Tag: Memória

Caduca, não! Pode culpar a menopausa por seus lapsos de memória

Estes dias, a Eliane Cury Nahas perdeu o carrinho no supermercado. Bom, ela mesma considera que talvez o carrinho nunca tenha saído do lugar, só esqueceu onde o estacionou. A Eliane compartilhou sua desventura no nosso Grupo no Facebook (já faz parte?) e outras Dominiques se solidarizaram. 

A Bernardete Amaral foi ao hortifruti e comprou rúcula, manga e tomate seco. Voltou para casa e só achou a rúcula. Sua hipótese mais provável: colocou os itens no carrinho de outra pessoa. A Valéria Couto perdeu o lanche no pátio de alimentação do shopping. A vendedora foi solícita e ajudou na busca. Eis que surge um moço e mostra o sanduíche (atenção!) na mesma mesa onde ela havia deixado desde o princípio. 

Você se identificou com essas histórias? Quase todas as Dominiques já passaram por algo semelhante. Problemas como o esquecimento ou dificuldade de concentração são descritos com frequência pelas mulheres antes e após a menopausa. Embora sejam sintomas conhecidos deste período, vivenciar esses episódios ainda assusta as mulheres após os 40 anos.

Muitas delas consultam o médico com relatos como perda de memória progressiva ou falta de atenção com receio que os sintomas sejam indícios de Alzheimer ou demência. Sabe o mais grave? Médicos ainda fazem o diagnóstico errado. E isso não ocorre só no Brasil, não!

Diagnóstico incorreto

Conversei com a dra. Gayatri Devi, do departamento de neurologia do hospital Lenox Hill, em New York. Ela publicou um artigo na revista científica Obstetrics & Gynecology sobre “como identificar as alterações cognitivas associadas à transição da menopausa evitando a atribuição incorreta de sintomas como doenças neurodegenerativas.” O estudo completo está aqui

A dra. Devi contou que 60% das mulheres apresentam um déficit cognitivo relacionado à menopausa. No estudo, ela associou os sintomas à redução do hormônio estrogênio no corpo das mulheres após essa faixa etária. Os efeitos podem ser mais ou menos intensos dependendo da sensibilidade da pessoa. 

O diagnóstico médico é fundamental. Mas antes de ficar preocupada ou fazer exames complexos, a dra. Devi sugere que as pacientes sejam persistentes com seus médicos. “Muitos profissionais desconhecem a associação desses sintomas ao período da menopausa. E isso pode dificultar o prognóstico correto. O papel da paciente nessa situação é educar”, explicou a dra. Devi, na entrevista que fiz com ela por e-mail.  

As alterações cognitivas ocorrem na perimenopausa, cerca de 7 anos antes e por volta de 5 anos depois da menopausa. Ela recomenda que a paciente insista com o médico para considerar a transição da menopausa como uma das causas da perda de memória ou atenção. A dra. Devi ainda sugere que, antes de outros procedimentos, a paciente peça ao médico para ser avaliada por testes cognitivos ou com um estudo empírico com hormônios para verificar se os sintomas melhoram. 

Mas atenção! O diagnóstico correto do médico é fundamental. Converse com o profissional da sua confiança. Você pode procurar ajuda tanto de um ginecologista quando um neurologista para ter a certeza sobre seu momento de saúde. 

O tratamento pode ser rápido. Uma parte envolve remédio. Mas você também pode dar aquela ajuda! Preste atenção nas dicas:

  • treine o corpo e a cabeça! Já falamos aqui sobre os exercícios da Oficina da Memória (aqui);
  • mantenha uma vida social ativa;
  • tenha uma dieta saudável;
  • não fume; 
  • consuma álcool com moderação;
  • cuide do seu colesterol, do peso e da pressão arterial (ajuda a proteger seu cérebro);

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O Mindfulness e os benefícios para as Dominiques

Alguns indícios começaram a aparecer ainda cedo. Primeiro foi a memória. De uma hora para outra, eu estava esquecendo até do endereço da minha casa. Depois, eu comecei a ter dificuldades para dormir a noite. Não sei bem se por causa da insônia – ou das mudanças hormonais – eu também fiquei irritada e sem nenhuma paciência.

