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A Promessa narra triângulo amoroso em meio a genocídio

O cineasta irlandês Terry George começou a carreira escrevendo roteiros. Por trás das câmeras, o diretor se especializou em filmes históricos com forte veia crítica e violentas cenas de ação.

Estrelado por Oscar Isaac, Ana Khesarian e Christian Bale, A Promessa narra os enlaces passionais de um triângulo amoroso durante o massacre que dizimou 1.5 milhão de armênios, em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. O genocídio, promovido pelos turcos, encontra paralelo trágico na história da carnificina promovida pelo Nazismo na Segunda Guerra. 

O filme começa num vilarejo armênio no sul da Turquia, com o botânico Mikael Boghosian (Oscar Isaac) preso a uma promessa de casamento, mas parte de sua pequena vila interiorana para a cosmopolita Constantinopla, para aprofundar seu conhecimento em uma escola de medicina. Mas os ares da modernidade boêmia e o convite ao prazer da grande metrópole (hoje Istambul) irão levar este apaixonado estudante de medicina para os braços da bela jovem Ana (Charlotte Le Bon), recém-chegada de Paris.

Mikael passa a ver o mundo através dos olhos vividos de Ana e um fotojornalista Chris Myers (Christian Bale). A inevitável sedução que se segue forma um triângulo amoroso às portas da Primeira Guerra Mundial quando ninguém imaginaria os horrores que se seguiriam.

Conflito histórico

Bem amarrada, a trama desse trio de amantes conduzidos pelos dramas desse denso conflito político, questões morais e éticas, rasteiras do destino e boa dose de atração, traição e mentiras sinceras.

Cada um dos atores de maneira distinta desempenha um ótimo papel traçando a personalidade das respectivas composições. Eles são fundamentais para ajudar o público a se importar com aqueles personagens e a sentir um pouco daquela dor e um pouco daquela paixão.

A bela fotografia dá os tons que encaixam perfeitamente no sentimento que se quer passar, ao mesmo tempo em que belos enquadramentos em diversos ambientes mostram uma preocupação em retratar de diversas maneiras o que quer ser contado. O destaque é o visual dessa Turquia do início do século XX que é deslumbrante.

No todo, o saldo é bem positivo.

A Promessa tem potencial para agradar fãs de história, romance e drama.

O desfecho desse turbilhão de paixão, de sentimentos em meio aos horrores é exemplar.

Eu adorei!

Realmente um programão para o fim de semana em sua casa, no Netflix.

Não perca!

Assista o trailer de A Promessa

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Os fatores que contribuem na redução da libido, além da menopausa!

A menopausa causa uma série de mudanças no corpo da mulher em virtude das flutuações hormonais. Até mesmo as mais jovens, na pré-menopausa, podem sentir alguns sintomas. Uma das queixas mais comuns é a redução da libido. A diminuição do desejo sexual é, também, uma questão delicada e complexa. 

O mecanismo de atração da mulher é influenciado por fatores externos e psicológicos. A ginecologista Rita Dardes, que conversou recentemente conosco sobre reposição hormonal (aqui), explica que a libido não é influenciada apenas pelos hormônios. “A mulher funciona diferente. Em primeiro lugar, ela precisa ser aquecida e estar bem. Fatores externos influenciam muito”, destaca. 

A dra. Rita coordena o Ambulatório de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também é professora adjunta do Departamento de Ginecologia. Ela conta que o tema é recorrente e por vezes instiga uma conversa de mais de uma hora com suas pacientes. Também é essencial romper a vergonha de falar com a médica. 

A falta de desejo pode estar ligada à diminuição dos hormônios testosterona, estrogênio e progesterona. Hoje, há recursos modernos e mais seguros a fim de ajudar as mulheres a enfrentar essa fase. A dra. Rita explica que a reposição hormonal é o principal. 

