Tag: Drama

A Vida e a História de Madam C.J. Walker

Hoje comento para você, A Vida e a História de Madam C.J.Walker, minissérie dividida em quatro episódios, que traz uma narrativa cultural abordando uma parte da vida de Sarah Breedlove.

Estando até hoje no livro de recordes como a primeira mulher negra a chegar ao primeiro milhão por conta própria, Madam C.J. Walker foi uma mulher à frente de seu tempo, trazendo os conceitos do empoderamento e empreendedorismo feminino à uma época em que mulheres não podiam nem ao menos dividir o mesmo espaço que os homens.

A minissérie traz a oscarizada Octavia Spencer no papel de Sarah Breedlove e Tiffany Haddish interpretando sua filha Lelia.

Os acontecimentos do seriado têm como base a biografia escrita pela bisneta de Sarah, e retratam os altos e baixos da vida da empreendedora em um recorte histórico que vai da emancipação negra nos Estados Unidos (1863) até sua morte (1919).

A Vida e a História de Madam C.J. Walker, baseada numa história real conta a incrível jornada de Sarah desde sua origem até se tornar a primeira mulher dona de um império.

Sua história começa em 1908, em St. Louis – Louisiana, ao sul dos Estados Unidos quando Sarah (Octavia Spencer, claramente emocionada por interpretar esse papel) ainda é uma lavadeira que ganha moedas lavando roupas. Um dia ela recebe a visita de Addie Munroe, uma vendedora que lhe oferece um precioso produto que promete fazer o cabelo das mulheres negras crescer mais rápido e ficar mais sedoso. Esse produto muda a vida dela para sempre, que, a partir dele, ganha auto-estima necessária para correr atrás de seu próprio sonho.

Através do cabelo, Sarah encontrou seu sonho e poder. E a minissérie nos brinda com frases impactantes como “o cabelo é a nossa herança”. “Ele diz de onde viemos, onde estivemos, e para onde vamos, o cabelo pode ser liberdade ou prisão”.

Todo o elenco é composto por mulheres e homens negros, e tem na direção Nicole Asher, negra também, que entende a história de Sarah com mais aproximação, o que a ajuda a retratar a história real de Sarah sem fetichização, e sim com empatia.

Narrada pela protagonista, a série aborda temas como racismo, violência doméstica, a sororidade, e a estética como ferramenta de empoderamento.

A minissérie de Nicole Asher é tão impactante quanto o forte olhar da protagonista Octavia Spencer, esplêndida como sempre. Além de ter a oportunidade de interpretar um ícone admirável, a atriz cresce nos momentos em que o roteiro lhe permite ousar. Os olhos de Spencer falam e transbordam emoção que impacta o público. Ao mesmo tempo, a atriz consegue dar o tom firme da personagem em momentos de enfrentamento dela para com os outros principalmente com os homens. Ótimos também, Tiffany Haddish, que vive sua filha herdeira, Carmen Egojo que é sua rival nos negócios, e Blair Underwood, seu marido na maior parte da série.

O figurino é fantástico, e as excelentes ambientações se contrastam com vestidos, cabelos e chapéus da época que em cenas marcantes é embalado por um hip hop, super atual – e a combinação ficou ótima.

A caracterização assim como a direção de arte são pontos de destaque. Desde a recriação, no ambiente miserável, logo nas primeiras cenas que representam a pobreza e os problemas dos cabelos da personagem, até o luxuoso banquete final no último episódio, surpreendem pelo requinte e detalhismo.

O ritmo da série prende a atenção do espectador por discutir o machismo, luta de classes, de raças, e uma abordagem muito sensível sobre o papel da mulher negra no início do século XX,  não se esquecendo de acrescentar o “girl power”. 

A cadência durante os quatro episódios é muito agradável, sendo possível maratoná-la de uma vez só.

Eu amei conhecer um pouco da história dessa mulher admirável e extraordinária! 

Em tempos de quarentena nada melhor do que assistir uma minissérie também.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Sete Dias Sem Fim – Uma Reunião Familiar Forçada

Nesse momento difícil para todos nós, um filme visto em casa
pode aliviar a tensão que todos estamos sentindo. Por isso
escolhi o filme “Sete Dias Sem Fim” que vou comentar e explicar
para você porque gostei e estou recomendando.

