Tag: Maturidade

Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo Top!

Dominique - Asilo
Asilo? Asilo TOP? Sério? Yes, darling.

Hoje tenho 53 anos. Estou em ótima forma, independente, jogando um bolão.
Mas o tempo cobrará sua conta. Nem sempre fui saudável.
Fumei.
Comi errado.
Fiz todos os tipos de regime de moda que você pode imaginar.
Tomei todos os tipos de remédio para emagrecer que existem no mercado e fora dele.
Abusei de meus joelhos.
Tomei sol pra caramba numa época que não existia protetor solar.
Tomei sol pra caramba depois que inventaram o protetor solar.
Sempre fui mega-ansiosa. Dizem que isso não faz muito bem.
Estresse, pouco sono e muito trabalho me eram atributos prazerosos, acredita?
O único excesso que não cometi foi o da bebida.
Por isso tudo, acho que não serei uma velhinha muito saudável apesar da pouca bebida.

Tenho 2 filhos. Ou tive. Digo tive, porque os doei para o mundo. Há algum tempo não são meus.
Apesar da ética e da moral dizerem que eles devem cuidar de mim, não quero.
Ah, sério. Não é nem para não dar trabalho para eles.
Mas imagino que deve ser muito chato ser cuidada por filhos, genros, noras.
Apartamento, cuidadora, médicos, remédios…
E no final das contas solidão. Claro que solidão. A quem você quer enganar, colega?

Então, estava pensando e tive uma ideia.
Vou cortar caminho e poupar trabalho para todos.
Vou para um asilo direto.
Mas calma, não fique com peninha de mim, nem ache que eu estou fazendo chantagem.
Eu que vou escolher o asilo e vai ser agora! Não quando estiver caquética e dependente.
Até porque o lugar que estou imaginando deve custar uma bala, os meninos vão me interditar se eu não deixar pré-pago.

Quero um asilo TOP como eles falam.

Não precisa ser no Brasil. Pode ser em qualquer lugar do mundo. Mas tem que ser bacanudo mesmo. Chique.
Quero ser vizinha de suíte (claro que é suíte) de Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Não são elas os primeiros nomes que vem à cabeça quando pensamos em velhinhas famosas em asilo? Não? Engraçado, para mim foram. Óbvio que os nomes serão outros, tadinhas destas.

Então, quero ser vizinha de Madonna, Michelle Obama, Javier Bardem e Penélope, Carla Bruni, Keith Richards que se não morreu até agora é claro que o nego é imortal.

Mas têm os tupiniquins também.
Tenho certeza que a Xuxa vai estar lá ou você acha mesmo que a Sasha vai ter paciência com ela para o resto da vida?
Lobão. Imagina a caricatura que ele não será daqui uns anos… Hum, pensando bem…
Rita Lee. Sempre Rita Lee… Minha velhinha preferida.
Du Moscovis, porque afinal de contas quem não gosta de ter por perto um gatinho, um boy magia, não é mesmo?
Vanessa da Mata que tornaria nosso aiaiai muito mais afinadinho.
Paulinho Moska – Gente já falei 1000 vezes. Gosto é gosto. E essa é a minha turminha pro asilo, pô. Deixa o Moska em paz.
E o Gabeira. Esse sim, vizinho de quarto. Tenho muito que aprender com um homem que é capaz de rever posições e ideais como ele fez ao longo da vida.

Bom, quero um lugar animado.
Vou deixar pago vitaliciamente, ou seja, o local vai ganhar a mesma coisa se eu viver 1 mês ou 1 ano ou 20 anos. Para o estabelecimento tanto faz.

Dito isso…
Quero chocolate, cigarro e vinho branco à vontade. Isso só pra começar.
Quero ter tempo e oportunidade de desenvolver novos prazeres, como quem sabe ficar totalmente dependente de torresminho, por que não?

Duas regras importantes:

– Notícias novas serão proibidas. Como minha memória não estará mais lá grandes coisas, só notícias muito velhas e com finais já conhecidos para que no íntimo não tenhamos sobressaltos.
– Visitas. Ah… Estas também serão expressamente proibidas. Para todos. Qualquer hora explico o motivo. Se é que você já não captou.

E para terminar:
Não quero enfermeiras ou cuidadoras.
Quero ex-putas.
Isso. Você entendeu. Ex-prostitutas.
Imagine só o tanto que elas são carinhosas e profissionais.
Com um pouco de treinamento ficarão melhores que os médicos, não acha?

Isso é Shangri-lá.
Acho até que tem asilo com esse nome. Ou será cemitério?

Leia mais:

O dia em que o laboratório me chamou para refazer a mamografia
De mãe para filha: viver é ser feliz!

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

87 Comentários
  1. Sylvia Belinky disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    Tô nessa mas mais ou menos! Quero conviver se me der vontade, embora no mais das vezes vá preferir ficar ” na minha”, curtindo plantas, bichos e livros, escrevendo e costurando, sem pesar pra filho ou irmãos! Hoje, aos quase 75, ainda tenho um marido companheiro querido e moro numa casa alugada, de condomínio. Mas nada de pentelhação de gente famosa; gente sem ser velha e sem ser famosa já enche o saco, imagine somando velhice e dinheiro: SOCOOOOOOOORRRRRROOOOOO!!!!…kkkkk Mas não vou ter grana pra todo esse luxo, embora sonhar seja de graça!…
  2. Meu melhor sonho! Mas como é uma utopia, sugiro juntar algumas pessoas com o mesmo objetivo e astral e montar um lugar diferenciado, auto gerido, bem do gosto de todos.

  3. Se tiver lugar pra uma tia “véia” que se pudesse acordava meio dia e trocava o dia pela noite, que se deixar ouve música o dia inteiro, gosta conversar, mas também adora ficar em silêncio (controverso, não?),chegada num vinho branco e adora um banho de mato … tô dentro!

    Deixo vcs com a área vip … prefiro um chalezinho com vista pro mato, aquele cobertor de orelhas gostoso (mesmo que passe o dia inteiro um implicando com o outro), um bom e velho vira lata no quintal, umas amigas “véias” bem porra loka pra dar umas risadas… já está ótimo. Se não precisar caminhar muito pra chegar na piscina fica perfeito!

  4. Quero um lugar pra morar com pessoas boas calmas atenciosas pode ser no Brasil tenho 73 anos de idade sou diabética problemas de coluna mas creio que posso me curar morando num asilo com pessoas boas frequentando passeios diversões lazeres que eu possa encontrar isso com um preço aqcessivel de acordo com o que eu recebo de pensão

  5. Penso nisso a algum tempo já….
    Tenho 55 e estou muito bem por hora…
    Mas sei que vai chegar e não sou do tipo que dependo de ninguém,logo vai ser muito difícil para mim envelhecer e precisar que filhos e amigos me cerquem….
    Quero continuar levando minha vida sem ser um estorvo,entendem?
    Tô dentro!
    Me aguardem!

  6. Estou perto dos 50 e pensando em possibilidades. Estou doando meus 3 filhos para o futuro (deles) e não me incluo nesse futuro.
    Tenho cuidado da minha mãe idosa e sei que sou, digamos, chata com ela (que tem restrições alimentares e come como se não fosse viver para a próxima refeição; está mais ou menos ok devido a tanta medicação, mas acha que se não tomar um remédio ou outro tudo continuará; que sabe basicamente TUDO o que acontece com TODOS, mas não lembra se já tomou banho)…
    Enfim… não teria paciência de ser rastreada por filho/a, como rastreio minha mãe.
    Sou independe e livre, mesmo casada há quase 30 anos. Quero muito manter essa independência e liberdade quando essas palavras soaram estranhas a uma idade mais avançada.
    Talvez, um asilo TOP seja a solução! Não sou famosa como a Xuxa, mas poderíamos ser vizinhas. Ter alguém pra brindar à vida parece ser uma ideia interessante!

