Entretenimento

Inscreva-se em nosso próximo Encontro

Nosso Próximo encontro de Dominiques acontecerá dia 29 de Janeiro de 2020. Estamos definindo tema e horário. Você tem alguma sugestão? Escreva na caixinha aqui embaixo qual o horário de sua preferência e qual tema você gostaria de debater, conversar, aprender, ensinar.

Deixe seu lugar reservado, que logo entraremos em contato

    Dominique

    Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

    Seja a primeira a comentar

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    O risco e os cuidados para evitar cair em fake news

    Você sabia que há algo ainda mais grave que a fake news? Antes de eu te dar uma resposta, assista este video. Só encontrei a versão com legendas em inglês, mas coloquei parte da tradução abaixo. 

    Olá, hoje eu vou falar com vocês sobre uma nova tecnologia que está afetando pessoas famosas. Lembra quando o Obama chamou o Trump de imbecil? 

    Obama: Completo Imbecil.

    Ou a Kim Kardashian usou uma linguagem rude?

    Kim: Porque estou sempre meio pelada.

    Ou quando o Arnold Schwarzenegger personificou ele mesmo?

    Arnold: Saia dai. Tem uma bomba aí dentro.

    Fake! Fake! Fake!

    As imagens iniciais do video são Deep Fake. Inclusive a apresentadora, que utilizou o rosto da cantora Adele, para mostrar como é fácil adulterar a imagem de uma pessoa em um video. 

    Deep Fake são arquivos de áudio ou video que simulam a voz ou a imagem humana, mas que foram criados a partir da inteligência artificial. Parecem verdade e são compartilhados como uma versão original. Mas foram totalmente criados com os mais diferentes objetivos. São falsos!

    Experts conseguem identificar os indícios de que há algo errado. Mas para nós – leigos – é quase impossível de perceber. Por enquanto, o acesso a tecnologia que produz o Deep Fake está restrita a poucas pessoas. Por enquanto…. Você consegue enxergar o risco potencial?

    Há um modo de barrar (pelo menos um pouco) o uso errado e nocivo destas novas tecnologias. Está nas nossas mãos, mas infelizmente não estamos conseguindo lidar com uma ameaça um pouco mais simples que essa. Eu me refiro as Fake News. 

    Notícia falsa sempre existiu. No cinquentenário do homem na lua fiz um post (aqui) sobre fake news envolvendo o espaço. Dá para ir mais longe ainda, na antiguidade. O problema tomou outra dimensão com a ascensão da internet e das redes sociais. Compartilhar uma informação falsa é muito fácil. Criá-la, então, é mais simples ainda. 

    Você não tem culpa (mas tem!)

    É quase uma praga mundial. Nós ajudamos a espalhar, mas muitas vezes fazemos isso com boas intenções. Acreditamos tanto em alguma informação (ou esperamos que seja verdadeira) que compartilhamos a notícia com um propósito “nobre”. 

    – Estou fazendo a minha parte!, muitos dizem.

    Aí está o cerne do problema da Fake News. Ela sempre encontra quem irá ressoa-la para grupos com características parecidas. Esses grupos ganharam até um nome: são as bolhas. Agora, a notícia vai ser espalhada em uma velocidade espantosa. É praticamente impossível desmentir. 

    Não quero focar na clara intenção de políticos, organizações ou  empresas em espalhar notícias falsas por um objetivo específico. Também não vou acusar as redes sociais (ou o whatsapp) por facilitarem na divulgação das fake news. O mundo sempre funcionou a base de estratagemas e fofoca. 

    Quero destacar como nós – Dominiques – podemos contribuir para não piorar ainda mais este problema chamado Fake News. Independente se achamos uma notícia positiva ou negativa, se concordamos ou discordamos dela, devemos levar a dúvida se ela pode ser uma informação falsa. 

    Claro que todo mundo está suscetível a cair numa fake news. Provavelmente já caímos em muitas delas e até hoje não nos demos conta disso! Mas podemos evitar, tomando algumas atividades bem simples:

    # 1 – Procure visitar o site com a origem da informação. Há vários jornais que foram criados exclusivamente para disseminar informações falsas. Claro que jornais conhecidos podem divulgar informação errada. Mas há algo de errado se você visita um site e não sabe quem é o responsável por ele. Também levanta suspeitas se as notícias divulgadas são sensacionalistas. Há um mercado por trás destes acessos todos: Sites de notícias falsas faturam mais de 200 milhões em publicidade

    # 2 – Vale a pena fazer uma busca pelo nome do jornalista que escreveu a notícia, caso você não o conheça. Dê uma olhada em redes sociais dele, lá ficará claro qual é tendência e no que ele acredita. Algum tempo atrás, um jornal foi acusado de criar colunistas falsos. Era até fácil de constatar isso, dois deles não existiam nas redes sociais antes de 2018. 

    # 3 – Faça uma pesquisa nos sites das empresas de checagem de fatos. Elas são monitoradas por instituições internacionais e utilizam métodos de verificação e análise idôneos. Alguns deles são:

    • Fato ou Fake é uma iniciativa do Grupo Globo para verificar conteúdo suspeito nas notícias mais compartilhadas da internet. A apuração é feita pela equipe da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico.
    • Comprova é um projeto de checagem de fatos que conta com o trabalho em equipe de jornalistas de 24 diferentes veículos  para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre políticas pública.
    • Aos Fatos é uma agência especializada na checagem de fatos também membro da The International Fact-Checking Network  (IFCN) e contratada pelo Facebook. 
    • Agência Lupa, ligada ao jornal Folha de S. Paulo, confere as informações divulgadas no jornal e sinaliza com os selos: “verdadeiro”, “verdadeiro, mas”, “ainda é cedo para dizer”, “exagerado”, “contraditório”, “subestimado”, “insustentável”, “falso” e “de olho”.
    • E-Farsas é o mais antigo serviço de verificação de notícias falsas, lançado em 2001. Segundo o portal, a iniciativa surgiu “com a intenção de usar a própria internet para desmistificar as histórias que nela circulam”. 

