Tag: dinheiro

Precisamos falar sobre planejamento financeiro e esses apps podem te ajudar.

Pois é… Dominiques. Não podemos mais fazer vista grossa para as questões financeiras que envolvem a nossa vida. Acima de tudo, precisamos falar sobre o planejamento financeiro, o dinheiro e o nosso futuro. Não importa se você já está com a vida ganha ou se ainda está batalhando o pão de cada dia. Por certo, a realidade mudou… e muito. 

Em primeiro lugar, a nossa expectativa de vida quase dobrou. Se na década de 40 os brasileiros viviam, em média, 45,5 anos, hoje este número cresceu para 75,5 anos. Por outro lado, também temos de lembrar do fator “vivemos no Brasil”. Que montanha russa é essa! Tudo pode estar certo e mudar completamente amanhã.

A vida também traz muitas surpresas e nem todas elas, infelizmente, são boas. Por exemplo, eu tenho uma amiga que inesperadamente, aos 51 anos, ficou viúva no início deste ano. Ela sempre trabalhou, mas apenas a renda dela não cobre o seu padrão de vida, igualmente a ajuda que ela ainda dá para as duas filhas e a mãe.

O que você pode fazer para se preparar para o futuro?

Planejar. Por certo possa parecer bobo para muitas Dominiques, mas fazer o seu planejamento financeiro é o primeiro passo. É um assunto tão importante que organizei um novo encontrinho só pra falar de dindim, money, grana, tutu, trocado… isto é… teremos um momento para conversar sobre o nosso planejamento financeiro.

A minha convidada especial é a Paula Sauer, economista e planejadora financeira. Ela também estuda psicologia econômica e comportamento do consumidor e compartilhará diversas dicas pra nos ajudar nesse desafio quase hercúleo que é trocar uma blusinha nova por um dinheirinho a mais investido. A Paula, inclusive, já escreveu aqui no blog.

Em primeiro lugar um fato já comprovado é: o perfil de investimento da mulher é diferente do homem. Nós, por outro lado, tendemos a investir mais na carreira ou na educação dos filhos. Também somos menos agressivas e preferimos agir com muita cautela e mais lentamente. Quem aqui se identifica?

Não vou entrar em detalhes de que gastamos mais! Ok.. ok… que compramos sempre uma coisinha aqui, outra ali. Mas as “comprinhas” do sexo masculino são um pouquinho (se não muito!) mais caras. Vou contar aqui a história de outra amiga! Enquanto ela fica super preocupada em comprar roupas novas, o marido dela gastou uma grana preta num carro (velho!) para reformar. 

Como fazer o seu planejamento financeiro

Podemos ter duas duas atitudes… e ambas ao mesmo tempo. A primeira delas é buscar a ajuda de um profissional que possa dar a melhor recomendação. A Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros (Planejar) pode ajudar (aqui). Além de disponibilizar no site o contato de profissionais certificados, também mantém a campanha Planejar para a Vida (aqui). Olha que slogan mais verdadeiro: Quem planeja, tem futuro. Quem não planeja, tem destino.

O segundo passo é o Acorda pra Vida, colega! Essa brincadeira aqui tem um fundão de verdade quando se trata de planejamento financeiro. A outra parte do trabalho é nossa… em manter a nossa vida financeira organizada, fazer economias onde dá e separar um pouquinho por mês para investir. Como adoro uma tecnologia, separei alguns aplicativos e site para te ajudar nesta jornada de Dominique Investidora. 

5 melhores apps e sites financeiros

Google Drive

Indicado para quem está começando a controlar as finanças… mas ainda de um jeito “leve”. É sempre importante saber o quanto entra e o quanto sai é a primeira coisa que você precisa fazer. Aliás, se você tem um e-mail @gmail o acesso ao Google Drive é de graça. Ainda por cima, você pode criar uma planilha online, no estilo do excel, e compartilha-la com outras pessoas. 

Acessar aqui.

