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Elegante e envolvente, “O Leitor” comove do começo ao fim

Hoje comento o filme “O Leitor”, longa dirigido pelo premiado diretor Stephen Daldry, que conta com vários elementos para cair no gosto do público que gosta de cinema de verdade. Disponível no Netflix, o filme é sobre o amor à literatura, à escuta, à leitura. Sobre arrependimento. Sobre responsabilidade e vergonha. É sobre o holocausto também, mas não como tema central.

Na Alemanha pós-segunda guerra, o jovem Michael Berg (vivido pelo novato ator alemão David Cross na adolescência, e pelo inglês Ralph Fiennes, quando adulto) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Durante os encontros amorosos, ela sempre pede que ele leia romances para ela. Apesar das diferenças de classes, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor, mas não imaginam que um caso de verão irá marcar suas vidas para sempre. Até que um dia ela desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Michael, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.

O recatado garoto passa a ver a vida mais lúdica. Com Hanna não é diferente. Analfabeta, a misteriosa mulher que o inicia sexualmente e lhe revela um mundo além do trajeto escola-casa, na verdade, está tendo acesso ao universo literário que sequer imaginou se relacionar em situação tão prazerosa.

Como na obra, ler é um verbo quase que obrigatório, não poderiam faltar homenagens aos escritores imortais. Assim, de “A Odisséia”, de Homero, ou uma bem humorada citação de “Lady Chatterley”, até o clássico “A Dama do Cachorrinho”, de Tchekhcov, é possível perceber as estreitas relações que os títulos lidos durante o filme guardam com os protagonistas.

Não bastasse o fato de “O Leitor” ser protagonizado por Kate Winslet, em desempenho arrebatador, e do apaixonante David Cross, o diretor contou ainda com ótima trilha sonora e fotografia compatível para tecer essa delicada e complexa trama, baseada no livro de Bernhard Schlink.

O filme surpreendeu a todos e teve cinco indicações ao Oscar – Melhor Roteiro Adaptado, Melhor filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, mas claro, levou a estatueta de Melhor Atriz.

“O Leitor” não é só um elenco brilhante, a mão precisa do diretor também merece ser observada. Ele sabe o momento certo de revelar e de esconder, de manter a curiosidade oferecendo aos poucos os elementos necessários para uma melhor compreensão, porém, sem entregar tudo facilmente.

Ao tratar tanto seus personagens quanto os próprios espectadores como respeito e simpatia, constrói um filme elegante e envolvente, comovendo como poucos.

Uma bela história de amor com ingredientes difíceis de serem ingeridos sem efeitos colaterais.

Muito lindo!

Vale a pena conferir!

Eu amei!!!

 

Trailer:

 

Imagens:

 

1 Comentário
  1. É um dos melhores filmes que já assisti na vida. Ele nos faz pensar, mexe com a cabeça e com o coração. Amei.

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Match nos apps de relacionamento? É como funciona a paquera agora!

Dominique - Banner_MatchVocê já deu um match? Sabe do que se trata? Talvez não esteja atualizada no assunto paquera!

Atualmente, a arte da paquera ganhou novas formas e instrumentos. Os aplicativos desenvolvidos com o objetivo de promover relacionamentos afetivos se multiplicaram e se transformaram em uma das ferramentas de paquera mais utilizadas.

As pesquisas já apontam que as pessoas preferem procurar possíveis pretendentes pelo celular, nos aplicativos, do que num bar ou numa balada com amigos. Muitas pessoas, podem não gostar de sair para paquerar em lugares como boates e bares, além de terem filhos ou uma rotina que os impeçam de sair com frequência.

Pelo aplicativo, já identificam o perfil da pessoa pela qual se interessam, as possíveis afinidades e jeito de ser, comportamentos e preferências, podendo dar o tal match.

Há aplicativos de diversos tipos, dedicados a públicos específicos, estreitando as buscas.

Tem aplicativo para o público gay masculino e feminino e até aplicativo de paquera baseado no que as pessoas odeiam (busca-se pessoas que odeiam as mesmas coisas).

As Dominiques que se interessam por homens mais velhos já tem um aplicativo voltado aos que desejam encontrar um parceiro com mais de 40 anos. Infinitas possibilidades, não?

Ouço histórias de amigas que tiveram encontros desastrosos com pessoas que conheceram pelo aplicativo. Em compensação, sei de pessoas que encontraram alguém legal pelo mesmo aplicativo, este é o match perfeito!

Fico sabendo também de manifestações de preconceito com relação aos meios que as pessoas utilizam para se conhecerem….”Ah, esse cara é de balada, não quer nada”, ou “essa menina é de aplicativo, está no desespero”…. Pois é, infelizmente ainda vivemos tempos em que as pessoas são rotuladas e reduzidas ao um comportamento “desviante” ou pouco confiável pela forma como se manifestam afetivamente.