Você  se reconhece nessa situação? Como cada sintoma surgiu em momentos diferentes, eu não tive consciência do que estava acontecendo de uma forma mais ampla. Ao contrário, eu comecei a tratar cada um dos problemas separadamente. Dá-lhe comprar e tomar os remédios receitados pelo ginecologista, psiquiatra, cardiologista… 

Não houve um fato marcante que me incentivou a fazer uma mudança de vida. Acredito que foi a consciência de que nada do que sentia era um problema que precisava ser curado! Entender qual era o meu momento de vida foi o passo inicial. E então veio o desafio: o que eu poderia fazer para ter uma qualidade de vida melhor?

Eu sempre fiz esportes. Mas intensifiquei os treinos e inclui, além do Pilates, a ginástica funcional. A prática de exercícios ajuda muito! Mas não foi a solução pra todos os problemas. 

A minha psiquiatra já havia me recomendado a prática da meditação Mindfulness. Teimosa, eu achava que não era para mim. Imagina…. eu que fico dia inteiro ligada no 220, entre as tarefas do trabalho e de casa. Tinha a certeza que não conseguiria parar nem um minutinho para meditar. 

Resolvi dar uma chance! Em vez de ler sobre os benefícios do Mindfulness, eu escutei o podcast número 5, do Autoconsciente (aqui). E depois escutei outros áudios sobre como ficar mais centrada e pratiquei a meditação com a Regina Giannetti. 

Nada de religião ou uma nova filosofia de vida. Mindfulness é uma técnica que ensina a ter foco no presente. São exercícios simples, feitos com a ajuda da respiração. Os benefícios já comprovados valiam a minha experiência! 

A lista inclui: diminuição de dores crônicas e da pressão arterial e auxílio no tratamento de ansiedade e depressão. Há estudos que comprovam a sua eficácia na prevenção do Alzheimer. A prática está melhorando o desempenho (e a criatividade) de estudantes e até executivos. É eficaz no tratamento da síndrome do stress pós-traumático. De modo geral, melhor o nosso bem-estar. 

Não é fácil!

Eu ainda sou iniciante na prática de Mindfulness. Executar o exercício de respiração é fácil. No meu caso, tem sido difícil criar a rotina de parar todos os dias para meditar. Nos finais de semana, por exemplo, é praticamente impossível. 

Mas sabe que já estou conseguindo meditar todos os dias e, quando não faço, eu sinto falta? O meu tempo recorde foi 20 minutos. Eu já sinto alguns benefícios. Estou muito mais focada e meus episódios de esquecimento estão mais dispersos. 

A tradução para o português de Mindfulness é justamente esse benefício: Atenção Plena. O objetivo da técnica é nos ajudar a focar no momento presente, sem nos deixar afetar por problemas do passado ou medos futuros. 

A nossa mente é cheia de distrações. Para “facilitar” a nossa vida, fazemos muitas coisas no piloto automático. E as divagações… Você já se pegou numa conversa ou reunião de trabalho pensando em outro assunto completamente diferente? 

Quase todo mundo funciona assim! Estamos sempre preocupados com o que acontecerá amanhã, remoendo questões do passado e tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo. Essa falta de consciência do momento presente nos leva a um estado de estresse e ansiedade. A prática regular do mindfulness nos ajuda a identificar (e sair!) desse modo divagante. 

Outros benefícios do Mindfulness!

Eu estou conseguindo controlar um pouco melhor as emoções. A consciência de que há uma realidade o fora do meu alcance é libertadora. Estou mais controlada e paciente!

Estou produzindo melhor no trabalho. Não tenho mais aquela ansiedade de ficar olhando os e-mails ou o whatsapp o tempo todo. Também estou dormindo bem melhor! Estes dias li que também ajuda a perder peso. Não vejo a hora! 

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Avoada, eu? Agora existe oficina de memória, Dominiques!

Dominique - memória
Sempre fui avoada, perco chave do carro, óculos, chave de casa, token do banco, mas ultimamente isso tem passado dos limites para qualquer ser humano razoável.

Trocando confidências com amigas, todas Dominiques, vejo que a Síndrome da Cabeça de Vento vem atacando todas nós.

