Tag: Dominique

1º de abril de 1964

Nasci dia 1º de abril de 1964.
Parece mentira. O que que eu posso fazer?
Além de tudo, um dia após o golpe de 1964 (É golpe que se fala? Nem sei mais!).
A situação deveria estar tensa naquele quente outono.
Lembro de um episódio que meu pai contava sobre a época.
Numa escaldante noite, poucos meses antes do meu nascimento, após o jantar, ele chama a minha māe:
– Darling, vamos dar uma volta de carro. Está insuportavelmente quente.

Moravam em Pinheiros.
Meu pai, segundo a minha māe, sabia exatamente onde ir.
Em momento algum pareceu dirigir a passeio. Tinha um rumo certo.
Depois de alguns minutos, estacionou seu fusquinha em frente a um casarāo no Jardim Europa e pediu que a minha māe e seu barrigão esperassem dentro do carro.
Pasme, naquela época isso nāo representava nenhum perigo. Inacreditável, né?

Bom, voltando.
Meu pai ouviu nos corredores da construtora em que trabalhava que aquela noite haveria uma reuniāo política na casa de Assis Chateaubriand (Tenho quase certeza que era esse o personagem. Mas, hoje, nāo tenho mais como conferir, infelizmente).
Ele descobriu o endereço e teve certeza quando chegou e viu todos aqueles carrões estacionados.
E como entrar??

Well, num país onde aparência e postura sāo diferenciais ainda hoje, imagine naqueles dias.
Meu daddy, com seus 1,95m e em seu terno escuro, mais parecia um jovem primeiro ministro britânico.
Ele abriu seu imenso sorriso, murmurou algumas palavras com seu marqueteiro sotaque inglês e nāo houve a menor resistência por parte do guarda da casa quando o viu entrando sem a menor cerimônia.
Ficou lá cerca de uma hora.
Não consigo lembrar uma única coisa que tenha me contado sobre o conteúdo do que ouviu naquela reunião.
Mas nāo me esqueço da aventura, da coragem e, em última instância, da sua atroz curiosidade.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

9 Comentários
  1. Dominique; parabens pelo seu aniversário daqui a pouco!
    Felicidades e continue nos enviando as suas histórias divertidas seus contos criativos já tão esperados nos últimos domingos de cada mes; muita Luz e muita inspiração! Bjs

  2. Dominique; patabens pelo seu aniversário daqui a pouco!
    Felicidades e continue nos enviando as suas histórias divertidas seus contos criativos já tão esperados nos últimos domingos de cada mes; muita Luz e muita inspiração! Bjs

  3. Delicioso seu texto..mas há de se dar a chance …pode ser tudo mentira..rsrs..afinal 1o. de abril…rsrs…Parabéns pelo sucesso e a coragem que aniversária todos os dias pra tocar esse projeto maravilhoso.

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Lista de 9 mancadinhas que cometemos… ou não!

Tem coisas que fazemos, porém a experiência já deveria ter mostrado que não deveríamos. Mas insistimos! Pequenas ou grandes mancadas e deslizes. Alguma amiga transparente já deve ter falado isso. Se não falou, falaremos agora. Você vai ver que nada é tão sério assim. E pra tudo tem-se um jeito. Ou quase tudo…

Aviso importante: antes de qualquer coisa, faça o que você quiser! Você é “de maior”, vacinada e, principalmente, DOMINIQUE!!!!!

# 1
Base foundation pesaaaada e na praia. Aumente o tamanho do óculos escuros e do chapéu, e tire o reboque do rosto.

# 2
Ir a um bar sozinha e ficar com a cara enfiada no celular… Foi sozinha? Assuma!!!!! Faça o garçom te enxergar!!! Sim, eles costumam não nos ver quando estamos sozinhas. Peça uma taça de vinho… e saboreie! Olhando pra frente!!! Nunca para baixo!!

# 3
Roupa com transparência à luz do dia, até porque esquenta muito. Chega de suar, né, gata.

#4
Chamar qualquer mulher com mais de 30 anos e menos de 80 anos de senhora. Use “você” sempre, a não ser que odeie a megera. Aí faça-a se sentir uma anciã.

#5
Emagrecer dois quilos e comprar uma calça dois números menor. Anuncie os seis quilos que você perdeu (sim, seis). E compre uma calça preta caríssima do seu tamanho, mas que te deixa seis quilos mais magra.

