Finanças

Escolhas do passado interferem no seu presente. Dá tempo de escolher melhor

Você já pensou nas escolhas que fez até agora?

A maturidade financeira nem sempre acompanha a maturidade cronológica. Mulheres, com mais de cinquenta anos, se percebem com recursos financeiros restritos, instabilidade e problemas em administrar suas finanças nessa fase da vida. Muitas Dominiques podem ter criado a expectativa de que na idade em que estão já estariam financeiramente estáveis, resolvidas e equilibradas.

E isso nem sempre acontece, em função de vários fatores e mudanças. Há mulheres que decidem ter uma nova atividade de trabalho que pode demandar tempo para gerar renda e estabilizar.  Há mulheres que se divorciam e tem o padrão de vida alterado. Outras que precisam encerrar o seu negócio próprio pelo pouco rendimento que os mesmos tem gerado, entre outras situações.

É preciso considerar a realidade atual, as dificuldades e instabilidades socioeconômicas do nosso país, diante de tantas mudanças que estamos atravessando. Muitas pessoas que tem o próprio negócio podem ser prejudicadas em dias de jogos da Copa do Mundo, por exemplo. Ou em dias de greve, nos quais os seus funcionários não comparecem. Enfim, há influências externas importantes que geram insegurança.  Mas não podem ser a única justificativa para os problemas financeiros. Há componentes internos que devem ser analisados também. As dificuldades em pagar contas e administrar o dinheiro podem causar ansiedade, depressão e sentimentos negativos já que tais dificuldades podem ser interpretadas como fracasso e incapacidade.

O dinheiro em si é um instrumento de troca e interação e cada um lhe atribuirá um significado de acordo com seus próprios valores. Esse significado está ligado à história de vida, à forma como nossos pais usavam e nos ensinaram a usar o dinheiro, ao significado que o dinheiro adquiriu para o indivíduo, às dificuldades e aos momentos de fartura de outras épocas. Muitas crenças são inconscientes e influenciam nosso modo de viver. Considerar o dinheiro um problema ou carregar culpa por ter mais dinheiro do que as outras pessoas são noções distorcidas que podem sabotar o ganho financeiro e a administração desse ganho.

Torna-se imprescindível pensar sobre o panorama financeiro de nossas vidas e ampliar a compreensão de como lidamos com o dinheiro. Como são meus gastos? Como conduzo minha vida financeira? Quais são minhas prioridades? O que preciso mudar ou ajustar nessa área? É sempre proveitoso analisar situações que vivemos para que possamos promover mudanças. Os problemas afetivos podem levar a pessoa a buscar compensações no consumo excessivo. Na satisfação em ter algo que evite o contato com uma situação emocionalmente dolorosa. A crise financeira pode ser a consequência, e não a causa do problema.

Preciosos insights surgem quando nos propomos a enfrentar dificuldades e repensar atitudes. A situação financeira sofre a influência direta da nossa saúde emocional. Nossas emoções guiam nossas ações e também o uso do dinheiro, consequentemente. Criar um equilíbrio entre essas duas áreas da vida prepara a pessoa para enfrentar adversidades que podem surgir. Não podemos controlar os imprevistos da vida, mas podemos fazer exercícios constantes de análise e conscientização que aumentam nossa resiliência e nos fazem acreditar no nosso próprio potencial em superar problemas.

A vida não tem um script, uma regra incondicional. Sempre há tempo e motivo para um refazimento de projetos, desde que a pessoa se permita pensar novos caminhos e comportamentos. O ponto de partida é a consciência de si e a busca de um estilo de vida feliz, financeiramente equilibrado!

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Alcione Aparecida Messa
Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

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Filhos Bumerangue: filhos adultos que retornam a casa dos pais

Dominique - Filhos Bumerangue
Dominique: Oi? Fala de novo pra ver se entendi direito. Filhos Bumerangue. E existe mais essa modalidade de filho agora? No meu tempo tinha filho levado, malcriado, bonzinho, peste, estudioso, generoso… Vai me dizer que existe filho “gourmet” também?

