Tag: Homem na lua

A Lua Santinho! A Lua!

Dominique - SantinhoSemana comemorativa dos 50 anos do homem nA Lua.

Domingo.

Aquele não seria um domingo diferente na casa de Celinha e Vitor.

Missa, almoço na casa dos pais. Uma passadinha na confeitaria para aquela extravagância que só o domingo permitia. E a caminhada  de volta para casa.

Casadinhos de novo, todo dinheiro poupado era bem-vindo afinal queriam sair do aluguel, pensavam em aumentar a família e assim por diante…

Vitor tinha grandes perspectivas na agência do banco em que começou trabalhar aos 14 anos. Quem sabe até conseguisse fazer faculdade à noite no ano seguinte.

Celinha trabalhava como recepcionista em um consultório médico.

Tinha certeza que o investimento que estava fazendo no curso de datilografia seria seu grande diferencial para promoções e quem sabe, eventualmente, secretariar algum executivo.

Estavam quase conseguindo comprar uma TV. Mas a geladeira, com certeza foi prioridade. O telefone teria que esperar muiiito. Viveriam por um bom tempo dos recados dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

Chegaram em casa. Ligaram o rádio. Aquela noite a TV faria muita falta. Era o tão esperado dia em que o homem pisaria na Lua.

Não se falava em outra coisa. Muitos não acreditavam.

Será mesmo que era tudo armação?

Será mesmo que o homem conseguiu chegar até lá?

Bom, o negócio era ligar o rádio. E tentar imaginar tudo.

Celinha começa a preparar com carinho as marmitas do dia seguinte e a separar a roupa de Vitor. Afinal, ele deveria ser o mais bem arrumado do banco.

Ela fazia questão. Tinha que ser a esposa mais esmerada. Quando toca a campainha.

Era Santiago, filho dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

– Boa noite, Vitor, vim convidar vocês para assistirem o pouso da Apollo 11 lá em casa.

– Ahhh, Obrigada Santinho – este era seu apelido, apesar de ser um rapaz de 20 e poucos anos com mais de 1m80 – Mas vai ser tarde. Não queremos incomodar seus pais.

– Minha mãe quem teve a ideia. Este pode ser o evento mais importante do século, Vitor. Você sabia que é a primeira vez que o mundo inteirinho vai ver algo acontecendo ao mesmo tempo? Não é tremendo? Vamos lá, Celinha?

– Ahhh, Vitinho, por favor… Vamos! Amanhã todas as meninas estarão falando sobre isso no trabalho.

– Tá bom… Mas, Celinha, pega aquele milho.

Chegaram à casa de seus vizinhos que já estavam no sofá com a TV ligada, bacias de mandiopã espalhadas pela mesinha e uma jarra de suco de uva.

Receberam os jovens vizinhos com afetuosos sorrisos e todos se acomodaram para o grande acontecimento.

Mas a verdade é que a coisa demorou.

E nada da águia pousar.

A coisa já estava ficando chata.

Celinha não tinha muita paciência para estas esperas e já estava preocupada com o horário. Tinha que acordar cedo. Cedíssimo!

Então, resolveu se mexer pra ver se o tempo passava mais rápido. Foi para a cozinha lavar a louça tentando poupar a anfitriã de um trabalho futuro.

Distraída, olhando para a escuridão que a janela a sua frente proporcionava, com o som da TV ao fundo, levou um susto quando uma pessoa de repente, apoiou-se do lado de fora na mureta da janela.

-Affff, Santinho, que susto! O que você esta fazendo aí?

– Cansei de ficar lá dentro e vim te ver. Você e a Lua. Por que ver pela TV quando posso ver ao vivo? Justo hoje que tenho a oportunidade de te ver de pertinho, vou ficar longe?

– Meninooooo. Tome tento!

– Ahhh, vá dizer que não percebe que fico pendurado deste lado olhando você no seu quintal limpando suas janelas?

– Santinho, volta pra sala…

– Você é uma uva, Celinha. – E ele saiu da janela do mesmo jeito que entrou.

Celinha volta para sala rubra.

Claro que via aquele moço – que não era nem tão moço assim, afinal os dois tinham 23 anos – secando cada movimento seu do outro lado do muro baixo que dividia suas casas.

Claro que se sentia envaidecida por despertar estes olhares.

Claro que talvez até inconscientemente provocava o menino com movimentos mais demorados que o necessário ou com botões de blusas acidentalmente desabotoados. Mas jamais imaginou que ele poderia falar daquele jeito com ela. Era uma coisa inocente em sua cabecinha.