#6
Numa separação de amigos, ficar com o lado mais $$$$ por que tem mais $$$$. Prestenção!!! Prestenção!!! Amanhã pode ser você.

#7
Fingir qualquer coisa. Se fizer isso, faça muiiiiitooo bem feito. Que ninguém perceba!!! Aliás, melhor até que você acredite.

#8
Olhar o tempo todo o celular durante um jantar ou reunião com amigos. Não aguenta??? Vá ao banheiro! Escondidinha.

#9
Referir-se a nós como cinquentonas ou mulheres maduras. Somos Dominique. Vou repetir: Dominique. Só mais uma vez: Dominique.

Mas gata… Você é livre. Faça o que quiser!
Você pode. Você deve!!

Data Publicação original : 07/10/16

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Novos amigos? Na minha idade?

Fui a uma exposição semana passada de uns amigos galeristas. Ahhh adoro esses dias de vernissage que são animadas com gente de toda parte.

Além de estar linda, ou até por causa disso estava lotadíssima. Bom para meus amigos, mas para uma mulher depois dos 50 anos pode começar a ficar um tantinho quente demais. Hora daquela saída estratégica para meu cigarrinho.

A sensação de sentir aquele ar gelado no rosto ao sair de um lugar abafado é libertador.

E dou início a meu delicioso ritual : pego minha carteira de cigarros, abro, escolho aquele que não desorganizara as fileiras, acendo e dou a primeira tragada com um prazer descomunal. Ao soltar a fumaça no escuro daquela noite, percebo alguém a me observar. Uma mulher parada também na porta da galeria olhava para mim e para a fumaça de meu cigarro com uma certa fixação. Difícil explicar aquele olhar.

Imediatamente e com a voz mais gentil que consegui, para não assustá-la de seu devaneio, abri meu maço de cigarro e ofereci:
– Boas….Aceita um?

-Ohh não, obrigada. Parei de fumar há quase 6 anos. Desculpe, mas estava tentando fumar junto com você . Desculpe novamente se pareci uma psicopata.

E começamos naquele momento um papo divertido, com ela me contando as dificuldades que teve para largar o vício. Percebi que ela tem uma veia dramática pronunciada quando falou que em sua vida há duas coisas que de que se lembra todo os dias: Do pai dela e do cigarro. Até agora não sei quanto daquilo foi uma frase de efeito ou uma verdade absoluta expressa de maneira jocosamente dramática.

Apresentamo-nos. Ela se chama Dominique. Brasileira, mais ou menos da minha idade, e vem com uma certa frequência a Portugal.

Apesar de ambas termos saído para “refrescar”a essa altura ja estávamos sentindo frio mesmo. E nossos amigos já estavam chamando. Antes de nos perdermos porém, ela me contou do projeto Dominique, e das Histórias de Dominique. Toda a ideia de valorização da mulher sem radicalismos e rancores.

Não pensem ,vocês brasileiras, que aqui em Portugal é muito diferente do Brasil . Digo isso com conhecimento de causa porque sou nascida e criada cá em Lisboa porém fui casada com um brasileiro. Na verdade um carioca. Não, meu ex é mais que carioca. Ele é do Leblon  e é assim que se define. Desculpe, não resisti a farpa.

Mas este é o motivo que escrevo em “brasileiro”. Ahhh Você não sabia? Aqui na Terrinha, falamos Português, e os brasileiros falam Brasileiro. E é assim que se diferencia. Pronto. Se bem que por vezes tenho certeza que deixo escapar alguns “Portuguesismos”

No dia seguinte, curiosa que sou entrei no site dessas mulheres . Comecei a ler as histórias e não consegui parar. Fiquei hipnotizada.

Mandei um e-mail para o site, tentando alcançar Dominique que não tinha me deixado contactos. Pouco depois recebo sua resposta.

Aceitou meu convite para um café!! Ora, que porreiro*.

Gente..Está a parecer que estou interessada nela, pois não? Mas que nada. Aliás nada contra porém não é esse o caso. Muito gira** minha nova amiga e seu projeto. Porque já me sinto sim amiga desta e de muitas outras Dominiques que encontrei no site.

Marcamos uma prosa no Café Cotidianos no Chiado. Adoro aquele lugar e Dominique não conhecia. Por lá ficamos até sermos postas a correr para poderem fechar o estabelecimento.