Paula: Hã? “gourmet” eu ainda não sei, deve ter né… tá tudo tão moderno, vai saber… Você sabe o que é um “Bumerangue”?

Dominique: Acho que sei, não tenho certeza.

Paula: Bumerangue, é uma peça de madeira chata e em forma de cotovelo, usada como arma pelos povos aborígenes da Austrália, e concebida para voltar para perto da pessoa que a lançou após fazer uma curva. Li isso no dicionário pra te explicar tá? Devido a essa característica de regressar ao arremessador, virou brinquedo em diversas partes do mundo. Aqui, no nosso caso específico, Bumerangue é uma metáfora para aquele filho que depois de independente retorna a casa dos pais.

Filhos “Bumerangue” ficam mais evidentes em tempos de crise ou em cenários econômicos conturbados. Segundo estudo feito pela Escola Nacional de Ciência Estatística, órgão do IBGE, só no Rio de Janeiro, 29% dos adultos solteiros com mais de 30 anos moram com os pais, e, entre todos os filhos que moram com os pais, um quarto tem mais de 30 anos, sendo mais da metade (54%) homens.

Apesar de ser um fenômeno mundial, o filho bumerangue, ou o filho canguru modalidade de filho independentemente financeiramente e que adia a saída de casa, são um “espécime” de filho, mais comumente encontrados em culturas ocidentais do que nas orientais. Nós latinos temos um apego maior à cria, e deixar o filho voar para nós é uma situação bastante conflituosa.

Por um lado, a sensação de dever cumprido e orgulho, por outro aquele frio na barriga que nos deixa com a pergunta: Será que ele/ela está pronto? E com medo mesmo, assistimos eles partirem para o mundo.

Em algumas situações, a partida do filho significa a expansão da família. Com casamento, logo os filhos trazem os netos. Em outras, a partida dos filhos deixará na casa a sensação de “ninho vazio”. Independente de qual das situações se viveu, a elaboração dessas experiências costuma ser muito rica. Fazemos um balanço de erros e acertos, é um aprendizado sem tamanho.

O Retorno

Seja por falta de grana, de emprego, de conforto, insegurança, divórcio ou difícil adaptação à vida adulta, alguns filhos depois de independente financeiramente, voltam para casa de “Mamis”; para o seio da família de origem.

Grande parte desses jovens adultos de hoje, nasceram entre 1980 e 1995, e fazem parte da promissora e qualificada geração “Millenials”, muitos dos seus representantes cresceram ao longo da maior expansão econômica do século XX, são considerados da mais bem preparada geração até então, onde pela primeira vez, “filhos” ultrapassaram os pais em termos de conhecimento.

Esses filhos, tinham, há alguns anos, um risonho futuro pela frente[1][2], mas se depararam com um cenário econômico de recessão. Sem emprego, sem renda, ou com renda diminuída, esses jovens retornam para o ambiente conhecido da casa dos pais, com malas, cuias, muitas vezes, com cônjuges e filhos, alterando toda a dinâmica do casal, quer seja em aspectos psíquicos, quer sejam aspectos financeiros, decompondo a rotina de três gerações. Avós, filhos e netos.

Ciclo Vital da Família

Assim como na economia, a psicologia divide o ciclo de vida em fases distintas, essas fases possuem cenários de transição e pontos nodais com características marcantes: Casamento, nascimento dos filhos, educação dos filhos em idade pré-escolar, em idade escolar e adolescentes, saída dos filhos do lar Duvall (1985), aposentadoria e morte. As fases de transição, normalmente, são as mais complexas, é deixar o conhecido e viver uma novidade com todos os riscos do desconhecido, emocionalmente e financeiramente falando.

Depois de ultrapassadas as fases, o esperado, é seguir em frente, voltar atrás, normalmente não está nos planos, e nesse momento então, nos deparamos com uma situação bastante delicada de retorno a família de origem, a convivência diária com a família expandida e as regras para se conviver com satisfação nessa nova realidade e a inclusão inesperada de despesas no orçamento financeiro.

