Entretenimento

Oh Cupido vê se me deixa em paz e para de atrapalhar o destino

Dominique - CupidoA Cynthia Camargo mandou uma história superengraçada sobre uma vez que deu uma de cupido. Cupido desastrado, claro.

Ela fez que eu lembrasse da vez que fui eu o cupido.
Quando a gente casa, sei lá porque, acha que todo mundo que está do nosso lado TEM que casar.
Que estes seres infelizes só conhecerão a luz quando a alma gêmea aparecer iluminando o coração.
Yesss…Cafona assim mesmo. E surreal também.
Mas esta era eu há 30 anos e recém casada.

Uma superamiga, a Bia, tinha acabado de brigar com o namorado e um primo do Guilherme estava correndo o risco de ficar solteiro para sempre se eu não fizesse alguma coisa.
Então obviamente bolei um plano perfeito! Apresentá-los! Claro!
Mas obviamente, como sou muito, muito esperta, resolvi contar para ambos e consultá-los antes:
– Bia, o Gui tem um primo superlegal que adoraria que você conhecesse, topa?
– David, você sabe quem é minha superamiga Bia? Aquela, bonita de cabelos compridos… Então, vou convidá-la para jantar aqui semana que vem. Você gostaria de vir?

Pronto. Marcado. Avisei Guilherme que sempre odiou esse tipo de coisa.
– Dominique, Dominique! Os caras sabem errar sozinhos! Não precisam da sua ajuda para quebrar a cara! Que mania!
– Ai Gui… Para. Que pessimismo!

Chega o dia do jantar.
David chega antes de Bia, perfumado e arrumadinho.
Bia, como sempre um tantinho atrasada, vestida para matar. Decote sob medida num vestido provocador. Sabe aquele cabelo que dá vontade de passar a mão? Então… O da Bia.
Sempre lembrando que na época não deveríamos ter mais que 26 anos, tá? Lindas e gostosas. Como sempre.

Um aperitivo com um pouquinho de álcool (não tomávamos vinho naquela época, eu acho) para quebrar o gelo.
O papo flui fácil entre nós. Mas principalmente entre eles.
Servi o jantar e na sobremesa, os dois já tinham engatado um papo olho no olho meio que ignorando a presença dos donos da casa.

Tirando a mesa, Bia foi me ajudar e ficamos excitadas conversando na cozinha:

– E aí? – Perguntei eu já me imaginando de chapelão e vestido fúcsia como madrinha no casamento daqueles pombinhos!

– Ahh Nick… Gostei, né? Gatinho. Parece ser um cara legal.

Pronto match maker. A casamenteira.

Despedidas. Afinal era dia de semana e já passava da meia noite.
Vi que Guilherme puxou David num canto e cochichou alguma coisa.

Mal fechei a porta e perguntei o que ele tinha cochichado.

– Falei para Davi que acompanhasse a Bia até em casa. Que a seguisse com o carro, pois já é tarde.
– Claro… mas meio óbvio, não?
– Não. Conheço meu primo. Quando se trata destas coisas, melhor desenhar para ele.

No dia seguinte, mal acordei e liguei para a amiga. Será que tinha rolado beijo?
Ou ela tinha convidado ele para entrar para um último licor?
Sairiam novamente esta noite?

– Biaaaaa…Me conte tudo!
– Contar o que Dominique?
– Como assim?
– Não tem o que contar. Quando dei seta que entraria na minha rua, David buzinou, acenou pelo vidro e seguiu reto.

Nãooooooooooooooooooooo. Não podia crer nisso.
Contei para Guilherme que determinou que naquele momento se encerrava minha carreira de cupido. Na verdade estúpido cupido.

Você acha que a história acaba aí, né? Não, colega.

Três anos depois, num sábado à tarde, toca o telefone.
Guilherme atende o primo David e me avisa que ele passará em casa para tomar uma cerveja de noite. Estranhei muiiiito, porque ele nunca tinha feito aquilo.

Well… Chegou, sentou, bebeu, enrolou enrolou e perguntou:
– E aí Dominique? E aquela sua amiga a Bia? Gostei dela, viu?
– O que? Vc tá brincando, né? Cara, ela já até casou!
– Ah, jura? Que pena!
– Não estou acreditando, David! Só 3 anos depois? Mas o que aconteceu na época?
– Na verdade, eu percebi no jantar que a Bia era moça séria e que não dava para fazer besteira.
– Pera. Pera. Eu te liguei e disse que ia te apresentar uma de minhas melhores amigas. E você só sacou que ela era “séria” quando a conheceu?
– ……
– David, para o seu controle, Bia não é uma moça séria. Nem ela nem eu, tá! E sabe quem levou a melhor? O marido dela e o meu!

Essa Dominique… Mas e você? já tentou ser cupido de alguém?