Ela costuma utilizar a testosterona no tratamento de suas pacientes. O medicamento deve ser formulado e só pode ser utilizado se associado à terapia hormonal completa. Como a reposição não é recomendada a todas as mulheres, a ginecologista recomenda a conversa com o médico de confiança. 

Como enfrentar a queda na libido

“Mas não é verdade que o hormônio vai melhorar 100% o problema”, evidencia a ginecologista. Uma vez que a libido envolve fatores psicológicos, é fundamental entender o que mais está impactando na vida da paciente. 

A baixa libido pode estar relacionada a problemas no relacionamento, como por exemplo brigas constantes. Além disso, rotina estressante bem como pelas dificuldades materiais, como falta de trabalho ou dinheiro, também influenciam o bem-estar. 

Outras mulheres sofrem as consequências de problemas físicos, como a secura vaginal. O impacto na vida sexual é grande. Muitas mulheres sentem-se culpadas ou mesmo ficam com vergonha de dividir o problema com seus parceiros. Neste caso, o laser pode ser um aliado da paciente. Já falamos dele aqui

Antes de prescrever a reposição hormonal, a dra. Rita esclarece que é fundamental mostrar o impacto desses fatores externos. Algumas vezes, a recomendação é que a paciente mude o comportamento. “Ela pode apimentar o relacionamento com brinquedinhos, comprar uma lingerie nova ou trocar mensagens quentes com o parceiro”, sugere. 

Outra mudança que a mulher pode fazer está relacionada ainda ao seu estilo de vida. Dessa forma, a prática de exercícios físicos faz bem ao corpo e à cabeça. Cuidar-se também influencia na autoestima bem como no bem estar geral. Enfim, a menopausa é uma fase de transformação e pequenas adaptações pode fazer toda a diferença na vida da mulher.

Um estímulo para a vida sexual

Temperar a vida sexual já é um assunto corriqueiro por aqui. Qualquer Dominique sabe que a vida sexual pode não ser a mesma que o vivido anos antes. Do mesmo modo, também não é para o parceiro! Vale mesmo é deixar todos os tabus de lado e vivenciar coisas novas. Por que não, hein?

Você já ouviu falar sobre a Massagem Tântrica? Já falamos aqui que também é uma baita terapia alternativa bem como pode melhorar o sexo. Topa tentar?

Quem gosta de apimentar a relação, contamos aqui a história de um casal que ousou muito para aquecer o fogo dos velhos tempos. Você não vai acreditar na aventura que eles criaram. 

Você já experimentou usar um brinquedinho para apimentar o relacionamento? Contamos aqui as aventuras de três Dominiques em sua primeira visita a uma Boutique Sensual. Uma história imperdível. 

Às vezes, um livro pode instigar a sua imaginação e ser bem estimulante. Já pensou em incluir a literatura erótica na sua rotina de leituras? Confira aqui os 10 melhores livros apimentadíssimo.

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Árvores de Natal Criativas e Bem Diferentes

Sim, sim sim… Ele chegou. Dezembro começou e o Natal já está na nossa fuça.

Você que me acompanha há algum tempo já estava esperando eu começar a reclamar, né?

Mas deixa eu explicar para as Dominiques que estão chegando… Queridas, eu não sou muito fã dessa época do ano. Reclamo pra caramba. Já escrevi váárioooos textos a respeito. (vou colocar os links no final desse texto, tá?)

Mas no final acabo sempre encarando, até porque não dá para pular as festas de final de ano e já ir pra janeiro.

Então meninassss, vamos lá… Coloquei até uma playlist de músicas Natalinas para ver se me inspiro (kkkk).

E essa coisa da árvore de Natal?

Entrou dezembro e na minha casa (e provavelmente na sua) é hora de montar a árvore. Preguiçaaaaaaa. Ahhh gente, esse ano não, vai…

Então hoje cedo falei para os meus filhos (adultos) que não montaria árvore. Parecia que eu tinha dito que ia matar o Papai Noel. Eles urraram. Disseram que eu não podia fazer isso com eles, etc… etc… etc… Adultos…

Pois é… me ajudar que é bom nenhum deles podia. Então falei que esse ano iria inovar. Pra eles tanto faz, contanto que tenhamos árvore e eles não tenham que fazer nadica.