“Sete Dias Sem Fim (This is Where I Live You) é uma comédia
dramática escrita por Jonathan Tropper e dirigida por Shawn
Levy. Baseado no livro homônimo do próprio Jonathan Tropper,
o diretor consegue deixar no cenário de reunião familiar forçada,
alguma nostalgia para pessoas distantes de suas casas onde
passaram a infância, boas passagens de humor e algumas
mensagens positivas bastante válidas.

Quando o pai morre, quatro irmãos, com as mágoas e cicatrizes
causadas por suas respectivas vidas adultas, são forçados a
retornar à casa paterna e viver sob o mesmo teto por uma
semana, junto a sua mãe hiperativa e uma variedade de
cônjuges, ex-namorados e afins. Precisaram lidar com as
diferenças de cada um. Ao confrontarem suas experiências, e os
estados desgastados de seus relacionamentos entre pessoas que
mais os conhecem e amam, eles acabam por se reconectar de
forma histérica e comovente em meio ao caos, humor, dor de
cabeça e redenção que somente as famílias podem proporcionar.
Encarar a realidade e a complexidade do luto e seguir em frente
não são tarefas fáceis para nenhum dos personagens

Com poucos minutos de exibição nota-se a maioria dos
problemas de todo o clã, e o quanto cada um deles tem
dificuldade de viver em comunidade.
Os bate-bocas e intrigas evoluem e tornam-se cada vez mais
eloqüentes mostrando uma violência reprimida por anos e que
somente piorou com o acúmulo de hostilidade e guardadas em
virtude do afastamento entre eles.

A direção segura de Shawn Levy, que pega todas as qualidades
legítimas e maduras do roteiro ligeiramente melancólico e as
equilibra de forma brilhante com o humor, e este é um grande
diferencial dessa comédia dramática. As piadas, as situações
constrangedoras e os irônicos diálogos ocorridos no decorrer de
sua duração funcionam sem falhas. Isso porque o elenco que
compõe esse longa, além de afiadíssimo, simplesmente
arrebenta em cena.

O roteiro ajustado de Tropper trabalha com sabedoria todas as
emoções contidas em cada um dos personagens, e mostra que,
apesar do claro incômodo presente na intimidade entre eles,
ainda há espaço para a solidariedade e companheirismo,
especialmente nos momentos de crise.
Suas mensagens sobre valores, família, passado e futuro que
estão em movimento, geram ótimas passagens dramáticas que
não causam nenhum espanto com o formato de humor
constante que essa comédia assume.
Mesmo que a proposta não busque revolucionar, ela funciona e
diverte como poucas.
A ótima trilha que dá um ar indie à produção colabora para um
desfecho rico e edificante dando como principal mensagem asbinfinitas possibilidades que se abrem ao ser humano mesmo
diante de tantas adversidades.


Um filme muito interessante principalmente para quem gosta de
histórias de família repleta de casos engraçados.
“Sete Dias Sem Fim” apresenta diálogos fantásticos expressados
por um elenco para lá de carismático. No conjunto da obra, o
filme levanta boas reflexões sobre a vida, a morte e
companheirismo de um jeito leve, e que te proporciona altas
risadas, só isso já vale a pena conferir.
Refleti muito, me diverti, e dei muitas risadas!
Amei!

Veja o tralleir

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Judy: Muito Além do Arco-Íris

Show emocionante de Renée Zellweger que entrega uma interpretação intensa e faz jus à Judy Garland

Judy: Muito Além do Arco-Íris (Judy), drama que mostra o final da vida da atriz e cantora Judy Garland, uma das mais talentosas e importantes da chamada “Era de Ouro” de Hollywood.
Ícone absoluto do cinema desde o sucesso, ainda adolescente, no clássico O Mágico de Oz.


O foco do longa está em sua decadência, quando teve que partir rumo a Londres para uma série de shows por não conseguir meios para se sustentar nos Estados Unidos, mesmo que isso lhe custe a falta dos dois filhos menores que não puderam acompanhá-la. 

Judy Garland foi cria de Hollywood, para o bem e para o mal, e isto lhe custou um preço alto no âmbito pessoal.
Foi submetida a anos de abuso emocional e até físico. O principal nome associado à dependência de remédios que a artista desenvolveu foi de Louis Mayer, uma das grandes figuras da indústria do cinema, que a obrigava  a tomar anfetaminas e barbitúricos para agüentar as intermináveis e violentas horas de gravação de “O Mágico de Oz. Foi entupida de remédios também para emagrecimento, longas horas de jejum e uma opressão que lhe custou seu sono, sua saúde mental – e toda sua fortuna.