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Piloto de avião Tereza Paz e uma verdadeira Dominique com asas!
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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Quiz Anos 80 – A época que deixou saudade para nossa geração

Dominique - Anos 80
Aaahhhh os anos 80, quantas lembranças em uma década. As roupas coloridas, neon, a moda new wave. O estilo Yuppie fazia a cabeça dos jovens workaholics, com os seus suspensórios e gravatas coloridas.

Foi nessa época que as mulheres entraram pra valer no mercado de trabalho, usando roupas com cintura e cós altos, pregas, drapeados e as famosas ombreiras que estão voltando a moda (por incrível que pareça), sem contar as mangas bufantes.

Queridas, e os cabelos da época? Liso ou cacheado, quanto mais volume melhor. Quem lembra dos mullets? Surgiu na cabeça de David Bowie em 70, mas foi em 80 que se popularizou. Aqui no Brasil ficou conhecido como penteado de Chitãozinho e Chororó. Parece que está voltando, será que a moda pega?

Claro que você se lembra das músicas que tocavam no rádio, nos walkmans e dos clipes que passavam na TV. Michael Jackson foi um dos fenômenos da época, todos lembram do clipe de Thriller, a Madonna, forte influenciadora de moda e comportamento, foi um marco.

Quando falamos de rock nos anos 80 e impossível não lembrar de nomes como Bon Jovi com o sucesso Livin’ On A Prayer e Guns N’ Roses. E no Brasil a época foi marcada por bandas como Ira!, Capital Inicial, Blitz, Barão Vermelho e Kid Abelha. Sem falar que em 1985 aconteceu o primeiro Rock in Rio com artistas nacionais e internacionais.

Não podemos esquecer de John Lennon que na época lançou o disco Double Fantasy em parceria com Yoko Ono. O mesmo LP que John autografou para Mark David Chapman, que mais tarde, em frente ao edifício Dakota matou o cantor com 4 tiros pelas costa.

Os anos 80 não foram só alegria, cores e ousadia, muita coisa importante aconteceu nesta década. Como a queda do muro de Berlim, o movimento de diretas já, o lançamento do Macintosh pela Apple, a catástrofe de Chernobill, o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil e muuuitas outros acontecimentos que marcaram a história.

Mas será que você conhece bem essa época que deixou saudade? Então eu fiz esse quiz para testar o seu conhecimento e relembrar com detalhes alguns momentos e acontecimentos da época. Boa sorte!

[viralQuiz id=4]

E ai? Você dominou os anos 80? Diz para mim quantas você acertou!

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!

Dominique - Cupidos
Uma vez, uma profissional de RH me classificou como “ponte”. Aquelas pessoas que enxergam sincronicidades e que ligam pontos e interesses em comum entre as pessoas. Do tipo agregadora. Exercito a habilidade na vida pessoal e profissional.

Bem, eis que eu tinha um namorado que tinha um irmão: Tiago. O sujeito era escritor, autor, pintor, escultor e achei que ele tinha tudo a ver com uma amiga jornalista, a Julia.

Falei dele pra ela, falei dela pra ele e então ela veio do Rio de Janeiro para um final de semana em São Paulo para que eu fizesse a apresentação formal. Nossa! Pareciam feitos um para o outro. Deu liga instantânea e pouco tempo depois estavam morando juntos!

Para mim foi a glória ter sido o cupido e ainda minha amiga havia se tornado minha cunhada e vivendo na mesma cidade do que eu.

Só que não!

Só que não!  6 vezes. Oiii???

Falávamos quase que diariamente ao telefone e então ela me contou que estava meio aborrecida com o Tiago. porque, segundo ele, eu e ela não éramos amigas de verdade.

Oi? 1

Segundo ele, amigas de verdade devem passar por brigas feias e como nós nunca havíamos brigado em 15 anos de amizade, de fato, não éramos amigas!

Ah, tá! De início não levei a sério. Piada, né? Em seguida, começaram as críticas. Tiago me achava metida à besta e meio esnobe, porque trabalhava com Paris e blábláblá.

Oi? 2

Fiquei meio chateada, afinal, o sujeito era irmão do meu namorado e tal. Resmunguei com meu namorado e fim.

Só que não!

Então veio a nova crítica da semana: eu vivia fora da realidade, porque levei minha amiga para provar um Tiramissú. Disse que eu queria parecer uma pessoa rica e que somente gente rica comia Tiramissú.

Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii? 3

A intenção era me desmoralizar. O que eu era, minha conduta, meu estilo de vida, meus gostos, etc. Comecei a ficar irritada e passei a rosnar com o meu namorado que me pediu para parar de ouvir fofoca!

Só que não!

Então veio a máxima: ela estava muito magoada, porque Tiago havia dito que meu livro de Paris era uma porcaria e que ele escreveria um livro muito, mas muito melhor do que o meu, se quisesse.

Oi? 4

Gente, até que sou simpática, mas tudo tem limite. Obviamente caí na armadilha e fui lá tirar satisfação do motivo pelo qual ele vivia a me criticar… A coisa foi meio barraco!

Passado um tempo, meu namorado marca um encontro entre mim e Tiago a fim de colocar um  ponto final na ladainha sem sentido.

