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Alicia Vikander é a alma de Pássaro do Oriente, thriller psicológico sobre traumas e culpas

Filme que entrou recentemente para o catálogo da Netflix, “Pássaro do Oriente” é instigante, conta com elenco competente e entrega um bom suspense.

Baseado no livro “Delito sem Provas”, escrito por Susana Jones, o longa se passa na Tóquio de 1989 e acompanhamos Lucy Fly (Alicia Vikander), uma tradutora vivendo no Japão para fugir do passado.

A protagonista conhece a garçonete Lily (Riley Keough) e o fotógrafo Teiji (Naoki Kobayashi), iniciando um estranho relacionamento com o rapaz e se sentindo, ao mesmo tempo, atraída e incomodada por Lily. Tudo vira de cabeça para baixo quando sua nova amiga desaparece e ela se torna suspeita de um suposto assassinato. 

A relação da protagonista com Lily e Teiji também cria um interessante jogo de mistério e sedução. Inicialmente uma amizade, os personagens de Vikander e Kobayashi desenvolvem uma tensão sexual crescente, apenas com poucos diálogos e troca de olhares. Não apenas a beleza dele a atrai, como também, a sinceridade e a aparente falta de timidez, tão tradicional nos jovens japoneses, a conquistam.

É incrível como uma história com 106 minutos de seqüências lentas, que se desenvolvem de maneira subjetiva, ou seja, de difícil entendimento consiga passar tão rápido. O espectador não se cansa.

Embora o roteiro seja pausado e complexo, as cenas constantemente voltam a acontecimentos passados da história, de modo a torná-las cada vez mais explicadas. Assim pode-se acompanhar o desenvolvimento da narrativa.

Além da maturidade artística, “Pássaro do Oriente” é a mais incitante e hipnotizante produção, do conceituado cineasta, diretor e roteirista inglês, Wash Westmoreland.

Além do suspense do clima sexy oitentista, o filme é visualmente atraente.

Vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa”, a sueca Alicia Vikander se destaca ao transmitir toda a personalidade disciplinada da tradutora através de pequenos atos, por exemplo, como ela se arruma e como ela amarra o cabelo. Vikander impressiona com seu domínio do idioma japonês.

A atriz é quem apresenta emoções que mais se aproximam da sobriedade, enquanto o galã japonês (Kobayachi) se impõe com sua presença física e voz profunda, sempre acompanhada de um sorriso sutil e olhar penetrante.

Riley Keough – na vida real neta do roqueiro Elvis Presley – é a força solar em “Pássaro do Oriente”, sensual e radiante, servindo como contraponto, tanto para Lucy quanto para Teiji. 

A fotografia é assombrosa de tão elegante, realmente magnética, especialmente nas cenas noturnas. Com takes ricamente construídos e bem centralizados – se passando na cidade de Tóquio, a cidade é quase uma personagem por si só.

A trilha sonora é primorosamente orquestrada, evocando emoções do que aquilo que está na tela merece.

Envolvente e bem construído, “Pássaro do Oriente” acaba por ser uma excelente surpresa no catálogo da Netflix.

Aqui fica a dica de um filme que adorei! 

Vale a pena conferir!

Confira o trailer

Filmes no Oriente

Assunto de Família

Parasita

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Do fundo do baú do Netflix, filmes antigos que valem a pena rever

Um bom filme é para sempre! Até pouco tempo atrás, nós dependíamos de alugar o video na locadora (quando tinha!) ou esperar pelas repetições na televisão. Aliás, você imagina qual foi o filme mais reprisado na sessão da tarde, da Globo? Errou se apostou em Lagoa Azul (foi o mais votado na enquete feita emissora!). Ghost foi exibido 25 vezes, enquanto o romance adolescente passou “só” 20 vezes. 

Agora ficou um pouco mais fácil rever grandes produções do cinema. O Netflix de tempos em tempos relança na plataforma alguns filmes antigos e outros clássicos não tão antigos assim, mas que valem ser vistos ou revistos. A nossa crítica de cinema Elzinha Lucchesi sempre descobre as melhores indicações para as Dominiques e já escreveu sobre alguns filmes antigos.