Senta e conversa antes dele vir te visitar de mala na mão.

O ideal, entes do retorno desse filho a casa, é uma conversa franca em família ouvindo ambos os lados, entender até mesmo se existe um espaço para esse retorno. É preciso deixar claro o papel e a contribuição de cada um nessa nova dinâmica. Pode ser que os pais estejam vivendo um outro momento como casal, como profissionais e esse novo arranjo familiar precisa ser delineado. O filho que retorna, não pode se colocar simplesmente no lugar daquele que saiu anos atrás de casa. Mesmo que não pareça, tudo mudou!

Tenho uma amiga, que depois de aposentada recebeu em casa a filha com duas filhas pequenas e estava grávida de mais uma menininha. É um sentimento muito confuso, de alegria por estar todo mundo debaixo da sua asa novamente, crianças e bebezinho em casa, ela está feliz da vida, mas a preocupação com as finanças da família é enorme, em uma idade que para ela, voltar para o mercado não é mais tão fácil! Isso deve ser considerado!

As despesas de alguma maneira precisam ser divididas, as tarefas da casa, os limites, as regras e os espaços redefinidos e respeitados, para que essa grande família se dê bem, e pode se dar superbem! Nas famílias onde os pais já estão em idade avançada, ter os filhos por perto, além de alentador, pode ser uma alegria e aumentar a qualidade de vida. Para os netos, caso esses já existam, a convivência com os avós é sensacional, mas isso tudo, em uma situação bem idealizada, porque também se o relacionamento não for bom, será um “quebra pau” diário em casa…

Imagina na sua casa Dominique!

Escrevendo fiquei imaginando se por algum motivo minha filha traz o namorado para morar em casa e ainda trazem o gato que eles adotaram! Os dois, o namorado e o gatinho são bem bacaninhas, mas realiza! Eu com a casa cheia de passarinhos e mais a Larinha e a Babi…Hahahahah! A gente ia se matar aqui!

Mesmo que seja só por uma fase esse arranjo não pode simplesmente acontecer, precisa ser conversado, certo?

E você, tem alguma experiência com filhos bumerangue ou conhece algum? Conta para mim!

[1] Segundo o IBGE, no primeiro Trimestre de 2018, a taxa de desocupação chegou a 13,1%, São mais de 13 milhões de pessoas sem trabalho no Brasil.

[2] http://www.ver.pt/obrigatorio-adiar-vida-adulta/

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

2 Comentários
  1. Que tudo!!! Que bom que o texto fez sentido pra vc! Maria do Carmo!!!

    É o negócio é esse: senta e conversa antes que ele venha com a mala na mão.

    Beijão!

    Paula Sauer

  2. Incrível! Identificação total!!! Tenho um filho que voltou pela segunda vez sempre depois de uma separação. Dessa vez tem uma filha (minha neta) linda que está com a mãe. Ele voltou sozinho! Mas os sentimentos são muitos e misturados…meus, dele e do pai (meu marido). Estávamos (o casal) em uma fase de independência total e gostando muito e perde-se isso…os limites precisam ser estabelecidos…todos! Não é fácil e na minha opinião não é uma situação boa para nenhuma das partes…concordo com você: precisa ser conversada e deve ser sim provisória. Estou nesse momento procurando administrar com muito amor para que não seja doloroso…nem sempre acerto.

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O que é caro e o que é barato quando o assunto é cuidar da sua pele?

Dominique - Pele
Ai meus sais… Hoje vamos de beleza, vamos ver o quanto os tratamentos antiidade impactam no órgão mais sensível do corpo humano: o bolso!

Acho lindo Dominiques que estão de bem com sua idade e com tudo relacionado a ela; a sabedoria, a menor impulsividade, a certeza de que tudo se resolve e, por que não, suas marcas de expressão…claro!

