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O OLIMPO EXISTE – ep.1


Casei, descasei.
Neste meio tempo, vivi uma vida inteira e tive 2 lindos filhos.
Segui todo o modelito.
Separada, comecei outra vida quase que do zero.
Tive meus romances.
Uns mais sérios, outros menos.. e assim fui levando.
Quando fiz 50 anos bateu aquela micro crise básica.
Sempre fui mignon, aparentando menos idade.
Isso ajuda.
Modéstia às favas, pode-se dizer que sou uma mulher bonita.
Gente, estou tentando compor o quadro, ok? Não me exibindo.

Mas não adianta. Mesmo com todos estes predicados a crise bate.
E numa destas noites de baixo astral, baixa autoestima, moral baixo por conta do baixo RG, uma amiga maluquetes (se você não tem deveria ter. JÁ!!) me ligou para sair.
Insistiu. Passou em casa. Ela me amolou tanto que eu concordei.

– Carlinha, nós vamos à uma balada!!
– Balada, Nena? Tá louca? Que preguiça. Vamos no de sempre, vai.
– Não!!!
Bom, chegamos na tal boate (kkkk, sou antiga)
Um aglomerado de gente na porta!!
– Nena será que aconteceu alguma coisa? Tá todo mundo do lado de fora?
– Afffff, Carlinha. Credo… Esse povo todo tá fora querendo entrar!!
– Vamos ficar na fila??? Tá louca? Vamos emboooraaa.
– Querida, aqui eu sou V.I.P. Fique tranquila.

Bom… deixamos o carro com o manobrista, passando à margem daquele monte de gente se empurrando. Entramos por uma porta lateral, onde um leão de chácara (ainda se fala assim??) prontamente abriu a porta com um enorme sorriso ao ver Nena.

Entramos num ambiente escuro. Música insuportavelmente alta. Bate-estaca, obviamente.
Nena grita no meu ouvido.
– Vamos pro CAMAROTEEEE.
Chegamos ao tal camarote que, na verdade, não passava de uma mesa isolada por aquelas fitas amarelas, sabe?
Já tinha umas 10 pessoas no “local do crime”. kkk
Nena começa a me apresentar.
Meus olhos já adaptados à escuridão começam a perceber onde e com quem estou.
Oh my God!!!
Xóveeeenssss
São todos xóvensssssss.
Ela me apresenta para duas meninas. Acho que Tati e Ju. Ou Ale e Gio,tanto faz.
Saias do tamanho de minha clutch e pernas compatíveis!!
Regata? Que nada. Sabe aqueles trapinhos de seda presos por fios que deixam as costas inteirinhas de fora?
Queridaaaa!!! Sutiã, pra que??????????
Aí, os meninos… Ro, Bru, Gui, Rafa, Dani..
Gente, todos eles quase da idade de meus filhos!!
NENAAAAAAAA!!! O que nos estamos fazendo aqui??????
Quando ia para o meu segundo berro de desespero, Nena me dá um copo de sei lá o que e diz:
– Bebe, minha querida. Bebe que tudo vai fazer mais sentido.

Era um drink. Bonito!! Colorido!!! Numa taça linda!!
Experimentei.
Uma delíciaaaaaaa

– Nena o que é isso? O que? Não consegui entender.
– Fala mais alto. GIM COM O QUE???

 

Bom, e foi assim que eu me apaixonei.
Eu estava apaixonada pelo tal Clover Club e suas amoras .
Hipnotizada pelo encarnado de seu drink, comecei a achar a música mais divertida.
Já não me soava tão irritante.
– Gennnteeee e não é que dá pra dançar esse negócio??
Nena chegou pertinho e falou no meu ouvido.
– Carlinha, a noite é sua. Seja a pessoa mais importante, mais bonita, mais desejável, mais desejada desta balada hoje. Nem que seja só para você.