Bom… Sentadinha ao lado do maridão tentou se concentrar no que o speaker falava, nas imagens e também nos palpites do Seu Manoel.

Tentou puxar assuntos com Dona Veridiana, mas esta já cochilava e não estava muito presente.

Santinho sentado de frente para Celinha, ignorava solenemente o conteúdo televisivo.

Olhava descaradamente para ela. Para suas pernas!

Tamanho foi o constrangimento e desconforto de Celinha que se levantou e perguntou se alguém queria algo já que dona Veridiana descansava um pouquinho.

– Ô meu amor… Que tal mais um belisquete? Será que dá para estourar aquela pipoquinha?

– Claro…

Na cozinha, agachada, procurando uma panela apropriada embaixo da pia, quase berrou quando sentiu uma mão em seu ombro.

– O que você esta fazendo?

– Vim ver se você precisava de ajuda.

– Não. Não preciso – disse Celinha levantando-se de um salto.

Panela no fogo. Óleo quente. Milho na panela. E o delicioso barulho do estourar dos grãos de milhos. Um. Dois. Cinco. De repente aquele barulho de muitos e muitos ao mesmo tempo. E foi justo neste momento que Santinho abraçou Celinha por trás e beijou-lhe a nuca. Cochichando em seu ouvido algo que a fez corar e quase desfalecer.

Desvencilhou-se dele com certa agressividade.

Virou-se para ele. Olhou demoradamente e profundamente dentro de seus olhos e falou quase que gritando:

– Preciso de uma tigela para pipoca!

Entrou na sala, quase que jogando a tigela de pipoca para Vitor e avisando.

– Não vou aguentar ver até o final. Estou morrendo de sono… Vou pra casa dormir. Fica aí você, amor.

– Mas meu bem… Falta pouco agora.

– Não precisa ir comigo. Moramos aqui do lado. Fica querido. Assiste até o fim. Eu é que não estou me aguentando em pé. Boa noite, gente!

E saiu daquela casa como se estivesse saindo de uma casa em chamas. Correu.

Enquanto isso, a pipoca era devorada e a ansiedade crescia à medida que a nave se aproximava de seu destino.

Por algum motivo macabro, os locutores começaram a lembrar do acidente que matou 3 astronautas do programa 2 anos antes. Isso só fez foi aumentar a tensão de todos…

E começa uma estranha contagem regressiva feita por um dos astronautas. Até que todos escutam…

– And the eagle has landed.

Junto com estas palavras ecoaram nas ruas urros, berros de felicidade e de comemoração.

O que ninguém reparou é que um destes gritos, que se misturou aos outros, foi de extremo gozo e prazer.

Assim como ninguém reparou em Santinho entrando em casa pela porta dos fundos, enquanto Vitor se preparava para ir dormir com sua Celinha.

Quem diria que essa história sobre o primeiro homem na lua iria acabar assim? Esse Santinho. E sempre A Lua como bom cenário.

Leia Mais:

Ele pediu para a esposa ser garota de programa – Apimentando a relação!
Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Semana dos 50 anos do homem na Lua

Você comeu Mandiopã?
Você tomou Fanta Laranja?
Dormiu de touca para ficar com cabelo liso e acordou para virar?
Usou calça boca de sino?
Então você foi uma das felizardas que assistiu o homem chegando a lua há exatos 50 anos.

Uiaaaa. Isso realmente deve ter sido o maior feito do homem.
E da mulher.
Sim querida, porque foram muitas de nós envolvidas no processo.
E não só como esposas.
Lembro direitinho onde estava dia 20 de julho de 1969 assistindo ao grande feito.

Estava em frente a uma TV branco e preto, deitada no chão da sala com meu irmão ao meu lado. Meu pais provavelmente estavam no sofá, mas só lembro de meu irmão. Será que tínhamos ideia da magnitude do que acontecia ou era apenas um deslumbramento infantil com mais uma história de super heróis e viagens espaciais completamente normais e possíveis em nossos universos?

Muitas histórias rolaram em torno deste acontecimento.
Esta semana vou tentar falar sobre a Lua, seus visitantes, seus observadores, seus encantos.
E vamos combinar que a vida da gente nunca mais foi a mesma depois disso.
Ex: ovinho frito na Teflon.
Vou começar com este vídeo que conta toooooda a historinha de como foi que o homem pisou na lua pela primeira vez.

