Amizade

Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Histórias da praia 3 – Uma Dominique se descobrindo no Rio Chico

Dominique - PraiaComo disse no primeiro texto sobre as histórias da praia, uma das melhores coisas da minha praia são os papos, os causos, as histórias. Lembra que falei no segundo texto da Marianne que andava de manhã cedinho roubando minha exclusividade?

Bom, fato é que nos tornamos boas amigas de temporada, quer dizer, só nos encontramos lá. E só batemos papos daqueles de lavar a alma de vez em quando.

E foi isso que aconteceu semana passada.

Nos encontramos no fim da tarde para um daqueles famosos cafezinhos.

Papo vai, papo vem, disse que nunca mais a tinha visto com sua câmera fotográfica. Companheira inseparável.

Ela falou que tinha dado um tempo. Não sabia bem porque. Mas tinha aposentado dentro de uma gaveta. Máquina, lentes e parafernálias.

– Sabe? O digital facilitou muito, mas me fez perder o tesão. Esse negócio de poder tirar muitas fotos para poder escolher a melhor tirou a beleza das fotos na minha opinião.

– Mas porque Marianne? É uma enorme facilidade.

– Porque o custo da revelação impedia que tirássemos esse monte de fotos. Quando fotografamos, o que importa é a primeira, é o nosso olhar naquele momento, é o que capturamos, é o que aquilo nos fez sentir. Aí vem o momento da revelação, sendo que na maioria das vezes já tinha até esquecido de algumas fotos. E aparece a delícia de descobrir aquele registro. Bem, posso ser anacrônica ou saudosista, mas acho que não tem mais a mesma graça.

E aí ela começou a contar como foi o processo dela de descoberta pela paixão pela fotografia.

Por volta dos 50 anos, (affff sempre por aí, né Dominiques?) ela quis fazer algo que fosse só dela, só para ela e que a libertasse um pouco dos papéis de mãe filha, esposa, profissional. Estava se sentindo oprimida nessa casca.

Ahhh Mariane, como eu te entendo.

A história de seu desenvolvimento como fotógrafa, eu vou pedir para ela contar pessoalmente.

Foi fazer cursos com feras. Cursos que precisava ser aceita. Mas como assim? Nunca fotografei. Como farei um teste? Well, ela foi aceita, porque sempre teve e sempre terá o espírito do artista. O olhar diferenciado.

E assim passaram-se anos fotografando e estudando.

Até que surgiu a dúvida. Mas o que é que eu fotografo?

Para que eu fotografo?

Sou mais uma fotógrafa de por do sol de Insta?

E resolveu realizar um antigo sonho. Conhecer e fotografar o Rio São Francisco.

Mas precisava fazer isso sozinha.

Precisava deste tempo. Precisava deste encontro com ela mesma.

Fez seu roteiro.

Colega, sério, eu jamais teria encarado essa viagem. Roots demais para meu estilo.

Mas Marianne, na época com 54 anos, partiu decidida de avião até Aracajú. De Aracajú, 5 horas de ônibus até Penedo. E de Penedo mais 6 horas de ônibus até Piranhas.

Você já ouviu falar de Piranhas? Pois é eu nuuuunca tinha ouvido falar.

Mas a descrição de Ma foi de dar água na boca.

Uma cidade muito organizada, com casinhas coloridas, ruas de paralelepípedos, às margens do Velho Chico, mas ainda cheia de grutas e com histórias riquíssimas sobre o cangaço, afinal lá foi feita a emboscada final para maria Bonita e lampião. N-U-N-C-A poderia imaginar. Afff! Quanta ignorância!

Mas voltando. Ma hospedou-se numa pousada, simples e acolhedora. Estamos falando de 2005. Muita coisa deve ter mudado de lá pra cá.

Mas lá vai ela fotografar e procurar sua essência.

Até que numa certa sexta-feira, Marianne começa a passar mal. Tontura, dor de cabeça, vómitos e febre.

– Ah!  Já já passa. Vou ficar quietinha no quarto hoje.

Aí começa a diarreia. Na madrugada de sexta para sábado percebe que a coisa só piora.

Que está sozinha, no meio de lugar desconhecido sem conhecidos.

O que adiantava ligar para família naquela altura? 4 horas de avião mais 11 horas de estrada?

Arrastou-se até a entrada da pousada, chamou a dona, que muito solicita, a levou ao hospital da cidade.