Mobills

Este é um dos apps mais bem avaliados nas lojas de aplicativos. Neste caso, o nível de sofisticação muda. Entre os recursos está a definição de metas, orçamentos e até o controle do cartão de crédito. Adicionamento, outra feature mostra onde estamos gastando mais dinheiro e dá dicas de como melhorar a situação financeira. Tem um plano mais simples e gratuito e uma opção completa com assinatura. 

Acessar aqui.

Guia de Bolso

O app brasileiro Guia de Bolso ajuda a organizar e a planejar as finanças e o melhor: é de graça. Além disso, muitas funcionalidades presentes neste app são acessíveis apenas nas versões pagas dos outros aplicativos. Adicionalmente, também oferece uma ferramenta gratuita, em parceria com o Boa Vista SCPC, para mostrar a situação do crédito e do CPF. 

Acessar aqui.

Spendee

Este aplicativo é em inglês. No entanto, o Spendee é um pouco mais simples e prático de usar. Em resumo, uma das funcionalidades é a conexão com o banco para o acompanhamento em tempo real das despesas. Quem preferir, pode incluir os gastos manualmente. Muito mais fácil para entender onde está indo nosso dinheirinho. Também oferece as versões gratuitas e pagas. 

Acessar aqui.

Wallet

O aplicativo tem praticamente as mesmas funcionalidades dos demais apps como por exemplo o controle de gastos ou definição de metas. Porém ele tem um diferencial que é a possibilidade de tirar fotos dos recibos para guardar. Para quem gosta de deixar tudo organizado, essa feature é uma maravilha.

Acessar aqui.

Como você faz o controle de gastos da sua vida?

Vamos trocar dicas e ideias com outras Dominiques?

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É preciso ensinar suas finanças a lidar com a longevidade

Dominique - Longevidade
Vamos falar de finanças?

Olá Dominiques! Quanta honra estar aqui com vocês!

Meu nome é Paula Sauer, sou carioca, economista, moro em São Paulo, sou mãe de adolescente, de cachorro, mãe de calopsita, louca por queijos, adoro nadar. Tenho medo de fantasma e de barata.

Tenho vários planos para nossos encontros mensais, mas para esse primeiro, a Dominique, quem me convidou para escrever aqui, pediu que a gente conversasse um pouco sobre aumento da longevidade e finanças. Opa! Meninas! Vocês podem ficar aqui bonitinhas pra ler! Sei que não é fácil falar sobre dinheiro, muito menos sobre envelhecimento, assuntos que para nós brasileiros são quase um tabu, mas é importante. Fiquem!

Estudando psicologia econômica e comportamento do consumidor, aos pouquinhos fui entendendo porque falar de finanças causa tanto desconforto. Mesmo quando temos uma vida financeiramente estável, falar de dinheiro não é fácil, o dinheiro tem um valor simbólico muito grande e, assim, ter ou não ter dinheiro possui muitos significados.

Dinheiro compra muito mais do que bens e serviços. Vamos falar a verdade: dinheiro compra beleza, favores, liberdade, amizades, amores, mantém colados casamentos já quebrados, nos mantém reféns de chefes chatos. Nos permite fazer doações para boas causas, ajudar amigos a prosperar, boas surpresas, mimos, nos compra vida, uma vez que os cuidados com a saúde aumentam nossa expectativa de vida.

Em 1940, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 45,5 anos. Em 1980, 62,5 anos. Duas décadas depois, 69,8 anos. O crescimento econômico do país, acesso à água tratada e esgoto, uso da tecnologia, aumento do consumo, foram alguns dos fatores que contribuíram para aumentar a qualidade de vida da população, elevando assim a expectativa de vida.

A atual esperança de vida ao nascer do brasileiro, segundo o IBGE, é de 75,5 anos. Chegou-se a esse número através da expectativa de vida média das principais capitais brasileiras. A mais recente tábua de mortalidade mostra que o brasileirinho que nasce em 2017 tem expectativa de viver ao nascer de 71,9 anos e as brasileirinhas, nascidas nesse ano 79,1 anos.