O Profissional

O filme de 1994, com Jean Reno e Gary Oldman, marca a estreia no cinema da Natalie Portman. A princípio, o longa conta a história de um assassino profissional de Nova York que salva a vida de uma garota. Assim sendo, ela teve a sua família assassinada por policial corrupto e quer vingança. Um dos melhores filmes do diretor Luc Besson.

Um Crime Perfeito

Um Crime Perfeito, de 1998, é uma versão interessante do filme Disque M Para Matar, do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock. No longa, um acionista da bolsa logo descobre que sua esposa está tendo um caso com um artista, então faz ao rapaz uma proposta milionária. Tem no elenco Michael Douglas, Gwyneth Paltrow e Viggo Mortensen. Um achado!

Alguém Tem Que Ceder

Essa comédia romântica foi sucesso absoluto de bilheteria em 2003. Enfim, narra a história do charmoso o produtor musical, que se relaciona apenas com mulheres de 30 anos. No entanto, tudo sai dos trilhos após uma viagem com a nova namorada e a visita surpresa da mãe dela. A química entre Diane Keaton e Jack Nicholson é perfeita. Um filmão para ver e rever!

Diário de uma Paixão

O filme de 2004 conta a história de amor de um casal que se conheceu nos anos 40 bem como as dificuldades que enfrentaram ao longo dos anos. Dirigido por Nick Cassavets, é sem dúvida um filme sobre um amor intenso e envolvente. Ryan Gosling e Rachel MacAdams estão perfeitos em seus papéis. Uma dica: é bom reservar o lenço para o final do filme. Lindo!

Match Point

Dominique - Match Point

Match Point é um thriller de suspense que usa a metáfora do jogo de tênis para mostrar a importância da sorte na vida. É uma trama envolvente, ousada, além do que promove uma forte crítica social. Dirigido por Woody Allen, o filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2005. Tem no elenco Scarlet Johansson e Jonathan Rhys-Meyers. O desfecho é sensacional. Vale muito a pena!

Acompanhe sempre as recomendações de filme da Elzinha Lucchesi aqui no blog. Ela também comenta os lançamentos em cartaz. Veja só:

Filmes no Oscar 2020

Parasita

A Odisséia dos Tontos

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5 filmes para você maratonar no Netflix neste final de ano

Imagina um dia gostoso. Em primeiro lugar, aproveitar a manhã em casa, na praia ou na piscina. Logo depois, curtir aquele almoço saboroso com a família ou os amigos. Por fim, no final da tarde, maratonar 3, 4 ou até 5 filmes no Netflix. Gostou da ideia? 

Eu adoro preparar aquele balde de pipoca, bem como fazer um chá bem geladinho (no verão) e relaxar no sofá, assistindo um bom filme ou série no Netflix. Mas de vez em quando pode ser estressante, viu! O catálogo é tão repleto de opções que eu simplesmente não sei o que escolher. 

Pra te ajudar, fiz a seleção de 5 filmes recomendados pela nossa querida Elzinha Lucchesi. Tem romance, drama e até suspense. Sem dúvida, tem para todos os gostos! Mas de uma coisa todos compartilham: são ótimas histórias e muito bem produzidas. Em suma, eu garanto, será diversão na certa.

Assunto de Família

Ganhador da Palma de Ouro de Cannes, em 2018, Assunto de Família conta a história de uma empobrecida família japonesa e seus agregados que vivem de pequenos furtos. O diretor e roteirista japonês Hirokazu Koreeda observa e explora as relações familiares sob diversos aspectos. O filme mescla o drama e o suspense policial, com pequenos conflitos psicológicos. Muito bom.

Olmo e a Gaivota

Filme da diretora brasileira Petra Costa, com codireção da dinamarquesa Lea Glob, Olmo e a Gaivota é uma travessia pelo universo feminino. Narra a história de uma atriz que, afastada do teatro por conta da gravidez, confronta seus medos e sentimentos mais obscuros. O longa, premiado no Festival do Rio de 2015, vai te prender do início ao fim. 