Só que não.

No encontro, além de me dizer barbaridades, me disse para ficar longe da mulher dele, porque eu era má influência!

Oiiiiiiiiiiiiiii? 5

Obviamente, ele armou toda esta situação para provar sua teoria de que não éramos amigas.

Passávamos os almoços de domingo em volta da mesa da mãe dos rapazes e não nos olhávamos. Era patético. Não amiga, nós não tínhamos 12 anos, éramos balzaquianas e Tiago já havia dobrado o Cabo da Boa Esperança.

Pouco tempo depois, eu e meu namorado rompemos, entretanto mantivemos o contato. Ele me contou que Tiago rompeu com Julia, logo após o nosso rompimento e que Julia havia voltado para o Rio de Janeiro. Claro, né? Perdeu a graça.

Eu fui para a terapia. Achei que eu fosse louca, que aquilo devia ser esquizofrenia de minha parte, mas a terapeuta confirmou minha lucidez. Fui pouco inteligente para perceber a manobra armada de Tiago querendo apenas comprovar sua teoria. Caí feito pato!

Tempos depois, conheci meu marido, casei, tive uma filha e, de repente, não é que Tiago me pede amizade no Facebook?  Oiiiii? 6. Não…Não caio numa cilada dessas de novo.

Mas caí. Não aguentei.

Eis que virei cupido outra vez! Todos têm direito a uma segunda chance, até os cupidos desajeitados!

Ela, Dominique (claro)! Ele, colunista do Estadão, o homem mais viajado do mundo, Mr. Miles (leiam sua coluna, é ótima)! Ele é um lorde inglês, muito amigo de Elizabeth, a rainha!

Ambos, monstros da escrita, liguei os pontos.

Tudo começou quando Dominique me perguntou quantos anos tinha Mr. Miles e ele me mandou a seguinte resposta:

Querida: Mr. Miles é um eterno galanteador. Sua idade é o segredo mais bem guardado do mundo. Basta ler algumas de suas colunas, porém, para concluir que ele tem, possivelmente, entre 130 a 150 anos de idade. Faz parte do charme. Se a Dominique for charmosa, Mr. Miles está interessado, sem dúvida”.

Eis que Dominique responde:

“Querida: Li alguns textos do Mr. Miles. Realmente encantadores. Não leio almas, mas reconheço um sedutor à distância. É um tipo universal, que faz com que nós incautas carentes, nos sintamos únicas. Não tem amigas, mas um séquito. Digamos que seja um sedutor inveterado. Espero sinceramente que não seja do tipo invertebrado. Estes são os piores. Agora, quanto maior o desafio melhor, não e mesmo? Tem larga vantagem, pois consegue articular bem mais do que duas palavras e as usa com maestria. As presas aparecem aos borbotões. É seletivo. Afinal, qual seria seu critério mesmo? Eu gosto. E gosto muito desses tipos sedutores articulados e vaidosos. São mais interessantes para esgrimir e papear. Mas um perigo. Apaixonar-se por um homem desta espécie está fora de questão! Ahhh e como resistir? You´re so vain, you probably think this post is about you, Don’t you? Bjs, Dominique”

Imaginem vocês que a resposta veio a jato!

“ Well, Dominique, my dear: terei muito prazer em convidá-la para uma chávena de chá, se isto lhe aprouver. Essa minha modesta existência peregrina permite que eu reconheça uma dama de longe. It seems to be exactly the situation”. Mr. Miles

E, ela:

“My dear Mr. Miles, pode dar game, hein?

E, ele:

“Quem sabe? Mas a inspiração foi você, chèrie!”

To be continued…

Será que a cupido Cynthia vai conseguir juntar esse casal? Que os cupidos a abençoe!

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Loucuras que Dominiques já fizeram por uma paixão

Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Dia de São Longuinho – Quem nunca deu três pulinhos?

Dominique - São Longuinho
Não conheço uma única criatura, até a mais cética, que não tenha feito, apelado, suplicado um ajudazinha para um santo, seja uma singela oração, uma promessa ou até uma simpatia.

Hoje é Dia de São Longuinho! Impossível não lembrar dele quando perco alguma coisa, fato que tem se tornado cada vez mais corriqueiro, minha memória tem andado em frangalhos. Dizem que ela vai piorando com a Maspassa e que fica pior ainda com stress, excesso de atividades e por ai vai. O fato é que entro no carro sem a chave, volto para casa para buscar e não lembro o que estou procurando. Triste, muito triste.

Nem sempre São Longuinho salva minha lavoura, já cheguei a prometer pular 21 vezes e nada. Até São Longuinho jogou a toalha por minha causa.

Como perco tudo o tempo todo e não é de agora, me ensinaram uma simpatia porreta para encontrar objetos perdidos.

Juro que não estou inventando, muito menos exagerando. Tá bom, sou over, mas neste caso estou sendo justa e equilibrada.