    1. Nossa Ale..que coisa bacana que vc escreveu. Profundíssima. Com palavras super bem colocadas (dou super importânca para isso, pq faz toda a diferenca). Amei e vc tem razao. Nao queo ser rastreada. Pq nao comer se no sabemos se havera uma proxima refeicao. Querida, quero ser sua amiga. Beijocas

  7. Meu asilo TOP teria minhas 3 ou 4 amigas do ❤️ morando cada uma em sua suíte , fora todo resto da turma de velhinhos. Super organizado, programação e instalações impecáveis.
    Das celebridades, uma das minhas amigas do ❤️ (autora do texto), acabou esquecendo de relacionar nossa unanimidade: Evandro Mesquita
    Pra cantar pra gente e encher o lugar de charme e alegria! Revigorada total ‍♀️

  8. Envelhecer com pessoas de sua idade é fantástico.. eu gostaria de fazer que nem a Dominik mas se nesse lugar estivesse o Richard Gere..ai que maravilha.. ficaria o dia inteiro olhando pra ele…nem me preocuparua com mais nada…

  9. O texto me lembrou o filme francês “E se vivêssemos todos juntos?”; ele fala de um grupo de amigos de toda a vida, que decidiram viver juntos em uma grande casa… Uma estória linda e emocionante sobre o viver e morrer, que nos ajuda a pensar o assunto com menos angústia. Assistam!

  10. Amei a idéia,sonho em fazer isso em minha casa,ficar só jamais quero fazer amizades,rir,jogar buraco,beber uma cerveja ,fazer compras,ter amigos e uma técnica em enfermagem para nós auxiliar,não importa a idade basta q a pessoa tenha condições de ser independente.quem sabe daqui uns tempos esse sonho vire realidade?

  11. Adorei a idéia! Sempre pensei na possibilidade de viver em comunidade, qdo não poder mais dirigir, fazer minhas compras ,passear enfim. É bom saber que poderemos viver com independência perto de outras pessoas que passam pela mesma situação. Sempre é bom Está com amigos e amigas.

  12. Amei a idéia. Sou muito forte apesar dos 71 anos. Estou me sentindo muito incomodada ultimamente…. tenho muito espaço físico mas ficar na dependência de piscineiro e jardineiro vivendo sozinha não está me agradando. Quero companhias agradáveis…..vou tranquilamente se gostar do local!!!!!

  13. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
    monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  14. Na Europa e EUA já tem, e a discussão começa a aparecer no Brasil do chamado Coliving: uma tendência urbana em compartilhamento de moradias. Acho bárbara a ideia que favorece interação, colaboração entre vizinhos que compartilham áreas comuns e se ajudam. Imagine um casal com o seu espaço próprio, que no coliving ainda podem cuidar do filho do casal jovem vizinho enquanto estes trabalham. Benéfico para ambos, por exemplo.

    1. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
      monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  15. tenho 50 anos, quase 51. meu marido é 20 anos mais velho que eu, e não tive filhos. asilo não, moradia da idade da liberdade! de preferência em companhia de gente com cabeça que pensa assim e para aprender música, pintura, ler bastante, assistir muitos filmes, ter uma horta, viajar e curtir a amizade. também quero!

  16. Adorei seus comentários Simone e veja,tenho 74 e ainda não e sinto na “velhice pra valer”.Viajar e ler bons livros nos faz rejuvenescer.Ter casado aos 68,nossa,que maravilha! Ter um companheiro que te ame e entenda tambem prolonga a vida saudável.Gostaria que a Gilmara me desse o enderêço do asilo de Piracicaba,vou procurar na iternet ,pretendo ir e levar meu Fofo,está comigo há 47 anos.

  17. Pelo fato de eu estar criando dois netos um com 14 e outra de 8 ainda não atentei para essa hipotese, os crio desde bebes hoje so sou eu e eles em casa, sabe que o artigo me despertou,eu também sou muito independente, nem pensar em morar com quem quer que seja filhos ou netos, estou com 66 , grata pela materia

  18. kkkkk sempre pensei assim 🙂 estou trabalhando horrores para financiar o gaysilo dos meus sonhos,pé na areia e varias tchutchucas jovens e felizes para cuidar da velhota aqui! A ideia de ir a creche tbm me faz bem!
    Hoje pela primeira vez venho ate vc Dominique e amei 🙂 parabéns!!
    ah ….vim atravez da Consuelo
    BJKAS MENINAS

    ivani ( 48 anos ) ……rs

  19. O asilo dos meus sonhos é quase isso. Dispensaria os vizinhos ilustres, pois sou muito simples.A felicidade, para mim, está relacionada à liberdade, que por sua vez,só vou conseguir se puder decidir, SOZINHA,minhas vontades e meus desejos. Já preciso convencer meus filhos que são terminantemente contrários à ideia. Não consigo me imaginar dependente, na casa de um deles, apesar do carinho que recebo de todos. Aí sim, na minha dependência, seria chamada de complicada e dramática!

  20. Kkkkk estou rindo de mim porque SEMPTE disse que EU queria ir para um asilo de idosos! Comecei a planejar – independência financeira porque nem nessa área ($$$) queria ser um.”peso”pra eles…
    Estabeleci idade – mais ou menos 70 anos! Estaria lúcida, interessada em artes, boas conversas, sem preocupação de ter alguém fazendo comida ou limpando a casa….uma ma ra vi -lha! Com 68 anos.. .cheghuei de uma viagem ao Japao, China, Tibet e Dubai e ai….conheci um argentino. Resumo da opera: ESTOU CASADA, só esse ano já fiz 8 viagens internacionais, Estou voltando outra vez pra Europa agora em novembro ( cheguei de lá em junho ) e….ESTOU INDO MORAR …..NA EUROPA !! Adiei asilo !!!

  21. Agora já existem condominios e podemos combinar com amigos para morar juntos. Cada um com sua casa e seus hábitos mas com vida social dentro do condomínio. Acho que seria minha opção. De preferência, numa praia.

  22. DUAS PALAVRAS QUE ME INCOMODAM: ASILO E TERCEIRA IDADE!!! É PRECISO REINVENTAR! AQUI NO BRASIL, ISSO É UTOPIA E QUANDO NÃO, É TÃO CARO E SOFISTICADO QUE PERDE ATÉ A GRAÇA E A LEVEZA QUE UM LUGAR NESTE ESTILO DEVE SER: ALEGRE E DESCONTRAÍDO.
    O IDEAL PRA MIM, SERIA UM ESPAÇO COM MUITA NATUREZA, CADA UM COM SEU CHALÉ OU BANGALÔ, (COMO PREFERIR CHAMÁ-LO) DE PRIVACIDADE E UM ESPAÇO COMUM DE CONVIVÊNCIA.
    TUDO ISSO COM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL!

  23. Tenho 10 a mais que Dominique !!! Tenho pensado só agora sobre o envelhecer no sentido de ” onde ” irei quando já não puder mais ser e ter autonomia ? Não quero asilo no sentido mais tradicional e certamente não terei as possibilidades de sustentar esse futuro tão oneroso sozinha !!!! Terei que achar ou construir esse lugar do meu tamanho !!!! Tenho muita simpatia e tenho acompanhado publicações sobre “co- habitações” como uma possibilidade de futuro !!! Juntar- me não isolar-me e o que quero !! Sigo na pesquisa!!!

