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Passei o Carnaval de 2020 no Brasil. Eu e o Corona.

Como ficar longe do Carnaval carioca?

Depois que você o conhece, não existe lugar no mundo que queria estar em fevereiro que não seja nos arredores da Sapucaí. Não, ninguém vive por 25 anos no Rio de Janeiro impunemente. Falei isso no texto anterior quando expliquei que voltei a morar em Portugal recentemente.

O plano perfeito: fugir do frio europeu dessa época do ano, aproveitar o verão brasileiro, ver os meus filhos, os meus amigos, os meus lugares prediletos, enfim, esganar a saudade até matá-la e ainda de quebra, pular o Carnaval de 2020. Obviamente para fazer tudo isso nada menos do que 30 dias, ou seja, fevereiro e ainda alguns dias de março.

Ter deixado o meu apezinho em Ipanema, ajuda muito a esticar as minhas temporadas em Terra Brasilis.

Lá fui eu no voo das 10h da manhã da minha querida TAP. Adoro voos diurnos. Assisto todos os filmes que estou atrasada, já que não durmo mesmo, e quando chego no destino ainda tenho a noite inteira para descansar. É colega, foi-se o tempo….

Bem, tudo lindo maravilhoso e como dizem, tudo de bom nesse país tropical abençoado por Deus.

Chegavam notícias de uma distante Itália tomada pelo COVID-19, mas no Brasil era tudo samba, choro e futebol.

Desfiles, blocos, bailes, trios elétricos. Teve de tudo. Lindo. Lindo. Águias de Ouro ganhou o desfile em São Paulo e Viradouro no Rio. Claro que eu estava na arquibancada sambando, pulando, nos 2 dias de desfile, na apuração quarta-feira torcendo para a Grande Rio (verde/vermelho, minha gente), assim como no desfile das campeãs no sábado seguinte. Quando digo que amo Carnaval, acredite!

E passou o Carnaval de 2020.

Menina, uns dias depois na semana seguinte, acordei toda dolorida. Culpei as minhas 5 décadas e tralalá e a vida mansa que andava a levar em Cascais. Tomei um relaxante muscular e fui para praia.

O Mate e o biscoito Globo não caíram bem. Bateu aquele enjoo chato, mas como ir embora justo agora que todo o mundo tinha chegado? Rio 40 Graus. Aguenta Barbara… Faça jus a seu nome!

Troquei o mate pelas caipirinhas e o enjoo foi melhorando. Ou a tontura aumentando. Sei lá.

Cheguei em casa me sentindo quente. Ahhhh não! Todos esses anos morando no Rio e vou ter febre de sol? Isso é coisa de principiante!

Descansei aquela tarde toda e fui tomar um choppinho com a turma ignorando o meu mal-estar.

Lá no boteco, soubemos do primeiro caso de COVID diagnosticado no Brasil, e coincidentemente no mesmo dia do primeiro em Portugal também. Estava tranquila em ambos os casos, pois foram em São Paulo e no Porto. So far away from Ipanema, right?

Voltei para o meu ap. e tive uma noite do cão. Minha febre voltou. Uma tosse chata e um mal-estar medonho.

Sim, inegavelmente eu estava com o tal COVID19, corona ou o raioqueoparta. Acontece que essa não era uma possibilidade para mim naquele instante, por não reconhecer os sintomas, já que por ser tudo muito recente, a divulgação de prevenção e dos cuidados ainda estava por acontecer. Eu simplesmente não tinha como saber. Quando liguei para o meu filho, alguns dias depois, já mal conseguia respirar.

Fui internada as pressas na UTI. Os protocolos eram inexistentes, até porque, infelizmente, fui a primeira pessoa no Rio a ser entubada, acredita?

Ninguém fuma por 30 anos impunemente e isso sem dúvida, deve ter contribuído para ter tido aquela pneumonia tão agressiva. A falta de ar e a sensação de asfixia são aterrorizantes assim como passar por tudo isso sozinha num leito de UTI. Mesmo sedada a maior parte do tempo sobrou medo e solidão. Os médicos e enfermeiros, apesar de atenciosos, não conseguiam esconder o medo quando se aproximavam. Era tudo muito novo, e ninguém esperava encontrar aquele vírus logo após o Carnaval de 2020.