Animais Noturnos

Animais Noturnos é um thriller psicológico que mescla três histórias: a “vida real”, lembranças de um casamento passado e a trama de um livro. A direção é do agora estilista Tom Ford, que já foi ator. Junta ainda dois outros nomes de peso: Amy Adams e Jake Gyllenhaal, excelentes nos papéis que desempenham. O longa foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza 2016. Recomendadíssimo para a Dominique cinéfila, antenada, moderna e fashionista.

Monsieur & Madame Adelman

A história de amor de Monsieur e Madame Adelman é contagiante, emocionante, divertida e diria sensual. Um misto de drama e comédia, o longa retrata a vida de um casal durante as quatro décadas que permaneceram juntos. Com ótimas atuações, fotografia belíssima e um roteiro competente, vale super a pena conferir.

Mil Vezes Boa Noite

Mil Vezes Boa Noite narra a trajetória de Rebecca, vivida por Juliette Binoche, uma fotógrafa de guerra forçada a escolher entre seu trabalho arriscado e a família. A trama levanta a discussão sobre mulheres que escolhem entre carreira e a maternidade, mesmo que os filhos já estejam grandes. É um drama intenso e imperdível. 

Já fez a sua seleção de filmes para assistir no final do ano? Conta aqui as suas escolhas no Netflix. Vou adorar saber mais!

Todas as semanas a Elzinha recomenda ótimos filmes para Dominiques. Acompanhe aqui.

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História de um Casamento – com atuações precisas de Scarlett Johansoon e Adam Driver, Noah Baumbach mostra como o amor é complicado

História de um Casamento, dirigido pelo diretor americano, Noah Baumbach é uma produção original Netflix, provável candidato ao Oscar em diversas categorias.

O longa já lidera o número de indicações do Globo de Ouro nas categorias de melhor filme dramático e melhor atriz e ator para Scarlett Johansson e Adam Driver. Laura Dern concorrente como atriz coadjuvante, além de além de melhor roteiro e melhor trilha sonora original.

O filme foca num casamento por meio de um retrovisor, à medida que os dois parceiros, um diretor de teatro de Nova York e uma atriz com um passado e um potencial futuro em Hollywood, seguem em direções opostas. Sua veracidade inspirou comparações com seu próprio casamento com a atriz nascida em Los Angeles, Jennifer Janson Leigh, da qual ele se divorciou em 2013.

Como tantas histórias infelizes, esta também começa por algo que passa por felicidade, começando com declarações de amor. No entanto, logo o espectador será forçado a se desfazer de ilusões e encarar o que tem pela frente – um casal em crise. 

Do casamento ao divórcio

Enquanto o lado racional de Nicole e Charlie pedia uma separação amigável, a realidade é outra. Se um casamento exige comprometimento, um divórcio é a sua negação.

No entanto, uma característica bem norte-americana surge com a entrada dos advogados em cena, transformando o que seria uma separação amigável numa batalha campal.

Franco e apaixonante, o filme nos leva a picos emocionais inimagináveis. Sensível, ele relata com precisão os desgostos de duas pessoas que decidiram separar suas vidas terminantemente.

Esse é um filme que vale a pena ser discutido não só pela sua qualidade, com um roteiro extremamente sensível, bem atuado e precisamente captado pelo diretor de fotografia. Mas pela perspicácia com que trata o tema escolhido.

E nesse contexto, Scarlett e Driver cativam nossos olhares, fascinando-os com sua densidade e entrega dos personagens. Vivendo os dramas e dissabores de Nicole e Charlie, ambos se tornam a combinação perfeita na telona. Eles têm uma química que extrapola, invadindo a mente do espectador que atento observa duas pessoas ideais se perderem de si mesmas.

Um show de interpretação

Scarlett está brilhante em passagens admiráveis (o relato dela no primeiro encontro com a advogada é primoroso). Mas o fato é que a câmera de Baumbach está mais interessada nas reações dele, e menos dela. Assim Adam Driver acaba descobrindo um terreno fértil para mergulhar de cabeça, hipnotizando o púbico de tanta emoção. Prepare o coração, e muitos lençinhos.

