Amizade

Experiência! Bendita experiência!

A eleição acabou, mas deixou um saldo negativo na sua casa e no seu feed das redes sociais? Ah, e a gente que pensava que tretas em família eram só por futebol e religião. (Sem falar a uva passa da comida de Natal!) Discutir política com amigos e conhecidos acontecia. Mas esse ano a coisa desandou de um jeito que exigiu um jogo de cintura que me queimou umas duas mil calorias.

Tenho de reconhecer, a experiência contou, e muito, na hora de abrir um sorriso amarelo e fingir que concordava com algumas ideias estapafúrdias. Afinal, o tempo pode ser um aliado.

Algumas vezes foi a compaixão que me faz relevar. Em outras, simplesmente me faltou paciência para entrar em brigas que não iam me acrescentar. Para que gastar energia à toa?

No final das contas, eu decidi exercitar o perdão… Taí outra coisa boa que a experiência me deu. Sabe aquela capacidade de perdoar até o comentário idiota do parente chato no grupo do Whatsapp. Tanto foi assim, que o convidei o tal parente pra confraternização de fim de ano em casa.

A receita é simples!

Eu liberei toda a fúria dentro de mim dividindo a mensagem com uma grande amiga. Foram horas de críticas e aí… Ahhhh, que a-lí-vio! Só não vale errar e enviar no grupo da família de volta, hein! Quem nunca deu uma bola fora que atire a primeira pedra!

Eu tenho essa capacidade de abstrair o lado perverso da coisa. E, para quem como eu quer sair do comodismo, e ter crescimento pessoal, conviver e lidar com pessoas diferentes pode ser um excelente aprendizado.

Eu acho que o caminho é a simpatia. Melhor: criar empatia. E dar sua opinião com serenidade, prudência e humildade. Sim, eu sei que não é fácil! Mas todo mundo gosta de estar próximo de pessoas divertidas, gentis e com bom papo.

Não ia ser eu a chata da vez.

E nada melhor que o tempo para deixar a autoestima insuportavelmente blindada.

Veja também:

Lenda árabe sobre amizade.

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Dois amigos no deserto – lenda árabe

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, quando em determinado ponto da viagem, bastante cansados, um agrediu o outro.
O ofendido, sem nada dizer, pegou o seu cajado e escreveu na areia: “hoje o meu melhor amigo me derrubou no chão”.

Passado algum tempo, seguiram viagem pelo deserto, até chegar a um oásis.
Lá, se banharam à vontade, até que o amigo que havia sido agredido, começou a se afogar.
O outro nadou até ele e o trouxe até a margem, são e salvo.
Foi quando o amigo resgatado pegou seu saibro e escreveu em uma pedra, cercada de vegetação:

“Hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida”.

O primeiro perguntou:

“Por que quando você foi agredido, você escreveu seu sentimento na areia, e quando foi salvo escreveu na pedra”?

O outro respondeu, sorrindo:

“Quando um grande amigo nos ofende, devemos registrar esse dano na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagá-lo. Mas quando um amigo nos faz algo grandioso, devemos registrar esse momento na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo pode apagar!”

Genteeeeeee, não é lindo isso???

Eu digo sempre, que amigo que é amigo fica bravo mas passa. E se não passa, volta pra conversar,
É claro que existem situações que rupturas são necessárias. E outras, onde amizades deixam de fazer sentido. Nesses casos, não se sinta culpada. Apenas tenha certeza de qual o motivo está a levando a se desfazer daquele vínculo.

Mas uma amiga de verdade, daquelas que te liga por que sente que você está precisando, ou que vai pra sua casa ás 2h da manhã pra te levar um Engov pq vc acha que vai morrer por conta dos 4 Gins Tônica que bebeu para esquecer aquele cretino…Ahhh, essa amiga é patrimônio.
Alimente essa amizade, com carinho, amor e retribuição..
Claro, retribuição é super importante, pq gostar sozinho não é legal.O legal ê sua amiga se sentir gostada tb, né???
E se ela brigar com você, escreva na areia, e esqueça. Procure as pedras onde vocês gravaram as vezes que se salvaram.