São marcas de vida, provas deixadas em nós de que vivemos. Marcas de que rimos muito, choramos, franzimos a testa de preocupação, engordamos, emagrecemos, experimentamos diversas modalidades de dieta, nos apaixonamos muito e sofremos por amor.

Tivemos bebês, engordamos, emagrecemos, caímos de bicicleta, de moto, provas de que “torramos” na praia, engordamos, emagrecemos, afinamos a sobrancelha, tingimos os fios dos cabelos de várias cores hahaha. Acho que tá tudo certo. Eu acho…

Volta e meia me olho no espelho louca, porque os cabelos brancos estão se “empolgando”, jogo tonalizante neles pra mostrar que quem manda nessa cabeleira sou eu!
Pois é, parece que é assim que a gente começa…brigamos com os fios de cabelo que teimam e vão ficando prateados, brigamos com aquelas ruguinhas que antes, só apareciam quando a gente dava risada, e agora? Digamos que nossos olhos estão sempre, sorrindo! Ótimo! Tô resolvendo várias das minhas questões escrevendo esse texto aqui e tô adorando isso.

Tá! Entrar na “faca” eu ainda não entrei, acho que por vários motivos: tenho medo de que doa, medo de não ficar do jeito que eu imagino, medo de ficar cicatriz, outras prioridades para usar a grana e medo de injeção. Ok, pronto. Medo mesmo!

Tirando a questão do medo, esse “esporte” não é barato e aqui a máxima “melhor prevenir do que remediar” é totalmente verdadeira. Cuide-se sempre e cuide-se bem. Alimente-se de modo saudável, garanta suas horas sagradas de sono e cuidados com os excessos.
Quanto ao preço dos tratamentos estéticos o céu é o limite!

Uma consulta inocente com um dermatologista bacana não é barato em lugar nenhum no mundo. Isso sem falar na aplicação de Botox, que além do valor da consulta, exige retoque ao menos uma vez por ano.

Sabe o bigode chinês? Aí vai precisar de preenchimento, acrescente na conta! Que isso, hein?! Estamos falando só de rosto. Podemos ficar lindas e poderosas com o rosto lisinho e aí vem o “já que…” Sabe aquela história de “já que apliquei Botox, vou aproveitar e tirar as manchinhas no colo e nas mãos com laser, vai somando.

Só nessa página, já gastamos uma fortuna que daria pra fazer uma bela viagem…
Não pusemos na conta, os creminhos, protetor solar, vitaminas, cálcio, estes sim imprescindíveis, em qualquer tempo, para qualquer mulher.

Conversando com um amigão sobre esse texto, ele disse: “Fala pra essa mulherada beijar na boca que deixa a pele boa”! O Jaques além de muito querido, sabe das coisas.
A dica aqui meninas, é prevenir, tentar ter uma vida mais regrada, mais saudável, não dar muito amor para os problemas (senão eles não largam do nosso pé) e celebrar as coisas boas sempre, por menor que sejam!

Como você cuida da sua pele? Conte pra nós suas experiências estéticas!

Participação de Jaques Cohen

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

2 Comentários
  1. Após 2 filhos resolvi fazer uma revisão geral. Abdominoplastia lipo silicone peito tudo em cima ..exato 1 ano após engravidei..chorei uma semana sem parar confesso foi uma mistura de sentimentos. Minha caçula chegou amamentei normal. Agora preciso trocar meu silicone e estou enrolando, não queria passar tudo de novo. Aah botox faço tbm kkk adoro!

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Os desafios da recolocação no mercado de trabalho para Dominiques

Dominique - Trabalho

É fundamental que uma Dominique esteja preparada emocionalmente para todas as barreiras que irá encontrar para se recolocar no mercado de trabalho.

Assim como há organizações que optam por profissionais mais jovens, há também aquelas que buscam profissionais mais maduros para compor seu quadro de funcionários. Essas empresas compreendem que a maturidade traz ganhos que refletem no trabalho em equipe. Como a ponderação, o senso de responsabilidade, a empatia, comportamentos que podem vir com a maturidade e são buscados e admirados nas empresas.

