Carreira

Piloto de avião Tereza Paz é uma verdadeira Dominique com asas!

Dominique - Piloto
Teresa Paz é uma Dominique, não há dúvida!

Mulher, mãe, esposa, filha, linda, decidida, independente, cheia de iniciativa, ousada e muito, mas muito corajosa. Ela é uma piloto de aviação comercial.

Confesso que nunca havia pensado na estratégia que uma mulher ativa, assim como nós, precisa fazer para administrar tudo que fazemos a milhares de pés de altura.

Formada em Comunicação e Artes pelo Mackenzie, Teresa acredita que sua paixão pelos céus tenha sido herdada da avó que tinha o sonho de voar e do espírito aventureiro dos pais.

Até 1982, no Brasil, não havia mulheres pilotos na aviação comercial e as empresas existiam no mercado há 60 anos no país! Na Azul, onde trabalha hoje, apenas 54 dos mais de 800 pilotos são mulheres. Boa notícia, não há diferença entre os salários. Ufa, até que enfim!

Dominique - Pilotos

Teresa começou a voar em 1995 e conheceu seu marido, piloto também. Juntos há 25 anos, ela atribui o sucesso do casamento a ambos exercerem a mesma profissão. E olha que os dois tem diferenças que poderiam arruinar qualquer união, por muito menos casamentos são desfeitos. Ele é judeu e ela católica. Ele sãopaulino e ela corinthiana.

E, como a vida é cheia de surpresas, quem se dá melhor é quem se adapta às mudanças, Teresa não foge à regra. Ao entrar na Varig, engravidou três meses depois. Não estava nos planos, mas surpresas são sempre bem vindas! Para se ter uma ideia do pioneirismo, a empresa não tinha plano de licença maternidade para pilotos, ela foi inaugurou. Como a pressurização é prejudicial à gestação, ela trabalhou em terra durante 11 meses, revisando manuais e dando aulas sobre segurança de vôo.

Amigos, vizinhos, cachorro, papagaio falavam que ela desistiria. É uma tarefa hercúlea ser mãe e piloto ao mesmo tempo? Praticamente impossível! Aí é que fica mais gostoso. Desafios, é isso que a move.

Quando sua bebê completou 4 meses, Teresa ficou 40 dias na Holanda em treinamento. Espalhou fotos da pequena pelo quarto inteiro do hotel que funcionava como um estímulo. Para tentar me fazer compreender o que passou neste período, ela fez um paralelo com um meme que circulou no Dia Internacional das Mulheres, o desenho de uma mãe com uma garotinha que pergunta – Mãe, o que é desistir? E a mãe responde – Não sei filha, nós somos mulheres!

Os avós dos dois lados e uma babá foram essenciais para o sucesso da missão. Até hoje, para sair tudo dentro dos conformes, ela vê a escala de vôos do marido, a sua escala e aí sim faz a escala de trabalho da sua secretária do lar. Uma piloto não pode se dar ao luxo de ser desorganizada até para poder lidar melhor com os imprevistos.

Ela e marido eram pilotos na Varig, em 2005, quando a empresa quebrou. Ambos desempregados por um ano. Viveram um perrengue e tanto com duas filhas pequenas. E, como toda Dominique, Teresa partiu para a luta. E não é que sua licenciatura em Comunicação e Artes veio a calhar? Passou a ser facilitadora de aulas de segurança de vôo, teóricas e em simulador. Deu aulas na Índia, em Paris. Não estava voando como piloto, mas nunca perdeu a chance de estar no ar.

Para ganhar mais algum, vendeu panos de prato, artesanato, aprendeu a pintar pregadores para fechar embalagens, entre outras coisinhas! Fala a verdade, você se reconhece aqui, concorda? Ah! Esta Teresa é Dominique de corpo e alma.

Neste ano de desemprego que não terminava nunca, um belo dia chega em casa, aflitíssima, porque não conseguiu comprar quase nada no supermercado e encontra o maridão jogando gamão com alguém do outro lado do planeta. Teve um surto e soltou: – Pelo amor de Deus, pega esta moto velha na garagem e vai ser motoboy! Já vi este filme com outros autores.

