Decoração

Cestos: arte da mais alta qualidade para decorar paredes

Dominique - Cestos
Não é nenhuma novidade que cestos artesanais são peças que encantam e enfeitam ambientes com uma pegada mais despojada. E não precisam ficar limitados a decorar a casa de praia, não.

Cestos podem, perfeitamente, decorar nossas casas urbanas. O fato é que nem sempre nos damos conta de utilizá-los para decorar paredes. Uma parede com uma coleção desses objetos fica um luxo!

A cestaria é uma arte milenar e é a expressão cultural de cada povo que a produz. Produto de entrançamento de elementos vegetais flexíveis ou semirrígidos, os cestos são utilizados, originalmente, como utensílios para transporte de carga, armazenagens, receptáculo ou coador. Mas mesmo sendo objetos de tão prosaicos usos para seus produtores contam, através de suas belas padronagens, tradições de suas culturas.

Para além das culturas onde são produzidos, as delicadas tramas, padrões e cores tornam os cestos sofisticados e cobiçados elementos decorativos. Quem resiste a comprar cestos quando em viagem a países exóticos?

Os cestos africanos são belíssimos, assim com a cestaria mexicana. Mas os cestos das tribos indígenas brasileiras não deixam nada a dever.

Comprar cestos em viagens é uma ótima ideia para presentear e para iniciar uma coleção decorativa. Além de serem objetos leves para carregar, cestos têm custo baixíssimo, se comprados em seus locais de origem.

Uma composição harmoniosa de cestos, para decorar uma parede, custa bem menos do que um bom quadro, além de dar um toque muito original, moderno e jovial ao ambiente.

Existem alguns endereços em São Paulo onde podem ser adquiridos cestos produzidos por tribos indígenas brasileiras: Casa das Culturas Indígenas (Rua Augusta 1371, loja 07) e Ponto Solidário (Rua José Maria Lisboa, 838).

Reparem nas imagens 1 e 2, abaixo: A cor sóbria das paredes, um azul acinzentado, dá um toque de sofisticação à composição dos cestos em tons neutros. Se as paredes fossem brancas, o resultado não alcançaria o mesmo impacto. Na figura 1 percebe-se uma rica composição com peças de origem africana. Na figura 2 os cestos são de tribos brasileiras.

Dominique - Cestos

A parede da figura 3 abaixo é, sem sombra de dúvidas, o centro das atenções desse ambiente. A composição de forma inusitada, com cestos de origem africana em cores exuberantes sobre a parede em cor de terra, ficou um escândalo. A figura 4 apresenta uma composição mais singela, mas com grande efeito devido ao azul intenso da parede.

Dominique - Cestos

A parede da imagem 5, com um grupo de cestos de um só tema em tons pastel, é poética! Já a composição da imagem 6 é resultado de uma coleção de cestos de várias origens, provavelmente garimpada ao longo de viagens.

Dominique - Cestos
Decorar sua casa nunca foi tão fácil.

Gente o negócio é o seguinte…Eu descobri um lugar que vende cestos coloridos. Não sei o preço, não sei se é caro ou barato..Só sei que é uma curadoria de artesanato brasileiro..Pose ser bem legal.

http://www.artiz.art.br/

Me conta se vc achar cestos legais, ou de vc descobrir onde comprar tá bom?

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Cozinha e Copa – os lugares mais badalados e gostosos da casa
Que tal apostar nas cores na hora de renovar sua casa?

Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

20 Comentários
  1. Olá boa noite Dominique, sou de Osasco São Paulo. Simplesmente amei esses cestos decorativos, em especial os africanos coloridos. Tenho procurado já faz algum tempo, mas gostaria de saber onde comprar. Se possível poderia enviar o endereço. O site está lindo. obg

      1. Elias Ferreira Rezende disse:
        Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
        Qro umas peneiras

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Cozinha e Copa – os lugares mais badalados e gostosos da casa


Qual é a sua relação com a sua cozinha? De amor? De afeto? Amigável? De aparências? De indiferença?