Perdi a chave do carro. Revirei a casa toda, o carro de pernas para o ar, abri a bolsa e chacoalhei (uma vez fiz isso no vaso sanitário e o celular mergulhou lá dentro, fiquei tão feliz!), os bolsos das calças e casacos virados pra fora, sacos de lixo, desnudei a alma…mas nadica. Em franco desespero, apele para ele, O COPO. Sim, para um copo e nem precisa ser de cristal.

Fiz como me ensinaram. Escolhi um copo qualquer, liso e limpo. Coloquei na pia da cozinha virado para baixo. Prometi (só não sei para quem) que assim que encontrasse a chave do carro eu desviraria o copo e contaria para o Universo a graça alcançada. Na boa, encontrando a chave eu falaria até em sânscrito ou armênio para o Donald Trump.

Outra simpatia que conheci há anos e que realmente impressiona o poder da danada é curar soluço. A melhor forma de provar é fazer. Começou a soluçar, tome um pouco de água com faca. Isso mesmo. Coloque água até a metade de um copo, uma faca com a ponta virada para dentro do copo e beba. Ao sorver o líquido, num determinado ponto, o cabo da faca encosta na testa e BATATA! O soluço vai embora!

Outra simpatia que eu vi com estes olhos que a terra vai comer é para afastar olho gordo, o tal quebranto. Aqui vale uma ressalva, sempre tive muita dificuldade em entender como uma pessoa pode prejudicar a outra sem querer. Já tentaram me explicar que, às vezes, admiração em excesso, pode ter um acúmulo de energia e fazer mal ao “admirado”.

Minha filha, ainda bebezinha, não parava de chorar. Estava alimentada, trocada, limpinha, quentinha, sem cólica e nada. Liguei para minha mãe, já sem saber mais o que fazer e ela com toda sua sabedoria popular e MBA na vida, me orienta:

– Filha, arruma um pedacinho de um pano vermelho. Pode ser uma fitinha, mas tem que ser vermelha. Coloque na testa da Bia e reze uma Ave Maria.

Completamete incrédula, já sem mais nenhuma alternativa, obedeci. E não pude acreditar. Em menos de 1 minuto, ela parou de chorar e adormeceu.

Tá bom. Pode ser uma baita coincidência.

Tempos depois, o mesmo aconteceu. Choro por horas a fio e eu tinha esquecido do tal pedacinho de pano vermelho. Minha mãe relembrou e eu apelei. Minutos depois a pequena caiu em sono profundo. Pelo sim ou pelo não, passei a levar a fitinha vermelha para cima e para baixo, muito mais poderosa que qualquer chupeta.

Crendices, manias, superstições fazem parte da vida da gente, não tem jeito e sempre tem alguém para dar a dica de uma nova infalível. Se não faz mal para ninguém que mal tem?

Bendito São Longuinho! Você tem alguma simpatia para compartilhar com a gente? Me conta.

Leia Mais:

Os desafios da recolocação no mercado de trabalho para Dominiques
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Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

2 Comentários
  1. Eu uma vez fiz uma promessa pra dar 1000 pulinhos pra São Longuinho. Consegui e paguei. Fiquei trancada no meu Quarto pulando kkkk. Definitivamente ele sabia que eu não batia bem das idéias kkkkk

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Não sou nada fácil, mas alguém aí quer ser minha amiga?

Dominique - Amiga
Adoro conversar, trocar ideias, debater, fazer amizades, conhecer outras culturas, provar novos pratos, tentar coisas novas, jogar conversa fora com estranhos, etc e tal… Custou para eu perceber que não sou bem quista. Eu tenho algumas teorias para compreender o motivo. Tá, ok, sou meio chata, falo pelos cotovelos, pavio curto, falo o que penso. Tá, eu sei. Mas, por outro lado, sou gente fina, elegante e sincera, entretanto quero tratar de minhas teorias da conspiração.

Acho muitíssimo raso rotular uma pessoa, mas se preciso me colocar em algum lugar dentro da loucura humana, sou uma pessoa de centro. Não suporto extremismos, embora eu saiba que um polo necessita do outro para haver um equilíbrio.

Não pertenço à nenhuma ideologia, me sinto livre para pensar como quero e a estabelecer relações com o inimigo, ou seja, aqueles de direita ou esquerda em tudo: política, religião, educação, economia, justiça social, sociologia, filosofia, espiritualidade e ativismos variados…Tudo para mim é relativo.

Percebi que ocupo a pior posição possível dentro de uma sociedade, ainda que eu queira me dar bem com tudo e com todos, aceitar todas as diferentes posturas e esteja aberta a manter minha mente sempre em busca de informações, reflexões e aprendizado e, ainda, compreender e aceitar que uma pessoa não é só uma determinada opinião. Ela costuma ser mais do que isto. Ainda assim não sou bem-vinda em nenhuma turminha.

Veja minha triste situação: se eu estiver em uma rodinha de direita extremista e disser que sou a favor de algo que eles são contra, esta opinião me define como esquerda caviar, comunista, ignorante política, assassina, sem Deus no coração e massa de manobra da TV Globo.