Com um sorriso contagiante e os olhos brilhando, Teresa confessa que o marido é seu maior fã. Ele a admira e não esconde isso de ninguém. É recíproco.

Falando em admiração, as filhas se enchem de orgulho da mãe, da sua profissão e de como ela dá conta de tudo sem perder a ternura. Talvez, a rotina que não é rotina de Teresa seja justamente o que fortaleceu a amizade, o compaheirismo a responsabilidade e a independência entre as meninas, Natalia, com 21 anos e Michaela, com 17.

Certa vez, a diretora da escola disse que a Teresa era uma mãe muito mais presente do que outras que estavam 100% ao lado dos filhos. Pai, mãe e filhas preservam a qualidade do relacionamento. Quando estão juntos, estão juntos. Não tem celular, facebook, instagram.

Era sua folga, no dia que conversei com a Teresa e ela estava cuidando da mãe, uma senhora encantadora e querida, D. Alzira, com 92 anos, que fez questão de me mostrar suas mãos impecáveis, as unhas pintadas de vermelho maravilhoso, só que ela não revela o nome da cor do esmalte para ninguém copiar!

Desde a mãe ficou doente, há 2 anos, Teresa reveza com a irmã os cuidados com D. Alzira. Estes momentos são unicos, uma forma de retribuir tudo que recebeu e também de mostrar para as filhas o verdadeiro significado de família.

Ela acredita ter uma genética privilegiada, herdada da mãe que até dois anos atrás, antes de quebrar o fêmur, andava de bicicleta e nadava. Talvez sua saúde de ferro se dê também pela atividade física constante. Teresa pode esquecer até o batom, mas a corda está sempre na mala. A maioria dos hotéis tem academia, mas just in case, pula corda por horas a fio no quarto até pingar de suor. Para quem fica 8 a 9 horas sentada, não há genética que resista. Atividade física é obrigação.

Dominique - Piloto

Apesar de não consumir medicamento, quando precisa são poucos os medicamentos que pode tomar. Os pilotos são instruidos a não usar nada que afete o sono, cognição, atenção ou coordenação motora. Em 10 anos na Azul, se pediu duas DMs (despensa médica) foi muito. E uma delas, foi quando seu pai faleceu.

As pessoas em geral vêem a aviação com um certo glamour que não existe. É um trabalho como outro que exige estudo, dedicação, pressão, reciclagem. Imagine se há energia sobrando, depois de 9 horas de vôo, para ir para uma balada, city tour, compras! Eles chegam exaustos no hotel e precisam descansar para enfrentar o dia seguinte.

E, como toda a família, colecionam casos hilários como a ida ao show dos Jonas Brothers no estádio do Morumbi em SP. Ela com vôo marcado, o maridão em terra, teve que encarar a aventura de levar duas garotinhas, uma com 10 e outra com 6, mas apenas duas cadeiras cativas! Claro que ele sofreu por antecipação durante uma semana e na hora foi quem mais se divertiu.

Com duas meninas é quase que impossível não rolar balé! E por que não a apresentação do ensaio final marcada nos 45 do segundo tempo? As mães convidadas a participar. Teresa nos ares. Maridão em terra assume o leme e vai para o ensaio. No final, as mães são chamadas para dançar na frente. A filha, minúscula, arregala os olhos para o pai que, não teve dúvida, foi lá pra frente e dançou muito melhor do que qualquer mãe ali presente!

E o preconceito por ser uma mulher piloto? Ah! Como existe, embora venha diminuindo muito com o tempo.

Uma amiga da Teresa, há 5 anos, passou por uma situação que foi parar no Jornal Nacional. A piloto já na cabine vê que um passageiro está falando e gesticulando com o despachante (o funcionário responsável por entregar os viajantes à aeronave), empatando a fila. Quando enfim o homem entrou no avião, ela foi falar com o despachante que, relutante, conta que o homem ficou muito bravo quando descobriu que o piloto era uma mulher.