É impressionante o que umas frutinhas vermelhas num drink podem fazer por nossa autoconfiança! Ou seria a clara de ovo?
Bom, fato é que o sorriso apareceu.
A música entrou em meus poros e eu dancei deliciosamente.
Sozinha.
Na verdade, muito bem acompanhada, comigo mesma.
E de meu segundo Clover Club drink, é claro! Cheio de amoras…

Eu não sei dizer ao certo o momento em que eu já não estava mais dançando sozinha.
Deus grego, manja?
1m80 pra mais.
Braços fortes, músculos definidos.
Rosto quadrado.
Nariz de homem, sabe como é?
E colega, cabelo!!!!
Muiiiiito Cabelo!!!
Dançamos muito.
Num determinado momento, aquele Adonis se aproximou e bem pertinho de meu ouvido, perguntou o meu nome.
– Maia. MAIA. – Resolvi brincar. Mesmo que eu comigo mesma em uma piadinha que só eu entenderia.
– Que nome bonito, Maia.
Resolvi também que não perguntaria o nome dele.

O tempo foi passando.
É impressionante a intimidade que a música confere a pessoas que escutam juntas, numa mesma sintonia, não?
Esta intimidade duplica ou triplica se esta música estiver sendo dançada.
Ou seria o álcool o responsável?
Ahh. Sei lá.
Tanto faz.
O fato é que naquela noite, naquela madrugada, Maia e Adonis formaram um casal.

Só naquela noite, eu sabia bem.
Quer dizer. Eu sabia mais ou menos.
– My God. O que eu estou fazendo? – Me perguntei diversas vezes
– Você está se divertindo muitoooooooo, respondia  Maia, meu alterego temporário.

Adonis segurava o meu corpo com a segurança de um Zeus.
Aiiii, como era bom isso.
Aquele toque.
Aquela pele.
Aquele cheiro.
Aquela força.

Naquela pista eu já tinha saído do comando fazia algum tempo.
Deixei-me conduzir na dança e madrugada afora.
Tive medo que alguém ouvisse meus pelos se levantando, arrepiados cada vez que Adonis respirava perto de meu pescoço.
Eu sentia a respiração dele. Estava ofegante muitas vezes.
Quando, enfim, fomos para a saída da boate, eu não ofereci nenhuma resistência.
Vi apenas a Nena piscando, para sinalizar que não esperaria por mim. Eu já tinha arrumado carona.

Daí pra frente, as coisas foram acontecendo como toda a naturalidade e simplicidade que o sexo de boa qualidade merece!!
As brincadeiras no carro.
A entrada no apartamento dele.
O começo.
As brincadeiras na cama.
As muiiitaaasss e deliciosas brincadeiras.
A visão do Olimpo.
O banho.
A volta ao Olimpooooooo.
Tudo com muita intimidade.
Inclusive o soninho nos braços de Adonis.

Acordei meio assustada, mas possuidora de 100% da minha memória recente.
Assustada, mas muitooo feliz.
Quando estava me levantando para pegar minhas coisas e chamar um Uber, ouvi:
– Por que a pressa? Ainda é tão cedo. Vem cá, gatinha.
– Ahhh, Adonis. Eu preciso ir pra casa. Não avisei ninguém…
– Posso fazer uma pergunta? Por que você me chamou de Adonis a noite toda? Este não é o meu nome.
– Ahh querido… Não foi por mal.
Dei um beijinho. Saí da cama e rapidamente me vesti. Não via a hora de ir embora.

Já sozinha no Uber, na segurança da minha solidão e meu silêncio, abri um largo sorriso de prazer pela noite vivida.
Consegui viver uma noite de sonhos.
Não perguntei o nome do meu Adonis.
Não perguntei nada, na verdade.
Desta maneira, evitei a pergunta seguinte.
Sem nomes. E, principalmente, sem idades.
Ao sair do Uber, propositalmente deixei lá o papel onde Paulo anotou seus telefones e contatos com beijos carinhosos para Maia – a Deusa grega da fertilidade.

Você quer saber o que aconteceu com Maia? Leia aqui o episódio 2

Mais Episódios da Série:

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Gostei. Corajosa, há se eu tivesse metade da corage dela. Amei a história. . Parabéns Dominique de todas nós mulheres. …

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Ao procurar um novo amor, é preciso paquerar-se também!