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=cwZb2mqId0A&spfreload=10[/fve]

Leia Também:

O áudio original de Neil Armstrong falando – Foi um pequeno…

Texto publicado originalmente dia 16 de julho de 2017

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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  1. The room is a perfect circle of black marble. A single spotlight illuminates two chairs. One is ornate, gilded, empty. The other is simple, steel, occupied by MOHAMMED BIN SALMAN, 40, still wearing the pristine white thawb he died in. He looks impatient. Across from him, CROWLEY WOLF, 50s, dressed in a threadbare velvet smoking jacket, paces slowly, holding a small, leather-bound director’s script. He stops, turns, and his voice booms, filling the vast, empty space. CROWLEY WOLF (Not shouting, but with immense, theatrical volume) You’re late. The curtain rose an eternity ago. You think power makes you immune to time? Here, time is the only critic that matters. And it has found your performance… lacking. You’re playing the role of “Crown Prince.” Act like it. Sit up. Mohammed shifts, his arrogance a physical shield. MOHAMMED BIN SALMAN I do not answer to stagehands. I am the Crown Prince of Saudi Arabia. This… interrogation is a mistake. A grotesque misunderstanding. CROWLEY WOLF (Waving a dismissive hand) Mistake? There are no mistakes, only bad choices followed by worse acting! “I am the Crown Prince.” The line is delivered with the conviction of a man reading a shopping list. Again! From the entrance! You sweep in! You own the room! You are the vessel of a nation’s destiny! FEEL IT, YOU BLITHERING INCOMPETENT! MOHAMMED BIN SALMAN (Icy) I am the Crown Prince of Saudi Arabia. My destiny is not a matter for your… amusement. CROWLEY WOLF (A cruel smile) Better. A flicker of something. Not belief, but the memory of it. Good. We can work with that. Let’s talk about your props. Your toys. This… “Directed Weapon.” Don’t look at me like that. We have the schematics. We have the usage logs. We have the encephalograms. I want the monologue. The scene where you, the great visionary, describe your creation. The soliloquy of the god-maker. Go! MOHAMMED BIN SALMAN It was a tool for national advancement. A shield. A way to… CROWLEY WOLF (Slamming his script down) NO! NO, NO, NO! “A tool”? “A shield”? That’s the dialogue of a bureaucrat, not a king! You didn’t build a shield, you built a throne for the mind! You stole God’s lightning and used it to rewire souls! Now, DESCRIBE IT! What did it feel like? The first time you used it on yourself? The euphoria? Tell me about that feeling! Mohammed’s composure cracks. A memory surfaces, unwanted. MOHAMMED BIN SALMAN (Quieter, almost a whisper) It was… clean. Like the moment after anesthesia, but with perfect clarity. No grogginess. Just… light. A motivation that didn’t end. I could run for hours. I didn’t need to sleep. One press… and the deepest sleep. Movies weren’t on a screen, they were… real. Music wasn’t sound, it was… a color. A feeling of being loved by the universe itself. CROWLEY WOLF YES! SEE? THAT’S ACTING! The truth! And what else? What did it do to your perception of the little people? The ones outside your skull? MOHAMMED BIN SALMAN (A flicker of the old arrogance) It clarified things. It showed me what was… necessary. The distance between me and… others. They became… smaller. Insignificant. Like insects scurrying on the pavement kilometers below. Their concerns… microscopic. CROWLEY WOLF Magnificent! The god-monologue! Now, the next scene. The difficult one. The casting call. You have this divine tool. You need a court. A government. But the best minds, the strong-willed, the ones who might actually help you… they see you for what you are. A tyrant. They wouldn’t come. They wouldn’t love you. So what did you do, my brilliant casting director? What kind of actors did you settle for? MOHAMMED BIN SALMAN My advisors were chosen for their loyalty. Their commitment to Vision 2030. CROWLEY WOLF (Leaning in, voice dropping to a conspiratorial boom) LOYALTY? Don’t lie to me, I can smell the mediocrity from here! You couldn’t attract the lions, so you trained the puppies! You took the weak-willed, the