Judy Garland viveu seus poucos anos finais como quem sofreu de tudo um pouco. Do estrelato mirim ela foi à falência e para a falta de oportunidades profissionais. 

Em “Judy”,esse tumultuado quadro é trazido pelas telonas, como se a própria atriz quisesse desabafar com o público – os únicos que foram realmente fiéis a ela.
Para contar essa história, o diretor Rupert Goold fez uma escolha certeira e surpreendente: Renée Zellweger não só por sua qualidade vocal, mas devido à transformação física sofrida pela atriz nos últimos anos, que lhe rendeu anos de afastamento de vida pública. É impossível iniciar “Judy” sem ver em Renée a personificação da decadência, o impacto de sua caracterização é tamanho que até mesmo difícil de se lembrar que na tela está um personagem, e não a própria atriz. Renée consegue transmitir um vazio no olhar que impressiona. Entretanto é no palco que a atriz e personagem se transformam: com sua potência vocal, Renée traz para si a dramaticidade do momento da vida de Judy Garland, e o seu também. “Judy” é sua grande volta por cima, a chance de provar que ain da é uma grande atriz.

A hipnotizante atuação de Renée absorve com maestria a essência de Judy Garland. Do franzir dos lábios ao pescoço espichado que formava uma pequena corcunda, e com sua voz autêntica ela mesmo reinterpreta alguns dos hinos mais conhecidos de Garland, traduzindo naturalidade e uma semelhança admirável ao timbre da emblemática atriz.

Judy Garland buscou a vida inteira ser amada, ela digladiou até o fim com a sensação de abandono que a perseguia, enlameada pelos vícios em anti-depressivos, cigarro e álcool – todos vindos de uma vida absolutamente privada de suas próprias escolhas. A jornada da protagonista rumo ao fracasso é desoladora e consegue manter uma conexão de empatia com o espectador, mesmo que seja um período curto da vida de Garland a ser explorado.

O figurino traz uma releitura do guarda-roupa de Judy Garland, e Zellweger cria uma versão própria do ícone. A sua “Judy” é idealizada sem se tornar uma imitação. 

Outro grande detalhe aqui é a direção de arte impecável, colorida e viva. A extravagância da fama e os luxuosos ambientes dos estúdios são trabalhados minuciosamente pela produção, até 
mesmo reconstruindo cenários de alguns filmes clássicos da atriz.

O final é belíssimo com a extraordinária cena ao som de ” Somewhere Over The Rainbow” e uma inesquecível interpretação passional de  Zellweger que nos emociona e faz chorar!

Bravo Renée Zellweger que merecidamente foi premiada com o Oscar 2020 de Melhor Atriz.

O filme é “dela”! Renée Zellweger arrasou!!!

Vale uma ida ao cinema pela interpretação espetacular dessa atriz que provou que seu grande esforço e empenho valeram muito a pena! 

1 Comentário
  1. Elzinha, vc viu a entrevista da Liza, que se negou a auxiliar os produtores contando histórias da mãe e se negou também , a assistir o filme? Será que ela mesma queria fazer esse papel?

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Euforia: Trama delicada sobre o silêncio e a negação de um amor fraterno

Selecionado para a Mostra Un CertainRegard no festival de Cannes de 2018 e destaque da programação do Festival do Cinema Italiano no Brasil, “Euforia” é o tipo de filme que se aprofunda em seus personagens a partir das relações familiares vistas em cena.

“Euforia” é o segundo longa dirigido pela italiana Valeria Golino, uma das atrizes mais talentosas do cinema contemporâneo.

Valeria ampara bem suas ambições ao construir uma trama delicada que funciona muito bem.