A comandante resolveu chamar o passageiro à cabine para acalmá-lo e explicar que não há nenhuma diferença entre os sexos, todos os pilotos passam pelos mesmos treinamentos, todos os anos, teóricos e práticos, envolvendo segurança de vôo, portanto, têm a mesma competência.

O homem olhou bem para ela e disse – Muito bacana, agradeço sua explicação, mas se eu soubesse que o avião seria pilotado por uma mulher não teria comprado a passagem. Só vou mesmo porque tenho uma reunião. Acho um absurdo a companhia aérea não ter avisado.

A piloto, sem titubear, virou para o homem e disse: – Não tem mais a reunião não. O senhor não vai no meu avião. E pediu delicadamente para ele descer da aeronave. Os pilotos são a autoridade máxima no avião e tem a autonomia para tirar quem quiser do vôo se isso representar algum perigo ou tumulto. E,cá pra nós, este ser tinha tudo para transformar aquela viagem em um inferno.

Teresa, por vezes, é alvo de olhares desconfiados. Na chegada ao destino, quando sai da cabine, quem mais se surpreende são as mulheres que, não raro, comentam – Ah! Se meu marido soubesse que era uma piloto ele não teria entrado no avião. E, ela, sorridente e gentil, como sempre, finaliza com classe – Mas como a senhora sabe do que nós, mulheres, somos capazes, tenho certeza que o tranquilizou. Adoro estas espetadadelas! Tudo a ver com Dominiques.

A rotina de um piloto não é branda. São cobrados e muito cobrados. Quando reprovados no simulador há apenas mais uma chance. Reprovação na segunda vez é demissão.

E, a rotina para uma piloto é maior árdua ainda, afinal as mulheres são acumuladoras de tarefas, uma espécie de empilhadoras de pratos chineses.

Fora a solidão quando se está em terra, mas longe de casa, tanto que o alcoolismo é comum na aviação e, quase sempre detectados pelos colegas, levam pilotos e copilotos a se afastarem do trabalho.

Teresa é uma prova de que não há almoço grátis. Tudo requer esforço, dedicação e cuidado. Mas fazer aquilo que se ama não tem preço, seja com os pés fincados no solo ou a milhares de pés de altura.

Você já imaginou ser piloto de avião? A Teresa tem uma fibra que só as Dominiques tem, concorda?

Leia Mais:

Vou mudar de país e agora terei o mundo para chamar de meu
Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!

Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

2 Comentários
  1. Costumo dizer q se n fosse mulher, teria inveja de quem é,eu sou uma pessoa q c tds dizem ligada no 550…6.6 faco mil coisas, vou a academia tds os dias, minha terapia, meu horário so meu,mas levado a serio, amo atividades fisicas, cozinho, costuro,acordo pensando em fazer 10 coisas, e quase sempre FAÇO,as x n da tempo de fazer tds, mas n me puno c antigamente, aprendi a ser menos exigente comigo, hj p ex deixei de ir a fisio p almoçar c amigos, e assim vou vivendo sendo feliz c mulher ⚘

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Mulheres que mandam bem – De Matemática à Florista

Banner_FLoresMatematicaA história de Maria Aparecida Lourenço serve de inspiração para nós, Dominiques.

Formada em Matemátia pela UERJ, começou a trabalhar na Coca-Cola em 83 no Rio de Janeiro, onde ficou por 10 anos. A empresa investiu em sua carreira subsidiando um MBA em Wharton School in Business e curso de Tecnologia em Harvard.

Buscando novos desafios, foi para São Paulo para trabalhar na Shell, depois na La Roche e Philip Morris.

Como muitas Dominiques, Maria Aparecida tinha uma vida de executiva no mais alto grau, workaholic assumidéssima. Até que em 2001 teve uma apendicite suporada.

Três meses internada. Isso mesmo, 90 dias no hospital. Há quem diga que foi o acaso, má alimentação, mas todos sabem que a exigência profissional teve uma enorme parcela de contribuição.

