Dominique

Dominiques e os Ubers da vida.

Como uma Dominique se relaciona com Apps tipo Uber, 99, Cabify e afins?

Vou perguntar na lata. Sem rodeios.

Você pega trânsito?

Essa é uma realidade de quase todos que moram em cidades grandes, e tenho certeza que em diferentes níveis, compromete nossa saúde mental e física. Começar o dia depois de pegar um engarrafamento, nem sendo Zen Budista.

O tempo que perdemos no trânsito indo de um lugar a outro daria para bater e assar um bolo. E por vezes fazer os brigadeiros também. Enrolados!!

E não fica por aí!

Achar uma vaga para parar o carro hoje em dia é mais difícil do que achar uma nota de R$ 100,00 . Vagas daquelas que estão na rua, daquelas de fazer baliza olhando pro espelhinho, essa não existe mais e certamente é algo que nossos filhos nunca conhecerão, pura ficção cientifica. Restam-nos os indefectíveis estacionamentos que chegam a custar quase o valor de uma prestação do automóvel.

Transporte público infelizmente e só para quem está no centro e arredores. Estou falando de metrô.

Nota: Com a finalidade de simplificar e facilitar minha escrita, chamarei todos os APPs de transporte de Uber, mesmo sabendo que eles são inúmeros, tá?

E olha, esses Apps de transporte modificaram a vida da gente!

Fiquei sem carro por 45 dias, e durante esse tempo me propus a andar a pé e/ou de Uber. Que liberdade. Que sensação boa. Não que dessa forma meus trajetos tenham ficado menores ou mais rápidos. Nada disso. É que como não sou eu que está guiando, aproveito para adiantar minha vida. Fico com a sensação de ter aproveitado meu tempo ao máximo (doce ilusão). Chego fresquinha e já despachada no trabalho. Além disso, se fizer a conta na ponta do lápis acaba não sendo tão caro.

Mas você acha que são só vantagens nesse tal de Uber?

Quase. Porque todas aquelas vantagens isso só valem quando tudo dá certo e se você é uma Dominique vai entender esse quase. E se não entender eu vou explicar agora.

Vamos ver a operação de uma Dominique padrão para chamar um Uber.

Pega o telefone, desbloqueia a tela.

Aí lembra que não pegou os óculos só na hora que não consegue achar o aplicativo. Acha os óclinhos na bolsa e quando o coloca a tela já bloqueou de novo. Desbloqueia.

E quem disse que você acha o aplicativo de primeira?

Ahh é, ele mudou de cara e não é mais verde. Como ele é mesmo? Ahhh, achou (só você sabe o tempo que se leva para achar qualquer coisa no SmartPhone. Affff).

Então finalmente você digita seu destino. Essa parte é fácil, afinal é mais do que esperado que saibamos para onde estamos indo.

Mas e depois para colocar o ponto de partida? Agora é que o bicho pega. Quer ver?

O app pergunta: Quer usar sua localização atual?

Ufaaaa, óbvio que quero.

Mas esse alívio é momentâneo, porque você percebe que a P**** do App marcou um lugar diferente de onde você está. Bate uma certa ansiedade pois não consegue acertar o endereço. E tenta de todas as maneiras arrumar o “erro”, contudo parece que seu dedo foi o único dedo não foi contemplado pelo Steve Jobs no Iphone. Não adianta, o “touch” não responde.

Aí, quando recebe aquela mensagem que seu carro está quase chegando, sai correndo pra lá e pra cá tentando imaginar onde é o local de partida que o temperamental aplicativo decidiu que você estaria.

Você altamente aflita, acompanha o carrinho 🚘chegando, 🚘, chegando 🚘 passando 🚗 !!!!!! Ele não te viu, não te achou, não localizou o ponto. Sei lá.

Isso posto, só resta mandar uma mensagem para o motorista. Pqp, a tela bloqueou de novo. Rápidoooo, desbolqueia essa coisa, senão ele é capaz de cancelar a corrida e ainda cobrar porque você não se encontrava no ponto de partida. Ele responde, entretanto a resposta não corresponde a pergunta. Gente? O que ele quis dizer com isso?

Pergunta: Onde o senhor está?

Resposta :👍

Pergunto novamente :O senhor passou e não me viu?

Resposta : 👍

Pergunto agora já achando que algo não vai bem : O senhor está vindo me pegar?

