosse mulher, teria inveja de quem é,eu sou uma pessoa q c tds dizem ligada no 550…6.6 faco mil coisas, vou a academia tds os dias, minha terapia, meu horário so meu,mas levado a serio, amo atividades fisicas, cozinho, costuro,acordo pensando em fazer 10 coisas, e quase sempre FAÇO,as x n da tempo de fazer tds, mas n me puno c antigamente, aprendi a ser menos exigente comigo, hj p ex deixei de ir a fisio p almoçar c amigos, e assim vou vivendo sendo feliz c mulher ⚘

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Nossos filhos, nossos sonhos? E se as escolhas deles forem diferentes das nossas?

Dominique - Filhos
Muitas mulheres idealizam e imaginam que seus filhos irão fazer escolhas perfeitas que elas consideram adequadas e aceitas socialmente. E esquecem do detalhe mais importante: o fato de que os filhos tem seus caminhos e motivos próprios. E acabam fazendo escolhas que nem sempre correspondem aos projetos dos pais….

Desde cedo os filhos vão internalizando aprendizados, regras, valores e significados extraídos da convivência com a família, amigos, da inserção nos grupos, na escola e com as diversas experiências da vida. Esse repertório é único…basta imaginar que dois filhos, que cresceram e viveram na mesma família, passaram pelas mesmas situações e, mesmo assim, são diferentes na sua forma de ser, agir e ver o mundo. Nossa história de vida e nossos aprendizados são elementos essenciais na forma como decidimos viver.

A relação entre pais, mães e filhos atravessa constantes reformulações ao longo da vida. Os pequenos se limitam a fazer escolhas em algumas esferas da vida e, na maior parte das vezes, são direcionados pelos pais. As crianças se tornam jovens e querem alçar voos com maior independência, arriscar, tomar decisões. Nessa fase, muitos já decidem suas carreiras profissionais, descobrem como desejam se comportar afetivamente e sexualmente, e fazem outras tantas escolhas importantes que podem perdurar vida afora.

Os pais precisam encontrar o sábio equilíbrio entre apoiar e impulsionar os filhos para a autonomia. Essa é uma arte que requer desprendimento, principalmente para compreender que não controlamos tudo, que nossos filhos se tornaram ou se tornarão seres únicos, adultos e independentes (que bom!) e irão fazer escolhas próprias que podem não corresponder ao que a mãe considera certo ou que seja o melhor caminho a ser seguido.

Deve-se confiar nas sementes lançadas na criação dos filhos, acreditando na capacidade de desenvolvimento deles em gerenciar a própria existência. Mesmo que se discorde das escolhas dos filhos, é necessário respeitá-las, pois somente o próprio indivíduo é capaz de avaliar a melhor forma de viver o seu dia-a-dia.

Obviamente que isso se torna muito mais preocupante quando os filhos fazem escolhas destrutivas como o uso de drogas, cometimentos de crimes e outras questões mais graves que necessitam atenção específica e especializada. Tais condutas podem significar que não estão conseguindo conduzir suas vidas com equilíbrio e responsabilidade. Ainda assim, escolhas foram feitas. E as mudanças vão depender de esforço e da força de vontade da própria pessoa para que aconteçam.

Considerar os filhos como extensão dos próprios sonhos pode ser frustrante; torna-se essencial que possamos olhar para as pessoas e aceitá-las como são e desejam ser. Os filhos crescem, evoluem e devem trilhar caminhos próprios e de bem (entendendo que há diversos bons caminhos) para que sejam autônomos e felizes. Cabe às mães refazerem seus projetos, remanejar suas expectativas e seguirem em frente com paz no coração.

Para algumas mulheres talvez esse seja um ponto difícil. A escolha de como os filhos querem viver. E os sonhos dela? E se ela é louca para ser avó e esse filho(a) não quer ter filhos? E se ela sonha com um filho(a) médico(a) e ele(a) decide ser músico(a)? Muitos conflitos surgem nessa hora, porque todos querem ser contemplados nos seus anseios.

Mas se o nosso sonho depende do outro, como podemos decidir sobre ele? Como obrigar os filhos a terem filhos se não querem? Como obrigá-los a estudar medicina se isso os tornará infelizes?

Em algum momento dessa trajetória, os filhos também tiveram que lidar com suas idealizações sobre seus pais. Os filhos também desejaram que os pais fossem diferentes ou fizessem coisas que não fizeram. Relacionamentos são vias de mão dupla…os filhos também tiveram que lidar com os pais que seus pais nunca foram.

A vida é feita de realizações e frustrações. Lidar com a frustração de um sonho não realizado pode ser doloroso, mas é extremamente importante e pode conduzir ao amadurecimento.

