Tag: Mulheres Contemporâneas

Mulher madura! Dá um caldão, hein! Afff… Somos novas mulheres

Dominique - Mulheres MadurasSomos o que nunca foram antes de nós.

Esta frase define toda uma geração de mulheres.
Somos pioneiras. Mas nem sempre soubemos disso.
Na verdade, fizemos o que tinha que ser feito.
As coisas foram acontecendo e nós fomos realizando.
Na maioria das vezes, sem bandeira, apenas com atitude e muita coragem.
Não tivemos livros, manuais ou tutoriais.
Na verdade, NÓS  é que deveríamos escrevê-los.
Mas por algum motivo parece que nos tornamos invisíveis.
Invisíveis a todo um ecossistema que vai da mídia, passando pelo mercado consumidor, até chegar na sociedade como um todo.
Salvo louváveis esforços aqui e ali, a imagem que é feita de nós sempre ruma ao estereótipo ou pejorativo.
Até mesmo quando falamos de nós usamos os chavões e bordões horrorosos criados em outros tempos por outro tipo de pessoa.

Mulher madura?
Cinquentona?
Idade da loba?
Melhor idade?

Os nomes que nos deram são só um detalhe se comparado ao jeito com que somos tratadas.
Fomos arrancadas da categoria de mulheres adultas e jogadas na de mulheres idosas.
Quando surpreendemos estes desavisados com nossas óbvias qualidades e aptidões ainda somos obrigadas a ouvir:

Nossa, tá bem pra idade, hein?
Dá um caldão?
Jura? Você que fez? Sozinha?
Você trabalha com tecnologia? Não acredito!

Na verdade, vivemos surpreendendo porque a esmagadora maioria de mulheres desta faixa está simplesmente exuberante e acontecendo.
Hiperprodutivas em todos os sentidos e sem as limitações impostas pela vida da jovem mulher.
E, olha, isso deve continuar por ao menos mais 20 anos. É muito tempo para passarmos desapercebidas, não acha?
Como nos fazer notar? Como mostrar que somos mais do que vovós de cabelos brancos (nada contra)?
Como mostrar que somos consumidoras? Que consumimos muito além de remédios e cremes antirrugas?
Que nome dar a essa fase de grande viradas a essas grandes mulheres?
Aqui, vamos colocar as fichas na mesa.
Dominique vem para mostrar ao mundo quem somos nós e como podemos!!!

Dominique está nascendo de muitas mulheres, todas elas Dominiques. Todas nós.
Somos Todas Dominique!

Leia Mais:

A ilha – Viajar sozinha para North Eleuthera
Casada sim, cega não – Sou comprometida, mas não estou morta!

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

20 Comentários
  1. Amo seus textos! Dizem tudo que sentimos e vivemos de uma forma bem humorada mas totalmente verdadeira! Gosto desta minha fase muito mais desenrolada e mais leve!

    1. Silvia,

      Para mim o bom humor é combustível para ter uma vida gostosa. Tá certo que tem horas que não dá para ser tão bem humorada, mas fazendo um leve esforço já sai o sorriso e tudo fica melhor.

      beijo grande

  2. Amei o texto.. !Mulher madura!Dá um caldão”…tenho 52 anos e nunca me senti tão plena, vitaminada e confiante…pela primeira vez me sinto livre para ir, vir e decidir… Gosto muito mais desta Selma do que da Selma com 18 anos!!!

    1. Selma,

      Você sabe que eu me sinto muito melhor agora, também tenho 52, do que aos 20. Talvez as fotos demonstrem o oposto, pq com 20 o corpo estava em cima, não haviam rugas, olheiras, mas também não tinha autoconfiança, ponderação e sabedoria. Não troco de jeito nenhum.

      beijo grande

  3. Amei Dominique!
    Às vezes sou outras não, mas vejo representadas tantas histórias que já vivi ou vi ao meu lado.
    Amo ter a idade que tenho, acredito estar num dos melhores momentos da minha vida agora, depois dos cinquenta!