Pesquisei sobre o assunto e descobri que um dos efeitos da Maspassa (a maledeta menopausa) é justamente a perda da memória.

Nesse meio tempo, fui apresentada à gerontóloga Paula Brum que iluminou o fim do meu túnel e, acredito, que vá dar uma luz para vocês também.

Primeiro de tudo, gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento em suas dimensões biológica, psicológica e social. No Brasil é uma profissão nova, apenas 12 anos. Paula formou-se na primeira turma na USP, especializando-se em treino de memória.

Na Europa, há muitos gerontólogos, porque os países se prepararam para atender a sociedade que vem envelhecendo há bastante tempo e trabalham com prevenção. A oficina de memória nos países europeus é oferecida pelo governo para toda a população idosa.

Aqui, em terras tupiniquins, os médicos ainda não conhecem profundamente a área da gerontologia, logo não indicam aos seus pacientes. No entanto, não é raro, o médico constatar uma melhora na capacidade cognitiva no paciente após um período de treino da memória.

Todo o indivíduo passa a perder uma série de capacidades a partir dos 30 anos e essa perda fica mais evidente ao completar 60.

A aposentadoria não causa perda de memória. o que a propicia é parar de vez sem ter uma nova atividade, começar algo novo, isso, sem dúvida, contribuiu para o aceleramento do processo. Sabe aquela história de parar e ficar em frente à TV.

Aliada à depressão, ansiedade e ao stress, a memória fica extremamente comprometida.

A notícia boa é: podemos recuperar a memória e voltar como éramos aos 30 anos! Ufa, amei!

Até pessoas com Alzheimer ou doenças senis e que tem como prognóstico o esquecimento dos nomes dos familiares em dois anos, podem prorrogar para 4 anos, ou seja, aumenta-se a qualidade de vida do indivíduo, com os treinos e medicamentos.

Mulheres e homens, a partir dos 50 anos, devem participar de Oficinas de Memória, independentemente de ter ou não algum problema. Todos, a partir desta faixa etária, perdem atenção, velocidade de processamento e memória de trabalho, faz parte do show.

Para entender um pouco o mecanismo, a atenção faz com que percebamos os estímulos visuais e auditivos. A velocidade é quão rápido pensamos. A memória de trabalho é a manipulação de informação na cabeça. Usamos o tempo todo, em uma simples conversa, por exemplo.

Todo idoso – no Brasil é qualquer um que passe dos 60 anos – perde estas três capacidades.

Falamos muito que estamos perdendo a memória, mas nem sempre ela é o problema. Pode ser a atenção o que está faltando.

A Oficina de Memória funciona como uma academia para o cérebro. Você não se preocupa em manter o seu corpo saudável exercitando-se? Com o cérebro é a mesma coisa, mas concorda que não damos a mesma atenção?

Este treino pode ser feito tanto em grupo, quanto individualmente. Eu participei de uma sessão em grupo com várias Dominiques e adorei. Sem falar que não me senti a última das moicanas. Todas estavam com problemas para lembrar o que comeram na hora do almoço!

Vou aproveitar e dar uma dica aqui para um exercício supergostoso para exercitar a atenção.

Escute esta música de Tim Maia (antes de dançar e cantar junto) e conte quantas vezes ele fala a palavra EU e quantas vezes ele fala a palavra VOCÊ!

Depois confira a letra da música e veja se você acertou.

Ah! Aqui está o link para o site da Paula para você saber como funciona a oficina de memória: www.paulabrum.com.br

Como esta a sua memória? Diz para mim se conseguiu cumprir o desafio.

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Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

4 Comentários
    1. Pois é Andrea! Se a gente tem como resolver, temos que correr atrás. Perder parte da memória, com tanta coisa sob nossa responsabilidade, faz parte do show, mas recuperar é a boa nova, não é!
      Se nem que tem coisas que valem a pena ser esquecidas kkkk! Beijo grande para vc!

  1. Oi Janyra,

    Vale a pena participar da Oficina de Memória, é interessante e produtivo.

    Peça para a Paula Brum ou Patricia Martinusso para fazer uma sessão experimental. Se quiser, posso enviar o contato delas.

