Tag: Amigas

Essa é uma das coisas mais importantes para a mulher após os 50 anos!

Você saberia dizer qual é uma coisas mais importantes para a mulher antes, durante e depois da menopausa? Não, não estou me referindo à energia (que desapareceu!), aos hormônios (que minguaram…) ou à paciência (já não tô nem aí, mesmo!). Errou também quem pensou na pele lisinha ou no peso, que não voltarão mais a ser como antes. O essencial para qualquer Dominique é a amizade.

Até parece bobo, mas não é! Uma vez eu escutei a frase: “nós não envelhecemos enquanto temos a capacidade de fazer novos amigos”. Eu acredito que é por aí mesmo. Gostei tanto que adotei para a vida. No nosso último encontrinho (leia mais aqui), ter amigas foi um dos itens mais comentados na nossa longa conversa sobre o significado de Recomeçar. E por vários motivos.

Uma das Dominiques participantes do evento comentou que no passado nossas amizades eram até certo ponto socialmente determinadas. Era a turma da escola, os amigos do casal, os pais dos amiguinhos dos filhos… De certa forma, era até uma obrigação conviver com algumas dessas pessoas. Eram amizades, às vezes sem ter aquela amiga do peito!

É a nossa hora!

Aí está uma das vantagens em ser uma Dominique. Agora é a nossa hora de determinar o que queremos. Então, nós escolhemos as novas amizades pensando apenas em nós mesmas e não mais no grupo ou na família. Uma das participantes do encontrinho revelou que seu critério de escolha de novas amigas é “conviver com quem traz paz interior”. Simples assim! Ela gosta das novas amigas que acolhem, abraçam e sorriem, sem distinção de idade ou classe social. 

As mulheres com mais de 50 anos de hoje sabem também que não tem problema nenhum ter turmas de amigas, ou seja, companheiras para atividades diferentes. Sim… podemos ter a turma da academia, do trabalho, do carteado, do curso e tantas outras tribos quisermos frequentar. Esse é o segredo: ser participativa, circular por aí e conviver com várias pessoas diferentes. 

Alguns anos atrás o departamento de antropologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou (aqui) que uma pessoa precisa e consegue ser amiga de até 150 pessoas ao mesmo tempo. A justificativa do estudo foi que para manter a amizade precisamos memorizar detalhes da vida da pessoa, muito além do seu nome. Como o nosso cérebro não consegue guardar muitas informações sobre tantas pessoas, eles delimitaram neste número.

Acho que esses pesquisadores não conhecem as Dominiques. Eu até arrisco dizer que poderiam refazer a pesquisa conosco. Qual é o problema de termos amigas casuais, que encontramos apenas em algumas situações? São as amigas perfeitas que temos sobre um assunto.

Amigas em várias tribos

Ok, ok.. pode não ser aquela amizade que te dará suporte nos momentos mais difíceis da vida. É por isso que temos a “melhor amiga do peito”. As outras serão suas “melhores amigas” da “melhor atividade” que você está fazendo agora! Se você gosta de ir ao cinema ou visitar museus, por exemplo, quer melhor companheira do que a amiga que também ama fazer esse programa? 

No nosso encontrinho, as Dominiques até ousaram. Várias delas começaram que as solteiras, separadas ou viúvas devem contar com o incentivo da amiga que tem perfil no Tinder. Não precisa ter vergonha ou medo, muitas mulheres ainda têm receio em usar a tecnologia para conhecer novas pessoas. Tomando todos os cuidados, qual é o problema em ter um perfil lá? Tenho amigas que viveram ótimas aventuras com a ajuda do aplicativo. 

Os vínculos da amizade

Outro fator importante é que estar entre amigas é essencial para compartilhar as suas experiências com relação à menopausa. Você encontrará pessoas que estão passando pelos mesmos (ou quase todos!) problemas que você. Além de construir vínculos mais fortes, essa conversa pode nos deixar muito mais tranquilas. 

Eu sei que hoje em dia, principalmente para quem mora em grandes cidades, é difícil encontrar pessoas bacanas. Então vou dar uma ajudinha. A ideia surgiu lá no nosso encontrinho, quando as Dominiques se apresentaram, disseram onde moram e compartilharam sobre o que mais gostam. 

O que vocês acham de a gente compartilhar informações para conhecer novas pessoas? Quer melhor lugar para encontrar novas amizades do que entre as Dominiques… vou adorar!

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Uma reflexão sobre amizade e transparência

Viajar com as amigas… tem algo melhor?

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Como foi o nosso encontrinho das Dominiques sobre recomeçar!

Não tenho o que falar, apenas sentir! O encontrinho das Dominique foi incrível, acolhedor, revelador, motivador… Muitas não se conheciam na “vida real” e agora formaram novos laços de amizade. A energia transbordou pela sala cheia e a conversa durou mais de duas horas! 

O tema do nosso encontrinho é um dos mais comentados aqui no blog e nas redes sociais: falamos sobre Recomeçar. É uma questão presente na vida da maioria das Dominiques, mas muitas vezes difícil de conduzir. Já falamos sobre isso por aqui, quando conversei com três terapeutas. 

Desta vez, a nossa convidada foi a Márcia Ricardino, que é executive coaching e já apoiou muitos profissionais no auto-conhecimento, no auto-desenvolvimento e na descoberta de novas competências. Brincamos que ela é “coaching de vida”. A Márcia destacou o papel que cumpre em ajudar muitas mulheres a fazer as perguntas certas para encontrar a saída. 

A nossa convidada é uma Dominique e já experienciou vários recomeços. Também compartilhou com a gente alguns cases e suas recomendações. Segundo ela, algumas mulheres optam em buscar na educação um novo caminho. Mas ela reconhece que fazer cursos não está no projeto de vida de outras mulheres. Entender sobre o seu propósito é essencial. 

Nessa hora, algumas Dominiques contaram que por vezes é difícil “levantar do sofá”. Realmente, essa questão não envolve apenas a disposição e força para ir lá e fazer! Há muitas indagações envolvidas, e até algumas adversidades totalmente relacionadas à fase da vida (e a maledeta da menopausa). 

Foi inspirador ver que todas as Dominiques concordaram que – se for necessário – devemos buscar o apoio profissional, seja com médico ou terapeuta. Essa falta de motivação pode ser uma questão hormonal ou até uma depressão. Por isso, o importante é buscar ajuda, entender que é normal e preparar-se para o novo caminho. 

Todas passam por isso!

Não importa a idade, todos os dias vivemos e começamos algo novo. Então porque será que passamos a ficar tão interessadas em falar sobre Recomeçar após os 50 anos?

Um exemplo foi o nosso encontrinho. Todas as Dominiques confirmadas estiveram presentes na conversa que organizamos aqui em São Paulo, no escritório da Eliane Cury Nahas. Olhem que maravilhoso. 

A nossa geração está envelhecendo, mas nós não nos acomodamos com ocorreu com algumas mulheres de mais de 50 anos. Sim, não vou falar que é a geração anterior porque no nosso encontrinho participaram Dominiques incríveis de 70, 72, 73 anos! 

Conversamos, então, sobre quais seriam os fatores que mudaram em nossas vidas e que nos fizeram refletir e até pensar no Recomeço. Foram mais de 2 horas de uma conversa descontraída, divertida, mas também íntima. Entre Dominiques estamos à vontade para compartilhar nossos medos, angústias, preocupações ou decisões!

É a minha vez!

Muitas Dominiques comentaram que o Recomeçar – de certa forma – é resgatar um desejo que ficou para trás por conta das tarefas da “vida”. Até pouco tempo, o dia a dia era repleto de tarefas com os filhos, casa, marido, familiares, trabalho… UFA! Não dava tempo!