Então por que não me divertir um pouco? Comecei a procurar ideias de árvores diferentes. Olha só cada uma que achei.

Árvore de Natal de fotografias

Olha que legal essa árvore feita de retratos grudados na parede, com luzinhas piscando entre as imagens! Essa deve ser fácil de fazer. Sem dúvida, será uma diversão a parte de procurar as fotos.

Árvore de quina

Ahhhh, para essa aqui, você vai precisar ter uma quina na sua sala. Mas bico também, hein? E olha só o efeito…

Árvore Escada

Ameiiiii essa… Muito charmosa. Aproveitar o triângulo a escada faz e enfeitá-la. Mas será preciso caprichar bastante. Senão, é capaz de ficar bem mambembe, sabe como é?

Árvore Bolas

Ok… Ok… Essa sugestão não é de fato uma árvore de Natal. Aliás isso não é nada de Natal. Mas achei festivo.

Árvore de presentes

Agora comecei a complicar um ‘cadinho, né? Ah, achou que ia ser fácil? Mas muito fofa e lindinha, fala verdade?

Árvore de Cestos na Parede

Agora caprichei né? Se alguma de vocês fizer, por favorrr me ensina? Tira foto? Faz o passo a passo? Muito legal. Mas para minhas habilidades, simplesmente impossível.

ÁRVORE ÉBRIA

Essa aqui deveria ser uma árvore pós Natal… Com todas as garrafas dos happy hours, festas de final de ano e do próprio Natal. Só pra pesar a consciência. Ou não…

Árvores de ripas de madeira

Esses dias uma Dominique postou sua árvore de Natal feita com ripas de madeira no nosso grupo e eu amei! Simples e ainda reaproveita material. Adorei!

E aí? Inspirou-se? Teve alguma idéia diferente? Manda pra mim.. Manda vai?

Vou adorar receber a foto de uma ideia ou de sua árvore, mesmo se ela for aquela linda arvore artificial branca com bolas vermelhas. Tanto faz.

Manda aqui, ou pro meu e-mail : dominiquehip@gmail.com ou pro meu Instagram : @dominiquehip

E aqui os links que prometi :

Será que todo mundo gosta de Natal

Vamos comemorar o final do ano? Ano que vem.

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

3 Comentários
  1. A minha filha ganhou uma árvore de Natal para quem tem gato.
    Eu e a Frida (a minha neta gata) amamos. 🙂
    Pena que não dá mais pra ela bagunçar tudo e terminar emaranhada com os enfeites no chão, rsrs. .-.

  2. Bom domingo…

    Acho que só muda o endereço né, pq aqui tbem, todo mundo ( adultos) ficaram bravos qdo disse
    que não iria montar árvore de Natal.
    Pra que?? Quase fui expulsa da mesa… bom vamos lá tirar tudo da caixa, ver se está em ordem e mais uma vez montei, mas esse ano tive a ajuda do Pedrinho meu neto de 5 anos, que no meio da árvore já me disse” nossa vovó isso cansa né”…
    Mas terminei claro, enfim suas ideias de árvores são ótimas , mas fiquei na tradicional mesmo, quem sabe o Papai Noel reconheça meu trabalho e
    Me traga um presentão de Natal!
    Feliz Natal a todas Dominiques!

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Parasita mostra quadro dramático da Coréia do Sul com visão moderna de luta de classes

O filme Parasita, premiado com a Palma de Ouro em Cannes e pré-selecionado ao Oscar 2020 como representante da Coreia do Sul, está cotado pela crítica como o melhor filme do ano. O longa é de Bong Joon-ho, renomado autor do cinema sul-coreano.