Resposta: 👍

SURREAL. E agora? Esperar? Não esperar?🙄

Pois bem, melhor esperar né? Seu filho não te falou um lance de estrelinhas⭐⭐⭐⭐ ⭐? Caso desagrade o motorista ele pode te avaliar mal? Já pensou? Todos os motoristas de aplicativos acharem que você é um 4,12??? Nem pensar.

E então você espera, espera e espera quando de repente recebe uma mensagem do aplicativo:

Seu motorista cancelou a viagem!

O que???? Esse tempo? Por que? ❓❓❓

Ao mesmo tempo aparece a mensagem de que R$7,00 foram debitados de seu cartão pelo app pois o motorista atribuiu a você o fato dele não ter te encontrado!! Ai meus sais.

Mas somos tinhosas, insistentes e dessa vez vai dar certo. Com o maior cuidado e paciência você solicita outro, aliás tem a certeza que dessa vez o endereço está certo.

Prontinho. Agora é só achar alguém por perto.🕔

Nossa!! 8 motoristas estão próximos. Vai ser fácil!

Toinnn é o app avisando que deu “match” e que o motorista está caminho.

Ué. Porque ele vai demorar 9 minutos para chegar até aqui se está na Faria Lima, que não é tão longe?

Lê uma coisinha pequenina na tela..Humm….🤔

O seu motorista está terminando uma viagem.

Affff, que raiva!! Não! Você não quer esperar ele terminar essa viagem que nem é perto de onde está. Nãooooo.🙅🏻

Quer saber?

🚖

Taxiii!!!! – Fala você levantando o braço no meio da rua como nos velhos tempos!!

🚕

E não é que o taxi parou na hora?

Foi apenas dizer o endereço e ⚡!! Você já estava a caminho de seu destino.

Um operação que não demorou nem 30 segundos.

Entenda, não é que somos contra tecnologia, mas por vezes é tão mais fácil!!

Leia também: O Machismo está presente até no trânsito

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Uma sexta completamente diferente em Holambra

Fomos a Holambra outro dia, Maria da Engenhotur e eu por simples diversão. Claro que somos loucas por flores, mas isso é detalhe.

Além de sempre ter querido conhecer Holambra, uma outra amiga, também uma Dominique, contou que seu filho (que eu conheci literalmente engatinhando) tinha montado uma plataforma de venda de flores atacado online e um Garden Center naquela cidade.

Como assim??? Um Garden center????

Bem, aí juntou a fome com a vontade de comer e lá vamos nós, Maria e eu, numa sexta cedinho rumo a mais holandesas das cidades brasileiras.

Como é sabido de todos, eu guio mal, e não escondo de ninguém , apesar disso sempre chego pois meu lema é devagar e sempre. Mas minha amiga não deu nem chance de eu contar que estava sem carro (pois é, esse é um problema, eu bato carro) e já falou que passava me pegar e que ela iria dirigir. Ok..Ok..

Fiz uma lancheirinha como Cocas Zeros e biscoito polvilho, ítens de sobrevivência básicos para uma viagem como a nossa. Vi a previsão do tempo a fim de me preparar para os 30 graus em agosto no hemisfério sul. Parece piada entretanto eu bem sei como aquela região pode ser quente e nessa fase da vida que me encontro, pouca roupa é muita. Não sei se me entende.

E 7h15 passa Maria e lá vamos nós. Você não faz ideia do que é quebrar a rotina e numa sexta feira em vez de ir para o escritório e seguir minha agenda normal, pegar uma estrada com uma amiga num liiiinddooo dia de sol e com o intuito de ver floressss????? Isso é felicidade, não acha?

Aqueles 110 minutos de viagem até Holambra voaram diante de nossos infindáveis assuntos.

E inesperadamente, quando percebemos, já tínhamos chegado a nossa primeira parada – O Garden Center do André (filho da Bel).

Não sei o que me deixou mais louca, se foi aquele monte de vasos e correlatos, ou se foi ver aquele menino lindo tocando um negócio de gente grande.

Holambra - passeio de dominiques
Maria e Eliane: As loucas das flores

Bem, acho que tudo junto e misturado.

Nao sabia bem para onde olhar e por onde comecar. Eu estava na Disneylândia. Só vai entender quem é doida por flor.