  24. Em Piracicaba, SP existe um condomínio com características próprias para a terceira idade.Conheço uma pessoa que mora lá e adora! Tudo no condomínio e para atender pessoas da terceira idade, desde saúde,lazer, vida social, cultural. Uma estrutura excelente que atende as necessidades dos condôminos! Acredito que deve servir como inspiração /modelo para que se construam condomínios com essas características.

  25. Eu sempre brinquei que teria meu asilo particular… talvez não tão chic quanto o seu e com vizinhança bem menos ilustre. Já combinei com uma amiga. Só não quero aprender crochê pq acho depressivo e não tenho paciência para pequenos trabalhos manuais…. comigo tudo é ÃO!
    São 3 filhos, 1 neto e 1 companheiro. Os 4 primeiros, certamente não aturarão minhas “rabugices” pois já hoje sou chamada de chata. Mas quero meu velhinho por perto sempre… ele é chato mas é companheiro e é disso que eu preciso. Sabe ouvir… e às vezes tenho que repetir (tá começando a ouvir mal… ).
    Hoje tenho repensado muito sobre o que é envelhecer e cada vez mais me convenço que só deveríamos viver enquanto nos fosse possível manter a dignidade de tomar um banho ou ir ao banheiro sozinhos.
    Minha mãe está com 76 anos. Desaprendeu a andar, a segurar suas funções fisiológicas e isso é constrangedor para todos. Pra completar, continua lúcida e com o humor ácido e grosseiro que lhe é peculiar. Morro de medo de ficar igual… me recuso! Quero manter o bom humor…. ah, gostei da ideia de contratar putas (meu marido vai amar!), elas certamente alegrarão o lugar…

  26. Hahaha… eu tb já mencionei esse fato p minhas filhas… vou morar em um asilo!!!
    Mãeeee, vc ficou loucaaaa???? Acha k vamos deixarrrr??? Qual o problema???!!! Páraaaaaaa….
    Aguardemos…

  27. Eu tb quero ir para um asilo. Nem precisa ser tão especial. Tem de ter música, música boa. (Nada de Aché ou sertanejo universitário ) Alquem pra tocar um violão e me deixar cantar. Minhas companheiras serão as da juventude acumulada,nome que escolhemos para o nosso grupo.Importante: horas dançantes com os idosos ou com dançarinos pagos para rodopiar co cuidado as idosas assanhadinhas.Durante a semana ,de dia um crochê, um cochilo.A noite,cinema.

    Preciso só convencer meus filhos e netos que deixar-me lá, não é abandono,é ser livre para fazer do meu tempo o que eu quero,para curtir minhas fugas e rabujices sem perturbar,é ficar na cama por preguiça ou dor no corpo sem incomodar.

  28. O problema é que as casas de repouso/asilo não se enquadram nesse modelo.
    Temos que ter alguma outra opção bacana.
    Essa sua é utópica. Mas a idéia é compartilhada por muitas pessoas.
    Seria interessante uma pesquisa.

  29. O meu projeto é este já estou proxima,só que ainda tenho marido,se ele for antes de mim.Não vou morar vom filho,penso em procurar uma casa de repouso,só que não é. Top como a de Dominique.

        1. Você expressou meus pensamentos,sem dilemas e sem essa de dizer que “meus filhos me abandonaram”. Quero viver meus momentos, curtir meus livros e minhas músicas e curtir eu…simplesmente eu…

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Novos amigos? Na minha idade?

Fui a uma exposição semana passada de uns amigos galeristas. Ahhh adoro esses dias de vernissage que são animadas com gente de toda parte.

Além de estar linda, ou até por causa disso estava lotadíssima. Bom para meus amigos, mas para uma mulher depois dos 50 anos pode começar a ficar um tantinho quente demais. Hora daquela saída estratégica para meu cigarrinho.

A sensação de sentir aquele ar gelado no rosto ao sair de um lugar abafado é libertador.

E dou início a meu delicioso ritual : pego minha carteira de cigarros, abro, escolho aquele que não desorganizara as fileiras, acendo e dou a primeira tragada com um prazer descomunal. Ao soltar a fumaça no escuro daquela noite, percebo alguém a me observar. Uma mulher parada também na porta da galeria olhava para mim e para a fumaça de meu cigarro com uma certa fixação. Difícil explicar aquele olhar.

Imediatamente e com a voz mais gentil que consegui, para não assustá-la de seu devaneio, abri meu maço de cigarro e ofereci:
– Boas….Aceita um?

-Ohh não, obrigada. Parei de fumar há quase 6 anos. Desculpe, mas estava tentando fumar junto com você . Desculpe novamente se pareci uma psicopata.

E começamos naquele momento um papo divertido, com ela me contando as dificuldades que teve para largar o vício. Percebi que ela tem uma veia dramática pronunciada quando falou que em sua vida há duas coisas que de que se lembra todo os dias: Do pai dela e do cigarro. Até agora não sei quanto daquilo foi uma frase de efeito ou uma verdade absoluta expressa de maneira jocosamente dramática.

Apresentamo-nos. Ela se chama Dominique. Brasileira, mais ou menos da minha idade, e vem com uma certa frequência a Portugal.

Apesar de ambas termos saído para “refrescar”a essa altura ja estávamos sentindo frio mesmo. E nossos amigos já estavam chamando. Antes de nos perdermos porém, ela me contou do projeto Dominique, e das Histórias de Dominique. Toda a ideia de valorização da mulher sem radicalismos e rancores.

Não pensem ,vocês brasileiras, que aqui em Portugal é muito diferente do Brasil . Digo isso com conhecimento de causa porque sou nascida e criada cá em Lisboa porém fui casada com um brasileiro. Na verdade um carioca. Não, meu ex é mais que carioca. Ele é do Leblon  e é assim que se define. Desculpe, não resisti a farpa.

Mas este é o motivo que escrevo em “brasileiro”. Ahhh Você não sabia? Aqui na Terrinha, falamos Português, e os brasileiros falam Brasileiro. E é assim que se diferencia. Pronto. Se bem que por vezes tenho certeza que deixo escapar alguns “Portuguesismos”

No dia seguinte, curiosa que sou entrei no site dessas mulheres . Comecei a ler as histórias e não consegui parar. Fiquei hipnotizada.

Mandei um e-mail para o site, tentando alcançar Dominique que não tinha me deixado contactos. Pouco depois recebo sua resposta.

Aceitou meu convite para um café!! Ora, que porreiro*.

Gente..Está a parecer que estou interessada nela, pois não? Mas que nada. Aliás nada contra porém não é esse o caso. Muito gira** minha nova amiga e seu projeto. Porque já me sinto sim amiga desta e de muitas outras Dominiques que encontrei no site.

Marcamos uma prosa no Café Cotidianos no Chiado. Adoro aquele lugar e Dominique não conhecia. Por lá ficamos até sermos postas a correr para poderem fechar o estabelecimento.

E gente, como me envolvi com esse projeto. Como gostei de tudo isso. E como tenho histórias para contar.

Então, muito prazer! Eu sou Barbara Godim, portuguesinha completamente tropicalizada, e com a certeza de que amigos são nosso maior patrimônio nessa altura da vida.

Vou escrever algumas histórias, alguns casos verdadeiros, algumas lendas e tentar mostrar um Portugal diferente daquele que você tem visto nos blogs.