Neste período “sabático” forçado, ela e seu marido avaliaram a relação custo x benefício, carreira x qualidade de vida.

Quando recebeu alta, seu marido decidiu construir uma floricultura e deu de presente para Maria Aparecida, uma oportunidade para se recuperar e adquirir um novo estilo de vida.

Maria-Florista

Hoje, a executiva é uma florista requisitada que atende eventos para 8 a 800 pessoas em residências, clubes, buffets, Jockey. Seus arranjos são simplesmente maravilhosos.

Aprofundou-se em cromoterapia floral e flores pela história da arte. Esteve em Paris com Jeff Leatham e em Nova York com o florista Preston Bailey.                        

A história das flores está no DNA da família. Uma parte de Jacarepaguá era a Fazenda de Flores de seus avós paternos. Herdou de seu pai e também de seu tio Jorge Lourenço, que atuava em grandes e sofisticados eventos, o encanto e conhecimento de flores.

Maria Aparecida viaja sempre pelo mundo para se atualizar e buscar referências.

Trocar um salário de 2 dígitos, fora os benefícios e status por uma retirada, nem sempre certa, de um dígito não foi uma decisão fácil. Os compromissos financeiros precisam ser revistos e abrir mão de algumas coisas foi necessário.

Mas valeu cada pétala!

E para Maria Aparecida o importante é  manter a “espinha ereta e o coração tranquilo.”

Se quiser conhecer mais sobre o trabalho da Maria Aparecida:                                              Rua Amelia Correia Fontes Guimarães, 592 – Morumbi

 

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Leia mais:

Mulheres que mandam muito bem!

Onde estão as mulheres nerds na tecnologia?

7 Comentários
  1. Hoje li com calma o texto. Lindo Vida.Parabéns.Vc é mesmo muito especial.Terá sempre muitas alegrias com certeza.

  2. Maria Aparecida vc é sensacional acho q a palavra é essa simplesmente sensacional como pessoa e como profissional adoro

  3. Muito bom.
    É a pura realidade. Artigo muito bem escrito e fiel à trajetória da vida de Aparecida. Saibam que assim ela é muito feliz e seus arranjos espelham esta alegria e propagam como pólen a sabedoria da simplicidade e do valor da vida com flores

    Parabéns minha irmã.

  4. Obrigada queridas Dominiques guerreiras…precisando favor contratarem pelo zap 11 98584-1820.

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Mulheres que mudaram o mundo através da ciência

Veja como nós, mulheres, contribuímos para a evolução do mundo:

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

1 Comentário
  1. Posso ficar sem colocar o ano que nasci ? Mas já li que sou uma autêntica Dominique, adoro vocês ❤️

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Onde estão as mulheres nerds na tecnologia?

Dominique - Mulheres

Em 1969, não havia PC, smartphone e Netflix.  Pensando bem, nem ao menos se conhecia TV colorida, fax, forno de micro-ondas, Airbag, Prozac e nem Viagra. Pensa que coisas arrebatadoras não aconteciam? Uma das maiores ocorreu justamente no dia 20 de julho daquele ano. E eu vi ao vivo! Naquele dia, o mundo se apaixonou definitivamente pela tecnologia.

Assisti o primeiro pouso na Lua em uma TV preto e branco, tipo caixote, ligada na sala de visitas, junto com meu pai. De pé, de tão excitada. Minha mãe tinha corrido pra tirar o bolo do forno e perdeu o Neil Armstrong dar pulinhos no solo lunar. Não havia replay.

Há quem jure que tudo não passou de uma grande montagem, filmada no Polo Sul, para colocar os americanos em pé de igualdade com os russos. Era tempo de guerra fria e corrida espacial. Briga de macho, sabe, tipo ‘vamos ver quem tem o pau maior’.

Eu nunca duvidei. Foi lindo, emocionante e a gente pressentiu que estava participando de um momento histórico. Cheguei a colar na parede do quarto um retrato do Armstrong que saiu na revista Manchete, de página inteira. Aqueles olhos azuis.