    1. Lisi,

      Na verdade, a gente é o que a gente viveu. Se temos muitos anos, foram exatamente eles que nos deram esta bagagem, realização, experiência e muita alegria. Ainda bem, né?

      beijo grande

  4. Sempre disso isso,não sou velha,tenho mtos anos de vida e experiências, sinto- me jovem, serei eternamente cocotinha de alma e espírito. Tem gente que incomoda,no bolo do meu aniversário podem colocar a velinha de 63 anos vou adorar.

    1. Lizarb,

      A idade não tem a ver com os anos de vida, exceto para a medicina. Nós somos o que realizamos, sentimos e sonhamos em qualquer etapa da vida, mesmo com rugas a mais.

      beijo enorme

  5. Eu estou com quase oito décadas vividas com total independência.Casei com vinte anos, tive uma união feliz por 38 anos, mas o meu lema sempre foi a liberdade!Apesar de ter sido filha única mulher de mãe pobre que sempre trabalhou para nos manter.Criamos nossos filhos e hoje me orgulho de continuar independente e tão livre como o vento, a ponto de ser para os netos “uma avó desenrolada”.

  6. Se aos cinquenta ficamos invisíveis?! Então eu já vou desaparecer ,completando 60 este ano rsrsrsrsrs. Seria hilário se não fosse chato!
    Minha mente, meu espirito nem estão aí com a cronologia. Mas sinto o sutil preconceito nas “gloriosas” observações que partem nem sempre dos jovens mas das contemporâneas, tipo:E aí você ainda trabalhando ?Você precisa diminuir o ritmo afinal já está com essa idade! Nos treinaram muito bem para a ilusão que ser jovem bastaria.Que bom que temos uma geração inteira contradizendo isso.

  7. Meu deus! Cada vez mais aoaixonada por esses textos. Tudo o que está entalado na garganta de nós todas, cinquentonas, e no meu, sessentonas, mexendo com tecnoloGia e ainda “dando um bom caldo”! Adorei muito objetivo é delicado. Parabéns pela assertividade.Tamo junto! Beijos.

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Doze frases ditas por ícones que nos inspiram diariamente


Frases ditas por ícones de estilo, da moda, da música ou da nossa era que nos deixam uma lição.

Na maioria das vezes com uma boa dose de humor, mulheres inteligentes dizem o que precisa ser dito!

Achei este vídeo bem legal postado pela Elle espanhola.

A frase que mais me identifico é a número 7. Se bem que a 5 me agrada muito. E a 9 também.

Ihhh, menina… Parece que todas cabem em muitos momentos. Vamos a elas?

Não deixe de ver o vídeo que da Revista Elle!

1. A elegância é a única beleza que não desaparece – Audrey Hepburn

2. Para ser insubstituível, deve-se sempre buscar ser diferente – Coco Chanel

3. Se sempre faz o que lhe interessa, ao menos uma pessoa estará satisfeita – Katherine Hepburn

4. Não precisa se vestir como o resto do mundo. É muito mais divertido criar seu próprio look – Twiggy

5. Talvez a moda não seja a arma de uma mulher, mas ao menos lhe dá munição – Brigitte Bardot

6. Siga sorrindo e você vai ganhar pelo menos 10 anos de dianteira- Jane Birkin

7. Prefiro comer uma massa e beber vinho do que usar tamanho 32 – Sophia Loren

8. Não sigo um manual de instruções. Me deixo guiar pelo coração e não pela cabeça – Lady Di

9. Sou forte, ambiciosa e sei exatamente o que quero. Se isso faz de mim uma puta, tudo bem! – Madona

10. Só estou tentando mudar o mundo, lantejoula por lantejoula – Lady Gaga

11. Quando não se veste como os demais, não precisa pensar como eles – Iris Apeel

12. Dê a uma mulher os sapatos adequados e ela conquistará o mundo! – Marilyn Monroe

Quais frases você mais se identificou?

Veja aqui o vídeo que a Revista Elle espanhola publicou esta semana com todas estas frases deliciosas.

 

Veja também outras matérias sobre moda e estilo:

Quais roupas ficam bem em uma Dominique?