E gente, como me envolvi com esse projeto. Como gostei de tudo isso. E como tenho histórias para contar.

Então, muito prazer! Eu sou Barbara Godim, portuguesinha completamente tropicalizada, e com a certeza de que amigos são nosso maior patrimônio nessa altura da vida.

Vou escrever algumas histórias, alguns casos verdadeiros, algumas lendas e tentar mostrar um Portugal diferente daquele que você tem visto nos blogs.

E principalmente, quero fazer amigos. Quero te conhecer e conversar com você.

Porque envelhecemos enquanto temos capacidade de fazer novos amigos – já dizia uma velha nova amiga.

NE * porreiro = bacana

** Gira = Legal.

Leia também :

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Danças Ocultas – Grata surpresa portuguesa

Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

4 Comentários
  1. Thanks for sharing. I read many of your blog posts, cool, your blog is very good.
  2. Gosto de ler textos escritos com essa vibração calorosa, essa maneira de ser completamente despojada, simples, correta e que não deixa o interesse cair, e nos faz querer ler mais e mais….

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A vida sem ele

A vida sem ele.
Não…Não é fácil.
Nunca foi.

Rompimentos são dificílimos mas sabemos que recaídas são ainda piores. Como seria a vida sem ele?

Assista também : Essa é pra você, caro sedutor de plantão

Sonho de consumo – Qual é o seu?

Assista a todos os nossos vídeos em nosso canal no Youtube

Você sabia que nosso Pinterest está bombando? Sério…Dá uma olhadinha lá https://br.pinterest.com/dominiquehip/

Ficha técnica deste vídeo : A Vida sem ele

Dominique de hoje : Carla Paganni
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

1 Comentário
  1. ➤ https://www.google.com/share.google?q=QhJ4d4LBwcNgATTpl?hs=6d11db6f4c71bdee045c64754d04fe70& / INTERESTED IN THE 00 PROMO / LEARN ABOUT THE CODE TICKET #K9797 disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    mgeo7n

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias

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Evento Dominique no Shopping Anália Franco

Hoje assisti algo muitíssimo perturbador. Saí diferente de lá.
Sim. De lá. Apesar de ser um vídeo do Netflix, embarquei na narrativa da pessoa. Foi uma viagem conturbada e emocionante.
Se já assistiu “Nanette” sabe do que estou falando mas se não assistiu digo que é algo necessário na vida da gente.
Uma amiga me recomendou e foi assertiva: – Você tem que ver!!!
Diante de tamanha ênfase não tive alternativa a não ser assistir imediatamente.

Agora, pensando, reconsidero minha recomendação.
Não.
Não é para qualquer um. Só alguém que te conhece muito bem pode fazer tal recomendação porque como me disse Consuelo ao falar dele, “acho que vai te tocar como me tocou. Cresci uma geração diante daquilo tudo”.
E batata!! A história da comediante Hanna Gadsby me pegou.

Como pode, a Consuelo em menos de um ano, me conhecer assim?
Conhecemo-nos por motivos profissionais em agosto/setembro de 2017. Para palestrarmos juntas em dezembro do mesmo ano.
De lá pra cá, nos encontramos poucas vezes, mas mais vezes do que muita amigona que mora São Paulo.
E toda vez que estamos juntas, temos uma sintonia tão boa!! Assunto pra mais de mês. Papos legais, divertidos e por vezes profundos.
Com ela aprendi o que é FOMO. Aprendi também  que somos muito melhores depois de uma taça de vinho.

Nossa primeira palestra rolou tão bem tão bem, que os presentes acreditaram que éramos amigas de infância mesmo.
Tanto que fomos chamadas para uma segunda que aconteceu esta semana.
A Cliente, o Shopping Anália Franco acreditou no projeto Dominique. Na força da mulher de 50, na Consuelo e em mim.
Quando digo A cliente quero dizer que o Shopping Anália Franco tem que ter alma feminina.  Sem sexismos toscos ou feminismos bobos, digo que poucas vezes fui tão bem tratada por um(a)  cliente. O respeito pelo fornecedor (nós) e pelas próprias clientes que estariam ali nos assistindo, é coisa de mulher no melhor sentido Yin e Yang.
O trabalho é importante. O dinheiro também. Mas todo mundo tem que estar feliz!! E estavam.

