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Do fundo do baú do Netflix, filmes antigos que valem a pena rever

Um bom filme é para sempre! Até pouco tempo atrás, nós dependíamos de alugar o video na locadora (quando tinha!) ou esperar pelas repetições na televisão. Aliás, você imagina qual foi o filme mais reprisado na sessão da tarde, da Globo? Errou se apostou em Lagoa Azul (foi o mais votado na enquete feita emissora!). Ghost foi exibido 25 vezes, enquanto o romance adolescente passou “só” 20 vezes. 

Agora ficou um pouco mais fácil rever grandes produções do cinema. O Netflix de tempos em tempos relança na plataforma alguns filmes antigos e outros clássicos não tão antigos assim, mas que valem ser vistos ou revistos. A nossa crítica de cinema Elzinha Lucchesi sempre descobre as melhores indicações para as Dominiques e já escreveu sobre alguns filmes antigos.

O Profissional

O filme de 1994, com Jean Reno e Gary Oldman, marca a estreia no cinema da Natalie Portman. A princípio, o longa conta a história de um assassino profissional de Nova York que salva a vida de uma garota. Assim sendo, ela teve a sua família assassinada por policial corrupto e quer vingança. Um dos melhores filmes do diretor Luc Besson.

Um Crime Perfeito

Um Crime Perfeito, de 1998, é uma versão interessante do filme Disque M Para Matar, do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock. No longa, um acionista da bolsa logo descobre que sua esposa está tendo um caso com um artista, então faz ao rapaz uma proposta milionária. Tem no elenco Michael Douglas, Gwyneth Paltrow e Viggo Mortensen. Um achado!

Alguém Tem Que Ceder

Essa comédia romântica foi sucesso absoluto de bilheteria em 2003. Enfim, narra a história do charmoso o produtor musical, que se relaciona apenas com mulheres de 30 anos. No entanto, tudo sai dos trilhos após uma viagem com a nova namorada e a visita surpresa da mãe dela. A química entre Diane Keaton e Jack Nicholson é perfeita. Um filmão para ver e rever!

Diário de uma Paixão

O filme de 2004 conta a história de amor de um casal que se conheceu nos anos 40 bem como as dificuldades que enfrentaram ao longo dos anos. Dirigido por Nick Cassavets, é sem dúvida um filme sobre um amor intenso e envolvente. Ryan Gosling e Rachel MacAdams estão perfeitos em seus papéis. Uma dica: é bom reservar o lenço para o final do filme. Lindo!

Match Point

Dominique - Match Point

Match Point é um thriller de suspense que usa a metáfora do jogo de tênis para mostrar a importância da sorte na vida. É uma trama envolvente, ousada, além do que promove uma forte crítica social. Dirigido por Woody Allen, o filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2005. Tem no elenco Scarlet Johansson e Jonathan Rhys-Meyers. O desfecho é sensacional. Vale muito a pena!

Acompanhe sempre as recomendações de filme da Elzinha Lucchesi aqui no blog. Ela também comenta os lançamentos em cartaz. Veja só:

Filmes no Oscar 2020

Parasita

A Odisséia dos Tontos

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5 filmes para você maratonar no Netflix neste final de ano

Imagina um dia gostoso. Em primeiro lugar, aproveitar a manhã em casa, na praia ou na piscina. Logo depois, curtir aquele almoço saboroso com a família ou os amigos. Por fim, no final da tarde, maratonar 3, 4 ou até 5 filmes no Netflix. Gostou da ideia? 

Eu adoro preparar aquele balde de pipoca, bem como fazer um chá bem geladinho (no verão) e relaxar no sofá, assistindo um bom filme ou série no Netflix. Mas de vez em quando pode ser estressante, viu! O catálogo é tão repleto de opções que eu simplesmente não sei o que escolher. 