Fui às compras magra e atacada

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VISITANDO JOCASTA- ep.4

Dominique - Homem mais novoPaulo e Carla.
Carla e Paulo.
Não vou te manter em suspense.
Se você leu os 3 textos anteriores merece saber que não houve sofrimento após aquela despedida.
Se você não leu, vai entender que Paulo e eu somos um casal que vivemos em cidades diferentes.
Depois daquela despedida, Paulo continuou me tratando como se estivesse na porta ao lado.
As mensagens eram muito frequentes e as ligações diárias.
Os vínculos estavam formados.
As rotinas também.

Ele ficava 15 dias em Ribeirão Preto e 15 dias aqui.
E assim as quinzenas foram passando.
Os 15 dias daqui eram dias plenos.
Tinha momentos tão felizes que eu parava de respirar, e tentava congelar aquelas cenas em minha memória ou em meu coração.
E dizia que queria guardar aquele sentimento para poder sentir mais tarde.
Não era possível ser tão feliz em um espaço tão curto de tempo.
Paulo se divertia.
Os 15 dias que ele passava longe eram uma grande contagem regressiva, que só aumentava o prazer da expectativa e do reencontro.
Ele chegava sexta-feira à noite ou sábado de manhã.

Naquele final de semana ele chegou na sexta-feira e, como sempre, despenquei em seu ap quase que imediatamente após a sua chegada.
Eita, como a saudade faz bem.
Bom, matada a fome, fomos comer alguma coisa. Mas na cozinha.
E foi aí que ele me falou, aliás com muita naturalidade.
– Amanhã almoçamos juntos, né?
– Mas é claro!! Tenho que voltar pra casa para algumas coisinhas com meus filhos, mas o almoço é com você.
– Ahhh, que bom. Vai conhecer minha mãe então. Ela vem para São Paulo para ir a um show, acho que um musical, e vamos almoçar juntos. Vou fazer um risotinho aqui para nós. Falei que você estaria aqui.

Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!

Genteeee!! Como???
O que foi que ele falou??
Mãe????? Ele tem mãe???
Tá bom, eu sabia que ele tinha. Mas para mim ela era uma entidade, tipo boto cor de rosa.
Existe, mora longe, sei histórias, mas tenho pouquíssimo interesse.
Mas e agora???
Não quero conhecer a mãe dele.
Não quero almoçar com o boto!!
Muito menos aqui na casa dele!!!

O que ela deve pensar do filhinho estar namorando uma mulher 15 anos mais velha!!!
É. 15. Não te falei? Upss..
Então, um dia tive que contar para ele que não tinha 42. E sim 50.
Ele aproveitou para me falar que não tinha 38 e sim 35.
Mas aí já era tarde demais.
Claro, né? Não sou tão bobinha assim. Nem ele.
Claro que nós dois sabíamos que a diferença não eram só aqueles 3 anos.
Mas isso era um assunto menor. Ou tão maior que evitávamos.
Sempre preferi ficar sozinha com Paulo. Ou ir a lugares românticos e fora do meu circuito.
Ele não se incomodava.
Mas não deixava de sugerir lugares badalados, barzinhos da moda. Eu evitava. Preferia não ser vista com ele.
Acho que não estava preparada.
Não contei para os meus filhos. Quer dizer…
Eles sabiam que eu estava namorando.
Mas disse que não era nada sério, que quando chegasse a hora nos reuniríamos todos.

Aí agora, cara colega, você aí desse outro lado do monitor vai dizer:
– Que bobagem!!!
Ahh, é! Até parece…
Tudo que eu queria é que fosse, sim, uma bobagem, um preconceito ultrapassado ou da minha cabeça.
Então fui a campo. Cheguei a fazer alguns ensaios para sentir o que viria do mundo.
Primeiro, obviamente, troquei muitas e muitas ideias com a Nena.
Quando ela percebeu que a coisa estava deixando de ser uma brincadeira e que já tinha virado um relacionamento começou a me fazer perguntas incômodas.
Contei que tinha aberto meu coração e dito minha verdadeira idade. Ele a dele. E que aquilo foi motivo de risadas, os 15 anos, eu digo.

– Carla, isso tá muito estranho. Muitooo. O que ele faz mesmo?  Trabalha com que? O apartamento é dele?  Menina…………. Olha lá!Você não está bancando nada para ele está???  Você sabe quem ele é realmente?
Afffffffff
Eu sei que ela não falou por mal.
Sei também que ela, assim como eu, não vê problema em mulheres que ganham mais que o homem.
Mas sei lá. Se minha melhor amiga falou comigo deste jeito…
O preconceito existe.