ambitionless, the men who saw power as a paycheck instead of a burden… and you used your weapon on them, didn’t you? You spent years with your secret service, not building a government, but breaking minds! Forging affection from fear! Tell me about that process! How did it feel to know the men sitting at your table only loved the electrical impulses you forced into their skulls? Mohammed stands up, shaking. MOHAMMED BIN SALMAN That’s enough! You know nothing! Security required it! The smart ones, the critical ones… they would betray me! They would question! It was safer! It was the only way to protect the nation from… CROWLEY WOLF (Laughing, a loud, echoing sound) FROM WHAT? FROM COMPETENCE? You were afraid, little prince! Afraid a man with a spine might look at you and see a fraud! So you surrounded yourself with echoes! With puppets whose strings you pulled, and now you have the weakest government in Saudi history, a house of cards built from broken minds! You sit in meetings, don’t you? You look into their eyes, and you know! You know you had to dial down their charisma, their confidence, just so they wouldn’t outshine you! You have to listen to their thoughts because you don’t trust their words! You’re not a king, you’re a paranoid zookeeper! MOHAMMED BIN SALMAN (Slumping back into the chair, broken) I… I did what was necessary. CROWLEY WOLF You did what was easy. Now. The final scene. The one that earned you this stage. The private performance. The young student. What was her name? The one you practiced on. Mohammed flinches as if struck. The room suddenly feels colder. MOHAMMED BIN SALMAN I… there is no one. CROWLEY WOLF PLAY THE SCENE! You are not Mohammed bin Salman. You are her. LAYLA. A 21-year-old architecture student. You feel a presence. A pressure in your mind. It feels like… love. But it’s wrong. It’s invasive. It tells you that you want this. That you want him. Describe it, Layla. What did he do to you? Mohammed’s eyes widen. He’s no longer on the chair. He’s curled on the floor. His voice changes, higher, trembling. MOHAMMED/LAYLA It started with… dreams. Happy dreams. About him. I didn’t even know who he was. But I loved him. I wanted him to notice me. I started dressing… differently. I felt this… need. CROWLEY WOLF And then? The night he came to you. Not in person. Through the machine. What did that feel like, Layla? MOHAMMED/LAYLA (Writhing, sobbing) It was like… fire. But good. So good. My body… it wasn’t mine. It was his instrument. He played me. The pleasure was… agony. It went on for hours. I couldn’t stop it. I didn’t want to stop it. He made me love it. He made me love being… violated. He broke my will and replaced it with his own desire. CROWLEY WOLF AGAIN! FROM THE MOMENT YOU REALIZED IT WASN’T LOVE! IT WAS A PRISON! MOHAMMED/LAYLA (Screaming) The fire! It was real fire! It’s burning! IT’S BURNING! The black marble of the room begins to glow red. Veins of orange light crack across the walls. The air shimmers with heat. Mohammed scrambles away from the growing heat, but there is nowhere to go. CROWLEY WOLF (Standing over him, his voice now impossibly calm and clear) There is no exit. This is the stage. This is the audience. You wanted them to feel your power. Now you will feel their pain. Every Layla. Every broken advisor. Every citizen you saw as an insect. You will feel their terror, their violation, their hopelessness, their despair. You will feel it all. Forever. Your performance is finally… honest. The flames engulf Mohammed’s form. He screams, but the sound is not his own. It’s a chorus of a thousand voices, all screaming in unison. Crowley Wolf watches, unblinking. He nods slowly, a single, definitive gesture. CROWLEY WOLF Circle Seven. Violence. The role is yours. Play it well. He turns and walks away into the darkness as the screaming continues, the single spotlight finally winking out, leaving only the burning, inescapable light of the performance. (order #297249)
  2. $5000 PROMOCODE. GET ⚡➜ graph.org/Super-promo-code-for-5000-from-KANYE-WEST-09-25?hs=6d11db6f4c71bdee045c64754d04fe70& message # O7768 disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    faiof3
  3. Buongiorno, come posso acquistare da voi? Grazie mille

