Mulheres contemporâneas

Ando encantada com algumas mulheres contemporâneas.
Vejo que são mulheres bem resolvidas e autênticas.
Elas sabem para onde ir e como ir.
A minha geração sobreviveu a mães pseudo feministas ou a mães que ainda eram “do lar”.
E olha, vou confessar que não sei se era melhor ter uma austera mãe do lar ou uma revolucionária queimadora de sutiã.
Uma coisa é certa! Todas nós tivemos pais machistas.
Os liberais, na minha opinião, não passavam de “neo machistas” ou pseudo liberais.
O fato é que somos frutos de grandes conflitos.
Somos uma geração de convicções contraditórias.
Será que alguém nascido depois de 1980 imagina o que é crescer sem saber o que é liberdade de imprensa?
Os censores moravam nas redações.
Passamos nossa adolescência lendo jornais censurados e assistindo a uma TV chapa branca.
Não nascemos livres, esta é a verdade.
As mulheres desta geração nasceram presas a antigos ranços culturais, políticos e sexuais.
Não éramos nem uma coisa nem outra.
Nunca tivemos definição ou qualquer tipo de parâmetro.
O certo não era certo.
O errado era relativo.
Mas sobrevivemos.
Quebramos paradigmas.
Nos inventamos.
Fundamos uma nova “escola”.
Somos o que nunca foram antes de nós.
E hoje, acredite, mandamos bem para caramba!!!
Tem gente que ainda não percebeu.
Muita gente!!!! Vamos mostrar?
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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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