    # 4 – A qualidade do texto também pode indicar que a notícia é falsa. Alguns erros ortográficos, o uso de verbos auxiliares e advérbios são alguns deles. Adjetivos muito fortes tendem a deixar a notícia parcial, o que não é comum em notícias jornalísticas. O uso excessivo desses atributos da linguagem pode denunciar a informação. 

    Fake news é um problema bem grave e há um futuro pela frente que parecer ser ainda mais danoso. Do nosso lado, podemos fazer pouco. Mas isso já será muito para impedir a disseminação das notícias falsas.

    Dominiques: vamos tomar cuidado!

    3 Comentários

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    As deusas (e o deus) da primavera

    Já primaverou por aqui. Tenho tudo para acreditar que a primavera é a melhor estação do ano. O que você acha? Primeiro porque é cheia de significados: energia, alegria, renovação e recomeços. Dizem que é uma boa época para começar novos projetos ou tirar ideias da gaveta. Tem, também, a melhor temperatura do ano. 

    Como adoro histórias, fiquei curiosa e fui pesquisar sobre os deuses da primavera. Descobri que a maioria é representada por mulheres. As tradições mais antigas celebravam as deusas da fertilidade, que simbolizavam o brotar da nova vida. Por isso, elas também estão associadas ao amor. 

    Cada mitologia tem uma história diferente para narrar a lenda de sua deusa da fertilidade. Selecionei alguma delas para compartilhar com vocês. 

    As Deusas da Primavera

    Mitologia Grega

    Cibele é também chamada de “Mãe dos Deuses” porque simbolizava a fertilidade da natureza. Também representa a vida selvagem (senhora dos animais) e o ciclo de vida, morte e renascimento (deusa dos mortos). Segundo os gregos, ela seria uma reencarnação da Deusa Reia, a mãe de Zeus e de todos os deuses do Olimpo. Cibele continuou sendo adorada mesmo após a invasão romana. 

    Perséfone é a deusa da agricultura, das estações, das flores, dos frutos, das ervas e da fertilidade. Também é conhecida como a deusa do submundo. Conta a lenda que ela era muito bonita e foi raptada pelo seu tio Hades. Levada para o submundo, foi ludibriada a comer uma romã, que selou o seu casamento e sua permanência lá em um terço do ano. Seu mito foi muito utilizado para explicar as estações do ano. Durante os meses da primavera, verão e outono, Perséfone podia voltar a terra e, assim, fazia florescer. No inverno, ela retornava para o submundo e o solo ficava infértil. 

    Mitologia Romana

    Flora é a deusa que representa a natureza e a potência do fazer florir e florescer. Conta a lenda que, num dia de primavera, Flora foi raptada pelo deus do vento (Zéfiro) para casar. Como recompensa, ele concedeu à Flora o reinar sobre as flores e os campos cultivados. A deusa, como presente aos homens, ofertou o mel e as sementes. Na mitologia grega era chamada de Clóris. 

    Mitologias anglo-saxã, nórdica e germânica. 

    Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade, do amor e do renascimento. O nome estava relacionado à aurora e, por isso, também foi associado à luz crescente da primavera, um momento alegre e abençoado para a terra. Os símbolos de Eostre são a lebre, os coelhos e os ovos que, juntos, representam o poder gerador e o começo da vida. Foi dos cultos pagãos que originou-se a palavra Páscoa que é Easter, em inglês, e Ostern, em alemão. A origem da Páscoa é hebraica e vem de Pessach. Porém alguns ritos e costumes da celebração foram absorvidos nas comemorações judaico-cristãs, tais como o ovo e o coelhinho da Páscoa. O festival Eostre é celebrado em 30 de março. 

    Freya é a deusa nórdica do Amor, da fertilidade, das flores e da vida. Descrita como uma mulher bela e atraente, Freya também é considerada a deusa da beleza, da sensualidade, da atração, da luxúria, do ouro, da guerra, da morte e da música. Conta a lenda que suas lágrimas derramadas transformavam-se em ouro na terra e em âmbar no mar. 

    E o Deus da Primavera

    Mitologia Egipcia

    Osíris é o deus do renascimento, da ressurreição, da justiça e da fertilidade. Ele é cultuado como o deus da agricultura, uma vez que o processo de plantar implica na colheita (morte), no semear e no renascimento (vida). Na mitologia egípcia, Osíris teria ensinado aos homens as técnicas necessárias para a civilização, para a agricultura e para a domesticação de animais.

    Outro post sobre a primavera

    Faça Você Mesma Lindos Arranjos de Flores

    Seja a primeira a comentar

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    Os podcasts preferidos das Dominiques

    Você gosta de escutar podcasts? Essa foi a pergunta que eu fiz no nosso grupo das Dominiques no Facebook (já faz parte?). Missão dada, missão cumprida. Várias Dominiques responderam, compartilhando com todas quais são os seus programas favoritos. Para facilitar, organizei todas as recomendações nesse post aqui!

    Pra quem ainda não sabe, os podcasts são como programas de rádio. A diferença é que os arquivos de áudio ficam disponíveis pela internet por tempo indeterminado. Além do site, dá pra escutar também por aplicativos específicos para podcast ou os de música como o Spotify ou o Deezer. 

    Outra vantagem é que qualquer pessoa pode ter um programa e sobre qualquer tema! É aí que está todo o charme do podcast. Antes, a gente só escutava programas mantidos por empresas de notícias. Passava num dia e num horário e, se perdesse, perdeu! 