E principalmente, quero fazer amigos. Quero te conhecer e conversar com você.

Porque envelhecemos enquanto temos capacidade de fazer novos amigos – já dizia uma velha nova amiga.

NE * porreiro = bacana

** Gira = Legal.

Leia também :

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Danças Ocultas – Grata surpresa portuguesa

Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

4 Comentários
  1. Thanks for sharing. I read many of your blog posts, cool, your blog is very good.
  2. Gosto de ler textos escritos com essa vibração calorosa, essa maneira de ser completamente despojada, simples, correta e que não deixa o interesse cair, e nos faz querer ler mais e mais….

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Namorei meu personal trainer mais jovem e foi incrível

Algumas mulheres preferem namorar com homens mais velhos. Dizem que têm mais maturidade, dedicam-se mais a relação e é com eles que aprendem muitas coisas, mas a recíproca é verdadeira. Eu garanto: namorar um homem mais jovem é tudo de bom!

Tudo começou quando eu decidi levar a sério uma rotina de academia e contratei um personal trainer para me ajudar nessa missão.  Foi um belo estímulo para incluir a atividade física no meu dia a dia e também para a minha autoestima.

Até aquele momento nunca tinha me passado pela cabeça sair com alguém tão mais jovem: 25 anos a menos que eu.  Muito menos engatar um caso com alguém com quem tivesse relação de trabalho. Porque é assim que eu via a contratação desse tipo de serviço. Simplesmente profissional.  

Eis que todas as minhas teorias caíram por terra ao conhecer M. Lindo, loiro, olhos azuis, 1.90m de pura gostosura e super dedicado. Isso sim é estímulo para treinar!

Eu contava as horas para chegar segundas, quartas e sextas-feiras, quando eu tinha hora marcada com ele.

Até que um dia eu bati o carro e não tinha como ir pra academia (daquelas desculpas que criamos para nos sabotar, lógico). Então ele disse que me pegaria em casa meia hora antes do horário da aula. Para não perder o ritmo. Foi assim que aprendeu onde eu morava e passou muito tempo frequentando o lugar…

Numa dessas caronas, ele pediu para subir para usar o banheiro ou algo assim. E aí não tive como escapar. M. me pegou de jeito e me deu um beijo cinematográfico. Cheguei a perder o fôlego e fiquei meio sem reação, mas quer saber? Decidi deixar a vida me levar, afinal qual o problema ?

Era um tesão louco quando ele me alongava no final do treino. E cada série de exercício eu queria me esforçar mais. Nunca antes na história desse país eu havia tido tanto resultado numa academia.

E estava feliz com a prorrogação dos treinos para minha cama. Nessas ocasiões, muitas vezes, quem deu as lições fui eu!

Diante dessa aventura que durou pouco mais de um ano, posso enumerar algumas razões para namorar um homem mais novo:

São mais divertidos

São mais otimistas, abertos a novas coisas e, normalmente, sentem-se menos amargurados com a vida, por isso terá encontros mais felizes em vez de ter de ouvir discursos entediantes sobre a vida

Não acham que sabem tudo

Ao contrário dos homens mais velhos, os mais novos não acham que têm o direito de dar lições sobre tudo e todos;

Um bom corpo

Não é necessário fazer qualquer descrição neste ponto…

Muito sexo

Não têm medo de experimentar coisas novas… E, em muitos casos, possuem uma preparação física invejável. Isso pode influenciar (e muito) a vida sexual;

São mais flexíveis

Ainda não têm uma opinião formada sobre tudo e todos, por isso são mais abertos aos argumentos dos outros;

Fazem você sentir-se mais nova

Levam você a restaurantes e discotecas novas, apresentam  músicas e filmes novos e fazem com que tenha vontade de continuar na juventude;

Têm amigos lindos de morrer

Faça o que quiser com esta informação…

Têm menos ‘bagagem’

Sem filhos, sem ex-mulheres, sem preocupações;

São mais românticos

Como são mais novos, existe uma maior probabilidade de terem menos dinheiro que os homens mais velhos, por isso arranjam formas mais criativas (e românticas) de impressionarem as mulheres de quem gostam.

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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As flores, os nudes e as atitudes na arte de Georgia O’Keeffe

O que deve ter sido posar nua nos anos 20?
Imagine uma mulher na casa de seus 30 anos, ser fotografada nua por seu amante (ela solteira, ele casado) há 100 anos.

Ele, fotógrafo e quase 25 anos mais velho que ela completamente encantado por aquela mulher. Ela, artista, sensível e completamente apaixonada por seu mentor e marchand.

    O’Keeffe e Stieglitz Apaixonados

Ele, um dos mais famosos galeristas de sua época, logo reconheceu em sua amada todo potencial artístico. Apaixonou-se pela mulher, pela artista, pela obra e pela alma de Georgia O’Keeffe. Estava tão encantado que não bastava tê-la para si.  Era preciso materializar esse sentimento em fotografia que era o que melhor fazia Alfred Stieglitz.
Mas também não bastava admirar as imagens daquele lindo corpo maduro, do rosto forte e das sombras e luzes que revelavam pele e pelos. Era preciso que o mundo visse também toda aquela beleza de sua “criatura”. O mundo precisava saber que ela era dele.

O’Keeffe, na série de nude.

Assim convenceu Georgia O’Keeffe de que uma exposição das suas imagens em papel de revelação seria tão importante quanto de suas flores gigantes pintadas em tela. Qualquer mulher que já se apaixonou vai entender porque O’Keeffe permitiu essa exposição sem medir consequências.

Mas consequências, como assim? O que poderia acontecer com nu artístico?Se até hoje falar, posar, exibir ou até mesmo insinuar sexualidade e sensualidade incitam o machismo e o puritanismo em muitos de nós imagine em 1918.

 

Amo esta foto que deu origem a minha coleção de pernas cruzadas.

Bem, a exposição foi um enorme sucesso e um escândalo em igual proporção estigmatizando o trabalho daquela artista, que viria a ser considerada a Mãe da Arte Moderna Americana. Suas flores gigantes foram alvo de interpretações freudianas por parte dos críticos, que as relacionaram com vulvas.

Por mais que O’Keeffe negasse veementemente qualquer relação de sua obra com genitálias, ela só conseguiu se desvencilhar desse rótulo anos mais tarde quando sua pintura vinda de seu refúgio no Novo México, mostrou-se tão impressionante e potente quanto suas flores.

                                  Críticos sexualizaram obras de O’Keeffe

Ahhh, esqueci de dizer que quem não gostou nadinha da tal exposição foi a esposa de Stieglitz. Fez o que chamaríamos hoje de barraco. Todos sabiam que era exatamente isso que o apaixonado criador estava esperando para poder enfim viver seu grande amor com sua criatura. Casaram-se.

                   Stieglitz. &  O’Keeffe

Quanto mais crescia a notoriedade da obra de Georgia O’Keeffe, mais alucinado por ela ficava Alfred.
Até aparecer em sua galeria uma outra promessa. Bem mais nova. Preciso falar mais? A nova promessa não vingou nem como artista nem como amante mas fez com que a decepção e tristeza de Georgia a levassem para longe de NY. Não se separou de seu marido apesar de poucas vezes ter voltado para a cidade. Acabou viciando-se em solidão. Em seu rancho era plena. Observava o mundo ao seu redor de perto e com fome.

Sentava-se sozinha para assistir a luz e a sombra sobre o deserto e as montanhas. E se perguntava o que eu poderia fazer com aquilo: “Tudo isso me interessa muito mais do que as pessoas, parece que elas quase não existem.”