Matteo (Ricardo Scarmacio) vive um personagem com bastante sensibilidade, é o filho perfeito, porém distante. Publicitário de sucesso, mora numa bela casa em Roma, tem muitos amigos e todos os luxos e conforto possível. Ettore (ValerioMastandrea), por outro lado, foi o que ficou na casa da família, no interior, e sempre levou uma vida mais acomodada. Professor casou cedo com a primeira namorada, e com ela teve um filho. Num primeiro momento é o mundo desse que começa a naufragar, quando recebe uma terrível notícia. Separado, morando com a mãe e com pouco tempo para cuidar da criança. Os dois, no entanto, são irmãos. E quando o caçula recebe a notícia sobre o que está acontecendo com o irmão mais velho, decide fazer tudo o que está ao seu alcance para ajudá-lo. Mesmo que aquilo que lhe é possível de imediato não faça muita diferença na vida do outro.

Desta forma, o grande potencial oferecido por seus personagens são as possibilidades de conflitos entre os irmãos devido às suas características pessoais. Ambos são figuras complexas, principalmente  Matteo, contribuindo para a dúvida sobre como cada acontecimento irá ser interpretado por eles. A cada nova interação entre os irmãos, suas histórias são reveladas aos poucos para o público, preparando-o para um choque capaz de acontecer a qualquer momento, mas muito bem construído até o final do longa.

“Euforia” é acima de tudo, um conto sobre os tempos que vivemos. E se mesmo assim tais rótulos acabam sendo explorados – aquele com todos os bens materiais sofre de solidão e carência, assim como o que enfrenta uma luta diária para seguir adiante tem mais com o que lidar dentro de si do que passa ao seu redor – eles surgem como ferramentas para um discurso superior, de fraternidade e aceitação. São humanos, repletos de falhas e alegrias, tristezas e acertos. E será esse conjunto que fará do banal, algo acima do esperado. Um acerto de pequenos detalhes, que resulta em um conjunto maior do que a soma das suas partes.

Próximo ao desfecho a produção brilha, com a solução encontrada para o conflito dos irmãos. 

Uma bela história sobre reconhecimento e aprendizado sobre a dor, utilizando como pano de fundo o relacionamento de irmãos com vidas distintas. Apesar de vidas conflitantes, ambos se querem bem acima de qualquer coisa.

Par o público mais aberto e disposto a prestar atenção, é suficiente para revelar incômodos e reflexões não tão fáceis assim, um feito notável do longa.

Muito bom!

Você também pode gostar:

Parasita mostra quadro dramático da Coréia do Sul com visão moderna de luta de classes

Viver Duas Vezes comove com lindo road movie

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Parasita mostra quadro dramático da Coréia do Sul com visão moderna de luta de classes

O filme Parasita, premiado com a Palma de Ouro em Cannes e pré-selecionado ao Oscar 2020 como representante da Coreia do Sul, está cotado pela crítica como o melhor filme do ano. O longa é de Bong Joon-ho, renomado autor do cinema sul-coreano.

A nova obra do cineasta trata da família de Ki-woo que está desempregada, morando em um sórdido porão na parte mais pobre de Seul. Min-hyuk, amigo próximo de Ki-woo, está se preparando para morar no exterior, e indica o amigo para um trabalho como professor particular de inglês de uma jovem garota da abastada família Park.

O jovem vê uma oportunidade ali e bola um plano para que todo seu clã comece a trabalhar para a família Park. Porém, não imaginam os segredos que se escondem dentro da mansão dos Park e o quanto serão afetados por estes.

O diretor parte para uma visão assumidamente caricatural das classes sociais, cuja desigualdade é representada pela estrutura literal das casas – a mansão dos ricos, o meio-andar dos pobres e um porão ainda mais precário que desempenhará um papel importante na trama.

Enquanto a riqueza dos Park os torna ingênuos e ignorantes sem curiosidade devido ao comodismo de suas posses, a pobreza dos protagonistas motiva  a malandragem, a habilidade de criar as artimanhas para ascenderem socialmente.

Diferença de classes

Os ricos são marcados aqui por viverem alienados num mundo particular em que até mesmo a existência dos pobres é ignorada. Os pobres são relegados a subempregos e condenados a viver em pardieiros, passando dificuldades de todos os tipos.

Entre muitos picos de thriller psicológico e um humor que passa por todas as fases, Parasita é uma experiência única. Surpreende a um nível que poucas obras modernas fizeram.

Desde sua estréia em longas-metragens, o diretor Bong Joong-ho apresenta características de críticas e sátiras sociais aliadas a uma comédia de toques cruéis, cenas de violência e uma abordagem direta sobre como o meio social (em situações normais e extremas) influencia os indivíduos de diversas maneiras.

