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As vantagens e as desvantagens de ser uma Dominique

As Dominiques foram chegando quietinhas ao prédio do We Work, em São Paulo, para o nosso encontro. Nem pareciam as mesmas mulheres que uma hora depois estariam falando juntas, conversando e dando muitas risadas. Algumas já se conheciam, outras era a primeira vez num encontro organizado de e para mulheres de mais de 50 anos. 

Foram 3 horas de um bate-papo descontraído, mas muito inspirador e estimulante. E porque não usar o neologismo “empoderador”, já que somos mulheres com vigor e energia de sobra? A sala estava lotada. Mais de 40 Dominiques participaram do encontro. 

O encontro foi realizado num espaço para eventos do escritório compartilhado We Work, onde fica o QG da Dominique. Duas sortudas  ainda ganharam de presente do pessoal do cowork dois lugares para trabalhar de graça por um mês. Tá bom ou quer mais? Tem mais sim: a Dominique Luciene Felix Lamy presenteou outras duas Dominiques com leitura de mapa astral. 

A conversa começou por uma discussão bem rica. A Dominique Eliane Cury Nahas perguntou sobre a sensação de ter mais de 50 anos nos dias de hoje. A maioria sabe que os rótulos de antigamente já não nos servem mais. Ninguém se sente uma “senhorinha” ou quer parecer uma idade que já ficou para trás. 

Todas concordaram que muita coisa mudou. Na realidade, há inúmeras vantagens e desvantagens em ser uma mulher de mais de 50 anos com as características de uma Dominique. E boa parte da nossa conversa girou em cima dessas características. Vou fazer um resumão de tudo o que falamos! 

Desvantagens de ser uma Dominique

Empregabilidade

Não se trata falta de disposição para trabalhar ou ter a capacidade. Infelizmente, o mercado de trabalho já não absorve mulheres mais velhas. Há algumas iniciativas para ajudar na recolocação profissional. Um dos caminhos discutidos foi a reinvenção.

Mudanças no Corpo

Esse assunto rende. Mas sabe o que a maioria disse? O corpo mudou mesmo e já não há mais aquela pressão em ser super magra. Claro que não é para se descuidar. Um medo evidente entre as Dominiques foi com relação à plástica e ao risco do exagero. 

Relacionamentos

A principal queixa foi a falta de companheiros disponíveis. As Dominiques estão em sua plenitude e ainda convivemos com alguns estigmas antigos sobre a independência feminina. Mas nenhuma se deixa abater por isso não. 

Ninho Vazio / Ninho Cheio

Houve aqui uma grande empatia. Todas sabem que ficar sem os filhos em casa foi um grande desafio. Mas uma vez que a liberdade chegou, ahh…. perdê-la é complicado. É que a volta dos filhos tira da rotina e até a convivência é mais difícil. 

Roupa

A eterna discussão. O problema aqui não é ser Dominique. Mas achar roupas em tamanhos adequados e que não nos deixe com a aparência de muito mais velha. Muitas lojas não têm modelos interessantes para mulheres mais velhas, que não querem parecer jovens demais. 

Mas sempre há os dois lados da história, certo? Claro que há inúmeras coisa boas em ser uma Dominique. Afinal, são mais de 50 anos vivendo, aprendendo, quebrando a cara e retornando lindíssimas 🙂

Vantagens de ser uma Dominique

Experiência

Hoje sabemos o que gostamos, como gostamos e – principalmente – o que não gostamos. Além disso, podemos dizer um sonoro “que se dane” para as pequenas bobagens da vida. Aprendemos mesmo que o que vale é o nosso bem-estar.

Paciência 

As Dominiques já não levam tudo tão a ferro e fogo. Por isso, ficam um pouco mais maleáveis e já não entram em atrito por pequenas bobagens. Mas também já não gastamos tempo com coisas que só nos fazem perder tempo…

Opinião dos outros

Sabemos muito bem dos nossos melhores atributos. Então, a opinião dos outros já não pesa mais como pesou até alguns anos atrás. E aprendemos a reconhecer o que é tóxico. Também aprendemos que a nossa felicidade não é perene, mas formada de pequenos momentos e que aproveitamos ao máximo.

Aceitação

As Dominiques já realizaram conquistas importantes. Mas também aceitam muito melhor o que não podem mudar. Hoje, a plenitude está em reconhecermos as conquistas que tivemos sobre a mulher que fomos alguns anos antes. O que você conquistou?

Ser Inspiração

A Luciene contou a história mitológica do início da Guerra de Tróia. Uma longa história curta – um dia conto ela inteira – a batalha começou após uma disputa no Olimpo pela escolha da deusa mais bonita. Afrodite ganhou porque todos se curvavam a sua imensa beleza. E  ela tinha apenas um “inimigo”: Cronos, o deus do tempo. Não se trata de não cultivar a beleza. Mas sobre colocar o foco nas nossas conquistas e no que cultivamos até hoje.