A adrenalina dessa experiência pode ser vista no filme Estrelas Além do Tempo, já comentado pela Elzinha Lucchesi.

Passaram-se 48 anos, coisas extraordinárias trazidas pela tecnologia ficaram banais tal a aceleração dos avanços. Então, me expliquem: por que o Google, o Facebook, a Apple e a Microsoft, os senhores do universo, e todo o Vale do Silício continuam tratando o amor das mulheres pela tecnologia quase do mesmo modo que a Nasa recebeu as três cientistas do filme?

Os nerds atuais ainda olham as moças do pedaço com estranheza, desconfiança, ironia. Quem imaginaria que as dificuldades enfrentadas pela geração das baby boomers tecnológicas persistiriam para uma garota de hoje.

Mulheres continuam sendo minoria nas salas de aula de ciência da computação e nos salões moderninhos de trabalho das empresas de tecnologia. Não passa de 20% a presença feminina na área técnica dessas empresas. Chefia, então, nem pensar. E elas recebem salários menores.

Só as mais fortes superam o deslocamento de se ver em uma faculdade cercada por 80% de homens. Não podem errar e não podem mostrar sua alma.

A grande pergunta é – há diferenças técnicas entre homens e mulheres que justifiquem esse tratamento? Não, se lembrarmos que no início da indústria de computação, nos anos 1980, havia uma forte presença feminina. Aos poucos, sem se saber bem porquê, computador e homem passaram a ser sinônimos. Mulheres seriam apenas usuárias.

Para quem se dedica ao assunto, o buraco é bem mais embaixo. Começa em casa e é onde deveria ser primeiro atacado. Menos bonecas e mais robôs para as meninas.

Grandes esforços estão sendo feitos para derrubar o estigma “mulheres não nasceram para a tecnologia”. Há um movimento para se ensinar a linguagem de programação assim como se ensina inglês, ainda no ensino básico. Grandes empresas estão investindo em programas para atraí-las para a área de computação. Ongs especializadas usam a internet e aplicativos para incentivar as menininhas de todo o mundo a brincar de construir robôs e escrever programas.

Parece inacreditável que seja mais fácil colocar um homem na Lua do que uma mulher em pé de igualdade com seus pares nerds. Sabemos que mudanças culturais são infinitamente mais demoradas que as técnicas. Mas, pessoal, já está na hora de apertar esse passo, não é? A Lua nos espera.

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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Mulheres contemporâneas

Ando encantada com algumas mulheres contemporâneas.
Vejo que são mulheres bem resolvidas e autênticas.
Elas sabem para onde ir e como ir.
A minha geração sobreviveu a mães pseudo feministas ou a mães que ainda eram “do lar”.
E olha, vou confessar que não sei se era melhor ter uma austera mãe do lar ou uma revolucionária queimadora de sutiã.
Uma coisa é certa! Todas nós tivemos pais machistas.
Os liberais, na minha opinião, não passavam de “neo machistas” ou pseudo liberais.
O fato é que somos frutos de grandes conflitos.
Somos uma geração de convicções contraditórias.
Será que alguém nascido depois de 1980 imagina o que é crescer sem saber o que é liberdade de imprensa?
Os censores moravam nas redações.
Passamos nossa adolescência lendo jornais censurados e assistindo a uma TV chapa branca.
Não nascemos livres, esta é a verdade.
As mulheres desta geração nasceram presas a antigos ranços culturais, políticos e sexuais.
Não éramos nem uma coisa nem outra.
Nunca tivemos definição ou qualquer tipo de parâmetro.
O certo não era certo.
O errado era relativo.
Mas sobrevivemos.
Quebramos paradigmas.
Nos inventamos.
Fundamos uma nova “escola”.
Somos o que nunca foram antes de nós.
E hoje, acredite, mandamos bem para caramba!!!
Tem gente que ainda não percebeu.
Muita gente!!!! Vamos mostrar?
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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

1 Comentário
  1. Lindonas todas nós!! Nos inventamos mesmo, aliás mais do que isto, nos REinventamos todo tempo…bjs

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