O André começou a dar dicas do que fazer e onde ir e muiiiito educadamente nos convidou para almoçar.

Quando falamos que queríamos ir a Expoflora ele imediatamente disponibilizou convites que eram dele. Fofo de novo!! Porém avisou que por vezes é muito cheio, e que o leilão de flores talvez fosse mais interessante.

Leilão? Que leilão?? Leilão de flores com o sistema Holandês, seja lá o que isso queira dizer.

Ahh gente, muito complicado para eu explicar, mas claro que fomos. Inegavelmente MA-RA-VI-LHO-SO e mesmo pegando só o finalzinho deu pra nos divertirmos muito.

Mesmo assim , depois do leilão e apesar dos avisos, Maria e eu insistimos na Expoflora e lá fomos nós.

Olha, sinceramente? O leilão é muiiiito mais legal.

Fomos almoçar no Old Dutch. Comida típica. Afffffff, que delícia!!!

A sobremesa com café foi numa doceria holandesa na simpática cidade de Holambra.

Voltamos para o Garden Center – Flores na Mão. Aí colega, aí, confesso que parecíamos as loucas das flores. Pq além da profusão de cores, formas e perfumes tinha o detalhe dos preços.

Acho que é do cérebro feminino, mas quando vejo um colorido lindo e um preço muito muito convidativo, eu piro na batatinha, na maionese, na samambaia. É uma combinação mágica, poderosa e quase hipnótica. E não aconteceu só comigo. A Maria também entrou em surto.

Voltamos felizes da vida para casa com o porta-malas lotado das mais lindas e delicadas flores.

Holambra
Maria, André, o pai do André e marido da Bel, e eu. Ahh e o porta-malas.

Viemos conversando na estrada, que essa experiência é típica de Dominiques e a Maria perguntou se não era possível fazermos um grupo para voltar lá. Ela, que tem a maior experiência em viagens, se propôs graciosamente a organizar tudo caso queiramos.

Liguei para o André para saber a viabilidade desse passeio, afinal ele conhece tudo em Holambra e você não sabe o que ele falou! Que se realmente formos, e se conseguirmos levar a mãe dele, ele vai providenciar graciosamente um curso de arranjo de flores para nós. E aí, Maria e eu ficamos tendo mil ideias para esse passeio.

Quando vimos, já estávamos na porta da minha casa.

E assim foi minha sexta feira. Uma sexta muito feliz. Só posso agradecer.

PS: Viemos conversando na estrada, que essa experiência é típica de Dominiques e a Maria perguntou se não era possível fazermos um grupo para voltar lá. Ela, que tem a maior experiência em viagens, se propôs graciosamente a organizar tudo caso queiramos. Liguei para o André para saber a viabilidade desse passeio, afinal ele conhece tudo em Holambra e você não sabe o que ele falou! Que se realmente fossemos, e se conseguíssemos levar a mãe dele, ele providenciaria um curso de arranjo de flores para nós.

Adivinha??? Marcamos um passeio de Dominiques em Holambra para o dia 18 de setembro. Uhuuuuuu

Veja aqui detalhes e como se inscrever: https://dominique.com.br/dominiques-em-holambra/

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Passeio de Dominiques em Holambra

Bem, depois que a Eliane e a Maria foram a Holambra, pensamos em fazer esse passeio com outras Dominiques.

E só de publicarmos as fotos e o textinho de nossa aventura, teve um povo que se animou. Aí a Maria e a Eliane decidiram compartilhar esse passeio com mais Dominiques. Como a Maria tem muita experiência no assunto (ela é dona da Engenhotur), e a Eliane muita vontade de encontrar Dominiques, elas bolaram e estão organizando nossa ida a Holambra. Deram uma incrementada no roteirinho. Vamos a ele?

E olha só o que legal o passeio:

Data: 18 de setembro – quarta feira.

Local de encontro: Shopping Eldorado

Saída : 7h30

Previsão de chegada : 18h30

Valor : R$ 250,00/pessoa

O que faremos

Vamos nos encontrar no pátio do Shopping Eldorado. Assim já estamos pertinho da marginal e a um pulinho da Bandeirantes.

Distância São Paulo – Holambra : 130 km

Tempo de viagem : 1h40 ou 2h aproximadamente.

A Maria providenciou um micro ônibus inteirinho para nós, com espaço para quem quiser trazer uns vasinhos. Dependendo do número de pessoas que tiverem interesse, podemos ver um ônibus maior.