O resgate deste “tempo perdido” é a fagulha para repensar sobre quais serão os novos planos ou mesmo resgatar sonhos antigos. Algumas Dominiques contaram que pararam por opção de trabalhar para se dedicar à família. Agora está acontecendo uma mudança de “função”. 

É uma reflexão importante porque há muitas mudanças, em diversos aspectos da vida de uma mulher quando chega aos 50 anos. 

  • Os filhos saem de casa e perdemos a função de mãe.
  • Alguns casamentos chegam ao fim. Quem estava sozinha hoje tem meios (digitais) para viver novos amores.
  • O trabalho muda por diversas razões: aposentadoria, mudança de carreira ou mesmo o desemprego.
  • Os nossos pais precisam cada vez mais de apoio e passam a ser como filhos. 

Falar, falar e falar!

Não foi nenhuma surpresa constatar com as Dominiques que conversar e ter amigas é essencial para vivermos nossa nova fase de vida. E tem mais: muitas disseram que agora é a hora de criar novos laços e da nossa maneira. 

É que por muitos anos, muitas de nós criamos relacionamentos de certa forma “impostos”. Eram os amigos da família, do marido, dos amigos dos filhos. 

Agora é a hora de escolher as novas amizades e ter perto as pessoas que fazem bem. E que tal ter novas amizades em diversos grupos/tribos diferentes? As participantes do nosso encontrinho mostraram que esse pode ser o caminho: a amiga do carteado, de passear, de trocar confidências… Lembraram até de uma frase: “não envelhece quem ainda tem a capacidade de fazer novos amigos”.

Ninho vazio

A nova vida dos filhos, seja pelo casamento deles ou por estudar fora, renderam ótimas risadas entre as Dominiques. Algumas Dominiques contaram que aprenderam a falar mais “não” para os filhos para poderem dedicar o tempo para elas mesmas. 

“Eles têm que se virar sozinhos!” Muitas participantes confidenciaram que não querem mais se envolver em tudo na vida dos filhos. Elas comentaram que agora podem ter uma  nova vida, uma nova rotina e experimentar coisas novas. Algumas contaram que os filhos até se espantam quando dizem que não podem ajudar.  

Importância da educação

Outro ponto importante sobre Recomeçar está relacionado a estudar. Muitas Dominiques comentaram sobre a rapidez com que o mundo mudou nas últimas décadas, em partes por conta da tecnologia. Para elas estudar não está relacionado apenas a nova carreira ou para crescer profissionalmente. Ganha-se cultura e também novas amizades. E isso é essencial. 

Como vocês podem ver, o nosso encontrinho foi sen-sa-cio-nal! Todas saíram com vontade de “quero mais”. E teremos, claro! Teremos novas atividades e também combinamos um projeto novo… que vou contar em breve aqui. 

E agora quero saber sobre você! Você está passando por essa fase também? Compartilhe aqui o que significa Recomeçar e suas considerações sobre essa questão tão importante para todas as Dominiques. 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

7 Comentários
    1. Olá Alba, tudo bem? Esses encontrinhos acontecem em SP, e têm vários formatos e periodicidade mínima de 1 vez por mês. Estamos com, ideia de replicarmos em outras cidades. Fique de olho em nossa programação no Insta e no Facebook. Vc é de onde? Beijocas Equipe Dominique

  1. Gostaria de saber mais sobre como funciona não moro em São Paulo, quem sabe poderíamos implantar em minha Cidade com os profissionais certos. Caso pudessem me mandar algo fico muito agradecida. Parabéns a todas as envolvidas.

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Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo Top!

Dominique - Asilo
Asilo? Asilo TOP? Sério? Yes, darling.

Hoje tenho 53 anos. Estou em ótima forma, independente, jogando um bolão.
Mas o tempo cobrará sua conta. Nem sempre fui saudável.
Fumei.
Comi errado.
Fiz todos os tipos de regime de moda que você pode imaginar.
Tomei todos os tipos de remédio para emagrecer que existem no mercado e fora dele.
Abusei de meus joelhos.
Tomei sol pra caramba numa época que não existia protetor solar.
Tomei sol pra caramba depois que inventaram o protetor solar.
Sempre fui mega-ansiosa. Dizem que isso não faz muito bem.
Estresse, pouco sono e muito trabalho me eram atributos prazerosos, acredita?
O único excesso que não cometi foi o da bebida.
Por isso tudo, acho que não serei uma velhinha muito saudável apesar da pouca bebida.

Tenho 2 filhos. Ou tive. Digo tive, porque os doei para o mundo. Há algum tempo não são meus.
Apesar da ética e da moral dizerem que eles devem cuidar de mim, não quero.
Ah, sério. Não é nem para não dar trabalho para eles.
Mas imagino que deve ser muito chato ser cuidada por filhos, genros, noras.
Apartamento, cuidadora, médicos, remédios…
E no final das contas solidão. Claro que solidão. A quem você quer enganar, colega?

Então, estava pensando e tive uma ideia.
Vou cortar caminho e poupar trabalho para todos.
Vou para um asilo direto.
Mas calma, não fique com peninha de mim, nem ache que eu estou fazendo chantagem.
Eu que vou escolher o asilo e vai ser agora! Não quando estiver caquética e dependente.
Até porque o lugar que estou imaginando deve custar uma bala, os meninos vão me interditar se eu não deixar pré-pago.

Quero um asilo TOP como eles falam.

Não precisa ser no Brasil. Pode ser em qualquer lugar do mundo. Mas tem que ser bacanudo mesmo. Chique.
Quero ser vizinha de suíte (claro que é suíte) de Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Não são elas os primeiros nomes que vem à cabeça quando pensamos em velhinhas famosas em asilo? Não? Engraçado, para mim foram. Óbvio que os nomes serão outros, tadinhas destas.

Então, quero ser vizinha de Madonna, Michelle Obama, Javier Bardem e Penélope, Carla Bruni, Keith Richards que se não morreu até agora é claro que o nego é imortal.

Mas têm os tupiniquins também.
Tenho certeza que a Xuxa vai estar lá ou você acha mesmo que a Sasha vai ter paciência com ela para o resto da vida?
Lobão. Imagina a caricatura que ele não será daqui uns anos… Hum, pensando bem…
Rita Lee. Sempre Rita Lee… Minha velhinha preferida.
Du Moscovis, porque afinal de contas quem não gosta de ter por perto um gatinho, um boy magia, não é mesmo?
Vanessa da Mata que tornaria nosso aiaiai muito mais afinadinho.
Paulinho Moska – Gente já falei 1000 vezes. Gosto é gosto. E essa é a minha turminha pro asilo, pô. Deixa o Moska em paz.
E o Gabeira. Esse sim, vizinho de quarto. Tenho muito que aprender com um homem que é capaz de rever posições e ideais como ele fez ao longo da vida.

Bom, quero um lugar animado.
Vou deixar pago vitaliciamente, ou seja, o local vai ganhar a mesma coisa se eu viver 1 mês ou 1 ano ou 20 anos. Para o estabelecimento tanto faz.

Dito isso…
Quero chocolate, cigarro e vinho branco à vontade. Isso só pra começar.
Quero ter tempo e oportunidade de desenvolver novos prazeres, como quem sabe ficar totalmente dependente de torresminho, por que não?

Duas regras importantes:

– Notícias novas serão proibidas. Como minha memória não estará mais lá grandes coisas, só notícias muito velhas e com finais já conhecidos para que no íntimo não tenhamos sobressaltos.
– Visitas. Ah… Estas também serão expressamente proibidas. Para todos. Qualquer hora explico o motivo. Se é que você já não captou.