Laura Dern dá um show particular com toda a sua excelência, brilhante no papel da advogada Nora, maquiavélica e belicosa, ainda que a composição que oferece não esteja muito distante daquela vista na série Big Little Lies. 

Para enfrentar essa fera, Charlie contrata um velho profissional humanista (Alan Alda), mas depois se vê obrigado a substituí-lo pelo igualmente sanguinário (Ray Liotta), único capaz de nivelar-se a terrível Nora.

História de um Casamento é o passaporte da Netflix rumo ao Oscar, prometendo uma linda jornada que pode e deve render indicações a Scarlett Johansson e Adam Driver.

Belo! Belíssimo! Eu amei!

Assista o trailer

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Concorrentes Oscar 2020

A Odisséia dos Tontos

Parasita

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Odeio germes com pretensões a vírus.

Foi um relacionamento que não tinha como acabar bem.

Inesperadamente, tudo começou na quinta-feira em que me preparava para um final de semana cheio de atividades, mas que começaram e acabaram com modorrentas maratonas no Netflix.

O motivo inicial dessas maratonas foi uma súbita queda. Não, eu não me esborrachei pateticamente no chão. O que caiu porém, foi minha resistência e foi em queda livre.

E naquela madrugada de quarta para quinta-feira finalmente ela, a resistência, alcançou seu limite ao esbarrar num Vírus. 

Esse sim, super-herói, pois venceu vacinas e descongestionantes chegando ao topo do pódio e derrubando essa que vos fala. Em princípio, eu resisti, tentando esquivar dos duros golpes desferidos pelo Vírus.

Reuni todas as minhas forças e fui ao Pilates. A pé. No entanto, ele é tinhoso e esperto e sabia que mal eu chegasse, já me faltaria o fôlego. 

Guerreira que sou, encarei os alongamentos e torções controladas por elásticos. Mas as minhas pernas foram as primeiras a sucumbir aos encantos do Vírus e bambearam. 

Ahhh, usei de minha astúcia e sagacidade a fim de dribla-lo. Bastava que eu me deitasse em um daqueles aparelhos e solicitasse a aula na horizontal. 
Pronto. Resolvida minha batalha particular com esse intruso. 

Entretanto não, o vírus era um canalha e me fez suar frio, empalidecendo com gotículas frias  all over. 

Um GERME esse vírus, viu? 

Voltei para casa desolada e exausta percebendo a derrota daquela batalha, 
imaginando que a luta ainda não estava perdida, pois um antitérmico estava a caminho para reforçar nossa equipe. 

Que nada. Perdi a batalha, a guerra, os territórios e a dignidade. Fui para cama e lá fiquei completamente invadida pelo inimigo.

Depois de passado o choque da luta perdida, resolvi me render definitivamente. O maior sinal dessa rendição foi o cochilo que tirei ainda pela manhã, enquanto o coquetel de remédios fazia seu trabalho. 

Já como uma resignada prisioneira segui as normas da situação: Netflix e cama. Resolvi obedecer as regras à risca porque assim teria a chance de me libertar mais cedo. Precisava muito, porque a Luciana, minha amiga de outras batalhas, chegaria no sábado para uma rápida intervenção em São Paulo. 

Dá-se início a minha primeira maratona. A série inglesa After Life. Bom aquecimento, porém meu estado de exaustão causado pelas batalhas já descritas prejudicaram meu tempo. Levei um dia inteiro para assistir 6 míseros episódios de 22 minutos cada. 

Noite do cão e aquela sensação de que a situação nunca acabará. A certeza de que ficarei com o nariz entupido pro resto da vida. Na manhã seguinte, sem notar melhoras, arrasto-me pela casa como se carregasse grilhões.

Liliiii lembre-se que a Lu está chegando. Comporte-se!!

Isso posto, vamos a outra série indicada, só que desta vez na HBO – Years and Years. Já me sinto um pouco melhor só de saber que no dia seguinte teria direito a famosa saidinha. 