9h30 Chegada em Holambra

9h30 – 11h Chegando lá vamos direto para a cooperativa de flores Veilling acompanhar o leilão, e depois passear no pátio onde estão as flores.

11h – 13h– Vamos a cidade que é uma graça, com lojinhas típicas, casinhas holandesas, artesanato, cafés e afins. Passaremos pelo Portal e pelo moinho. Mas a ideia é só passarmos mesmo.

13h10 Almoço no restaurante mega típico e já testado pela Maria e pela Eliane, o Old Dutch. Ligamos lá e fizemos um cardápio fixo para nós, claro que com opções, para que o preço fosse bem bacana, para não perdermos tempo com contas etc..Ahhh, a bebida também está incluída. (menos bebida alcoólica).

14h30 Chegamos ao Garden Center Flores na Mão. E vamos direto para nossa aula de arranjo floral que deve acabar por volta das 16h00.

A aula será dada por uma pessoa expert em festas e flores. Todo material será fornecido pela Flores na mão. E nós da Dominique daremos o vasinho como lembrança de nosso passeio. E você vai levar seu arranjo para casa de presente. Muiiito legal!!

Aí se você quiser comprar alguma coisinha, o André ainda falou que vai dar um descontinho para Dominiques. Fofo esse rapaz, viu?

16h30 Volta para São Paulo com chegada prevista para 18h30 no pátio do Shopping Eldorado.

E como fazer para participar?

Inscreva-se nesse link : http://bit.ly/Holambra_Dominique

Você vai receber um e-mail com a conta para depósito. Depois é só mandar o comprovante de pagamento e pronto. Está inscrita.

E se não puder comparecer no dia?

Caso aconteça algum imprevisto, você pode transferir sua inscrição para outra pessoa. Mas não esqueça de nos avisar, tá?

Como estamos cobrando o preço de custo justo e calculado sem nenhuma gordurinha, contamos com todas as pagantes para ratearmos os custos.

O que usar e o que levar?

Meninas, sapato mega blaster confortável. Nós iremos de tênis mesmo.

Holambra costuma ser muito quente. Portanto use uma roupa leve e gostosa.

Hoje em dia devemos viajar com uma bolsa micro para não pesar. Nossas costas já não são mais as mesmas!! Mas aí, leve uma mochila ou algo parecido com um casaquinho, o seu remédio para dor de cabeça (just in case), os cabos e fios de meu celular, e tudo o mais que der na telha. Pq essas coisas podemos deixar no ônibus sem susto.

Hummm que mais? Faltou eu falar alguma coisa?

Olha aqui o link de inscrição de novo: http://bit.ly/Holambra_Dominique

A Eliane escreveu um texto sobre nosso passeio (leia aqui).

Esse é o primeiro projeto de fato conjunto da EngenhoTur e da Dominique

Engenho & Dominique a caminho de Holambra

Estamos muito felizes.

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

2 Comentários

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E chegou o dia de renovar minha CNH

Quando fiz 55 anos, uma amiga a Fernanda ligou para dar parabéns e antes de desligar falou :

– Não esquece que esse ano temos que renovar a Carteira de Motorista.

Se ela não tivesse falado, é bem capaz que eu ficasse com minha CNH vencida até algum guarda me parar. Porém avisada, fui verificar minha situação r como só podemos agendar um mês antes do vencimento que seria dia 19 , fiquei desde janeiro com isso me martelando a cabeça.-Eliane, não vai esquecer de renovar a CNH. Eliane, marca na agenda. Eliane não deixe para última hora. Affffffffff..Não sei o que aconteceu comigo para me dar essa aflição toda. Enfim, hoje, 22 de agosto (quaaaaaase um mês antes) fui ao Poupa Tempo. Mas aí já que ia fazer uma coisa, resolvi fazer muitas:

  • Tirar o novo título de eleitor digital
  • Tirar novo RG (alguns lugares não aceitam RG com mais de 10 anos. Bancos por exemplo.)
  • E a CNH

Chequei e “rechequei” um milhão de vezes para ver se estava levando todos os documentos pedidos. Passei no caixa automático para sacar $$ uma vez que o exame médico só é pago em $$. Tudo direitinho e nos mínimos detalhes..

