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Descobrindo os imensos prazeres de viajar sozinha

Banner_Viajar SozinhaViajar sozinha é algo que estou fazendo há alguns anos, pois quando podia viajar ou tinha a oportunidade, estava sem companhia. Adoro viajar com mais pessoas, porém viajar sozinha tornou-se para mim algo muito especial e vou explicar por quê.

O fato de poder ir aos lugares que queremos conhecer, previamente anotados, torna-se real.

Ou seja, posso fazer o roteiro todo, com os lugares que quero conhecer, no meu ritmo. Seja rápido ou devagar, dependendo da disponibilidade de tempo, faço à minha maneira.

Se estou em um museu e determinada ala não me chama muito atenção simplesmente mudo e vou para outra que me interessa mais, sem discutir.

E se um determinado lugar realmente me fascina, posso ficar bem mais do que imaginado, pois só devo satisfação à mim.

Posso comer o que quero e na hora que quero.

Tem algo mais legal que parar para comer quando se está com fome, sem ficar preso a horários? Posso escolher o restaurante conforme meu gosto e  “bolso” pessoal, comer rápido ou devagar, conforme minha vontade.

Posso dormir e acordar a hora que quero.

Idem à alimentação. O banheiro e quarto são meus. Ponto.

Bem, parece maravilhoso, mas obviamente tudo tem o lado oposto que é, muitas vezes, viajar sozinha não é tão bom quando, por exemplo, vê-se uma paisagem deslumbrante e não tem ninguém ao lado para dizer:

– Olha isso!

Ou quando você se vê diante de uma situação de conflito ou medo….

Para que isso não ocorra é preciso tomar uma série de cuidados.

Vou mencionar alguns itens que acho importante ressaltar e serve como uma lista para quem vai começar a viajar sozinha, principalmente sendo mulher.

Escolha um destino próximo

Para fazer sua estreia viajando sozinha, escolha  uma cidade no seu próprio país ou onde a língua seja a mesma ou parecida, pois você precisará pedir informações a todo instante, então  ficará menos envergonhada se falar e entender corretamente o que estão dizendo.

Além do mais, se tudo der errado e você odiar a experiência, fica mais fácil voltar.

Escolha um período de tempo razoável

Não pense em viajar sozinha por um mês se nunca fez isso. Por mais que goste de sua própria companhia, pode estranhar ficar sempre sozinha ou mesmo ter que conversar com pessoas estranhas o tempo todo.

Escolha o período  de 1 semana a 10 dias, acho um bom termômetro. Se a experiência for boa, vá aumentando à medida que se acostuma.

Não carregue mais coisas do que suas duas mãos podem segurar

Nada pior do que ver aquelas cenas das pessoas sozinhas carregando malas, sacolas e ter que ficar parando a todo instante para descansar. Nada disso. Viajar sozinha tem que ser algo prazeroso, você não foi  pagar promessa.

Algumas pessoas que cruzarem seu caminho podem ser gentis, mas a maioria, já tem suas próprias bagagens para carregar. Então não vacile.

Escolha lugares alegres, históricos ou cosmopolitas para uma primeira vez

Minha opinião é que para uma primeira vez, absolutamente sozinha, é prudente você escolher opções mais leves do que ir a um templo no Nepal, alguma cidade sagrada da Índia ou visitar uma aldeia de crianças na África.

Lembre-se que ao viajar sozinha podem aparecer sentimentos muito variados em contato com culturas muito diferentes ou muito mais “pobres” do que está acostumada.

Melhor ir a lugares onde, em alguns momentos, você possa se “misturar” com outras pessoas, às vezes, sentando ao lado num restaurante ou começando uma conversa numa fila de atração,etc… fica menos penoso para uma primeira vez.

Banner_Viajar SozinhaSeu companheiro será seu celular ou laptop

Sim, esses itens serão seus companheiros para viajar sozinha. Por isso, escolher bem o lugar é fundamental, pois sem wi-fi ficará muito mais difícil, tanto para pesquisar informações bem como se “conectar” com familiares ou amigos. Isso faz toda a diferença em uma viagem. Melhor deixar para escalar algum monte quando estiver mais segura em viajar sem companhia.

