Amizade

Manual com dicas e cuidados para o relacionamento virtual

Parece até estranho ensinar uma mulher de mais de 50 anos alguma coisa. Mas quando se trata sobre relacionamento com outra pessoa, é preciso sim. Primeiro, porque se você está solteira novamente, deve ter passado vários anos casada. As coisas mudaram muito desde quando tínhamos 20 anos. Ao mesmo tempo, porque as paqueras agora começam num relacionamento virtual, coisa dos novos tempos.

Dominiques, antes de tudo temos de combinar uma coisa! Você não só pode, como deve investir nos relacionamentos virtuais. Não circulamos mais por tantos grupos assim, então não teremos mais muitos “amigos dos amigos” disponíveis para conhecermos. Depois porque a internet tem uma super, mega, vantagem! Com os aplicativos, conseguimos fazer uma boa seleção dos perfis que mais combinam com a gente. 

Vantagens do relacionamento online

Imagina só… vamos poupar um ou dois encontros antes de escutar aquela bobagem que desencoraja qualquer uma de continuar. Uma economia, hein. Não precisa investir logo de início no cabeleireiro ou na roupa nova! 

Outra vantagem do relacionamento virtual é que nós podemos começar o contato. Isso mesmo. Nada de ficar sentada em casa esperando o cara ligar. Você pode procurar os melhores partidos (ainda se fala isso?), dar aquela stalkeada no perfil (o modo tecnológico de dizer bisbilhotar!) e pronto. O próximo passo é dar um “match” e ele logo saberá que você curtiu o perfil. 

É a partir desse momento que o nosso guia vai te ajudar. É que se de um lado a internet simplifica e amplia as chances de conhecer outras pessoas, você pode cair em uma cilada. Trambiqueiros sempre existiram, mas no virtual fica difícil identificar os casados, os fakes ou os especialistas em enganar as mulheres.  

Primeiro, organizei o manual com dicas para você ter sucessos nos relacionamentos virtuais. Em seguida, fiz uma lista dos cuidados que você deve ter. Leia e boa sorte! Não se esqueça de voltar aqui para contar se deu certo!

Dicas para começar o relacionamento virtual

# 1 – Não fique aí parada esperando o homem certo para você. Vá a luta para buscar o seu par ideal. Nas configurações do seu perfil, invista em fazer os filtros de seleção. 

# 2 – Quando conhecer alguém, evite escrever muito. Menos é mais! Vá direto ao ponto dizendo algo assim: Seu perfil apareceu nos meus resultados de busca hoje. Eu acho que temos muito em comum. Gostaria de conversar e saber mais sobre você!. 

# 3 – Comece trocando mensagens e peça uma conversa em video. Se a outra pessoa negar, pode não ser um bom sinal! Aproveite para observar outras coisas sobre o comportamento. Lembre-se: você não precisa se relacionar com todas as pessoas que conversa.

# 4 – Você deve escolher o primeiro ponto de encontro. Não aceite encontrar alguém em um lugar que você está familiarizada. É até gentil da parte dele!

# 5 – Não crie expectativas. É difícil não imaginar o encontro ideal ou como você quer que seja a outra pessoa. Mas nada será como a realidade, amiga!

# 6 – Faça uma listinha, pode até ser apenas na sua cabeça, das principais perguntas que você gostaria de fazer. Tente extrair o máximo de informações que conseguir!

# 7 – Sexo no primeiro encontro? Se rolou química entre vocês, os hormônios vão ficar em polvorosa. Não há regras e nem certo ou errado, ok. Mas você só deve fazer o que você realmente quer. 

# 8 – Não precisa ficar ansiosa se vai rolar o segundo encontro. Você está no aplicativo para achar um relacionamento bacana. Não gaste tempo com quem você não curtiu muito. Se precisar, ajuste o seu perfil para melhorar a seleção.

Cuidados antes de começar o relacionamento virtual

#1 – Nada de relevar a sua identidade completa, falando onde trabalha ou mora. 

# 2 Se você estiver gostanto muito e quiser conversar mais ao longo do dia, você pode passar o seu telefone celular … e só! 

# 3 – Mas antes disso, tente fazer contato pelo Skype ou usando sua  webcam. É até bom para ver realmente quem está do outro lado da tela.

# 4 – Desconfie de quem é insistente e quer saber mais informações pessoais sobre você. 

# 5 –  Jamais… em hipótese nenhuma… nunca dê dinheiro, mesmo que vocês já tenham iniciado um relacionamento. Muitos trapaceiros conquistam primeiro para roubar depois. 