Sábado chegou junto com meu susto ao olhar o espelho. Aqueles dias de cativeiro me abateram. Olheiras profundas. Fazer o quê? Uma escova e uma base teriam que resolver. Ahhh, e sempre temos os indefectíveis óculos escuros, né?

Bem, sem lamentações e vamos pra fexxxtaaa…

Que gostoso colocar a conversa em dia e saber as novidades. É impressionante como a Luciana SEMPRE tem novidades eletrizantes. 

Demos um belíssimo de um rolê e acabamos o passeio num restaurante modernoso e bacanudo.

Lá ficamos sem notar o tempo passar. Já devia ser quase 1h da matina quando dei por mim que o toque de recolher já tinha sido tocado há tempos e eu continuava lá, longe de minha cama, longe de meus antitérmicos.

Não deu outra. Meu vírus enfurecido veio cobrar minha saidinha abusada e os 3 Gin Tônicas que tomei achando que poderiam ser bactericidas. Minha cabeça pesava e rodava.

Lúcida que sou mesmo quando doente e bebinha, deixei o carro por ali e peguei um Uber para voltar para casa. De fato, noite lotada de Blitz. 

Ahhh como fui esperta….

Você acha que eu daria esse mole ao meu hóspede. Imagine a festa que o vírus faria com aquele sereno todo que eu pegaria do lado de fora do carro tentando convencer o guarda que tinha sido só um bombom de licor. Posso ser teimosa, mas não sou burra.

Chego em casa já tarde, aceitando as punições decorrentes de meu abuso, jurando não mais sair do meu quarto até 2025.

Exageros à parte, passei o domingo inteirinho assistindo a duas outras séries e a vida seguiu.

Ahh, e o meu carrasco? Pensa que ele esqueceu de mim? Nananinanão. Fez-se presente todas a noites daquela semana em forma de uma irritante tosse.

Odeio germes com pretensões a vírus. Como todos os wannabe que conheço, eles são vingativos.

Leia também : Estaleiro

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Diário de uma Paixão é uma encantadora e emocionante história de amor impossível à moda antiga

Ambientado no final da década de 1930, Diário de uma Paixão, dirigido por Nick Cassavets, é um filme sobre um amor impossível, simples, direto e que desenvolve nada mais do que o clima de amor entre os dois personagens principais.

Diário de uma Paixão é um filme sobre um amor intenso e comovente, exemplo do gênero com todas as dificuldades possíveis para o amor romântico, assim como sua luta incansável pela superação.

Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel MacAdams) se encaixam perfeitamente no estereótipo. Ela rica, ele pobre, com diferenças sociais. Amor de verão não apoiado pela família da moça. Separação precoce com cartas sendo escondidas.

Anos depois da separação, o menino pobre amadurece e a menina rica afortunada aguarda o dia de seu casamento com um filho da alta sociedade. Nunca mais se veriam se o destino não os reunisse no mesmo cenário que um dia os assistiu amando. 

O que ele tem de especial e diferencial é o fato de ser um filme com ótimas escolhas e por ter uma direção impecável. É sem dúvida uma renovação da velha história contada de forma muito competente pelo ainda novato diretor.

Em Diário de uma Paixão a força toda está concentrada na emoção.

Não só o par central tem uma química fabulosa em cena, como o filme consegue ser consistentemente superior ao seu material, criando cenas de genuína ressonância emocional, e quem diria com absoluta sensualidade – as cenas de sexo entre Noah e Allie são incomumente convincentes, orgânicas, vaporosas.

O longa é mesmo Rachel e Ryan, mas por melhor que ele seja ao lado de MacAdams – e o casal é de uma intensidade que eletrifica a tela – o filme sem dúvida é dela.

O elenco de Diário de uma Paixão reuniu boas revelações com talentos comprovados, além de Ryan Gosling e Rachel MacAdams, os veteranos James Garner e Gena Rowlands, mãe do diretor entregam performances comoventes.