Itens femininos

Preciso mencionar que em determinados lugares que visitamos, itens para nós básicos, como absorventes, OB, etc…. não são muito fáceis, então leve sem hesitar caso necessite usar durante o tempo de viagem.

Quanto a alisadores de cabelo, chapinhas etc…. escolha um deles, pois peso é algo imprescindível como já mencionamos.

Armário

Suas roupas devem ser versáteis, leves e fáceis de lavar, caso seja necessário. Mesmo que você viaje para Tailândia ou África você não precisa se vestir como Indiana Jones.

Use suas roupas confortáveis, porém pesquise o lugar para onde vai viajar e respeite também os costumes locais, veja se é necessário cobrir ombros e pernas (locais religiosos) e coloque um xale ou casaquinho para esses fins.

Idem para locais muito quentes, não esqueça de um chapéu para não se expor demais ao sol e depois ficar o restante da viagem parecendo um frango assado.

Da mesma maneira, apesar de você ser uma mulher corajosa, usar roupas condizentes com o local é também não se expor a situações “provocantes “ usando roupas “abusivas” em territórios mais masculinos. Isso chama-se precaução.

Interna_Viajar Sozinha 2Locomoção dentro das cidades

Planejar sua viagem é além de tudo, se antecipar aos detalhes. Se locomover sozinha dentro de determinados lugares merece cuidado.

Quando for abordar um taxista e não gostar muito da fala dele, dê desculpa e não pegue esse táxi. Melhor do que ficar depois todo o trajeto preocupada ou achando que ele a está levando para outro caminho.

Dentro de um táxi ou ônibus, ao conversar com estranhos, não fique falando muito da sua viagem e mesmo que você pareça absolutamente uma estrangeira, sempre mencione uma prima que mora na cidade, pois intimida um pouco.

Fique sempre próxima a outros grupos de turistas, caso esteja em um ônibus ou mesmo visitando às atrações locais. Dá uma certa segurança.

Mas basicamente planeje antes de ir, atenção com os horários de abertura e fechamento das atrações, pois assim você pode traçar previamente o roteiro evitando chegar em locais já fechando ou que não abriram ainda.

Em locais que o metrô seja um pouco assustador tente ficar perto de grupos de mais turistas, pois mesclando-se você se torna menos vulnerável.

Paciência acima de tudo

Você deve ter em mente que em que algumas situações sua paciência será testada, algumas discussões acontecerão e você se sentirá sendo enganada algumas vezes…porém  quando está em um país que não é o seu, deve-se ter calma e paciência. Você se sentirá provocada, mas tente sempre manter a calma e não entre em discussões desnecessárias.

Acho que com essas dicas você pode começar a esboçar sua primeira viagem by yourself. Logo iremos publicar em outro post mais dicas valiosas de viagem!

E não esqueça de nos contar como está a sua preparação! Queremos saber de tuuuuuuuudooooo.

Leia mais:

North Eleuthera – Uma viagem à uma ilha paradisíaca 

A Rússia por uma Dominique! O País da Copa do Mundo – Capítulo I

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Férias? Veja minhas dicas para ficar arrumadinha na praia

Dominique - Praia
É colega. Foi-se o tempo que a gente ia pra praia com Noskote no nariz, tomava sol, depois passava um Caladril nas costas, Neutrox no cabelo e saía de cara lavada pra rua paquerar com aquela saia curtiiiinhaaaa. Lembra? Ah! Foi-se o tempo…

Não dá mais, bela! Temos sim que dar um tapa no visual na praia. Não adianta reclamar!
A não ser que você realmente não ligue, seja imortal como Bruna Lombardi (você viu a foto dela de calcinha?) ou esteja numa praia deserta de verdade, deserta meeeesmooooo, só você e seus pensamentos, sem espelho inclusive.

Tá bom, tá bom. Estou exagerando.

Mas se nossa vida está mais complicada por um lado, por outro, sei que muitas coisas foram simplificadas.
Ir para praia hoje é muito mais simples e fácil do que quando éramos adolescentes.
E vamos combinar, estamos batendo um bolão. É só uma dica. Ou duas.

Conforto é importante. Importantíssimo. Eu, por exemplo, não consigo usar nada com cós ou zipper.
Nada que grude no meu corpo ou me aperte depois do banho.
Então abuso dos vestidinhos soltinhos de malha de enfiar pela cabeça.
Kaftans curtos e longos nos favorecem pra burro. Não marcam nada e, por vezes, até emagrecem.