Pra te ajudar, fiz a seleção de 5 filmes recomendados pela nossa querida Elzinha Lucchesi. Tem romance, drama e até suspense. Sem dúvida, tem para todos os gostos! Mas de uma coisa todos compartilham: são ótimas histórias e muito bem produzidas. Em suma, eu garanto, será diversão na certa.

Assunto de Família

Ganhador da Palma de Ouro de Cannes, em 2018, Assunto de Família conta a história de uma empobrecida família japonesa e seus agregados que vivem de pequenos furtos. O diretor e roteirista japonês Hirokazu Koreeda observa e explora as relações familiares sob diversos aspectos. O filme mescla o drama e o suspense policial, com pequenos conflitos psicológicos. Muito bom.

Olmo e a Gaivota

Filme da diretora brasileira Petra Costa, com codireção da dinamarquesa Lea Glob, Olmo e a Gaivota é uma travessia pelo universo feminino. Narra a história de uma atriz que, afastada do teatro por conta da gravidez, confronta seus medos e sentimentos mais obscuros. O longa, premiado no Festival do Rio de 2015, vai te prender do início ao fim. 

Animais Noturnos

Animais Noturnos é um thriller psicológico que mescla três histórias: a “vida real”, lembranças de um casamento passado e a trama de um livro. A direção é do agora estilista Tom Ford, que já foi ator. Junta ainda dois outros nomes de peso: Amy Adams e Jake Gyllenhaal, excelentes nos papéis que desempenham. O longa foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza 2016. Recomendadíssimo para a Dominique cinéfila, antenada, moderna e fashionista.

Monsieur & Madame Adelman

A história de amor de Monsieur e Madame Adelman é contagiante, emocionante, divertida e diria sensual. Um misto de drama e comédia, o longa retrata a vida de um casal durante as quatro décadas que permaneceram juntos. Com ótimas atuações, fotografia belíssima e um roteiro competente, vale super a pena conferir.

Mil Vezes Boa Noite

Mil Vezes Boa Noite narra a trajetória de Rebecca, vivida por Juliette Binoche, uma fotógrafa de guerra forçada a escolher entre seu trabalho arriscado e a família. A trama levanta a discussão sobre mulheres que escolhem entre carreira e a maternidade, mesmo que os filhos já estejam grandes. É um drama intenso e imperdível. 

Já fez a sua seleção de filmes para assistir no final do ano? Conta aqui as suas escolhas no Netflix. Vou adorar saber mais!

Todas as semanas a Elzinha recomenda ótimos filmes para Dominiques. Acompanhe aqui.

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O Profissional – Luc Besson dá sentimento aos personagens em seu comovente drama policial

Um filme de ação jamais substituirá um filme com bom diálogo, porém quando surge algo do gênero que consegue motivar reflexão, deve ser muito valorizado. Esse é o caso do longa “O Profissional”.

Em O Profissional, a ação externa é magistralmente combinada à interna. Cada cena com tiroteios serve para compor os personagens que têm motivações próprias, tem ambigüidades e tem vida.

Léon (Jean Reno) é um assassino profissional frio e solitário. Sua rotina, porém, sofre um abalo quando Mathilda (Natalie Portman) uma menina de doze anos, sua vizinha, bate a sua porta logo após ter a família assassinada por Stanfield (Gary Oldman), um policial corrupto, chefe da divisão de narcóticos, o DEA. Léon, após certa relutância, decide abrir a porta e salvar a vida da garota.

Mathilda e Léon são personagens fortes que, cada um ao seu contexto, sofreram com as atrocidades do mundo. As possibilidades que o enredo carrega para aprofundar a narrativa e a história da dupla são inúmeras, mas isso sem precisar perder toda a ação, o processo de aprendizado da jovem ou ainda as cenas de brincadeiras entre os dois. 

Em O Profissional, Besson decide explorar mais a fundo um assassino profissional, mas vai muito além disso, nos trazendo um íntimo olhar na vida conturbada de um homem e uma menina.

Ótimas interpretações!