Vou te poupar de descrever o tipo de comentário ou pensamento que passa na cabeça das pessoas quando veem um casal assim.
Mas continuei tentando aceitar a diferença na aceitação do outro.
Então chamei a Paula.
Paula, minha amiga super super descolada e moderninha e open minded.
Tinha certeza que ela falaria tudo o que eu queria ouvir.
E ela disse:
– Carlaaaa, minha linda!! Parabéns!!!!  Querida, isso é muita competência!!! Esta é uma das melhores coisas que pode acontecer com uma de nós Dominiques: ter um relacionamento com homem mais novo. Ainda mais se for este TUUUUUDDOOO o que você está falando.  Coisa mais linda… Aproveite muito.

Respirei fundo, numa alegria quase infantil, e abri um largo sorriso, adorando o apoio e prestes a contar toda a nossa história de amor como uma adolescente (porque, afinal, tudo o que eu queria era dividir com o mundo aquele meu louco amor). Foi quando ela completou…
– Só tome cuidado para não se apaixonar!!! Não queira brincar de casinha e sonhar com happy familyAffair com homens mais novos tem prazo de validade.
Prazo de validade.
Esta frase ressoava na minha cabeça. Martelava.

Mas era ouvir a voz dele, ler uma mensagem, sentir seu toque, que tudo isso passava.
Verdade é que na cama nunca senti esta diferença.
Não sei se porque não tínhamos espelho no teto.
Também se tivéssemos sou míope graças a Deus.
Mas sempre dei conta do recado.
Com galhardia.
Ahhh… uma mulher sabe disso. Sabe quando agrada.
E era plenamente correspondida.
Pois é…
Mooorra de inveja!!!
Namorar menino tem lá suas vantagens… Muitas!

Mas, agora, voltando ao tal almoço??
Conhecer a sogra?? Gente!! Nãoooo!!!!
Tinha que arrumar alguma desculpa para não ir.
Mas o que?
Dor de cabeça? Nahhh
Cólica? Nahhhhh
Casamento do primo mais novo? kkkkkkkk Nahhhh

Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!Pânico!

Pensei até em pagar alguém para quebrar uma das minhas pernas. Talvez as duas.
Mas tive essa ideia muito em cima da hora e não achei ninguém disponível.
Como dizia meu pai: o que não tem remédio remediado está.
E na falta de remédio melhor para situação, dá-lhe Rivotril.
Você tem ideia do tormento que foi me arrumar para aquele almoço?
Sim, você deve ter.
Roupa mais chiquezinha ou mais descolada?
Salto alto ou sapatilha?
Bolsa?
Uso maquiagem? Claro, né Carla!!!!
Hellooooo… 50 anos!!
Paulo ligou perguntando se eu queria que ele me pegasse.
– Não querido. De jeito nenhum. Vou com meu carro.
– Ahhh, já chegou? Que bom… Quer que leve algo? Nada mesmo? Ok..

Mas não fui com meu carro não. Resolvi pegar um táxi.
Fiquei com medo de me perder, de bater, de não chegar.
Moro no Itaim e o Paulo, em Perdizes. Não é tão longe, masssss…..
Você sabe como é mulher nervosa.
Foram os 4 minutos mais angustiantes da minha vida.
Sim, sim, eu sei.. Num sábado sem trânsito este percurso não daria menos de 25 minutos.. Mas nunca uma porra de uma viagem de taxi passou tão rápido.
PQP.
Enfim.
– Chegamos – disse o motorista diante de uma mulher paralisada no banco de trás.
Paguei. Peguei minha bolsa e a garrafa de vinho e os chocolates chiquetérrimos que comprei para hora do cafezinho e me encaminhei para portaria.
– Boa tarde dona Carla. Pode subir. Seu Paulo está te esperando.
– Ahh, obrigada seu Zé. A mãe dele já chegou?
– Dona Mariana? Já sim!!