Olha, se tem uma coisa que funciona em SP é esse tal de Poupa Tempo viu? Atendentes solícitos e educados, uma organização impressionante, democrático pra caramba e tudo super digitalizado. Quer dizerrrrr, quase tudo…

O Título

Comecei pelo título. Moleza apesar de ter tido que mudar meu local de votação. Claro, não moro mais na casa de minha mãe!! Mas eu adoooraaavvaaaaa votar no Sacre Coeur. Voto lá desde 1982. Questões sentimentais. Expliquei tudo isso pra mocinha que sorridente negou. Bem, faz parte. Ahh, mais um detalhe sobre meu título de eleitor. Esse era o último documento que eu tinha com meu nome de solteira. E não pude ficar com o antigo. A mocinha simpática tomou de mim.

Vamos ao RG.

Entro numa filinha rápida para pegar senha. Fazem uma prévia e qual não é minha surpresa quando descubro que deveria ter imprimido o comprovante de pagamento.

-Mas por que??? Eu tenho ele aqui no meu celular. Eu mando pra vcs!!

-Não..A Sra vai ali naquela fila e pode imprimir de graça.

Crianças amadas, se eu contar que fiquei nessa fila para imprimir o comprovante mais de 45 minutos vcs acreditariam?

Bem voltemos ao RG.

E aí tem que tirar foto. E essa vai ser a foto que me acompanhará pelos próximos 10 anos. Olha, hoje de manhã eu demorei um bocado pensando na roupa (só aparece o ombro eu sei, mas não queria ficar grandona na foto), arrumei o cabelo, fiz uma maquiagem leve mas caprichada. Pq afinal de contas o nosso RG passa de mão em mão! Ele é impresso, xerocado, anexado, digitalizado, conferido..Ahhh, se tem uma foto que não quero estar horrorosa é essa.

Quando sento no guichê, vejo que tem uma outra Dominique do meu lado esquerdo e uma menina linda do meu lado direito. Todas passando batom, todas pedindo para o atendente ser generoso, e todas as 3 pediram para refazer a foto. O trauma da foto no RG parece que é universal…

E agora vamos a CNH.

Tuuudooo de novo. Mas dessa vez ainda tem exame médico e guichê de pagamento. Confesso que já estava ficando cansada, já estava no Poupa Tempo há duas horas e tanto. E já estava me preparando para tirar mais uma inevitável foto para o novo documento, veio a grande notícia.

-A Sra quer tirar uma foto nova para carteira ou quer usar a antiga?

-Como assim? Eu posso usar a minha foto com 50 anos???????

-Se quiser, pode. Até hj foram raras as mulheres que quiseram trocar.

Gente que boa notícia!!! Não só não preciso passar pela agonia da foto ficar boa ou não, mas ainda melhor, não vou ter MAIS UM registro do passar do tempo na minha gaveta de documentos. Nada contra o passar do tempo, aliás me dou muito bem com ele. Mas a sequencia de carteiras de motorista, de RGs, de Passaportes confesso, acho meio cruel..

Leia Também:

E se Woodstock tivesse acontecido no Brasil?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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E se Woodstock tivesse acontecido no Brasil?

Sabe, algumas coisas eu gostaria de ter vivido como por exemplo, o Festival de Woodstock. Apesar de ter 5 anos naquele agosto de 1969, tenho memórias afetivas em relação ao evento. Por certo essas memórias foram construídas em cima do que se escreveu e do que se falou a respeito. Inegavelmente a experiência de Woodstock foi transformadora para os jovens que estiveram naquela fazenda americana por 3 dias. É provável que muito do que vivemos hoje é fruto de Woodstock.

Aí me pego pensando se haveria uma remota possibilidade de um Festival como Woodstock ter acontecido pioneiramente no Brasil. Será? *

Não sei. Entretanto sei que um Festival como o de Woodstock mudaria a cara do Brasil. E essa semana em que todos os veículos estão fazendo matérias do que foi o festival e seu legado, resolvi fazer um exercício. Escrevi um texto como se nosso país tivesse sido sede do maior evento de música do planeta em 1969.


E já na linha do “e se”, aposto que tudo teria acontecido no interior de Minas Gerais. Por que? Porque que outro estado do país tem uma cidade chamada Nanuque?
Existe nome melhor para um Festival do que Nanuque? Soa quase internacional, né não?