Se estiver em uma rodinha de esquerda extremista e digo algo que eles são contra, eu sou uma coxinha fascista, ignorante política, golpista, massa de manobra da TV Globo.

Eu sou daquelas que aceita todo mundo e que quer ser do clubinho de todo mundo. Este tipo de gente, como eu, é vista como duvidosa, “vacilona”, em cima do muro, espiã do grupo do outro lado, hipócrita, duas caras, inerte, cabeça de vento, massa de manobra da TV Globo.

Quer outro exemplo de como eu tumultuo um ambiente? Se eu for a um churrasco de amigos e digo que sou vegetariana…Você consegue imaginar? Olhares e rodinhas se formam e expressões entre desconfiança de que eu pertença à alguma seita ou olhares de pena.

Pior que isto: como meu marido e nem a minha filha são vegetarianos, às vezes, tentando não tumultuar nem gerar muita polêmica, eu aceito um pedaço de linguiça… Sabe aqueles que sabem que eu sou vegetariana e aqueles amigos veganos? Então…

Só queria desabafar mesmo! Hoje acordei bem “chateada”! Não me julguem, não vou aguentar!

Vocês se identificaram com a Cynthia? Alguém se candidata a vaga de amiga?

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Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

6 Comentários
  1. Sou assim também, odeio essa “ditadura da opinião” dos dias atuais, na qual vc é OBRIGADO a tomar partido de um lado (política, religião, etc).
    Tenho minhas crenças pessoais, mas respeito todas as religiões.
    E quanto à política, jamais defenderei nenhuma ideologia.
    Sei bem como vc se sente…

  2. Cynthia, aceita ser amiga de uma mulher de 76 anos? Sou viúva há 4 anos depois de casamento feliz de 48 anos. Adoro a vida, gosto de viajar, dançar, conversar sôbre tudo, mas falta me companhia e incentivo, tenho pouquíssimas amigas e todas ainda casadas, o que dificulta nossa convivência. Gostaria de sair do “casulo”, o que vc acha? Um beijo a você tb uma dominique!

  3. Que maravilha saber que não é a idade que chegou e que não sou preguiçosa! Mas está tão difícil conviver com as pessoas! Não conseguimos mais dialogar sem o outro se sentir ofendido ou discriminado… aí a decisão é ficar meio no meu canto.. Cy, você quer ser minha amiga?

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Gente sem tempero não tem graça – sai prá lá

Dominique - Tempero
Comida sem tempero não tem graça. Fica tudo com o mesmo sabor de isopor. Concorda que sal e pimenta fazem toda a diferença entre o camarão, suflê de espinafre, massa ao pesto, paella e por aí vai. Com exceção ao chuchu que nada adianta. Será chuchu para toda a vida.

Com gente também é assim. Gente sem sal, sem pimenta, não tem graça. Gente chuchu não tem solução.

Sabe pessoa morna? Não é lá nem cá. Não ata nem desata. A conversa não diz nada. O astral não contagia. A aparência é tão comum que nem dá para sacar se é bonita ou feia. Entra e sai do lugar e ninguém percebe. Sem personalidade. Nunca gargalhou gostoso. Absolutamente sem emoção. Engole o choro, se é que chora. Se fecha como uma ostra. Jamais ousa.

Gente assim não vive, sobrevive e olhe lá. Para mim essa gente é sem tempero.

Gosto de gente temperada. Aquelas com alegria indígena. Que sorriem para você e não riem de você, tá bom, podem até rir um pouco de você, faz parte, eu adoro rir de mim mesma. Criaturas que espalham notícia boa, agitam uma noitada, combinam um show, um happy hour, qualquer encontro para desopilar o fígado.

Pessoas que não estão nem aí para o que está na moda. Vestem-se com personalidade, criam seu estilo. Decoram sua casa com objetos que curtem, tanto faz se custam caro, são de grife ou criação de um design famoso. Tudo tem a sua cara. Abusam de criatividade. Não tem papas na língua. Choram de rir e até perdem o fôlego quando felizes e caem em prantos convulsivos quando deprimidas.

Essa gente é quente, fervente, contagiante. Mais do que sal, tem a pitada certa de pimenta, sálvia, alecrim e dependendo do dia tem curry, dill, manjericão. O humor pode até variar conforme a cotação do dólar, mas nunca falta tempero.

Adoro uma lasanha suculenta, filet alto ao molho madeira, lagosta na manteiga, mas sempre com um acompanhamento fundamental, gente temperada. Para completar um bom vinho também cai sempre muito bem.

Sabe quem é assim? As Dominiques! Elas tem bastante tempero.

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Sozinha no Carnaval em São Paulo – e agora, o que fazer?

Dominique - São Paulo
Em dezembro aluguei minha casa de campo no interior de São Paulo para o período do Carvanal. Fiquei feliz da vida, din din entrando. Até que na primeira semana de janeiro recebi uma proposta para alugar meu apartamento em São Paulo. Aceitei e resolvi mudar para minha casa de campo, decidi enfrentar novos ares, novos rumos, mudanças sempre são bem-vindas!