A energia emocional ligada ao que não foi realizado conforme idealizamos fica presa, impedindo que outros projetos e sonhos possam surgir e tomar forma. Quando nos desprendemos e superamos, passamos a enxergar novas possibilidades, a respeitar o movimento da vida. A ressignificação abre os caminhos: Quem deseja ser avó pode exercer esse papel com outras crianças da família ou filhos de amigos e que tal assistir a um recital do filho músico? Pode ser divertido descobrir novas afinidades e caminhos!

Como você lidou essa questão com os seus filhos? Conta para mim!

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Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

4 Comentários
  1. É muito dificil conviver com esse conflito,entender que os filhos têm vontade própria e vão fazer suas escolhas é assustador, e quando entendemos que não temos controle sobre isso e os vemos trilhando um caminho contrário ao que ensinos vem a frustração e lidar com essa frustração é como um câncer, vai matando devagarinho.
    1. Oi. Boa noite. Criei meus filhos até uma certa idade, mostrando a eles as consequências entre escolher o certo é o errado é nesse meio conduzindo- os com a palavra de Deus. Minha filha é inteligente, educada,consumista. Tem um bom coração. O que estou engolindo é a opção sexual que ela escolheu que faz a gente ficar em desarmonia. Meu filho trabalhos, rígido, namorador e vive achando que vai ser rico. Ele na parte reliosa aceita oração acredita na Bíblia. O que eu peço no pé dele pata respeitar e amar com verdade a namorada e não ficando com mais. Escolha uma e ama- la e respeita-,,lá, Se não vai colher o que plantou.

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50 anos em 5 – A emocionante história de uma Dominique

Dominique - Anos
Não vou usar meu nome verdadeiro, porque minhas histórias são impublicáveis. Pelo menos durante os anos que eu estiver viva. Usarei então um pseudônimo, Carmen Strada.

Eu tinha 14 anos quando o conheci. Ele tinha 22. Por motivos que Freud e Jung explicaram muito bem, agarrei-me a esse homem como a uma tábua de salvação achando àquela altura da vida que ninguém nunca jamais ia me querer, portanto tinha que ser ele.

Perdi a virgindade com esse mesmo homem aos 15 anos. E aos 20, com a autorização do meu pai (sim, naquela época, menores de 21 precisavam da autorização dos pais) casei-me com esse que viria a ser mais tarde o pai dos meus filhos. Tenho dois rapazes. Lindos. Um completou 23 e o outro terá em breve 22. A idade que ele tinha quando me quis. Não consigo imaginar meus filhos hoje namorando uma menina de 14. Sem mais comentários.

Anos depois, após muito abuso, intimidação, ameaças, assédio moral, críticas diárias, humores alternando entre o ódio à minha pessoa e a adoração, ciúme doentio, muito controle e autoritarismo, comecei a chorar diariamente e não parava mais. Chorava embaixo do chuveiro, lavando a louça, dirigindo, sentada à mesa do jantar, na cama acordada no meio da noite, enfim…

Tentei tudo que estava ao meu alcance: conversas até de madrugada, e-mails que ele nunca respondeu, cartas que ele rasgava e jogava fora sem nem ao menos ler (“eu já sei tudo que está escrito”) e por fim terapia. Primeiro individual, somente eu, porque ele se recusava a fazer a de casal. Depois que percebeu a ameaça que significava essa terapia desqualificando qualquer coisa que viesse do meu terapeuta, ele aceitou que frequentássemos uma terapeuta para nós dois. Sempre repetindo que não acreditava em terapia, que estava ali só porque “minha mulher mandou, porque quem está com problemas é ela, eu não tenho problema algum”. Vou poupá-los dos detalhes dessa época porque são tristes demais. Conto numa outra ocasião.

Então um belo dia, 30 anos depois, numa sexta-feira 13, um raio atingiu meu cérebro e eu disse basta. Fui trabalhar pedindo que ele arrumasse um lugar para ficar, porque ao voltar no final do dia não queria mais vê-lo no apartamento. Ele não se foi. Depois de seis meses de inferno na terra, dormindo por baixo do lençol e ele por cima, não conseguindo mais ficar sequer no mesmo ambiente, me dirigindo a ele aos gritos (tudo que eu vinha engolindo foi vomitado de volta), sentindo dores por todo o corpo, sofrendo de insônia e dores de cabeça horríveis, decidi que era melhor eu sair de casa. Procurei apartamento mobiliado para alugar e depois de visitar um com meus filhos, ambos afirmaram que morariam lá comigo, arrumei uma bolsa com o essencial e parti.