A ideia de cozinha traz consigo uma carga afetiva em nosso imaginário. É muito comum ser o ambiente preferido da família. Remete a cheiro de café recém-passado, de bolo saindo do forno, de mesa do café da manhã com a família reunida (tipo comercial de margarina). Em contrapartida, a vida agitada reserva muito pouco tempo para dedicação na arte de cozinhar. Mesmo assim, quem não quer uma cozinha de sonhos?

Hoje a cozinha é o ambiente mais caro da casa, na hora de montá-la ou de modernizá-la. Eu percebo que muitas pessoas se dispõe a gastar fortunas numa cozinha, não importando se gostam ou não de cozinhar.

A história da evolução da cozinha, no contexto dos lares brasileiros, é interessantíssima! A sua importância e sua localização, na habitação, foi mudando ao longo do tempo. Antes do surgimento da água encanada, em meados do século XIX, as cozinhas eram um lugar de muita sujeira, ficavam no fundo do quintal e de onde as donas de casa se mantinham longe. Imaginem a trabalheira que era preparar os alimentos sem água encanada, sem eletricidade, sem eletrodomésticos e sem supermercados!

Tempos depois, com água corrente em pias e fogões a lenha com chaminés, a cozinha foi trazida para dentro da casa burguesa. Eram espaçosas e acolhedoras, acompanhadas de uma copa, onde as famílias se reuniam para as refeições informais do dia a dia.

Dominique - Cozinha

Com a urbanização do país, a vida se tornou mais agitada e com a chegada do fogão a gás e da geladeira, na década de 30, preparar alimentos se tornou mais prático. As cozinhas passaram a ficar menores, perdendo a importância para o convívio familiar e pouca atenção recebiam quanto à decoração.

Após a segunda guerra mundial, houve uma proliferação de eletrodomésticos.  Além da geladeira, do fogão a gás, da batedeira e do liquidificador, foram surgindo o freezer, o micro-ondas, a máquina de lavar louça, os fornos de coluna e mais uma infinidade de equipamentos que exigiam maior espaço na cozinha. A indústria de eletrodomésticos bombardeava as donas de casa com comerciais na TV e nas revistas. Nesses comerciais, as donas de casa apareciam sempre felizes, bem arrumadas e de salto alto. Desde então, a cozinha vem se tornado cada vez mais o ambiente protagonista da casa, voltando a ser ambiente de reunião familiar e merecedora de atenção quanto à sua decoração.

Dominique - Cozinha

A partir dos anos 90, começam a aparecer as cozinhas integradas com o estar, moda inspirada nas cozinhas americanas.  Hoje é uma febre. Cozinha tem que estar na sala ou a sala na cozinha. Tem que ter ilha, mesmo que essa, em alguns layouts, mais atrapalhe do que ajude.

Eu adoro cozinha integrada! É aconchegante. A pessoa que está cozinhando (a dona ou o dono da casa) não fica isolada dos demais, participa das reuniões nos finais de semana com os amigos, da gritaria das crianças, da TV ligada na novela… Sem falar de como a cozinha está linda, com acabamentos que se harmonizam com os do living e com todos aqueles equipamentos top de linha que custaram os olhos da cara.

E durante a semana? Feijão no fogo, fritura de bifes e batatas fritas… Mesmo com o exaustor ligado no máximo, não há como impedir que a gordura vá, pouco a pouco, pousando sobre os equipamentos e estofados do living e que o cheiro se espalhe pela casa toda.

Mas há soluções para o problema: ou você muda seus hábitos alimentares, cortando definitivamente frituras ou você pode apelar para soluções arquitetônicas que acredito serem mais eficazes e seguras.

A cozinha também pode ficar isolada do living por portas de correr (em geral de vidro leitoso) que se recolhem, quando a integração é desejável. E outra solução, para quem tem espaço suficiente, é ter uma área separada, para preparar frituras.

Cozinhas podem ser aconchegantes ou com jeito de cozinha da família Jetsons. Ambas têm seus encantos. Mas independente do estilo, cozinhas têm que ser funcionais, com um bom aproveitamento do espaço. E ficam lindas com uma composição equilibrada de texturas e cores.