# 6 – Infelizmente homens casados também frequentam os sites e apps de relacionamento. Uma boa dica para investigar o estado civil é marcar almoço de domingo ou passeios sábado a tarde. 

# 7 – Você deve sempre proteger a sua identidade, mas pode bancar a detetive e tentar obter o máximo de informações sobre a pessoa. Apenas para certificar-se de que a pessoa é mesmo quem diz ser e não apresenta riscos. 

# 8 – Sempre avise amigos e família de um encontro. Se está na dúvida ou com receio, mas ainda assim quer tirar a prova, convide alguma amiga para ficar próximo. A segurança vem em primeiro lugar. 

Leia mais:

10 sites e apps de relacionamento

Sexo com Dominiques

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As amizades e os recomeços

Recebi recentemente um vídeo que circulou em varias redes sociais cujo protagonista é Leandro Karnal onde ele resume que  o maior tesouro que uma pessoa pode possuir, são nossas amizades. A família que temos em consequência de casamento ou os nosso pais, são uma benção. Os filhos então, nem preciso dizer, é o maior amor do mundo.

E em todos os momentos da nossa vida, bons e maus, vamos construindo nossa história . Como em uma casa, a cada etapa, alguns centímetros vão subindo, tijolos são superpostos, encanamentos vão se incorporando à construção. E isso vai fazendo a base de todos nosso dias , desejos, alegrias, realizações.

Mas o que seria se não tivéssemos verdadeiras amigas ?

amizades -recomeços

Acredito  que a nossa “casa”  se ergueria de uma maneira bem simples e sem nenhum arremate….

Sim, nossas amizades são como o acabamento da casa. Tem as que estão fortes ao nosso lado, junto dos alicerces, firmes em todos os momentos , nos dando sustentação. Algumas com sua delicadeza, vão penetrando por entre tijolos e telhas, quando vamos ver, estão presentes em todos os momentos.

Algumas amizades são como tintas, vão passando e nos acalentando, deixando nossos problemas menores, nossos dias tranquilos pois sabemos que eles estarão lá sempre. 

Na hora do acabamento, contamos com as que nos incentivam a ficar mais belas, mais femininas, nos ajudam a cuidar de todos os detalhes e nos devolvem a auto-estima.

Então, ao longo de uma vida, você construiu seu “lar” ou sua casa, e quando percebe nota o patrimônio que construiu ao ter essas amigas ao seu lado. Cada uma tem seu papel, cada uma traz uma alegria diferente, mas TODAS ESTÃO LÁ.

Tenho a sorte de ter algumas amigas realmente do coração. E como é bom quando nos encontramos, os assuntos fluem numa velocidade incrível, as  opiniões das mais diversas, até discussões. Mas realmente o que seria de mim sem elas? 

A convivência  traz uma intimidade por vezes engraçada. Estava  aqui  lembrando de algumas viagens que fiz com algumas delas, algumas com  mais de 35 anos de amizade (seriam 40 ?) 

Com o tempo vamos adquirindo manias, sensações,  superstições e uma vai aceitando a aprendendo a conviver com as outras sem questionar, apenas há aceitação. Ela é assim, é minha amiga e eu gosto dela. Pronto !

Estive recentemente no Encontro  “Recomeçar” promovido pela Domique que foi fantástico, onde cada participante contou momentos da  vida que teve de recomeçar, as dificuldades, aflições, inseguranças e muito medo de virar sua vida e construir novos dias. 

A cada uma que eu ouvia, imaginava que por trás desses recomeços quantas amigas não foram base para essa mudança toda? Quantos dias e noites de conversa passaram? Quantas lágrimas, lenços e porque não vinhos,  foram usados? 

A conclusão desse encontro para mim, foi que a amizade é algo que se for feito com cuidado, dedicação e honestidade, nunca se esgota! Além das antigas, quantas novas pessoas podem entrar em sua vida deixando-a renovada?  Essa é a magia dos recomeços…..

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Essa é uma das coisas mais importantes para a mulher após os 50 anos!

Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

11 Comentários
  1. Parabenssss pelo lindo texto!!! Acredito mesmo que as amizades são uma construção diária…é só tenho a agradecer…inúmeras amigas-irmãs de verdade….um privilégio…fruto de muitos momentos de presença…parceria .. sinceridade…confiança e amor!! Bjssss

  2. Amei, amo minhas amigas, e quando estamos juntas a diversão é garantida. Mesmo quando estamos longe nos falamos e colocamos em dia, alimentamos nossos grupo com informações e matérias bacanérrimas como está
    ❤️Sou mais feliz por ter vocês ❤️

    1. Como é bom amadurecer e perceber a importância das amizades. Obrigada por compartilhar, através de suas sábias palavras, o processo e os tipos de pessoas que acabam fazendo com que nossas vidas sejam cheias de histórias e vivências. Cada uma com sua particularidade. Aprendi que o tempo proporciona esse tipo de prêmio! E nesse sentido sou grata por ter você na minha.beijos.