Ahhh, uma loner…

           Georgia O’Keeffe

O’keeffe encontrava inspiração na natureza ao seu redor. A fauna a flora maneira como a luz refletia sobre as pedras, a hipnotizavam.

Em uma das 25.000 mil cartas (isso, vinte e cinco mil) trocadas com Stieglitz, ela descreve em detalhes a cena que ela via pela janela:

A terra rosa e as falésias amarelas ao norte a lua pálida prestes a se pôr no céu por de lavanda da manhã atrás de uma muito longa e bonita planície coberta de árvores ao oeste. As colinas rosas e roxas em frente aos cedros verdes abafados e esfarrapados e a sensação de muito espaço.

Genteeeee, que coisa mais linda!! Você não consegue quase que ver o que ela descreveu? Veja algumas pinturas do lugar e me diga se não é isso mesmo.

     As flores gigantes de Georgia O’Keeffe

E por que resolvi escrever tudo isso hoje?
Sou louca por sua obra e achei que seria uma maneira interessante de homenagear a primavera mostrando suas lindas e coloridas flores.

               Não me canso desses exageros

E qual não foi minha surpresa que pesquisando para escrever esse texto, descobri que esse 2018 é o ano do centenário da exposição de suas fotos.

Adooorooooo essas coincidências…

Veja também:

Pasta do Pinterest com muiiitos trabalhos de Georgia O’Keeffe

SP_Arte

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Grata por nos levar em suas histórias e pesquisas . Qtas vidas interessantes tivemos em nossa humanidade … amores, encontros , desencontros … e .. a arte sempre rondando seres de Luz , Sofrimentos, desencontros … e… grandes Amores … deixaram heranças… as mais Inciveis Obras para a Humanidade . VIDA !!!!… entrelaçadas por diversas formas de AMOR

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias

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Evento Dominique no Shopping Anália Franco

Hoje assisti algo muitíssimo perturbador. Saí diferente de lá.
Sim. De lá. Apesar de ser um vídeo do Netflix, embarquei na narrativa da pessoa. Foi uma viagem conturbada e emocionante.
Se já assistiu “Nanette” sabe do que estou falando mas se não assistiu digo que é algo necessário na vida da gente.
Uma amiga me recomendou e foi assertiva: – Você tem que ver!!!
Diante de tamanha ênfase não tive alternativa a não ser assistir imediatamente.

Agora, pensando, reconsidero minha recomendação.
Não.
Não é para qualquer um. Só alguém que te conhece muito bem pode fazer tal recomendação porque como me disse Consuelo ao falar dele, “acho que vai te tocar como me tocou. Cresci uma geração diante daquilo tudo”.
E batata!! A história da comediante Hanna Gadsby me pegou.

Como pode, a Consuelo em menos de um ano, me conhecer assim?
Conhecemo-nos por motivos profissionais em agosto/setembro de 2017. Para palestrarmos juntas em dezembro do mesmo ano.
De lá pra cá, nos encontramos poucas vezes, mas mais vezes do que muita amigona que mora São Paulo.
E toda vez que estamos juntas, temos uma sintonia tão boa!! Assunto pra mais de mês. Papos legais, divertidos e por vezes profundos.
Com ela aprendi o que é FOMO. Aprendi também  que somos muito melhores depois de uma taça de vinho.

Nossa primeira palestra rolou tão bem tão bem, que os presentes acreditaram que éramos amigas de infância mesmo.
Tanto que fomos chamadas para uma segunda que aconteceu esta semana.
A Cliente, o Shopping Anália Franco acreditou no projeto Dominique. Na força da mulher de 50, na Consuelo e em mim.
Quando digo A cliente quero dizer que o Shopping Anália Franco tem que ter alma feminina.  Sem sexismos toscos ou feminismos bobos, digo que poucas vezes fui tão bem tratada por um(a)  cliente. O respeito pelo fornecedor (nós) e pelas próprias clientes que estariam ali nos assistindo, é coisa de mulher no melhor sentido Yin e Yang.
O trabalho é importante. O dinheiro também. Mas todo mundo tem que estar feliz!! E estavam.

Elas ofereceram uma tarde inesquecível para 100 mulheres.
Fecharam um restaurante. Só para nós. Um cardápio super pensado. Para a  chegada, o durante e para o depois. Um inebriante espumante embalou nossas conversas.
E mimou. Mimou a todas nós, com gifts. Muitos Gifts. Quem não gosta de ganhar Presentes? Cada uma de nós saiu de lá com pelo menos 7 pacotinhos.
Yes darling. Pelo menos 7 pois algumas sortudas ganharam o sorteio de outras 10 prendas.
Aiiii Que delícia.

Agora quero falar das 100 mulheres que lá estiveram.
Mulheres bonitas. Alegres. E arrumadas.
Gente!! Elas se arrumaram para irem nos ver!!  Amigaaaaaa, olha que gente mais bacana!!
Entramos, Consuelo e eu, e o que vimos foi um monte de sorrisos. Senti uma felicidade no ar que dava pra pegar com a mão.
Meu nervosismo de principiante e foi dando lugar a Lili. Lili é como sou chamada por algumas pessoas. Lili é a amiga, a companheira, a cúmplice.
Mas não estava nervosa apenas por nao ter grande experiência em estar deste lado do palco. Mas pela responsabilidade diante de um cliente que me tratou a pão de ló.

Sou ansiosa sim. Sou controladora também. Tento há anos melhorar, enfim…A coisa é que  alguém acreditou no que eu falei! Alguém comprou meu sonho. E portanto, o mínimo que eu tenho que fazer é corresponder. Era um compromisso firmado!
Olhei tudo nos mínimos detalhes e claro, contei com ajuda de pessoas muito competentes. E agora, publicamente, aproveito para pedir desculpas . Talvez não tenha reconhecido o suficiente a dedicação de minha equipe.  Muito obrigada! Sozinha ninguém faz nada!

Mas como disse, estava nervosa, muito.
Tentei ensaiar e simplesmente não saiu.
Vc pode imaginar meu pânico?
Tentamos novamente. E eu travei de novo.
Comecei a ficar muitíssimo preocupada. Foi quando Consuelo me convidou para almoçar.
Me acalmou. Conversou. Pedimos um vinho que eu tomei sozinha.
Também já conheço um pouco Consuelo e sei bem que ela adicionou uma doçura extra em sua fala e em seu olhar. Vi que estava preocupada, mas ao meu lado, me entendendo, me desculpando e me apoiando.
E deu certo!! Entramos.  Falamos. Conversamos. Rimos. Vibramos.

Bom, o universo retribui. Quem acredita nisso?
O carisma de minha colega de palco é inegável. O carinho que aquelas 100 mulheres dedicaram a nós, mas principalmente a ela é um sinal. Sinal de que algo de muito bom Consuelo oferece a elas. E como disse, tb a conheço um pouco para saber da verdade e da emoção em cada palavra que falou.
As pessoas estavam lá para saber dela, ouví-la, vê-la. Acabaram conhecendo a Lili e sobrou carinho até pra mim.
Vi como Consuelo tratou cada uma daquelas 100 mulheres. Acredite ou não, ela conhecia a história de muitas delas, sem nunca te-las visto.
Minha amiga responde a cada mensagem recebida em seu blog. Ela se envolve na história das Dominiques, ela se interessa e sofre ou torce junto a cada uma delas. E de verdade, até pq só assim conta, né?