Nesse momento, acho que caiu a ficha para ele que não seria possível a reconciliação e ele ficou mal. Meus filhos, vendo o pai daquele jeito, com 16 e 17 anos, comunicaram que iriam ficar com o pai, porque ele estava precisando mais deles. Ok, tudo bem, alguns dias, uma semana no máximo e eles estariam comigo. Só que não. Achei que já tinha sofrido tudo que era suportável. Meus filhos nunca vieram morar comigo. Vinham jantar, almoçar, encontravam comigo, nos víamos ou falávamos todos os dias, mas sempre voltavam para dormir com o pai. Perguntei por que eles não podiam dormir uma noite que fosse comigo e eles responderam que isso ia magoar o pai. Rebati que assim eles estavam magoando a mim. A resposta foi: “você é forte, o pai não”.

Passei três meses indo em casa todos os dias. Fazia a cama, as compras de supermercado, deixava a comida pronta e antes que o pai deles chegasse eu ia para minha casa. Sei que parece louco, mas meu senso de dever de mãe não me permitiu agir diferente. A dor da falta dos meus filhos, da minha família era como se eu tivesse amputado um braço ou uma perna. Não sei de onde tirei forças para sobreviver. Até autoflagelo e pensamentos suicidas eu tive. Quando eu achava que pior não podia ficar, ficava.

Mas eu sobrevivi. Nos divorciamos pouco antes de eu ir morar na Europa, onde trabalhei por um ano. Incrível meu empregador ter topado fazer esse investimento em mim a essa altura da vida. Até consegui sair do aluguel e hoje pago o financiamento do meu próprio apartamento.

Cinco anos se passaram. Cinco anos em que vivi situações que jamais imaginei viver. Depois de uma vida inteira sendo a mulher de um único homem, consegui dar a volta por cima e conheci outros. Cada um mais diferente que o outro. Vivências incríveis. Fiz novas amizades. Amizades valiosas que muito me ensinaram e me ajudaram nessa caminhada.

Hoje sou Dominique. Fiz 50 anos em 2017 e tenho vontade de contar histórias espetaculares que vivi ou que acompanhei de outras mulheres. Será que terei coragem de contar tudo?

Anos de sofrimento que fizeram uma mulher se reinventar, parabéns Dominique!

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7 Comentários
  1. Mulher de coragem! A história da minha màe foi parecida, não no tocante às faixas etárias dos dois, mas as agressões verbais. Físicas, nunca, graças a Deus! E eu resolvi que ser solteira seria melhor! Não tinha a mínima vontade de ter filhos, estudei, trabalhei 35 anos, cuidei de minha mãe até sua passagem, aos 92 anos! Ah, meu pai faleceu com 54 anos. Sinceramente?!? Penso que minha mãe começou a viver a partir de então! Mas cuidou dele até o fim! Será que sou uma Dominiqye?!? Vicênio com certeza é!

  2. Uma história densa como não pode deixar de ser as histórias de nós mulheres de meio século, quem sabe lendo essas histórias eu me aventure a contar a minha. ..por enquanto ainda não tenho forças suficientes para relatar

  3. Nossa Senhora! Não consegui ler sem chorar, fiquei imaginando as entrelinhas que vc não contou. Imaginei a situação da minha mãe que viveu uma história tão sofrida quanto à sua. E por que não dizer a minha história e de tantas mulheres com as quais convivi e convivo. Pois cada uma de nós, passou ou passa em algum momento por sentimentos e dores semelhantes, pois vivemos numa sociedade predominantemente machista.Parabéns pela sua coragem! Avante, Dominique!

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Hoje vou conhecer a Namoradinha do meu filho – Ai Meus Sais

E aí chega o dia de conhecer Namoradinha do meu filho . Afffff

Além de tudoooo você descobre que o seu filhinho, cresceu…
Pior, você constata que ele pensa que já é homem, veja só. Agora, acredite, essa ficha só cai quando ele resolve te apresentar a namoradinha…
Afff… você tem ideia do que é essa experiência?
Acredita em mim…
Você não faz ideia do que passa pela cabeça da gente nessa hora… E, prepare-se para fortes emoções!
E se você for uma MAMA como eu, mistura de mãe italiana, com mãe judia e mãe árabe, imagina o que vai acontecer!!

[fve]https://youtu.be/nKN4X7tQdhs[/fve]
Ficha TécnicaVideo : Ai meus Sais.  Vou conhecer a Namoradinha do meu filho

Atriz : Regina Bittar
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

 

E por falar em genrinhos e norinhas, veja só o que aconteceu com a Marot nesse texto.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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