Espere por cenários belíssimos muito bem fotografados, com uma linda cena de beijo na chuva, um passeio inesquecível entre árvores, patos, e muito mais. Inclusive a abertura foi magistralmente trabalhada, quase toda contra o sol, aproveitando bem as silhuetas, em conjunto com o paradisíaco cenário que rodeia os personagens principais.

Ambientado no final da década de 1930, o longa retrata fielmente um filme de época, dos figurinos elegantes às noções mais conservadoras da vida em sociedade.

Diário de uma Paixão é bonito, sensível e irresistível. Ganhou vários prêmios, no entanto foi entre os jovens que ele realmente mostrou sua força.

Uma história contada com dedicação e carinho, com cenas de muito encanto e uma trilha sonora não menos envolvente. Uma obra que merece ser vista com alma, e o coração bem abertos.

Mas confesso que é melhor reservar um lencinho para o final do filme.

É muito lindo!

Amei!

Assista o trailer

https://youtu.be/_m_6gawr2OE

Outros romances imperdíveis

A Promessa

Resgate do Coração


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O Profissional – Luc Besson dá sentimento aos personagens em seu comovente drama policial

Um filme de ação jamais substituirá um filme com bom diálogo, porém quando surge algo do gênero que consegue motivar reflexão, deve ser muito valorizado. Esse é o caso do longa “O Profissional”.

Em O Profissional, a ação externa é magistralmente combinada à interna. Cada cena com tiroteios serve para compor os personagens que têm motivações próprias, tem ambigüidades e tem vida.

Léon (Jean Reno) é um assassino profissional frio e solitário. Sua rotina, porém, sofre um abalo quando Mathilda (Natalie Portman) uma menina de doze anos, sua vizinha, bate a sua porta logo após ter a família assassinada por Stanfield (Gary Oldman), um policial corrupto, chefe da divisão de narcóticos, o DEA. Léon, após certa relutância, decide abrir a porta e salvar a vida da garota.

Mathilda e Léon são personagens fortes que, cada um ao seu contexto, sofreram com as atrocidades do mundo. As possibilidades que o enredo carrega para aprofundar a narrativa e a história da dupla são inúmeras, mas isso sem precisar perder toda a ação, o processo de aprendizado da jovem ou ainda as cenas de brincadeiras entre os dois. 

Em O Profissional, Besson decide explorar mais a fundo um assassino profissional, mas vai muito além disso, nos trazendo um íntimo olhar na vida conturbada de um homem e uma menina.

Ótimas interpretações!

Com relação ao elenco, Natalie Portman mostra-se brilhante já em sua primeira atuação para o cinema, incorporando uma suposta maturidade presente em uma criança vinda de um contexto familiar violento e abusivo, mas mantendo a essência de uma menina quebrada em sua raiz que busca forças em situações triviais para continuar.

A interpretação sólida de Jean Reno consegue imprimir em cada silêncio uma distinta emoção por mais apático que possa tentar transparecer. Suas expressões que muitas vezes coloca em cheque a inteligência do protagonista exercem o papel de nos aproximar dele. Gary Oldman vive um personagem crucial para a trama, um policial psicótico, imprevisível que rouba a cena com sua loucura perversa.

É possível ver passo a passo a criação de personagens vivos, com uma dose de humanidade tão grande que é impossível não se compadecer dos solitários Léon e Mathilda.

Solidificando o tom de cada imagem, temos a trilha atmosférica que vai do pop às mais arrepiantes notas, que tão bem imprimem não só o afeto, carinho e amor por trás dos dois protagonistas, como toda sua controvérsia.

Na meia hora final, existe um frenesi irresistível, que gera um epílogo energético, perfeito. O clímax voraz é o fechamento ideal para essa bela história de amor e violência, contada com poesia e explosões que deve satisfazer até o espectador mais exigente.

Podemos considerar O Profissional como um dos melhores filmes de Besson, seja pela relação entre uma menina e um assassino, seja pelos surtos psicóticos tão bem interpretados por Gary Oldman.

Uma pérola encontrada no Netflix.

Amei!!!