Vou poupar-lhe dos detalhes desse horror, mas foram quase 20 dias de hospital. Para você ter uma ideia da luta que travei contra o vírus, perdi quase 8 quilos nesse tempo internada.

Sabe quando na minha vida consegui perder 5 quilos que fossem, em 20 dias? Nem no auge das minhas paixões e muito menos das desilusões.

Fato é que quase morri. Saí do hospital ainda precisando de cuidados e assim sendo, desmarquei o meu voo de volta que seria dia 15 de março.

Assim que eu desmarquei, Portugal entrou em estado de calamidade, ou seja, fechou as fronteiras e cancelou todos os voos.

Bem, o que não tem remédio, remediado está. No Brasil fui ficando, tratando de recuperar-me a esperar pelo momento de voltar.

O começo do confinamento foi muito conturbado por conta da minha doença e recuperação de maneira que só comecei a sentir o isolamento de fato, no final de abril.

Abril. Maio. Junho.

Chega, né? Tá bom! Queria voltar para Portugal, pois lá, no começo de junho, eles começaram a voltar ao normal. Fizeram por merecer e já estavam liberados e livres. Ou quase.

Enquanto isso, a coisa no Brasil só piorava.

A TV brasileira fazia questão de contar os seus mortos dentro da minha sala de estar. Muito triste. Essa mesma TV esfregava na minha cara a incompetência e mau-caratismo do ser humano. Desolador. Um enorme desencontro de informações e uma enorme aflição por conta de um total desgoverno.

Confesso que já estava a beirar a depressão, e também, não é para menos com tudo que já tinha passado até ali.

Então comecei a procurar ocupação. Fiz cursos, pães, novenas, lives, meetings, músicas, dei ordem em armário e o resto até que me dei conta da minha imunidade.

Se teve algo de bom nesse episódio todo, foi o fato de eu já estar imunizada. Realmente não sei se valeu o preço altíssimo que paguei, mas uma vez pago, ser livre para poder ir e vir e não sentir aquele medo que paralisa é catártico.

Comecei com caminhadas pelo calçadão e inscrevi-me para possíveis trabalhos voluntários em hospitais, os quais fui chamada para um ou dois apenas. Passei eu mesma a fazer as minhas compras no mercado com visitas diárias a padaria.

Foi aí que os telefonemas começaram. Muitas amigas, mas muitas mesmo, ligaram para avisar que esse vírus poderia ser contraído por mais de uma vez. Insistiam que nada garantia que eu estava imune.

Aquela preocupação em massa intrigou-me demais. Infelizmente, pior que isso, começou a incomodar, pois, sutilmente, passaram a me controlar.

Na-na-ni-na-não! Aqui não violão!

Percebi que tinha a turma da dor de cotovelo, e para essa um abraço!!

Mas tinha outro povo que estava tão apavorado, mas num grau tão grande de histeria que realmente acreditava contra todas as evidências, que eu deveria ficar em casa trancada, mesmo estando imune. A esses, perguntei quando, na opinião deles, estaríamos liberados. Silêncio.

Tenho cá para mim, minhas teorias a respeito, entretanto, todas polêmicas demais para esse Brasil polarizado, ainda mais se for eu, uma portuguesa, a dizê-las.

Foi aí que a TAP, a minha querida TAP confirmou o meu voo de volta para o dia 23 de junho. Ahhhh, que felicidade. Eu acho.

Finalmente o Carnaval de 2020 chegaria ao fim.

Arrumei as minhas coisas numa ansiedade infantil. Ameacei fazer um bota-fora só para colocar terror na mulherada, mas acabei por despedir-me por telefone mesmo só daqueles que tinha certeza não me alertariam para o risco de eu entrar num avião.

Continua…Vai ter outro texto só para contar como foi meu regresso. Ou você pensa que foi fácil?

Leia Também:

Por que Barbara Godinho decidiu voltar para a sua Terra Natal?