    1. Como escreve bem essa minha amiga querida, e simm me enquadrei no seu texto..sinto-me abençoada pelo número de amigas-irmãs que tenho…com certeza foram inúmeros momentos que nos fortaleceram e sedimentaram cada amizade..só tenho a agradecer ..e ficar muito feliz!!! Parabensss pelo lindo texto..bjsss

    1. Existe um acúmulo de papéis diferentes dessa querida amiga em minha vida, e isso faz muito tempo. Parabéns por mais um texto tão gostoso de se ler. Estamos juntas e assim continuaremos para o que der e vier kkk. Bjbj

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Essa é uma das coisas mais importantes para a mulher após os 50 anos!

Você saberia dizer qual é uma coisas mais importantes para a mulher antes, durante e depois da menopausa? Não, não estou me referindo à energia (que desapareceu!), aos hormônios (que minguaram…) ou à paciência (já não tô nem aí, mesmo!). Errou também quem pensou na pele lisinha ou no peso, que não voltarão mais a ser como antes. O essencial para qualquer Dominique é a amizade.

Até parece bobo, mas não é! Uma vez eu escutei a frase: “nós não envelhecemos enquanto temos a capacidade de fazer novos amigos”. Eu acredito que é por aí mesmo. Gostei tanto que adotei para a vida. No nosso último encontrinho (leia mais aqui), ter amigas foi um dos itens mais comentados na nossa longa conversa sobre o significado de Recomeçar. E por vários motivos.

Uma das Dominiques participantes do evento comentou que no passado nossas amizades eram até certo ponto socialmente determinadas. Era a turma da escola, os amigos do casal, os pais dos amiguinhos dos filhos… De certa forma, era até uma obrigação conviver com algumas dessas pessoas. Eram amizades, às vezes sem ter aquela amiga do peito!

É a nossa hora!

Aí está uma das vantagens em ser uma Dominique. Agora é a nossa hora de determinar o que queremos. Então, nós escolhemos as novas amizades pensando apenas em nós mesmas e não mais no grupo ou na família. Uma das participantes do encontrinho revelou que seu critério de escolha de novas amigas é “conviver com quem traz paz interior”. Simples assim! Ela gosta das novas amigas que acolhem, abraçam e sorriem, sem distinção de idade ou classe social. 

As mulheres com mais de 50 anos de hoje sabem também que não tem problema nenhum ter turmas de amigas, ou seja, companheiras para atividades diferentes. Sim… podemos ter a turma da academia, do trabalho, do carteado, do curso e tantas outras tribos quisermos frequentar. Esse é o segredo: ser participativa, circular por aí e conviver com várias pessoas diferentes. 

Alguns anos atrás o departamento de antropologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou (aqui) que uma pessoa precisa e consegue ser amiga de até 150 pessoas ao mesmo tempo. A justificativa do estudo foi que para manter a amizade precisamos memorizar detalhes da vida da pessoa, muito além do seu nome. Como o nosso cérebro não consegue guardar muitas informações sobre tantas pessoas, eles delimitaram neste número.

Acho que esses pesquisadores não conhecem as Dominiques. Eu até arrisco dizer que poderiam refazer a pesquisa conosco. Qual é o problema de termos amigas casuais, que encontramos apenas em algumas situações? São as amigas perfeitas que temos sobre um assunto.

Amigas em várias tribos

Ok, ok.. pode não ser aquela amizade que te dará suporte nos momentos mais difíceis da vida. É por isso que temos a “melhor amiga do peito”. As outras serão suas “melhores amigas” da “melhor atividade” que você está fazendo agora! Se você gosta de ir ao cinema ou visitar museus, por exemplo, quer melhor companheira do que a amiga que também ama fazer esse programa? 

No nosso encontrinho, as Dominiques até ousaram. Várias delas começaram que as solteiras, separadas ou viúvas devem contar com o incentivo da amiga que tem perfil no Tinder. Não precisa ter vergonha ou medo, muitas mulheres ainda têm receio em usar a tecnologia para conhecer novas pessoas. Tomando todos os cuidados, qual é o problema em ter um perfil lá? Tenho amigas que viveram ótimas aventuras com a ajuda do aplicativo. 