Dominique - Novo
O divórcio já não tem o estigma que tinha antigamente, já não representa algo vergonhoso e que se evita. Faz parte da vida, como uma escolha das pessoas de prosseguirem a vida sem estarem mais juntas. Isso é legítimo e nobre! E procurar um novo amor faz parte deste recomeço.

Segundo o IBGE, o número de divórcios em que pelo menos um dos cônjuges tem mais de 50 anos, quase dobrou desde 1990. Tais dados se referem aos divórcios oficiais, sem incluir as separações informais.

A vida passa a ter uma nova configuração, novas rotinas, novos horários, quando o casamento ao qual se investiu energia e afeto (e paciência também!) termina, e nesse momento, a mulher vive uma nova fase. Um espaço afetivo pode se abrir com o término emocional, o fechamento interno da relação que ocorre em tempo diferente do término oficializado juridicamente.

Mulheres que se separam nessa fase da vida podem querer reconstruir suas vidas afetivas. Os cinquenta anos presenteiam as mulheres com mudanças corporais e hormonais intensas. Algumas mais cedo, outras mais tarde, mas todas se deparam com a necessidade de estabelecer um relacionamento com a maturidade, adaptando sua identidade ao novo estilo de vida quando se separam.

Atualmente, muitas mulheres na faixa dos 50 anos querem namorar, encontrar um parceiro(a) interessante, se divertir… São seres desejantes, com subjetividade, experiência, sonhos, sentimentos e sensualidade transbordantes. E desejam explorar sua sexualidade também.

Isso me lembra o filme “Simplesmente Complicado”, estrelado por Meryl Streep e Alec Baldwin. O filme conta a história de uma casal separado há alguns anos e que em um determinado momento da vida voltam a viver algo especial, cheio de aventuras e diferente do que já viveram anteriormente. Mesmo duas pessoas que já se relacionaram podem se reconectar e descobrir algo a experimentar em uma nova fase.

Existe idade para o amor? Não existe. Mas acredito que essa resposta tenha um sentido bem pessoal. As possibilidades estão por aí, desde que haja o desejo e que a pessoa se permita viver um novo relacionamento, a qualquer idade.

Aos 50 anos, as pessoas podem ter se estabelecido profissionalmente ou vivido um grande amor, mas pode ser que não. Podem não ter a vida definida em diversas áreas e estejam buscando construir seus projetos. Não há vidas perfeitas. Todos nós temos dificuldades, traumas e situações mal resolvidas que fazem parte da nossa história (em maior ou menor grau e intensidade), os quais precisamos integrar e elaborar para seguir em frente, de forma a não se tornarem limitadores do nosso comportamento e das nossas metas.

A forma como nos vemos e como nos percebemos é símbolo da nossa autoestima (aquela velha conhecida, com quem nem sempre estamos de “bem”) e na confiança que sentimos e transmitimos. E quando a insegurança bate, os questionamentos aparecem…mas os desejos continuam vivos?

Quando nossos objetivos estão confusos ou estamos receosos, com medo, as inseguranças surgem. E tudo vira motivo para evitarmos o enfrentamento, não é? Quem nunca achou que o problema era das outras pessoas, do corpo, do ambiente, das situações? Explicações que encontramos para não nos implicarmos e não nos tornarmos protagonistas da nossa vida.

Perguntar-se se já é a hora de buscar um relacionamento é um começo! As inseguranças vão se suavizando, ao definirmos o que queremos. Como agir na hora da paquera ou onde ir? Vá para dentro de si! Esse realmente é o primeiro lugar bacana para se procurar o amor. O amor-próprio, acima de tudo.

As estratégias de paquera (que você nem lembra como são por estar “fora do mercado” há um tempo) surgem naturalmente junto à abertura interna que se dá ao novo e ao que se apresenta em nossa vida. Deixar fluir e confiar na própria espontaneidade, compreendendo os defeitos e qualidades próprios e do outro são atitudes que propiciam um encontro genuíno.

Nem todos os encontros levam a um namoro. Mas pessoas novas podem se tornar novos amigos(as) e apresentar outros novos amigos que podem se revelar grandes e novos amores.