    Com o podcast você pode escutar em qualquer dia e horário. Dá até para conectar pelo celular e escutar enquanto faz alguma atividade ou no carro. Adoro escutar fazendo ginástica. Há programas sobre temas super específicos, como o Mitografias que trata sobre mitologias, entre outros assuntos. 

    Você também pode selecionar o programa a partir do seu apresentador favorito. Eu particularmente adoro essa parte, porque tem alguns deles que eu realmente não vou com a voz! Adoro escutar alguns apresentadores, como a dupla do Mamilos. Elas são irreverentes, sem pudores ou preconceitos!

    As empresas de notícia correram para criar os seus próprios podcasts, a partir de programas regulares. Várias Dominiques indicaram programas já conhecidos de rádio ou da televisão. A recomendação da maioria foi de podcasts sobre temas gerais ou estilo de vida.

    Podcasts para Dominiques

    Escola da Vida

    O filósofo e educador Mário Sergio Cortella conduz esse podcast todas às terças e quintas-feiras na rádio CBN. Ele traz reflexões sobre fatos e temas diversos, mas sempre atuais. 

    Escute aqui

    Em Movimento

    O jornalista Victor Ferreira conversa com especialistas sobre temas ligados ao futuro. Ele aborda questões diversas, como mobilidade, educação, trabalho, cidades inteligentes, big data, ética e privacidade digital.

    Escute aqui

    Quem Somos Nós

    Comandado pelo Celso Loducca, o podcast é uma parceria entre a Casa do Saber e a Rádio Eldorado FM. O bate-papo traz diferentes pontos de vista sobre temas como ciência, filosofia, história, economia, religião ou política.

    Escute aqui

    Mitografias

    Neste site você terá acesso a 5 podcasts, com muitas informações  sobre mitologias, religiões, psicologia, história e filosofia. 

    Escute aqui

    Café Brasil

    Comandado pelo jornalista Luciano Pires, o podcast faz uma curadoria de assuntos relacionados à vida em sociedade. Entre outros, fala-se sobre comportamento, cultura, economia, saúde, educação, liderança, empreendedorismo e muitos outros temas.

    Escute aqui

    Autoconsciente

    É conduzido pela coach e instrutora de mindfulness Regina Giannetti D. Pereira. É um podcast para você entender melhor a sua mente e as emoções. 

    Escute aqui

    Mamilos

    É um podcast semanal que discute os temas polêmicos apresentando diversos argumentos e diferentes visões para que os ouvintes formem sua opinião de maneira crítica. É conduzido pela Juliana Wallauer e pela Cris Bartis. 

    Escute aqui

    Maria Vai com as Outras

    Apresentado por Branca Vianna, o podcast aborda questões diversas sobre as mulheres e o mercado de trabalho. 

    Escute aqui

    Jornal da Manhã

    Da Jovem Pan, é conduzido pelo  Thiago Uberreich e outros jornalistas para comentar os principais assuntos do dia.

    Escute aqui

    Os Pingos nos is

    Também produzido pela equipe da Jovem Pan. Os jornalistas Augusto Nunes, Felipe Moura Brasil e José Maria Trindade comentam as princpais notícias do Brasil e do mundo.

    Escute aqui

    Café da Manhã

    Produzido pelo jornal Folha de S. Paulo, em parceria com o Spotify, o podcast comenta as principais informações do dia. É apresentado pelos jornalistas Rodrigo Vizeu e Magê Flores. 

    Escute aqui

    Nosso Podcast

    Ano passado produzimos o podcast Turning Point. Escute aqui.

    Seja a primeira a comentar

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    As vantagens e as desvantagens de ser uma Dominique

    As Dominiques foram chegando quietinhas ao prédio do We Work, em São Paulo, para o nosso encontro. Nem pareciam as mesmas mulheres que uma hora depois estariam falando juntas, conversando e dando muitas risadas. Algumas já se conheciam, outras era a primeira vez num encontro organizado de e para mulheres de mais de 50 anos. 

    Foram 3 horas de um bate-papo descontraído, mas muito inspirador e estimulante. E porque não usar o neologismo “empoderador”, já que somos mulheres com vigor e energia de sobra? A sala estava lotada. Mais de 40 Dominiques participaram do encontro. 

    O encontro foi realizado num espaço para eventos do escritório compartilhado We Work, onde fica o QG da Dominique. Duas sortudas  ainda ganharam de presente do pessoal do cowork dois lugares para trabalhar de graça por um mês. Tá bom ou quer mais? Tem mais sim: a Dominique Luciene Felix Lamy presenteou outras duas Dominiques com leitura de mapa astral. 

    A conversa começou por uma discussão bem rica. A Dominique Eliane Cury Nahas perguntou sobre a sensação de ter mais de 50 anos nos dias de hoje. A maioria sabe que os rótulos de antigamente já não nos servem mais. Ninguém se sente uma “senhorinha” ou quer parecer uma idade que já ficou para trás. 

    Todas concordaram que muita coisa mudou. Na realidade, há inúmeras vantagens e desvantagens em ser uma mulher de mais de 50 anos com as características de uma Dominique. E boa parte da nossa conversa girou em cima dessas características. Vou fazer um resumão de tudo o que falamos! 

    Desvantagens de ser uma Dominique

    Empregabilidade

    Não se trata falta de disposição para trabalhar ou ter a capacidade. Infelizmente, o mercado de trabalho já não absorve mulheres mais velhas. Há algumas iniciativas para ajudar na recolocação profissional. Um dos caminhos discutidos foi a reinvenção.

    Mudanças no Corpo

    Esse assunto rende. Mas sabe o que a maioria disse? O corpo mudou mesmo e já não há mais aquela pressão em ser super magra. Claro que não é para se descuidar. Um medo evidente entre as Dominiques foi com relação à plástica e ao risco do exagero. 