A nova obra do cineasta trata da família de Ki-woo que está desempregada, morando em um sórdido porão na parte mais pobre de Seul. Min-hyuk, amigo próximo de Ki-woo, está se preparando para morar no exterior, e indica o amigo para um trabalho como professor particular de inglês de uma jovem garota da abastada família Park.

O jovem vê uma oportunidade ali e bola um plano para que todo seu clã comece a trabalhar para a família Park. Porém, não imaginam os segredos que se escondem dentro da mansão dos Park e o quanto serão afetados por estes.

O diretor parte para uma visão assumidamente caricatural das classes sociais, cuja desigualdade é representada pela estrutura literal das casas – a mansão dos ricos, o meio-andar dos pobres e um porão ainda mais precário que desempenhará um papel importante na trama.

Enquanto a riqueza dos Park os torna ingênuos e ignorantes sem curiosidade devido ao comodismo de suas posses, a pobreza dos protagonistas motiva  a malandragem, a habilidade de criar as artimanhas para ascenderem socialmente.

Diferença de classes

Os ricos são marcados aqui por viverem alienados num mundo particular em que até mesmo a existência dos pobres é ignorada. Os pobres são relegados a subempregos e condenados a viver em pardieiros, passando dificuldades de todos os tipos.

Entre muitos picos de thriller psicológico e um humor que passa por todas as fases, Parasita é uma experiência única. Surpreende a um nível que poucas obras modernas fizeram.

Desde sua estréia em longas-metragens, o diretor Bong Joong-ho apresenta características de críticas e sátiras sociais aliadas a uma comédia de toques cruéis, cenas de violência e uma abordagem direta sobre como o meio social (em situações normais e extremas) influencia os indivíduos de diversas maneiras.

Dialogos afiados

Os diálogos afiados e deliciosamente orgânicos mais a atuação excepcional de todo o elenco torna essa jornada de pseudo-escalada da pirâmide social cativante desde o início, da qual não conseguimos tirar os olhos (é fato que as 2h10 do filme passam desapercebidas).

O diretor provoca dor aguda ao retratar um mundo reduzido onde todas as camadas sociais são impactadas, revelando o abismo social existente entre nós. 

Um país que passou pelo subdesenvolvimento a um invejável avanço tecnológico e cultural, o progresso parece ter deixado rastros de seu ritmo vertiginoso nas relações entre as pessoas e classes sociais. 

A obra do cineasta busca uma reflexão clara no meio de toda a brutalidade: iluminar – no sentido figurado – o parasitismo, intensificando o ressentimento de agonia das classes mais baixas, além da batalha sangrenta entre os mesmos pelas migalhas dos mais abastados. Simplesmente desolador.

Parasita é de longe um dos grandes filmes desse ano carregado de bons filmes!

Amei!

Parabéns Bong Joon-ho! 

Bravo!!!!

Assista o trailer

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A Odisséia dos Tontos

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Polêmico e importante. Vamos discutir sobre a reposição hormonal?

Este é um dos temas mais polêmicos envolvendo a menopausa. A reposição hormonal ainda divide opiniões entre as mulheres e até entre os médicos. De tratamento promissor, recebeu diversas críticas pelo fato de ser associado ao diagnóstico de doenças graves. No entanto, não deixa de ser um das questões mais importantes para discutir, quando falamos sobre a saúde da mulher. 

Por isso, conversamos com a dra. Rita Dardes para dividir com vocês informações relevantes sobre a reposição hormonal. A dra. Rita é ginecologista e professora adjunta do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Lá, ela também coordena o Ambulatório de Climatério. 

Em primeiro lugar, um aviso! Não conversamos sobre casos específicos. A dra Rita foi muito enfática em recomendar que a paciente discuta o seu caso com seu médico de confiança. Cada mulher carrega consigo um perfil fisiológico e um histórico de saúde. O tratamento é individual. 

A boa notícia é que hoje dispomos de recursos cada vez mais modernos para lidar com os processos deletérios da maspassa. “Não raro, a mulher estava fadada a viver com os problemas causados pela menopausa”, afirma a dra. Rita. Da mesma forma, ninguém conversava sobre ela.