E para terminar:
Não quero enfermeiras ou cuidadoras.
Quero ex-putas.
Isso. Você entendeu. Ex-prostitutas.
Imagine só o tanto que elas são carinhosas e profissionais.
Com um pouco de treinamento ficarão melhores que os médicos, não acha?

Isso é Shangri-lá.
Acho até que tem asilo com esse nome. Ou será cemitério?

Leia mais:

O dia em que o laboratório me chamou para refazer a mamografia
De mãe para filha: viver é ser feliz!

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

87 Comentários
  1. Sylvia Belinky disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    Tô nessa mas mais ou menos! Quero conviver se me der vontade, embora no mais das vezes vá preferir ficar ” na minha”, curtindo plantas, bichos e livros, escrevendo e costurando, sem pesar pra filho ou irmãos! Hoje, aos quase 75, ainda tenho um marido companheiro querido e moro numa casa alugada, de condomínio. Mas nada de pentelhação de gente famosa; gente sem ser velha e sem ser famosa já enche o saco, imagine somando velhice e dinheiro: SOCOOOOOOOORRRRRROOOOOO!!!!…kkkkk Mas não vou ter grana pra todo esse luxo, embora sonhar seja de graça!…
  2. Meu melhor sonho! Mas como é uma utopia, sugiro juntar algumas pessoas com o mesmo objetivo e astral e montar um lugar diferenciado, auto gerido, bem do gosto de todos.

  3. Se tiver lugar pra uma tia “véia” que se pudesse acordava meio dia e trocava o dia pela noite, que se deixar ouve música o dia inteiro, gosta conversar, mas também adora ficar em silêncio (controverso, não?),chegada num vinho branco e adora um banho de mato … tô dentro!

    Deixo vcs com a área vip … prefiro um chalezinho com vista pro mato, aquele cobertor de orelhas gostoso (mesmo que passe o dia inteiro um implicando com o outro), um bom e velho vira lata no quintal, umas amigas “véias” bem porra loka pra dar umas risadas… já está ótimo. Se não precisar caminhar muito pra chegar na piscina fica perfeito!

  4. Quero um lugar pra morar com pessoas boas calmas atenciosas pode ser no Brasil tenho 73 anos de idade sou diabética problemas de coluna mas creio que posso me curar morando num asilo com pessoas boas frequentando passeios diversões lazeres que eu possa encontrar isso com um preço aqcessivel de acordo com o que eu recebo de pensão

  5. Penso nisso a algum tempo já….
    Tenho 55 e estou muito bem por hora…
    Mas sei que vai chegar e não sou do tipo que dependo de ninguém,logo vai ser muito difícil para mim envelhecer e precisar que filhos e amigos me cerquem….
    Quero continuar levando minha vida sem ser um estorvo,entendem?
    Tô dentro!
    Me aguardem!

  6. Estou perto dos 50 e pensando em possibilidades. Estou doando meus 3 filhos para o futuro (deles) e não me incluo nesse futuro.
    Tenho cuidado da minha mãe idosa e sei que sou, digamos, chata com ela (que tem restrições alimentares e come como se não fosse viver para a próxima refeição; está mais ou menos ok devido a tanta medicação, mas acha que se não tomar um remédio ou outro tudo continuará; que sabe basicamente TUDO o que acontece com TODOS, mas não lembra se já tomou banho)…
    Enfim… não teria paciência de ser rastreada por filho/a, como rastreio minha mãe.
    Sou independe e livre, mesmo casada há quase 30 anos. Quero muito manter essa independência e liberdade quando essas palavras soaram estranhas a uma idade mais avançada.
    Talvez, um asilo TOP seja a solução! Não sou famosa como a Xuxa, mas poderíamos ser vizinhas. Ter alguém pra brindar à vida parece ser uma ideia interessante!

    1. Nossa Ale..que coisa bacana que vc escreveu. Profundíssima. Com palavras super bem colocadas (dou super importânca para isso, pq faz toda a diferenca). Amei e vc tem razao. Nao queo ser rastreada. Pq nao comer se no sabemos se havera uma proxima refeicao. Querida, quero ser sua amiga. Beijocas

  7. Meu asilo TOP teria minhas 3 ou 4 amigas do ❤️ morando cada uma em sua suíte , fora todo resto da turma de velhinhos. Super organizado, programação e instalações impecáveis.
    Das celebridades, uma das minhas amigas do ❤️ (autora do texto), acabou esquecendo de relacionar nossa unanimidade: Evandro Mesquita
    Pra cantar pra gente e encher o lugar de charme e alegria! Revigorada total ‍♀️

  8. Envelhecer com pessoas de sua idade é fantástico.. eu gostaria de fazer que nem a Dominik mas se nesse lugar estivesse o Richard Gere..ai que maravilha.. ficaria o dia inteiro olhando pra ele…nem me preocuparua com mais nada…

  9. O texto me lembrou o filme francês “E se vivêssemos todos juntos?”; ele fala de um grupo de amigos de toda a vida, que decidiram viver juntos em uma grande casa… Uma estória linda e emocionante sobre o viver e morrer, que nos ajuda a pensar o assunto com menos angústia. Assistam!

  10. Amei a idéia,sonho em fazer isso em minha casa,ficar só jamais quero fazer amizades,rir,jogar buraco,beber uma cerveja ,fazer compras,ter amigos e uma técnica em enfermagem para nós auxiliar,não importa a idade basta q a pessoa tenha condições de ser independente.quem sabe daqui uns tempos esse sonho vire realidade?

  11. Adorei a idéia! Sempre pensei na possibilidade de viver em comunidade, qdo não poder mais dirigir, fazer minhas compras ,passear enfim. É bom saber que poderemos viver com independência perto de outras pessoas que passam pela mesma situação. Sempre é bom Está com amigos e amigas.

  12. Amei a idéia. Sou muito forte apesar dos 71 anos. Estou me sentindo muito incomodada ultimamente…. tenho muito espaço físico mas ficar na dependência de piscineiro e jardineiro vivendo sozinha não está me agradando. Quero companhias agradáveis…..vou tranquilamente se gostar do local!!!!!

  13. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
    monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  14. Na Europa e EUA já tem, e a discussão começa a aparecer no Brasil do chamado Coliving: uma tendência urbana em compartilhamento de moradias. Acho bárbara a ideia que favorece interação, colaboração entre vizinhos que compartilham áreas comuns e se ajudam. Imagine um casal com o seu espaço próprio, que no coliving ainda podem cuidar do filho do casal jovem vizinho enquanto estes trabalham. Benéfico para ambos, por exemplo.

    1. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
      monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  15. tenho 50 anos, quase 51. meu marido é 20 anos mais velho que eu, e não tive filhos. asilo não, moradia da idade da liberdade! de preferência em companhia de gente com cabeça que pensa assim e para aprender música, pintura, ler bastante, assistir muitos filmes, ter uma horta, viajar e curtir a amizade. também quero!

  16. Adorei seus comentários Simone e veja,tenho 74 e ainda não e sinto na “velhice pra valer”.Viajar e ler bons livros nos faz rejuvenescer.Ter casado aos 68,nossa,que maravilha! Ter um companheiro que te ame e entenda tambem prolonga a vida saudável.Gostaria que a Gilmara me desse o enderêço do asilo de Piracicaba,vou procurar na iternet ,pretendo ir e levar meu Fofo,está comigo há 47 anos.