    Relacionamentos

    A principal queixa foi a falta de companheiros disponíveis. As Dominiques estão em sua plenitude e ainda convivemos com alguns estigmas antigos sobre a independência feminina. Mas nenhuma se deixa abater por isso não. 

    Ninho Vazio / Ninho Cheio

    Houve aqui uma grande empatia. Todas sabem que ficar sem os filhos em casa foi um grande desafio. Mas uma vez que a liberdade chegou, ahh…. perdê-la é complicado. É que a volta dos filhos tira da rotina e até a convivência é mais difícil. 

    Roupa

    A eterna discussão. O problema aqui não é ser Dominique. Mas achar roupas em tamanhos adequados e que não nos deixe com a aparência de muito mais velha. Muitas lojas não têm modelos interessantes para mulheres mais velhas, que não querem parecer jovens demais. 

    Mas sempre há os dois lados da história, certo? Claro que há inúmeras coisa boas em ser uma Dominique. Afinal, são mais de 50 anos vivendo, aprendendo, quebrando a cara e retornando lindíssimas 🙂

    Vantagens de ser uma Dominique

    Experiência

    Hoje sabemos o que gostamos, como gostamos e – principalmente – o que não gostamos. Além disso, podemos dizer um sonoro “que se dane” para as pequenas bobagens da vida. Aprendemos mesmo que o que vale é o nosso bem-estar.

    Paciência 

    As Dominiques já não levam tudo tão a ferro e fogo. Por isso, ficam um pouco mais maleáveis e já não entram em atrito por pequenas bobagens. Mas também já não gastamos tempo com coisas que só nos fazem perder tempo…

    Opinião dos outros

    Sabemos muito bem dos nossos melhores atributos. Então, a opinião dos outros já não pesa mais como pesou até alguns anos atrás. E aprendemos a reconhecer o que é tóxico. Também aprendemos que a nossa felicidade não é perene, mas formada de pequenos momentos e que aproveitamos ao máximo.

    Aceitação

    As Dominiques já realizaram conquistas importantes. Mas também aceitam muito melhor o que não podem mudar. Hoje, a plenitude está em reconhecermos as conquistas que tivemos sobre a mulher que fomos alguns anos antes. O que você conquistou?

    Ser Inspiração

    A Luciene contou a história mitológica do início da Guerra de Tróia. Uma longa história curta – um dia conto ela inteira – a batalha começou após uma disputa no Olimpo pela escolha da deusa mais bonita. Afrodite ganhou porque todos se curvavam a sua imensa beleza. E  ela tinha apenas um “inimigo”: Cronos, o deus do tempo. Não se trata de não cultivar a beleza. Mas sobre colocar o foco nas nossas conquistas e no que cultivamos até hoje.

    Hoje as Dominiques são modelo e a inspiração para muitas mulheres mais novas. Como afirmou a Dominique Beth Penteado: a vida já não é mais linear, como foi na época de nossas mães e avós. Não há mais um roteiro a seguir. Hoje somos nós que estamos trilhando esse caminho para a próxima geração de mulheres de mais de 50 anos. 

    A gente conversou muito. E o encontro acabou com aquela vontade de queremos mais! Quem sabe esse não foi só o começo? 

    Outros eventos para Dominiques:

    Pequenos Encontros, Grandes Histórias

    5 Comentários
      1. Oi Elaine, tudo bem?
        Ser Dominique é ser uma mulher de mais de 50 anos. É ser ativa, com muita vontade de viver e muita disposição pra isso. Infelizmente a sociedade não nos enxerga assim. Há ainda muito preconceito, sem falar uma certa discriminação conosco. Esse espaço é para gente mostrar quem é essa nova mulher de mais de 50 anos. Temos este site e perfis nas redes sociais. Tb temos um grupo no Facebook? Combinamos por lá os eventos. E tem muitas conversas ótimas por lá tb. O link do grupo é esse aqui: https://www.facebook.com/groups/dominique/

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    A viagem à Lua e as grandes Fake News do espaço

    As fake news estão por aí há muito tempo e com as redes sociais são mais compartilhadas do que nunca. Alguns boatos ainda persistem, por mais comprovados que estejam. Uma das mais famosas completa essa semana 50 anos: o homem não pisou na lua… ou pisou?

    Pois é… já passaram 5 décadas e muita gente ainda acha que um dos maiores feitos do homem simplesmente não aconteceu. Uma pesquisa do Instituto Gallup mostrou que cerca de 5% dos americanos não têm realmente certeza disso. Em 1969, a desconfiança estava fundamentada por um motivo político. 

    A teoria de que tudo foi uma encenação tinha como pano de fundo a guerra fria. A União Soviética havia mandado o primeiro foguete – o Sputnik – para o espaço em 1957 com a cachorrinha Laika. Foi um baque e tanto para os Estados Unidos, nação que se considerava a mais poderosa do mundo. 

    Perder a corrida espacial para os russos? Havia a grande disputa política e o mundo todo sabia da rivalidade entre os dois países. Os americanos queriam a todo custo ultrapassar os russos na corrida espacial e pareciam dispostos a tudo, até a “encenar” que o homem pisou na lua. 

    E o homem pisou na lua?

    Sim, na verdade 12 homens já pisaram na Lua, em 6 viagens espaciais diferentes. Mas no dia da aterrissagem, em 20 de julho de 1969, muitos não acreditaram. Falaram que era uma encenação criada por Walt Disney ou em Hollywood. Questionaram uma sombra nas imagens ou a tecnologia existente na época para realizar tal feito. 

    Os boatos ganharam força após a publicação, em 1976, do livro “Nós Nunca Fomos à Lua: A Fraude Americana de 30 Bilhões de Dólares”, escrito pelo ex-oficial da Marinha americana Bill Kaysing. O autor trabalhou na fábrica de foguetes Rocketdyne e defendia que o projeto tinha sido forjado pelo governo americano. 