É imprescindível manter o otimismo e ser persistente. Não se deixar levar pelo pessimismo e comentários alheios que só atrapalham nessas horas. Como “na sua idade”, “desista”, “melhor pensar em outra coisa”, “se eu fosse você me conformaria”.

O pessimismo pode atrapalhar porque é um processo de recolocação no mercado movido pela energia, garra e disposição. Cerque-se de pessoas e situações que a estimulem positivamente. Tenha sempre em mente que por mais desafiador que seja voltar ao mercado de trabalho nessa faixa etária é algo possível de se conquistar.

Comece pelo autoconhecimento, olhe para si e pergunte. “O que eu gosto”, “o que é importante para mim no contexto profissional”, “o que sei fazer com facilidade”, “o que eu posso oferecer ao mercado de trabalho”, “quais são meus pontos fortes”, “o que me interessa e o que não me interessa”. Refletir sobre essas questões ajuda a direcionar o foco na hora de buscar a recolocação.

Cuidado com a armadilha de pegar o primeiro trabalho que aparecer por medo de que não surja outro. Com exceção dos casos que envolvam uma necessidade financeira que não seja possível mais esperar. Do contrário, busque um trabalho que tenha a ver com você, com seu perfil.

Estude o mercado. Busque saber o que as empresas querem de seus profissionais, quais setores estão aquecidos e quais estão contratando. Esse é um momento para intensificar o networking e o marketing pessoal.

É importante participar de eventos relacionados à área que deseja atuar ou até mesmo eventos na área de RH e Recolocação. Alguns são gratuitos e pode ser uma boa estratégia estar lá. Circule, converse com as pessoas, deixe claro (sem medo) que está à disposição para uma nova oportunidade profissional.

Esteja nas redes sociais, principalmente no LinkedIn que é uma mídia social estratégica em recolocação, nela você pode buscar vagas e se candidatar. A plataforma é considerada uma “vitrine profissional”, portanto, deixe seu perfil completo para aumentar as chances de ser encontrada por recrutadores.

Por falar em falar em mídia social, vale reforçar o cuidado necessário com a escolha da foto para o perfil e o conteúdo de postagens no Facebook. Às vezes, uma foto mais “reveladora” pode comprometer sua imagem considerando o contexto profissional. Lembre-se que recrutadores tem como prática de seleção, a análise das mídias sociais dos candidatos.

Mantenha-se atualizada, busque fazer cursos práticos na sua área ou na área que pretende trabalhar. Dê preferência aos cursos presenciais para que tenha oportunidade de conhecer outras pessoas, se não for possível recorra aos virtuais. O importante é manter-se antenada.

A elaboração do currículo pede uma atenção especial. Primeiro faça uma boa correção ortográfica, currículos com erros de português e mal escritos podem facilmente tirar você da seleção.

Logo no início do currículo, deixe em destaque seus conhecimentos e atividades práticas que sejam coerentes ao cargo de interesse. Tenha claro seu objetivo e cite-o no currículo de forma bem resumida apontando o objetivo como: “analista departamento pessoal”, “atuar em contas a pagar”. Nunca use frases como “à disposição da empresa”.

Vale citar no currículo os projetos que você já se envolveu ou liderou. Se você já teve o próprio negócio, cite suas principais experiências nele. Caso você tenha morado um tempo fora do país vale dizer no currículo e no momento da entrevista. Quando questionarem sua ausência no mercado de trabalho, busque ser objetiva. Você pode dizer, por exemplo, que optou por se afastar em função de um projeto pessoal e que foi uma fase, mas que agora está num outro momento e preparada para vivenciar uma nova etapa profissional.

Dica da Dominique:

Existe um site de empregos para pessoas com mais de 50 anos chamado Maturijobs, que tal dar uma olhada? O seu futuro emprego pode estar lá.