Bom, isto posto, vamos a meus delírios?

E se Woodstock tivesse sido aqui
O festival de música que mudou o Brasil faz 50 anos

O Festival – Onde

E foi há 50 anos que um punhado de jovens mineiros em férias por pura falta do que fazer, resolveram produzir um festival de música. Simples assim até porque antes de mais nada, mineiros são empreendedores até quando estão de férias.

Eram muitos os sócios naquele empreendimento. Estudantes de cursos variados da Universidade de Ouro Preto, que acabaram não viajando nas férias de verão.

Em 1969 o Brasil vivia um momento político dos mais difíceis da história. Entradas foram cobradas com o intuito de que o dinheiro arrecadado no Festival fosse enviado para as famílias dos presos políticos da época ou para aqueles exilados.
Com esse mesmo mote conseguiram surpreendentemente que todos os artistas aderissem ao evento e tocassem pela causa sem cachê.

Nanuque não foi a primeira opção escolhida para acolher o festival e sim Araponga, uma cidade na Zona da Mata (vamos combinar que Araponga também seria um nome maravilhoso) entretanto fazendeiros e coronéis de Araponga nunca admitiriam aquela invasão bárbara de jovens contraventores. Uniram-se formando uma comissão e mandaram o filho de um deles, recém saído do Largo São Francisco, impetrar algum mandato de segurança a fim de impedir aquela loucura . Tarefa bem sucedida visto que o Festival foi expulso sumariamente daquela área.

O êxito do jovem advogado espalhou-se rapidamente de tal forma que ele se tornou representante legal de grandes usineiros da região. Daí a se tornar um famoso advogado defendendo crimes cometidos por poderosos endinheirados foi um pulinho. Assim não demorou muito para que Marcio Thomaz Bastos se tornasse Ministro da Justiça.

E se o festival tivesse sido em Nanuque?
Você sabe onde fica Nanuque? 500.000 pessoas descobriram como chegar lá em 1969

Quando

– O evento que aconteceria em janeiro, no verão, teve que ser adiado para agosto por falta de licenças e outras burocracias do estado. Estipulou-se assim que o Festival de Música de Nanuque aconteceria nos dias 15,16 e 17 de agosto de 1969.

Os nascidos depois de 1975 não tem ideia da burocracia, lentidão e “cafezinhos” necessários para que as coisas funcionassem. Se temos hoje o sistema público mais eficiente do planeta, em 69 podíamos dizer que tínhamos o pior. Para os que não sabem, simplificar e digitalizar todos os nossos processos só pode acontecer depois que Roberto Justos entrou na máquina e inclemente, demitiu quem precisava ser demitido, começando assim a azeitar a máquina e principalmente simplificando processos que eram complicados por uma cultura que já não mais nos pertencia.

O Público


– O público presente superou e muito a previsão dos organizadores uma vez que Zélia Cardoso de Melo, responsável pela contabilidade do evento, estimou que 50.000 pessoas estariam no Festival . Pode-se dizer que ela passou perto (kkkk) uma vez que 500.000 pessoas passaram por Nanuque naquele fim de semana de agosto. Por causa de um “errinho à toa” de cálculo como esse Zélia desistiu da carreira de economista e foi tentar a vida como trapezista num circo da cidade.

Os Problemas e as Soluções

Os organizadores não contavam que inesperadamente 450.000 pessoas a mais apareceriam por lá causando um verdadeiro caos.
Mas as soluções apareceram porque afinal de contas os nossos jovens sempre foram muito mais criativos.

A maior de todos as dificuldades foi alimentar durante 3 dias aquele mundo de gente, no entanto o problema da alimentação não teria sido tão grave e desesperador se o responsável pela logística não tivesse fugido com o dinheiro. Ahhh sempre alguém foge com o dinheiro. E nesse caso foi um estudante argentino que não deixou rastros.
– A solução veio de um convento de freiras baristas que ficava às margens do Rio Mucuri e vizinho de um laticínio que doou todas as sobras de queijo. Por fim, o que alimentou  aquelas 500.000 pessoas foi o mineiríssimo pão de queijo feito pelas freiras com uma antiga receita de uma delas .

O Pão de queijo com Tubaína

-E foi assim que o pão de queijo ganhou fama internacional dando ao Brasil um quitute para representá-lo como os doces conventuais de Portugal, o faláfel de Israel e da esfiha dos Libaneses.