    E os russos? Bom, eles nunca denunciaram a suposta “farsa”. Tampouco as milhares de pessoas que já trabalham em projetos espaciais ao longo dos últimos 50 anos. É muita gente para enganar ou ser convencida a mentir sobre a encenação. Não acham? Hoje há respostas para todos os pontos questionados. E o mundo tem – certeza – de que a viagem à Lua aconteceu, assim como o homem andou por lá.

    É pra confirmar antes de compartilhar

    Nos últimos tempos temos convivido praticamente todos os dias com as notícias falsas. E não adianta culpar as redes sociais, não. Quem compartilha são pessoas que acreditam ou que nem buscam pela informação verdadeira. A lista dos riscos que causam é grande, desde criar situações embaraçosas até gerar ódio desnecessário. 

    Mas hoje há muitos meios de confrontar as informações e confirmar se a notícia é ou não é falsa. Antes de sair compartilhando por aí, você pode checar em um destes sites (aqui) a veracidade da informação. Já sabemos que é praticamente impossível acabar com as fake news, então o jeito é ajuda a reduzir. Que acham? 

    Fake news espaciais

    É fato que o espaço sempre intrigou muita gente e, por isso mesmo, já inspirou muitas notícias falsas. São várias, mas selecionamos as 5 mais conhecidas ou criativas. Você já conhecia alguma delas?

    A invasão alienígena

    Em 1938, rádios americanas noticiaram um ataque alienígena à Terra. Divulgaram notícias sobre explosões e até mortes. Mas tudo não passou de uma história (muito bem) narrada na rádio pelo cineasta Orson Welles, diretor do filme Cidadão Kane. A adaptação para o rádio que ele fez do livro Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, foi tão convincente que causou pânico nos americanos. 

    Existe vida na Lua

    Em 1835, muitas pessoas acreditaram em uma série de artigos publicados no jornal americano The Sun. A descoberta de que a vida na Lua estava comprovada foi falsamente atribuída ao astrônomo John Herschel, que não gostou nada de ser envolvido na farsa. Outros jornais chegaram a compartilhar a notícia. Mas pouco depois ela foi desmentida pelo autor Richard Adams Locke, que era repórter do The Sun.

    Área 51

    Algumas pessoas afirmam que uma região próxima a Las Vegas, nos Estados Unidos, funciona uma base militar americana secreta. E que ali os militares mantêm alienígenas que teriam sido capturados após um acidente. A região é, sim, uma área militar e o que funciona ali também é secreto. Mas por enquanto são apenas boatos, começaram na década de 50, quando foram realizados testes com novos aviões. Como ninguém tinha visto aqueles modelos, acreditaram se tratar de discos voadores.

    Um rosto em Marte

    Em 1976, a Nasa fotografou na superfície do planeta Marte o que pareceu ser um rosto de uma pessoa parcialmente enterrado no chão. Os crédulos afirmaram que aquela era uma evidência deixada por alienígenas, mostrando que eles haviam estado no planeta. Mas a análise mais próxima da imagem revelou que o semblante nada mais era do que o efeito de luzes e sombras sobre as rochas.

    Alienígenas no deserto

    Em 1947, moradores de um rancho em Roswell, cidade no Novo México, reportaram ter vistos objetivos caindo do céu. Os rumores extrapolaram a pequena cidade americana e o lugar ficou famoso pelo acidente de um OVNI (objeto voador não identificado). Mas o governo americano logo desmentiu os boatos e informou que o que havia caído eram peças de balões meteorológicos.  

    É muita imaginação. Mas você percebeu um fator em comum nas histórias, além de serem fake news e sobre espaço? Todas aconteceram nos Estados Unidos. Ah, esses americanos… são inventivos mesmo, não?

    Outras histórias sobre a Lua

    A Lua Santinho! A Lua!

    Seja a primeira a comentar

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    A Lua Santinho! A Lua!

    Dominique - SantinhoSemana comemorativa dos 50 anos do homem nA Lua.

    Domingo.

    Aquele não seria um domingo diferente na casa de Celinha e Vitor.

    Missa, almoço na casa dos pais. Uma passadinha na confeitaria para aquela extravagância que só o domingo permitia. E a caminhada  de volta para casa.

    Casadinhos de novo, todo dinheiro poupado era bem-vindo afinal queriam sair do aluguel, pensavam em aumentar a família e assim por diante…

    Vitor tinha grandes perspectivas na agência do banco em que começou trabalhar aos 14 anos. Quem sabe até conseguisse fazer faculdade à noite no ano seguinte.

    Celinha trabalhava como recepcionista em um consultório médico.

    Tinha certeza que o investimento que estava fazendo no curso de datilografia seria seu grande diferencial para promoções e quem sabe, eventualmente, secretariar algum executivo.

    Estavam quase conseguindo comprar uma TV. Mas a geladeira, com certeza foi prioridade. O telefone teria que esperar muiiito. Viveriam por um bom tempo dos recados dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

    Chegaram em casa. Ligaram o rádio. Aquela noite a TV faria muita falta. Era o tão esperado dia em que o homem pisaria na Lua.

    Não se falava em outra coisa. Muitos não acreditavam.

    Será mesmo que era tudo armação?

    Será mesmo que o homem conseguiu chegar até lá?

    Bom, o negócio era ligar o rádio. E tentar imaginar tudo.

    Celinha começa a preparar com carinho as marmitas do dia seguinte e a separar a roupa de Vitor. Afinal, ele deveria ser o mais bem arrumado do banco.

    Ela fazia questão. Tinha que ser a esposa mais esmerada. Quando toca a campainha.

    Era Santiago, filho dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

    – Boa noite, Vitor, vim convidar vocês para assistirem o pouso da Apollo 11 lá em casa.

