Finanças

É preciso ensinar suas finanças a lidar com a longevidade

Dominique - Longevidade
Vamos falar de finanças?

Olá Dominiques! Quanta honra estar aqui com vocês!

Meu nome é Paula Sauer, sou carioca, economista, moro em São Paulo, sou mãe de adolescente, de cachorro, mãe de calopsita, louca por queijos, adoro nadar. Tenho medo de fantasma e de barata.

Tenho vários planos para nossos encontros mensais, mas para esse primeiro, a Dominique, quem me convidou para escrever aqui, pediu que a gente conversasse um pouco sobre aumento da longevidade e finanças. Opa! Meninas! Vocês podem ficar aqui bonitinhas pra ler! Sei que não é fácil falar sobre dinheiro, muito menos sobre envelhecimento, assuntos que para nós brasileiros são quase um tabu, mas é importante. Fiquem!

Estudando psicologia econômica e comportamento do consumidor, aos pouquinhos fui entendendo porque falar de finanças causa tanto desconforto. Mesmo quando temos uma vida financeiramente estável, falar de dinheiro não é fácil, o dinheiro tem um valor simbólico muito grande e, assim, ter ou não ter dinheiro possui muitos significados.

Dinheiro compra muito mais do que bens e serviços. Vamos falar a verdade: dinheiro compra beleza, favores, liberdade, amizades, amores, mantém colados casamentos já quebrados, nos mantém reféns de chefes chatos. Nos permite fazer doações para boas causas, ajudar amigos a prosperar, boas surpresas, mimos, nos compra vida, uma vez que os cuidados com a saúde aumentam nossa expectativa de vida.

Em 1940, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 45,5 anos. Em 1980, 62,5 anos. Duas décadas depois, 69,8 anos. O crescimento econômico do país, acesso à água tratada e esgoto, uso da tecnologia, aumento do consumo, foram alguns dos fatores que contribuíram para aumentar a qualidade de vida da população, elevando assim a expectativa de vida.

A atual esperança de vida ao nascer do brasileiro, segundo o IBGE, é de 75,5 anos. Chegou-se a esse número através da expectativa de vida média das principais capitais brasileiras. A mais recente tábua de mortalidade mostra que o brasileirinho que nasce em 2017 tem expectativa de viver ao nascer de 71,9 anos e as brasileirinhas, nascidas nesse ano 79,1 anos.

Estamos colocando nesta conta, os que nasceram em cidades sem tratamento de água ou esgoto e aqueles que nasceram em condições financeiras muito boas. Logo, há de se imaginar, que nas grandes capitais das regiões sul e sudeste, essa expectativa seja ainda maior e que existam os extremos, desta forma, viver por mais de 100 anos em breve não será nenhuma novidade.

O ponto é: a maioria de nós se planejou para trabalhar até os 65 anos, a ideia era se aposentar e viver da poupança acumulada, da renda do patrimônio que se construiu, com a previdência oficial, entre outras alternativas, mas o horizonte de tempo era menor, as famílias mais concentradas e os gastos menores.

A realidade atual é outra: estamos vivendo mais tempo do que o planejado financeiramente e a conta não está fechando. Pais idosos precisam voltar para a casa dos filhos, os custos dos planos de saúde têm valores desproporcionais aos benefícios por aposentadoria, os medicamentos nem sempre são cobertos pela rede pública.

Muitos profissionais percebem a tempo de voltar para o mercado de trabalho ou optam por continuar trabalhando, não falta quem diga que continua trabalhando só para manter o plano de saúde. Para muitas famílias, tem sido essa a saída.

Fica claro, que precisamos nos planejar mais financeiramente, melhor e o quanto antes. Colocar os juros para trabalhar a nosso favor e não contra. Um planejador financeiro certificado pode te ajudar com isso.