Todo discurso de Dominique girou em torno das histórias que temos para contar.
Pedi histórias para as Dominiques. Pedi que me contassem para que eu pudesse dividir com outras e para que nós, humildemente, tentemos mudar o olhar de uma sociedade para uma geração tão diferente de mulheres que somos nós.
Histórias. Muitas e diversas.

Lembra do tal universo que falei lá em cima?
Então. A hora que abri os mimos do shopping, olhe só o que era um deles :

A Shoulder sabe que Dominiques contam histórias!!

Nem se tivéssemos combinado.

E já voltando para casa, dando uma carona para Consuelo,  emendamos num de nossos deliciosos papos. E foi quando ela me recomendou Nanette. Ficamos no carro papeando, sabendo que não estaremos na esquina uma da outra nos próximos meses, e que na nossa vida corrida, nao sobrará tempo para papos ao telefone. Então aproveitamos nossos derradeiros minutos juntas. E foi aí que ela desceu do carro, e se despediu de mim com a seguinte frase:

– Muito obrigada por respeitar tanto o trabalho!

Pedi que repetisse pois achei que não tinha entendido direito. Mas era aquilo mesmo.
O respeito a que ela se referia, não era a SEU trabalho. Mas ao trabalho. De uma maneira geral.
Ela não individualizou ou trouxe para ela o meu respeito. Ela fez meu respeito soar muito maior pois referiu-se ao trabalho da maneira como eu o entendo.

Consuelooooooo!! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!!!

Veja as fotos do evento no Pinterest

Increva-se aqui e saiba antes quando será o próximo encontro!

Você conhece os Pequenos Encontros & Grandes Histórias da Dominique?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

11 Comentários
  1. Foi fantástico conhecê-las pessoalmente, vocês são pessoas incríveis, super competentes, experientes e com um astral incrível. Obrigada pela tarde deliciosa, cheia de lindas histórias e trocas de experiências e energias boas! Estou feliz por ser uma nova Dominique!

  2. Lili e Consuelo, pena eu não ter ido desta vez..
    Vcs moram no coração ! Tão legal abrirem um espaço de troca, distração, reflexão,risadas, besteirol,choros, etc, etc..mas acima de tudo ,um espaço NOSSO. Sim, isso é possível, é merecido.
    Obrigada Dominiques, até o próximo encontro mas sempre por aqui, bjs

  3. Pena que não pude estar presente neste evento tão especial ; fiquei morrendo de tristeza por não ter remanejado meus compromissos. Pelas fotos, da pra perceber como foi intenso e e leve , alegre e descontraído o evento. . Parabéns Li ou Super LILI ou simplesmente Eliane e concluindo você É o Retrato vivo desta famosa guerreira Dominique! Mil pra vcs e todas Dominiqiues. Parabéns.

  4. Alessandra querida! Conheci nesse evento um outro significado para a palavra carinho. Que coisa mais bonita. O atral estava tao bom que minha impressao é que todo mundo saiu de lá mais feliz do que entrou. E isso deixou a Consuelo e eu em estado de graça.
    Vamos continuar o contato. Até por isso criei aquela página.
    Quem sabe, né?

    Beijos

  5. Menina… me identifiquei 100% no nosso encontro e também com tudo o que vc escreveu! Fiquei muito feliz com nosso memorável dia e por ter conhecido Dominiques tão incríveis quanto suas histórias! Obrigada pela oportunidade ímpar!

  6. Eu me apaixonei pela Consuelo em 2015 sem saber muito sobre ela… A gente conversava pelo Snapchat e fomos criando uma relação tão legal…. Que quando conheci ela foi tão mágico… Então catei os stories para ver a Consuelo… E matar um pouco da saudade… Vou esperar vocês em Floripa e vou levar minha mãe também…. Obrigada por tanto ensinar… Logo logo sou eu com 50 rsss

  7. Imagino que tenha sido um encontro delicioso e memorável, não a conheço bem mas a Consuelo já acompanho há algum tempo e sei de sua delicadeza e atenção com todos.
    Espero que tenha mais encontros como esse para que possa deliciar nossa alma.
    Parabéns pelo trabalho e pelo respeito ao trabalho.

  8. Lili! Acredito que posso chama-la assim, sera
    Sorry pela falta de alguns sinais e acentos, computador novo e ainda não me acostumei com o individuo rsrs
    Delicia demais ver voce e Consuelo juntas – duas pessoas que me ensinam muito, sem ao mesmo ter ideia de que existo, me ensinam moda, cultura, comportamento, me sinto feliz quando encontro um tempinho e passo por aqui! Fiquei curiosa com uma coisa, talvez voce ja tenha explicado em outro post que não tenha lido – o que e FOMO – kkkk me ensina também
    Obrigada por ser uma Dominique e me ensinar a arte do empoderamento feminino! Forte abraco e um lindo dia p voce!

    1. Olá Paula, que delícia de mensagem!! Saber que fazemos parte da vida de alguém dessa maneira, me deixa muito feliz. Pq a ideia é essa!! É fazermos parte. O sentimento de pertencimento é importante em todos os momentos da nossa vida, mas quando viramos Dominiques é vital sabermos que nao estamos sozinhas.
      E FOMO = Fear of missing out – é o medo de estar perdendo alguma coisa. Saber que alguém está fazendo algo e COMO eu nao estou?? É a ansiedade de querer nao perder absolutamente nada.

      Querida, um grande beijo de sua amiga, Lili.

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Estilistas, atenção – Dominiques também consomem!

Dominique - Estilista
Tenho uma amiga que fez 50 anos bem antes de mim. Um dia, no horário do almoço, ela disse que precisava comprar uma roupa para usar na festa de formatura de um sobrinho. É um pouco menos torturante do que escolher vestido de casamento.

Rodamos um shopping próximo e estranhei que ela só entrava em lojas de roupas old fashion. Sabe como é? Ton sur ton, blusas sem pence, chemisier no meio da canela, tailleur rosa pêssego de manga no cotovelo.

Nada agradava. Já estava na hora de voltar para o trabalho. Enquanto entrava em mais uma loja, me disse que tinha gasto vários sábados com isso e era só frustração. Fiquei espantada, porque ela era prática e tinha gosto pra escolher roupa, era uma clássica moderna. Nunca me pareceu ter dificuldade na hora de se vestir.

– Mas qual é o problema?

– Agora sou uma senhora e preciso encontrar outro jeito de me vestir.

Foi um choque ouvir aquele “senhora”. Como minha amiga moderna, batalhadora, independente tinha mudado de identidade por causa de uma data no RG? O que ia ser de mim quando chegasse lá?

Insisti.

– Por que não pode ser o mesmo jeito? Você nunca se vestiu como garotinha.

– Menina, minhas roupas poderiam ser as mesmas, mas meu corpo deixou de ser. A cintura quase sumiu, os braços estão começando a ter babadinhos, as pernas afinaram e as costas alargaram como a do Phelps.

– Quero continuar a ter o mesmo estilo, mas preciso de algo para disfarçar esse desastre da gravidade. Você acha que as lojas que eu adorava têm alguma coisa pra mim? Além de pararem a numeração no 44 que parece 40, não se importam em acompanhar as novas proporções do meu corpo.

E lá foi ela garimpar uma produção aceitável nas lojas especializadas em vestir as “mulheres inviáveis”.

Oito anos depois, entendi a consternação que ela sentiu. Menos do que estranhar o novo corpo, vem a revolta de ser jogada num limbo da indústria da moda. No vazio de um buraco negro que atende dos 20 aos 49 anos e só recomeça, dependendo do espírito, aos 70 anos.