Para uma paulistana, chamar aquilo de hospital não parecia apropriado. Pela falta de equipamentos e tamanho, mais lhe parecia um posto de saúde.

Foi quando apareceu um médico.

Não. Ele não estava de branco. Não, ele não tinha cara de experiente.

Mas ela estava desmaiada. Oscilava momentos de lucidez com apagões totais.

Soro na veia e internação.

Internação??? Sozinha?

Não tinha jeito. Na verdade, quase agradeceu ter alguém, para cuidar dela.

Mas não deixava de estar com medo.

O médico acalmou-lhe. Disse que tudo ficaria bem. E falou que faria uma acupuntura nela.

Sua primeira reação?? Não! Acupuntura não? E as agulhas?

O médico sorriu complacente e pediu mais uma vez que ela não se preocupasse. Apenas que descansasse.

Bem, Marianne não tinha o que fazer. Estava entregue. Nas mãos daquele Doutor. Já tinha sido indelicada o suficiente. E tinha que acreditar nele.

E assim passou o sábado. Entre soros e agulhas. Entre pequenos apagões. Acordada se sentia num sonho. coisa estranha.

Mas passou. E veio o domingo. Que continuaria internada se recuperando. Embora já sentisse melhor. Bem melhor. Já tinha até fome!

Conseguiu sentar na cama e ver que estava numa enfermaria com outros dois pacientes. Tudo muito simples, mas muito limpo e organizado.

Ainda se sentia fraca demais. Mas já conseguia pensar. Bateu-lhe uma enorme tristeza.

Pela primeira vez sentiu-se sozinha e repensando se aquela tinha sido uma boa decisão mesmo.

Será que não tinha a capacidade de viver aquela experiência?

Quanto mais pensava, mais triste ficava.

Mas de repente, entra uma pessoa no quarto. Um estranho. Um senhor.

Cumprimenta-a. Pergunta se ela precisa de algo. Segura em sua mão. Vai buscar sua refeição na copa. Não… Não era ninguém do hospital.

Ele sai e chega uma senhora, trazendo uma santinha para presentear-lhe. Senta na beira da cama. Olha em seus olhos. Passa mão em seus cabelos. Oferece-se para ligar para família. Pergunta seu nome. E foi assim todo o domingo.

Ela viu que não era só com ela, mas também com os dois outros pacientes.

Na verdade, aquelas pessoas tiravam o domingo para consolar, ajudar, conversar, fazer companhia aos doentes e principalmente estranhos. Sabiam que eram pessoas que estavam precisando de conforto. E que uma palavra e um carinho poderiam fazer a diferença.

Neste momento, Ma começa a chorar e disse que nunca mais foi a mesma. A certeza de que precisamos de muito, muito pouco, para viver. Que existem sim pessoas que fazem o bem pelo bem.

Acredito. Acredito nela. Porque a Nanny é tudo isso.

Uma emocionante história de praia não acha?

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

4 Comentários
  1. Bom dia. Não tem continuação? Curiosa pra saber cm foram os dias que Ma passou em piranhas, o que ela sentiu fotografando o rio…

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Contar amigos é o mesmo que contar com amigos?

Dominique - Amizade

Quantos amigos alguém pode ter? Sempre estranhei a facilidade com que algumas pessoas chamam de “minha grande amiga” uma infinidade de gente. Considero a amizade um espaço quase sagrado e por isso apertado. Para mim, cabem poucas pessoas.

Tenho muitos conhecidos e colegas, também uma conquista na vida. Amigo e amiga, no entanto, só consigo dizer para poucos. Por isso, fico incomodada de alguém usar essa posição privilegiada à toa. Como se contasse vantagem. Não parece?

Pode ser que não. Sei que estou sendo intransigente. Coisa de quem está meio fora do espírito da época. Para o Facebook, amigos se contam às centenas. Para esclarecer o assunto, proponho um jogo da verdade. E convido todas as Dominiques para participar. Para você, o que faz alguém ser uma amiga ou amigo?

Para quem é meio tímida ou pouco sociável, o máximo grau de amizade é poder ficar ao lado de alguém em silêncio sem se sentir aflita ou envergonhada. O silêncio é uma medida, assim como a vontade de falar sem travas, porque sabe que vai ser ouvida sem julgamento e com compaixão. Falo dos retraídos, porque me parece que os extrovertidos têm mais facilidade para fazer amigos e não têm dificuldade em puxar conversa.