Poupar e fazer escolhas de consumo conscientes precisam se tornar um hábito. A pergunta “quero ou preciso” na frente de uma vitrine, um mantra. Não sabemos até que idade vamos viver, mas precisaremos de dinheiro para viver bem, com qualidade de vida e dignidade.

Muito importante também é falar desde cedo sobre dinheiro com nossos filhos e netos, e de uma maneira leve como falamos dos mais diversos assuntos. Cabe dizer, que a nossa família de origem é uma de nossas principais referências quando o assunto é comportamento financeiro. Tudo o que aprendemos ao longo da vida sobre dinheiro, comparamos com o que aprendemos em casa, quando ainda crianças.

Até a próxima!

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Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

27 Comentários
  1. Joanice,

    Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

    Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

    Beijão
    Paula Sauer

  2. Parabens Paula Suaer, texto leve, objetivo e que faz refletir sobre a maneira que estamos lidando com nossas finanças. Obrigada pelas dicas.

  3. Excelente, Paula! Como sempre convidando as pessoas a pensarem e se prepararem para o que elas não costumam ver. Desde seu artigo sobre quanto custa um animal de estimação vi sua preocupação em alertar para a falta de planejamento. Não existe controle sem planejamento!
    Bjs, parabéns!!

    1. Vivi, seu carinho é muito especial. Mostra que falar de dinheiro pode estar relacionado a carinho, cuidados e a querer bem.

      Cachorreira que sou, pode esperar que vai sair um post sobre planejamento financeiro e pets por aqui tambem.

      Beijo!
      com carinho,
      Paula Sauer

  4. Adorei o texto, linguagem fácil e acessível. Tema espinhoso, principalmente no momento atual, mas necessário.

    1. Joanice,

      Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

      Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

      Beijão
      Paula Sauer

  5. Paula, seja muito bem-vinda ao nosso espaço. Sua participação é mais do que importante. É necessária para nós Dominiques. E com este texto delicioso há de ser um sucesso com certeza. Estou ansiosa e curiosa para o próximo. Parabéns!

    1. Obrigada Dominique!

      Fiquei muito feliz com o carinho e acolhida de vocês! Tenho mil planos.

      Super beijo!

  6. Paula,
    Saudades…
    Muito bacana o texto….
    Estou de férias e tentada a comprar coisas que realmente não preciso.
    Me fez refletir.

    Obrigada e muito sucesso!!!

    Beijos

    1. Fala Cataaa! Quantas saudades!!!
      Que bom que vc gostou!

      Quanto a gastar nas ferias… na frente da vitrine se pergunte: quero ou preciso?

      Na pagina do Economia de valor, pagina nao grupo na capa tem um post com seis perguntas que devemos fazer na frentr de uma vitrine. Faça. Coloca um post it dentro da carteira. Super beijo. Beijos nos meninos.

  7. Parabéns Paula Sauer,muito bem escrito e esclarecedor, temos mesmo que nos conscientizar com o que diz respeito às nossas finanças, para que possamos viver com mais segurança e paz, consequentemente assim,com mais saúde física e mental.

    1. Ô Carmen, leia com a “nossa” mãe, filha e marido, sei o quanto a família é importante pra vocês!

      Um beijo com muito carinho,

      Paula Sauer

    1. Essa é a Dominique mais chique do planeta!

      Dizem que elogio de mãe não vale… mas da minha vale. Arrancar um elogio dessa fera, é difícil.

      Obrigada mãe, por tudo. Sempre.
      Te amo!

      Paula Sauer

  8. Muito bem querida Paula Sauer. Ótimo texto com uma preocupação muito bem fundamentada.
    Obrigada por nos alertares para uma realidade difícil de aceitar – a velhice, com fracos recursos económicos.

    1. Lina querida,

      Acho que é um texto pra compartilhar com todas as pessoas que queremos bem!
      Você sem duvidas é uma delas!

      Que bom que gostou!