Você conhece alguma lenda bacana? Manda pra mim??? Não precisa nem  ser uma lenda árabe.

Leia também:

Trocas – Uma história de amigas de infância

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Histórias da praia 3 – Uma Dominique se descobrindo no Rio Chico

Dominique - PraiaComo disse no primeiro texto sobre as histórias da praia, uma das melhores coisas da minha praia são os papos, os causos, as histórias. Lembra que falei no segundo texto da Marianne que andava de manhã cedinho roubando minha exclusividade?

Bom, fato é que nos tornamos boas amigas de temporada, quer dizer, só nos encontramos lá. E só batemos papos daqueles de lavar a alma de vez em quando.

E foi isso que aconteceu semana passada.

Nos encontramos no fim da tarde para um daqueles famosos cafezinhos.

Papo vai, papo vem, disse que nunca mais a tinha visto com sua câmera fotográfica. Companheira inseparável.

Ela falou que tinha dado um tempo. Não sabia bem porque. Mas tinha aposentado dentro de uma gaveta. Máquina, lentes e parafernálias.

– Sabe? O digital facilitou muito, mas me fez perder o tesão. Esse negócio de poder tirar muitas fotos para poder escolher a melhor tirou a beleza das fotos na minha opinião.

– Mas porque Marianne? É uma enorme facilidade.

– Porque o custo da revelação impedia que tirássemos esse monte de fotos. Quando fotografamos, o que importa é a primeira, é o nosso olhar naquele momento, é o que capturamos, é o que aquilo nos fez sentir. Aí vem o momento da revelação, sendo que na maioria das vezes já tinha até esquecido de algumas fotos. E aparece a delícia de descobrir aquele registro. Bem, posso ser anacrônica ou saudosista, mas acho que não tem mais a mesma graça.

E aí ela começou a contar como foi o processo dela de descoberta pela paixão pela fotografia.

Por volta dos 50 anos, (affff sempre por aí, né Dominiques?) ela quis fazer algo que fosse só dela, só para ela e que a libertasse um pouco dos papéis de mãe filha, esposa, profissional. Estava se sentindo oprimida nessa casca.

Ahhh Mariane, como eu te entendo.

A história de seu desenvolvimento como fotógrafa, eu vou pedir para ela contar pessoalmente.

Foi fazer cursos com feras. Cursos que precisava ser aceita. Mas como assim? Nunca fotografei. Como farei um teste? Well, ela foi aceita, porque sempre teve e sempre terá o espírito do artista. O olhar diferenciado.

E assim passaram-se anos fotografando e estudando.

Até que surgiu a dúvida. Mas o que é que eu fotografo?

Para que eu fotografo?

Sou mais uma fotógrafa de por do sol de Insta?

E resolveu realizar um antigo sonho. Conhecer e fotografar o Rio São Francisco.

Mas precisava fazer isso sozinha.

Precisava deste tempo. Precisava deste encontro com ela mesma.

Fez seu roteiro.

Colega, sério, eu jamais teria encarado essa viagem. Roots demais para meu estilo.

Mas Marianne, na época com 54 anos, partiu decidida de avião até Aracajú. De Aracajú, 5 horas de ônibus até Penedo. E de Penedo mais 6 horas de ônibus até Piranhas.

Você já ouviu falar de Piranhas? Pois é eu nuuuunca tinha ouvido falar.

Mas a descrição de Ma foi de dar água na boca.

Uma cidade muito organizada, com casinhas coloridas, ruas de paralelepípedos, às margens do Velho Chico, mas ainda cheia de grutas e com histórias riquíssimas sobre o cangaço, afinal lá foi feita a emboscada final para maria Bonita e lampião. N-U-N-C-A poderia imaginar. Afff! Quanta ignorância!

Mas voltando. Ma hospedou-se numa pousada, simples e acolhedora. Estamos falando de 2005. Muita coisa deve ter mudado de lá pra cá.

Mas lá vai ela fotografar e procurar sua essência.

Até que numa certa sexta-feira, Marianne começa a passar mal. Tontura, dor de cabeça, vómitos e febre.