Tudo roupa gostosinha, fresquinha e soltinha. Só cuidado com as roupas de linho e de algodão.
Apesar de frescas, elas armam e podem nos fazer parecer um balão de festa junina.
Eu, pelo menos, me sinto assim.

Mas aí vem o capítulo sutiã.

Afff, aperta tudo. Sem falar aqueles com aros.
Bom, nessas lojas de meia, tipo Lupo, Hope, etc, tem uns sutiãs supermacios que vestimos também pela cabeça, sem fecho, sem costura e sem aro.
Não apertam nada. Incomodam zero.
Também não sustentam lá grande coisa.

Vamos falar de cabelo?
Ah! Agora vai longe. Não sei o seu, mas o meu é só descer a serra que o danado parece que fermenta.
Cresce, se avoluma, encrespa.

Ok. Pode até ser bem bacana.
Mas e quando ele arrepia e espeta????
Parece uma vassoura de piaçava.

Solução? Claro que tem e passa longe do secador e da chapinha, né colega? Tá louca? Isso seria tortura chinesa!

Dominique - Praia

Vamos lá. Rabo de cavalo. Ou qualquer forma de cabelo preso.
Você estará queimada, linda!!!!
Passe um gel para ele não secar e ficar com a frentinha arrepiada. É tudo de bom.

Na verdade, quando faço rabo de cavalo, gosto de amarrar um lencinho, para dar volume perto do pescoço, sabe como é? (Veja ao lado).

Odeio a sensação de ter uma cabecinha lá em cima balançando. O volume do cabelo me faz muita falta.

Outra jeito de controlar a juba é com produto bom e com uma tiara ou faixa.

Com o cabelo ainda molhado, coloque uma tiara ou uma faixa esticando a maledeta da frentinha.
Aí, passe aqueles produtos caríssimos nas pontas e amasse.
Eles prometem tirar o tal do frizz e deixar os cachos bonitos.
Quando o cabelo estiver seco, tire a tiara. Vai cair bacaninha.
Mas vai continuar com cara de juba, tá?

Maquiagem é importante. Mas de noite use muito, muito, muito pouco. Vou repetir, muito pouco.

Tá bom. Eu sei…
De manhã acordamos com os cabelos completamente descontrolados, a cara amassada e eu pessoalmente evito o espelho.
Mas por que você acha que inventaram os óculos escuros?
Queridaaaaaa, é justamente para estas horas. Coloque e só tire às 20h00. Com sol ou chuva.

Sapatos. Adoooooooroooo andar descalça. Eu costumo tirar o sapato na hora que chego na praia e só volto a calçá-lo quando desço do meu carro em São Paulo. Demoro uns 3 dias para conseguir calçar algo que não não seja aberto atrás.

Mas gente, o importante mesmo é aproveitar, andar na areia, entrar no mar, tomar sol e ser feliz.

Sem neuras e sem nóias.

Não sei você, mas eu sou mais feliz na praia, de qualquer jeito. Aproveite!

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Natal mais divertido de toda minha vida – Graças ao Papai Noel!
Quem disse que roupa tem que ser branca no Reveillon?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

9 Comentários
  1. Me identifiquei muito!!!! Cabelo estilo juba, domesticado com faixa, chapéu, presilha.
    Cara amassada disfarçada com mega óculos de sol – no melhor estilo celebridade – mas com um bom rímel à prova d’água pra dar uma levantada. Vestidos soltos, ok.
    Só não combino com sutiã sem fecho, sem aro e sem bojo… mas isso não me incomoda!

    Bjs

  2. Adorei suas dicas,fiquei mais tranquila de também preferir vestidos soltinho
    Ufa ..nao estou sozinha!!

  3. Meu JEITINHO de curtir uma Praia.
    Tenho a sorte de morar a uma quadra do mar.Fica tudo mais fácil.
    Menos é mais.Valeu a dica.Feliz Ano Novo.bjs.