-A única bebida disponível além das pinguinhas dos alambiques era a dulcíssima Tubaína. E foi certamente em Nanuque que Tubaína caiu no gosto dos jovens. Em 1985 a Holding Tubaína Inc. comprou a Coca Cola tornando-se uma marca mundial.

Este foi o setlist para os 3 dias do Festival de Nanuque

  • Sá, Rodrix e Guarabyra
  • Lo Borges
  • Tete Espíndola
  • Lilian sem o Leno
  • Milton Nascimento
  • MPB4

Para o segundo dia

  • Raul Seixas
  • Tim Maia
  • Mutantes
  • Erasmo Carlos
  • Secos e Molhados
  • Jorge Bem
  • Tony Tornado

E para o último dia:.

  • Alceu Valença
  • Elba Ramalho
  • Gilberto Gil
  • Gal Costa
  • Wilson simonal.
  • Vanusa

Coisas que aconteceram

Tim Maia não apareceu. Deu o cano sem ao menos avisar. Para tapar o buraco na programação, uma das organizadoras colocou para cantar seu namorado uma vez que este tinha grandes aspirações artísticas. Pena  ele estar tão chapado a ponto de esquecer a letra de Blowin’ in the Wind levando a maior vaia. Foi aí que Eduardo Suplicy desistiu de ser vocalista na Banda Nagasaki e por conseguinte qualquer tipo de carreira musical, entrando para a política logo depois do Festival. Chegou a ser Senador da República, sempre entoando Blowin’ the Wind, nos bons e nos maus momentos.

Rita Lee no Festival de Nanuque
E foi com muito custo que Rita Lee conseguiu sua credencial para o Festival de Nanuque

– A segurança do show, não acreditou que Rita Lee era a Rita Lee. Ela teve que cantar Panis e Circenses para o leão de chácara, para que ele deixasse ela subir ao palco onde os outros integrantes dos Mutantes já a esperavam aflitos. Ritinha linda linda linda, tornou-se a musa do Festival de Nanuque e a rainha do Rock’n’roll. Estourou nas paradas de sucesso do mundo inteiro tendo Ovelha Negra em primeiro lugar da Bilboard por meses. Seus shows no Central Park ficaram famosos. Teve convidados como : The Doors, Beatles, Barão Vermelho, Simon and Garfunkel (teve um namorico com o Simon), Secos e Molhados, David Bowie, Cauby Peixoto e por aí vai. E até hoje, Ritinha nega-se a gravar CD de Natal. Talvez graças a ela essa moda tenha caído em desuso há anos! Só temos a agradecer, né?

E a chuva?

– Nuvens carregadíssimas aproximavam-se anunciando senão o apocalipse, uma tempestade indesejada. A turma da era de Aquário juntou-se num mantra com certeza de resultados positivos. Deram-se as mãos e juntos entoaram ritmadamente, como se fossem tambores indigenas – Chu-va não! Chu-va não! Chu-va é pra bur-guês! Aqui só tem nu-dez!. Infelizmente a chuva caiu a despeito dos clamores. Como sempre. E quem se deu bem foi o vendedor de capa de chuva, Luiza, Tia Luiza. Já sabem quem né?

– Acredite se quiser, mas durante aqueles 3 dias, não houve um único incidente violento. Pode-se dizer talvez que o ocorrido no show de Erasmo Carlos tenha sido áspero ou um pouco mais quente, mas jamais agressivo. Tremendão foi o quinto nome da noite, com a platéia já aquecida em todos os sentidos. Quando estava prestes a começar entra no palco um jovem muiiito louco chamado Olavo de Carvalho, fazendo um discurso de protesto contra a prisão de um companheiro de luta, o José Dirceu. Erasmo Carlos não achou engraçado. Muito pelo contrário, irritado grita para Olavo de Carvalho : – Cai fora!! Cai fora de meu palco!! Você não vai F****R com o rock’n roll

Vanusa, encerrou o festival, puxando um Hino Nacional, numa atitude altamente temerária para o período e o público. Porém foi acompanhada por um guitarrista desconhecido que fez alguns riffs em cima do Hino. A galera delirou. Talvez por conta do horário, da embriaguez, da exaustão ou ainda da micro saia da cantora, existe uma grande probabilidade de ninguém ter reconhecido aquela música como sendo o Hino Nacional. Os riffs de Pepeu Gomes foram eternizados assim como ele considerado o maior guitarrista de todos os tempo.