Hoje, o assunto menopausa já não é mais um tabu ainda que provoque algumas dúvidas. Certamente, todas as mulheres vão passar por esse processo fisiológico, que acarreta importantes mudanças metabólicas e físicas. “Podemos abreviar de fato muitos sintomas com um tratamento adequado e dentro da expectativa de cada paciente”, conta a dra Rita. 

Dessa forma, a qualidade de vida da paciente pode melhorar muito. “Ninguém merece sentir inesperadamente o fogacho no meio de uma reunião de trabalho”, reconhece a ginecologista. A dra. Rita é a favor de fazer a reposição hormonal, mas dentro de um quadro bem determinado da paciente. 

Quem pode fazer a reposição?

A dra Rita explica que há cinco questões fundamentais para a paciente conversar com o seu médico antes que tome uma decisão. Estes quesitos são amplamente discutidos com os futuros médicos, em suas aulas na Unifesp. “Somente com a resposta a essas perguntas podemos determinar se a mulher pode ou não fazer a reposição hormonal”, explica a dra. Rita. 

# 1 – A paciente é sintomática?

A maioria das mulheres sofre (e muito!) com os sintomas da menopausa. Pouquíssimas passam por esse período sem sentir algum mal estar. A reposição ajuda a restaurar a qualidade de vida em todos os sentidos. Os sintomas mais frequentes são: fogachos (já falamos aqui), secura vaginal (e aqui), redução da saúde óssea, melhoria cognitiva (memória), qualidade do sono, entre tantos outros. 

# 2 – Está dentro da Janela de Oportunidade?

Há um período específico em que a mulher pode receber e usufruirá com segurança dos benefícios da reposição hormonal. É a chamada Janela de Oportunidade, que compreende o início da transição menopausal até no máximo 10 anos da última menstruação. O início da transição é aquela fase quando começam as falhas menstruais e os ciclos ficam malucos. A menopausa é determinada quando a paciente completa 12 meses de amenorréia (sem menstruar). 

# 3 – Existe alguma contra-indicação absoluta?

Infelizmente, há alguns quadros clínicos em que a mulher não poderá fazer a reposição hormonal. Enquadram-se nessa situação, sobretudo, quem teve AVC, câncer de mama, infarto agudo, diabetes irregular, hipertensão arterial irregular, doença autoimune, entre outras condições. Por isso, fica um alerta para quem ainda não passou pelo processo. A prevenção é fundamental! 

# 4 – A paciente quer fazer a reposição hormonal?

Sim! Há mulheres que não querem correr nenhum risco ou mesmo não sofrem tanto com os efeitos da menopausa. É necessário ter o desejo de passar por esse processo. Após avaliar com o seu médico os prós e contras, apenas a paciente deve tomar a decisão. 

# 5 – Está com todos os exames em dia e em ordem?

É preciso uma avaliação completa das condições de saúde da paciente antes de iniciar o tratamento com reposição hormonal. Os exames precisam estar em dia e a dra Rita não abre mão disso. Ah, e o acompanhamento também é essencial. 

É importante fazer essa análise criteriosa antes de optar pelo tratamento com os hormônios. Há estudos que demonstraram o aumento na incidência de infarto miocárdico, derrame cerebral e câncer de mama. Tome a sua decisão com informação e consciência. 

A dra Rita Dardes é Dominique e ginecologista em São Paulo.

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5 Comentários
  1. Tive um cancer de mama há 20 anos Tinha 40 anos e continuo com afrontamentos. Passo umas noites muito más o que poderei fazer?
    Obrigada

    1. Estou preocupada com a perda óssea, hormonios e menstruação ainda normais, mas apresentei um inicio de osteopenia,52 anos.

  2. Acho que reposição hormonal, no meu caso, está fora de cogitação: minha mãe teve câncer de mama (ao que tudo indica, por causa da reposição) e não quero sofrer esse risco…

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