  4. Gostei você é muito realista nos comentários sem falar que é uma pessoa extrovertida e feliz parabéns

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A Maior Aventura de Minha Vida – Operação Paris, Capítulo 2

“Mouton, Preciso de você. Pegue avião. Paris dia 20. Te espero no Lanterna Vermelha. Você pediu. Não esqueci. Urgente. Loup”

Loup. Paixonite aguda daqueles meses em Paris.
Estudávamos na mesma classe, no curso de urbanismo e planejamento.
Idealistas que só.
Mudaríamos nossas cidades e o jeito que as pessoas viviam.
Transporte urbano, avenidas largas e arborizadas, prédios baixos, cidades civilizadamente pequenas.
Ahhhh se Loup soubesse como está São Paulo hoje.
Vai ver até sabe.
O que ele não sabe é que eu do meu sonho de urbanista, passei a fazer pequenas e grandes concessões a fim de pagar contas no final do mês.
Enfim. Esta é a vida.
A vida como ela é, segundo Nelson Rodrigues.

Mas e o telegrama, hein?
Aquele convite estranho. Não era um convite. Era uma ordem.
E ainda por cima, dizendo que eu que tinha pedido!!!?

Mas o que pedi meu Deus?
E há tanto tempo?
Dei risada. Enfiei o papel na gaveta e fui dormir.
Imagine. Pegar um avião dali 10 dias para Paris. Para encontrar não sei quem. Para fazer não sei o que.
Kkkkkkkkkk. Só rindo mesmo.
Nem comentei com Guilherme tamanho o despautério.
Vai dormir Dominique, amanhã você levanta às 6h da matina. 
Amanhã nada. Daqui 4 horas.
E quem disse que consegui dormir?
Nao conseguia parar de pensar. E de lembrar.

Liguei para Valentina assim que fiquei sozinha.
Tipo 7h05.
– Deve ser muito muito importante, né, Dominique?
– Sim. E Vale. O Lobo. O Lobo me mandou um telegrama.
– Afffff…O que você bebeu a esta hora da manhã?
Contei pra ela toda a história.
Tive que lembrá-la de minha estada em Paris décadas antes.
De meus affairs.

– Lembrei, Dominique. Mas vamos combinar que muita água rolou de 85 para cá, né? Ia ser duro lembrar de prima. Mas legal. E porque você está tão animada?
– Porque estou pensando em ir.
– Hahahahahahaha… Até parece. Boa essa. O que o Guilherme achou da ideia? kkkkkkkkkkkk.
– Eu não contei para ele ainda. E nem sei se contarei.
– Vai ser fácil, Dominique. Superfácil. ” GuiGui, vou semana que vem pra Paris. Encontrar Lobo, meu ex. Para um chamado misterioso.”
E ele vai responder: “Claro, Dominique. Quer que eu pague a passagem? Quer ir de Concorde?”
– O Concorde nem voa mais pro Brasil, Valentina.
– Eu sei. Foi só uma piada.

Por dias Valentina tentou demover-me daquela insanidade.
Mas cada minuto que passava tinha mais certeza que precisava ir.
Não sei bem porque. Ou sei. Sei lá.
Tem coisa que é melhor não pensar muito.
Nosso emocional tenta enganar nossa consciência com os mais variados argumentos.
Quanto mais lógica eu queria parecer, mais descabida era aquela viagem.
Não importava.
Estava decidida. Eu iria.

Mas o que diria ao Guilherme?
E mais? Com que dinheiro?
Louca sim, desvairada jamais.
Não ousaria mexer na poupança da família. Nunca.
Masssssssss……..Sempre tem um mas, né?
Mas eu tinha um pezinho de meia meu, só meu.
Guardava um dinheirinho para uma emergência qualquer, um problema de saúde, uma amiga num sufoco precisando de ajuda, achar o vestido perfeito. Essa reserva daria para sobreviver alguns dias em alguma pensão comendo baguete com queijo todo dia.
Faltava a passagem.
Só a passagem Dominique? Não é pouca coisa. É muita coisa.
Falta mais. Falta contar pro Guilherme.
Uma coisa de cada vez.

Primeiro Guilherme.
Sentei com ele naquela mesma noite.
Comuniquei que iria à Paris na semana seguinte. Seria por pouco tempo, uma semana, 10 dias. Era uma necessidade. Algo que vinha da minha alma.
Ele ficou mudo. Não disse nem que sim, nem que não. Ficou atônito olhando para minha cara.
Levantou e sem falar uma só palavra foi para o quarto.
Sabia que não seria fácil.
Consegui a grana emprestada com meu irmão que não me poupou de um enorme sermão.
Enfim. Comprei a passagem e, dia 19, de malas prontas, me despedi das crianças de do Guilherme.

