Tag: Estados Unidos da América

Gloria Bell – Drama-comédia sobre amor e solidão com a intensidade de Julianne Moore

Hoje minha dica é o filme Gloria Bell, já nos cinemas, feito para você Dominique de carteirinha.

Sebastián Lelio, grande diretor chileno revisita o projeto, que dirigiu em 2013, chamado “Gloria”, para fazer um remake americano mais sofisticado e com potencial de atingir premiações. “Gloria Bell” trata-se de uma refilmagem plano-a-plano do original. Vale o ingresso por mais uma atuação comovente de Julianne Moore. Filme com intenções simples, despojadas, mas que se diferencia pelo esmero da execução.

Na história, Gloria é uma divorciada que está no auge de sua meia-idade e, apesar das limitações, tem espírito livre, vontade de viver e ser feliz.

Gosta de dançar e se sente uma jovem em plena descoberta do mundo, no entanto quando Arnold (John Turturro) entra em sua vida, o amor, a solidão e o desespero colidem enquanto ela precisa aprender a viver consigo mesma, o que faz render a trama por toda uma jornada de autoconhecimento da protagonista.

O trabalho excepcional da direção utiliza planos fechados, closes e detalhes para mergulhar no íntimo da sua protagonista como se a câmera não existisse. Essa busca pelo realismo é alcançada com êxito e destaca o filme dos demais.

Julianne Moore distingui-se pela sua expressão corporal e olhares penetrantes, por uma atuação segura de si e divertida, cativante, reflexo de uma carreira brilhante. Claramente a atriz se identifica com a personagem e abraça todas suas qualidades e defeitos.

A escolha da atriz é perfeita, e sua representação da personagem é o que permanece do filme original.

O roteiro se sustenta no trabalho de Moore, que vai do sorriso às lágrimas de maneira natural e graciosa. A trilha sonora transcende e se insere dentro dos diálogos da protagonista, que fala pouco, mas que expressa seus pensamentos através das canções que escuta no rádio.

Realmente é um dos pontos mais altos do filme, deixando a vontade de escutarmos em looping eterno os hits dos anos 80. Quando você menos espera já está cantando ou batucando dentro do cinema.

A direção de arte faz um trabalho excelente na composição dos ambientes e dos lugares escolhidos para representar o filme.

“Gloria Bell” conta uma história banal, sobre uma mulher comum, que precisa lidar com o fato de estar envelhecendo ao mesmo tempo em que vê o amor idealizado se perder em sua juventude.

“Gloria Bell” traz uma divertida, melancólica e poderosa reflexão, já que fala da busca desenfreada pela felicidade ao lado de outra pessoa, quando a primeira grande lição da vida é aprender a amar a si mesmo.

Você vai se emocionar, se identificar e dar muitas risadas!
Adorei!!!
Aqui fica a dica.

Confira outro remake:

Perfeitos Desconhecidos

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Fome de Poder – Um filme sobre a maior rede de fast food do mundo

Banner_fome_de_poderA verdadeira história por trás do sucesso da maior rede de fast food do mundo

Hoje minha dica é o filme, disponível na Netflix, Fome de Poder.

Fome de Poder tem um ritmo ágil, diálogos enxutos, atuações e um ótimo Michael Keaton no papel principal, mas sem dúvida, sensacional é a história real.

Fome de Poder explora a história da criação de uma das marcas mais famosas do mundo, o McDonald`s.

Dirigido pelo cineasta texano John Lee Hancock, o filme apresenta argumentos sólidos, mostrando todo o início da empresa pelos olhos do ambicioso Ray Kroc (Michael Keaton) que guia a trajetória da rede de lanchonetes.

Kroc foi o homem que criou o império do fast food, porém em cima da ideia da inovadora dos irmãos Dick e Maurice McDonald.

Quem já comeu um Big Mac deverá ficar curioso para conhecer a história.

Interna_fome-de-poderKroc (1902-1984) era um vendedor que percorria as lanchonetes emergentes da América, nos anos 1950, oferecendo novos equipamentos para facilitar a operação daqueles pontos de vendas de hamburger. Ao ser surpreendido por um pedido enorme dos misturadores de milk shake que vendia, quis saber mais sobre o desconhecido restaurante na Califórnia que teria demanda para tanto leite batido.