Não sei porque, mas gelei.
Fiquei pálida.
Percebi que estava suando frio. Devo ter borrado a maquiagem.
Pedi que seu Zé avisasse pelo interfone que eu tinha chegado.
Na verdade, estava ganhando tempo e tentando recobrar o ritmo normal da minha respiração.
Quando minha tontura diminuiu, meu suor secou e o meu batom fixou eu abri a porta do elevador e subi.
Paulo estava na porta me esperando.
Não deixei que ele me beijasse na boca. Na verdade, acho que ele nem tentou.
Segurava minha bolsa de um lado como se ela fosse um escudo antibombas, e os chocolates como se fossem um terço.
Dona Mariana estava nos esperando na sala com um largo sorriso.

– Mãe, esta é a Carla.
– Olá, Carla. Já ouvi muito falar de você.
– É um prazer finalmente conhecê-la – disse dona Mariana com o mesmo largo sorriso e com os beijinhos tradicionais.
Muito carinhosamente me convidou para sentar num sofá que eu tanto conhecia.
Disse que amava chocolates, e que aqueles eram especiais.
Fui ficando um tiquinho mais à vontade.
Paulo, obviamente, dono da situação ou pelo menos dono do espaço se movimentava pelo apartamento me servindo uma coca zero, entrando e saindo da cozinha vigiando seu risoto. Mas percebi nele também uma leve tensão.
Mas o papo fluiu.
Fluiu bem.
Falamos amenidades.
– Agora entendo porque o Paulo é tão maduro e culto, dona Mariana.
– Dona? Dona não, vai… Mariana

Senti que ela parou a frase de sopetão. Senti que ela se reprimiu.
Tenho certeza que faltou o “afinal somos quase da mesma idade”…
Tenho certeza!!
Ou será que foi nóia?
Foi nóia. Claro!!!
Estava sendo super bem tratada.
Me sentindo quase que acolhida.
Bom.
Almoçamos.
E a conversa continuou amena.
Pairava no ar talvez um quase imperceptível desconforto.
Talvez um cuidado excessivo.
Não sei.
Mas normal para pessoas que se conhecem.
Sobremesa.
Cafezinho. Chocolates.
Começou a faltar assunto.
Então bora falar do tempo, né?
– Nossa, mas como está quente, não?
– Este verão está especialmente quente, vocês não acham?
– E dizem que Ribeirão Preto é ainda pior, não é Mariana!! Como você aguenta?
– Ahh, Carla. Fica pior nesta nossa idade. Mas depois de um tempo, nós nos acostumamos com a menopausa e os calores diminuem.
Silêncio…………………………………..
Acho até que meus olhos chegaram a marejar.

Mais Episódios da Série:

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

9 Comentários
  1. Que coragem! Fiquei me imaginando nessas situações, não consegui me inserir nesses contextos….deu medo….mas, que privilégio o seu, poder viver uma história dessas…maravilha.

  2. Maravilha, e qdo sai o prox capítulo? Me identifiquei Muito, me voltar no tempo lembrando alguém muito especial q por medo e insegurança mandei embora d minha vida…

  3. Eu tenho 50 anos e o meu marido 36 estamos juntos a 15 anos , quando nos conhecemos eu tinha 36 e ele 22 , mas isso nunca foi um problema pra nós e foi e é Ele quem tem as responsabilidades financeiras em casa

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O que achei do filme Mulheres do Século XX

Oi Dominiques!
Aqui vai outra dica da minha coluna.
Vou escrever aqui sobre Cinema.
Esta dica é boa para nós sabem por que?
Mulheres do Século XX é um filme extremamente feminino, sensível, leve e divertido, mas… trata-se de uma comédia dramática sobre o sentido da existência.

Os diálogos são excelentes, cheios de humor. O conteúdo é eficiente e com extremo requinte estético da reconstituição de época.
Sabem onde?
Santa Monica, Califórnia, em plena década de 70.
E a trilha sonora, então!
Vocês vão amar! Repleta de clássicos para relembrar!
É uma delicia escutar Talking Heads, David Bowie, Louis Armstrong, Siouxsie and the Banshees e muito mais!!!