Com relação ao elenco, Natalie Portman mostra-se brilhante já em sua primeira atuação para o cinema, incorporando uma suposta maturidade presente em uma criança vinda de um contexto familiar violento e abusivo, mas mantendo a essência de uma menina quebrada em sua raiz que busca forças em situações triviais para continuar.

A interpretação sólida de Jean Reno consegue imprimir em cada silêncio uma distinta emoção por mais apático que possa tentar transparecer. Suas expressões que muitas vezes coloca em cheque a inteligência do protagonista exercem o papel de nos aproximar dele. Gary Oldman vive um personagem crucial para a trama, um policial psicótico, imprevisível que rouba a cena com sua loucura perversa.

É possível ver passo a passo a criação de personagens vivos, com uma dose de humanidade tão grande que é impossível não se compadecer dos solitários Léon e Mathilda.

Solidificando o tom de cada imagem, temos a trilha atmosférica que vai do pop às mais arrepiantes notas, que tão bem imprimem não só o afeto, carinho e amor por trás dos dois protagonistas, como toda sua controvérsia.

Na meia hora final, existe um frenesi irresistível, que gera um epílogo energético, perfeito. O clímax voraz é o fechamento ideal para essa bela história de amor e violência, contada com poesia e explosões que deve satisfazer até o espectador mais exigente.

Podemos considerar O Profissional como um dos melhores filmes de Besson, seja pela relação entre uma menina e um assassino, seja pelos surtos psicóticos tão bem interpretados por Gary Oldman.

Uma pérola encontrada no Netflix.

Amei!!!

Assista o trailer

Outras pérolas no Netflix

Justiça e Punição

Memórias Secretas


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Thriller psicológico, Animais Noturnos vai do ultra chique e moderno ao grotesco, sem perder o passo

Para você Dominique cinéfila, antenada, moderna e fashionista, eu recomendo o impecável Animais Noturnos, longa vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza 2016. 

Segundo longa dirigido por Tom Ford, ator antes de ser estilista, se tornou  um importante nome da moda, responsável pela revitalização da marca Gucci, e hoje com a marca que leva seu nome.  

Acima de tudo Ford continua um esteta, mantendo seu total domínio do espaço e design. O filme vai do ultrachique e moderno ao grotesco e ao natural sem perder o passo, começando por uma bizarra cena de abertura com cheerleaders obesas mórbidas nuas, remetendo a David Lynch, e chegando a um final sangrento.

Animais Noturnos – olhem só que bom esse nome – é um thriller psicológico, construído com um convincente clima de tensão numa história de vingança.

Ao mesmo tempo Ford cria um universo perturbador e simultaneamente clean, violento e blasé. O filme conta com uma estética de imagem pra lá de impactante! Belíssima! Vocês vão se deleitar. Linda demais, beira os maneirismos estilísticos mas evita a cilada da beleza vazia.

No filme Amy Adams, excelente no papel de Susan, linda mulher, galerista de sucesso, rica, infeliz no casamento com seu marido Walker [Armie Hammer], que a trata com total indiferença, atualmente em crise existencial conjugal e financeira.

Tudo começa quando Susan recebe o manuscrito do novo livro do seu ex-marido, o inseguro e belo Edward [Jake Gyllenhaal] com quem não fala há 19 anos. O livro é dedicado a ela. O romance é uma violentíssima história de uma família atacada por marginais, que os agridem com pressões psicológicas e físicas. Um pesadelo no meio do deserto do Texas.

Ford coloca as duas tramas paralelas em ambientes opostos. Na vida de Susan, tudo é glamuroso, dos figurinos extravagantes que por sinal são lindos (preparem-se!) até ao modo de vida das pessoas que a cercam. Em contrapartida, o cenário do livro é um deserto pessimista e árido. A história dentro da história é o que há de mais envolvente.

A narrativa do filme corre em três planos: vida real, lembranças do casamento passado e a trama do livro.