Os vínculos da amizade

Outro fator importante é que estar entre amigas é essencial para compartilhar as suas experiências com relação à menopausa. Você encontrará pessoas que estão passando pelos mesmos (ou quase todos!) problemas que você. Além de construir vínculos mais fortes, essa conversa pode nos deixar muito mais tranquilas. 

Eu sei que hoje em dia, principalmente para quem mora em grandes cidades, é difícil encontrar pessoas bacanas. Então vou dar uma ajudinha. A ideia surgiu lá no nosso encontrinho, quando as Dominiques se apresentaram, disseram onde moram e compartilharam sobre o que mais gostam. 

O que vocês acham de a gente compartilhar informações para conhecer novas pessoas? Quer melhor lugar para encontrar novas amizades do que entre as Dominiques… vou adorar!

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Viajar com as amigas… tem algo melhor?

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Um encontro entre Dominiques e a exposição da Tarsila do Amaral

O nosso primeiro encontro do ano foi perfeito em todos os sentidos. Mulheres incríveis – todas Dominiques – saíram do online para conversar e compartilhar no mundo real. O encontro aconteceu no MASP, em São Paulo, que promove um ano inteiro dedicado a nós, no circuito “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”. Pra completar, visitamos a exposição de uma das mais consagradas artistas brasileiras: a Tarsila do Amaral. Quer mais?

O encontro ficou ainda mais interessante porque a consultora de arte e historiadora Daniella Samad acompanhou o grupo. Foi uma verdadeira aula de arte, pra ajudar todo mundo a entrar no clima da exposição. Ela aprofundou a explicação ao longo do roteiro, contextualizando pinturas e adicionando detalhes pra mostrar a riqueza da produção da artista.

Mostra Tarsila Popular

O programa está imperdível. A exposição é a mais ampla já dedicada à Tarsila, reunindo 92 obras da artista que foi uma das figuras centrais da pintura e do movimento modernista brasileiro. Duas de suas telas mais conhecidas estão na mostra: Abaporu, que faz parte do acervo do MALBA, na Argentina, e A Negra.

O enfoque da exposição é o Popular, tema que a Tarsila explorou durante toda a sua carreira. Ela nasceu em uma família rica, filha de fazendeiros no interior de São Paulo. Viveu e estudou em Paris, na França, onde teve aula com pintores renomados como Fernand Léger, artista referência do Cubismo.

Quando voltou ao Brasil, ela se deparou com o conceito da Antropofagia, criado por Oswald de Andrade, no qual intelectuais brasileiros questionavam referências europeias. Jovens, cheios de ideias, queriam criar algo híbrido, porém único. Passaram a incluir em suas criações elementos locais, afros e indígenas.

Tarsila explorou tanto o conceito quanto o tema Popular em muitas de suas criações. Ela retratou paisagens do interior, da fazenda, da favela, mostrando a diversidade de povos e raças. Também representou lendas e mitos, animais e plantas. Sobre isso ela disse: “sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”. 

A exposição ficará no Masp até 28 de julho. O ingresso custa R$ 40,00 (inteira), tem a opção de meia entrada e às terças-feiras é de graça. Dá pra comprar online: aqui.

Mais sobre Arte:

Carona Cultural

Uma diferente exposição em Lisboa

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Como Páscoa para chocolate

Mal acabou o feriadão do Carnaval e eu já estou pensando no próximo… Calma! Eu explico. É que eu amo celebrar a Páscoa. E sou louca por chocolate, claro. Simplesmente adoro a tradição, inclusive da caça aos ovos das crianças, que costuma divertir a reunião de família no domingo. Mas gosto ainda mais de presentear a quem amo. Acho tão significativo quanto o Natal.

Pode ser um embrulho bacana, uma caixa delicada, mas o que importa mesmo é o conteúdo. Não precisa ser nada gigante não, afinal ninguém que fazer o seu próximo engordar.  Uma lembrancinha para degustar é o que basta. Mas tem de ser de um bom chocolate. Afinal, quem não gosta? Dá pra agradar (quase) todo mundo.

Estou super empolgada com uma novidade que andei vendo por aí!  

Já ouviu falar do chocolate rosa ou ruby? Ele chega como um quarto sabor,  ao lado do branco, ao leite e amargo.

O melhor de tudo é que essa maravilha é extremamente natural. Os grãos do cacau – aqueles parecidos com feijões – que dão origem ao chocolate rosa são encontrados exclusivamente na Costa do Marfim, no Brasil e no Equador.  Por causa de suas características peculiares, ele deixa o chocolate naturalmente rosa e com gosto intenso, sem adição de aromas ou corantes.