Alguns destaques

– Todo o evento foi documentado pelo jovem cineasta David Cardoso. Ele com sua Super 8 captou quase tudo e principalmente a essência do festival. Abandonou a faculdade de medicina, tornado-se um cineasta famosíssimo, ganhador de 2 Oscars, 3 Leões, e Palmas incontáveis com filmes sensíveis, profundos e de primorosa produção.

Amaral Gurgel, enviou o modelo Gurgel Itaipu Elétrico para desbravar a lama de Nanuque. Esse viria a ser o primeiro carro 100% brasileiro e primeiro carro elétrico do mundo já em 1969. Gurgel tornou-se o nome mais importante do setor automobilístico mundial. Chamou a atenção da Engesa, industria de tanques brasileira. Engesa e Gurgel juntos fundaram a EspaçoBr que em 1990 vendeu o primeiro voo comercial para a lua para Eike Batista.

Gurgel Itaipu, o carro elétrico Made in Brasil

Médicos? Para que médicos?

– Emergências médicas ocorreram aos montes. Inacreditavelmente nem uma única morte. Ainda mais se pensarmos que os médicos que tínhamos lá eram todos estudantes de universidades de medicina de diversos estados brasileiros. Foram recrutados pelos organizadores do evento e receberam em troca do trabalho, o transporte para Nanuque. Foi aí que Dráuzio Varella viabilizou seu sonho criando os “Médicos sem Fronteiras”.

E se nanuque tivesse sido aqui olha só os médicos
E aqui, alguns dos estudantes de medicina que se voluntariaram para atender a multidão de jovens que estiveram no Festival de Nanuque

E o argentino, hein?

Lembra do argentino que fugiu com a grana da logística? Ele voltou anos depois para o Brasil. Já não era apenas um argentino. Era agora um franco argentino por conta de seu casamento com uma milionária francesa que morrera subitamente deixando Luis Favre viúvo e solitário. E foi por isso que ele resolveu voltar para rever seus antigos colegas do Festival, sendo recebido e hospedado por Marta e Eduardo Suplicy.

Legado

O espírito do Festival de Nanuque, permeou toda a sociedade, facilitando a abertura política mostrando aos militares a maturidade de nossa juventude. A democracia foi restaurada na base da paz, do amor e da flor.

E assim o foi quando em 1971 as eleições diretas para presidente voltaram a acontecer no país. Eleito presidente da nova república democrática, Roberto Campos conduziu o país a liderança do bloco capitalista. Abriu nosso mercado, estimulando nossas industrias e seguindo os mais modernos conceitos da economia liberal.

E tudo na vida é uma questão de ponto de vista. Se o mundo é realmente redondo olha só como ficaria o mapa após Nanuque..

Woodstock no Brasil

Eu vou contar até 5 e quando estalar os dedos todos acordaremos no Brasil de verdade onde o Festival de Nanuque nunca existiu. E nos dias 14, 15 e 16 vamos comemorar os 50 anos do Festival de Woodstock, esse sim um divisor de águas

*Como bem lembrou Henrique Cury, tivemos no Brasil alguns festivais nos moldes de Woodstock como Águas Claras e Iacanga. Ambos aconteceram depois do Festival Americano. E vamos lá, por que você não faz como o Henrique e me manda uma sugestão para acrescentarmos nesse texto? Pode ser um delírio, uma possibilidade, um fato, o que vc quiser. Aí depois eu vou escrever a versão 2 de “E se Woodstock tivesse acontecido no Brasil” com todos so créditos. Gente, isso pode ficar muito legal, viu?

Nota: Não tive uma grande preocupação com coerência de datas e idades. Aliás com coerência alguma. Por favor não leve esse textinho muito a sério. Foi só diversão. Beijo da Lili pro cê, tá?

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Woodstock – Estilo Boho Hippie de se vestir

Passeando com o passado

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

5 Comentários
  1. Mas bah! Será que teria acontecido deste jeito ? não vi tu falando de ninguém tomado chimarrão e nem fazendo um churrasco de pelo menos umas lingüiças.

  2. Muito bom querida! Vá enfrente porque tens muitas riquezas internas para dividir conosco!! Bjo Vera

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