Caiu a ficha que, do dia para a noite, fiquei não apenas sem bloco e sem fantasia, como sem teto no Carnaval. Pedi abrigo para meu filho recém-casado em São Paulo com o firme propósito de não ser um estorvo para o casal enamorado.

Abriu-se um dilema, ou melhor, um mar de oportunidades, de 09 a 13 de fevereiro. Cinco longos dias e noites. O que fazer sozinha na cidade mais movimentada do país no período em que fica mais deserta no ano?

Por sorte, ficarei bem próxima à Avenida Paulista, onde ADORO andar. Faz anos que não caminho por lá, exceto nas manifestações políticas dos últimos tempos.

Dominique - São Paulo

Andar a esmo na Paulista, observando os prédios, lojas, o movimento, perdi a conta de quanto tempo faz que eu não vou. Bater perna na avenida mais famosa de Sampa me traz recordações memoráveis da adolescência. Amo ver a diversidade de pessoas, culturas e cores. Nada parece estranho na Paulista. Tudo é permitido, gente de todas as tribos, de todas as idades, de todas as classes, de todo o mundo.

Já deixei separado meu par de tênis, porque a intenção é boa…tá certo que o inferno está repleto de boa intenção, mas juro que a minha é a melhor! Neste Carnaval, nada de NETFLIX!

Fiquei surpresa com a quantidade de lugares que não conheço na região ou não vou há milênios.

Na Casa das Rosas, por exemplo, assisti a um show de uma amigo há 10 anos e parece que foi ontem. Nem sabia que lá tem um café supercharmoso. Imagine ler um livro durante uma tarde apreciando um capuccino, não tem preço!

Dominique - São Paulo

O Itaú Cultural, onde estou estacionamento meu carro, tem sempre exposições e pasmem, ainda não conheço. Absurdo!

Dominique - São Paulo

Aos domingos, adorava passear pela Feira de Antiguidades do MASP. Tá certo que naquela época não podia ver uma tralha, enfeites copinho, vasinho, qualquer miniatura, eu ficava alucinada. No momento atual estou no movimento inverso, em pleno e total desapego. Em todo o caso, será um passeio produtivo, já que tenho muita coisa que quero me desfazer.

Dominique - São Paulo

Sem falar na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, o sinônimo do paraíso para mim. Além da arquitetura do local que me fascina, o aroma dos livros me enebria.

Dominique - São Paulo

Na minha programação também está uma sessão de cinema no Reserva Cultural, sempre tem um filme legal passando. Não sei exatamente o motivo, mas este local é diferente dos outros cinemas para mim. Curto a atmosfera, o jeito alternativo dos transeuntes, é uma fauna diferente.

Dominique - São Paulo

Vou aproveitar também para ir à Zona Cerealista, pertinho do Mercadão, para comprar uma série de grãos. Aprendi a fazer uma ração humana (nada tem a ver com a do Dória) que é fácil à beça de preparar e supernutritiva. Em outra ocasião dou a receita. Duas colheres dela por dia, no iogurte ou na salada, você consome nutrientes poderosíssimos para gerar energia sem engordar!

Dominique - São Paulo

Quem sabe eu crie coragem também e vá pedalar no Parque Ibirapuera.

Dominique - São Paulo

Depois comer um açaí com banana no Pé no Parque que é tudo de bom e mais um pouco.

Dominique - São Paulo

No fim das contas vai faltar dia para tanta programação, mas a mais importante de todas, é que vou conviver comigo mesma 24 horas por dia durante 5 dias, baita desafio e espero que um grande aprendizado.

Deixar o Carnaval passar em plena São Paulo vazia e não aproveitar a cidade, não dá, né? Me conta como vai ser o seu feriado!

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Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

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  1. Parece que vc escrevia sobre mim. É exatamente o que faço nos meus fds, só que todos. Vivo sozinha aqui e muito feliz, curtindo tudo de melhor que a cidade oferece. Só faltou acrescentar os shows nos Sescs. Meu paraíso em SP!

  2. Dominique,percebi que houve um terrível equívoco,não sei se da parte de quem escreveu ou de outra pessoa publicou.Desculpe, está uma confusão pura pra mim.Explico:que carnaval é esse?!Ano 2000 ou 2018?!Sim, porque a São Paulo vazia no carnaval já existiu,sim,mas agora!!!Agora a cidade é tomada por multidões procurando diversão,blocos arrastando milhões de foliões.Metro,trens ônibus congestionados.Amiga,sou uma dessas pessoas que adorariam fazer a programação referida no artigo, aliás,estou ainda decidindo alugar uma chácara no mais recôndito de Minas Gerais pra fugir de toda confusão do carnaval de São Paulo.Siinceramente, sorry.