Quem assina a descoberta é a empresa belga-suíça Barry Callebaut, uma das maiores processadoras de cacau do mundo.

Exótico demais?

Então, espera aí. Tem pra todos os gostos. Que tal uma caixa caseira de brigadeiros gourmet igual a essa aqui embaixo?

Quem aí é louco(a) por Brigadeiro? Nós também! Por isso, tivemos a difícil missão de degustar e eleger as 10 melhores Brigaderias Gourmet de São Paulo.

Uma espiada na internet e você encontra vários fornecedores confiáveis. Eu gosto muito do chocolate artesanal e tenho pensado em produzir a minha própria safra. Quem sabe não me animo. O que vocês acham?

Eu estou em dúvida. Será que vai ser tão divertido assim fabricar os ovos? E olha cada mimo eu achei. Essa panelinha com brigadeiro para comer de colher é fofa demais!

Panelinha de brigadeiro; da Cadô Presentes (www.cadopresentes.com.br), por R$ 12 (unidade). Disponibilidade e preço pesquisados em julho de 2013 e sujeito a alterações

E a ideia de colocar ovos de chocolate numa caixa de ovos de galinha é demais… Com essa sacolinha, então, fica um charme.

Pois é! Acho que esse ano vou cuidar só da embalagem…Olha esses saquinhos de pano com orelhinhas. Perfeito para rechear de doces.

E esse outro aqui! Cheio de ovinhos de chocolate fica uma graça. É simples, mas  o que conta é o carinho, né não?

Agora se é sofisticação que você quer,  que tal essa caixa de trufas? Dá água na boca só de olhar.

Tem também várias outras coisas que podem fazer a alegria de quem ganha só pela lembrança. Barras de chocolate, bombons , pão de mel ou até um bolinho de cenoura. Desde que a cobertura seja de chocolate, porquê não?


É por essas e outras que eu amo a Páscoa.  Não consigo abrir mão dessas delícias. Me resta aproveitá-las, mas sem enfiar o pé na jaca!

Leia também Passo a passo para montar um maravilhoso arranjo de mesa na Páscoa.

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Novos amigos? Na minha idade?

Fui a uma exposição semana passada de uns amigos galeristas. Ahhh adoro esses dias de vernissage que são animadas com gente de toda parte.

Além de estar linda, ou até por causa disso estava lotadíssima. Bom para meus amigos, mas para uma mulher depois dos 50 anos pode começar a ficar um tantinho quente demais. Hora daquela saída estratégica para meu cigarrinho.

A sensação de sentir aquele ar gelado no rosto ao sair de um lugar abafado é libertador.

E dou início a meu delicioso ritual : pego minha carteira de cigarros, abro, escolho aquele que não desorganizara as fileiras, acendo e dou a primeira tragada com um prazer descomunal. Ao soltar a fumaça no escuro daquela noite, percebo alguém a me observar. Uma mulher parada também na porta da galeria olhava para mim e para a fumaça de meu cigarro com uma certa fixação. Difícil explicar aquele olhar.

Imediatamente e com a voz mais gentil que consegui, para não assustá-la de seu devaneio, abri meu maço de cigarro e ofereci:
– Boas….Aceita um?

-Ohh não, obrigada. Parei de fumar há quase 6 anos. Desculpe, mas estava tentando fumar junto com você . Desculpe novamente se pareci uma psicopata.

E começamos naquele momento um papo divertido, com ela me contando as dificuldades que teve para largar o vício. Percebi que ela tem uma veia dramática pronunciada quando falou que em sua vida há duas coisas que de que se lembra todo os dias: Do pai dela e do cigarro. Até agora não sei quanto daquilo foi uma frase de efeito ou uma verdade absoluta expressa de maneira jocosamente dramática.

Apresentamo-nos. Ela se chama Dominique. Brasileira, mais ou menos da minha idade, e vem com uma certa frequência a Portugal.

Apesar de ambas termos saído para “refrescar”a essa altura ja estávamos sentindo frio mesmo. E nossos amigos já estavam chamando. Antes de nos perdermos porém, ela me contou do projeto Dominique, e das Histórias de Dominique. Toda a ideia de valorização da mulher sem radicalismos e rancores.

Não pensem ,vocês brasileiras, que aqui em Portugal é muito diferente do Brasil . Digo isso com conhecimento de causa porque sou nascida e criada cá em Lisboa porém fui casada com um brasileiro. Na verdade um carioca. Não, meu ex é mais que carioca. Ele é do Leblon  e é assim que se define. Desculpe, não resisti a farpa.