– Ah!  Já já passa. Vou ficar quietinha no quarto hoje.

Aí começa a diarreia. Na madrugada de sexta para sábado percebe que a coisa só piora.

Que está sozinha, no meio de lugar desconhecido sem conhecidos.

O que adiantava ligar para família naquela altura? 4 horas de avião mais 11 horas de estrada?

Arrastou-se até a entrada da pousada, chamou a dona, que muito solicita, a levou ao hospital da cidade.

Para uma paulistana, chamar aquilo de hospital não parecia apropriado. Pela falta de equipamentos e tamanho, mais lhe parecia um posto de saúde.

Foi quando apareceu um médico.

Não. Ele não estava de branco. Não, ele não tinha cara de experiente.

Mas ela estava desmaiada. Oscilava momentos de lucidez com apagões totais.

Soro na veia e internação.

Internação??? Sozinha?

Não tinha jeito. Na verdade, quase agradeceu ter alguém, para cuidar dela.

Mas não deixava de estar com medo.

O médico acalmou-lhe. Disse que tudo ficaria bem. E falou que faria uma acupuntura nela.

Sua primeira reação?? Não! Acupuntura não? E as agulhas?

O médico sorriu complacente e pediu mais uma vez que ela não se preocupasse. Apenas que descansasse.

Bem, Marianne não tinha o que fazer. Estava entregue. Nas mãos daquele Doutor. Já tinha sido indelicada o suficiente. E tinha que acreditar nele.

E assim passou o sábado. Entre soros e agulhas. Entre pequenos apagões. Acordada se sentia num sonho. coisa estranha.

Mas passou. E veio o domingo. Que continuaria internada se recuperando. Embora já sentisse melhor. Bem melhor. Já tinha até fome!

Conseguiu sentar na cama e ver que estava numa enfermaria com outros dois pacientes. Tudo muito simples, mas muito limpo e organizado.

Ainda se sentia fraca demais. Mas já conseguia pensar. Bateu-lhe uma enorme tristeza.

Pela primeira vez sentiu-se sozinha e repensando se aquela tinha sido uma boa decisão mesmo.

Será que não tinha a capacidade de viver aquela experiência?

Quanto mais pensava, mais triste ficava.

Mas de repente, entra uma pessoa no quarto. Um estranho. Um senhor.

Cumprimenta-a. Pergunta se ela precisa de algo. Segura em sua mão. Vai buscar sua refeição na copa. Não… Não era ninguém do hospital.

Ele sai e chega uma senhora, trazendo uma santinha para presentear-lhe. Senta na beira da cama. Olha em seus olhos. Passa mão em seus cabelos. Oferece-se para ligar para família. Pergunta seu nome. E foi assim todo o domingo.

Ela viu que não era só com ela, mas também com os dois outros pacientes.

Na verdade, aquelas pessoas tiravam o domingo para consolar, ajudar, conversar, fazer companhia aos doentes e principalmente estranhos. Sabiam que eram pessoas que estavam precisando de conforto. E que uma palavra e um carinho poderiam fazer a diferença.

Neste momento, Ma começa a chorar e disse que nunca mais foi a mesma. A certeza de que precisamos de muito, muito pouco, para viver. Que existem sim pessoas que fazem o bem pelo bem.

Acredito. Acredito nela. Porque a Nanny é tudo isso.

Uma emocionante história de praia não acha?

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

4 Comentários
  1. Bom dia. Não tem continuação? Curiosa pra saber cm foram os dias que Ma passou em piranhas, o que ela sentiu fotografando o rio…

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Contar amigos é o mesmo que contar com amigos?

Dominique - Amizade

Quantos amigos alguém pode ter? Sempre estranhei a facilidade com que algumas pessoas chamam de “minha grande amiga” uma infinidade de gente. Considero a amizade um espaço quase sagrado e por isso apertado. Para mim, cabem poucas pessoas.

Tenho muitos conhecidos e colegas, também uma conquista na vida. Amigo e amiga, no entanto, só consigo dizer para poucos. Por isso, fico incomodada de alguém usar essa posição privilegiada à toa. Como se contasse vantagem. Não parece?