Este, nesse momento, apesar de não ter mais tocado no assunto durante todos aqueles dias, me deu um abraço apertado e um envelope com Francos. Dinheiro muito bem vindo que, além de poder me salvar de algumas roubadas, me mostrava todo carinho de meu marido.

Peguei um táxi. Sozinha. E confesso, com muito medo. E uma culpa que só aumentou diante da generosidade de Guilherme.

Naquele momento quase contei do telegrama. Mas não. Não deveria. Pra que colocar minhocas na cabeça de meu marido sobre algo tão bobo e inocente? Ele seria capaz de não entender que Loup foi algo do passado.

Dominique. O que você está fazendo? Volta pra casa! – dizia meu insuportável grilo falante.
Mas alguma coisa me impelia ir adiante.
Minha curiosidade?
Meu passado?
Minha saudade?
Minha libido?
Minha loucura?
Minha ânsia por aventura?
Ou simplesmente nostalgia de uma vida de solteira e a vontade de fingir que era livre como antes?

Nao sei. Cheguei no balcão da VARIG carregando minha mala SEM rodinhas, preocupada, assustada e um pouco amedrontada. Na verdade apavorada.
Não viajava todo dia. Nem todo mês. Nem todo ano.
Não tinha tanta experiência assim. Estava nervosa.
– Dominique!
Virei e vi Valentina atrás de mim com uma mala.
– Você não acha que deixaria você sozinha nessa aventura, né? Vamos juntas pro céu ou para o inferno! Diversão garantida!
Meu nervosismo se transformou em pura alegria. E em minutos, excitação.

O que vai acontecer com a Dominique em Paris? Roendo as unhas de ansiedade!

Amanhã o terceiro capítulo. Mas se estiver muiiito curiosa, no grupo fechado da Dominique no Facebook, tudo é publicado antes. Que tal?

www.facebook.com/groups/dominique

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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A Maior Aventura de Minha Vida – O Chamamento Capítulo 1

Dominique - Aventura
Sim… Vivi uma aventura digna de livro.
Um roteiro para filme. Hollywood claro.
Nasci em 1964.
Sempre li muito a respeito dos jovens franceses e brasileiros desta década, principalmente os de 1968.
Como será que eu teria me comportado se tivesse sido uma jovem naquele ano?
Será que teria feito a diferença?
Será que estaria com Gabeira no sequestro do embaixador americano?
Será que estaria na briga da Maria Antônia ao lado do Chico? Ou ao lado de meus amigos Mackenzistas?

E se eu tivesse nascido na França?

Seria uma das namoradas de Daniel Red? Essa sim, uma grande aventura, hein?
Bem, verdade é que fui jovem na década de 80 e nada, absolutamente nada fiz de revolucionário, além de uma ou duas passeatas pelas “Diretas Já”.
Ahhh, e muitos shows de rock. Isso sim que era ser subversiva e roquenrow (como diria Ritinha Lee).

Mas 68 e seus movimentos sempre me fascinaram.
Fui fazer um curso depois da faculdade na França por 6 meses. Lá fiz muitos amigos arquitetos e de belas artes.
Todos de esquerda, ou não.
Revolucionários, ou do contra. Como preferir.
Tentei manter contato ao longo dos anos, mas a verdade é que estes laços esmaecem e a roda gira.

Casei-me.
Tive meus dois filhos.
Minha vida de solteira e ideais foram trocados por noitadas acordada com bebês, trabalhos insanos para ganhar uns trocos para fraldas descartáveis que custavam uma verdadeira fortuna e finais de semana catando brinquedo pela casa.
Meu dia se resumia a trabalho, apoio à carreira de marido, cuidar de filhos e da casa. Veja bem, não estou reclamando. Isso não era ruim em absoluto. Muito ao contrário.

Até que um dia recebo um telegrama.

Telegrama, lembra o que é isso?
Quem me mandaria um telegrama em pleno final de milênio?
Mais exatamente 1997.
Abri ansiosa.
Mas aquilo que estava lendo não fazia muito sentido.