      Super beijo,
      Paula Sauer

    1. E não é pra esquecer mesmo!!!

      Se ficar na dúvida em frente a vitrine, da aquela volta no shopping, se não voltar, é que não era pra comprar !!

      Beijão,
      Paula Sauer

    1. Angélica, obrigada pelo carinho!
      Estarei aqui 1 vez por mês, o próximo texto será sobre divórcio e finanças…

      Tema espinhoso mas muito necessário também!

      Um beijo,
      Até o próximo!
      Paula Sauer

    1. Obrigada Iara! Acho que virou um dos meus queridinhos, já li, reli, mil vezes e compartilhei com pessoas que amo muito.

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Você sabe o que são Tiny Houses?

Você já ouviu falar do Movimento Tiny Houses ou Micro Casas? Ainda é novidade por aqui, mas como tudo acontece tão rápido, daqui a pouco será trivial. Antes de dar detalhes sobre as Tiny Houses, é preciso contextualizar. A escolha em ter uma casa muito pequena não é motivada apenas por questões econômicas. É uma mudança comportamental.   

Já faz tempo que estamos descobrindo um jeito diferente de viver. Primeiro veio o reciclar, depois o reaproveitar e, em seguida, o reduzir. Até pouco tempo atrás imperava exatamente o contrário. Valia ter e comprar muito, vários, do melhor ou do maior. Fez sentido naquele momento de prosperidade econômica e de necessidade de segurança. 

Mas foi justamente um excesso que direcionou essa mudança de comportamento. Entrou em cena a preocupação com o meio ambiente e com o consumo exagerado. As pessoas estão aprendendo o que é a economia compartilhada com o Uber ou o Airbnb. Praticar o desapego ganhou um novo significado: não é mais sobre falta de apego ou de interesse. É sobre abrir mão do supérfluo, deixar ir. 

É nesse novo mundo que entram as micro casas. O Movimento Tiny Houses nasceu nos Estados Unidos e prega um novo estilo de viver na arquitetura e na atitude. O boom do mercado imobiliário deu um empurrãozinho. Com a vida dinâmica, mas cheia de incertezas, não fazia mais sentido comprometer-se com um financiamento imobiliário de longo prazo. 

As Tiny Houses são casas muito pequenas, com menos de 40 metros quadrados, mas projetadas para serem um lar. São mais altas que os tradicionais trailers, algumas têm até mezanino. É possível ter (quase!) tudo o que se tem em uma casa, mas é preciso planejar certinho. Elas podem ser construídas sobre rodas ou numa fundação fixa. 

Morar onde quiser

Aí está a vantagem para as Dominiques que estão quase ou já se aposentaram. É uma opção também para quem trabalha remoto. Você pode morar literalmente onde quiser. Claro que há regras, nesse post do Pés Descalsos você descobre mais informações sobre onde estacionar a micro casa. O site é mantido pelo casal Robson e Isabel, que moram numa micro casa com o filhinho. 

Além de poder levar a sua casa para viajar, ainda há outras vantagens tentadoras. Com a redução do espaço, o custo de vida também cai bastante. Isso não ocorre apenas nos custos fixos, como aluguel, água ou luz. Pela questão do espaço, é preciso planejar a compra do mês. Conta menor no supermercado e pouco desperdício de alimentos.

Mas tem uma vantagem ainda melhor: o trabalho para cuidar da casa também diminui proporcionalmente. Isso, sim, é um luxo. Como a micro casa é menor e projetada com menos itens é muito mais prática e funcional para limpar. Uma vantagem que é uma grande contribuição com a sustentabilidade. 

Claro que viver num espaço menor apresenta alguns desafios. A área de circulação é menor e há pouca privacidade. Pra quem se animar com a ideia, vale a pena primeiro experimentar esse novo estilo de vida. E se isso acontecer, compartilhe depois aqui. Vou adorar saber mais sobre essa experiência. 