    Beijosssss

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Será que ter uma memória seletiva é ruim? Descubra!

Dominique - Memória

Sempre me vangloriei da minha memória, cá pra nós, invejável.

Nenhuma data me escapava e sempre com requintes de detalhes, até a roupa que usava na ocasião, paisagem, aromas, horário…

Aniversários? Uma lista de A a Z e Z a A de deixar qualquer um boquiaberto.

Minha tia morreu com Alzheimer. Era uma agenda ambulante. No trabalho, os colegas brincavam: Dona Aparecida quando fulano veio, quando sicrano foi, quando beltrano apareceu? E ela, toda pomposa, recitava sem consultar um mísero papelzinho (não existia post it, santa invenção para os desmemoriados).

Não existia agenda na empresa, existia a D. Cida. Não sei como eles continuaram a atuar no mercado depois de sua saída, época que o computador era a máquina de escrever Olivetti mecânica, porque a elétrica nem tinha sido inventada, acho eu.

Pois é, o alemão chegou e ela ficou a ver navios com sua memória prodigiosa e, às vésperas de ir para o andar de cima, não reconhecia o próprio espelho, mas lembrava nitidamente dos pais e irmãos aos 18 anos, diga-se de passagem uma fase muito feliz em sua vida.

Não sei bem se o passar do tempo, ah! O tempo esse cara implacável, faz com que nossos neurônios faleçam ou fiquem mais seletivos.

Tenho lido que a melhor fase da vida começa aos cinquenta. Estamos inteiros fisicamente e mais sábios, começamos a não gastar vela boa com defunto ruim. Será que com a memória o mecanismo não é o mesmo? Para que lembrar do que não vale a pena ou não é significante?

Pense comigo, você tem uma caixa de madeira machetada que ama e ela tem 15 x 15 cm. Não é tudo que cabe nela. Você tem que guardar só coisas que representam algo marcante e importante para você. Não necessariamente bom, nem necessariamente ruim. Só o que você classificar como “vale a pena guardar”. Concorda que vai aprender a selecionar?

É fato e a ciência comprova por A + B que os neurônios vão morrendo. Se temos menos desses trecos e eles armazenam memória, não é melhor gastá-los com coisas que valham realmente a pena?

Ainda guardo lembranças nítidas de Dominique - Memóriaacontecimentos marcantes, a maioria feliz, mas não lembro o que comi na hora do almoço.

A agenda existe para isso, seja eletrônica ou impressa. Não abro mão da versão impressa, aquela pautada, com dia, horário e semana, calendário do mês atual, do anterior e do posterior. Jamais, em tempo algum, a deixo no carro tamanho. Podem roubar o veículo, para isso invisto uma bica no seguro, mas e a agenda? Deus me livre ficar sem ela.

Noto claramente que esqueço coisas do dia a dia que atrapalham e muito. Não tem um só dia que eu não deixe para trás a chave, o óculos, os papéis importantes ou não, a lista de supermercado… Chego na farmácia para comprar o remédio e cadê a receita? Fico com cara de tonta e saio de mãos abanando. No supermercado, como esqueço de levar a lista, sempre, falta um ou mais itens, mas a maioria consigo lembrar, ponto pra mim!

Nomes, ai meu Deus, quanta vergonha. Pergunto o nome do cidadão e consigo esquecer no  segundo seguinte. Não é força de expressão, no segundo seguinte de verdade. Fico com aquela cara de “Luzia, cadê meu peru” e tento, desesperadamente, enveredar pela conversa a fora de forma que não precise lembrar da “graça” do interlocutor.

Tomo alguns remédios e vitaminas pela manhã e noite. Tenho certeza que esqueço de tomar ao menos um, mas qual deles? Como vou saber? Não deve ser muito relevante, porque estou viva e Feliz da Silva!