  17. Pelo fato de eu estar criando dois netos um com 14 e outra de 8 ainda não atentei para essa hipotese, os crio desde bebes hoje so sou eu e eles em casa, sabe que o artigo me despertou,eu também sou muito independente, nem pensar em morar com quem quer que seja filhos ou netos, estou com 66 , grata pela materia

  18. kkkkk sempre pensei assim 🙂 estou trabalhando horrores para financiar o gaysilo dos meus sonhos,pé na areia e varias tchutchucas jovens e felizes para cuidar da velhota aqui! A ideia de ir a creche tbm me faz bem!
    Hoje pela primeira vez venho ate vc Dominique e amei 🙂 parabéns!!
    ah ….vim atravez da Consuelo
    BJKAS MENINAS

    ivani ( 48 anos ) ……rs

  19. O asilo dos meus sonhos é quase isso. Dispensaria os vizinhos ilustres, pois sou muito simples.A felicidade, para mim, está relacionada à liberdade, que por sua vez,só vou conseguir se puder decidir, SOZINHA,minhas vontades e meus desejos. Já preciso convencer meus filhos que são terminantemente contrários à ideia. Não consigo me imaginar dependente, na casa de um deles, apesar do carinho que recebo de todos. Aí sim, na minha dependência, seria chamada de complicada e dramática!

  20. Kkkkk estou rindo de mim porque SEMPTE disse que EU queria ir para um asilo de idosos! Comecei a planejar – independência financeira porque nem nessa área ($$$) queria ser um.”peso”pra eles…
    Estabeleci idade – mais ou menos 70 anos! Estaria lúcida, interessada em artes, boas conversas, sem preocupação de ter alguém fazendo comida ou limpando a casa….uma ma ra vi -lha! Com 68 anos.. .cheghuei de uma viagem ao Japao, China, Tibet e Dubai e ai….conheci um argentino. Resumo da opera: ESTOU CASADA, só esse ano já fiz 8 viagens internacionais, Estou voltando outra vez pra Europa agora em novembro ( cheguei de lá em junho ) e….ESTOU INDO MORAR …..NA EUROPA !! Adiei asilo !!!

  21. Agora já existem condominios e podemos combinar com amigos para morar juntos. Cada um com sua casa e seus hábitos mas com vida social dentro do condomínio. Acho que seria minha opção. De preferência, numa praia.

  22. DUAS PALAVRAS QUE ME INCOMODAM: ASILO E TERCEIRA IDADE!!! É PRECISO REINVENTAR! AQUI NO BRASIL, ISSO É UTOPIA E QUANDO NÃO, É TÃO CARO E SOFISTICADO QUE PERDE ATÉ A GRAÇA E A LEVEZA QUE UM LUGAR NESTE ESTILO DEVE SER: ALEGRE E DESCONTRAÍDO.
    O IDEAL PRA MIM, SERIA UM ESPAÇO COM MUITA NATUREZA, CADA UM COM SEU CHALÉ OU BANGALÔ, (COMO PREFERIR CHAMÁ-LO) DE PRIVACIDADE E UM ESPAÇO COMUM DE CONVIVÊNCIA.
    TUDO ISSO COM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL!

  23. Tenho 10 a mais que Dominique !!! Tenho pensado só agora sobre o envelhecer no sentido de ” onde ” irei quando já não puder mais ser e ter autonomia ? Não quero asilo no sentido mais tradicional e certamente não terei as possibilidades de sustentar esse futuro tão oneroso sozinha !!!! Terei que achar ou construir esse lugar do meu tamanho !!!! Tenho muita simpatia e tenho acompanhado publicações sobre “co- habitações” como uma possibilidade de futuro !!! Juntar- me não isolar-me e o que quero !! Sigo na pesquisa!!!

  24. Em Piracicaba, SP existe um condomínio com características próprias para a terceira idade.Conheço uma pessoa que mora lá e adora! Tudo no condomínio e para atender pessoas da terceira idade, desde saúde,lazer, vida social, cultural. Uma estrutura excelente que atende as necessidades dos condôminos! Acredito que deve servir como inspiração /modelo para que se construam condomínios com essas características.

  25. Eu sempre brinquei que teria meu asilo particular… talvez não tão chic quanto o seu e com vizinhança bem menos ilustre. Já combinei com uma amiga. Só não quero aprender crochê pq acho depressivo e não tenho paciência para pequenos trabalhos manuais…. comigo tudo é ÃO!
    São 3 filhos, 1 neto e 1 companheiro. Os 4 primeiros, certamente não aturarão minhas “rabugices” pois já hoje sou chamada de chata. Mas quero meu velhinho por perto sempre… ele é chato mas é companheiro e é disso que eu preciso. Sabe ouvir… e às vezes tenho que repetir (tá começando a ouvir mal… ).
    Hoje tenho repensado muito sobre o que é envelhecer e cada vez mais me convenço que só deveríamos viver enquanto nos fosse possível manter a dignidade de tomar um banho ou ir ao banheiro sozinhos.
    Minha mãe está com 76 anos. Desaprendeu a andar, a segurar suas funções fisiológicas e isso é constrangedor para todos. Pra completar, continua lúcida e com o humor ácido e grosseiro que lhe é peculiar. Morro de medo de ficar igual… me recuso! Quero manter o bom humor…. ah, gostei da ideia de contratar putas (meu marido vai amar!), elas certamente alegrarão o lugar…

  26. Hahaha… eu tb já mencionei esse fato p minhas filhas… vou morar em um asilo!!!
    Mãeeee, vc ficou loucaaaa???? Acha k vamos deixarrrr??? Qual o problema???!!! Páraaaaaaa….
    Aguardemos…

  27. Eu tb quero ir para um asilo. Nem precisa ser tão especial. Tem de ter música, música boa. (Nada de Aché ou sertanejo universitário ) Alquem pra tocar um violão e me deixar cantar. Minhas companheiras serão as da juventude acumulada,nome que escolhemos para o nosso grupo.Importante: horas dançantes com os idosos ou com dançarinos pagos para rodopiar co cuidado as idosas assanhadinhas.Durante a semana ,de dia um crochê, um cochilo.A noite,cinema.

    Preciso só convencer meus filhos e netos que deixar-me lá, não é abandono,é ser livre para fazer do meu tempo o que eu quero,para curtir minhas fugas e rabujices sem perturbar,é ficar na cama por preguiça ou dor no corpo sem incomodar.

  28. O problema é que as casas de repouso/asilo não se enquadram nesse modelo.
    Temos que ter alguma outra opção bacana.
    Essa sua é utópica. Mas a idéia é compartilhada por muitas pessoas.
    Seria interessante uma pesquisa.

  29. O meu projeto é este já estou proxima,só que ainda tenho marido,se ele for antes de mim.Não vou morar vom filho,penso em procurar uma casa de repouso,só que não é. Top como a de Dominique.

        1. Você expressou meus pensamentos,sem dilemas e sem essa de dizer que “meus filhos me abandonaram”. Quero viver meus momentos, curtir meus livros e minhas músicas e curtir eu…simplesmente eu…

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O Animado Aniversário de Minha Amiga

Eu tenho uma amiga que é das mais animadas pessoas que podemos conhecer. Você não está entendendo. Deve ser A MAIS animada.
Ela promove festas, encontros, inaugurações, conhece todo mundo e mais alguém. Conversa e faz amizade em cinco minutos, daquelas que você pensa que a conhece há décadas.

Ela promove festas, encontros, inaugurações, conhece todo mundo e mais alguém. Conversa e faz amizade em cinco minutos, daquelas que você pensa que a conhece há décadas.

Chegando proximo do seu aniversário, a dúvida de como comemorar pois afinal de contas, o lugar deveria ser imenso….

Começou a ficar dificil a escolha.