Estamos colocando nesta conta, os que nasceram em cidades sem tratamento de água ou esgoto e aqueles que nasceram em condições financeiras muito boas. Logo, há de se imaginar, que nas grandes capitais das regiões sul e sudeste, essa expectativa seja ainda maior e que existam os extremos, desta forma, viver por mais de 100 anos em breve não será nenhuma novidade.

O ponto é: a maioria de nós se planejou para trabalhar até os 65 anos, a ideia era se aposentar e viver da poupança acumulada, da renda do patrimônio que se construiu, com a previdência oficial, entre outras alternativas, mas o horizonte de tempo era menor, as famílias mais concentradas e os gastos menores.

A realidade atual é outra: estamos vivendo mais tempo do que o planejado financeiramente e a conta não está fechando. Pais idosos precisam voltar para a casa dos filhos, os custos dos planos de saúde têm valores desproporcionais aos benefícios por aposentadoria, os medicamentos nem sempre são cobertos pela rede pública.

Muitos profissionais percebem a tempo de voltar para o mercado de trabalho ou optam por continuar trabalhando, não falta quem diga que continua trabalhando só para manter o plano de saúde. Para muitas famílias, tem sido essa a saída.

Fica claro, que precisamos nos planejar mais financeiramente, melhor e o quanto antes. Colocar os juros para trabalhar a nosso favor e não contra. Um planejador financeiro certificado pode te ajudar com isso.

Poupar e fazer escolhas de consumo conscientes precisam se tornar um hábito. A pergunta “quero ou preciso” na frente de uma vitrine, um mantra. Não sabemos até que idade vamos viver, mas precisaremos de dinheiro para viver bem, com qualidade de vida e dignidade.

Muito importante também é falar desde cedo sobre dinheiro com nossos filhos e netos, e de uma maneira leve como falamos dos mais diversos assuntos. Cabe dizer, que a nossa família de origem é uma de nossas principais referências quando o assunto é comportamento financeiro. Tudo o que aprendemos ao longo da vida sobre dinheiro, comparamos com o que aprendemos em casa, quando ainda crianças.

Até a próxima!

Aprenda mais sobre finanças:

10 plataformas que ajudam a ganhar ou economizar um dinheirão
5 motivos que atrapalham nossa estabilidade financeira

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

27 Comentários
  1. Joanice,

    Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

    Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

    Beijão
    Paula Sauer

  2. Parabens Paula Suaer, texto leve, objetivo e que faz refletir sobre a maneira que estamos lidando com nossas finanças. Obrigada pelas dicas.

  3. Excelente, Paula! Como sempre convidando as pessoas a pensarem e se prepararem para o que elas não costumam ver. Desde seu artigo sobre quanto custa um animal de estimação vi sua preocupação em alertar para a falta de planejamento. Não existe controle sem planejamento!
    Bjs, parabéns!!

    1. Vivi, seu carinho é muito especial. Mostra que falar de dinheiro pode estar relacionado a carinho, cuidados e a querer bem.

      Cachorreira que sou, pode esperar que vai sair um post sobre planejamento financeiro e pets por aqui tambem.

      Beijo!
      com carinho,
      Paula Sauer

  4. Adorei o texto, linguagem fácil e acessível. Tema espinhoso, principalmente no momento atual, mas necessário.

    1. Joanice,

      Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

      Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

      Beijão
      Paula Sauer

  5. Paula, seja muito bem-vinda ao nosso espaço. Sua participação é mais do que importante. É necessária para nós Dominiques. E com este texto delicioso há de ser um sucesso com certeza. Estou ansiosa e curiosa para o próximo. Parabéns!

    1. Obrigada Dominique!

      Fiquei muito feliz com o carinho e acolhida de vocês! Tenho mil planos.

      Super beijo!

  6. Paula,
    Saudades…
    Muito bacana o texto….
    Estou de férias e tentada a comprar coisas que realmente não preciso.
    Me fez refletir.

    Obrigada e muito sucesso!!!

    Beijos

    1. Fala Cataaa! Quantas saudades!!!
      Que bom que vc gostou!

      Quanto a gastar nas ferias… na frente da vitrine se pergunte: quero ou preciso?