Coragem, desejo e disposição são os ingredientes indispensáveis ao encontro e também ao novo amor!

Leia mais:

Cordeiro bonzinho? Lobo feroz? Qual teu tipo de homem?
Casados há 24 anos e ainda namoram? Conta outra, pelamor!

Alcione Aparecida Messa
Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

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Quando vale a pena fazer seguro? Do que e por quê?

Dominique - Seguro
Não é à toa que são sábios os ditados populares “o seguro morreu de velho” e “quem tem cuida”.

Você sabia que o seguro deve ser considerado um investimento?

A maioria das pessoas não abre mão do seguro, por puro medo, coisa de pai. Muita gente não dirige o carro de alguém se souber que não é segurado.

A teoria diz que quanto mais nova for a pessoa, mais alto deve ser o seguro de vida. Mas que teoria é essa? Quanto mais jovem o ser, mais longe de morrer, certo? Se perder o carro, mais tempo para adquirir o outro, não?

Errado! Morrer é certo e se tem alguém que sabe isso é a seguradora. O risco é perder algo enquanto se está vivo.

Conversamos com o Heney Fernandez, corretor de seguros, que deu exemplos bem esclarecedores sobre o tema e abriu uma nova janela para entender o assunto.

Tome como exemplo um jovem de 24 anos que está começando sua vida profissional. Está dando os primeiros passos para não depender dos pais, mas ainda não tem nada de concreto na vida. Precisará investir num financiamento para adquirir um carro, uma casa, casar e ter filhos. Enfim, está na idade certa para assumir uma penca de dívidas.

Nesta fase, o ideal é fazer um planejamento financeiro, investindo em um seguro de vida de valor alto e também em uma previdência privada, neste caso, com valor menor. Ele tem muito a perder, levando-se em consideração o volume de dívidas assumido.

Aos 40 anos, seus compromissos financeiros começam a diminuir, filhos já estão indo para a faculdade, a casa está quitada, os carros da família comprados. Neste momento, o ideal é inverter posições, diminuir o valor do seguro e aumentar o investimento na previdência privada que vai propiciar um rendimento para viver a terceira idade, que nos últimos tempos, todos sabemos, vai durar bastante, pois a longevidade aumentou e muito.

Ter ou não seguro de vida, Dominiques? Ó dúvida cruel!

Muitos pensam que seguro de vida é para deixar um patrimônio para os herdeiros, mas este não é o único jeito de avaliar se deve ou não investir em um seguro.

Se você tem bens imóveis para deixar como herança, mas não tem dinheiro, não há liquidez. Como seus herdeiros vão se virar?

Há quem venda os imóveis e invista em seguro, diga-se de passagem, é um seguro alto, levando-se em consideração transformar seu patrimônio no prêmio da apólice. Mas neste caso, o valor não entra em inventário, não paga imposto e em 30 dias os herdeiros recebem o dinheiro. Não tem briga, nem anos de trâmite na justiça.

Nunca tinha pensado nisso. Você há de concordar que é preciso muita disciplina para não esquecer de pagar o seguro, sem falar em investir o valor da venda do imóvel (e esquecer do investimento) para não correr o risco de ficar sem ele e não pagar a apólice.

Segundo Heney, deve-se investir menos em seguro de vida a partir dos 60 anos e aumentar a contribuição na previdência privada.

Seguro de casa ou carro, por exemplo. O valor anual da apólice de seguro de uma casa é pequeno, R$ 500 a R$ 600. Para o corretor de seguros, o que é necessário analisar é o custo do valor fixo contra a necessidade de desembolsar um volume de dinheiro muito alto no momento do sinistro. A chance de pegar fogo é pequena, mas e se pegar? Como levantar de uma hora para a outra o montante para reconstruir sua casa ou apartamento?
Este “E SE” é que pega.

Um seguro de carro que custe R$ 250,00 por mês para se transformar no valor de um carro de R$ 50.000,00 são necessários 15 anos. Se você não rasga dinheiro ainda, há de convir que não é fácil conseguir R$ 50.000,00 para repor um carro, seja por causa de um roubo ou acidente.