Assista o trailer

Outras pérolas no Netflix

Justiça e Punição

Memórias Secretas


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A Promessa narra triângulo amoroso em meio a genocídio

O cineasta irlandês Terry George começou a carreira escrevendo roteiros. Por trás das câmeras, o diretor se especializou em filmes históricos com forte veia crítica e violentas cenas de ação.

Estrelado por Oscar Isaac, Ana Khesarian e Christian Bale, A Promessa narra os enlaces passionais de um triângulo amoroso durante o massacre que dizimou 1.5 milhão de armênios, em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. O genocídio, promovido pelos turcos, encontra paralelo trágico na história da carnificina promovida pelo Nazismo na Segunda Guerra. 

O filme começa num vilarejo armênio no sul da Turquia, com o botânico Mikael Boghosian (Oscar Isaac) preso a uma promessa de casamento, mas parte de sua pequena vila interiorana para a cosmopolita Constantinopla, para aprofundar seu conhecimento em uma escola de medicina. Mas os ares da modernidade boêmia e o convite ao prazer da grande metrópole (hoje Istambul) irão levar este apaixonado estudante de medicina para os braços da bela jovem Ana (Charlotte Le Bon), recém-chegada de Paris.

Mikael passa a ver o mundo através dos olhos vividos de Ana e um fotojornalista Chris Myers (Christian Bale). A inevitável sedução que se segue forma um triângulo amoroso às portas da Primeira Guerra Mundial quando ninguém imaginaria os horrores que se seguiriam.

Conflito histórico

Bem amarrada, a trama desse trio de amantes conduzidos pelos dramas desse denso conflito político, questões morais e éticas, rasteiras do destino e boa dose de atração, traição e mentiras sinceras.

Cada um dos atores de maneira distinta desempenha um ótimo papel traçando a personalidade das respectivas composições. Eles são fundamentais para ajudar o público a se importar com aqueles personagens e a sentir um pouco daquela dor e um pouco daquela paixão.

A bela fotografia dá os tons que encaixam perfeitamente no sentimento que se quer passar, ao mesmo tempo em que belos enquadramentos em diversos ambientes mostram uma preocupação em retratar de diversas maneiras o que quer ser contado. O destaque é o visual dessa Turquia do início do século XX que é deslumbrante.

No todo, o saldo é bem positivo.

A Promessa tem potencial para agradar fãs de história, romance e drama.

O desfecho desse turbilhão de paixão, de sentimentos em meio aos horrores é exemplar.

Eu adorei!

Realmente um programão para o fim de semana em sua casa, no Netflix.

Não perca!

Assista o trailer de A Promessa

Outros Dramas que valem a pena assistir

Parasita

O Profissional

Coringa

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Resgate do Coração – comédia romântica com pitadas natalinas

Como sugere em seu título original, “Holiday in The Wild”, o filme se propõe a trazer um conto natalino. No entanto, a festa de final de ano é pouco relevante. O foco se dá em Kate (Kristin Davis), uma dona de casa, esposa de um rico empresário de Nova York, que abdicou de sua carreira profissional de veterinária para se dedicar a família. Assim que seu filho parte para a universidade, ela recebe a notícia que seu marido quer o divórcio.

Abalada com o fim do relacionamento de décadas, Kate resolve ir para a África e curtir uma viagem que seria originalmente uma segunda lua de mel do (ex) casal. Durante um desvio pela Zâmbia, ela ajuda seu piloto Derek Holliston (Rob Lowe) a resgatar um bebê elefante órfão. Os dois permanecem cuidando dele em um Santuário de elefantes local, e Kate decide ficar para o Natal.

A atriz Kristin Davis (série Sex and The City) tem uma carreira muito mais marcada por seriados do que por produções na telona. No longa, ela é boa a que se propõe.

Davis e Lowe fazem um ótimo casal na tela, a química funciona e os atores entregam um genuíno carinho entre seus personagens. O roteiro constrói com eficiência a maneira com que eles se aproximam, não parecendo forçado, nem repentino demais.