Recentemente tive uma experiência que considero um presente muito mais que magnífico. Estive em uma festa com pessoas que de alguma forma, num passado remoto, me magoaram. Em tempo, sem vitimismo, o que aconteceu precisava de uma forma ou outra ter acontecido. Mas foram coisas que marcaram demais e não de um jeito bom. Reencontrá-los para mim foi um bálsamo e não pense que é balela o que digo, foi prazeroso porque sequer lembrei do que aconteceu de ruim. Se é a tal “maturidade” acabando com os neurônios, que sejam muito bem vindos, quero viver assim. Santidade eu sei que não é porque estou a anos luz de ser a Madre Tereza de Calcutá. É a tal memória sendo seletiva, vamos levantar as mãos para o céu, ajoelhar no milho e dar graças! Quero mesmo é esquecer tudo que não foi legal ou não importa.

Tem o lado não tão bom assim. Há gente, e cá pra nós, eu acho que pensa que é gente só porque caminha em dois pés, que se aproveita da situação. Diz que você não disse, mas você sabe, tem certeza que falou, com letras garrafais, mas não tem como provar, afinal a sala e o telefone não são grampeados,  não estou na lista de investigados da Lava Jato. Ai, a falta de caráter é culpa da sua falta de memória. Neste caso são outros quinhentos e vale um novo artigo.

O post it vem sendo um santo aliado no meu dia a dia, viva a 3M. Coloco milhares deles na capa da agenda, no painel do carro, na geladeira, balcão da cozinha, mesinha de cabeceira e no meu notebook. E quase sempre o que eu esqueço não é tão relevante assim, ninguém morreu, passou fome ou entrou em depressão.

As Dominiques tem o raro poder de transformar situações chatas, com classe, elegância e muito bom humor. Tem até um vídeo sobre esses “lapsos” (Clica aqui para ver). E a falta de memória tem nos dado oportunidades sensacionais para colocar este poder à prova.

Então que tenhamos memória seletiva, sim. Fica o que é bom e o que interessa. O resto? deleta, amiga.
Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

2 Comentários
  1. Também estou nessa fase, às vezes me preocupo, mas é muito bom ver esses momentos serem tratados com leveza! Obrigada!

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Lado bom da menopausa . Ele existe sim! E não é jogo do contente. Acredite!!

Hoje vou te contar um segredo. O lado bom da menopausa. Yesssss darling ele existe!!
Dominique - Bom

Muitas de nós estão passando pelo período do climatério. Ainda menstruo regularmente, bom nada mudou neste quesito, mas sinto mudanças no meu comportamento e corpo, acho que é aquela velha história do “gato subiu no telhado”.

Deve ser o tal climatério, para mim um perfeito desconhecido até pouco tempo atrás. Este papo de menopausa nunca me interessou muito, o que os olhos não veem o coração não sente. Às vezes, penso ser psicológico, afinal quase todas as minhas amigas estão na menopausa já há algum tempo, é natural que eu comece sentir ou achar que estou sentindo alguma coisa, até para fazer parte da tchurma.

Sou totalmente a favor da mudança do nome da menopausa (Astromélia, Lírio, Cravo, Begônia, Petúnia…) porque esta infeliz é um estigma que todas as mulheres precisam levar ou enfrentar a partir de uma determinada idade. Somos taxadas cronologicamente com um marco A.M. e D.M. e vem com ele uma lista implacável de horrores e perdas. Marco zero do início do final da jornada.

Fui a uma dermatologista para tratar uma alergia e perguntei sobre algum produto para firmar a pele do rosto e pescoço. Com um sorriso sarcástico ela diz:

– Bom, agora, querida, acostume-se, é ladeira abaixo. Tudo despenca. Tudo cai, não tem salvação.

Veja bem minha gente, foi uma dermato que falou. Tá bom que a área dela não é cosmetologia, mas se tem um segmento que apresenta recursos de tudo quanto é tipo para melhorar a aparência é justamente a dermatologia. Saí de lá em depressão e com uma vontade gigantesca de devorar um quilo de chocolate ou sorver uma garrafa de Prosecco. À noite, foi o Prosecco.

Quer saber? Minha pele antes oleosa agora segura a maquiagem o dia todo. Adeus zona T.

Com o calor senegalesco deste ano, tive certeza que os tais fogachos haviam chegado. Viajei para o interior de São Paulo, nos três primeiros meses do ano, para uma região bem quente e sofri como um pinguim, mesmo sendo fã número um do verão.