Aqui, a melhor notícia de todas é que mulheres pagam um valor menor de seguro em relação aos homens. E, quanto mais maduras as mulheres, menor é o valor do seguro. As seguradoras descobriram que nós somos o máximo, Dominiques.

E seguro saúde então, nem se fala!

Não ter seguro saúde hoje é ter uma roleta russa apontada na sua testa 24 horas por dia. O ideal era aquele seguro antigo que cobria despesas hospitalares e exames e que não existe mais. Quem tem, pelo amor de Deus, não se desfaça.

Infelizmente, nossa saúde pública é precária e depender dela é assinar o atestado de óbito com antecedência.

Não é possível mais ter o plano top? Tenha o sênior. Não dá o sênior, tenha o plus. Nem o plus, vá para o plano enfermaria, mas na hora do vamos ver, o seguro saúde ajuda muito, mesmo que você seja uma Highlander.

Dominiques empreendedoras, existe o seguro sucessão empresarial. Imagine que você tem um negócio e que, no seu contrato social, os dependentes não podem assumir a empresa. Seu sócio morre e você precisa comprar a parte dele. Se não tem um dinheiro guardado, como fica?

E, para as Dominiques que são profissionais liberais, há ainda o seguro de responsabilidade civil. Médicas, advogadas, contadoras, engenheiras…

Imagine a seguinte situação. Uma médica comete um erro em um procedimento. Como arca com a indenização? Concorda que isso pode acontecer com qualquer uma de nós, levando-se em consideração que somos humanas?

Uma engenheira responsável por uma obra que cai, uma contadora que esquece de recolher impostos de um cliente. Mas advogada, como assim? Ela não é obrigada a ganhar uma causa, claro que não! Mas se esquecer de anexar um documento ou perder um prazo, a casa cai.

E também, para esta categoria, tem o seguro de lucros cessantes. Tanto para empresa, quanto para pessoas físicas. Imagine uma dentista que quebra o braço e fica 5 meses sem trabalhar. Como ela paga suas contas? Esta modalidade garante uma renda em decorrência do acidente ou doença temporariamente.

Diante de tudo isso, é bom avaliar direitinho e cuidadosamente quando vale a pena colocar no seguro aquilo que é importante para você. Tudo depende do perfil de cada um, o que pesa mais, investir na tranquilidade ou bancar o risco?

Qual é o seu perfil de seguro?

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Pratique o bem que a vida pode te retribuir também

Dominique - Vida
A vida me dá alguns presentes que são absolutamente encantadores e inesquecíveis.

Voltando do centro da cidade de São Paulo, num sábado à tarde, o que não quer dizer que o trânsito estivesse bom, afinal isso não existe nesta megametrópole, perdi o controle do carro. Não, este não é o presente que ganhei…Ainda.

Estava ouvindo música como sempre, condição indispensável para eu começar a dirigir, janela aberta, calor senegalesco, ao sair do túnel da Cidade Jardim, rasgo o pneu do meu carro e literalmente quase perco a direção.

Que sensação horrível, total falta de controle. Que ilusão, como se eu tivesse controle sobre alguma coisa, ledo engano.

Quando consegui parar o carro, liguei o pisca alerta, sai do carro, ouvindo buzinas e reclamações, porque estava atrapalhando o trânsito, e me deparei com o estrago no pneu. Rasgou de ponta a ponta numa curvinha minúscula na saída do túnel.

Volto para o carro, pego a carteirinha da seguradora, peço o socorro. Previsão de chegada 1h30. Liguei para meu filho que estava a caminho do futebol e pedi help.

E agora José? Pensa que lembrei do triângulo de alerta? Não, claro.

Perdi a conta de quantos carros passaram por mim (importados, SUVs, Minis, zilhões de carrões) xingando e falando os maiores impropérios, de baixo nível mesmo. Mas o que eu podia fazer?

De repente, parou na minha frente um carro bem velho com um casal e um garoto de uns 12 anos. O moço desceu e perguntou:
– A senhora precisa de ajuda?
– Meu pneu rasgou e eu não consigo trocar, na verdade, nem sei como fazer, mas já chamei o socorro.
– Se importa se eu trocar para a senhora?