      Na pagina do Economia de valor, pagina nao grupo na capa tem um post com seis perguntas que devemos fazer na frentr de uma vitrine. Faça. Coloca um post it dentro da carteira. Super beijo. Beijos nos meninos.

  7. Parabéns Paula Sauer,muito bem escrito e esclarecedor, temos mesmo que nos conscientizar com o que diz respeito às nossas finanças, para que possamos viver com mais segurança e paz, consequentemente assim,com mais saúde física e mental.

    1. Ô Carmen, leia com a “nossa” mãe, filha e marido, sei o quanto a família é importante pra vocês!

      Um beijo com muito carinho,

      Paula Sauer

    1. Essa é a Dominique mais chique do planeta!

      Dizem que elogio de mãe não vale… mas da minha vale. Arrancar um elogio dessa fera, é difícil.

      Obrigada mãe, por tudo. Sempre.
      Te amo!

      Paula Sauer

  8. Muito bem querida Paula Sauer. Ótimo texto com uma preocupação muito bem fundamentada.
    Obrigada por nos alertares para uma realidade difícil de aceitar – a velhice, com fracos recursos económicos.

    1. Lina querida,

      Acho que é um texto pra compartilhar com todas as pessoas que queremos bem!
      Você sem duvidas é uma delas!

      Que bom que gostou!

      Super beijo,
      Paula Sauer

    1. E não é pra esquecer mesmo!!!

      Se ficar na dúvida em frente a vitrine, da aquela volta no shopping, se não voltar, é que não era pra comprar !!

      Beijão,
      Paula Sauer

    1. Angélica, obrigada pelo carinho!
      Estarei aqui 1 vez por mês, o próximo texto será sobre divórcio e finanças…

      Tema espinhoso mas muito necessário também!

      Um beijo,
      Até o próximo!
      Paula Sauer

    1. Obrigada Iara! Acho que virou um dos meus queridinhos, já li, reli, mil vezes e compartilhei com pessoas que amo muito.

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Tem um escorpião no meu bolso

A maior vantagem quando a gente chega aos 50 na santa paz financeira é poder ligar aquela chavinha do “Foda-se” e fazer ou falar o que quiser. Lógico que sempre com classe e elegância, mas de vez em quando, uma força que nos domina, como aquele calor que serpenteia a nossa coluna durante uns meses, faz com que algumas repostas explodam goela afora.

Já aconteceu comigo e vai acontecer com você. Um amigo, filho, parente, vizinho, colega, padrinho.  Seja quem for, um dia essa pessoa vai chegar pra você e dizer:

– Me empresta uma grana?

– Será que você me faria um empréstimo?

– Você pode me ajudar?

A formação da frase e a sua justificativa podem variar, mas o conceito é o mesmo: a pessoa quer um dinheiro emprestado.

E aí, em um flashback de segundos, mas muito intenso – como dizem que ocorre quando a gente está morrendo – eu vejo passar na minha frente 30 anos da minha vida de ralação pra conseguir juntar aquela grana e curtir a vida depois dos 50. E agora me aparece uma criatura que ameaça levar embora meu projeto de vida futura.

Pois aqui fica a dica número 1: diga não.

E a dica número 2: use seu bom humor.

Se você não tem ideia de como fazer isso, vamos sair da teoria e entrar na prática.

Exemplo 1

Seu filho, que está entre os 15 e 25 anos, te diz:
– Mãe, me empresta uma grana ?
– Lógico, meu filho! Mas com uma condição. Eu quero voltar a te buscar na porta do colégio, todos os dias, e ganhar um beijo e um abraço como você fazia quando era pequenininho e eu ia te buscar na creche.
De quanto você precisa?

Exemplo 2

Seu filho, que está entre os 30 e 40 anos, te diz:
– Mãe, me empresta uma grana ?
– Filho, senta aqui que eu quero falar com você. Sério.

Exemplo 3

Marido
– Mor, vamos abrir uma conta conjunta?
– No Facebook?