As atitudes de preconceito ou tentativas de rotular pessoas mostram também necessidades de não olhar para si. Desenvolver uma atitude crítica e consciente é indispensável, desde que ela não se transforme em uma ferramenta para que a pessoa se afaste  e evite contato com os outros.

As possibilidades de relacionamento são infinitas em qualquer etapa da vida. Pessoas interessantes podem estar nas baladas e nos aplicativos, desde que possamos nos permitir esse encontro. O match não é uma obrigação.

As Dominiques que estão buscando um relacionamento ou conhecer alguém especial para sair, trocar experiências e até construir algo juntos(as) devem buscar seu lugar no mundo da paquera, de um jeito que se sintam confortáveis.

Seja por meio de aplicativos ou por meio das saídas, permitir-se despir de conceitos rígidos pode propiciar experiências especiais. Muitas vezes, tememos o julgamento alheio e nos podamos. O que falarão de mim se eu utilizar um aplicativo? Pior ainda….o que EU vou pensar de mim se utilizá-lo?

Dessa forma, Dominiques menos adeptas às modernidades podem pensar que os aplicativos e mesmo as paqueras não são comportamentos adequados ou pertinentes ao seu momento ou jeito de ser, ou a um comportamento consideram aceitável.

Às vezes, perder a cabeça pode significar se encontrar! Experimentar formas de agir diferentes e olhar para si com mais carinho e permissividade podem levar a descobertas novas e surpreendentes.

As ferramentas de paquera não serão eficientes se não estiverem associadas a um comportamento compatível. Colocar-se disponível no mundo virtual pode ser o princípio, mas as conversas podem não evoluir se não houver uma receptividade genuína.

É importante que a relação se desenvolva além do virtual, pois com a convivência, muitos outros aspectos se revelam entre as pessoas, levando ao aprofundamento ou não do encontro, evidenciando as verdadeiras intenções das pessoas.

Até os aplicativos de paquera, se não bem utilizados, podem funcionar como estratégia de isolamento, fazendo a pessoa permanecer na sua zona de conforto, utilizando o meio eletrônico apenas para testar sua popularidade e não aprofundar o diálogo e o conhecimento das pessoas.

Relacionar-se ainda é arriscar! É experimentar, entrar no mundo do outro e ter uma surpresa gostosa ou uma decepção bem chata. Mas é preciso tentar. Estar bem e se amar. E com tranquilidade também permitir que alguém adentre o seu mundo.

Veja aqui alguns aplicativos para pessoas com mais de 40.

Leia mais:

Filhos Bumerangue: Filhos adultos que retornam à casa dos pais

Maternidade na maturidade – escolha de muitas Dominiques

 

Alcione Aparecida Messa
Alcione Aparecida Messa

Psicóloga, Professora Universitária e Mediadora de Conflitos. Doutora em Ciências. Curiosa desde sempre, interessada na beleza e na dor do ser humano. E-mail: alcioneam@hotmail.com

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Maquiagem para pele madura – nós, Dominiques – vídeo 2 – Visagismo

02 - Maquiagem_site_VisagismoContinuando a série de vídeos sobre maquiagem para pele madura, para nós Dominiques, hoje compartilho o segundo vídeo que fala sobre visagismo.

O visagismo é uma arte que fornece técnicas incríveis para criar uma imagem pessoal reforçando nossas qualidades. É impressionante como, quando bem feito, o resultado é espetacular.

Ilumina o rosto, afina o maxilar, nariz, testa e amplia o olhar. É mágico e fácil de fazer.

Desta vez, a maquiadora Vanessa de Ornelas explica passo a passo como fazer os contornos corretamente para chegar ao resultado esperado para quem tem pele madura, afinal precisamos atenuar os pontos fracos e ressaltar os pontos fortes.

Nós próximos vídeos, ela vai mostrar como fazer a maquiagem dia e para maquiagem noite especialmente para nós, Dominiques.

Acompanhe o trabalho da Vanessa, tem dicas incríveis, www.vanornelas.com.br

Depois me dia se você fez e o que achou do resultado.

Veja mais:

Maquiagem para pele madura – nós, Dominiques – vídeo 1 – Pele

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Descobrindo os imensos prazeres de viajar sozinha

Banner_Viajar SozinhaViajar sozinha é algo que estou fazendo há alguns anos, pois quando podia viajar ou tinha a oportunidade, estava sem companhia. Adoro viajar com mais pessoas, porém viajar sozinha tornou-se para mim algo muito especial e vou explicar por quê.

O fato de poder ir aos lugares que queremos conhecer, previamente anotados, torna-se real.

Ou seja, posso fazer o roteiro todo, com os lugares que quero conhecer, no meu ritmo. Seja rápido ou devagar, dependendo da disponibilidade de tempo, faço à minha maneira.