Até que alguém deu a idéia de que as pessoas mais chegadas pudessem aproveitar da sua companhia mas também uma das outras… a idéia de viajar para o Rio de Janeiro foi aceita na hora. Acabamos indo em 14 mulheres, algumas nem se conheciam bem, pois eram suas amigas, mas acabamos convivendo todo esse tempo e algumas boas amizades surgiram dessa viagem.

Escolhemos ir em um domingo cedo e retornar na segunda-feira ,para não atrapalhar muito a rotina de cada uma.
Bem, como nossa aniversariante é bem conectada e como conhece todo mundo, escolheu o Belmond Copacabana Palace para isso, pois como já havia ido algumas vezes, tinha facilidade em fazer uma programação .E que programação !

Chegamos perto da hora do almoço no domingo, e mal colocamos as malas no quarto, já havia um wellcome drink para todas na piscina…que piscina aliás. Todo o charme do Hotel e serviço foram impecáveis. Depois entramos no restaurante Pérgula (dentro do Hotel) pois já havia uma mesa linda, enorme, nos esperando.

Entre um almoço delicioso, bolo com direito a parabéns, ficamos a tarde toda conversando….E vai conversa, cantoria, risadas e mais risadas. Já tinha sido uma delicia nossa tarde, fomos tomar banho e nos arrumar para o jantar.

Quando você pensa que vai ter uma noite tranquilinha ,descemos e ela já nos esperava linda ,toda sorridente, todas de branco como havia sido seu pedido ,para que a mesa ficasse linda.

Pois é…. na beira da piscina, uma mesa com todos os lugares super bonita e uma DJ nos esperavam, com jantar à beira da piscina que o Cipriani ( outro restaurante dentro do Hotel) preparou….

Jantamos,falamos muito, cantamos musicas das mais variadas que a DJ tocava (à pedidos) e dançamos muito.

Só nós. Dezoito mulheres algumas na faixa dos 30, 40 , 50 e outras já chegando nos 60,com histórias de vida diferentes se unindo e celebrando a vida .Tem melhor ?
Isso foi durante boa parte da noite….

No dia seguinte, café da manhã, algumas ja estavam saindo pois tinham seus voos bem cedo para São Paulo …. eu senti uma espécie de vazio ,puxa tinha acabado…
Mas tive a felicidade de poder participar de algo em que tudo havia sido perfeito.


Na saída, agradeci muito à ela pela oportunidade de uma pausa assim tão deliciosa nas nossas rotinas e ela com aquele seu sorriso olhou para mim e disse : “Daqui uns meses vamos programar outra?”
Que delicia, pensei, vai virar um programa !!!! Fiquei aliviada, esses momentos terão novas versões e novos rostos ! No próximo, vou contar tudinho de novo ! Até lá!

Leia também :

Viajar com amigas é bom mas requer cuidados

Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

4 Comentários
  1. Can you be more specific about the content of your article? After reading it, I still have some doubts. Hope you can help me.
  2. Amei! Foi tudo isso e mais ainda. Tem que ser pelo menos uma dessas celebrações por semestre rsrsrs O vício na vibe que a Ana Lara nos trás causa síndrome de abstinência rsrsrs

  3. Amizade …amigos verdadeiros …. união …preenchem nossos corações em todos os momentos… se forem de alegria e ainda viajando … a vida fica colorida !!!!!

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Dois amigos no deserto – lenda árabe

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, quando em determinado ponto da viagem, bastante cansados, um agrediu o outro.
O ofendido, sem nada dizer, pegou o seu cajado e escreveu na areia: “hoje o meu melhor amigo me derrubou no chão”.

Passado algum tempo, seguiram viagem pelo deserto, até chegar a um oásis.
Lá, se banharam à vontade, até que o amigo que havia sido agredido, começou a se afogar.
O outro nadou até ele e o trouxe até a margem, são e salvo.
Foi quando o amigo resgatado pegou seu saibro e escreveu em uma pedra, cercada de vegetação:

“Hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida”.

O primeiro perguntou:

“Por que quando você foi agredido, você escreveu seu sentimento na areia, e quando foi salvo escreveu na pedra”?

O outro respondeu, sorrindo:

“Quando um grande amigo nos ofende, devemos registrar esse dano na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagá-lo. Mas quando um amigo nos faz algo grandioso, devemos registrar esse momento na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo pode apagar!”

Genteeeeeee, não é lindo isso???

Eu digo sempre, que amigo que é amigo fica bravo mas passa. E se não passa, volta pra conversar,
É claro que existem situações que rupturas são necessárias. E outras, onde amizades deixam de fazer sentido. Nesses casos, não se sinta culpada. Apenas tenha certeza de qual o motivo está a levando a se desfazer daquele vínculo.

Mas uma amiga de verdade, daquelas que te liga por que sente que você está precisando, ou que vai pra sua casa ás 2h da manhã pra te levar um Engov pq vc acha que vai morrer por conta dos 4 Gins Tônica que bebeu para esquecer aquele cretino…Ahhh, essa amiga é patrimônio.
Alimente essa amizade, com carinho, amor e retribuição..
Claro, retribuição é super importante, pq gostar sozinho não é legal.O legal ê sua amiga se sentir gostada tb, né???
E se ela brigar com você, escreva na areia, e esqueça. Procure as pedras onde vocês gravaram as vezes que se salvaram.

Você conhece alguma lenda bacana? Manda pra mim??? Não precisa nem  ser uma lenda árabe.

Leia também:

Trocas – Uma história de amigas de infância

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias

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Evento Dominique no Shopping Anália Franco

Hoje assisti algo muitíssimo perturbador. Saí diferente de lá.
Sim. De lá. Apesar de ser um vídeo do Netflix, embarquei na narrativa da pessoa. Foi uma viagem conturbada e emocionante.
Se já assistiu “Nanette” sabe do que estou falando mas se não assistiu digo que é algo necessário na vida da gente.
Uma amiga me recomendou e foi assertiva: – Você tem que ver!!!
Diante de tamanha ênfase não tive alternativa a não ser assistir imediatamente.

Agora, pensando, reconsidero minha recomendação.
Não.
Não é para qualquer um. Só alguém que te conhece muito bem pode fazer tal recomendação porque como me disse Consuelo ao falar dele, “acho que vai te tocar como me tocou. Cresci uma geração diante daquilo tudo”.
E batata!! A história da comediante Hanna Gadsby me pegou.

Como pode, a Consuelo em menos de um ano, me conhecer assim?
Conhecemo-nos por motivos profissionais em agosto/setembro de 2017. Para palestrarmos juntas em dezembro do mesmo ano.
De lá pra cá, nos encontramos poucas vezes, mas mais vezes do que muita amigona que mora São Paulo.
E toda vez que estamos juntas, temos uma sintonia tão boa!! Assunto pra mais de mês. Papos legais, divertidos e por vezes profundos.
Com ela aprendi o que é FOMO. Aprendi também  que somos muito melhores depois de uma taça de vinho.

Nossa primeira palestra rolou tão bem tão bem, que os presentes acreditaram que éramos amigas de infância mesmo.
Tanto que fomos chamadas para uma segunda que aconteceu esta semana.
A Cliente, o Shopping Anália Franco acreditou no projeto Dominique. Na força da mulher de 50, na Consuelo e em mim.
Quando digo A cliente quero dizer que o Shopping Anália Franco tem que ter alma feminina.  Sem sexismos toscos ou feminismos bobos, digo que poucas vezes fui tão bem tratada por um(a)  cliente. O respeito pelo fornecedor (nós) e pelas próprias clientes que estariam ali nos assistindo, é coisa de mulher no melhor sentido Yin e Yang.
O trabalho é importante. O dinheiro também. Mas todo mundo tem que estar feliz!! E estavam.