Exemplo 4

Amiga
– Amiga, vou te pedir uma coisa. Não quero estragar a nossa amizade, mas será que você poderia me emprestar uma grana? Mas pode dizer não, se quiser.
– Não.

Exemplo 5

Parente
– Oi querida! Tudo bem? Olha, eu tô te ligando porque queria te fazer uma proposta. A coisa não tá fácil, sabe? Então, como você não tem nem filhos, nem um chefe como eu e tá com a vida mais tranquila, será que você poderia me emprestar uma grana esse mês pra eu pagar a escolinha da Bia, que está atrasada? Eu te pago em 3 meses. Todo mês eu deposito uma parte na sua conta. Pode ter certeza.
– Querido, esse mês eu já fiz a minha doação. Foi pro Lar das Cãezinhos Mancos da Vila Ipocondró. Tem cada bichinho lindo lá.

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Helena Perim

Escritora e roteirista, trabalhou como diretora de arte em canais de TV e produtoras, mas acabou trocando o desenho pela escrita. Hoje, é freelancer na criação e no desenvolvimento de projetos pra TV e Internet. Também é autora de 4 livros de humor, que falam de comportamento, turismo e moda.

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Independência Financeira – A rota para a liberdade

Dominique - independência financeira

Lidar com a vida financeira é lidar com emoções. Insegurança, cobiça, desconforto, ansiedade, inveja são alguns dos sentimentos ligados ao “vil metal”. Tantas travas emocionais  dificultam que a gente reconheça o maior atributo do dinheiro – ser uma fonte de liberdade e tranquilidade.

Você pode considerar esta ideia estapafúrdia e até imoral. Mas pense na paz de espírito de quem, aconteça oque acontecer, consegue contar com uma reserva para as necessidades presentes e futuras. Isto se chama independência financeira e tem o gosto autêntico da liberdade. Só a autonomia permite que a gente disponha do maior de todos os tesouros, o nosso tempo.

Para chegar lá, a fórmula é simples – gastar menos do que se ganha, poupar e investir o que sobra. Pessoalmente, sem terceirizar a preocupação com o futuro. Porém, se é tão bom, porque é tão difícil?

Entre os muitos campos em que nossa geração de mulheres mandou bem, existe UM em que a maioria ainda patina – justamente o mundo das finanças. Não o dos gigantes bancários, mas aquele do dinheiro nosso de cada dia.

A dificuldade de tantas mulheres em ter controle da vida financeira é real, comprovada em pesquisas. E essa realidade meio desagradável costuma escolher um momento crítico para desabar como um viaduto sobre nossas cabeças. A entrada nos 50.

Justo quando estamos precisando mudar o guarda-roupa inteiro, porque nosso corpo se transformou. Logo agora que estamos prestes a nos aposentar ou fomos demitidas porque passamos da idade aceitável pelas empresas e temos que correr para reinventar o trabalho. Os pais começam a inverter o papel e a precisar do nosso apoio. Momento em que casamentos de 20, 30 anos caminham direto para o divórcio. Os filhos saíram de casa. Ou voltaram.

O futuro chegou. Cai a ficha que viver muito, como viverá nossa geração, custa caro. E não estamos seguras com o que guardamos para encarar a segunda metade da vida.

Ao conquistar a independência financeira, podemos contar com uma certa previsibilidade na vida.

Você pode ter se divorciado, aposentado pelo INSS, fugido de país, casado com um surfista. A capacidade de dispor de uma renda mensal, que cubra o padrão de vida que considera adequado, pelo tempo que viver, estará lá para dar sossego.

Há muita coisa que você pode mudar na sua vida para conquistar essa independência financeira. Mas que tal começar aprendendo a dizer NÃO sem sentir culpa?

Leia Mais:

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A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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Voltando de viagem

Voltando de viagem.
Fim da semaninha de férias.
Olha a dica pras “colegas”!

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=ygOjwT5OAz0[/fve]

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. As vezes é chato mesmo, pior ainda se a viagem é pra praia grande no litoral Paulista. … mas e se esta viagem for o sonho realizado de ano novo? Um pouquinho de empatia pelo óbvio do próximo cai bem né. …

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