  3. Roteiro que fazia sempre realmente principalmente ao que se refere a av. Paulista Augusta conjunto Nacional feira do Masp conjunto Nacional shopping center 3 lanche no ponto chique e maravilhoso café na casa das rosas já que residia é trabalhava nas imediações quanta saudades

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Iemanjá – A rainha do mar e uma simpatia Infalível

Dominique - Iemanjá
Dois de Fevereiro é dia de Iemanjá, um dos orixás mais amados do Brasil. Aliás, você sabe porque ela é considerada a Rainha do Mar? Iemanjá é um orixá proveniente de uma nação chamada Egbá que fica na Nigéria. Lá existe um rio com o mesmo nome que faz parte da mitologia da história da rainha do mar.

Segundo a mitologia Yorubá, Iemanjá foi uma bela mulher que quando criança recebeu de seus pais uma porção mágica que tinha o poder de livrá-la de todos os perigos.

Iemanjá cresceu, casou-se com Oduduá e teve 10 filhos orixás. Por isso, seu nome também significa “mãe de todos os orixás”.

Escolhemos uma simpatia para você fazer neste ano que está começando.Dominique - Iemanjá

Simpatia para ter mais paz, amor e prosperidade

Você vai precisar de quatro itens: pétalas de rosa branca, grãos de arroz cru, um perfume que você use e roupa branca.

A simpatia precisa ser realizada em frente ao mar. Primeiro de tudo, vista-se de branco. Misture todos os ingredientes com o cuidado para que as gotas do perfume sejam bem distribuídas entre os grãos de arroz e as pétalas de rosa.

Passe a mistura no seu corpo e enquanto admira o encanto do mar e reza para Iemanjá, pedindo paz, amor e prosperidade. Quando acabar de fazer os pedidos, entre no mar de roupa e tudo. É importante dar três mergulhos, mas cuidado, para isso não é necessário ir para o fundo do oceano!

Sempre, lembre-se, sempre, volte para a areia de costas, ou seja, olhando para o mar. Não se dá as costas para Iemanjá depois de fazer um pedido para ela.

Gostou da simpatia para Iemanjá? Eu estou louca para fazer!

Leia Mais:

Relato de uma Mulher Apaixonada. Sem perder o TOM
50 anos em 5 – A emocionante história de uma Dominique

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Evento #SomosTodasDominique!

Dominique - Evento
No dia 05 de dezembro, aconteceu o nosso primeiro encontro (o primeiro evento de muitos) e posso dizer que me sinto realizada.

Foi incrível ver todo mundo ali tão envolvido e comprometido com o tema. Foram mais pessoas do que o esperado e tudo estava perfeito.

Veja aqui o que disseram 2 mulheres que nos inspiram muito:

Constanza Pascolato
Empresária, consultora de moda, Integrante da Academia Brasileira de Moda

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=avJbJk30fG4&feature=youtu.be[/fve]

Marta Khedi Schahin
Presidente do Hospital Sírio Libanês

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=MAm-Yxfwhj4&feature=youtu.be[/fve]

Falamos também a querida Raquel Cardoso, uma das seguidoras da página Dominique.

Raquel Cardoso
Seguidora da página Dominique

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=OofAo_SwXlw&feature=youtu.be[/fve]

O projeto Dominique vem sendo desenvolvido há três anos para dar voz às mulheres da nossa geração.

Não é porque temos mais de 45 anos que nos tornamos invisíveis. Ao contrário, somos mulheres decididas, sabemos o que queremos e o que não queremos, consumimos mais, estamos conectadas e representamos quase 10% da população. Isso não é pouca coisa, né? Por que então não nos reconhecemos nas propagandas da maior parte dos produtos?

Não queremos rótulos! Cinquentona, cinquentinha, idade da loba??? Que nada, somos muito mais que um rótulo, Somos Todas Dominique!

Chega de olhar julgador, por isso que a Dominique nasceu, para conversar com vocês! Ter a oportunidade de debater sobre essa questão neste evento foi maravilhoso.

Não vejo a hora de encontrá-las de novo. Querem um próximo?

Mas dá uma olhadinha nos melhores momentos do nosso evento

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=G-yXJnDRjd4[/fve]

E aqui você consegue ver o evento na íntegra! Não é demais?

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=LLjaCxFz498&feature=youtu.be[/fve]

Confira algumas fotos do evento:

« of 11 »
Agradecimento especial aos apoiadores do evento: Mitsubishi, May Macarons, Fatto ManuCarol Noel, Perrier JouetCorvo, Santa Festa, Fleur de Sucre, Gift ChicCleo Aidar e Credit Suisse.

Leia mais:

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique
Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo!

9 Comentários
  1. Descobri vocês !!!! e quanto mais vejo o site, assisto aos comentários, leio os textos me reconheço uma DOMINIQUE. Tb me senti diferenciada na infância e adolescência como Constanza fala na entrevista (graças a Deus), tb me sinto muito mãe mesmo não tendo filhos….queria muito participar de um encontro de vcs. Estou sonhando em ter um leque!!!