Elas ofereceram uma tarde inesquecível para 100 mulheres.
Fecharam um restaurante. Só para nós. Um cardápio super pensado. Para a  chegada, o durante e para o depois. Um inebriante espumante embalou nossas conversas.
E mimou. Mimou a todas nós, com gifts. Muitos Gifts. Quem não gosta de ganhar Presentes? Cada uma de nós saiu de lá com pelo menos 7 pacotinhos.
Yes darling. Pelo menos 7 pois algumas sortudas ganharam o sorteio de outras 10 prendas.
Aiiii Que delícia.

Agora quero falar das 100 mulheres que lá estiveram.
Mulheres bonitas. Alegres. E arrumadas.
Gente!! Elas se arrumaram para irem nos ver!!  Amigaaaaaa, olha que gente mais bacana!!
Entramos, Consuelo e eu, e o que vimos foi um monte de sorrisos. Senti uma felicidade no ar que dava pra pegar com a mão.
Meu nervosismo de principiante e foi dando lugar a Lili. Lili é como sou chamada por algumas pessoas. Lili é a amiga, a companheira, a cúmplice.
Mas não estava nervosa apenas por nao ter grande experiência em estar deste lado do palco. Mas pela responsabilidade diante de um cliente que me tratou a pão de ló.

Sou ansiosa sim. Sou controladora também. Tento há anos melhorar, enfim…A coisa é que  alguém acreditou no que eu falei! Alguém comprou meu sonho. E portanto, o mínimo que eu tenho que fazer é corresponder. Era um compromisso firmado!
Olhei tudo nos mínimos detalhes e claro, contei com ajuda de pessoas muito competentes. E agora, publicamente, aproveito para pedir desculpas . Talvez não tenha reconhecido o suficiente a dedicação de minha equipe.  Muito obrigada! Sozinha ninguém faz nada!

Mas como disse, estava nervosa, muito.
Tentei ensaiar e simplesmente não saiu.
Vc pode imaginar meu pânico?
Tentamos novamente. E eu travei de novo.
Comecei a ficar muitíssimo preocupada. Foi quando Consuelo me convidou para almoçar.
Me acalmou. Conversou. Pedimos um vinho que eu tomei sozinha.
Também já conheço um pouco Consuelo e sei bem que ela adicionou uma doçura extra em sua fala e em seu olhar. Vi que estava preocupada, mas ao meu lado, me entendendo, me desculpando e me apoiando.
E deu certo!! Entramos.  Falamos. Conversamos. Rimos. Vibramos.

Bom, o universo retribui. Quem acredita nisso?
O carisma de minha colega de palco é inegável. O carinho que aquelas 100 mulheres dedicaram a nós, mas principalmente a ela é um sinal. Sinal de que algo de muito bom Consuelo oferece a elas. E como disse, tb a conheço um pouco para saber da verdade e da emoção em cada palavra que falou.
As pessoas estavam lá para saber dela, ouví-la, vê-la. Acabaram conhecendo a Lili e sobrou carinho até pra mim.
Vi como Consuelo tratou cada uma daquelas 100 mulheres. Acredite ou não, ela conhecia a história de muitas delas, sem nunca te-las visto.
Minha amiga responde a cada mensagem recebida em seu blog. Ela se envolve na história das Dominiques, ela se interessa e sofre ou torce junto a cada uma delas. E de verdade, até pq só assim conta, né?

Todo discurso de Dominique girou em torno das histórias que temos para contar.
Pedi histórias para as Dominiques. Pedi que me contassem para que eu pudesse dividir com outras e para que nós, humildemente, tentemos mudar o olhar de uma sociedade para uma geração tão diferente de mulheres que somos nós.
Histórias. Muitas e diversas.

Lembra do tal universo que falei lá em cima?
Então. A hora que abri os mimos do shopping, olhe só o que era um deles :

A Shoulder sabe que Dominiques contam histórias!!

Nem se tivéssemos combinado.

E já voltando para casa, dando uma carona para Consuelo,  emendamos num de nossos deliciosos papos. E foi quando ela me recomendou Nanette. Ficamos no carro papeando, sabendo que não estaremos na esquina uma da outra nos próximos meses, e que na nossa vida corrida, nao sobrará tempo para papos ao telefone. Então aproveitamos nossos derradeiros minutos juntas. E foi aí que ela desceu do carro, e se despediu de mim com a seguinte frase:

– Muito obrigada por respeitar tanto o trabalho!

Pedi que repetisse pois achei que não tinha entendido direito. Mas era aquilo mesmo.
O respeito a que ela se referia, não era a SEU trabalho. Mas ao trabalho. De uma maneira geral.
Ela não individualizou ou trouxe para ela o meu respeito. Ela fez meu respeito soar muito maior pois referiu-se ao trabalho da maneira como eu o entendo.

Consuelooooooo!! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!!!

Veja as fotos do evento no Pinterest

Increva-se aqui e saiba antes quando será o próximo encontro!

Você conhece os Pequenos Encontros & Grandes Histórias da Dominique?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

11 Comentários
  1. Foi fantástico conhecê-las pessoalmente, vocês são pessoas incríveis, super competentes, experientes e com um astral incrível. Obrigada pela tarde deliciosa, cheia de lindas histórias e trocas de experiências e energias boas! Estou feliz por ser uma nova Dominique!

  2. Lili e Consuelo, pena eu não ter ido desta vez..
    Vcs moram no coração ! Tão legal abrirem um espaço de troca, distração, reflexão,risadas, besteirol,choros, etc, etc..mas acima de tudo ,um espaço NOSSO. Sim, isso é possível, é merecido.
    Obrigada Dominiques, até o próximo encontro mas sempre por aqui, bjs

  3. Pena que não pude estar presente neste evento tão especial ; fiquei morrendo de tristeza por não ter remanejado meus compromissos. Pelas fotos, da pra perceber como foi intenso e e leve , alegre e descontraído o evento. . Parabéns Li ou Super LILI ou simplesmente Eliane e concluindo você É o Retrato vivo desta famosa guerreira Dominique! Mil pra vcs e todas Dominiqiues. Parabéns.

  4. Alessandra querida! Conheci nesse evento um outro significado para a palavra carinho. Que coisa mais bonita. O atral estava tao bom que minha impressao é que todo mundo saiu de lá mais feliz do que entrou. E isso deixou a Consuelo e eu em estado de graça.
    Vamos continuar o contato. Até por isso criei aquela página.
    Quem sabe, né?

    Beijos

  5. Menina… me identifiquei 100% no nosso encontro e também com tudo o que vc escreveu! Fiquei muito feliz com nosso memorável dia e por ter conhecido Dominiques tão incríveis quanto suas histórias! Obrigada pela oportunidade ímpar!

  6. Eu me apaixonei pela Consuelo em 2015 sem saber muito sobre ela… A gente conversava pelo Snapchat e fomos criando uma relação tão legal…. Que quando conheci ela foi tão mágico… Então catei os stories para ver a Consuelo… E matar um pouco da saudade… Vou esperar vocês em Floripa e vou levar minha mãe também…. Obrigada por tanto ensinar… Logo logo sou eu com 50 rsss

  7. Imagino que tenha sido um encontro delicioso e memorável, não a conheço bem mas a Consuelo já acompanho há algum tempo e sei de sua delicadeza e atenção com todos.
    Espero que tenha mais encontros como esse para que possa deliciar nossa alma.
    Parabéns pelo trabalho e pelo respeito ao trabalho.