Se estou em um museu e determinada ala não me chama muito atenção simplesmente mudo e vou para outra que me interessa mais, sem discutir.

E se um determinado lugar realmente me fascina, posso ficar bem mais do que imaginado, pois só devo satisfação à mim.

Posso comer o que quero e na hora que quero.

Tem algo mais legal que parar para comer quando se está com fome, sem ficar preso a horários? Posso escolher o restaurante conforme meu gosto e  “bolso” pessoal, comer rápido ou devagar, conforme minha vontade.

Posso dormir e acordar a hora que quero.

Idem à alimentação. O banheiro e quarto são meus. Ponto.

Bem, parece maravilhoso, mas obviamente tudo tem o lado oposto que é, muitas vezes, viajar sozinha não é tão bom quando, por exemplo, vê-se uma paisagem deslumbrante e não tem ninguém ao lado para dizer:

– Olha isso!

Ou quando você se vê diante de uma situação de conflito ou medo….

Para que isso não ocorra é preciso tomar uma série de cuidados.

Vou mencionar alguns itens que acho importante ressaltar e serve como uma lista para quem vai começar a viajar sozinha, principalmente sendo mulher.

Escolha um destino próximo

Para fazer sua estreia viajando sozinha, escolha  uma cidade no seu próprio país ou onde a língua seja a mesma ou parecida, pois você precisará pedir informações a todo instante, então  ficará menos envergonhada se falar e entender corretamente o que estão dizendo.

Além do mais, se tudo der errado e você odiar a experiência, fica mais fácil voltar.

Escolha um período de tempo razoável

Não pense em viajar sozinha por um mês se nunca fez isso. Por mais que goste de sua própria companhia, pode estranhar ficar sempre sozinha ou mesmo ter que conversar com pessoas estranhas o tempo todo.

Escolha o período  de 1 semana a 10 dias, acho um bom termômetro. Se a experiência for boa, vá aumentando à medida que se acostuma.

Não carregue mais coisas do que suas duas mãos podem segurar

Nada pior do que ver aquelas cenas das pessoas sozinhas carregando malas, sacolas e ter que ficar parando a todo instante para descansar. Nada disso. Viajar sozinha tem que ser algo prazeroso, você não foi  pagar promessa.

Algumas pessoas que cruzarem seu caminho podem ser gentis, mas a maioria, já tem suas próprias bagagens para carregar. Então não vacile.

Escolha lugares alegres, históricos ou cosmopolitas para uma primeira vez

Minha opinião é que para uma primeira vez, absolutamente sozinha, é prudente você escolher opções mais leves do que ir a um templo no Nepal, alguma cidade sagrada da Índia ou visitar uma aldeia de crianças na África.

Lembre-se que ao viajar sozinha podem aparecer sentimentos muito variados em contato com culturas muito diferentes ou muito mais “pobres” do que está acostumada.

Melhor ir a lugares onde, em alguns momentos, você possa se “misturar” com outras pessoas, às vezes, sentando ao lado num restaurante ou começando uma conversa numa fila de atração,etc… fica menos penoso para uma primeira vez.

Banner_Viajar SozinhaSeu companheiro será seu celular ou laptop

Sim, esses itens serão seus companheiros para viajar sozinha. Por isso, escolher bem o lugar é fundamental, pois sem wi-fi ficará muito mais difícil, tanto para pesquisar informações bem como se “conectar” com familiares ou amigos. Isso faz toda a diferença em uma viagem. Melhor deixar para escalar algum monte quando estiver mais segura em viajar sem companhia.

Itens femininos

Preciso mencionar que em determinados lugares que visitamos, itens para nós básicos, como absorventes, OB, etc…. não são muito fáceis, então leve sem hesitar caso necessite usar durante o tempo de viagem.

Quanto a alisadores de cabelo, chapinhas etc…. escolha um deles, pois peso é algo imprescindível como já mencionamos.

Armário

Suas roupas devem ser versáteis, leves e fáceis de lavar, caso seja necessário. Mesmo que você viaje para Tailândia ou África você não precisa se vestir como Indiana Jones.

Use suas roupas confortáveis, porém pesquise o lugar para onde vai viajar e respeite também os costumes locais, veja se é necessário cobrir ombros e pernas (locais religiosos) e coloque um xale ou casaquinho para esses fins.

Idem para locais muito quentes, não esqueça de um chapéu para não se expor demais ao sol e depois ficar o restante da viagem parecendo um frango assado.

Da mesma maneira, apesar de você ser uma mulher corajosa, usar roupas condizentes com o local é também não se expor a situações “provocantes “ usando roupas “abusivas” em territórios mais masculinos. Isso chama-se precaução.

Interna_Viajar Sozinha 2Locomoção dentro das cidades

Planejar sua viagem é além de tudo, se antecipar aos detalhes. Se locomover sozinha dentro de determinados lugares merece cuidado.