  2. Primeiramente, obrigada pela parte Dominique que me toca!
    Quando será o próximo encontro? Achei importante todas as colocações ,inclusive as inadequadas rsrsr do tipo nada Dominique,do tipo ” não se separem ! Os filhos vão sofrer muito…”
    Acho que essas são as pessoas que mais precisam ler ,e ouvir o que as Dominiques tem a dizer…Aguardo ansiosa!
    Lygia Durand

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Dicas de literatura para você se distrair e se encantar

Dominique - Literatura
Para o escritor turco Orham Pamuk, com a literatura, nos aproximamos de uma imensidão de pessoas e de lugares que não teríamos a menor chance de conhecer na vida real.

Quando mergulhamos nas profundezas de um personagem, isso nos ajuda a conhecer melhor as pessoas que estão à nossa volta.

Ler, diz ele, não melhora a nossa capacidade de julgamento e, sim, a de nos colocarmos no lugar do outro.

Escolha a poltrona, ajeite a almofada, ligue o abajur e experimente um desses cinco livros para mergulhar em novas vidas e mundos.

Stoner, John Williams
Eis a prova de que a literatura tem o poder de revelar o extraordinário em qualquer vida, mesmo a aparentemente mais inexpressiva. A narrativa vai da infância à morte do professor de literatura William Stoner, um sujeito inteligente, pacato e centrado.

O autor consegue nos envolver completamente nos pequenos e grandes dramas vividos por ele em 70 anos, das desavenças familiares e percalços do mundo acadêmico à descoberta tardia do amor e do sexo.

Curiosidade – o autor disseca a que ponto uma mulher pode ser cruel e nos faz ver que o mal pode estar bem perto.

A Amiga Genial, Elena Ferrante
Leitores brasileiros e americanos caíram de amores pela saga criada pela escritora italiana que mantém sua identidade escondida. Já são quatro volumes publicados no Brasil.

A história de duas amigas de infância tem como pano de fundo os acontecimentos que marcaram a Itália na época a partir dos anos 50 e passa pelos fenômenos sociais que marcaram a segunda metade do século 20, dos quais nós também fomos participantes ou testemunhas.

Com um ritmo empolgante e personagens inesquecíveis, é daqueles livros que fazem a gente dormir de madrugada e perder a hora do compromisso.

Suave é a Noite, F. Scott Fitzgerald
O fascínio pelas frivolidades dos ricos e famosos não começou com as revistas de fofocas. Escrito nos anos 1920, o livro retrata a rotina ociosa dos americanos que foram gastar seus milhões na Europa dos nobres decadentes, entre recepções, passeios de iate e compras sem limite de preço.

Cronista de um mundo em decomposição, prestes a quebrar com a crise econômica de 1929, Fitzgerald vai fundo na história de um brilhante psiquiatra que se casa com a paciente, uma herdeira milionária.

Sob a falsa euforia dos personagens, ele capta com profundidade a carga de tédio, frustração e sofrimento que habita cada um. Além do retrato de uma época, o livro foi um dos primeiros a tratar da recém-inventada psicanálise.

A Fugitiva, Alice Munro
O estilo despretensioso, recheado de situações corriqueiras, disfarça o que realmente a escritora está nos dizendo – a vida não é fácil e somos muito mais complexos do que podemos aguentar.

Momentos de felicidade, autoengano, escolhas erradas e máscaras caídas compõem o playback visto e revisto pelas personagens em diferentes momentos da vida. Ao nos provocar uma forte identificação com suas protagonistas, as oito histórias curtas quase valem por uma sessão de terapia.

Ganhadora do Nobel de Literatura de 2013, a canadense também é aclamada por ter levado uma nova densidade a esse gênero literário.

A Última Névoa: e a Amortalhada, María Luisa Bombal
A autora chilena é tida como um enigma na literatura. Escreveu poucas obras nos anos 1930 e nunca mais publicou uma linha, mesmo tendo conquistado a admiração de grandes escritores e influenciado muita gente pela inventividade e linguagem onírica.

O livro reúne duas novelas de fundo autobiográfico. Na primeira, uma mulher casada procura escapar de uma sufocante vida conjugal com a ajuda da imaginação. Entre outras qualidades, Bombal deu voz a mulheres frustradas pela falta de independência e pela rotina estéril. Na segunda obra, surpresa! Como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, traz o relato de uma defunta observando o ritual da própria morte e passando a limpo sua vida.

Deixe a literatura fazer parte da sua vida!

Se não encontrar as obras em livrarias, procure no site Estante Virtual.

Leia mais:

Os 10 melhores livros apimentadíssimos para a imaginação rolar
QUIZ – Será que você sabe o que esse emoji quer dizer?

 

Mila Quintana

Leitora persistente, adotou o livro como companheiro desde que foi alfabetizada. Usa os livros como um passaporte para mergulhar em pessoas, lugares e acontecimentos sem pedir licença. Entre uma leitura e outra, trabalha, namora, paga as contas e lava a louça.

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