Escolhi algumas imagens que conceituam cozinhas moderníssimas e cleans ou aconchegantes como cozinha de casa de campo e que servem de inspiração.

Dominique - Cozinha
E aí, o que você achou dessas inspirações para cozinha?

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Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

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Que tal apostar nas cores na hora de renovar sua casa?

Dominique - Cores

Em minha experiência profissional, percebo claramente o quão difícil é para as pessoas tomarem decisões em relação a que cores utilizar nos ambientes de suas casas.

A escolha das cores que irão compor um ambiente é uma atividade prazerosa e, ao mesmo tempo, angustiante, para a maior parte das pessoas.

A infinidade de possibilidades de decoração gera mais ansiedade do que respostas. Têm pessoas que sabem muito bem do que gostam e do que não gostam. Ok, fica mais fácil. Mas há quem goste de várias opções e a toda hora mudam de ideia, inseguras quanto à melhor delas.

Não existe “a melhor opção”. O que existe é uma boa reflexão sobre vários pontos a serem considerados na hora da escolha de cores: luminosidade do ambiente, a existência de estofados que não sofrerão troca de tecido (a cor dos mesmos irá definir a nova cor das paredes e mobiliário complementar) ou a escolha de tecidos existentes nas lojas (às vezes, é o tecido escolhido que dá o rumo à escolha da cor do ambiente como um todo) etc…    

Décadas atrás, a oferta de cores de tinta era bem restrita. Hoje é possível pintar as paredes com a cor que desejarmos, compondo com tecidos das mais diversas estampas. Eu adoro essa fase do projeto, quando chega a hora de escolher cores e tecidos.

É comprovado que elas afetam nosso humor. O ambiente de nossas casas pode ser fonte de bem-estar com a utilização de cores harmoniosas, que podem ser classificadas em quentes ou frias.

As quentes (vermelhos, laranjas, amarelos) “aumentam” o ambiente e causam maior excitação. As cores frias (verdes, azuis, violetas) “diminuem” o ambiente e são cores calmantes e refrescantes.

Quando quero me inspirar sobre ambientes cheios de cor, procuro por referências gringas. Reparo, em todos os meus anos como arquiteta, que com raras exceções, o brasileiro tem medo de utilizar cor dentro de suas casas…

A preferência predominante é por branco, bege, cinza… E isso se reflete nas publicações brasileiras sobre decoração.

Mas voltando à escolha de cores…

Têm alguns passos que devem ser observados no processo e isso vale também para a escolha de cores neutras, como tons de bege e de cinza.

O primeiro passo é pesquisar por imagens de ambientes para descobrir quais deles nos encanta e observar os detalhes: se é monocromático, se usa cores contrastantes, se são cores quentes, frias, arrojadas, clássicas etc.

O importante é a pessoa se identificar e se imaginar convivendo com aquela cor.

O segundo passo é aplicar a cor escolhida no projeto, isto é, além de cores das paredes, definir se os estofados serão lisos ou se haverá composição com estampas. O terceiro passo é a busca pelos tecidos que serão utilizados.

Com as amostras dos tecidos em mãos vai-se à loja de tintas escolher, atentamente, por cores que casem com as cores dos tecidos, mas ainda não será comprada a tinta e sim várias amostras (tintas que vêm em pequenos recipientes) que serão aplicadas (em quadrados de 1,00 m X 1,00) na parede do ambiente a ser pintado.

A escolha de cor de tinta apenas pelos catálogos na loja é enganosa. Cada cor ou seus tons reagem diferentemente à incidência de luz no ambiente e, por isso, a importância da escolha ser feita no local a ser pintado.

Às vezes, são necessárias muitas amostras de tinta para se chegar na escolha certa.

Se a ousadia não alcança ir mais longe do que os tons off-white, gelo e bege para o living, sempre pode-se enlouquecer nas cores escolhidas para o lavabo, o hall de entrada, a sala íntima, o quarto de hóspedes e a circulação. Já é um começo!  