Elas ofereceram uma tarde inesquecível para 100 mulheres.
Fecharam um restaurante. Só para nós. Um cardápio super pensado. Para a  chegada, o durante e para o depois. Um inebriante espumante embalou nossas conversas.
E mimou. Mimou a todas nós, com gifts. Muitos Gifts. Quem não gosta de ganhar Presentes? Cada uma de nós saiu de lá com pelo menos 7 pacotinhos.
Yes darling. Pelo menos 7 pois algumas sortudas ganharam o sorteio de outras 10 prendas.
Aiiii Que delícia.

Agora quero falar das 100 mulheres que lá estiveram.
Mulheres bonitas. Alegres. E arrumadas.
Gente!! Elas se arrumaram para irem nos ver!!  Amigaaaaaa, olha que gente mais bacana!!
Entramos, Consuelo e eu, e o que vimos foi um monte de sorrisos. Senti uma felicidade no ar que dava pra pegar com a mão.
Meu nervosismo de principiante e foi dando lugar a Lili. Lili é como sou chamada por algumas pessoas. Lili é a amiga, a companheira, a cúmplice.
Mas não estava nervosa apenas por nao ter grande experiência em estar deste lado do palco. Mas pela responsabilidade diante de um cliente que me tratou a pão de ló.

Sou ansiosa sim. Sou controladora também. Tento há anos melhorar, enfim…A coisa é que  alguém acreditou no que eu falei! Alguém comprou meu sonho. E portanto, o mínimo que eu tenho que fazer é corresponder. Era um compromisso firmado!
Olhei tudo nos mínimos detalhes e claro, contei com ajuda de pessoas muito competentes. E agora, publicamente, aproveito para pedir desculpas . Talvez não tenha reconhecido o suficiente a dedicação de minha equipe.  Muito obrigada! Sozinha ninguém faz nada!

Mas como disse, estava nervosa, muito.
Tentei ensaiar e simplesmente não saiu.
Vc pode imaginar meu pânico?
Tentamos novamente. E eu travei de novo.
Comecei a ficar muitíssimo preocupada. Foi quando Consuelo me convidou para almoçar.
Me acalmou. Conversou. Pedimos um vinho que eu tomei sozinha.
Também já conheço um pouco Consuelo e sei bem que ela adicionou uma doçura extra em sua fala e em seu olhar. Vi que estava preocupada, mas ao meu lado, me entendendo, me desculpando e me apoiando.
E deu certo!! Entramos.  Falamos. Conversamos. Rimos. Vibramos.

Bom, o universo retribui. Quem acredita nisso?
O carisma de minha colega de palco é inegável. O carinho que aquelas 100 mulheres dedicaram a nós, mas principalmente a ela é um sinal. Sinal de que algo de muito bom Consuelo oferece a elas. E como disse, tb a conheço um pouco para saber da verdade e da emoção em cada palavra que falou.
As pessoas estavam lá para saber dela, ouví-la, vê-la. Acabaram conhecendo a Lili e sobrou carinho até pra mim.
Vi como Consuelo tratou cada uma daquelas 100 mulheres. Acredite ou não, ela conhecia a história de muitas delas, sem nunca te-las visto.
Minha amiga responde a cada mensagem recebida em seu blog. Ela se envolve na história das Dominiques, ela se interessa e sofre ou torce junto a cada uma delas. E de verdade, até pq só assim conta, né?

Todo discurso de Dominique girou em torno das histórias que temos para contar.
Pedi histórias para as Dominiques. Pedi que me contassem para que eu pudesse dividir com outras e para que nós, humildemente, tentemos mudar o olhar de uma sociedade para uma geração tão diferente de mulheres que somos nós.
Histórias. Muitas e diversas.

Lembra do tal universo que falei lá em cima?
Então. A hora que abri os mimos do shopping, olhe só o que era um deles :

A Shoulder sabe que Dominiques contam histórias!!

Nem se tivéssemos combinado.

E já voltando para casa, dando uma carona para Consuelo,  emendamos num de nossos deliciosos papos. E foi quando ela me recomendou Nanette. Ficamos no carro papeando, sabendo que não estaremos na esquina uma da outra nos próximos meses, e que na nossa vida corrida, nao sobrará tempo para papos ao telefone. Então aproveitamos nossos derradeiros minutos juntas. E foi aí que ela desceu do carro, e se despediu de mim com a seguinte frase:

– Muito obrigada por respeitar tanto o trabalho!