    – Ahhh, Obrigada Santinho – este era seu apelido, apesar de ser um rapaz de 20 e poucos anos com mais de 1m80 – Mas vai ser tarde. Não queremos incomodar seus pais.

    – Minha mãe quem teve a ideia. Este pode ser o evento mais importante do século, Vitor. Você sabia que é a primeira vez que o mundo inteirinho vai ver algo acontecendo ao mesmo tempo? Não é tremendo? Vamos lá, Celinha?

    – Ahhh, Vitinho, por favor… Vamos! Amanhã todas as meninas estarão falando sobre isso no trabalho.

    – Tá bom… Mas, Celinha, pega aquele milho.

    Chegaram à casa de seus vizinhos que já estavam no sofá com a TV ligada, bacias de mandiopã espalhadas pela mesinha e uma jarra de suco de uva.

    Receberam os jovens vizinhos com afetuosos sorrisos e todos se acomodaram para o grande acontecimento.

    Mas a verdade é que a coisa demorou.

    E nada da águia pousar.

    A coisa já estava ficando chata.

    Celinha não tinha muita paciência para estas esperas e já estava preocupada com o horário. Tinha que acordar cedo. Cedíssimo!

    Então, resolveu se mexer pra ver se o tempo passava mais rápido. Foi para a cozinha lavar a louça tentando poupar a anfitriã de um trabalho futuro.

    Distraída, olhando para a escuridão que a janela a sua frente proporcionava, com o som da TV ao fundo, levou um susto quando uma pessoa de repente, apoiou-se do lado de fora na mureta da janela.

    -Affff, Santinho, que susto! O que você esta fazendo aí?

    – Cansei de ficar lá dentro e vim te ver. Você e a Lua. Por que ver pela TV quando posso ver ao vivo? Justo hoje que tenho a oportunidade de te ver de pertinho, vou ficar longe?

    – Meninooooo. Tome tento!

    – Ahhh, vá dizer que não percebe que fico pendurado deste lado olhando você no seu quintal limpando suas janelas?

    – Santinho, volta pra sala…

    – Você é uma uva, Celinha. – E ele saiu da janela do mesmo jeito que entrou.

    Celinha volta para sala rubra.

    Claro que via aquele moço – que não era nem tão moço assim, afinal os dois tinham 23 anos – secando cada movimento seu do outro lado do muro baixo que dividia suas casas.

    Claro que se sentia envaidecida por despertar estes olhares.

    Claro que talvez até inconscientemente provocava o menino com movimentos mais demorados que o necessário ou com botões de blusas acidentalmente desabotoados. Mas jamais imaginou que ele poderia falar daquele jeito com ela. Era uma coisa inocente em sua cabecinha.

    Bom… Sentadinha ao lado do maridão tentou se concentrar no que o speaker falava, nas imagens e também nos palpites do Seu Manoel.

    Tentou puxar assuntos com Dona Veridiana, mas esta já cochilava e não estava muito presente.

    Santinho sentado de frente para Celinha, ignorava solenemente o conteúdo televisivo.

    Olhava descaradamente para ela. Para suas pernas!

    Tamanho foi o constrangimento e desconforto de Celinha que se levantou e perguntou se alguém queria algo já que dona Veridiana descansava um pouquinho.

    – Ô meu amor… Que tal mais um belisquete? Será que dá para estourar aquela pipoquinha?

    – Claro…

    Na cozinha, agachada, procurando uma panela apropriada embaixo da pia, quase berrou quando sentiu uma mão em seu ombro.

    – O que você esta fazendo?

    – Vim ver se você precisava de ajuda.

    – Não. Não preciso – disse Celinha levantando-se de um salto.

    Panela no fogo. Óleo quente. Milho na panela. E o delicioso barulho do estourar dos grãos de milhos. Um. Dois. Cinco. De repente aquele barulho de muitos e muitos ao mesmo tempo. E foi justo neste momento que Santinho abraçou Celinha por trás e beijou-lhe a nuca. Cochichando em seu ouvido algo que a fez corar e quase desfalecer.

    Desvencilhou-se dele com certa agressividade.

    Virou-se para ele. Olhou demoradamente e profundamente dentro de seus olhos e falou quase que gritando:

    – Preciso de uma tigela para pipoca!

    Entrou na sala, quase que jogando a tigela de pipoca para Vitor e avisando.

    – Não vou aguentar ver até o final. Estou morrendo de sono… Vou pra casa dormir. Fica aí você, amor.

    – Mas meu bem… Falta pouco agora.

    – Não precisa ir comigo. Moramos aqui do lado. Fica querido. Assiste até o fim. Eu é que não estou me aguentando em pé. Boa noite, gente!

    E saiu daquela casa como se estivesse saindo de uma casa em chamas. Correu.

    Enquanto isso, a pipoca era devorada e a ansiedade crescia à medida que a nave se aproximava de seu destino.

    Por algum motivo macabro, os locutores começaram a lembrar do acidente que matou 3 astronautas do programa 2 anos antes. Isso só fez foi aumentar a tensão de todos…

    E começa uma estranha contagem regressiva feita por um dos astronautas. Até que todos escutam…

    And the eagle has landed.

    Junto com estas palavras ecoaram nas ruas urros, berros de felicidade e de comemoração.

    O que ninguém reparou é que um destes gritos, que se misturou aos outros, foi de extremo gozo e prazer.

    Assim como ninguém reparou em Santinho entrando em casa pela porta dos fundos, enquanto Vitor se preparava para ir dormir com sua Celinha.

    Quem diria que essa história sobre o primeiro homem na lua iria acabar assim? Esse Santinho. E sempre A Lua como bom cenário.