Uma Dominique em Zâmbia

O acerto do filme é evidenciar que o caso de amor da mulher de 50 +, desencantada após ser cruelmente desprezada pelo marido, e a missão daqueles estranhos na Zâmbia, o relacionamento vivido com Rob Lowe é apenas conseqüência natural. 

Pode-se tirar de muito bom em Resgate do Coração a mensagem do terror – que ainda resiste nos dias atuais – relacionado à caça de elefantes, para obter suas enormes presa brancas, o marfim.

Kristin Davis, na vida real, trabalhou no programa de resgate e reabilitação de elefantes órfãos. Este projeto para a Netflix teve uma carga especial, algo perceptível no brilho em seu olhar nas várias cenas em que contracena com os animais. 

A delicadeza com que a atriz trata a relação com o elefante órfão, repetindo o ato materno de marcar na parede o crescimento do filho, torna crível a sua jornada, praticamente abandonando a vida social na cidade grande.

O filme consegue ser adorável e ser uma obra com reais sentimentos. Maravilhosamente sessão da tarde, oferece vários elementos para quem gosta de curtir uma narrativa que pode até ser simples e de fácil digestão, no entanto está repleto daquele sentimento de uma boa comédia romântica.

Prepare seu balde de pipoca e divirta-se no feriado com esse filme bonitinho demais!

Assista o trailer

Comédias românticas para feriado

Alguém tem que ceder

Cartas para Julieta


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Assunto de Família – Real significado de uma família

Ganhador da Palma de Ouro de Cannes em 2018, Assunto de Família deixa claro: lida com tema muito caro para o diretor e roteirista japonês Hirokazu Koreeda. Aqui, ele tenta observar e estudar o que é exatamente uma família, como ela se forma e como ela se mantém unida, com uma esperada abordagem lírica para uma história simples.

Em Assunto de Família, somos introduzidos ao lar de uma empobrecida família japonesa da periferia de um centro urbano contemporâneo, Tóquio. Mãe, pai, tia, avó, duas crianças não compartilham laços de sangue, mas vivem juntos, dividindo refeições, a cama onde dormem e, sobretudo, frutos de pequenos furtos em mercados e lojas de roupa. Sobrevivem e, quando possível, se divertem, amam, gargalham, celebram.

Apesar de uma aparente conveniência – afinal, torna-se mais fácil sobreviver em grupo do que sozinho – as relações humanas entre os membros da família vão muito além disso. A comunicação se revela sempre íntima e direta, sobretudo quando eles precisam surrupiar roupas e frutas.

Desde a seqüência inicial até meados do filme somos chamados a testemunhar uma situação controversa que nos instala em uma desconfortável ambigüidade moral: a família vive de pequenos furtos, para os quais o menino Shota (Jyo kairi) é devidamente treinado, até fraudes e outros expedientes obscuros que vão progressivamente se acentuando. Por outro lado, os laços de fraternidade, companheirismo, apoio e afetos mútuos brilham na tela de modo cativante, apelando ao que há de mais profundamente humano em nossa capacidade de empatia e de compaixão.

Conflitos morais

Para nossa surpresa, o principal conflito diz respeito ao senso moral dos próprios personagens, quando um deles começa a questionar este modo de vida. Antes da transformação do drama ao suspense policial, a narrativa nos prepara com pequenos conflitos psicológicos. A ruína viria de dentro de cada um, e não do mundo exterior.

Koreeda sempre foi um diretor de histórias de famílias, com relatos apegados a sentimentos diversos, das dores às alegrias. Assunto que repete sua já conhecida discrição e naturalidade – ao tratar de cada personagem. É aí que o elenco brilha mais do que a direção singela do autor.

Assunto de Família desenvolve a motivação e desejo de seis personagens fascinantes, criando belos instantes de interação entre eles. É muito difícil atingir uma dinâmica tão fluida, simples e realista quanto esta.

Assunto de família mescla doçura e amargor na medida ideal – transitando facilmente entre a inocência do olhar infantil, com a sobriedade prejudicial de quando sabemos que nossos atos interferem diretamente com o bem estar do próximo.

Muito bom!

Aqui fica a dica!

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