Sentia brotar cachoeiras do meu rosto. Era nítido o incômodo, aversão e tentativa em vão das pessoas tentando desviar inutilmente das borbulhas sudoríparas. Sabe aquele tipo que fala e o perdigoto salta? Era assim.

Não tenho mais os calorões, mas a termostato do meu corpo mudou. Em pleno inverno, não sinto o frio que sempre me torturou. Um dia vão me encontrar congelada e cinza na cama. Precavida, durmo com uma etiqueta de identificação no dedão do pé para facilitar o reconhecimento do corpo. Agora, fale se não é uma delícia parar de sair mais como uma cebola, com tantas camadas de roupas.

O ar condicionado é meu brother. Estou felicíssima em sofrer menos no inverno.

Já escutei que muitas mulheres não querem contar para o marido que a danada chegou com medo que ele se desinteresse por ela. COMO ASSIM?

Eu só vou me desinteressar se ele desaprender como faz as lições básicas para me deixar animada. E o ressecamento. Pergunto e o KY? Ele abre portas, mas não faz milagres, tem que continuar fazendo a lição de casa, de preferência com estrelinhas de louvor.

Tenho notado um aumento significativo na gordura no abdômen e culote. Isso realmente está me incomodando e não estou sabendo lidar muito bem. Como melhor que antes e menos ainda (mais legumes, verduras, frutas, tapioca, adeus farinha branca), mas comecei a saborear Prosecco como ninguém, o que deve dar uma forcinha para o excesso de banha na pança.

Tá bom contratei um personal (fugi a vida inteira desta criatura obsessora), quem sabe agora vai.

Diante dos sintomas, resolvi me aconselhar sobre reposição hormonal com quem já fez todas as pesquisas possíveis sobre o tema, minha amiga Dominique.

A reposição pode ser feita com hormônios idênticos aos naturais, com estrogênio e progesterona ou também testosterona, para ativar a libido. Pode ser pílula, spray nasal, creme vaginal, adesivo ou gel, mas tem que conversar com médico, porque existem algumas contraindicações como caso de câncer na família, histórico de cardiopatias.

Só não consegue descobrir se engorda ou não! E tem os naturebas, óleo de prímula, amora, soja.

Já ouviram falar da Síndrome de Vera Fischer? Percebo que as mulheres que sempre foram bonitas, que chamam a atenção por onde passam, sem dúvida, sofrem mais com as agruras do climatério. Talvez porque o nível de exigência consigo mesma seja muito maior e a luta é tão contra a natureza, que é deprê na certa, irritação, até homicídio para quem faz uma gracinha.

Por outro lado, estar sempre bonita e impecável é um porre. Eu não tenho que nada, nem estar gorda, nem estar magra. Tenho que estar como me sinto melhor. Mas que eu me sinto melhor magra é fato, inferno de Java.

As perdas não são obrigatórias e tudo depende do ponto de vista. Você escolhe sempre, copo meio cheio ou copo meio vazio.

Olha só…
O Vilão O lado bom
A pele resseca muito! Eu sempre tive pele oleosa. Sabe aquela zona T? Acabou!
A libido caiu. Despencou! Não querida. Alguém não está fazendo o que deveria fazer aí do seu ladinho. Sério. Não carregue toda essa responsabilidade.
Calooorrreeesssss Horrorososss Nunca mais vou gastar um tostão com casacos e malhas. Hoje posso até considerar o que era impossível há uns anos atrás. Conhecer um sueco maravilhoso e me mudar para Estocolmo!
Depressão É depressão ou tristeza? Identifique. Ou simplesmente você está introspectiva e reflexiva nesta fase? Em todos os casos, você só vai para frente. Na deprê toma um remedinho, né, minha linda?
Humor que varia conforme o preço da gasolina E quem quer ser previsível??? A vida fica muito mais animada. Pergunte pro maridão!
Falta de hormônios Temos reposição para quem pode. E para quem não pode temos salsinha picada,chá de amora, edamame.
Alopécia estrogênica… Affff, queda de cabelo Mas Darling! Acabaram as depilações. Aqueles pelos horrorosos que chamam de buço. E estamos sempre prontinhas para o crime.
Memória desintegra Olha só que maravilha. Esqueci.
Nível de tolerância baixa a níveis quase que negativos Este é o famoso FODA-SE. Tem algo melhor e mais libertador do que virar as costas sair andando?
Insônia No começo, isso foi uma das piores coisas. Me incomodou demais. Fritava na cama. Mas hoje? Menina, meu tempo rende, mas rende! Dá tempo até de fazer bobagem.
A gente não consegue emagrecer. A gente engrossa. Aqui, realmente não vejo lado bom.
Já escrevi um monte de textos sobre a menopausa. Até vídeos gravei. Dá uma olhadinha!