Barbara Godinho
Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

1 Comentário
  1. Texto maravilhoso! Me identifiquei em gênero, número e grau. Também sou Covid Free! Não passei, graças a Deus, por suas agruras de internação, muito menos UTI. Mas posso imaginar seu sofrimento. Agora, quanto à cobrança, inspeção dos outros e a raiva em todoS quererem me cobrar o tal “fica em cada”, aff! Ninguém merece! Pelo nos não merecemos, né? Viva a imunidade! Fui, peguei e venci!!
    Beijo, Barbara e Passeie Bastante!

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Voltar a Minha Terra Natal

Faz tempo que não escrevo para Dominique. É capaz que nem lembre mais de mim, aquela portuguesa tropicalizada que casou com um brasileiro do Leblon.

Bem, como disse em outro texto que escrevi, por conta de um casamento de mais de 2 décadas, falo um português bem brasileiro além de outros detalhes.

Depois de 25 anos morando no Brasil, os filhos cresceram, o casamento acabou e não vi mais sentido em continuar longe da minha terra natal. Não necessariamente nessa ordem.

Resolvi voltar para Portugal, onde estavam parte da minha família e amigos de infância.

Claro que ao longo desses anos todos que morei no Brasil, visitei Portugal com uma certa frequência, não a desejada, mas a possível quando se está a criar filhos e fazendo a vida. Mesmo quando passávamos grandes temporadas, um mês ou mais, parecia ser apenas uma breve passagem. Pouco a pouco passei a ser turista no lugar em que nasci.

Não digo que foi fácil ficar tão longe dos meus por tanto tempo, mas também não foi uma tragédia, até porque eu que escolhi essa vida de expatriada, por assim dizer. Sendo que fui muito bem recebida pela família do meu ex, sem nunca esquecer que era família DELE e que no final das contas sangue sempre fala mais alto.

Fiz amigas e algumas super amigas de quem jamais me separarei mesmo com um oceano de distância, entretanto, reconheço, que mesmo com todas as mais modernas ferramentas de comunicação, o bom mesmo é o tête a tête sendo que alguns assuntos só mesmo se pudermos cochichar, sabe como é?

Entre os muitos motivos para meu regresso talvez o mais importante seja minha mãe, que, apesar da estupenda saúde, já passa dos 80 anos e não suportaria a dor que passei por estar longe quando o meu pai faleceu. Está na hora de ajudar os meus irmãos nesse sentido.

De mais a mais, parece que quando envelhecemos começamos a querer ficar perto de nossas lembranças mais longínquas para que elas não esmaeçam ou até mesmo desapareçam nas falhas de nossas memórias.

Como foi minha volta a minha terra natal? Mais difícil do que imaginei.

Bem, não é só desligar um botão e ligar outro.

Partidas são partidas e recomeços, geralmente, são edificantes, todavia, esse bom sentimento vai surgir apenas no final do processo, quando já conseguimos ver o tal “recomeço” com distanciamento histórico.

Para tentar sofrer menos, resolvi que não cortaria totalmente os vínculos com o Rio de Janeiro. Como se isso fosse possível para quem tem 2 filhos cariocas! Decidi manter um pequenino flat na cidade maravilhosa.

Procurei morada perto do conselho onde nasci e cresci. Agora, ninguém vive na Cidade Maravilhosa por 25 anos impunemente, de maneira que morar perto da orla, mais que um luxo, tornou-se uma necessidade. Assim sendo, mudei-me para Cascais, onde fui generosamente acolhida e não me arrependo uma vírgula da minha escolha.

Tal e qual, ninguém fica longe de Portugal por 25 anos impunemente. As diferenças culturais assimiladas por mim, se faziam notar a todo instante.

Só para ilustrar: nunca perdi o meu sotaque lusitano, sendo que em qualquer lugar que chegasse no Brasil, a primeira coisa que sempre ouvi foi a inevitável pergunta acompanhada de um simpático sorriso – É portuguesa? Ora pois! Sim, sou. Como adivinhou? – brincava eu de maneira coquete.

Agora pasme! No meu regresso a terra natal, qual não é meu espanto quando vejo que os meus conterrâneos julgam-me brasileira justamente pelo meu sotaque. Como assim? Exatamente!