A perseverança de Kroc para entrar no negócio e com seu conhecimento do mercado, transformar o McDonald`s em uma rede de franquias esbarrou na pouca ambição dos McDonald. Eram veteranos no ramo muito satisfeitos com o sucesso local. Quando o obstinado Kroc consegue sua parte na iniciativa, o filme começa a contar em detalhes saborosos como ele vai espalhando as lojas pelo país, não sem enfrentar um milhão de problemas.

A tradução literal do título americano, “O Fundador”, vende o filme de um jeito e o título em português “Fome de Poder”, vende o filme de outro. Ambos corretíssimos, mas o foco está mesmo na disputa jurídica pela rede.

Ver os irmãos literalmente perderem sua criação para um empreendedor esfomeado por dinheiro e poder é uma premissa excelente para um bom filme.

Uma surpresa é a trilha sonora que consegue dar conta do triunfante para o sombrio – quando o sonho dos McDonald aos poucos se transforma no sonho de Kroc – com uma variação sutil de temas ao piano.

Michael Keaton vive mais uma vez o homem dúbio e empresta carisma e energia ao seu personagem impiedoso, vilão meticuloso que abre suas verdadeiras facetas conforme é atacado. Destrói os sonhos dos outros para alcançar status e sucesso. Keaton na pele desse conturbado Kroc demonstra mais uma vez sua qualidade como ator.

Vale a pena conferir essa história real e incrível!

Bom programa para você!

Tags: 2016, Cinema, Fome de Poder, Biografia, Drama, História, Estados Unidos da América, John Lee Hancock, Título Original, The Founder, Michael Keaton, Laura Dern, MacDonald´s, História Real, Netflix

 

Trailer:

Leia mais:

Como é chato conviver com um chato, a pior espécie de um mala sem alça.

Pizza! Hoje é dia da dela! Para você 10 deliciosas receitas.

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Desobediência – Um filmaço cheio de emoção. Imperdível!

Banner_Desobediencia
Adaptado do romance de Naomi Alderman, “Desobediência” é o primeiro filme em língua inglesa do diretor chileno Sebastían Lelio, aclamado pelos filmes “Uma Mulher Fantástica” e “Gloria”.

Desobediência é um longa que traz a história de Ronit (Rachel Weisz) que retorna para a comunidade judaica ortodoxa, da qual foi expulsa, após receber a notícia sobre a morte de seu pai.

Lá ela reencontra os amigos Rabbi Dovid (Alessandro Nivola) e Esti (Rachel McAdams), a amiga da infância com a qual teve uma relação na adolescência. O reencontro reacende a paixão de ambas enquanto elas exploram os limites da fé e da sexualidade.

Desobediência poderia ser mais um filme que retrata a homossexualidade e religião levianamente, mas vai além. A obra aborda tais temas com roteiro coerente, claro, com diálogos excepcionais e deixa o público entender bem o que os personagens estão sentindo ou pensando.

O roteiro ficou nas mãos de Lelio, escolhido pela própria Rachel Weisz, que além de atuar também participou da produção. Lelio e Weisz tiveram cuidado extra para que tudo fosse especial e retratado de forma positiva.

Na verdade, a obra não é sobre sexo, mas sobre a sexualidade em si. Weisz ficou ao lado do diretor especialmente na cena de sexo para evitar que predominasse um olhar masculino de alguma forma discriminador. Não apenas a cena é intensa e belíssima, como possui um significado muito forte no desenvolvimento dramático da história.

Os personagens Ronit, Esti e Dovid, trio de amigos de infância, preso a convenções de uma comunidade judaica que não apenas os cerceia, mas também os molda como os seus antepassados.

Durante o longa veremos esse modelo de sociedade ser não somente posto à prova como também questionado, o novo em contraposição ao estabelecido, e esse desejo de mudança e evolução vem de forma declarada e velada, aos poucos todos se encontrando numa curva comum.

É difícil chegar à conclusão de quem está melhor dos três. Rachel Weisz tem de fato sua melhor performance da década, muito centrada e muito segura de si.

McAdams também acima da média e num crescendo como atriz, adquirindo sobriedade e introspecção quando necessário.