Menopausa is a Bitch!!!!

12 dicas infalíveis para lidar com os calores

Meu primeiro Fogacho. Que situação!!

12 Comentários
  1. Adorei o texto ! Um tanto sarcástico , mas devemos levar no bom humor, pois caso contrário , o fogacho vem quente , fervendo o pior sintoma ! Vou partir pra ortomolecular, tive q parar com a reposição hormonal sintética q era ótima tomei por mais de 10 anos, a Dra. trocou por uns fitoterápicos q não adiantaram nada! Estou nessa ha 23 anos…Precoce , com 40. Aff , ninguém merece !
    Vida q segue…alimentação balanceada , exercício físicos , muita vitamina D e C …de A a Z pra não correr o risco de faltar alguma . Boraaaa viver e ser feliz

  2. Adorei. Parabéns pelo texto, que reflete a realidade muito bem. No tocante ao peso corporal, tomei a medida de procurar uma nutricionista e contratar um personal. Um ano depois estou 13 kg mais magra e com tônus muscular, detalhe, estou mantendo o mesmo peso a 8 meses. Recomendo!

  3. Gente, to sofrendo com essa coisa chamada menopausa. Estou me desconhecendo. Mas, o texto foi bem humorado, gostei

  4. Adorei o texto, aliás, como todos, me divirto e aprendo, isso é ótimo.
    Quanto a danada, passei como todas, ela já chegou e eu estava acima do peso, então, isso não me assustou, qto aos valores, Jesus, esses me tiraram do sério e a todos aqui em cada tbm, está, mas, passou.
    A diminuição da libido é que foi complicada e por excesso do peso e outras complicações gormanaus que já tinha anteriormente, meu Ginecoligista optou pelo chá de amora, foi ótimooooo, em todos os sentidos.
    De resto, vida que segue. Bj

    1. Oi Consuelo,
      Você não imagina como ficamos felizes de você se divertir com os nossos textos. Esse é o nosso propósito, levar a vida e sua agruras com muito bom humor!
      E dá-lhe chá de amora então! Beijos

  5. Você realmente acha que tem vantagens na alopecia? Entao você não sabe o que é alopecia.
    Você prefere ter menos pelos pelo corpo e também menos cabelo na cabeça?
    Esse é, pra mim, o maior castigo da menopausa. Estou fazendo reposição hormonal e tomando finasterida pra tentar “tentar” não ficar careca.
    Sinceramente, acho que vc deveria ler um pouco mais sobre isso antes de apontar como um sintoma positivo.

  6. Amei o texto.
    Menopausa me assusta, até 5 anos atrás tomava remédio para engordar,
    Hoje como um chuchu e parece que comi um boi.Nunca suei na vida, hoje pareço as cataratas do niagara.
    Enfim vou procurar ler mais sobre o assunto porque quero lidar melhor com
    tudo isso.Bjos

  7. Gostei do comentário e por gostar da cachorros. Eles são minha paixão. Quanto a essa bendita menopausa estou mais tranquila agora. Eu passei por momentos que achava que ia explodir e um mau humor danado. Fui então no nutrólogo com medicina ortomolecular e deu muito certo. Hoje não tenho mais calores, estou zen e emagreci cinco quilos. Estou livre, leve e solta.

  8. As únicas coisas que me incomodam são os fogachos que molham rosto e cabelo. Tenho cuidado da memória também. Mas li um artigo onde diz que se a falta de memória nos preocupa é bom sinal pois ainda estamos lembrando de alguma coisa.kkk
    E por último o peso. Sempre estive acima do peso. Hoje tenho que me cuidar muito mais. beijos

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