Abaixo estão imagens de ambientes que apostam nas cores, ficando com 3 delas apenas – azul, amarelo e verde. Às vezes, vale a pena sair do automático do bege, branco e cinza. O resultado pode ser uma agradável surpresa e renovação.

O azul é uma cor clássica (tanto para roupa como para decoração) e acolhe como parceira qualquer outra cor vibrante e clara, tornando o ambiente moderno e chic.

Dominique - Cores

Os verdes e amarelos abrangem uma gama imensa e seus tons mais suaves casam muito bem entre si. Os tons de amarelo trazem luminosidade e alegria para o ambiente, enquanto os tons de verde dão uma sensação de calma e frescor.

Essas cores também se harmonizam com várias outras, na composição do ambiente.

Dominique - Cores

Gostou? Faça um teste. O resultado será surpreendente!
Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

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Jogar fora? Nem Pensar! Renove seus móveis.

Dominique - Móveis

Foi na casa de uma colega de faculdade, décadas atrás, que se iniciou meu vício em dar uma cara nova a móveis que já nem percebemos mais dentro de casa.

A casa dessa colega era bem interessante e durante a visita ela ia contando a história de várias peças: “Essas poltronas eram de mamãe e eu revesti com um tecido que encontrei em uma ponta de estoque, essa mesinha estava no fundo da garagem e…”. A estampa extravagante e linda tinha transformado as poltronas no ponto focal da sala. A partir dessa visita, passei a ter uma nova maneira de repaginar minha casa e, depois, essa mania se estendeu para meu trabalho como arquiteta e decoradora.

Sabe quando nos encantamos com um ambiente acolhedor e original na casa de alguém? Com certeza esse resultado não foi alcançado porque a dona da casa “mandou baixar todos os móveis e objetos da Tok&Stok e pronto”.

O aconchego e originalidade vêm da história que o ambiente pode contar através da mistura de peças novas com peças restauradas, do tecido extravagante que reveste as velhas poltronas, da cor escolhida para as paredes (repetindo a cor do tecido ou contrastando com a mesma), dos objetos que foram garimpados em brechós ou cuja utilidade foi transgredida.

Outro dia chegaram duas poltronas em minha casa trazidas pelo estofador. Eu fiquei eufórica. Parecia que eu estava diante de peças das mais caras, vindas da loja Artefacto. Bobagem! Eram duas poltroninhas que estavam esquecidas nos quartos e já bem feias e encardidas. Uma no estilo anos 50, comprada anos atrás na praça Benedito Calixto, e outra comprada nem me lembro onde.

Ficaram lindinhas, forradas com tecidos bem em conta. Uma em sarja verde turquesa e outra em estampa amarela. Custo com tecidos e estofador? R$ 517,00. Satisfação? Não tem preço. Olha elas aí nas fotos!

Dominique -

Poltronas e pequenos sofás, que já conheceram dias melhores, podem se transformar com a troca do tecido ou com o acréscimo de algumas almofadas extravagantes, dando um toque acolhedor e original que estava faltando no ambiente. Elas podem estar na sua casa, virem da casa da mãe, da vó, da tia ou serem garimpadas em brechós. É só ter um olho clínico para descobrir a beleza oculta sob os anos de uso dessas preciosidades.

Dominique - Móveis

Além de sofás e poltronas, pequenos móveis muito charmosos, que cabem como uma luva para um pequeno hall de entrada, podem ser reutilizados. Amo pés palito!

Dominique - Móveis

Ou sendo mais radical, caixotes ou pallets, com um pequeno trato, podem se transformar em mesas muito originais.

Dominique - móveis

Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

3 Comentários
  1. Estou encantada…Olha que tenho um sério defeito, em observar relíquias na casa das pessoas, e volto com vontade de te las na minha casa. Essas duas maravilhas, por exemplo, cairia, como um tesouro, na minha humilde sala. Aceito doações. Oh trem de louco! Hahaha tô querendo.