Mas este é o motivo que escrevo em “brasileiro”. Ahhh Você não sabia? Aqui na Terrinha, falamos Português, e os brasileiros falam Brasileiro. E é assim que se diferencia. Pronto. Se bem que por vezes tenho certeza que deixo escapar alguns “Portuguesismos”

No dia seguinte, curiosa que sou entrei no site dessas mulheres . Comecei a ler as histórias e não consegui parar. Fiquei hipnotizada.

Mandei um e-mail para o site, tentando alcançar Dominique que não tinha me deixado contactos. Pouco depois recebo sua resposta.

Aceitou meu convite para um café!! Ora, que porreiro*.

Gente..Está a parecer que estou interessada nela, pois não? Mas que nada. Aliás nada contra porém não é esse o caso. Muito gira** minha nova amiga e seu projeto. Porque já me sinto sim amiga desta e de muitas outras Dominiques que encontrei no site.

Marcamos uma prosa no Café Cotidianos no Chiado. Adoro aquele lugar e Dominique não conhecia. Por lá ficamos até sermos postas a correr para poderem fechar o estabelecimento.

E gente, como me envolvi com esse projeto. Como gostei de tudo isso. E como tenho histórias para contar.

Então, muito prazer! Eu sou Barbara Godim, portuguesinha completamente tropicalizada, e com a certeza de que amigos são nosso maior patrimônio nessa altura da vida.

Vou escrever algumas histórias, alguns casos verdadeiros, algumas lendas e tentar mostrar um Portugal diferente daquele que você tem visto nos blogs.

E principalmente, quero fazer amigos. Quero te conhecer e conversar com você.

Porque envelhecemos enquanto temos capacidade de fazer novos amigos – já dizia uma velha nova amiga.

NE * porreiro = bacana

** Gira = Legal.

Leia também :

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Danças Ocultas – Grata surpresa portuguesa

Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

4 Comentários
  1. Gosto de ler textos escritos com essa vibração calorosa, essa maneira de ser completamente despojada, simples, correta e que não deixa o interesse cair, e nos faz querer ler mais e mais….

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Experiência! Bendita experiência!

A eleição acabou, mas deixou um saldo negativo na sua casa e no seu feed das redes sociais? Ah, e a gente que pensava que tretas em família eram só por futebol e religião. (Sem falar a uva passa da comida de Natal!) Discutir política com amigos e conhecidos acontecia. Mas esse ano a coisa desandou de um jeito que exigiu um jogo de cintura que me queimou umas duas mil calorias.

Tenho de reconhecer, a experiência contou, e muito, na hora de abrir um sorriso amarelo e fingir que concordava com algumas ideias estapafúrdias. Afinal, o tempo pode ser um aliado.

Algumas vezes foi a compaixão que me faz relevar. Em outras, simplesmente me faltou paciência para entrar em brigas que não iam me acrescentar. Para que gastar energia à toa?

No final das contas, eu decidi exercitar o perdão… Taí outra coisa boa que a experiência me deu. Sabe aquela capacidade de perdoar até o comentário idiota do parente chato no grupo do Whatsapp. Tanto foi assim, que o convidei o tal parente pra confraternização de fim de ano em casa.

A receita é simples!

Eu liberei toda a fúria dentro de mim dividindo a mensagem com uma grande amiga. Foram horas de críticas e aí… Ahhhh, que a-lí-vio! Só não vale errar e enviar no grupo da família de volta, hein! Quem nunca deu uma bola fora que atire a primeira pedra!

Eu tenho essa capacidade de abstrair o lado perverso da coisa. E, para quem como eu quer sair do comodismo, e ter crescimento pessoal, conviver e lidar com pessoas diferentes pode ser um excelente aprendizado.

Eu acho que o caminho é a simpatia. Melhor: criar empatia. E dar sua opinião com serenidade, prudência e humildade. Sim, eu sei que não é fácil! Mas todo mundo gosta de estar próximo de pessoas divertidas, gentis e com bom papo.

Não ia ser eu a chata da vez.

E nada melhor que o tempo para deixar a autoestima insuportavelmente blindada.

Veja também:

Lenda árabe sobre amizade.

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Dois amigos no deserto – lenda árabe

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, quando em determinado ponto da viagem, bastante cansados, um agrediu o outro.
O ofendido, sem nada dizer, pegou o seu cajado e escreveu na areia: “hoje o meu melhor amigo me derrubou no chão”.