Mais sobre a vida minimalista

Organizei minha casa com as técnicas da Marie Kondo

Será que dá pra viver sem?

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Será que dá pra viver sem?

Esses dias me peguei pensando sobre minha mania de comprar coisas sem precisar. De tempos em tempos eu encano com algo: cosmético, objeto pra casa, suplemento, vinil, livro, sapato… Sempre tem uma bola da vez para gastar algum dinheiro e acumular mais.

Mas conversa vai conversa vem, eu descobri que não se trata de comportamento exclusivo meu. Eu tenho uma amiga que surta na papelaria, por exemplo. Ela considera sagrada aquela passadinha semanal pra checar as novidades. E, vamos combinar, que ninguém precisa de marcador ou de post it todo dia, né?

Já o marido de outra amiga até sabe das nossas compulsões e brinca sempre com isso. Quando ela diz que vai a farmácia, por exemplo, e pergunta se ele precisa de algo, ele logo responde: – Vê lá um lançamento pra tratar o coração ou algo novo pra diabete…

Eu sei, eu sei. Nosso sistema econômico é baseado na perspectiva de crescimento infinito. Mas os recursos naturais são limitados.

Agora, será que essa mania de sempre mais não precisa acabar?

É fato que quanto mais a gente envelhece mais tendência a manter coisas que funcionem como recordações. E não bastasse as nossas bugigangas acumuladas sempre guardamos as dos nossos filhos também. Mesmo quando eles já saíram de casa para montar a própria.

Mas afinal, o que dá pra viver sem?

E se o sistema entrasse em colapso e as pessoas em todo o mundo fossem obrigadas a viver com muito pouco? Te convido a fazer esse exercício. O que na sua vida não é essencial?

E eu garanto que tem muita coisa aí pra abrir mão…

Li esses dias um artigo sobre uma jornalista alemã que decidiu passar um ano de sua vida longe das facilidades do consumo. Ela contou a experiência num livro chamado “Apocalipse Now!” e fiquei bem curiosa pra ler.

Durante a experiência, realizada em Barcelona, na Espanha, ela viveu apenas de escambo e agricultura orgânica. Ela contou no artigo que para sobreviver apelou às técnicas e estilo de vida de seus antepassados, que viveram durante o período de guerra e pós-guerra na Europa.  

Tá booom! Concordo.

Não precisa ser tão radical.

Mas eu fiz uma relação de coisas que vou cortar pra reduzir o meu consumo e vou tentar sobreviver por algum tempo. Quer saber o que são?

A primeira coisa pela qual sou completamente louca são cremes pra cabelo e corpo. Ah meus sais! Não digo que vou viver absolutamente sem. Mas vou escolher um kit prioritário com shampoo, condicionador, hidratante, finalizador e “day after”. Chega dessa mania de variar tanto. Não preciso ter tanta opção diariamente…

Outro lugar onde gasto rios de dinheiro é em farmácias. É uma baita compra de vitaminas, analgésicos e afins. Desde que não seja orientação médica, estou disposta a lidar com as minhas dores de cabeça de forma alternativa.

Sapatos. Tenho muitos. E alguns novinhos, que nunca saíram da caixa. Minha meta é ficar 12 meses…Ops! Melhor reduzir pra seis meses (eu me conheço) sem comprar nenhum par.

Assinatura de TV a cabo e de algumas revistas. Eu tenho tanta opção na internet então pra que ainda assino um pacote completo se nem dou conta de ver?

Uma coisa que já faço faz tempo é levar minha garrafinha de água pra onde vou. Assim não preciso comprar mais uma a cada hora que sinto sede. Acho que são pequenas coisas que podem fazer grande diferença rumo a uma existência mais minimalista e mais consciente.

Depois eu conto pra vocês como foi minha experiência, mas acho que super dá pra viver sem!

E vocês Já pensaram nas coisas que não são essenciais para uma vida mais leve e feliz? Me contaaaaa!