  8. Lili! Acredito que posso chama-la assim, sera
    Sorry pela falta de alguns sinais e acentos, computador novo e ainda não me acostumei com o individuo rsrs
    Delicia demais ver voce e Consuelo juntas – duas pessoas que me ensinam muito, sem ao mesmo ter ideia de que existo, me ensinam moda, cultura, comportamento, me sinto feliz quando encontro um tempinho e passo por aqui! Fiquei curiosa com uma coisa, talvez voce ja tenha explicado em outro post que não tenha lido – o que e FOMO – kkkk me ensina também
    Obrigada por ser uma Dominique e me ensinar a arte do empoderamento feminino! Forte abraco e um lindo dia p voce!

    1. Olá Paula, que delícia de mensagem!! Saber que fazemos parte da vida de alguém dessa maneira, me deixa muito feliz. Pq a ideia é essa!! É fazermos parte. O sentimento de pertencimento é importante em todos os momentos da nossa vida, mas quando viramos Dominiques é vital sabermos que nao estamos sozinhas.
      E FOMO = Fear of missing out – é o medo de estar perdendo alguma coisa. Saber que alguém está fazendo algo e COMO eu nao estou?? É a ansiedade de querer nao perder absolutamente nada.

      Querida, um grande beijo de sua amiga, Lili.

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Vexame 2 – A Missão – A culpa continua sendo do creme de leite

Dominique - Creme de Leite
Bom, aí já bem crescidinha, casada e com filhos, cometi outros pequenos excessos.
Porre, bebedeira, pileque…
Dê o nome que quiser, mas a verdade é uma só.
Raras vezes bebo e fico naquele estágio gostoso.

Para mim, bebida ou engorda ou me derruba.
Mas derruba mesmo. Strike. Vexame. Um soldado que tomba.
Na maioria das vezes não fico chata.
Não fico alegre.
Não fico engraçada.
Talvez fique isso tudo por segundos.

Mas no segundo 35 já estou no banheiro agarrada ao vaso, my best friend.

Rita Lee escreve em seu livro que seu nome do meio é “Nãoseiquandoparar”.
Acho que sou meio assim também.
Tudo em mim é em excesso. Sou voraz. Vou até às últimas consequências. Talvez também beba desta maneira. OU prefira não beber. Sei lá.

Vamos ao B.O.
Happy Hour cazamiga. Momo e Tance.
Uhhuuuu Noite das meninas!
Fomos a um bar gostoso, bem aconchegante. Cheio de gente conhecida por acaso.
Pedimos um vinho tinto.
Alguns petiscos.
Não lembro direito.
Mas tinha um filé aperitivo com um molho delicioso. Com creme de leite.
Você sabe como é uma noite dessas, né? Muita risada. muita bobagem, muita conversa secreta.

Com amigos que se juntaram à nossa mesa tudo ainda ficou mais animado até que de repente sinto aquele suor frio. O prenúncio do que viria.

Fui ao banheiro e quando percebi que não ia melhorar, cochichei com minha amiga que precisávamos ir. Por sorte, não sei porque cargas d´água, não fui com meu carro. Tance percebeu e saiu junto.

Já na rua, tentando chegar ao carro expus a real situação. Sem precisar falar nada.
Me apoiei no muro de um prédio bacanérrimo nos Jardins com as costas viradas para a rua e discretamente “desengoli” (não consigo falar vomitar, sorry).
Momo fazia carinho em meu cabelo e Tance dava cobertura.
Tance falou que precisava ter tirado uma foto pois nunca viu tamanha classe para tal ato. A minha pose estava sensacional. Uma lady até nisso.
Se não estivesse morrendo acho que teria até achado engraçado.

Entrei no carro da Momo. Tance disse que ia acompanhar.
– Lili, você quer passar num hospital? Acho que  precisa tomar um pouco de glicose na veia.
– Pelo amor de Deus! Na minha idade? Coma alcoólico?
– Me leva pra casa, Momo.
– Ok.
E começamos o trajeto.
– Momoooooo, eu vou morrerrrr. Abre os vidros!
– Nao vai não, Lili. Pronto, abri.

O tempo inteiro, minha amiga querida, fazendo carinho em minha mão gelada enquanto guiava, tentando me acalmar. Fofa!
– Momoooooo, vou desengolir.
Bom. Nessa hora minha amiga deixou de ser fofa. E acho que até amiga.
– Aqui não!
Ela fez uma manobra digna de um piloto de ambulância e parou o carro junto à calçada da Avenida Faria Lima. Isso mesmo Faria Lima.
– Lili! Abra a porta!
Nisso, Tance para atrás e sai do carro, e diz  segurando a gargalhada.
– Eu não acredito que vivi para ver essa cena, exclama com a mão na cintura.
Sim. Era eu mesma. Ali, sentada na sarjeta.

– Momo! Você tem mais medo que eu suje seu carro do que que sejamos assaltadas?
– O carro tem seguro contra roubo. Já não tem contra catinga de xxx.
Bom, melhorei um tantinho.
Entrei no carro jurando que se sentisse qualquer coisa avisaria antes de ser muito tarde.
Fomos pra casa.

Agradeci e ia descendo quando minhas amigas desceram junto.
Não entendi, mas não tive forças para interpelar.
Entraram comigo em casa, me enfiaram no chuveiro, me deram um chazinho com um remédio, me puseram na cama, me cobriram, deram beijinho e foram embora.

Moral da história.

O picadinho tinha creme de leite. Não posso misturar creme de leite e vinho tinto!
Meu fígado não deve conseguir processar 2 garrafas de vinho mais aquela gordura láctea.
A culpa é do creme de leite com certeza.

E, quem tem amiga, pode se dar ao luxo de vez por outra encher a cara, com ou sem creme de leite.    Tks Momo. Tks Tance.

Leia Mais:

Meu primeiro pilequinho. Dei PT com licor de cacau
Vexame 1 – A Saga – A culpa é sempre do creme de leite

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Algumas trocas são presentes que não tem preço, mas tem valor

Dominique - Trocas
Todo mundo já foi criança um dia. Até eu.  Acredite.

Sempre fui alta, na verdade, a mais alta de todas e de todos.

Não bastasse minha cabeçinha lááá em cima, solitária, no último lugar da fila, ainda tinha aquela coisa de ser gordinha.

ÔÔ primário infernal, viu?

Todas as minhas amigas magrinhas, eretas, bumbum arrebitado, com aquele cabelão lisoooo e cheio de fivelinhas coloridas. Um charme.

Já eu, com um cabelinho mais para o ondulado quase crespo, lembro direitinho do quanto minha mãe puxava para fazer um rabo de cavalo impecável e sem uma ondinha. Doía pacas, mas ficava quase que militar! Um orgulho para ela.

Enfim, eu era de uma timidez proporcional ao meu tamanho. Calma, calma… Tudo acabou bem. Essas coisinhas passaram e se transformaram em grandes vantagens competitivas em todos os aspectos:

– Ser alta é maravilhoso.
– Meu cabelo é superjeitoso e faço dele o que quero.
– Não me acho gordinha o tempo todo. Só às vezes. Sou é muito gostosa.

Mas voltando. Lá atrás, no meio de tantas inseguranças, brincadeiras, escola, maldades, vilanias infantis, inocência, beleza, pureza, amigas, família e medo vieram também os aprendizados e as descobertas. Fascinante!

Uma das poucas coisas de menina que fiz de verdade foi coleção de papel de carta. Muito mais pelo ato de colecionar do que pelo papel em si.

Na época, fazia sucesso um papel de carta chamado Betsey Clark. Eram umas bonequinhas com cabeça de cebola. Não sei nem se gostava tanto assim. Mas toooooooodas as minhas amigas amavam. E era no recreio quando praticávamos a “troca”.