Um segundo critério para a amizade consiste em saber com quem podemos contar nos momentos críticos. Comparecer em situações barra pesada mesmo – desemprego, falta de dinheiro, acidente, luto, crise de pânico, depressão. Muita gente não vai concordar, mas tenho minhas restrições a essa medida.

Nessa altura da vida, aprendi que esse gesto tem mais a ver com o espírito generoso do que com a amizade. Pessoas generosas ajudam os amigos e também novos conhecidos. Alguns nunca deixam de fazer uma visita no hospital e até servir de acompanhante. Outros, emprestam dinheiro a quem pedir. Alguns usam a habilidade de head hunter para conseguir trabalho para quem precisa. Continua valendo como medida?

Vamos a outro critério. Amizade vem de quem sempre ouvimos um sim para as coisas boas da vida. Festas, happy hours, viagens, shows, jantares, curso de dança, tarde no cabeleireiro, procurar um vestido. Maravilha. Sabemos o que dói não ser convidada ou não ter alguém para dividir um momento feliz. Mas como será a disposição dessa amizade para os momentos não felizes? Fico em dúvida.

Alguém pode defender – amigo é com quem a gente convive. Está certo, mas como explicar aquela situação de passar tempos sem ver alguém e retomar a conversa no mesmo ponto e com a mesma alegria? Por fim, ouvi uma definição que pode ser colocada nessa lista – amigo é aquele para quem podemos chegar desarmados. Não tenho restrição.

Então, o que faz a amizade ser verdadeira? Enquanto vocês pensam, lembrei de como as manifestações de amizade podem ser variadas e até estranhas. Vejam só:
Tem gente que tem amigos um a um.
Outros têm amigos em grupo.
Existem amigas que formam quase um casal.
Conheço quem se relaciona com muita gente e não tem um amigo íntimo.
Conheço outros com dificuldade de conversar com o vizinho e capazes de ser íntimos de cinco pessoas.

Alguns chegam na casa de alguém sem avisar e, se a porta estiver aberta, entram sem bater.
Existem aqueles que precisam marcar hora e local ou receber convite para encontrar o amigo.
Tem o marido amigo.
A irmã amiga.
O filho amigo.
Há os que substituem a família pelos amigos.
Tem quem não consegue fazer amigos fora da família.
Tem mulher e tem homem para quem a amizade só é possível com o mesmo sexo.
Tem quem ache que amizade não tem sexo.

Como se vê, amizade não se discute. Mas não é bom saber que a gente tem amigos? Digam lá Carole King e James Taylor.

Leia Mais:

A Maior Aventura de Minha Vida – O Chamamento, Capítulo 1
Vexame 3 – O Retorno – O creme de leite azedou o aniversário do filhote

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

5 Comentários
  1. Amigo prá mim é aquele com quem vc conta para rir , chora… Aquele por quem vc ou ele está sempre por perto quando um ou o outro precisa.

  2. Para cada um existe um critério.
    De qualquer modo o texto é bastante reflexivo, em tempos onde amizades são tão banalizadas.

  3. Amigos individuais ou em grupo..tem pra todo gosto..aprendi q o bom é a afinidade do coração e da alma, que não coloca restrições..como vc bem pontuou…
    Belo texto. Obg.

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A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Dominique - Amigas
Amigas hoje em dia são um patrimônio em minha vida.
Tenho, sim, uma melhor amiga.
Isso não quer dizer que não tenha outras.
Melhor amiga ou melhores amigas são raras.
Mas cultivo amizades.
Para o hoje e para o amanhã.
Tenho amigas de várias tribos.
E adoro todas elas.
É claro que não vou contar um segredo para a fulana (amiga-tipo-venenosa). Mas adorarei sentar com ela num final de tarde preguiçoso para jogar conversa fora.
É só saber o que, com quem e onde.
A vida pode ficar sempre muito interessante e divertida.
Quer ver?

#1 Amiga esportista
vai te tirar da cama naquele sábado de sol pra você não se sentir culpada na hora da tomar caipirinhasss.

#2 Amiga que gosta de cinema
vai te contar antes o significado daquela cena, daquele filme dinamarquês, pra você não ficar por fora da conversa sem precisar assistir o filme.