    Leia Mais:

    Ele pediu para a esposa ser garota de programa – Apimentando a relação!
    Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos

    Eliane Cury Nahas

    Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

    3 Comentários

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    Um encontro entre Dominiques e a exposição da Tarsila do Amaral

    O nosso primeiro encontro do ano foi perfeito em todos os sentidos. Mulheres incríveis – todas Dominiques – saíram do online para conversar e compartilhar no mundo real. O encontro aconteceu no MASP, em São Paulo, que promove um ano inteiro dedicado a nós, no circuito “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”. Pra completar, visitamos a exposição de uma das mais consagradas artistas brasileiras: a Tarsila do Amaral. Quer mais?

    O encontro ficou ainda mais interessante porque a consultora de arte e historiadora Daniella Samad acompanhou o grupo. Foi uma verdadeira aula de arte, pra ajudar todo mundo a entrar no clima da exposição. Ela aprofundou a explicação ao longo do roteiro, contextualizando pinturas e adicionando detalhes pra mostrar a riqueza da produção da artista.

    Mostra Tarsila Popular

    O programa está imperdível. A exposição é a mais ampla já dedicada à Tarsila, reunindo 92 obras da artista que foi uma das figuras centrais da pintura e do movimento modernista brasileiro. Duas de suas telas mais conhecidas estão na mostra: Abaporu, que faz parte do acervo do MALBA, na Argentina, e A Negra.

    O enfoque da exposição é o Popular, tema que a Tarsila explorou durante toda a sua carreira. Ela nasceu em uma família rica, filha de fazendeiros no interior de São Paulo. Viveu e estudou em Paris, na França, onde teve aula com pintores renomados como Fernand Léger, artista referência do Cubismo.

    Quando voltou ao Brasil, ela se deparou com o conceito da Antropofagia, criado por Oswald de Andrade, no qual intelectuais brasileiros questionavam referências europeias. Jovens, cheios de ideias, queriam criar algo híbrido, porém único. Passaram a incluir em suas criações elementos locais, afros e indígenas.

    Tarsila explorou tanto o conceito quanto o tema Popular em muitas de suas criações. Ela retratou paisagens do interior, da fazenda, da favela, mostrando a diversidade de povos e raças. Também representou lendas e mitos, animais e plantas. Sobre isso ela disse: “sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”. 

    A exposição ficará no Masp até 28 de julho. O ingresso custa R$ 40,00 (inteira), tem a opção de meia entrada e às terças-feiras é de graça. Dá pra comprar online: aqui.

    Mais sobre Arte:

    Carona Cultural

    Uma diferente exposição em Lisboa

    Dominique

    Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

    Seja a primeira a comentar

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    Eliane Elias perfeita ao piano

    Esta semana fui  assistir ao show da Eliane Elias aqui em Portugal. E se teve algo que me impressionou além de seu piano foi sua segurança e autoestima.

    E por coincidência li ontem o post da nossa Dominique Eliane com a análise do texto que Luiz Fernando Veríssimo escreveu sobre egos envolvendo Picasso e seu quitandeiro. Talvez por conta da reflexão que aquela história me causou, prestei tanta atenção no comportamento da música. Se não leu o post ainda, leia agora (aqui) porque vou dar spoiler e o texto vale a pena.

    Pois então, lá vemos que além de toda a importância já preconizada da tão famosa  autoestima, o que fica é que só nos dão valor quando nós mesmas nos valorizamos e principalmente nos gostamos.

    Voltando ao tema principal de hoje que é Eliane Elias. Se você não tem ideia de quem seja essa jazzista brasileira, não se sinta mal ou desinformada. Apesar de brasileira, Eliane Elias fez toda sua carreira no exterior.

    Pouco conhecida em sua terra natal, sabe-se lá porque, ela é um fenômeno da música instrumental e cantada no hemisfério norte.

    O show foi no Centro Cultural de Belém. Ahhh o CCB merece que eu fale só dele em algum outro texto, pois é um complexo cultural que amo.

    Comprei com muita antecedência pois sou chata. Se é para ir a show, tenho que sentar pertinho do artista. Vê-lo muito de perto bem como quase conseguir sentir seu perfume, porque senão vejo por dvd ou no youtube.

    E colega, já fui a muito estádio. Assim sendo, nessa altura do campeonato quero um pouquinho de conforto.

    Bem, voltando a autoestima e ao show em si.

    Pontualmente, sim, pontualmente às 21h Eliane Elias entra no palco acompanhada de um contrabaixo e uma bateria. Usa um vestido justo, ligeiramente acima do joelho que brilha um pouco porque o palco pede brilho, né? Salto altíssimo e uma cabeleira loira digna das jovens e famosas blogueiras. Sim, cabelos longos, muito longos. Por que falo isso tudo? Porque Eliane Elias é uma Dominique nascida em 1960. E sem medo de ser feliz, ousa usar um vestido bem justo e relativamente curto em suas exuberantes curvas com suas madeixas que passam e muito da altura do ombro.

    Eliane Elias Em Belém

    Aí ela senta em seu banquinho a frente do piano e toca as primeiras notas. Pronto. Entendi tudo.

    Fogo!! Ela toca com tanta facilidade que parece estar a  brincar. Chacoalha-se toda acompanhando, ou melhor, dançando enquanto toca.

    Sabe o que é isso? Intimidade. E essa intimidade tão natural impressiona e seduz quem assiste.

    Adoro quando o artista conversa com a platéia pois desse modo me parece que gera-se uma certa cumplicidade, sei lá. E a cada música Eliane conta uma histórinha saborosa ora sobre composição ora sobre os personagens envolvidos.

    Quando Lili canta (permita-me assim chamá-la) ouvimos uma voz aveludada que talvez já tenhamos ouvido até melhores.

    Não sei se ela percebe que cantar não é seu forte, mas age como se fosse Maria Callas.

    Sem a menor cerimônia desfila os Grammys que ganhou. Entretanto faz questão de contar que o primeiro veio depois no  seu 25o disco e após 7 infrutíferas indicações.