No Brasil sou considerada portuguesa e em Portugal acreditam que sou brasileira. Como disse, esse é o preço a pagar por “abandonar” não um, mas dois países ao longo da minha vida.

Quando casei e finquei pé no Rio, uma das coisas que mais senti falta eram de referências.

As mulheres com quem lá convivi conheciam-se da vida toda, e faziam questão de mencionar o passado, aquele que justamente eu não fazia parte, a cada 5 minutos. O pediatra das crianças era o pediatra que outrora tinha sido delas. Chamavam as mães uma das outras de tia, apesar de não terem laços sanguíneos algum. Passaram férias juntas em Búzios, Angra e Cabo Frio. Morriam de rir ao relembrar o Circo Voador e os seus shows na década de 80. Sentia-me uma alienígena.

Com o tempo, construí as minhas próprias memórias, virei tia de amigos dos meus filhos e acabei por conhecer o Circo voador. Foram muitos bons momentos e outros nem tanto, aliás como a vida deve ser.

A minha adaptação ao meu velho novo mundo lusitano correu bem apesar de um pouco solitária no princípio, afinal a vida de todos e de tudo que eu conhecia não tinha parado por 25 anos a minha espera. Por fim, tudo deu certo, já estou climatizada e completamente inserida. Sinto-me pertencente novamente.

Como o meu trabalho é e sempre foi remoto, posso passar temporadas no Brasil quando a saudade aperta assim tenho a ilusão de ter sempre o melhor dos dois mundos.

Penso que sou uma pessoa muito feliz com essa vida que escolhi, pois, sofro para ir, e mais ainda para voltar. Isso só pode significar que sou muito feliz em ambas as minhas pátrias, na terra natal e na terra escolhida. Sou uma grande privilegiada.

Bem, a história que ia contar aqui era outra, mas acabei numa digressão sem fim e o meu último Carnaval no Brasil vai ficar para o próximo texto. Assim pelo menos comprometo-me a escrever semana que vem, tá?

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Barbara Godinho
Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

2 Comentários
  1. Bom conhecer a sua história. Me dá um pouco de alento. Só que fiz o caminho inverso e resolvi vir envelhecer num lugar sobre o qual não tenho memórias. Estou a tentar construí-las. Assim, vou seguindo por cá.

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Os signos e as suas malas de viagem

Quando escrevi sobre as viagens e signos, a receptividade foi muito grande! Foi aí que algumas pessoas me incentivaram a escrever como seriam as malas de cada signo. Por isso, pensei que seria algo realmente divertido de pesquisar, além pensar em uma série de pessoas conhecidas e seus comportamentos na hora de fazer as suas malas (inclusive eu).

Áries

O ariano é capaz de viajar de um dia para o outro. Fazer uma mala não é um problema para ele. Os arianos têm uma mente tão bem estruturada e sabem perfeitamente o que colocar para cada dia, para cada ocasião e certamente não esquecerão nada. Eles são como um computador. Uma camisa e um suéter para cada par de calças, 2 sapatos, uma capa de chuva para o caso de chover, ingressos comprados para uma visita ou um show, a câmera, a seleção de restaurantes da região e os amigos da região aconselhados a visitá-los e jantar com eles.

Touro

Touro precisa de um pouco de preparação. Que horas será a viagem? Opa preguiça! O que eu coloco na mala? Então, para não esquecer nada, eles colocam tudo e produzem uma enorme mala de fim de semana. Mas, se chover… se estiver frio… se estiver quente … Quebrar a rotina do taurino é um trabalho. Eles preferem viagens organizadas com calma, para ter tempo para se empolgar. Sua mala é quente, com roupas e sapatos confortáveis.

Gêmeos

Gêmeos não têm problema em improvisar uma viagem. Eles podem sair em uma hora (seriam melhor duas horas). Os geminianos colocam em uma mala uma camiseta para cada dia, blusas, sapatos que combinam com tudo, um maiô, um carregador de celular, uma boa câmera, nadadeiras e óculos para mergulho ou botas, um livro ou o tablet …. Para eles, no fundo, o importante é viajar! O problema é que muitas vezes colocam coisas a mais e, em outras, a menos na mala…. e não é difícil desfazerem e fazerem a mala novamente para se certificar do que colocaram já que podem mudar uma ou várias vezes de ideia.