Dialogos afiados

Os diálogos afiados e deliciosamente orgânicos mais a atuação excepcional de todo o elenco torna essa jornada de pseudo-escalada da pirâmide social cativante desde o início, da qual não conseguimos tirar os olhos (é fato que as 2h10 do filme passam desapercebidas).

O diretor provoca dor aguda ao retratar um mundo reduzido onde todas as camadas sociais são impactadas, revelando o abismo social existente entre nós. 

Um país que passou pelo subdesenvolvimento a um invejável avanço tecnológico e cultural, o progresso parece ter deixado rastros de seu ritmo vertiginoso nas relações entre as pessoas e classes sociais. 

A obra do cineasta busca uma reflexão clara no meio de toda a brutalidade: iluminar – no sentido figurado – o parasitismo, intensificando o ressentimento de agonia das classes mais baixas, além da batalha sangrenta entre os mesmos pelas migalhas dos mais abastados. Simplesmente desolador.

Parasita é de longe um dos grandes filmes desse ano carregado de bons filmes!

Amei!

Parabéns Bong Joon-ho! 

Bravo!!!!

Assista o trailer

Selecionados Oscar 2020

A Odisséia dos Tontos

2 Comentários

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Drama romântico, salpicado com mistério, Jane Eyre é a frente de seu tempo

O já badalado diretor norte-americano Cary Fukunaga, em seu segundo trabalho, demonstrou talento ao dirigir mais essa adaptação do clássico romance de Charlotte Brontë, publicado em 1847. O filme Jane Eyre, lançado em 2011 nos Estados Unidos, está agora no catálogo da Netflix. 

Ambientado na Inglaterra Vitoriana, o longa narra a história da jovem órfã Jane Eyre, que após uma infância triste e muito difícil, vai trabalhar como governanta em uma mansão. Ela inicia um romance com o patrão Edward Fairfax Rochester. Mas segredos sobre o passado de Rochester podem comprometer para sempre o amor entre eles.

Funcionando como um bom drama romântico do século XIX, com toques de suspense, e tom melodramático por se tratar de um romance com tragédias, um amor forte, e um passado triste dos protagonistas, o filme é a combinação perfeita para qualquer público. 

Para viver a protagonista, Fukunaga convidou a jovem e talentosa atriz australiana Mia Wasikowiska, que tem uma excelente performance como a batalhadora Jane Eyre. A personagem é conhecida por ser uma mulher forte, que sobrepujou grandes dificuldades, e lutou para ser ouvida, para fazer o que achava certo, em um período no qual as mulheres não tinham direito a voz.

O filme explora os traumas da personagem pelos longos silêncios e expressões faciais contidas e assustadas da atriz, e uma postura de inferioridade diante de tudo a sua volta. Michael Fassbender, de nacionalidade alemão e irlandês, um dos melhores novos atores em atividade compõe o seu Rochester prepotente e ambíguo, mas aos poucos vai revelando suas atitudes apaixonadas.

A diferença de idade entre os dois funciona perfeitamente para criar o clima de romance. Ele sempre ameaçador e misterioso e ela, a novinha vulnerável, fazendo a química do casal funcionar.

Com um elenco de apoio acima da média, com destaque para a sempre respeitável Judi Dench e o talentoso Jamie Bell, ambos britânicos.

Jane Eyre é um romance de época (com pitadas bem vindas de suspense) que acredita na dupla protagonista para prender a atenção do público.

Um fato que merece ser ressaltado é o figurino. A excelente reconstituição de época em que o filme se passa, os detalhes e cada acessório são notáveis, os costumes e postura dos personagens também não passa despercebido criando assim o cenário perfeito para o longa.

O filme investe em flashbacks, atores de talento e uma estética que beira o gótico para ambientar elegantemente esse romance fantástico.

Se você ainda não viu esse filme, veja e se surpreenda com os segredos e reviravoltas que acontecem na vida das personagens do longa assim como me surpreendi.

Adoro esses romances dramáticos franceses do século XIX, parece que já vivi nessa época. 

Aqui fica uma bela dica principalmente se você é uma amante do gênero.

Belo entretenimento, um achado na Netflix.