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Seja criativa! Prepare um churrasco moderno…

Dominique - Churrasco

ADORO UM CHURRASCO LÁ EM CASA!
Eu sou gaúcha e vivo em São Paulo há 17 anos. Sim, lógico, na minha casa tem churrasqueira, num recanto bem aconchegante, no jardim. Quando estava reformando a casa, comprada quando recém chegada em Sampa, chamei um gaúcho para fazer a churrasqueira. Não é lenda: churrasco é sagrado para qualquer gaúcho (e gaúcha). Em Porto Alegre, um apartamento que não tenha uma churrasqueira encalha, não é vendido.

Para gaúcho, um churrasco não precisa ser um evento. Coloca ali uma carninha no fogo… Põe o naco de carne assada numa tábua, vai cortando em tirinhas.. Ai é só passar na farinha de mandioca e isso já é um churrasco. Não pode faltar uma caipirinha (caipira em paulistanês) para acompanhar.

Ok, fazer churrasco é uma atividade eminentemente masculina. Raramente vemos uma mulher pilotando uma churrasqueira (lembro do meu espanto, ao ir no sítio de uma coleguinha, quando criança, e ver que era a mãe dela quem assava o churrasco). Mas gente, essa cena de churrasco só para homens está por demais estereotipada. Não precisa ser assim.

O churrasco é uma reunião muito informal ao ar livre, que dura horas. Uma ambientação simpática e aconchegante pode ajudar a tornar esse encontro muito mais agradável e amistoso para as mulheres também. Pequenos detalhes dão um toque mais civilizado para a confraternização e também incentivam a tornar o grupo reunido mais democrático, onde homens e mulheres participam das conversas e risadas.

Churrasco remete um ambiente mais rústico. Não imagino um churrasco animado em meio a mármores e lustres de cristal, mas claro que o local da churrasqueira determina o estilo a ser adotado. Se for no terraço gourmet de um apartamento contemporâneo e clean, a ambientação pode ser moderna e despojada, se for numa casa de praia ou de campo pode-se optar por uma decoração aconchegante, com elementos rústicos. De qualquer modo, são muitas as opções possíveis.

As imagens de hoje são de uma churrasqueira bem rústica, onde foram utilizados tijolos de demolição no piso e no corpo da churrasqueira, textura tipo estuque veneziano nas paredes, madeira para os móveis e muitos objetos que dão o toque de aconchego, tipo panelas de barro, luminárias de palha etc. Também pode fazer parte da ambientação pratos e copos coloridos, tábuas e gamelas de madeira para servir a carne, o queijo coalho, o pão assado com pasta de alho etc…

Agora é só preparar tudo e bom apetite!!!!

Turna Beck

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Todo rompimento necessita de mudanças!

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Procurando um novo lar 

Separação ou divórcio nos remetem a grandes mudanças que vêm acompanhadas de momentos doloridos e difíceis. Dependendo da situação, envolve depressão e um período de luto.

Independente da maneira como ocorre o rompimento, após um tempo é preciso pensar em renovação. Acho que em geral as mulheres começam por mudanças no visual, apelando para um novo corte de cabelo e um “pulinho” ao shopping, aproveitando a perda de uns quilinhos por conta do sofrimento, para experimentar aquelas peças que não caiam tão bem, meses antes.

Mas voltando ao assunto desta a coluna: o que decoração tem a ver com separação? Muita coisa. Se permanecemos no mesmo endereço, ou se nos mudamos com mala e cuia, passado o furor da renovação no cabeleireiro e nas lojas, é importante renovarmos também o que nos cerca, para exorcizar o passado, para nos dar ânimo para um recomeço e enfatizar a mudança que planejamos para essa nova etapa da vida (sempre cuidando para não estourar o orçamento, pois isso seria arranjar problema e não solução).

Têm coisas MUITO IMPORTANTES a serem observadas quando estamos procurando por uma nova “toca”, principalmente se teremos que “lamber as feridas” e nos recuperar para uma vida solo (ao menos por um tempo). O novo endereço deve proporcionar um espaço ACOLHEDOR.