O bom elenco se mistura pelas três vias, num jogo fascinante e envolvente. No filme o que há de melhor: a luz, os enquadramentos e as composições dos planos e a cenografia. Isso sem falar dos figurinos, é claro, e os supercloses no rosto de Amy Adams. Tudo faz lembrar um editorial de moda.

O bom elenco se mistura pelas três vias, num jogo fascinante e envolvente. No filme o que há de melhor: a luz, os enquadramentos e as composições dos planos e a cenografia. Isso sem falar dos figurinos, é claro, e os supercloses no rosto de Amy Adams. Tudo faz lembrar um editorial de moda.

Nada está no filme por acaso e, com um filme que vai além da estética apurada, Tom Ford prova que é uma força a ser reconhecida no cinema tanto quanto já provou na moda.

Confira o trailer

Outros filmes com os protagonistas

Grandes Olhos – O Artista e o Impostor

Me chame pelo seu nome

2 Comentários
  1. Comecei a assistir, depois da bizarrice da abertura, as cenas de violência na estrada…desisti! Acho que tentarei novamente.

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Aliados: o espião que sabia de menos, disponível no Netflix

Hoje minha indicação é o filme “Aliados”, que se passa em Casablanca, onde o espião canadense Max Vattan (Brad Pitt) e a francesa Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se conhecem para a missão de matar um embaixador nazista. Eles precisam se passar por um casal e, naturalmente, se apaixonam. 

Na segunda metade, os dois estão morando em Londres, com uma filha pequena. Tudo vai bem até que Vattan descobre que Marianne pode não ser quem ele pensa.

O longa começa no deserto marroquino, numa hábil e linda composição entre computação gráfica e realidade. Logo entra um letreiro afirmando que o filme se passa na década de 40 durante a Segunda Guerra. A dupla de espiões Max e Marianne se encontra num suntuoso bar, toca Jazz, poderia estar tocando As Time Goes By. Esse início de filme possui por si só muito material para a cinefilia, impossível não se lembrar de filmes como Casablanca, clássico absoluto da década de 40.

Como um filme clássico

Mas desde a primeira cena de “Aliados”, o diretor Robert Zemeckis deixa claro que seu projeto é justamente ir de encontro a esse desafio. “Aliados” não é uma revisão contemporânea do cinema clássico. É um filme clássico feito com ferramentas contemporâneas.

Zemeckis optou por uma narrativa clássica, em que esse jogo serve apenas para alimentar o romance e depois o suspense. Dentro dessa opção, “Aliados” não é “Casablanca”, mas sim uma obra bem sucedida, que nos faz acompanhar com emoção e surpresa o destino dos personagens.

Assim o longa mistura amor, drama e suspense num filme que ultrapassa esse gênero de forma fluida, tendo sua força na presença do casal de protagonistas.

Marion Cotillard é um espetáculo em cena. A atriz é quem eleva em todos os sentidos essa produção. A francesa é uma atriz do olhar, em que seus olhos dizem ou escondem tudo de sua personagem. 

Ambientar uma trama historicamente nem sempre é fácil e “Aliados” não deixa nada a desejar na reprodução dos cenários da histórica e charmosa Casablanca. Os carros, as casas, e, principalmente o figurino, são caprichadíssimos.

O figurino foi indicado ao Oscar, e não levou a estatueta injustamente. Mas é apenas esplêndido, rico em detalhes, atento com os tecidos, e maravilhoso em variedade. As camisolas e vestidos de Marion são de tirar o fôlego, como também os trajes de Pitt, simplesmente chiquérrimos.

Experiente o diretor conseguiu trazer um belo dinamismo para as cenas. O resultado é um filme de duas horas que passa voando e você nem percebe.

Filme recomendado para você que curte histórias que se passam durante a guerra, drama, romance, e aquele tom de suspense temperado com uma boa trilha sonora.

Bom programa para você nesse feriadão.

Confira o trailer

Outros filmes na Netflix

Mary Shelley

Amor a Toda Prova


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