Hoje as Dominiques são modelo e a inspiração para muitas mulheres mais novas. Como afirmou a Dominique Beth Penteado: a vida já não é mais linear, como foi na época de nossas mães e avós. Não há mais um roteiro a seguir. Hoje somos nós que estamos trilhando esse caminho para a próxima geração de mulheres de mais de 50 anos. 

A gente conversou muito. E o encontro acabou com aquela vontade de queremos mais! Quem sabe esse não foi só o começo? 

Outros eventos para Dominiques:

Pequenos Encontros, Grandes Histórias

5 Comentários
  1. Próximo quero participar…
    Certeza será bom conversar com as iguais e aprender.
    Um.abc “Dominique”s
    Geralda SBC SP

    1. Oi Elaine, tudo bem?
      Ser Dominique é ser uma mulher de mais de 50 anos. É ser ativa, com muita vontade de viver e muita disposição pra isso. Infelizmente a sociedade não nos enxerga assim. Há ainda muito preconceito, sem falar uma certa discriminação conosco. Esse espaço é para gente mostrar quem é essa nova mulher de mais de 50 anos. Temos este site e perfis nas redes sociais. Tb temos um grupo no Facebook? Combinamos por lá os eventos. E tem muitas conversas ótimas por lá tb. O link do grupo é esse aqui: https://www.facebook.com/groups/dominique/

  2. Perfeito o texto.
    Colocou todos os pontos de uma maneira muito clara.
    Parabéns a DOMINIQUE que fez este relato.

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Mulher madura! Dá um caldão, hein! Afff… Somos novas mulheres

Dominique - Mulheres MadurasSomos o que nunca foram antes de nós.

Esta frase define toda uma geração de mulheres.
Somos pioneiras. Mas nem sempre soubemos disso.
Na verdade, fizemos o que tinha que ser feito.
As coisas foram acontecendo e nós fomos realizando.
Na maioria das vezes, sem bandeira, apenas com atitude e muita coragem.
Não tivemos livros, manuais ou tutoriais.
Na verdade, NÓS  é que deveríamos escrevê-los.
Mas por algum motivo parece que nos tornamos invisíveis.
Invisíveis a todo um ecossistema que vai da mídia, passando pelo mercado consumidor, até chegar na sociedade como um todo.
Salvo louváveis esforços aqui e ali, a imagem que é feita de nós sempre ruma ao estereótipo ou pejorativo.
Até mesmo quando falamos de nós usamos os chavões e bordões horrorosos criados em outros tempos por outro tipo de pessoa.

Mulher madura?
Cinquentona?
Idade da loba?
Melhor idade?

Os nomes que nos deram são só um detalhe se comparado ao jeito com que somos tratadas.
Fomos arrancadas da categoria de mulheres adultas e jogadas na de mulheres idosas.
Quando surpreendemos estes desavisados com nossas óbvias qualidades e aptidões ainda somos obrigadas a ouvir:

Nossa, tá bem pra idade, hein?
Dá um caldão?
Jura? Você que fez? Sozinha?
Você trabalha com tecnologia? Não acredito!

Na verdade, vivemos surpreendendo porque a esmagadora maioria de mulheres desta faixa está simplesmente exuberante e acontecendo.
Hiperprodutivas em todos os sentidos e sem as limitações impostas pela vida da jovem mulher.
E, olha, isso deve continuar por ao menos mais 20 anos. É muito tempo para passarmos desapercebidas, não acha?
Como nos fazer notar? Como mostrar que somos mais do que vovós de cabelos brancos (nada contra)?
Como mostrar que somos consumidoras? Que consumimos muito além de remédios e cremes antirrugas?
Que nome dar a essa fase de grande viradas a essas grandes mulheres?
Aqui, vamos colocar as fichas na mesa.
Dominique vem para mostrar ao mundo quem somos nós e como podemos!!!

Dominique está nascendo de muitas mulheres, todas elas Dominiques. Todas nós.
Somos Todas Dominique!

Leia Mais:

A ilha – Viajar sozinha para North Eleuthera
Casada sim, cega não – Sou comprometida, mas não estou morta!

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

20 Comentários
  1. Amo seus textos! Dizem tudo que sentimos e vivemos de uma forma bem humorada mas totalmente verdadeira! Gosto desta minha fase muito mais desenrolada e mais leve!

    1. Silvia,

      Para mim o bom humor é combustível para ter uma vida gostosa. Tá certo que tem horas que não dá para ser tão bem humorada, mas fazendo um leve esforço já sai o sorriso e tudo fica melhor.

      beijo grande

  2. Amei o texto.. !Mulher madura!Dá um caldão”…tenho 52 anos e nunca me senti tão plena, vitaminada e confiante…pela primeira vez me sinto livre para ir, vir e decidir… Gosto muito mais desta Selma do que da Selma com 18 anos!!!

    1. Selma,

      Você sabe que eu me sinto muito melhor agora, também tenho 52, do que aos 20. Talvez as fotos demonstrem o oposto, pq com 20 o corpo estava em cima, não haviam rugas, olheiras, mas também não tinha autoconfiança, ponderação e sabedoria. Não troco de jeito nenhum.

      beijo grande

  3. Amei Dominique!
    Às vezes sou outras não, mas vejo representadas tantas histórias que já vivi ou vi ao meu lado.
    Amo ter a idade que tenho, acredito estar num dos melhores momentos da minha vida agora, depois dos cinquenta!