Esse conceito é muito subjetivo, mas uma coisa importante e que as pessoas nem sempre se dão conta é quanto à INSOLAÇÃO DO IMÓVEL. Se as janelas estiverem dispostas na fachada sul, não haverá sol entrando nesses cômodos.  A iluminação natural faz muita diferença: deixa o ambiente mais alegre e aconchegante, influenciando diretamente em nosso humor.

Também é importante observar se o espaço do apartamento irá comportar nossas vidas. Sempre temos alguns móveis de estimação que queremos levar junto, ou alguma atividade para a qual terá que ser previsto um espaço especifico. Em geral, apartamentos mais antigos são mais espaçosos do que apartamentos novos, mas em contrapartida, os novos têm revestimentos de banheiros e cozinhas que talvez não precisem de renovação.

Tenho uma amiga que está em processo de separação. Ela é que vai mudar de endereço. Ela tem dois pequenos apartamentos que lhe rendem aluguel. Outro dia ela me pediu para dar um pulo num dos apartamentos, o que estava sem inquilino, para lhe dar umas dicas de como decorá-lo, pois ela pensou em se mudar para lá. Eu a dissuadi do intento assim que entrei no apartamento. O espaço era mal planejado e nada acolhedor, além de ser todo voltado para a fachada sul (sem nem um raio de sol adentrando os ambientes). “Minha amiga, aluga esse apartamento para uma pessoa bem jovem, que tudo o que ela tenha para fazer aqui dentro é dormir. Se vieres para cá, tua separação dura 15 dias, após o que, voltas voando para o teu casamento, por pior que ele seja, pois vais te deprimir aqui dentro”.

Nem sempre é o tamanho do apartamento que define se o mesmo é adequado ou não, mas sim a sua planta (além da insolação) que, se bem planejada, irá possibilitar uma decoração com resultado prático e acolhedor: um pequeno terracinho é uma delícia, uma cozinha integrada com o living proporciona um espaço mais informal, uma iluminação artificial aconchegante e os toques de cores e peças simpáticas, que tenham a ver com a personalidade da nova moradora, irão ajudar a encarar essa nova etapa da vida. Dá trabalho procurar pelo lugar certo? Dá. Mas é melhor encarar essa tarefa do que se precipitar e depois se arrepender.

Dando uma personalidade ao novo lar

Depois de encontrado o “ninho” ideal, é partir para a cara que será dada a ele. A vantagem numa vida solo é a liberdade total para imprimir sua personalidade ao ambiente. Há várias tendências de estilo em decoração e é importante tomar tempo para descobrir qual o seu.

Algumas mulheres são pragmáticas, preferindo ambientes mais despojados e práticos, com um ar contemporâneo onde predominam as cores neutras, madeira natural e elementos de design. Esse é um estilo atemporal, que dificilmente cansa.

Outras mulheres são românticas e preferem um ambiente bem feminino e aconchegante, com cores em tons pastel. As audaciosas gostam de se cercar de cores fortes e harmônicas, com mistura de estilos cheios de personalidade e objetos inusitados.

Algumas tendências de estilos vêm com nomes esquisitos:
O estilo Shabby Chic é bem feminino e aconchegante, utilizando cores suaves como azul, verde e off white. Inspirado em casas de campo inglesas e francesas, mistura peças antigas (ou com aspecto de antigas) e modernas, não podendo faltar almofadas e flores, com resultado aconchegante.

O estilo Boho Chic (Bohemian + Soho +Chic) mistura basicamente peças e cores inspiradas nas culturas hippie e oriental, com uma profusão de cores e objetos, resultando num ambiente romântico e informal, com jeito boêmio (meio cigano) e contemporâneo.

Turna Beck

Turna Beck é arquiteta da Sabendo Decor // Fones: 11-949921000/11-37585128 // turna@thbeck.com.br

1 Comentário
  1. Me identifiquei muito com esse texto,pois estou vivendo esse momento na minha vida. Adorei as dicas. Quero dar a minha cara para a minha nova casa. O texto diz tudo!
    Além de ideias tem um jeito de compreender a situação.

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