Não fazia sentido algum.
Todas as palavras eram com apenas 4 letras e eu não conhecia o sentido da maioria.
Afffff… Li, reli e não entendi.
Era endereçado à Mouton e assinado por Loup.
Claro que não  dá para entender Dominique. Isso é em código!
Uma mensagem cifrada.

Já tinha visto aquilo antes. Mas onde?
Passei o dia com aquele telegrama em minha bolsa.
Pegava de vez em quando.
Dava uma olhada.
E aquela sensação de ter algo na ponta da língua, sabe?
Mas nada.

Até que de noite, vendo uma reportagem sobre o Tour de France, onde aconteceu um bololô de bikes, caiu a ficha.

Aquele telegrama foi escrito num código inventado pela minha turminha de amigos franceses.

Inventamos num dia chuvoso, num dia de inverno modorrento do lado de fora e, divertidíssimo, do lado de dentro.
Aquele código serviria para driblar parte dos colegas que moravam naquela mesma “república”.
E pra que o usávamos?
Para nos encontrarmos sem que os outros soubessem.
Para avisar onde estava escondido o chocolate ou a última garrafa de vinho.
Ou até para contar quem estava dormindo com quem.
Coisas importantes assim.

Lembrei de todas as bobagens que fizemos naquela época com um sorriso no lábio e uma saudade olfativa, gustativa, tátil e sexual que chegaram a me cutucar.
Gente, como os sentidos eram aflorados naquela época, não? Qualquer vinho era bom.
Qualquer passeio era uma aventura.
Qualquer queijo forrava o estômago.
Qualquer lã esquentava e não dava alergia.
Qualquer beijo acendia o tesão.

Mas alguns beijos e tesões simplesmente incendiavam.
Na verdade tinha O beijo que incendiava.
Nunca vou me esquecer daquele rapaz, quase homem, com cara e atitude de lobo. Na cama e fora dela.

Ainda com as lembranças daquele passado tão distante enevoando meu presente, peguei aquele papel já roto de tanto manuseio.

Comecei deliciosamente a decifrá-lo.

Anotando em meu bloquinho, palavra por palavra.
Depois de quase 3 horas, finalmente a mensagem.
“Mouton, Preciso de você. Pegue avião. Paris dia 20. Te espero no Lanterna Vermelha. Você pediu. Não esqueci. Urgente. Loup”

Mouton, ovelha em francês.

Era assim que ele me chamava por causa de meus cabelos encaracolados.
Loup tradução para Lobo.

O segundo episódio será publicado amanhã aqui e nas redes sociais no final da tarde. Mas se estiver muito curiosa entre no Grupo Fechado da Dominique porque lá publicamos tudo antes!

https://www.facebook.com/groups/dominique/

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Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

19 Comentários
  1. Parece legal!envolvente e não precisa ser de 64 ou 68 p per ceber. Pode ser de 52 como eu. Sabe porque? Pq Vida, Amor, Aventura, Segredo não tem idade. Mouton…loup…carinho.

  2. Amo sua página, nem sei como cheguei nela!!! Mas acompanho tudo que você faz, me comove, me encaixo nas historias, me encanto com todas elas parabéns!

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Miami Design District: um ponto de parada para amantes da moda, design e artes

O Design District Miami mostra um pouco do lado luxuoso que essa cidade representa. Um passeio pelo Miami Design District significa se render as compras ou simplesmente dar uma espiada no mercado de luxo dessa cidade tão visitada pelo mundo inteiro.

Lá é um ponto de parada muito bom para os apaixonados por moda, design, artes, decoração e arquitetura.

A área onde hoje está o Design District esteve abandonada até os anos 90 e foi revitalizada, tornando-se uma região ideal para visitar galerias, fazer compras ou admirar lojas renomadas.

Na região você poderá encontrar galerias de arte, lojas de móveis, bons restaurantes, além de lojas de grifes famosas.

Para aproveitar melhor, faça uma visita ao lugar no segundo sábado de cada mês, quando o Design District e o bairro vizinho Wynwood oferecem a “Art & Design Walk”, um evento que envolve arte, comida e música.

Post originalmente publicado no site Engenhotur (aqui).

Acesse o site para acompanhar tudo que acontece no Miami Design District (aqui).

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Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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