Pedi que repetisse pois achei que não tinha entendido direito. Mas era aquilo mesmo.
O respeito a que ela se referia, não era a SEU trabalho. Mas ao trabalho. De uma maneira geral.
Ela não individualizou ou trouxe para ela o meu respeito. Ela fez meu respeito soar muito maior pois referiu-se ao trabalho da maneira como eu o entendo.

Consuelooooooo!! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!!!

Veja as fotos do evento no Pinterest

Increva-se aqui e saiba antes quando será o próximo encontro!

Você conhece os Pequenos Encontros & Grandes Histórias da Dominique?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

11 Comentários
  1. Foi fantástico conhecê-las pessoalmente, vocês são pessoas incríveis, super competentes, experientes e com um astral incrível. Obrigada pela tarde deliciosa, cheia de lindas histórias e trocas de experiências e energias boas! Estou feliz por ser uma nova Dominique!

  2. Lili e Consuelo, pena eu não ter ido desta vez..
    Vcs moram no coração ! Tão legal abrirem um espaço de troca, distração, reflexão,risadas, besteirol,choros, etc, etc..mas acima de tudo ,um espaço NOSSO. Sim, isso é possível, é merecido.
    Obrigada Dominiques, até o próximo encontro mas sempre por aqui, bjs

  3. Pena que não pude estar presente neste evento tão especial ; fiquei morrendo de tristeza por não ter remanejado meus compromissos. Pelas fotos, da pra perceber como foi intenso e e leve , alegre e descontraído o evento. . Parabéns Li ou Super LILI ou simplesmente Eliane e concluindo você É o Retrato vivo desta famosa guerreira Dominique! Mil pra vcs e todas Dominiqiues. Parabéns.

  4. Alessandra querida! Conheci nesse evento um outro significado para a palavra carinho. Que coisa mais bonita. O atral estava tao bom que minha impressao é que todo mundo saiu de lá mais feliz do que entrou. E isso deixou a Consuelo e eu em estado de graça.
    Vamos continuar o contato. Até por isso criei aquela página.
    Quem sabe, né?

    Beijos

  5. Menina… me identifiquei 100% no nosso encontro e também com tudo o que vc escreveu! Fiquei muito feliz com nosso memorável dia e por ter conhecido Dominiques tão incríveis quanto suas histórias! Obrigada pela oportunidade ímpar!

  6. Eu me apaixonei pela Consuelo em 2015 sem saber muito sobre ela… A gente conversava pelo Snapchat e fomos criando uma relação tão legal…. Que quando conheci ela foi tão mágico… Então catei os stories para ver a Consuelo… E matar um pouco da saudade… Vou esperar vocês em Floripa e vou levar minha mãe também…. Obrigada por tanto ensinar… Logo logo sou eu com 50 rsss

  7. Imagino que tenha sido um encontro delicioso e memorável, não a conheço bem mas a Consuelo já acompanho há algum tempo e sei de sua delicadeza e atenção com todos.
    Espero que tenha mais encontros como esse para que possa deliciar nossa alma.
    Parabéns pelo trabalho e pelo respeito ao trabalho.

  8. Lili! Acredito que posso chama-la assim, sera
    Sorry pela falta de alguns sinais e acentos, computador novo e ainda não me acostumei com o individuo rsrs
    Delicia demais ver voce e Consuelo juntas – duas pessoas que me ensinam muito, sem ao mesmo ter ideia de que existo, me ensinam moda, cultura, comportamento, me sinto feliz quando encontro um tempinho e passo por aqui! Fiquei curiosa com uma coisa, talvez voce ja tenha explicado em outro post que não tenha lido – o que e FOMO – kkkk me ensina também
    Obrigada por ser uma Dominique e me ensinar a arte do empoderamento feminino! Forte abraco e um lindo dia p voce!

    1. Olá Paula, que delícia de mensagem!! Saber que fazemos parte da vida de alguém dessa maneira, me deixa muito feliz. Pq a ideia é essa!! É fazermos parte. O sentimento de pertencimento é importante em todos os momentos da nossa vida, mas quando viramos Dominiques é vital sabermos que nao estamos sozinhas.
      E FOMO = Fear of missing out – é o medo de estar perdendo alguma coisa. Saber que alguém está fazendo algo e COMO eu nao estou?? É a ansiedade de querer nao perder absolutamente nada.

      Querida, um grande beijo de sua amiga, Lili.