Claro que o valor de um papel de carta era subjetivo, ainda mais para meninas de 10, 11 anos. Os da Betsey Cebola valiam mais.

Mas, na troca, outros quesitos eram postos em jogo.
O quanto você era ou não querida.
O quanto você era ou não bonita.
O quanto você era ou não inserida.

Eu tinha uma coleção mais ou menos e acho que, para mim, só valia pelo contexto social.
Nada de muito importante.

Mas aí, num remoto recreio, sentei na mureta e pedi para ver a pasta da Bia. Vi um cartão com selinho das tais cebolinhas. E comecei a negociar.
– Bia, vamos trocar este cartão? Troco por estes meus 3.
– Ahhh, Dominique, vale muito mais que isso.
– Hummm, ok… Então estes aqui.
– Não gosto de nenhum.
– Deixa eu ver Bia. Estes 7 por um cartão ainda não vale? 7?
– Não!

E continuei tentando desesperadamente que a Bia aceitasse aquela negociação mesmo que eu tivesse que entregar toda minha coleção.

Não sei o que se passava comigo naquele momento, mas parecia que isso era a coisa mais importante do mundo. E parecia que a Bia sabia disso. Ela exercia sua infantil vilania com requintes.

Claro que nesta hora uma rodinha de meninas já tinha se formado em volta de nós.
Risinhos…Cochichos…Cutucadinhas…Quando eu estava prestes a oferecer tooodooosss os meus pertences, num último lance de desespero, escutei…

– Bia, eu também quero este cartão. Vamos trocar? Troco por estes 4 da Betsey.

Olhei para o lado e era Valentina. Mas por que ela estava fazendo isso? Por que ela me tirou a chance de ter aquele bem tão precioso? E acredite, a Bia imediatamente aceitou a troca com a Valentina.

Saí chorando. Chorando muito. Valentina veio atrás de mim. Eu gritei com ela! Que ela tinha me roubado! Que aquele cartão era meu e que eu estava quase conseguindo. Por que ela tinha feito isso?

Ali, escutei as palavras mais generosas que uma menina daquela idade poderia dizer:

– Porque não aguentei te ver fazendo aquilo. A Bia nunca ia te dar aquele papel. Ela estava se divertindo. Toma… Pra você!

E me entregou o tal cartão. Devolveu minha autoestima junto. E me ensinou o significado da palavra cumplicidade. Ou seria isso solidariedade? Não… acho que é simplesmente carinho.

Do cartão, não tenho ideia que fim levou. Mas a Valentina, que já era minha amiga, naquele dia passou para o status de melhor amiga. E de lá nunca saiu.

Belo episódio, né?

Descobertas, valores, amizades. Uns tem, outros não…

E no final das contas temos as trocas. Tudo na vida são trocas. Acho que tenho feito boas escolhas até aqui.

Ahhhhhhh… sabe aquelas minhas amigas magricelas de bumbum arrebitado que eu falei la em cima? Era lordose!

Apesar da minha amizade com a Valentina começar com trocas eu não a trocaria por ninguém. Me diz se você tem alguma amiga que não troca por nada!

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A música que entrará na trilha sonora de minha vida em 2017. Sabe qual?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

8 Comentários
  1. Que lindo!!!
    Fui uma jovenzinha muito alta, como vc a mais alta da turma, última da fila kkkk, cabelos tão lisos que minha mãe fazia papelotes, alguém sabe o que é? Não durava nada. Resumo da opera, vida é um repeteco de fatos, mudando só de endereço. Boa lembranças. Adorei!!!

  2. Linda passagem..realmente difícil uma criança da idade da Valentina agir com tanta generosidade, desapego e maturidade.Guarda essa no ❤️. Isso é caráter, vale ouro , é raro e para sempre.

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A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Dominique - Amigas
Amigas hoje em dia são um patrimônio em minha vida.
Tenho, sim, uma melhor amiga.
Isso não quer dizer que não tenha outras.
Melhor amiga ou melhores amigas são raras.
Mas cultivo amizades.
Para o hoje e para o amanhã.
Tenho amigas de várias tribos.
E adoro todas elas.
É claro que não vou contar um segredo para a fulana (amiga-tipo-venenosa). Mas adorarei sentar com ela num final de tarde preguiçoso para jogar conversa fora.
É só saber o que, com quem e onde.
A vida pode ficar sempre muito interessante e divertida.
Quer ver?

#1 Amiga esportista
vai te tirar da cama naquele sábado de sol pra você não se sentir culpada na hora da tomar caipirinhasss.

#2 Amiga que gosta de cinema
vai te contar antes o significado daquela cena, daquele filme dinamarquês, pra você não ficar por fora da conversa sem precisar assistir o filme.

#3 Amiga venenosa
sim, porque afinal de contas, quem é que não gosta de uma fofoquinha inocente, né? Desde que não seja a nosso respeito, claro!

#4 Amiga intelectual
Ela vai te explicar sobre o conflito em Nagorno-Karabakh sem fazer você se sentir uma idiota!

#5 Amiga de direita e de esquerda
porque gostamos de coxinha, de mortadela, de caviar e de quibe, né. Temos nossa opinião, sabemos no que acreditamos, mas gostamos de escutar outros lados da história.

#6 Amiga social
Ela conhece o amigo da amiga do amigo. Você precisa do que mesmo? Você quer ir onde mesmo? Ela conhece! Ela sabe! Ela tem o telefone!

#7 Amiga fashion
Tendências, longo ou curto? Bico largo ou bico fino? Caiu bem? Estou parecendo um colchão amarrado? Meu bumbum tá maior que o estádio do Maracanã nesta calça branca. Ainda bem que eu tenho a Suzi.

#8 Amiga casamenteira
Apps de relacionamentos são tudo de bom. Agora, nada substituí a velha, boa e constrangedora apresentação entre amigos.

#9 Amiga musical
Você realmente precisa de uma amiga assim se a música que você mais escuta ultimamente foi lançada em 1988!

#10 Amiga que gosta de viajar
Uma ótima companheira para aquelas aventuras de desbravar a cidade medieval a pé, sob o sol, o dia inteirinho.

#11 Amiga organizada
Observar como ela faz pode ser uma inspiração pra você fazer…. um terço do que ela faz.

#12 Amiga bagunceira
Dá aquela relaxada, afinal, tem alguém pior que você. Alívio…

#13 Amiga que gosta de beber
Nunca vai te recriminar por que vocês beberam uma – não duassss garrafas de vinho sozinhas.

#14 Amiga que gosta de comer
Sabe aquele olhar de “essa barra inteira de chocolate vai te engordar”? Pois é, ela não tem e até compra outra barra se precisar. E ainda diz, você merece. Você tá magra e linda!!

#15 Amiga espiritualizada
Nos momentos de desespero será ela que vai te impedir de cortar os pulsos. E ainda vai te manda mensagens com #gratidão ou #gentilezageragentileza.

#16 Amiga bem-casada
Tão fofo, né? A gente até acredita de novo naquele “felizes para sempre”.

No fim das contas, amigas são simplesmente amigas e isso já as fazem ser incríveis.

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Será que você sabe quem são seus amigos do peito?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Tenho várias tribos. Amizades novas, amizades desde sempre, amigas quase irmãs, primas mais que amigas… Cada uma com suas características, estilos, ritmos, predileções. O legal é perceber que eu sou um patchwork delas todas, com um toque muito pessoal.
    Beijos ao Café Cotoxico, Fono Puc 80, Gatuchas do Costa… Todas muito Dominique.

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