Leia também Organizei minha casa (e minha vida) com as técnicas da Marie Kondo.

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Economizar ou ganhar dinheiro: conheça estas 10 plataformas

Dominique - Economizar

Quem não precisa economizar? É ordem do dia, do mês, do ano.

Primeiro, tivemos de correr para entender o que era a sociedade conectada. O mundo virou online: serviços, bancos e até o relacionamento entre as pessoas. Bom, a vida em redes sociais foi outra mudança grande, pra quem estava acostumada a ligar, mandar cartas ou visitar mesmo, né? Você já se deu conta da quantidade de aplicativos que existem para você economizar?

A bola da vez é a economia compartilhada, que ainda desperta algumas dúvidas, mas vale prestar atenção pelas oportunidades que oferece para ganhar ou economizar dinheiro.

Este novo modelo de relações comerciais incentiva o relacionamento entre pessoas, sem intermediários, para compartilhar alguma coisa ou trocar, comprar e vender algum produto ou serviço. O próprio sistema se autorregula e as informações do que é ruim (ou bom) ficam disponíveis online para todo mundo ver. As plataformas também oferecem assistência aos usuários, dando um pouco mais de segurança.

Os serviços mais conhecidos, baseados em economia compartilhada, são Uber (transporte) e Airbnb (acomodação). Claro que tudo o que é novidade enfrenta oposição. Mas com crise, até isso parece estar sendo resolvido mais rapidamente.

Se você quiser ganhar um dinheirinho extra ou economizar fique atenta às opções de serviços disponíveis, baseados na economia compartilhada. Tem de tudo.

BlaBlaCar

É uma opção de locomoção entre cidades e até países. A plataforma reúne donos de carros e caroneiros para fazer uma determinada viagem. A vantagem, além da divisão das despesas, é a conveniência e a companhia de ter com quem conversar. Não há relatos de problemas, o sistema foi criado na Europa e já está disponível no mundo todo. Mas como  semprer é bom tomar algumas precauções, veja algumas dicas pra usar o serviço aqui no blog fui, gostei, contei (http://fuigosteicontei.com.br/dica-do-leitor-saiba-tudo-sobre-o-blablacar-aplicativo-de-caronas/).

Bliive

É uma rede colaborativa para juntar pessoas que precisam de algum serviço e quem tem este serviço para oferecer. Não há relação de pagamento em dinheiro. A moeda de troca é a experiência que você tem que é “trocada” pelo conhecimento de outra pessoa. Por exemplo, alguém que sabe inglês e quer aprender a tocar violão pode “trocar” com alguém que sabe tocar violão e quer aprender inglês.

DogHero

É um serviço alternativo aos hoteizinhos e canis. Você pode ser anfitriã ou deixar o seu cachorro com uma família bacana enquanto viaja. Enquanto você estiver fora, sabe que o seu pet não está em gaiolas. Além do mais, recebe o carinho da família anfitriã. O serviço é mais barato que os hoteizinhos tradicionais.

Home Refill

É uma plataforma para fazer compras de supermercado de itens não perecíveis. A lista fica registrada no sistema e todo mês você recebe em casa os produtos. Além do diferencial no preço, é uma economia de tempo! Deixar tudo programado livra a gente de ter de comprar as mesmas coisas de sempre todo mês.

Localchef

É uma plataforma que mostra quais são os chefes de cozinha que estão próximo da sua casa. Daí é só escolher a comidinha que você quer e o chefe cozinha para você. O bacana é que iniciativas assim priorizam o mercado local e dão oportunidade aos empreendedores pequenos.

My Open Closet

É uma rede de amigas (com um guarda-roupas incrível) que aluga vestidos por meio de uma plataforma digital. Algumas peças são de estilistas famosos, como Dolce&Gabbana, Bo.Bô ou Patrícia Bonaldi. Boa opção para quando a gente tem casamento ou festas e não quer gastar uma pequena fortuna num vestido que depois não sairá mais do armário. Ah, e não tem cara daquelas roupas de aluguel, né!