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Menopausa is a bitch. E mais cedo ou mais tarde ela virá

Menopausa is a bitch.

Só quem ja passou por ela ou está passando entende. fiz um video blaster bem humorado contando todos os meus dissabores e calores deste momento.

Se você procurar aqui no site, vai ver que ja escrevi um monte sobre esse tema.

Mas sempre com muito bom humor e dicas para lidarmos com esta fase da vida de maneira leve, muito leve, porque de peso já chega o que ganhamos.

Ficha técnica do vídeo – Menopausa is a bitch.

Dominique de hoje : Regina Bittar
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Esta semana falaremos um bocado dela… Bem e mal! Veja aqui

Leia Também:

Fogachos….Affff

12 dicas infalíveis e bem humoradas para lidarmos com nossos calores 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Mr. Miles responde: A praia de Dominique e os ‘inenarráveis prazeres’

Dominique - Praia
Como o leitor perceberá nas próximas linhas, é pouco provável que Mr. Miles tenha sido visto, no fim de semana passado, em lugares como Nice, Brighton, Maresias, Florianópolis, Marbella ou Mar del Plata, grandes campeões de frequência em feriados prolongados. O mais provável – diríamos nós, da redação – é que tenha ido a alguma remota cidade nas Dolomitas ou ao interior da Irlanda, fazendo uso de alguns de seus poucos veículos raros que estaciona nas estrebarias abandonadas do castelo de Lord Atkinson-Bowles, amigo de longa data.

A seguir, a pergunta da semana:

Li sobre os clichês detestáveis. E só para corroborar sua indignação, também abomino a tal praia “paradisíaca”. Mas se o meliante me convidar para um passeio numa praia transcendente que combina com minha egrégia alma, ficarei igualmente incomodada. Na verdade, como diria o bom e velho Buda, a virtude está no meio, certo? Agora lhe pergunto, Mr. Miles. Qual praia imagina me faria sonhar? E como a definiria? 

Dominique Hip, por email

“Well, my dear: vejo que você é uma mulher de valores arraigados. Isso é bom, porque adoro iron ladies, mas também é ruim porque não parece admitir qualquer flexibilidade.

Vou tentar, however, definir a praia que a levaria a sonhar a partir de minhas próprias convicções. Descarto, por principio, todas as praias que atraiam multidões – sobretudo nos feriadões. Aliás, é um tipo de viagem que não desejo para ninguém. Costumo chamar essas incursões à costa – que incluem trânsito interminável, fila nas padarias e supermercados e, não raro, falta d’água – de ‘o inenarrável prazer de passar holydays nas praias’. Trashie concorda comigo e estou seguro de que a prezada leitora também.

I presume, darling, que praias de pedra ou cascalho também não sejam as que mais a agradem. Embora, nowadays, existem calçados (deselegantes, I must say) que protegem os pés de objetos perfuro-contundentes, inclusive pedras e corais.

Estamos, as you see, quase caindo no lugar extremamente comum das praias desertas de areias brancas e águas transparentes, que eu prefiro chamar de lugares agradáveis do que de paraísos – conforme expliquei anteriormente.

O sol que me perdoe, mas uma sombra é fundamental! Especialmente se oriunda de uma amendoeira ou outra árvore de copa frondosa. Espero que esse cenário a agrade também. Não me agrada, na provecta idade que tenho, caminhar rumo a qualquer praia carregando guarda-sóis e deselegantes cadeiras de alumínio. Pela mesma razão não carrego caixas de isopor ou coolers. In fact, dear Dominique, confesso que adoro ver praias, suas formas delicadas, seus limites muitas vezes brutais. Mas nem sempre me agrada utilizá-las. Pensei a respeito e acho que essa atitude tem relação com o longo tempo que passei no Sahara durante a Segunda Grande Guerra, acompanhando Monty (N.da R.: Bernard Law Montgomery, marechal inglês que combateu as tropas de Rommel, na África). Ainda hoje, passados tantos anos, noto pequenos montículos de areia em meus lençóis.

Nevertheless, é claro que mergulho quando o calor está insuportável, é claro que o contato com a água me dá imenso prazer e, repetindo uma resposta que, my God, tenho que dar repetidas vezes a muitos leitores, é evidente que não me banho com terno e chapéu coco.