Passado algum tempo, seguiram viagem pelo deserto, até chegar a um oásis.
Lá, se banharam à vontade, até que o amigo que havia sido agredido, começou a se afogar.
O outro nadou até ele e o trouxe até a margem, são e salvo.
Foi quando o amigo resgatado pegou seu saibro e escreveu em uma pedra, cercada de vegetação:

“Hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida”.

O primeiro perguntou:

“Por que quando você foi agredido, você escreveu seu sentimento na areia, e quando foi salvo escreveu na pedra”?

O outro respondeu, sorrindo:

“Quando um grande amigo nos ofende, devemos registrar esse dano na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagá-lo. Mas quando um amigo nos faz algo grandioso, devemos registrar esse momento na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo pode apagar!”

Genteeeeeee, não é lindo isso???

Eu digo sempre, que amigo que é amigo fica bravo mas passa. E se não passa, volta pra conversar,
É claro que existem situações que rupturas são necessárias. E outras, onde amizades deixam de fazer sentido. Nesses casos, não se sinta culpada. Apenas tenha certeza de qual o motivo está a levando a se desfazer daquele vínculo.

Mas uma amiga de verdade, daquelas que te liga por que sente que você está precisando, ou que vai pra sua casa ás 2h da manhã pra te levar um Engov pq vc acha que vai morrer por conta dos 4 Gins Tônica que bebeu para esquecer aquele cretino…Ahhh, essa amiga é patrimônio.
Alimente essa amizade, com carinho, amor e retribuição..
Claro, retribuição é super importante, pq gostar sozinho não é legal.O legal ê sua amiga se sentir gostada tb, né???
E se ela brigar com você, escreva na areia, e esqueça. Procure as pedras onde vocês gravaram as vezes que se salvaram.

Você conhece alguma lenda bacana? Manda pra mim??? Não precisa nem  ser uma lenda árabe.

Leia também:

Trocas – Uma história de amigas de infância

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Histórias da praia 3 – Uma Dominique se descobrindo no Rio Chico

Dominique - PraiaComo disse no primeiro texto sobre as histórias da praia, uma das melhores coisas da minha praia são os papos, os causos, as histórias. Lembra que falei no segundo texto da Marianne que andava de manhã cedinho roubando minha exclusividade?

Bom, fato é que nos tornamos boas amigas de temporada, quer dizer, só nos encontramos lá. E só batemos papos daqueles de lavar a alma de vez em quando.

E foi isso que aconteceu semana passada.

Nos encontramos no fim da tarde para um daqueles famosos cafezinhos.

Papo vai, papo vem, disse que nunca mais a tinha visto com sua câmera fotográfica. Companheira inseparável.

Ela falou que tinha dado um tempo. Não sabia bem porque. Mas tinha aposentado dentro de uma gaveta. Máquina, lentes e parafernálias.

– Sabe? O digital facilitou muito, mas me fez perder o tesão. Esse negócio de poder tirar muitas fotos para poder escolher a melhor tirou a beleza das fotos na minha opinião.

– Mas porque Marianne? É uma enorme facilidade.

– Porque o custo da revelação impedia que tirássemos esse monte de fotos. Quando fotografamos, o que importa é a primeira, é o nosso olhar naquele momento, é o que capturamos, é o que aquilo nos fez sentir. Aí vem o momento da revelação, sendo que na maioria das vezes já tinha até esquecido de algumas fotos. E aparece a delícia de descobrir aquele registro. Bem, posso ser anacrônica ou saudosista, mas acho que não tem mais a mesma graça.

E aí ela começou a contar como foi o processo dela de descoberta pela paixão pela fotografia.

Por volta dos 50 anos, (affff sempre por aí, né Dominiques?) ela quis fazer algo que fosse só dela, só para ela e que a libertasse um pouco dos papéis de mãe filha, esposa, profissional. Estava se sentindo oprimida nessa casca.

Ahhh Mariane, como eu te entendo.

A história de seu desenvolvimento como fotógrafa, eu vou pedir para ela contar pessoalmente.

Foi fazer cursos com feras. Cursos que precisava ser aceita. Mas como assim? Nunca fotografei. Como farei um teste? Well, ela foi aceita, porque sempre teve e sempre terá o espírito do artista. O olhar diferenciado.

E assim passaram-se anos fotografando e estudando.

Até que surgiu a dúvida. Mas o que é que eu fotografo?

Para que eu fotografo?

Sou mais uma fotógrafa de por do sol de Insta?

E resolveu realizar um antigo sonho. Conhecer e fotografar o Rio São Francisco.

Mas precisava fazer isso sozinha.