#3 Amiga venenosa
sim, porque afinal de contas, quem é que não gosta de uma fofoquinha inocente, né? Desde que não seja a nosso respeito, claro!

#4 Amiga intelectual
Ela vai te explicar sobre o conflito em Nagorno-Karabakh sem fazer você se sentir uma idiota!

#5 Amiga de direita e de esquerda
porque gostamos de coxinha, de mortadela, de caviar e de quibe, né. Temos nossa opinião, sabemos no que acreditamos, mas gostamos de escutar outros lados da história.

#6 Amiga social
Ela conhece o amigo da amiga do amigo. Você precisa do que mesmo? Você quer ir onde mesmo? Ela conhece! Ela sabe! Ela tem o telefone!

#7 Amiga fashion
Tendências, longo ou curto? Bico largo ou bico fino? Caiu bem? Estou parecendo um colchão amarrado? Meu bumbum tá maior que o estádio do Maracanã nesta calça branca. Ainda bem que eu tenho a Suzi.

#8 Amiga casamenteira
Apps de relacionamentos são tudo de bom. Agora, nada substituí a velha, boa e constrangedora apresentação entre amigos.

#9 Amiga musical
Você realmente precisa de uma amiga assim se a música que você mais escuta ultimamente foi lançada em 1988!

#10 Amiga que gosta de viajar
Uma ótima companheira para aquelas aventuras de desbravar a cidade medieval a pé, sob o sol, o dia inteirinho.

#11 Amiga organizada
Observar como ela faz pode ser uma inspiração pra você fazer…. um terço do que ela faz.

#12 Amiga bagunceira
Dá aquela relaxada, afinal, tem alguém pior que você. Alívio…

#13 Amiga que gosta de beber
Nunca vai te recriminar por que vocês beberam uma – não duassss garrafas de vinho sozinhas.

#14 Amiga que gosta de comer
Sabe aquele olhar de “essa barra inteira de chocolate vai te engordar”? Pois é, ela não tem e até compra outra barra se precisar. E ainda diz, você merece. Você tá magra e linda!!

#15 Amiga espiritualizada
Nos momentos de desespero será ela que vai te impedir de cortar os pulsos. E ainda vai te manda mensagens com #gratidão ou #gentilezageragentileza.

#16 Amiga bem-casada
Tão fofo, né? A gente até acredita de novo naquele “felizes para sempre”.

No fim das contas, amigas são simplesmente amigas e isso já as fazem ser incríveis.

Leia mais:

Que roupa usar no primeiro encontro pós-separação
Será que você sabe quem são seus amigos do peito?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Quanto amigas de tribos diferentes , tivermos mais arejada sera nossa mente. Tenho vários departamentos

  2. Tenho várias tribos. Amizades novas, amizades desde sempre, amigas quase irmãs, primas mais que amigas… Cada uma com suas características, estilos, ritmos, predileções. O legal é perceber que eu sou um patchwork delas todas, com um toque muito pessoal.
    Beijos ao Café Cotoxico, Fono Puc 80, Gatuchas do Costa… Todas muito Dominique.

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Já ouviu falar da expressão “Presente de Grego”? Entenda!

Dominique - presente de grego
Hoje contarei a história do meu amigo grego.

Ser uma Dominique viajante tem a vantagem de uma “grande” bagagem de histórias para contar. Tenho meia dúzia de pen-drives repletos dentro do cérebro. Enquanto não acabar a luz, eu disponho de um vasto cardápio de temas para qualquer roda de conversa. Posso fazer rir ou chorar, dependendo do clima.

Quando eu estudava francês, em Paris, fiz amizade com muita gente de vários locais do mundo incluindo um grego. O nome dele era Petros.

Petros era um homem atencioso e gentil e gostava de me dar presentes. Vivia me convidando para ir à Grécia com ele nas férias do curso. Pois bem, um dia fomos todos da turminha!

Em Atenas, nos hospedamos na casa da mãe dele que me ensinou a preparar a melhor Moussaka do mundo. Passarei a receita.

Em nossa visita à Acrópoles, meu amigo grego tentou ser nosso guia nos dando algumas boas explicações sobre o local em um inglês bem arranhado, já que todos nós estudávamos francês e ainda não dominávamos o idioma de Molière.