E ai Dominique? Animada para voltar ao mercado de trabalho?

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Simone Ayoub

Simone Ayoub é Consultora, Empreendedora, Coach, Palestrante e Docente, formada em Marketing pela Universidade Paulista e MBA em Recursos Humanos pelo Instituto Nacional de Pós-Graduação. Practitioner em Programação Neurolinguística com certificação internacional pelo Instituto de Desenvolvimento Pessoal e Profissional de São Paulo e Professional Coach pela Academia Brasileira de Coaching. Autora do livro "Marketing Pessoal para carreiras de alta performance". Idealizadora e fundadora da Sabber Consultoria & Treinamento, atua com Treinamentos in Company, Consultoria, Coaching de Carreira, Palestras e Cursos Abertos em território nacional.

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Mil dicas para não viajar na maionese e fazer a viagem dos seus sonhos!

Dominique - Viagem
Tentei escrever sobre viagem, viajando… achei que seria perfeito. Estava dentro de um trem a caminho de Santiago de Compostela na Espanha. Juro que tentei, mas me perdi nas paisagens, nas casinhas antigas, riachos, oliveiras e confesso, naquele cochilo de quem não está devendo nada a ninguém.

Ao contrário do que costumo fazer, dessa vez só me programei para os compromissos profissionais, os outros lugares foram me seduzindo ao longo da viagem.

Uma parte de mim estava de férias, a outra trabalhando. De férias, a gente dá férias também para o nosso cérebro, ficamos mais relaxados com a comida, horários e até mesmo com o dinheiro… são nossos vieses comportamentais tomando conta dos nossos atos enquanto damos uma folga à nossa racionalidade, aprendemos isso na economia comportamental. Pensar cansa mesmo. Viajando, a gente só quer cansar de ver coisas novas, diferentes, experimentar cores, sabores, cheiros e idiomas diferentes. Sabendo disso, planeje-se antes.

Me planejei financeiramente, saí do Brasil sabendo o quanto poderia gastar e que teria que fazer escolhas!

Pesquisei preços, mudei a data da viagem, transformei pontos de cartão de crédito em milhas, não gastei um real com a passagem. A ideia principal era passar uns dias na casa de uma amiga querida no sul de Portugal, visitar algumas universidades e como ela atua, assim como eu, em educação financeira, trabalharmos juntas por lá. Ah tá!

Viaje com amigos, é divertido; é gostoso ter com quem interpretar mapas, compartilhar experiências, lugares, risadas, uma comida com cara esquisita e vocês ainda dividem a hospedagem! Viajei com uma amiga brasileira, economizamos em tudo e gastamos tudo em passagem de trem. Viajamos à beça. Andamos igual a um camelo…

Se você tiver tempo para se planejar, veja com antecedência não só a passagem, mas também hospedagem, os descontos são bons, principalmente se for fora da alta temporada. Verifique a possibilidade de transformar seus pontos do cartão em milhagem, hospedagem e aluguel de carro. Dependendo da época do ano, vale a pena. OUTRAS NÃO!

Sabe aquela pergunta que sempre ouvimos na boca do caixa: crédito ou débito? Concentrar as compras no cartão de crédito já é uma forma de planejamento financeiro. É mais fácil para organizar, assim, tem-se uma data única que reúne a maioria das contas. Na fatura sabe-se onde, o que, quando e quanto custou cada coisa comprada ou serviço pago. O cartão nem sempre é o vilão, desde que não se perca de vista que a fatura chega e os juros são absurdos, caso você não pague o que deve na data de vencimento.

Se você for estudante, professor ou maior de 60 anos, identifique-se, isso pode te garantir abatimento nos preços. Em alguns países, estudantes tem limitação de idade, mas na maioria dos lugares, a carteirinha te abre portas com 50% de desconto. Transportes principalmente. Para professores, a carteirinha internacional tem peso de identidade internacional. Só soube quando retornei ao Brasil e já vou fazer a minha. Para comprovar a idade, mostre seu passaporte.