Assista o trailer

https://youtu.be/9uBndXKKB_g

Mais filmes da literatura clássica

Madame Bovary

Mary Shelley

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  1. Can you be more specific about the content of your article? After reading it, I still have some doubts. Hope you can help me.
  2. Thanks for sharing. I read many of your blog posts, cool, your blog is very good.
  3. Oi boa tarde. Gostaria de saber o nome do filme sobre Jane eyre

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Do fundo do baú do Netflix, filmes antigos que valem a pena rever

Um bom filme é para sempre! Até pouco tempo atrás, nós dependíamos de alugar o video na locadora (quando tinha!) ou esperar pelas repetições na televisão. Aliás, você imagina qual foi o filme mais reprisado na sessão da tarde, da Globo? Errou se apostou em Lagoa Azul (foi o mais votado na enquete feita emissora!). Ghost foi exibido 25 vezes, enquanto o romance adolescente passou “só” 20 vezes. 

Agora ficou um pouco mais fácil rever grandes produções do cinema. O Netflix de tempos em tempos relança na plataforma alguns filmes antigos e outros clássicos não tão antigos assim, mas que valem ser vistos ou revistos. A nossa crítica de cinema Elzinha Lucchesi sempre descobre as melhores indicações para as Dominiques e já escreveu sobre alguns filmes antigos.

O Profissional

O filme de 1994, com Jean Reno e Gary Oldman, marca a estreia no cinema da Natalie Portman. A princípio, o longa conta a história de um assassino profissional de Nova York que salva a vida de uma garota. Assim sendo, ela teve a sua família assassinada por policial corrupto e quer vingança. Um dos melhores filmes do diretor Luc Besson.

Um Crime Perfeito

Um Crime Perfeito, de 1998, é uma versão interessante do filme Disque M Para Matar, do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock. No longa, um acionista da bolsa logo descobre que sua esposa está tendo um caso com um artista, então faz ao rapaz uma proposta milionária. Tem no elenco Michael Douglas, Gwyneth Paltrow e Viggo Mortensen. Um achado!

Alguém Tem Que Ceder

Essa comédia romântica foi sucesso absoluto de bilheteria em 2003. Enfim, narra a história do charmoso o produtor musical, que se relaciona apenas com mulheres de 30 anos. No entanto, tudo sai dos trilhos após uma viagem com a nova namorada e a visita surpresa da mãe dela. A química entre Diane Keaton e Jack Nicholson é perfeita. Um filmão para ver e rever!

Diário de uma Paixão

O filme de 2004 conta a história de amor de um casal que se conheceu nos anos 40 bem como as dificuldades que enfrentaram ao longo dos anos. Dirigido por Nick Cassavets, é sem dúvida um filme sobre um amor intenso e envolvente. Ryan Gosling e Rachel MacAdams estão perfeitos em seus papéis. Uma dica: é bom reservar o lenço para o final do filme. Lindo!

Match Point

Dominique - Match Point

Match Point é um thriller de suspense que usa a metáfora do jogo de tênis para mostrar a importância da sorte na vida. É uma trama envolvente, ousada, além do que promove uma forte crítica social. Dirigido por Woody Allen, o filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2005. Tem no elenco Scarlet Johansson e Jonathan Rhys-Meyers. O desfecho é sensacional. Vale muito a pena!

Acompanhe sempre as recomendações de filme da Elzinha Lucchesi aqui no blog. Ela também comenta os lançamentos em cartaz. Veja só:

Filmes no Oscar 2020

Parasita

A Odisséia dos Tontos

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5 filmes para você maratonar no Netflix neste final de ano

Imagina um dia gostoso. Em primeiro lugar, aproveitar a manhã em casa, na praia ou na piscina. Logo depois, curtir aquele almoço saboroso com a família ou os amigos. Por fim, no final da tarde, maratonar 3, 4 ou até 5 filmes no Netflix. Gostou da ideia? 

Eu adoro preparar aquele balde de pipoca, bem como fazer um chá bem geladinho (no verão) e relaxar no sofá, assistindo um bom filme ou série no Netflix. Mas de vez em quando pode ser estressante, viu! O catálogo é tão repleto de opções que eu simplesmente não sei o que escolher. 

Pra te ajudar, fiz a seleção de 5 filmes recomendados pela nossa querida Elzinha Lucchesi. Tem romance, drama e até suspense. Sem dúvida, tem para todos os gostos! Mas de uma coisa todos compartilham: são ótimas histórias e muito bem produzidas. Em suma, eu garanto, será diversão na certa.