Nossa turma era formada por um alemão (sim, também tenho uma história quando fui acampar com ele e mais 200 alemães em Biarritz no meio da lama), um italiano (jornalista do Corriere Della la Sera que escrevia sobre a máfia italiana – sim, fui visitá-lo em Roma!), uma americana (estudante), um inglês (que vivia do seguro desemprego britânico), eu e os amigos gregos dele que se juntaram à turma.

Após a visita à Acrópoles, Petros me presenteou com um livro sobre o local. Foi muito gentil se o livro não estivesse em grego… Ah, tudo bem, eu podia ver as fotos e até uma das amigas gregas me ensinou o alfabeto. Bacana, né?

Na reunião para decidir quais ilhas iríamos visitar eu votei nas tradicionais turísticas, Mykonos e Santorini, mas fui vencida. A escolhida foi Kos há 12 horas de barco de Atenas. Obviamente não gostei muito e ainda tentei argumentar que eu nunca tinha ouvido falar em “Kos”.

Imediatamente Petros, supergentil, foi até uma banca e me trouxe um guia ilustrado da ilha… Sim, em grego! Pensei ser a única opção de guias da Grécia e agradeci olhando as fotos.

Contaram maravilhas sobre o lugar, que era a ilha de Hipócrates, pai da medicina, etc e tal. Aceitei na condição de que na volta de Kos eu faria uma conexão em Mykonos e ficaria por lá.

E assim fomos para Kos, aproveitamos e nos divertimos bastante até chegar o dia em que eu partiria para Mykonos. Petros, como sempre ultragentil comigo (Tá vai, confesso, ele arrastava uma asa… Tá, as duas), providenciou as passagens de barco para mim, Kos – Mykonos – Atenas e resolveu me acompanhar na viagem. Eu desembarcaria em Mykonos e ele seguiria para Atenas. Excelente!

Durante a viagem, no ferry-boat, havia uma livraria. Interessei-me por um guia sobre Mykonos. Havia edições em inglês, italiano, espanhol e em grego. Quando fiz menção de pegar o dinheiro para comprar, Petros insiste que é um presente. Novamente ele comprou o guia em grego. Então, pensei naquela frase que usamos muito quando o presente é estranho: “Presente de grego”. Logo me veio outra expressão à mente: “Cavalo dado não se olha os dentes”. Agradeci, pois.

Desembarquei em Mykonos com meu bilhete (presentinho do Petros) para voltar à Atenas e pegar meu voo de volta à Paris. Passei 4 dias agradáveis na ilha de Mykonos, sozinha e feliz em conseguir entender as letras do alfabeto.

Foi então que, no dia de minha volta à Atenas, embarquei no ferry-boat e, “com ares de Grace Kelly”, perguntei à recepção onde era a minha cabine.

Oi? Que cabine, linda?

Sim, eu e mais 600 pessoas deitamos no carpete da recepção do ferry-boat, numa espécie de classe “Z” do transporte.

Enfim, voltei à Paris para as aulas de francês. Encontrei-me com o grego, Petros, que me trouxe outro presente: medo, tensão e apreensão depois do trauma do ferry.

Relaxei quando abri a caixa e descobri um cinzeiro de cristal com a imagem de Acrópole. Muito bonito não fosse pelas oito pontas em metal, estranhamente afiadíssimas, em toda a borda do cinzeiro e que furaram meus cinco dedos quando tirei da caixa! É, amiga, furou e sangrou os cinco da mão direita!

Todas as vezes que tomo uma dose de “ouzo” dou um leve sorriso e me lembro de meu amigo e seus presentes de grego.

“KALIMERA, Petros!”

A origem da expressão “presente de grego”
“Páris, filho do rei de Troia, raptou Helena – mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XIII e XII a.C. Foi o primeiro choque entre o Ocidente e o Oriente. Mas os gregos conseguiram uma artimanha histórica para enganar os troianos:

Deixaram à porta de seus muros fortificados – um IMENSO cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o PRESENTE, puseram-no para dentro de seus domínios. E, à noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no grande cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão, considerada uma das mais engenhosas de todos os tempos. (Fonte: Jornal Tribuna do Norte)

Daí surgiu a expressão “Presente de Grego” para tudo aquilo que surpreende negativamente,

Leia mais:

Será que você sabe quem são seus amigos do peito?
História e Estória – Vizinha, minha parente mais próxima

Cynthia Camargo
Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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