Quanto à sua questão, da qual, por razões óbvias, tenho me esquivado, arrisco dizer que a praia que a faria sonhar seria tranquila, agradável, sem ondas fortes – mas sem a pasmaceira das lagoas –, não tão deserta que a impedisse de avaliar os frequentadores, nem tão movimentada que atrapalhasse sua vista para o mar. Acredito, as well, que a presença de uma companhia valiosa, em qualquer das muitas acepções dessa palavra, completaria a definição da praia de seus sonhos. E, humildemente, gostaria de me oferecer para, alguma vez, ser um candidato à companhia valiosa, talvez o início de uma nova viagem.”

Será que a Dominique curtiu a praia do Mr Miles?

Leia Mais:

Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!
Loucuras que Dominiques já fizeram por uma paixão

Mr. Miles

É o homem mais viajado do mundo. Ele esteve em 183 países e 16 territórios ultramarinos. Colunista do caderno Viagem do Estadão

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Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!

Dominique - Cupidos
Uma vez, uma profissional de RH me classificou como “ponte”. Aquelas pessoas que enxergam sincronicidades e que ligam pontos e interesses em comum entre as pessoas. Do tipo agregadora. Exercito a habilidade na vida pessoal e profissional.

Bem, eis que eu tinha um namorado que tinha um irmão: Tiago. O sujeito era escritor, autor, pintor, escultor e achei que ele tinha tudo a ver com uma amiga jornalista, a Julia.

Falei dele pra ela, falei dela pra ele e então ela veio do Rio de Janeiro para um final de semana em São Paulo para que eu fizesse a apresentação formal. Nossa! Pareciam feitos um para o outro. Deu liga instantânea e pouco tempo depois estavam morando juntos!

Para mim foi a glória ter sido o cupido e ainda minha amiga havia se tornado minha cunhada e vivendo na mesma cidade do que eu.

Só que não!

Só que não!  6 vezes. Oiii???

Falávamos quase que diariamente ao telefone e então ela me contou que estava meio aborrecida com o Tiago. porque, segundo ele, eu e ela não éramos amigas de verdade.

Oi? 1

Segundo ele, amigas de verdade devem passar por brigas feias e como nós nunca havíamos brigado em 15 anos de amizade, de fato, não éramos amigas!

Ah, tá! De início não levei a sério. Piada, né? Em seguida, começaram as críticas. Tiago me achava metida à besta e meio esnobe, porque trabalhava com Paris e blábláblá.

Oi? 2

Fiquei meio chateada, afinal, o sujeito era irmão do meu namorado e tal. Resmunguei com meu namorado e fim.

Só que não!

Então veio a nova crítica da semana: eu vivia fora da realidade, porque levei minha amiga para provar um Tiramissú. Disse que eu queria parecer uma pessoa rica e que somente gente rica comia Tiramissú.

Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii? 3

A intenção era me desmoralizar. O que eu era, minha conduta, meu estilo de vida, meus gostos, etc. Comecei a ficar irritada e passei a rosnar com o meu namorado que me pediu para parar de ouvir fofoca!

Só que não!

Então veio a máxima: ela estava muito magoada, porque Tiago havia dito que meu livro de Paris era uma porcaria e que ele escreveria um livro muito, mas muito melhor do que o meu, se quisesse.

Oi? 4

Gente, até que sou simpática, mas tudo tem limite. Obviamente caí na armadilha e fui lá tirar satisfação do motivo pelo qual ele vivia a me criticar… A coisa foi meio barraco!

Passado um tempo, meu namorado marca um encontro entre mim e Tiago a fim de colocar um  ponto final na ladainha sem sentido.

Só que não.

No encontro, além de me dizer barbaridades, me disse para ficar longe da mulher dele, porque eu era má influência!

Oiiiiiiiiiiiiiii? 5

Obviamente, ele armou toda esta situação para provar sua teoria de que não éramos amigas.

Passávamos os almoços de domingo em volta da mesa da mãe dos rapazes e não nos olhávamos. Era patético. Não amiga, nós não tínhamos 12 anos, éramos balzaquianas e Tiago já havia dobrado o Cabo da Boa Esperança.

Pouco tempo depois, eu e meu namorado rompemos, entretanto mantivemos o contato. Ele me contou que Tiago rompeu com Julia, logo após o nosso rompimento e que Julia havia voltado para o Rio de Janeiro. Claro, né? Perdeu a graça.