Esbugalhei meus olhos que já são grandes:
– O senhor faria isso?
– Claro, não me custa nada. Mas primeiro, vamos colocar o triângulo para não causar um acidente.
Aí que caiu minha ficha que não tinha colocado o dito cujo.

O senhor Abel abriu o porta-malas do meu carro, tirou o triângulo, montou e colocou a alguns metros. Voltou, pegou o pneu, mas não conseguiu de jeito algum tirar o meu macaco de tão preso que estava. Pegou um macaco no carro dele para fazer a troca do pneu.

Em bicas (lembra que o calor estava senegalesco?), ele tentava tirar o pneu rasgado, quando, para alegria geral da nação, o macaco quebrou.

Agora eu pergunto quem anda com dois macacos no carro? Acertou, o senhor Abel.
Foi lá, pegou o outro e finalizou a troca.

Enquanto ele fazia o procedimento, conversei bastante com seu filho, uma graça de garoto, supereducado. Ele olhava para o pai com muita admiração.

Não cabia naquela situação oferecer algum tipo de gorjeta, aliás nada pagaria tamanha gentileza e disposição.

Ao finalizar, peguei em suas mãos e o agradeci sinceramente:

– Senhor Abel eu nem sei o que fazer para agradecê-lo.

Sabe o que ele disse?

– A senhora pode fazer uma coisa. Passe isso para frente. Se vir alguém em dificuldade, ajude.

Olhei para aquele homem e tive vontade de abraçá-lo por vários minutos. Peguei no braço do filho e disse:

– Você tem noção da sorte que tem em ser filho deste homem? Hoje você aprendeu uma das maiores lições da sua vida que escola nenhuma vai dar. Parabéns, garoto, seu pai é um homem especial neste mundo.

E lá foram embora Abel, esposa e filho em seu carro velhinho.

Meu filho chegou em seguida de táxi e ainda passei uma tarde maravilhosa tomando sorvete com ele!

Fala se não tenho muita sorte na vida?

Leia mais:

Cilíndrica é a sua mãe. Eu sou muito gostosa, viu?
Viajar é comigo mesma! Pagar micos? Ah, sou expert!

Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

4 Comentários
  1. Marot querida. Se tem uma coisa que acredito é que o bem costuma contagiar. A gentileza sempre é retribuída.A energia boa precisa circular!! E precisa aparecer!!

    1. Eli, olhe ao seu lado, a maioria que a acompanha é do bem, não é? Isso não é mágica. Gente do bem atrai gente do bem, só precisa saber se defender de quem não é do bem.

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Cilíndrica é a sua mãe. Eu sou muito gostosa, viu?

Dominique - Cilíndrica

Cilíndrica? Fala sério!

Detesto clichês e falar que a Maspassa (ex-menopausa) é um caminho sem volta ladeira abaixo, para mim, soa como clichê.

Com o passar dos anos o metabolismo vai mudando mesmo. Aos 30, senti mais dificuldade em emagrecer do que aos 20. Sempre briguei com a balança, perdia e ganhava peso num piscar de olhos. Aos 40, o metabolismo ficou mais lento. Mas não significa que aos 50 anos tudo cai e acaba. Tem gente que pinta o quadro como se fosse necessário um suicídio coletivo.

Nunca tive cintura, nem com 18 anos, mas era magra (com controle rigoroso na balança), porque qualquer desvio de conduta aparecia imediatamente na barriga, bochechas e pneuzinhos.

Agora, aos 51 anos, está sim mais difícil perder peso. Degluto em menor quantidade, como melhor no que refere-se à qualidade e nada, nem um só grama a menos. Em compensação se enfio o pé na jaca e adoro avacalhar de vez, o resultado é imediato e é no abdômen.

Já contei a saga da compra do vestido para o casamento do meu filho (aqui) e, após longo e tenebroso inverno, deu tudo certo, mas confesso que foi um parto muito mais difícil que o nascimento do meu rebento, lembrando que o dele foi a fórceps.