Assunto de Família

Ganhador da Palma de Ouro de Cannes, em 2018, Assunto de Família conta a história de uma empobrecida família japonesa e seus agregados que vivem de pequenos furtos. O diretor e roteirista japonês Hirokazu Koreeda observa e explora as relações familiares sob diversos aspectos. O filme mescla o drama e o suspense policial, com pequenos conflitos psicológicos. Muito bom.

Olmo e a Gaivota

Filme da diretora brasileira Petra Costa, com codireção da dinamarquesa Lea Glob, Olmo e a Gaivota é uma travessia pelo universo feminino. Narra a história de uma atriz que, afastada do teatro por conta da gravidez, confronta seus medos e sentimentos mais obscuros. O longa, premiado no Festival do Rio de 2015, vai te prender do início ao fim. 

Animais Noturnos

Animais Noturnos é um thriller psicológico que mescla três histórias: a “vida real”, lembranças de um casamento passado e a trama de um livro. A direção é do agora estilista Tom Ford, que já foi ator. Junta ainda dois outros nomes de peso: Amy Adams e Jake Gyllenhaal, excelentes nos papéis que desempenham. O longa foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza 2016. Recomendadíssimo para a Dominique cinéfila, antenada, moderna e fashionista.

Monsieur & Madame Adelman

A história de amor de Monsieur e Madame Adelman é contagiante, emocionante, divertida e diria sensual. Um misto de drama e comédia, o longa retrata a vida de um casal durante as quatro décadas que permaneceram juntos. Com ótimas atuações, fotografia belíssima e um roteiro competente, vale super a pena conferir.

Mil Vezes Boa Noite

Mil Vezes Boa Noite narra a trajetória de Rebecca, vivida por Juliette Binoche, uma fotógrafa de guerra forçada a escolher entre seu trabalho arriscado e a família. A trama levanta a discussão sobre mulheres que escolhem entre carreira e a maternidade, mesmo que os filhos já estejam grandes. É um drama intenso e imperdível. 

Já fez a sua seleção de filmes para assistir no final do ano? Conta aqui as suas escolhas no Netflix. Vou adorar saber mais!

Todas as semanas a Elzinha recomenda ótimos filmes para Dominiques. Acompanhe aqui.

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História de um Casamento – com atuações precisas de Scarlett Johansoon e Adam Driver, Noah Baumbach mostra como o amor é complicado

História de um Casamento, dirigido pelo diretor americano, Noah Baumbach é uma produção original Netflix, provável candidato ao Oscar em diversas categorias.

O longa já lidera o número de indicações do Globo de Ouro nas categorias de melhor filme dramático e melhor atriz e ator para Scarlett Johansson e Adam Driver. Laura Dern concorrente como atriz coadjuvante, além de além de melhor roteiro e melhor trilha sonora original.

O filme foca num casamento por meio de um retrovisor, à medida que os dois parceiros, um diretor de teatro de Nova York e uma atriz com um passado e um potencial futuro em Hollywood, seguem em direções opostas. Sua veracidade inspirou comparações com seu próprio casamento com a atriz nascida em Los Angeles, Jennifer Janson Leigh, da qual ele se divorciou em 2013.

Como tantas histórias infelizes, esta também começa por algo que passa por felicidade, começando com declarações de amor. No entanto, logo o espectador será forçado a se desfazer de ilusões e encarar o que tem pela frente – um casal em crise. 

Do casamento ao divórcio

Enquanto o lado racional de Nicole e Charlie pedia uma separação amigável, a realidade é outra. Se um casamento exige comprometimento, um divórcio é a sua negação.

No entanto, uma característica bem norte-americana surge com a entrada dos advogados em cena, transformando o que seria uma separação amigável numa batalha campal.

Franco e apaixonante, o filme nos leva a picos emocionais inimagináveis. Sensível, ele relata com precisão os desgostos de duas pessoas que decidiram separar suas vidas terminantemente.

Esse é um filme que vale a pena ser discutido não só pela sua qualidade, com um roteiro extremamente sensível, bem atuado e precisamente captado pelo diretor de fotografia. Mas pela perspicácia com que trata o tema escolhido.