Eu fui para a terapia. Achei que eu fosse louca, que aquilo devia ser esquizofrenia de minha parte, mas a terapeuta confirmou minha lucidez. Fui pouco inteligente para perceber a manobra armada de Tiago querendo apenas comprovar sua teoria. Caí feito pato!

Tempos depois, conheci meu marido, casei, tive uma filha e, de repente, não é que Tiago me pede amizade no Facebook?  Oiiiii? 6. Não…Não caio numa cilada dessas de novo.

Mas caí. Não aguentei.

Eis que virei cupido outra vez! Todos têm direito a uma segunda chance, até os cupidos desajeitados!

Ela, Dominique (claro)! Ele, colunista do Estadão, o homem mais viajado do mundo, Mr. Miles (leiam sua coluna, é ótima)! Ele é um lorde inglês, muito amigo de Elizabeth, a rainha!

Ambos, monstros da escrita, liguei os pontos.

Tudo começou quando Dominique me perguntou quantos anos tinha Mr. Miles e ele me mandou a seguinte resposta:

“Querida: Mr. Miles é um eterno galanteador. Sua idade é o segredo mais bem guardado do mundo. Basta ler algumas de suas colunas, porém, para concluir que ele tem, possivelmente, entre 130 a 150 anos de idade. Faz parte do charme. Se a Dominique for charmosa, Mr. Miles está interessado, sem dúvida”.

Eis que Dominique responde:

“Querida: Li alguns textos do Mr. Miles. Realmente encantadores. Não leio almas, mas reconheço um sedutor à distância. É um tipo universal, que faz com que nós incautas carentes, nos sintamos únicas. Não tem amigas, mas um séquito. Digamos que seja um sedutor inveterado. Espero sinceramente que não seja do tipo invertebrado. Estes são os piores. Agora, quanto maior o desafio melhor, não e mesmo? Tem larga vantagem, pois consegue articular bem mais do que duas palavras e as usa com maestria. As presas aparecem aos borbotões. É seletivo. Afinal, qual seria seu critério mesmo? Eu gosto. E gosto muito desses tipos sedutores articulados e vaidosos. São mais interessantes para esgrimir e papear. Mas um perigo. Apaixonar-se por um homem desta espécie está fora de questão! Ahhh e como resistir? You´re so vain, you probably think this post is about you, Don’t you? Bjs, Dominique”

Imaginem vocês que a resposta veio a jato!

“ Well, Dominique, my dear: terei muito prazer em convidá-la para uma chávena de chá, se isto lhe aprouver. Essa minha modesta existência peregrina permite que eu reconheça uma dama de longe. It seems to be exactly the situation”. Mr. Miles

E, ela:

“My dear Mr. Miles, pode dar game, hein?

E, ele:

“Quem sabe? Mas a inspiração foi você, chèrie!”

To be continued…

Será que a cupido Cynthia vai conseguir juntar esse casal? Que os cupidos a abençoe!

Leia Mais:

Vou mudar de país e agora terei o mundo para chamar de meu
Loucuras que Dominiques já fizeram por uma paixão

Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Frases de Martha Medeiros – Pérolas perfeitas para cada ocasião

Dominique - Martha Medeiros

É praticamente impossível não se identificar com alguma crônica da jornalista, escritora e cronista Martha Medeiros. Ela, como poucos, consegue traduzir a natureza da mulher, seus mais profundos sentimentos, seu dia-a-dia, suas dores e amores.

Tudo é assunto para Martha, que vai de um polo a outro com uma facilidade ímpar, escrevendo de um jeito delicioso sobre qualquer tema, fazendo qualquer um se apaixonar por seus textos.

Várias de suas obras já foram adaptadas para o teatro e séries de TV e, atualmente, escreve crônicas para o jornal Zero Hora e para a Revista Época.

É autora de frases que são verdadeiras pérolas, cada uma perfeita para cada ocasião. Fiz uma seleção para compartilhar com você a criatividade desta incrível Dominique.

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=EIdVnB8zXFg[/fve]

O egoísmo unifica os insignificantes.
Tudo que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: dentro de um abraço.
Felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem feitas.
Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas. Por um triz não sou uma bruxa.
Tenho juízo, mas não faço tudo certo, afinal todo paraíso precisa de um pouco de inferno!
Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Martha Medeiros é uma inspiração…

Leia Mais:

Rita Lee – Frases de uma SuperDominique, a rainha do rock brasileiro
Vídeo de frases sacaninhas para alimentar sua relação – Parte 2 

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