Pode ser que não. Sei que estou sendo intransigente. Coisa de quem está meio fora do espírito da época. Para o Facebook, amigos se contam às centenas. Para esclarecer o assunto, proponho um jogo da verdade. E convido todas as Dominiques para participar. Para você, o que faz alguém ser uma amiga ou amigo?

Para quem é meio tímida ou pouco sociável, o máximo grau de amizade é poder ficar ao lado de alguém em silêncio sem se sentir aflita ou envergonhada. O silêncio é uma medida, assim como a vontade de falar sem travas, porque sabe que vai ser ouvida sem julgamento e com compaixão. Falo dos retraídos, porque me parece que os extrovertidos têm mais facilidade para fazer amigos e não têm dificuldade em puxar conversa.

Um segundo critério para a amizade consiste em saber com quem podemos contar nos momentos críticos. Comparecer em situações barra pesada mesmo – desemprego, falta de dinheiro, acidente, luto, crise de pânico, depressão. Muita gente não vai concordar, mas tenho minhas restrições a essa medida.

Nessa altura da vida, aprendi que esse gesto tem mais a ver com o espírito generoso do que com a amizade. Pessoas generosas ajudam os amigos e também novos conhecidos. Alguns nunca deixam de fazer uma visita no hospital e até servir de acompanhante. Outros, emprestam dinheiro a quem pedir. Alguns usam a habilidade de head hunter para conseguir trabalho para quem precisa. Continua valendo como medida?

Vamos a outro critério. Amizade vem de quem sempre ouvimos um sim para as coisas boas da vida. Festas, happy hours, viagens, shows, jantares, curso de dança, tarde no cabeleireiro, procurar um vestido. Maravilha. Sabemos o que dói não ser convidada ou não ter alguém para dividir um momento feliz. Mas como será a disposição dessa amizade para os momentos não felizes? Fico em dúvida.

Alguém pode defender – amigo é com quem a gente convive. Está certo, mas como explicar aquela situação de passar tempos sem ver alguém e retomar a conversa no mesmo ponto e com a mesma alegria? Por fim, ouvi uma definição que pode ser colocada nessa lista – amigo é aquele para quem podemos chegar desarmados. Não tenho restrição.

Então, o que faz a amizade ser verdadeira? Enquanto vocês pensam, lembrei de como as manifestações de amizade podem ser variadas e até estranhas. Vejam só:
Tem gente que tem amigos um a um.
Outros têm amigos em grupo.
Existem amigas que formam quase um casal.
Conheço quem se relaciona com muita gente e não tem um amigo íntimo.
Conheço outros com dificuldade de conversar com o vizinho e capazes de ser íntimos de cinco pessoas.

Alguns chegam na casa de alguém sem avisar e, se a porta estiver aberta, entram sem bater.
Existem aqueles que precisam marcar hora e local ou receber convite para encontrar o amigo.
Tem o marido amigo.
A irmã amiga.
O filho amigo.
Há os que substituem a família pelos amigos.
Tem quem não consegue fazer amigos fora da família.
Tem mulher e tem homem para quem a amizade só é possível com o mesmo sexo.
Tem quem ache que amizade não tem sexo.

Como se vê, amizade não se discute. Mas não é bom saber que a gente tem amigos? Digam lá Carole King e James Taylor.

Leia Mais:

A Maior Aventura de Minha Vida – O Chamamento, Capítulo 1
Vexame 3 – O Retorno – O creme de leite azedou o aniversário do filhote

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

5 Comentários
  1. Amigo prá mim é aquele com quem vc conta para rir , chora… Aquele por quem vc ou ele está sempre por perto quando um ou o outro precisa.

  2. Para cada um existe um critério.
    De qualquer modo o texto é bastante reflexivo, em tempos onde amizades são tão banalizadas.

  3. Amigos individuais ou em grupo..tem pra todo gosto..aprendi q o bom é a afinidade do coração e da alma, que não coloca restrições..como vc bem pontuou…
    Belo texto. Obg.

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