    Contou com muito orgulho, que aos 17 anos acompanhou em turnê Tom, Vinicius e toquinho.  E com muita naturalidade, como se fosse merecedora e naturalmente por consequência de seu talento conversar com estes mestres madrugada afora. Aiii que inveja!!! Bem, num desses papos, Tom confidenciou-lhe que o compositor que mais admirava no mundo era Dorival Cayme. Que não havia outro. Mas que por um capricho do próprio ídolo, compôs apenas 100 músicas. APENAS!!

    Contou isso de maneira coquete aproveitando para emendar numa música de Caymmi, Morena Rosa. Neste momento ela se levanta para cantar em pé longe do piano, desfilando pelo palco.

    Vi ali toda a segurança e autoestima daquela Dominique. Com sua mania de passar a mão na cabeleira, sambando discretamente e esbanja charme aproximando-se dos dois outros músicos.

    E amigas, o mais giro é ver que Eliane Elias com aqueles quilinhos a mais próprios desta fase de vida das Dominiques, desfila com a certeza de que está muito gostosa. E olha..Tendo a concordar!!

    Faz tanto charme para o menino baterista enquanto canta, que achei que era uma paquera. Vira-se para voltar para o piano, passando pelo grisalho músico do contra-baixo. Vê-se ali uma troca de olhares intensa e cúmplice. Óó raiossss! Como pode ser ela tão segura??

    Assim que saí do teatro fui ler sua biografia. Descobri para minha surpresa, que ela é casada com um dos músicos que a acompanhava no palco aquela noite. E não é com o miúdo da bateria mas sim com o charmoso homem que sorriu para ela durante todo o espetáculo.

    Leia Também :

    Danças Ocultas

    Novos amigos? Na minha Idade?


    Barbara Godinho

    Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

    1 Comentário
    1. CARA BARBARA GODINHO, PARABÉNS PELAS ACERTADAS OBSERVAÇÕESM EU QUE JÁ FUI MÚSICO QUANDO JOVEM, JUSTAMENTE NA ÉPOCA DA BOSSA NOVA (SOU
      CARIOCA – RIO DE JANEIRO) SÓ VIM SABER DA ELIANE ELIAS HÁ UNS DOIS ANOS). FIQUEI IMPRESSIONADO COM A DESENVOLTURA DA MOÇA, E A QUALIDADE MUSICAL DE SEUS GRUPOS, EMBORA SE SAIA BEM CANTANDO, NÃO É VERDADEIRAMENTE SEU FORTE. MAS, ELA SE COMPLETA BEM COM AS DEMAIS QUAIDADES, TUDO COMO A SRA. HOJE NÃO DEIXO DE APRECIAR QUASE DIARIAMENTE ALGUMAS DE SUAS OBRAS NO YOU TUBE.

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

    Carona Cultural é a chance de aproveitar os eventos de São Paulo e na melhor companhia!

    Quantas vezes você quis ir ao teatro ou a um show musical, mas desistiu porque não tinha companhia? Isso não acontece apenas com você, não, te garanto. Tem marido que já não topa mais os eventos noturnos. Algumas amigas até têm vontade, mas por algum motivo não podem acompanhar. Outras vezes, simplesmente ninguém se interessa em ir. Já pensou em entrar em outra turma e garantir o passeio?

    A paulista Andrea Curi Bauab observou essa carência e resolveu transformar em uma oportunidade de negócio. Ela criou a Carona Cultural, que organiza tudinho para você curtir os roteiros de São Paulo sem preocupação. Além da companhia, Andrea explica que outros motivos também desanimam muitas mulheres de aproveitar a cidade.  

    Descomplicando a logística

    Não basta querer ir, tem de organizar tudo e isso pode levar algum tempo. O trabalho começa na compra dos ingressos. Algumas vezes é complicado ir à bilheteria para retirar. Comprar pela internet também tem os seus percalços, não é? Outro empecilho é o transporte e a segurança. A ida pode ser mais fácil, com taxi ou aplicativo. Mas muitas vezes a volta é difícil, sem contar os riscos com a segurança.

    Esse é um dos diferenciais do Carona Cultural. A Andrea organiza tudinho: a seleção dos melhores eventos, a compra dos ingressos e o transporte porta a porta, tudo com comodidade e segurança. Ela é muito criteriosa na seleção das atrações. Muitas vezes, assiste o espetáculo antes para ter a certeza que vai agradar o público do Carona Cultural.

    Experiência na área cultural ela tem de sobra. Paulista de Jaú, seu pai foi Secretário de Cultura da cidade. Ela cresceu acompanhando toda a movimentação em sua cidade e em São Paulo. Também morou em Londres e Paris, onde pode ampliar o seu reportório na área cultural. Sempre garimpou bons espetáculos e era conhecida pelos amigos pelas boas dicas.

    Mas era área não foi a sua primeira escolha profissional. Andrea trabalhou alguns anos no mercado financeiro até desistir e tirar um ano sábatico. Foi nesse período que ela teve a ideia de criar o Carona Cultural. Era a sua chance de unir a experiência com o que gosta de fazer. Depois de um tempo ela também criou o Carona Turística, para organizar viagens culturais, com roteiros diferenciados com foco cultural, histórico, artístico, arquitetônico e gastronômico.

    Programação

    Vale a pena conferir sempre a programação no site do Carona Cultural. A agenda é ampla e inclui teatro, música, ópera, dança, musical, artes plásticas, entre outros passeios. Você também pode acompanhar tudo pelo Facebook ou pela Instagram.

    Dá uma olhada como foram alguns passeios:

    Mais sobre eventos culturais:

    Uma diferente exposição em Lisboa

    2 Comentários

    Comentar

    Your email address will not be published.

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>