Câncer

Os cancerianos não gostam de improvisar. Eles têm que pensar se o local combina com eles, a hora, o que poderiam visitar, o que colocariam na mala… É claro que precisam de uma semana para preparar tudo, no mínimo. Eles não sabem como fazer uma mala pequena, por isso é sempre enorme. Conjuntos completos são feitos para o dia e a noite (o que não é o mesmo). Um sapato diferente para cada modelo, acessórios… Eles fazem as malas uma semana antes para ver se falta alguma coisa… e são muito “limpimhos”, levam seus sabonetes, cremes, etc….

Leão

Os Leoninos estão sempre com a mala pronta. Eles são capazes de partir em 4 horas. Podem fazer uma lista de tudo o que acham que precisam e depois colocam tudo nas malas às pressas. Por isso, levam várias combinações, sapatos, acessórios, protetor solar, um livro ou tablet, uma câmera, um guarda-chuva, um maiô, um carregador, remédios… Sempre malas grandes, porque odeiam não se vestir adequadamente para todas as ocasiões. Se eles perdem alguma coisa, obviamente compram. Se for uma viagem programada, a mala estará pronta no dia anterior .

Virgem

Os virginianos não sabem improvisar, mas a mala é pequena. As viagens devem ser planejadas com antecedência por vários motivos. Eles entram no clima, para ter uma ideia exata do que colocar na mala. Eles fazem listas exaustivas de tudo o que precisam e o que nunca esquecem são as roupas esportivas, de banho, tênis, livros, músicas, carregadores, tablets, ferros, agulhas e crianças… 2 dias antes terão a mala pronta, mas ainda vão dar uma última olhadinha para ver se não falta nada.

Libra

Os Librianos e suas malas… Porque existem várias malas… Elas precisam ser programadas! Eles fazem sets completos para cada dia e para cada noite, com acessórios (inclusive o chapéu)… É exagerada, mas sempre impecável e se esquecer de algo… seria um drama, porque eles não podem sair se não estiverem impecáveis. Eles não sabem improvisar, pelo menos 1 semana antes, o normal seria 1 mês antes. O libriano precisa saber exatamente quais atividades fará, para não esquecer detalhes de cada conjunto que levará. Eles viajam com a farmácia nas costas, o guarda-chuva, as luvas para não danificar as mãos, os vários cremes… De qualquer forma, eles precisam de muito tempo para arrumar as malas.

Escorpião

Os escorpianos podem improvisar uma viagem com dois dias de antecedência, mas a mala será importante. Apesar de práticos, não querem que falte nada nela. Não costumam levar malas pesadas e sempre usarão cadeados, são meio desconfiados. Adoram ir para lugares com natureza e como a música sempre é sua companheira, levam seus fones de ouvido, um item indispensável.

Sagitário

Os sagitarianos estão entre os mais rápidos. Com apenas 1 hora antes, eles pegam uma mochila e organizam com 2 camisetas e 4 cuecas, a escova de dentes, o livro, fones de ouvido, tênis, o violão, roupa esportiva (dependendo de onde vão escolhem entre neve e mar)… Eles não levam muita coisa… Com seu sorriso bonito e boa energia resolvem tudo. Ficam muito animados para conhecer novos lugares e, durante a viagem, ficam on-line e veem os lugares que não devem ser perdidos, mas estão sempre em movimento.

Capricórnio

Os capricornianos gostam de viajar, mas planejam por meses, estudam o local, possíveis visitas, possíveis hotéis… e quando decidem, organizam e definem a data. “Suas malas” são iniciadas dois dias antes e não faltam detalhes: tudo bem organizado, para o frio, o calor, a chuva, tudo bem harmonizado. Não se esquecem da farmácia, do secador de cabelo, de todos os cremes, da câmera e do plano de viagem bem planejado com seu itinerário, além das passagens compradas… tem passagens para tudo!