Quintal das Trocas

É um serviço de troca de brinquedos. Se a criança crescer e descartar algum brinquedo, você pode trocá-lo por outro compatível com a idade dela. Além de economizar na compra de um mundo de novos brinquedos, a atitude ensina sobre a importância do consumo consciente.

Repassa

Existem vários brechós online. Esta é uma destas plataformas onde você pode cadastrar as roupas que não usa mais para vender. E comprar roupas bacanas por um preço razoável, sem gastar fortunas a cada estação. Que tal ter sempre uma coisa nova no armário?

Tem açúcar?

Antigamente as pessoas se conheciam na vizinhança. Como isso ajudava em várias situações! Esta plataforma propõe este resgate, ao facilitar o compartilhamento de coisas entre vizinhos. Em vez de bater na porta de pessoas desconhecidas, descubra online quem está disposto a te receber para te ajudar (ou como você pode ajudar).

Enjoei

A Enjoei é um brechó online onde você pode vender roupas femininas, masculinas e infantins, objetos de casa, itens de informática e muitas outras coisas usadas que estão tomando espaço na sua casa. Se você quiser, aqui é uma opção para se desfazer delas.

Economizar está ficando mais fácil, né?

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Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

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Independência Financeira – A rota para a liberdade

Dominique - independência financeira

Lidar com a vida financeira é lidar com emoções. Insegurança, cobiça, desconforto, ansiedade, inveja são alguns dos sentimentos ligados ao “vil metal”. Tantas travas emocionais  dificultam que a gente reconheça o maior atributo do dinheiro – ser uma fonte de liberdade e tranquilidade.

Você pode considerar esta ideia estapafúrdia e até imoral. Mas pense na paz de espírito de quem, aconteça oque acontecer, consegue contar com uma reserva para as necessidades presentes e futuras. Isto se chama independência financeira e tem o gosto autêntico da liberdade. Só a autonomia permite que a gente disponha do maior de todos os tesouros, o nosso tempo.

Para chegar lá, a fórmula é simples – gastar menos do que se ganha, poupar e investir o que sobra. Pessoalmente, sem terceirizar a preocupação com o futuro. Porém, se é tão bom, porque é tão difícil?

Entre os muitos campos em que nossa geração de mulheres mandou bem, existe UM em que a maioria ainda patina – justamente o mundo das finanças. Não o dos gigantes bancários, mas aquele do dinheiro nosso de cada dia.

A dificuldade de tantas mulheres em ter controle da vida financeira é real, comprovada em pesquisas. E essa realidade meio desagradável costuma escolher um momento crítico para desabar como um viaduto sobre nossas cabeças. A entrada nos 50.

Justo quando estamos precisando mudar o guarda-roupa inteiro, porque nosso corpo se transformou. Logo agora que estamos prestes a nos aposentar ou fomos demitidas porque passamos da idade aceitável pelas empresas e temos que correr para reinventar o trabalho. Os pais começam a inverter o papel e a precisar do nosso apoio. Momento em que casamentos de 20, 30 anos caminham direto para o divórcio. Os filhos saíram de casa. Ou voltaram.

O futuro chegou. Cai a ficha que viver muito, como viverá nossa geração, custa caro. E não estamos seguras com o que guardamos para encarar a segunda metade da vida.

Ao conquistar a independência financeira, podemos contar com uma certa previsibilidade na vida.

Você pode ter se divorciado, aposentado pelo INSS, fugido de país, casado com um surfista. A capacidade de dispor de uma renda mensal, que cubra o padrão de vida que considera adequado, pelo tempo que viver, estará lá para dar sossego.

Há muita coisa que você pode mudar na sua vida para conquistar essa independência financeira. Mas que tal começar aprendendo a dizer NÃO sem sentir culpa?

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A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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