Um dia poderei ser a feliz consumidora de vestido camisolão sem cinto, mas não ainda. Senhor, olhai por nós, as cidadãs experientes, bem sucedidas, realizadas, donas do seu nariz, porque os donos da moda não nos enxergam. Senhor, perdoai os stylists, porque eles não sabem o que fazem.  

Me recusei a aceitar a cronologia como destino. Quantos anos tenho? Não tenho idade. O que seria a moda para quem tem 50+? Não é a roupa de garota adaptada à força para qualquer idade. Aliás, esta nunca foi minha praia.

O que eu quero, afinal, da moda? Não parei de pensar nisso, até encontrar o blog de uma americana, Linn Slater, de 63 anos. Ela acredita que o vestuário pode influenciar como alguém pensa, sente e age. Bingo!

Tomando emprestada uma palavra que dói no ouvido – quer desempoderar uma mulher? Vista-a como alguém invisível, sem charme, sem elegância, sem formas, sem sensualidade, sem alegria.

O que eu quero da moda, senhoras e senhores empresários, produtores, estilistas, é ter uma elegância moderna, um glamour descolado, uma roupa que diga quem eu sou e me coloque pra cima. Não vou comprar muito, nem o mais caro, só o melhor para mim.

Nada de marcas exclusivas para senhoras, seções separadas, editoriais de moda sobre as tias modernex, anúncios com a velhinha excêntrica.

Quero entrar na xxx, na xxx ou na xxxx e sentir que alguém ali se preocupou comigo, pesquisou o meu desejo de consumo, entendeu como meu estilo evoluiu, usou as medidas de um corpo que se modifica com o tempo. Alguém que me fará sair feliz da vida com uma roupa perfeita no corpo, linda e moderna.

Entenderam estilistas? Espero que o recado tenha ficado claro. O que você diria para os estilistas?

Leia Mais:

O dia que ela viu a lua sem entrar na Apolo 11 – Um conto bem picante
Ela se casou por causa de um speed dating!

Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

9 Comentários
  1. Can you be more specific about the content of your article? After reading it, I still have some doubts. Hope you can help me.
  2. Perfeito,eu me sinto assim ultimamente,o corpo exatamente como sua amiga descreveu,mas eu continuo querendo ser elegante sensual ,sem vlgaridade e ficamos sem opção, adorei, vamos repassar pra ver se conseguimos sensibizar os estilistas,bjs!!

  3. Tenho 72, atuante e dinâmica, ainda trabalho como representante de confecção, desde 1980 ( faz tempo né) e realmente esse mercado cresce e não existe produção para atender!!!

  4. Perfeito!! Tenho tido super dificuldade para comprar uma roupa que nao me faca parecer nem senhora ridícula com uma roupa de adolescente ou com trinta ano a mais.
    Ou fico parecendo uma senhora metida a mocinha, que acho patético, ou uma verdadeira velha
    Alguém tem que fazer uma marca bacana , uma roupa bem cortada para 50 ou mais !!!!!

  5. Achei que o problema fosse comigo. 52 anos. Mãe de 3.Avó.
    Tive medo de estar, assim como Peter Pan, me recusando a crescer. No meu caso, envelhecer.
    Mereço mais. Mereço cor, bom caimento, modernidade sem parecer ridícula, preço justo e diversidade. Mereço ser vista como mulher, sexy, atraente e poderosa.
    Mereço ser vista e entendida como realmente sou!
    “Lua em pleno dia… e por que não?”

  6. Maravilhoso,concordo plenamente,é exatamente como me sinto pois do manequim 38/40 fui para 42,mas tudo assim assim,ou é pra 20 ou 70 anos
    Terrível,você até perde a identidade. Vamos mudar este conceito.

  7. O que dizer?????
    Talvez, indignação, falta de sensibilidade, acompanhar as gerações e vê que não é pelo simples fato de ter chegado aos 50 que nos torna ETES….Estamos vivas e com todo vapor, e mais, atuantes como nunca em todas as áreas.
    Queremos mais!

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Independência Financeira – A rota para a liberdade

Dominique - independência financeira

Lidar com a vida financeira é lidar com emoções. Insegurança, cobiça, desconforto, ansiedade, inveja são alguns dos sentimentos ligados ao “vil metal”. Tantas travas emocionais  dificultam que a gente reconheça o maior atributo do dinheiro – ser uma fonte de liberdade e tranquilidade.

Você pode considerar esta ideia estapafúrdia e até imoral. Mas pense na paz de espírito de quem, aconteça oque acontecer, consegue contar com uma reserva para as necessidades presentes e futuras. Isto se chama independência financeira e tem o gosto autêntico da liberdade. Só a autonomia permite que a gente disponha do maior de todos os tesouros, o nosso tempo.

Para chegar lá, a fórmula é simples – gastar menos do que se ganha, poupar e investir o que sobra. Pessoalmente, sem terceirizar a preocupação com o futuro. Porém, se é tão bom, porque é tão difícil?

Entre os muitos campos em que nossa geração de mulheres mandou bem, existe UM em que a maioria ainda patina – justamente o mundo das finanças. Não o dos gigantes bancários, mas aquele do dinheiro nosso de cada dia.

A dificuldade de tantas mulheres em ter controle da vida financeira é real, comprovada em pesquisas. E essa realidade meio desagradável costuma escolher um momento crítico para desabar como um viaduto sobre nossas cabeças. A entrada nos 50.

Justo quando estamos precisando mudar o guarda-roupa inteiro, porque nosso corpo se transformou. Logo agora que estamos prestes a nos aposentar ou fomos demitidas porque passamos da idade aceitável pelas empresas e temos que correr para reinventar o trabalho. Os pais começam a inverter o papel e a precisar do nosso apoio. Momento em que casamentos de 20, 30 anos caminham direto para o divórcio. Os filhos saíram de casa. Ou voltaram.

O futuro chegou. Cai a ficha que viver muito, como viverá nossa geração, custa caro. E não estamos seguras com o que guardamos para encarar a segunda metade da vida.

Ao conquistar a independência financeira, podemos contar com uma certa previsibilidade na vida.

Você pode ter se divorciado, aposentado pelo INSS, fugido de país, casado com um surfista. A capacidade de dispor de uma renda mensal, que cubra o padrão de vida que considera adequado, pelo tempo que viver, estará lá para dar sossego.

Há muita coisa que você pode mudar na sua vida para conquistar essa independência financeira. Mas que tal começar aprendendo a dizer NÃO sem sentir culpa?

Leia Mais:

10 plataformas que ajudam a ganhar ou economizar um dinheirão
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Os 50 trazem de tudo, mas nada como a sensatez e a ousadia!

Dominique - Sensatez
Não gosto de nada morno. 8 ou 80. Fervendo ou gelado. Salgado ou melado, jamais sonso.

Sempre fui exagerada na opinião de quem me cerca.

Ultrapassar limites o tempo todo sempre foi minha praia, missões impossíveis então, nem se fale.

Tudo extremo. Trabalho, amor, paixão, ajuda ao próximo, atividade física – que dura pouco, mas quando acontece é intensa.

“Exagerado” do Cazuza era minha canção tema.

Brecha na agenda? Nunca tive. No ameaço de ter um mísero vão, encaixava algo imediatamente.