Aquário

Os aquarianos podem improvisar uma viagem de um dia para o outro. Eles têm tudo organizado, são muito práticos. Sua mala é pequena, simplificada e com uma ou duas cores fáceis de combinar entre elas. Normalmente levam apenas o necessário e tentam se sentir confortáveis. Alguns sapatos para tudo. Esporte e vida saudável são importantes para eles. Eles vão para um hotel com academia, para poder ir às 8:00 da manhã. Buscam ter tempo para fazer tudo. Tênis, shorts e um par de camisas apanhados na última hora. As visitas são sempre agendadas, tudo bem planejado e com bom humor.

Peixes

Para peixes custa muito organizar a mala, às vezes com roupa de mais, outras com itens de menos. Como são difíceis de “focar” acabam colocando coisas desnecessárias, “caso” precisem na viagem. Levam secador, cremes, shampoos com receio de não ter no local , exageram muitas vezes na quantidade pois como são um pouco desorganizados, não combinam as roupas e outros acessórios para os dias da viagem. Então, acabam não pensando muito e só vão colocando kkkkk… Porém, fones de ouvido, máquina fotográfica jamais são esquecidos. Eles gostam muito de recordações.

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E agora, como vamos viajar?

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

1 Comentário
  1. Perfeito!!!!! Cada signo com seu estilo…nuances…preferencias…mas a finalidade a mesma…diversão!!!! bjssssss

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Que tal experimentar esses drinks feitos à base de bebidas legitimamente brasileiras

Este dias eu li que o isolamento social imposto pela pandemia está relacionado ao aumento do consumo de álcool. E não cresceu só no Brasil não. Você acredita que já colocaram até apelido: “quarentinis” ou os drinks da quarentena. Por aqui não há exageros, mas tenho tomado ótimos vinhos com a curadoria da minha amiga Patricia Brentzel.

A Pat é sommelière e conhece muuuuito de vinho. Além de recomendar os melhores vinhos, ela sempre me incentiva a experimentar novas uvas ou marcas. É ótimo porque faço cada descoberta com ela que às cegas não compraria.

Ela continua firme e forte nesse período de isolamento social e criou a campanha Beba Bem em Casa. A Pat garimpa os melhores vinhos, compartilha as novidades pelas redes sociais e quem compra recebe o produto em casa.

Além do universo do vinho, a Pat conhece e tem várias dicas bacanas sobre outras bebidas. Estes dias eu a vi compartilhando ideias incríveis para drinks. Foi aí que eu pedi a ela para desenvolver o drink Dominique, especial para nós. Ela topou o desafio, mas não criou apenas um, enviou 9 receitas de drinks para agradar a todos os gostos das Dominiques. E tem mais: algumas bebidas são legitimamente brasileiras (e não é cachaça)!

Dominique Hip Drink

O Dominique Hip Drink é feito com Gin. Já falei várias vezes aqui o quanto adoro essa bebida. A tônica traz uma leveza, então não fica um drink tão forte. Adorei o toque final do anis estrelado.

  • 50ml de Gin
  • 20ml de Curaçau Blue
  • 30ml de xarope de açúcar (opcional)
  • tônica
  • gelo
  • 1 ou 2 anis estrelado para decorar

Kiro

Eu não conhecia o Kiro, que é um switchel brasileiro. É uma bebida não alcoólica à base de gengibre, mel, vinagre de maçã e água. É super versátil porque podemos criar drinks sem álcool. Seguem duas receitas:

Kiro Paixão (não alcoólico)

  • 250ml de kiro
  • 1 colher de polpa de maracujá
  • 1 raminho de hortelã
  • gelo

Kiro & Jack

  • 200ml de kiro
  • 50ml de jack daniel´s
  • 1 rodela de laranja bahia
  • gelo

Quetzalli

Outra bebida que eu desconhecia. O Quetzalli é um cocktail já engarrafado, feito com tequila, maracujá, limão e calda de agave. O agave é uma planta nativa do México, extraído de um cacto. Dizem que o xarope de agave adoça como o mel e tem baixo índice glicêmico. Mas é pra ir com calma, porque engorda!