As mulheres protagonistas do filme são:
Dorothea (Annette Benning) – Ela está excelente no papel! Hippie, moderna, cinquentona e mãe solteira preocupada em educar seu intrigante filho adolescente.
Abbie (Greta Gerwig) – Fotógrafa, punk e feminista.
Julie (Elle Fanning) – Adolescente inteligente e provocadora, amiga do filho Dorothea.

As três figuras de características bem distintas e que se tornam confidentes por causa das suas indagações sobre a vida e o mundo. Por isso, o filme não se limita apenas à relação de distanciamento entre mãe e filho. Esta deliciosa e sensível comédia dramática vai encantar muitas de vocês, Dominiques.

Divirtam-se!!!

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Um happy hour com as amigas

–  Mas cadê a Tatá que não chega?
– Até parece que você não conhece a Tatá. Alguma vez ela chegou na hora?
– Com licença, posso pegar essa cadeira ou vocês estão usando.
……..
– Vai chegar uma amiga.
– Ok.

– Se ele quisesse sentar com a gente eu ligava agora pra Tatá e dizia que o encontro foi cancelado.
– Nossa! Que gato!
– Gente, esse cara deve ter uns 35 anos!
– E daí? Meu primo tem 68 e tá com uma de 32.
– Meu filho, outro dia, me contou que saiu com uma mulher de 46.
– Com quantos anos ele tá?
– 29.
– E você falou o que?
– Nada.
– Mas não perguntou nem se foi bom?
– Lógico que foi! Ela precisa perguntar?

– Gente, vamos mudar de assunto?
– Olha lá, a gente não deu a cadeira da Tatá, ela ainda não chegou e o bonitão já sentou.
– Aliás, aquela mesa não é nada mal. Aquele de camisa azul clara ali tem borogodó.
– O outro, de camisa branca, também não é mal.
– Mas ele tá de costas!
– Vocês estão com a corda toda hoje hein?

– Gente, alguém quer ir ao cinema semana que vem? Quero ver o filme do Daniel Day Lewis.
– Quem é?
– Aquele ator bonitão… que fez Lincoln.
– Porra, o cara é a cara do Lincoln e você acha ele bonito?
– Dá um Google e vê se eu não tenho razão.
– Peraí… vou ver. Como que escreve Dailius?
– Então… quem tá livre na quarta?
– Quarta eu não posso. Aniversário da minha sogra.
– Putz, eu tenho reunião de condomínio.
– Nossa! Programão, hein?
– Nunca vou, mas apareceu uma infiltração no meu banheiro.

– Achei! Bonitão mesmo… olha essa foto gente!
– E na quinta, alguém pode?
– Quinta o Flavio chega de viagem.
– Quinta é apresentação do balé da Bia.
– Ele que fez aquele filme… Meu pé esquerdo.
– Falando em pé, alguém me indica um ortopedista?
– Vai no meu cunhado. Depois te dou o telefone dele.
– Nem sabia que ele é ortopedista. Achei que era geriatra.
– Também serve!
– Fale por você!

– Gente… gostei desse Daniel, vou ver os filmes dele na Netflix.
– No Netflix. Aliás, tô vendo uma série ótima! Orange is the new black.
– Ah, eu comecei e parei. Não tô a fim de ver um monte de mulher presa.
– Mas é ótima!
– Prefiro ver o Patrick Dempsey, em Gray’s Anatomy.
– Quem é esse que eu também não conheço?
– Volta no Google.
– Gray’s é com ipsilone?
– Sabe quem eu acho um gato, de todas essas séries? Aquele loirinho que adivinha tudo…
– The Mentalist.
– Isso. Parece um anjinho da guarda.
– Nossa, se o meu for assim, vou rezar pra ele encarnar.

– Alguém quer mais chopp?
– Eu tô com fome. Vamos pedir aquela linguiça que é a melhor daqui?
– Tô de dieta. Pra mim, só se for linguiça de tofu.
– Gente, cadê a Tatá que não chega?

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Helena Perim

Escritora e roteirista, trabalhou como diretora de arte em canais de TV e produtoras, mas acabou trocando o desenho pela escrita. Hoje, é freelancer na criação e no desenvolvimento de projetos pra TV e Internet. Também é autora de 4 livros de humor, que falam de comportamento, turismo e moda.

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