E nesse contexto, Scarlett e Driver cativam nossos olhares, fascinando-os com sua densidade e entrega dos personagens. Vivendo os dramas e dissabores de Nicole e Charlie, ambos se tornam a combinação perfeita na telona. Eles têm uma química que extrapola, invadindo a mente do espectador que atento observa duas pessoas ideais se perderem de si mesmas.

Um show de interpretação

Scarlett está brilhante em passagens admiráveis (o relato dela no primeiro encontro com a advogada é primoroso). Mas o fato é que a câmera de Baumbach está mais interessada nas reações dele, e menos dela. Assim Adam Driver acaba descobrindo um terreno fértil para mergulhar de cabeça, hipnotizando o púbico de tanta emoção. Prepare o coração, e muitos lençinhos.

Laura Dern dá um show particular com toda a sua excelência, brilhante no papel da advogada Nora, maquiavélica e belicosa, ainda que a composição que oferece não esteja muito distante daquela vista na série Big Little Lies. 

Para enfrentar essa fera, Charlie contrata um velho profissional humanista (Alan Alda), mas depois se vê obrigado a substituí-lo pelo igualmente sanguinário (Ray Liotta), único capaz de nivelar-se a terrível Nora.

História de um Casamento é o passaporte da Netflix rumo ao Oscar, prometendo uma linda jornada que pode e deve render indicações a Scarlett Johansson e Adam Driver.

Belo! Belíssimo! Eu amei!

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Diário de uma Paixão é uma encantadora e emocionante história de amor impossível à moda antiga

Ambientado no final da década de 1930, Diário de uma Paixão, dirigido por Nick Cassavets, é um filme sobre um amor impossível, simples, direto e que desenvolve nada mais do que o clima de amor entre os dois personagens principais.

Diário de uma Paixão é um filme sobre um amor intenso e comovente, exemplo do gênero com todas as dificuldades possíveis para o amor romântico, assim como sua luta incansável pela superação.

Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel MacAdams) se encaixam perfeitamente no estereótipo. Ela rica, ele pobre, com diferenças sociais. Amor de verão não apoiado pela família da moça. Separação precoce com cartas sendo escondidas.

Anos depois da separação, o menino pobre amadurece e a menina rica afortunada aguarda o dia de seu casamento com um filho da alta sociedade. Nunca mais se veriam se o destino não os reunisse no mesmo cenário que um dia os assistiu amando. 

O que ele tem de especial e diferencial é o fato de ser um filme com ótimas escolhas e por ter uma direção impecável. É sem dúvida uma renovação da velha história contada de forma muito competente pelo ainda novato diretor.

Em Diário de uma Paixão a força toda está concentrada na emoção.

Não só o par central tem uma química fabulosa em cena, como o filme consegue ser consistentemente superior ao seu material, criando cenas de genuína ressonância emocional, e quem diria com absoluta sensualidade – as cenas de sexo entre Noah e Allie são incomumente convincentes, orgânicas, vaporosas.

O longa é mesmo Rachel e Ryan, mas por melhor que ele seja ao lado de MacAdams – e o casal é de uma intensidade que eletrifica a tela – o filme sem dúvida é dela.

O elenco de Diário de uma Paixão reuniu boas revelações com talentos comprovados, além de Ryan Gosling e Rachel MacAdams, os veteranos James Garner e Gena Rowlands, mãe do diretor entregam performances comoventes.

Espere por cenários belíssimos muito bem fotografados, com uma linda cena de beijo na chuva, um passeio inesquecível entre árvores, patos, e muito mais. Inclusive a abertura foi magistralmente trabalhada, quase toda contra o sol, aproveitando bem as silhuetas, em conjunto com o paradisíaco cenário que rodeia os personagens principais.

Ambientado no final da década de 1930, o longa retrata fielmente um filme de época, dos figurinos elegantes às noções mais conservadoras da vida em sociedade.

Diário de uma Paixão é bonito, sensível e irresistível. Ganhou vários prêmios, no entanto foi entre os jovens que ele realmente mostrou sua força.

Uma história contada com dedicação e carinho, com cenas de muito encanto e uma trilha sonora não menos envolvente. Uma obra que merece ser vista com alma, e o coração bem abertos.

Mas confesso que é melhor reservar um lencinho para o final do filme.

É muito lindo!

Amei!

Assista o trailer

https://youtu.be/_m_6gawr2OE

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