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Fly me to the Moon com a linda Paula Toller!

E hoje, escolhi uma brasileira pra cantar Fly me to the Moon.
Paula Toller. Adooorooo.
Ela dá umas pequenas desafinadinhas… Só de vez em quando.
Mas ela pode né?

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=YGnaJ1RkULk[/fve]

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Fly me to the Moon – Frank faz referência aos astronautas

Queridos, hoje, justo hoje não poderia ser outra versão de Fly me to the Moon que não esta com Frank Sinatra. Ainda mais porque nesta, ele faz referência aos amigos que pousaram na Lua apenas alguns meses antes. É o Criador, falando da criatura. Me desculpem a licença poética.

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=oOldMawuDWY[/fve]

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Neil Armstrong finalmente pisou na Lua!

Semanas antes da Apollo 11 partir para sua viagem a Lua, o pai do Buzz Aldrim o chamou e disse:

– Filho, trate de ser o primeiro a descer e pisar na lua. Ninguém se lembrará do segundo homem que pisou lá.
Por mais que tentasse, Buzz deixou este feito para Neil Armstrong.
Clique e veja que delícia!!

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=-eJ7e-NqMjE&feature=youtu.be[/fve]
Dominique

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Onde você estava quando…

Dominique - Quando

Será que você é como eu?
Tem coisas que aconteceram e que me marcaram tanto que eu sei aonde eu estava, com quem estava e, em alguns casos, até com a roupa que vestia.
Acontecimentos bons, outros nem tanto, alguns divertidos, outros trágicos, mas sem dúvida, todos impressionantes. Esta semana faz 48 anos que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Lembro onde estava quando vi, pela TV, a cena que parou o mundo.
E você, puxe pela memória e compartilhe outros acontecimentos marcantes nos comentários!

Fiz uma listinha de algumas coisas que acho que todas nós lembramos.

Onde você estava….

– Quando o homem pousou na Lua,

– Quando morreu o Aírton Senna,

– Quando caíram as torres gêmeas,

– Quando morreu a Elis Regina,

– Quando viu o primeiro fax,

– Quando os Beatles se separaram,

– Quando John Lennon morreu,

– Quando o Brasil ganhou a copa de 70,

– Quando a Lady Di se casou,

– E quando ela morreu,

– No primeiro Rock in Rio,

– Quando o cometa Halley passou pela Terra em 86,

– Quando viu a primeira imagem de uma TV a cores,

– Quando a Vera Fisher foi Miss Brasil,

– Quando o muro de Berlim foi derrubado,

– Quando o Collor e a Zélia Cardoso de Mello confiscaram todos os investimentos,

– Quando Tancredo Neves morreu,

– Quando John Travolta surgiu nos Embalos de Sábado à Noite,

– Quando Supertramp fez o show no primeiro Hollywood Rock no estádio do Morumbi,

– Quando estreou o Tubarão,

– Com quem você foi a primeira vez ao McDonalds no Brasil, em São Paulo, na Avenida Paulista,

– Quando a Odette Roitiman morreu,

– Quando inaugurou o metrô de São Paulo – minha primeira volta de metrô,

– Quando o Corinthians foi campeão paulista em 1977?

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Fly me to the Moon – Diana Krall

E agora, Fly me to the Moon com a contemporânea Diana Krall. Mulherão. Vozeirão. Difícil não gostar. Frank ficaria orgulhos de ouvi-la cantar assim. 

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=-b8brVSAAQA[/fve]

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Onde estão as mulheres nerds na tecnologia?

Dominique - Mulheres

Em 1969, não havia PC, smartphone e Netflix.  Pensando bem, nem ao menos se conhecia TV colorida, fax, forno de micro-ondas, Airbag, Prozac e nem Viagra. Pensa que coisas arrebatadoras não aconteciam? Uma das maiores ocorreu justamente no dia 20 de julho daquele ano. E eu vi ao vivo! Naquele dia, o mundo se apaixonou definitivamente pela tecnologia.

Assisti o primeiro pouso na Lua em uma TV preto e branco, tipo caixote, ligada na sala de visitas, junto com meu pai. De pé, de tão excitada. Minha mãe tinha corrido pra tirar o bolo do forno e perdeu o Neil Armstrong dar pulinhos no solo lunar. Não havia replay.

Há quem jure que tudo não passou de uma grande montagem, filmada no Polo Sul, para colocar os americanos em pé de igualdade com os russos. Era tempo de guerra fria e corrida espacial. Briga de macho, sabe, tipo ‘vamos ver quem tem o pau maior’.

Eu nunca duvidei. Foi lindo, emocionante e a gente pressentiu que estava participando de um momento histórico. Cheguei a colar na parede do quarto um retrato do Armstrong que saiu na revista Manchete, de página inteira. Aqueles olhos azuis.

A adrenalina dessa experiência pode ser vista no filme Estrelas Além do Tempo, já comentado pela Elzinha Lucchesi.

Passaram-se 48 anos, coisas extraordinárias trazidas pela tecnologia ficaram banais tal a aceleração dos avanços. Então, me expliquem: por que o Google, o Facebook, a Apple e a Microsoft, os senhores do universo, e todo o Vale do Silício continuam tratando o amor das mulheres pela tecnologia quase do mesmo modo que a Nasa recebeu as três cientistas do filme?