    1. Lisi,

      Na verdade, a gente é o que a gente viveu. Se temos muitos anos, foram exatamente eles que nos deram esta bagagem, realização, experiência e muita alegria. Ainda bem, né?

      beijo grande

  4. Sempre disso isso,não sou velha,tenho mtos anos de vida e experiências, sinto- me jovem, serei eternamente cocotinha de alma e espírito. Tem gente que incomoda,no bolo do meu aniversário podem colocar a velinha de 63 anos vou adorar.

    1. Lizarb,

      A idade não tem a ver com os anos de vida, exceto para a medicina. Nós somos o que realizamos, sentimos e sonhamos em qualquer etapa da vida, mesmo com rugas a mais.

      beijo enorme

  5. Eu estou com quase oito décadas vividas com total independência.Casei com vinte anos, tive uma união feliz por 38 anos, mas o meu lema sempre foi a liberdade!Apesar de ter sido filha única mulher de mãe pobre que sempre trabalhou para nos manter.Criamos nossos filhos e hoje me orgulho de continuar independente e tão livre como o vento, a ponto de ser para os netos “uma avó desenrolada”.

  6. Se aos cinquenta ficamos invisíveis?! Então eu já vou desaparecer ,completando 60 este ano rsrsrsrsrs. Seria hilário se não fosse chato!
    Minha mente, meu espirito nem estão aí com a cronologia. Mas sinto o sutil preconceito nas “gloriosas” observações que partem nem sempre dos jovens mas das contemporâneas, tipo:E aí você ainda trabalhando ?Você precisa diminuir o ritmo afinal já está com essa idade! Nos treinaram muito bem para a ilusão que ser jovem bastaria.Que bom que temos uma geração inteira contradizendo isso.

  7. Meu deus! Cada vez mais aoaixonada por esses textos. Tudo o que está entalado na garganta de nós todas, cinquentonas, e no meu, sessentonas, mexendo com tecnoloGia e ainda “dando um bom caldo”! Adorei muito objetivo é delicado. Parabéns pela assertividade.Tamo junto! Beijos.

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Estaleiro

Tive que ficar no estaleiro por conta de uma maledeta pedra no rim esta semana.
Menina……não consigo nem descrever a dor.
Não fui trabalhar, não fui passear, não curti minha casa e não fiz aquele moooonte de coisas que jurei que faria quando passasse dois dias seguidos em casa.
Sabe aquela listinha de pendências que toda casa tem?
– Limpar tal armário.
-Dar ordem no quartinho.
-Fazer os álbuns de fotos (yes darling…ainda imprimo foto)
-Experimentar aquela receita que vi no tasty (ahhh, quem estou enganando? Isso nunca vai rolar).
-Mandar arrumar todos as coisas que estão quebradas naquela caixa, ou jogá-las foraaaaa.
Bom…Nada disso. Tb, eu não estava de férias, né?
Estava doente.
Sem posição. Sem vontade.
A única vontade é que 4 horas passassem rápido para que eu pudesse tomar a porra da dipirona novamente (tem gente que toma de 6 em 6, inclusive meu medico).
Mas já no 3 dia, consegui minimamente ver TV.
E no quarto dia, acho que ja estava boa.
Aliás, o quarto vem a ser hj.
Ja devo estar super boa, pq já estou achando um porre ter que ficar em casa.
Então de manhã, zapeando a TV sem medo de ser feliz ou de pecar por estar vendo Ana Maria ou qqer outra coisa, paro no Arte 1
E meu dia se transformou.
Gente, era o making off da gravacao WestSide Story -Amor sublime Amor – obra do maestro Leonard bernstein !!!!
Isso em 1984.
Teve o filme em 1961 depois da bem sucedida peça de teatro.
vários remakes.
Mas em 84, Bernstein, resolveu gravar em estúdio sua própria obra com cantores líricos.
Pasme:
Jose Carreras e Kiri TE Kanawa.
Ai meu sais!!!!
Musicas maravilhosas, já incorporadas em meus registros sonoros.
E eu podendo ver as gravações??????
Ver Jose Carreras, mocinho e gordinho, e inseguro?????
Ver a diva Kiri, divando e reclamando?
A mesma diva chorando de emoção durante uma música que cantava?
Bernstein fazendo caras e bocas para os produtores executivos e dando esporro?
Escutar Maria, America, Tonight, Tonight. one hand. Enfim..
Estou quase agradecendo a julieta (nome que dei a pedra maledeta) pelos dias que me fez ficar me casa.
Não teria JAMAIS tido tempo de ver ou mesmo de apreciar devidamente estes momentos.
Ahh, o tal disco foi sucesso de vendas obviamente.
Obrigada Arte 1 (melhor agradecer a TV do que a julieta)

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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