Ainda falando de documentos, tire uma cópia do seu passaporte e mantenha em lugar seguro junto com o endereço do consulado do Brasil. Caso você perca o original, a cópia vai te ajudar bastante na hora de providenciar outro documento.

Se você faz uso de medicamentos de uso contínuo, leve a receita médica com o nome genérico do medicamento. Em tempos de doenças endêmicas, verifique a necessidade de se vacinar antes de viajar.

Não importa se o seu cartão é internacional, antes de viajar, verifique na emissora se você precisa desbloquear o cartão para fazer compras em outros países. Aproveite também para perguntar se tem direito a salas VIP dos aeroportos. Em caso de conexões muito longas, pode ser uma boa pedida.

Se você tem planos de alugar um carro durante a viagem, busque informações antes de tirar a carteira internacional de motorista no Detran. Em alguns países, o turista pode usar a carta do país de origem por um prazo de até seis meses.

Para quem não viaja com frequência ao exterior ou é uma primeira vez, os aeroportos, principalmente os que tiveram reformas recentes, são enormes e os free-shops idem!

Alguns voos com conexão dão a impressão de que se vai “mofar” no aeroporto. Em alguns voos o tempo é “contadinho” para desembarcar e embarcar em outro voo.

Se você está se preparando para a viagem dos sonhos, compre uma mala com o maior número de rodinhas que couber no seu bolso. Faz uma diferença danada. Ah! Sim, compare preços, se for o caso, vá com sua mala antiga e compre outra na viagem, dependendo do destino, pode ser mais em conta comprar fora do Brasil.

O que mais? Por mais vaidade que você tenha, leve o mínimo de roupas possível e consulte a previsão de tempo. Ela é honesta! Não se preocupe: o astral muda, a pele fica boa, use o seu melhor sorriso e como diz uma amiga, “mudou de cachecol, mudou de roupa”… As fotos sairão lindas, não leve um caminhão de roupas, no fim, você usará as mais confortáveis; a dica vale para sapatos também.

Se a viagem for para o exterior e o planejamento for de longo prazo, vá comprando a moeda local ou aplicando mensalmente seus recursos em algum fundo de investimentos cambial. Ao longo do tempo, terá comprado a moeda por um preço médio. Deixar para fazer câmbio na semana da viagem pode ser um risco enorme da moeda estar cotada em um valor alto e comprometer seus planos.

Não gaste mais do que o planejado, a menos que haja uma emergência – Ah! se você comprar a passagem com cartão de crédito, verifique se está pagando também por um seguro viagem, em alguns países o comprovante do seguro é solicitado na alfândega.

Coloque antes de viajar um teto para seus gastos e mantenha-se nele. A sensação de autocontrole é boa e o bolso agradece.

Durante a viagem, hidrate-se bem! Use sapatos confortáveis, não deixe de experimentar algum prato típico, apaixone-se, tire muitas fotos e pese a mala antes de embarcar de volta.

Cuide de tudo com antecedência para não viajar na maionese!

Beijão, boa viagem! Ao retornar, conta tudo pra gente aqui!

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

4 Comentários
  1. Depois dessa. Fiquei sem palavras. Obrigada pelos dias incríveis amiga! Muitas saudades. Mil beijos em todos aí!

  2. Boas dicas amiga Paula. Foi com enorme gosto que te recebi na minha casa, na minha família, nos meus amigos.
    Foi uma decisão inteligente viajar por todo o país de comboio. O país é pequeno, é económico e as paisagens agradecem serem conhecidas pelos sentimentos dos forasteiros.
    É bom viajar, conhecer novos ambientes e culturas diferentes. Da gastronomia ao clima tudo é uma questão de hábito mesmo. O planejamento da viagem é importante mas há sempre lugar para que os locais nos surpreendam com algo que se fossemos apenas como turistas nunca encontraríamos.
    Um obrigada gigante à forma como me recebeste em S. Paulo numas férias inesquecíveis.

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