Os nerds atuais ainda olham as moças do pedaço com estranheza, desconfiança, ironia. Quem imaginaria que as dificuldades enfrentadas pela geração das baby boomers tecnológicas persistiriam para uma garota de hoje.

Mulheres continuam sendo minoria nas salas de aula de ciência da computação e nos salões moderninhos de trabalho das empresas de tecnologia. Não passa de 20% a presença feminina na área técnica dessas empresas. Chefia, então, nem pensar. E elas recebem salários menores.

Só as mais fortes superam o deslocamento de se ver em uma faculdade cercada por 80% de homens. Não podem errar e não podem mostrar sua alma.

A grande pergunta é – há diferenças técnicas entre homens e mulheres que justifiquem esse tratamento? Não, se lembrarmos que no início da indústria de computação, nos anos 1980, havia uma forte presença feminina. Aos poucos, sem se saber bem porquê, computador e homem passaram a ser sinônimos. Mulheres seriam apenas usuárias.

Para quem se dedica ao assunto, o buraco é bem mais embaixo. Começa em casa e é onde deveria ser primeiro atacado. Menos bonecas e mais robôs para as meninas.

Grandes esforços estão sendo feitos para derrubar o estigma “mulheres não nasceram para a tecnologia”. Há um movimento para se ensinar a linguagem de programação assim como se ensina inglês, ainda no ensino básico. Grandes empresas estão investindo em programas para atraí-las para a área de computação. Ongs especializadas usam a internet e aplicativos para incentivar as menininhas de todo o mundo a brincar de construir robôs e escrever programas.

Parece inacreditável que seja mais fácil colocar um homem na Lua do que uma mulher em pé de igualdade com seus pares nerds. Sabemos que mudanças culturais são infinitamente mais demoradas que as técnicas. Mas, pessoal, já está na hora de apertar esse passo, não é? A Lua nos espera.

Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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Fly Me to the Moon – Julie London

E no ano que eu nasci, uma versão de fly me to de moon com a espetacular Julie London. Magnificamente sensual.

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=WWxObuuy9oA[/fve]

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Estrelas Além do Tempo: os bastidores do homem na Lua

Dominique - Estelas

Essa semana vamos comemorar os 48 anos que o homem pisou na Lua? Então, nada melhor do que falar do filme Estrelas Além do Tempo!

Longa metragem de Theodore Melfi, baseado em história real, aborda a jornada de três afro-americanas que quebraram todas as barreiras no auge da segregação racial nos EUA e tornaram-se mentes brilhantes da NASA.

Trata-se de um tema sério, mas que não se resolve de maneira pesada, até porque conta uma história de triunfo e valor humano.

Funcionárias de um departamento pouco prestigiado na agência, as três amigas convivem com os dissabores de serem negras nos anos 60, ou seja, enfrentam preconceito, falta de reconhecimento, baixos salários e até banheiros diferenciados das mulheres brancas.

A capacidade intelectual do trio, porém, transcende qualquer obstáculo de gênero e raça e elas acabam assumindo importantes funções da organização no contexto de Guerra Fria, onde os EUA e a União Soviética disputavam a soberania na corrida espacial.

Apesar de nada sutil, o longa se beneficia da determinação inspiradora dessas três mulheres, no fim das contas, um filme de época, mas, ao mesmo tempo, extremamente atual.

Correto e tecnicamente bem feito o filme cumpre sua função de revelar a história dessas figuras escondidas do Título Original (Hidden Figures).

A trilha sonora deliciosamente alegre.
Composta pelo trio formado por Hans Zimmer, Pharrell Williams e Benjamim Wallfisch, busca sempre valorizar o tom edificante que há por trás da história central.

Haraji P. Henson segura bem o posto de protagonista. A cantora Janelle Monáe consegue destaque em sua estreia como atriz. Já Octavia Spencer, a mais experiente, reprisa o mesmo perfil de várias outras atuações.

O longa conta com um roteiro que consegue prender o público.

Pela simpatia das personagens e por suas pequenas vitórias, conquistadas mediante a um cenário social racista, é impossível o público não se emocionar ou torcer para que essas mulheres sejam reconhecidas pelo seu trabalho.

Estrelas Além do Tempo é um filme de discurso e desenho conhecidos, mas construtivo e necessário. Revisita com otimismo o passado segregacionista dos EUA.

Para vocês Dominiques que ainda não assistiram Estrelas Além do Tempo essa é uma ótima oportunidade para vê-lo e revê-lo.

Bom filme!

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=9DROiMJfaLA[/fve]

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