Precisava deste tempo. Precisava deste encontro com ela mesma.

Fez seu roteiro.

Colega, sério, eu jamais teria encarado essa viagem. Roots demais para meu estilo.

Mas Marianne, na época com 54 anos, partiu decidida de avião até Aracajú. De Aracajú, 5 horas de ônibus até Penedo. E de Penedo mais 6 horas de ônibus até Piranhas.

Você já ouviu falar de Piranhas? Pois é eu nuuuunca tinha ouvido falar.

Mas a descrição de Ma foi de dar água na boca.

Uma cidade muito organizada, com casinhas coloridas, ruas de paralelepípedos, às margens do Velho Chico, mas ainda cheia de grutas e com histórias riquíssimas sobre o cangaço, afinal lá foi feita a emboscada final para maria Bonita e lampião. N-U-N-C-A poderia imaginar. Afff! Quanta ignorância!

Mas voltando. Ma hospedou-se numa pousada, simples e acolhedora. Estamos falando de 2005. Muita coisa deve ter mudado de lá pra cá.

Mas lá vai ela fotografar e procurar sua essência.

Até que numa certa sexta-feira, Marianne começa a passar mal. Tontura, dor de cabeça, vómitos e febre.

– Ah!  Já já passa. Vou ficar quietinha no quarto hoje.

Aí começa a diarreia. Na madrugada de sexta para sábado percebe que a coisa só piora.

Que está sozinha, no meio de lugar desconhecido sem conhecidos.

O que adiantava ligar para família naquela altura? 4 horas de avião mais 11 horas de estrada?

Arrastou-se até a entrada da pousada, chamou a dona, que muito solicita, a levou ao hospital da cidade.

Para uma paulistana, chamar aquilo de hospital não parecia apropriado. Pela falta de equipamentos e tamanho, mais lhe parecia um posto de saúde.

Foi quando apareceu um médico.

Não. Ele não estava de branco. Não, ele não tinha cara de experiente.

Mas ela estava desmaiada. Oscilava momentos de lucidez com apagões totais.

Soro na veia e internação.

Internação??? Sozinha?

Não tinha jeito. Na verdade, quase agradeceu ter alguém, para cuidar dela.

Mas não deixava de estar com medo.

O médico acalmou-lhe. Disse que tudo ficaria bem. E falou que faria uma acupuntura nela.

Sua primeira reação?? Não! Acupuntura não? E as agulhas?

O médico sorriu complacente e pediu mais uma vez que ela não se preocupasse. Apenas que descansasse.

Bem, Marianne não tinha o que fazer. Estava entregue. Nas mãos daquele Doutor. Já tinha sido indelicada o suficiente. E tinha que acreditar nele.

E assim passou o sábado. Entre soros e agulhas. Entre pequenos apagões. Acordada se sentia num sonho. coisa estranha.

Mas passou. E veio o domingo. Que continuaria internada se recuperando. Embora já sentisse melhor. Bem melhor. Já tinha até fome!

Conseguiu sentar na cama e ver que estava numa enfermaria com outros dois pacientes. Tudo muito simples, mas muito limpo e organizado.

Ainda se sentia fraca demais. Mas já conseguia pensar. Bateu-lhe uma enorme tristeza.

Pela primeira vez sentiu-se sozinha e repensando se aquela tinha sido uma boa decisão mesmo.

Será que não tinha a capacidade de viver aquela experiência?

Quanto mais pensava, mais triste ficava.

Mas de repente, entra uma pessoa no quarto. Um estranho. Um senhor.

Cumprimenta-a. Pergunta se ela precisa de algo. Segura em sua mão. Vai buscar sua refeição na copa. Não… Não era ninguém do hospital.

Ele sai e chega uma senhora, trazendo uma santinha para presentear-lhe. Senta na beira da cama. Olha em seus olhos. Passa mão em seus cabelos. Oferece-se para ligar para família. Pergunta seu nome. E foi assim todo o domingo.

Ela viu que não era só com ela, mas também com os dois outros pacientes.

Na verdade, aquelas pessoas tiravam o domingo para consolar, ajudar, conversar, fazer companhia aos doentes e principalmente estranhos. Sabiam que eram pessoas que estavam precisando de conforto. E que uma palavra e um carinho poderiam fazer a diferença.

Neste momento, Ma começa a chorar e disse que nunca mais foi a mesma. A certeza de que precisamos de muito, muito pouco, para viver. Que existem sim pessoas que fazem o bem pelo bem.

Acredito. Acredito nela. Porque a Nanny é tudo isso.

Uma emocionante história de praia não acha?

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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