Quando for abordar um taxista e não gostar muito da fala dele, dê desculpa e não pegue esse táxi. Melhor do que ficar depois todo o trajeto preocupada ou achando que ele a está levando para outro caminho.

Dentro de um táxi ou ônibus, ao conversar com estranhos, não fique falando muito da sua viagem e mesmo que você pareça absolutamente uma estrangeira, sempre mencione uma prima que mora na cidade, pois intimida um pouco.

Fique sempre próxima a outros grupos de turistas, caso esteja em um ônibus ou mesmo visitando às atrações locais. Dá uma certa segurança.

Mas basicamente planeje antes de ir, atenção com os horários de abertura e fechamento das atrações, pois assim você pode traçar previamente o roteiro evitando chegar em locais já fechando ou que não abriram ainda.

Em locais que o metrô seja um pouco assustador tente ficar perto de grupos de mais turistas, pois mesclando-se você se torna menos vulnerável.

Paciência acima de tudo

Você deve ter em mente que em que algumas situações sua paciência será testada, algumas discussões acontecerão e você se sentirá sendo enganada algumas vezes…porém  quando está em um país que não é o seu, deve-se ter calma e paciência. Você se sentirá provocada, mas tente sempre manter a calma e não entre em discussões desnecessárias.

Acho que com essas dicas você pode começar a esboçar sua primeira viagem by yourself. Logo iremos publicar em outro post mais dicas valiosas de viagem!

E não esqueça de nos contar como está a sua preparação! Queremos saber de tuuuuuuuudooooo.

Leia mais:

North Eleuthera – Uma viagem à uma ilha paradisíaca 

A Rússia por uma Dominique! O País da Copa do Mundo – Capítulo I

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Fome de Poder – Um filme sobre a maior rede de fast food do mundo

Banner_fome_de_poderA verdadeira história por trás do sucesso da maior rede de fast food do mundo

Hoje minha dica é o filme, disponível na Netflix, Fome de Poder.

Fome de Poder tem um ritmo ágil, diálogos enxutos, atuações e um ótimo Michael Keaton no papel principal, mas sem dúvida, sensacional é a história real.

Fome de Poder explora a história da criação de uma das marcas mais famosas do mundo, o McDonald`s.

Dirigido pelo cineasta texano John Lee Hancock, o filme apresenta argumentos sólidos, mostrando todo o início da empresa pelos olhos do ambicioso Ray Kroc (Michael Keaton) que guia a trajetória da rede de lanchonetes.

Kroc foi o homem que criou o império do fast food, porém em cima da ideia da inovadora dos irmãos Dick e Maurice McDonald.

Quem já comeu um Big Mac deverá ficar curioso para conhecer a história.

Interna_fome-de-poderKroc (1902-1984) era um vendedor que percorria as lanchonetes emergentes da América, nos anos 1950, oferecendo novos equipamentos para facilitar a operação daqueles pontos de vendas de hamburger. Ao ser surpreendido por um pedido enorme dos misturadores de milk shake que vendia, quis saber mais sobre o desconhecido restaurante na Califórnia que teria demanda para tanto leite batido.

A perseverança de Kroc para entrar no negócio e com seu conhecimento do mercado, transformar o McDonald`s em uma rede de franquias esbarrou na pouca ambição dos McDonald. Eram veteranos no ramo muito satisfeitos com o sucesso local. Quando o obstinado Kroc consegue sua parte na iniciativa, o filme começa a contar em detalhes saborosos como ele vai espalhando as lojas pelo país, não sem enfrentar um milhão de problemas.

A tradução literal do título americano, “O Fundador”, vende o filme de um jeito e o título em português “Fome de Poder”, vende o filme de outro. Ambos corretíssimos, mas o foco está mesmo na disputa jurídica pela rede.

Ver os irmãos literalmente perderem sua criação para um empreendedor esfomeado por dinheiro e poder é uma premissa excelente para um bom filme.

Uma surpresa é a trilha sonora que consegue dar conta do triunfante para o sombrio – quando o sonho dos McDonald aos poucos se transforma no sonho de Kroc – com uma variação sutil de temas ao piano.

Michael Keaton vive mais uma vez o homem dúbio e empresta carisma e energia ao seu personagem impiedoso, vilão meticuloso que abre suas verdadeiras facetas conforme é atacado. Destrói os sonhos dos outros para alcançar status e sucesso. Keaton na pele desse conturbado Kroc demonstra mais uma vez sua qualidade como ator.

Vale a pena conferir essa história real e incrível!

Bom programa para você!

Tags: 2016, Cinema, Fome de Poder, Biografia, Drama, História, Estados Unidos da América, John Lee Hancock, Título Original, The Founder, Michael Keaton, Laura Dern, MacDonald´s, História Real, Netflix

 

Trailer:

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