Faz um bom tempo que comprei a indumentária ideal para o enlace matrimonial e fiquei tão feliz com o achado que ria à toa. Na época estava namorando um ser, acho eu, que para pagar meus pecados de outra encarnação, porque nessa não fui tão má.

Conversa vai, conversa vem, comento que tenho que tomar cuidado com o modelo do vestido que compraria, porque não tenho cintura, nem protuberância traseira, então não é qualquer modelo que cai bem. Estes que parecem sereia fico com a fisionomia de uma lesma com elefantíase. Horrível.

Ah! Não teve dúvida. O sabichão, sim achava que entendia e sabia tudo, entre uma garfada e outra, solta:

– O problema é que você é cilíndrica!

Deixo cair meu garfo no prato, levanto os olhos e dou um mísero grunhido:

– Oi???

– Sim, você é cilíndrica, não tem formas, tem que usar drapeado para disfarçar.

Não preciso nem dizer que drapeada ficou a cara dele quando eu sumi do mapa, né?

Esta mesma criatura dizia que eu me gabava de menstruar ainda. Quem, em sã consciência, fica alegrinha porque está menstruando aos 51 anos e de brinde com enxaqueca.

O problema está na cabeça de algumas pessoas que não vão mudar nunca, nem com 20, 30, 40, 50, 90… São seres que usam viseiras e pensar fora da caixa nem por sonho e, claro, tem muito, mas muito medo da velhice.

Pois que venha a Maspassa (ex-menopausa) e tudo que a acompanha!
Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

6 Comentários
  1. Gostaria de informar que qto ao seu namorado, me refiro somente ao que vc comentou, o problema está em vc e não nele. Qual o problema de ser cilíndrica? Qual o problema de não ter formas? Qual o problema de não menstruar mais? Se ele estava com vc é pq vc era algo mais que um corpo bonito e jovem, não? Acho que ele pensava fora da caixa…

    1. Oi Margô, pode ser que ele pensasse fora da caixa, mas dei algumas chances e pisou muito na bola. Então a fila andou. Acho que ele me via sim como mais que um corpo jovem e perfeito, mas não via o que era mais importante, os sentimentos, a vontade de rir sempre e alegria em viver.

  2. Eu tenho 58 e às vezes queria mesmo era chutar o pau da barraca. Comer e beber tudo que eu quiser, nunca mais pintar cabelo, unha, nada. Escova? Chapinha? Hidratação? Creme anti-celulite? Firmador? Nada, nadica… deixar rolar! Ginástica? Drenagem linfática? Modeladora? Never more! Só ia continuar a depilação porque pelos ninguém merece. Aliás podia haver uma mágica na qual junto com a menopausa nossos pelos de pernas, buco e axilas sumiriam por completo! Mas infelizmente a ditadura da “perfeição ” nos faz correr atrás de tudo isso…e cansa viu?!☹️

    1. Ana, tem horas que cansa sim, mas eu não fico escravizada não. Chapinha faz anos luz que aposentei, agora tenho minhas manias (fazer a mao toda semana é de lei), pintar a raiz do cabelo, seco o crânio capilar todo dia, afinal lavo as madeixas todo santo dia. Agora, vc talvez nao acredite, eu nao passo nenhum creme firmador, antirrugas, modelador etc. Passo, quando não esqueço, um creme para hidratar no banho mesmo, quando a pele está muito seca. Não tenho muita paciência. Adoro drenagem, mas falta tempo. Perfeição? Tô fora! beijo

  3. Até os 30 tomava remédios para ganhar peso.Queria mais bunda, coxas grossas (peitoes sempre tive)
    Hoje tenho 52, as coxas engrossaram, a bunda cresceu, a barriga tbem.
    Socorro! O que eu tinha na cabeça aos 30 que achava que engordar era legal?

    1. Zilda,

      A gente tinha tempo kkkk, agora o que menos temos é o que vale mais, o tempo. Portanto, não vamos perdê-lo com quem não vale a pena e nos preocupando com aquilo que não temos mais controle, barriga, culote…somos poderosas, maiores que isso. Beijo

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