Sedentária por natureza, envergonhada perante aos meus amigos, sem falar nos discursos infindáveis dos médicos, decidi começar uma atividade física. Depois de inúmeras tentativas fracassadas, decido fazer algo que me dê o mínimo de prazer. Por que cargas d’agua escrever não queima calorias? Afinal escrever também libera endorfinas.

Eureca! Vou jogar tênis. Comprei uniforme, raquete, tênis apropriado, munhequeira, contrato o professor. Faço uma aula teste e para minha agradável surpresa, foi o máximo.

Poderia fazer duas vezes por semana como qualquer pessoa normal, certo? Errado. Estou falando de mim. Durante um ano tive aula 5 dias por semana. Comecei a jogar bem, arrisquei alguns “aces” e ganhei uma lesão no ombro e detonei a sacroilíaca pela primeira vez. Resultado: fiquei meses sem conseguir escovar o cabelo e os únicos exercícios foram sessões infinitas de fisioterapia.

Sem uma gota de energia, me atirava na cama – deitar era lento demais para mim – caia como uma pedra e em segundos em sono profundo. Nem assim desligava. Acordava, acendia o abajur, pegava na minha mesinha de cabeceira o meu caderninho manchado com a xícara de chá que insistia em levar para a cama todas as noites, mas desmaiava antes de sorver metade do líquido. Anotava milhões de ideias, trabalho, crônicas, um modelito para uma festa, um arranjo para a sala de jantar, uma ação social para melhorar a vida de uma comunidade carente. O céu era o limite.

Falando em mesinha de cabeceira, o tal bloquinho ficava em cima de oito livros, sonho de consumo para horas vagas – a réplica da Torre de Pisa. Mês a mês, a tal pilha crescia vertiginosamente.

Recentemente entrei numa nova maratona. Mudei de casa, de cidade, acabei o namoro, assumi mais trabalho. 14 horas por dia ligada no 220 v. Fiquei felizinha da silva e de brinde ganhei uma lesão na sacroilíaca novamente (fruto de carregar muitas caixas na mudança) e uma crise de enxaqueca que durou mais mais de dois meses.

Inconformada diante da situação, choraminguei no ombro de uma amiga-irmã:

– Não entendo o que aconteceu. Eu sempre fui assim. Desde os 19 anos trabalho como uma louca!

Ela, sem a menor cerimônia, fala o que eu precisava ouvir:

– Eu sei querida. Você sempre foi hiperativa, mas você nunca teve cinquenta e dois anos.

Aquilo foi um chute no ovário. Pensei em romper a nossa amizade de 35 anos. Mas ela, como sempre, está certa. Venho testando meus limites há anos.

Já que o tempo é implacável quem sabe a tal maturidade seja acompanhada pela sensatez.

E estou me surpreendendo comigo mesma. Dosando melhor o tempo, curtindo o ócio, cozinhando e sabe o que aconteceu? Meu trabalho melhorou, estou produzindo com mais qualidade, curtindo mais a vida. Tenho feito inclusive um certo esforço para ficar alguns momentos com a mente vazia, não pensar em nadica. Eu nem sabia que isso era possível! E faz tão bem para a alma, mente e corpo.

Chegar aos 50 nos me deu maturidade para analisar o que me faz bem e o que não faz. Nem sempre consigo me livrar do que me chateia, irrita, incomoda, mas saber como lidar com isso é que o X da questão, é inteligência e bom senso.

Também me sinto mais ousada. É preciso um bocado de ousadia para decidir ficar sozinha em casa, no interior, afastada, num fim de semana inteiro e achar delicioso. Na primeira vez precisei de uma dose cavalar de coragem e, em pouco tempo, passei a adorar.

Os 50 trazem perdas. Sim, algumas, mas não são nada relevantes comparada à liberdade, sensatez e ousadia que só o tempo nos premia. Se olhar bem no fundo, com sensibilidade para sacar, o volume de ganhos é enorme!

Você já passou por algo parecido nessa fase da vida? Vou dizer que a sensatez ajuda muito.

Leia Mais:

Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo
O que fazer na hora dos jogos? – Parte II, a missão

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

2 Comentários

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Escolhas do passado interferem no seu presente. Dá tempo de escolher melhor

Você já pensou nas escolhas que fez até agora?

A maturidade financeira nem sempre acompanha a maturidade cronológica. Mulheres, com mais de cinquenta anos, se percebem com recursos financeiros restritos, instabilidade e problemas em administrar suas finanças nessa fase da vida. Muitas Dominiques podem ter criado a expectativa de que na idade em que estão já estariam financeiramente estáveis, resolvidas e equilibradas.

E isso nem sempre acontece, em função de vários fatores e mudanças. Há mulheres que decidem ter uma nova atividade de trabalho que pode demandar tempo para gerar renda e estabilizar.  Há mulheres que se divorciam e tem o padrão de vida alterado. Outras que precisam encerrar o seu negócio próprio pelo pouco rendimento que os mesmos tem gerado, entre outras situações.

É preciso considerar a realidade atual, as dificuldades e instabilidades socioeconômicas do nosso país, diante de tantas mudanças que estamos atravessando. Muitas pessoas que tem o próprio negócio podem ser prejudicadas em dias de jogos da Copa do Mundo, por exemplo. Ou em dias de greve, nos quais os seus funcionários não comparecem. Enfim, há influências externas importantes que geram insegurança.  Mas não podem ser a única justificativa para os problemas financeiros. Há componentes internos que devem ser analisados também. As dificuldades em pagar contas e administrar o dinheiro podem causar ansiedade, depressão e sentimentos negativos já que tais dificuldades podem ser interpretadas como fracasso e incapacidade.

O dinheiro em si é um instrumento de troca e interação e cada um lhe atribuirá um significado de acordo com seus próprios valores. Esse significado está ligado à história de vida, à forma como nossos pais usavam e nos ensinaram a usar o dinheiro, ao significado que o dinheiro adquiriu para o indivíduo, às dificuldades e aos momentos de fartura de outras épocas. Muitas crenças são inconscientes e influenciam nosso modo de viver. Considerar o dinheiro um problema ou carregar culpa por ter mais dinheiro do que as outras pessoas são noções distorcidas que podem sabotar o ganho financeiro e a administração desse ganho.

Torna-se imprescindível pensar sobre o panorama financeiro de nossas vidas e ampliar a compreensão de como lidamos com o dinheiro. Como são meus gastos? Como conduzo minha vida financeira? Quais são minhas prioridades? O que preciso mudar ou ajustar nessa área? É sempre proveitoso analisar situações que vivemos para que possamos promover mudanças. Os problemas afetivos podem levar a pessoa a buscar compensações no consumo excessivo. Na satisfação em ter algo que evite o contato com uma situação emocionalmente dolorosa. A crise financeira pode ser a consequência, e não a causa do problema.

Preciosos insights surgem quando nos propomos a enfrentar dificuldades e repensar atitudes. A situação financeira sofre a influência direta da nossa saúde emocional. Nossas emoções guiam nossas ações e também o uso do dinheiro, consequentemente. Criar um equilíbrio entre essas duas áreas da vida prepara a pessoa para enfrentar adversidades que podem surgir. Não podemos controlar os imprevistos da vida, mas podemos fazer exercícios constantes de análise e conscientização que aumentam nossa resiliência e nos fazem acreditar no nosso próprio potencial em superar problemas.

A vida não tem um script, uma regra incondicional. Sempre há tempo e motivo para um refazimento de projetos, desde que a pessoa se permita pensar novos caminhos e comportamentos. O ponto de partida é a consciência de si e a busca de um estilo de vida feliz, financeiramente equilibrado!

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Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

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