Alessandro Nivola arrebenta com um personagem muito difícil, de nuances enraizadas e cheio de contradições. O ator explode na tela cena a cena em momentos arrebatadores.

Lelio mais uma vez demonstra exímio domínio de elenco.

Até o fim, o embate segue entre o que a vida é e o que poderia ser. Como diz o rabino no sermão, o que distingue pessoas de anjos e bestas é a possibilidade de escolher e desobedecer.

A trilha sonora também é coerente com toda a produção e a arte fez o trabalho que deve ser feito. É como se todos os itens se unissem para deixar o longa coeso em toda a montagem.

Desobediência, com toda certeza, vai para os melhores do ano, um filmaço que fará história para sua representação do feminino.

Trailer:

Veja mais:

Mamma Mia! O Filme

A Amante

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Mamma Mia! – O Filme. Vale a pena ver ou rever.

Mamma Mia!- O Filme, ao som de ABBA, musical romântico, leve, divertido. Disponível na Netflix.

Filmes musicais não são bem vindos a todos os espectadores comuns de cinema. É um gênero que você ama ou odeia. A palavra que melhor explica “Mamma Mia!” (2008) é diversão.

A ideia de utilizar as canções dos suecos em uma história surgiu no século passado, sob os últimos resquícios dos anos 80, mas só veio a se concretizar em 1999, quando a peça estreou em Londres e depois exportada para a Broadway e rodou o mundo.

A trama de Mamma Mia! – tanto da peça quanto do filme – começa às vésperas do casamento de Sofia (Amanda Seyfried) com Sky (Dominic Cooper).

A jovem, de vinte anos, sonha com o dia mais importante de sua vida e com seu pai a deixando no altar. O único problema é que a mesma não sabe quem ele é. A única pista está no diário de sua mãe, Donna (Merryl Streep), que na época tinha três namorados: Bill (Stellan Skarsgard), Sam (Pierce Brosnan) e Harry (Colin Firth). Na dúvida ela chama os três, sem o conhecimento da mãe, para o grande dia, na expectativa que saberá quem ele é quando os olhares se cruzarem.

Assim que eles chegam, as confusões começam. Como cenário, uma iluminada ilha grega e como coadjuvantes especiais as duas melhores amigas da mãe que também aparecem para a cerimônia. Muita festa, música e trapalhadas conduzem o enredo sempre pontuado por sucessos do grupo sueco ABBA.

“Mamma Mia!” faz proveito de uma história de amor para ilustrar as melodias famosas de uma banda extremamente popular. Só que ao invés dos Beatles e dos seus lemas revolucionários, temos o ABBA com explosões de cor e energia.

Este não é um filme feito para mudar vidas com mensagens profundas e grandes reflexões. Por outro lado, será quase impossível alguém sair do cinema de mau humor ou bocejando.

Dirigido por Phyllida Loyd, também responsável pela direção teatral, Mamma Mia! é uma obra absolutamente contagiante.

Canções como Dancing Queen, The Winner Takes It All, entre outras e, é claro, a que dá título ao filme, Mamma Mia! colocam elenco e expectadores num mesmo ritmo, provocando risos, descontração e um envolvimento poucas vezes visto no cinema. Aliás se quiser escutar a música, clique aqui.

Outro fator de grande destaque são os protagonistas, todos muito à vontade. A versatilidade de Meryl Streep atinge novos patamares, comprovando porque ela é uma das mais completas, dominando a ação com aparência jovial e muita leveza. Ao lado de Streep, os veteranos Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard sustentam o bom nível do elenco.

A competente direção musical é feita pelos próprios Benny Andersson e Björn Ulvaeus, ambos da formação original do grupo ABBA e também são produtores do longa.

“Mamma Mia!” é um filme que pode ser massacrado por seus exageros oitentistas em cena. Buscando uma diversão rápida, o longa conquista pela harmonia dos atores e a capacidade de divertir do começo ao fim.

“Mamma Mia!” é um presente para todos aqueles em busca de algo que nos lembre que cinema é também entretenimento, porém respeitando a inteligência da audiência com méritos de sobra.

Para quem gosta de filmes do gênero e se deixar levar pela música, certamente terá bons momentos numa paradisíaca ilha na Grécia.

Bom programa!

Divirta-se!

Veja mais:

Festival Varilux de Cinema

A Amante

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.