Quetzalli Cafezin

  • 50ml de Quetzalli
  • 30ml de café
  • 10ml de cointreau
  • gelo

Quetzalli Margarida (releitura da Margarita)

  • 100ml de Quetzalli
  • 30ml de suco de limão
  • 30ml de cointreau
  • gelo

TiiV

O TiiV é uma vodka orgânica brasileira, multi-destilada e filtrada, produzido a partir do álcool neutro da cana-de-açúcar. Tão forte quando a vodka tradicional, tem um sabor todo especial. Só provando mesmo para conferir.

Blood Mary

  • 50ml de Tiiv
  • 150ml de suco de tomate
  • molho inglês e tabasco à gosto
  • gelo
  • sal para fazer a borda do copo

Moscow Mule

  • 50ml de Tiiv
  • 20ml de suco de limão
  • 20ml de xarope de açúcar (opcional)
  • ginger beer
  • gelo
  • hortelã para decorar

Virgulino Ferreira

Virgulino Ferreira é uma bebida é feita a partir da fermentação de jabuticabas e fortificada com cachaça. O vermute tradicional, que é à base de vinho, foi a inspiração. Na nossa versão, a uva deu lugar à jabuticaba. É delicioso!

VF Tonic

  • 50ml de VF
  • tônica
  • rodela de laranja
  • cravo (opcional)
  • gelo

VF Negroni

  • 50ml de gin
  • 50ml de Campari
  • 50ml de VF
  • 1 rodela de laranja
  • gelo

Qual deles você gostou mais?

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Acompanhamentos diferentes para caprichar no fondue

Fondue um não é um prato, mas sim um momento, onde podemos compartilhar a mesma travessa, dividir, saborear, curtir e ficar bem perto das pessoas que gostamos. Todos se servem da mesma panela e para nossa surpresa além das que conhecemos os tradicionais Fondue de queijo e chocolate , podemos surpreender e aumentar o prazer desse momento com opções criativas.
Receita básica de fondue:

Fondue de queijo

  • 1 dente de alho cortado ao meio
  • 300g de queijo gruyere ralado no ralo grosso
  • 200g de queijo emmenthal ralado no ralo grosso
  • 200g de queijo estepe ralado no ralo grosso
  • 120ml de vinho branco seco
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • Noz-moscada moídas a gosto

O segredo está nos acompanhamentos:

  • Linguiça fina grelhada
  • Mini batatinhas
  • Flor de brócolis cozido
  • Cogumelos paris cozidos
  • Pão cortado
  • Cubos de goiabada para sobremesa

Fondue
Fondue de Pizza

  • 1,5 kg de tomate
  • 1 cebola picadinha
  • 2 dentes de alho
  • orégano
  • 80 ml de azeite
  • manjericão
  • sal e pimenta a gosto

Em uma panela , refogar a cebola e o alho no azeite, bater o tomate no liquidificador peneirar e acrescentar no refogado, colocar orégano , sal e pimenta, deixar cozinhar até apurar e ficar levemente grosso.
Na panela de founde esfregar o alho , colocar o molho e 1 galho de manjericão.

Acompanhamentos:

  • Pão cortado
  • Focaccia
  • Mussarela de búfala cerejinha
  • Queijo coalho cortado

Fondue queijo
Fondue de queijo de cabra

  • 1 dente de alho
  • 300 grs de queijo cablanca ralado
  • 200 grs de queijo de cabra bolinha
  • 200 grs de pecorino
  • 100 grs de cream cheese culinario
  • 120 ml de vinho branco

Esfregar o dente de alho, colocar o queijo para derreter a aos poucos acrescentar o vinho, temperar com sal e pimenta do reino a gosto.

Acompanhamentos:

  • Batatinhas
  • Pães cortados
  • Tomatinho cereja
  • Uvas
  • Peras
  • Couve flor

Fondue Frutas

Sandra Vial Marchi
Sandra Vial Marchi

Chef da Grão Gastronomia (http://graogastronomia.com.br) é formada em Engenharia e Gastronomia. Sua vida gira em torno da descoberta de novos sabores e combinações, seja no seu cotidiano ou nas suas viagens mundo afora, Sandra está sempre em busca de experimentações gastronômicas.

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