Tag: Dominiques

A vida sem ele

A vida sem ele.
Não…Não é fácil.
Nunca foi.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias
© 2018 Luís França - www.luisfranca.net - Direitos reservados.

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Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias
Mastino

O restaurante Mastino caprichou!!

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Evento Dominique no Shopping Anália Franco

Hoje assisti algo muitíssimo perturbador. Saí diferente de lá.
Sim. De lá. Apesar de ser um vídeo do Netflix, embarquei na narrativa da pessoa. Foi uma viagem conturbada e emocionante.
Se já assistiu “Nanette” sabe do que estou falando mas se não assistiu digo que é algo necessário na vida da gente.
Uma amiga me recomendou e foi assertiva: – Você tem que ver!!!
Diante de tamanha ênfase não tive alternativa a não ser assistir imediatamente.

Agora, pensando, reconsidero minha recomendação.
Não.
Não é para qualquer um. Só alguém que te conhece muito bem pode fazer tal recomendação porque como me disse Consuelo ao falar dele, “acho que vai te tocar como me tocou. Cresci uma geração diante daquilo tudo”.
E batata!! A história da comediante Hanna Gadsby me pegou.

Como pode, a Consuelo em menos de um ano, me conhecer assim?
Conhecemo-nos por motivos profissionais em agosto/setembro de 2017. Para palestrarmos juntas em dezembro do mesmo ano.
De lá pra cá, nos encontramos poucas vezes, mas mais vezes do que muita amigona que mora São Paulo.
E toda vez que estamos juntas, temos uma sintonia tão boa!! Assunto pra mais de mês. Papos legais, divertidos e por vezes profundos.
Com ela aprendi o que é FOMO. Aprendi também  que somos muito melhores depois de uma taça de vinho.

Nossa primeira palestra rolou tão bem tão bem, que os presentes acreditaram que éramos amigas de infância mesmo.
Tanto que fomos chamadas para uma segunda que aconteceu esta semana.
A Cliente, o Shopping Anália Franco acreditou no projeto Dominique. Na força da mulher de 50, na Consuelo e em mim.
Quando digo A cliente quero dizer que o Shopping Anália Franco tem que ter alma feminina.  Sem sexismos toscos ou feminismos bobos, digo que poucas vezes fui tão bem tratada por um(a)  cliente. O respeito pelo fornecedor (nós) e pelas próprias clientes que estariam ali nos assistindo, é coisa de mulher no melhor sentido Yin e Yang.
O trabalho é importante. O dinheiro também. Mas todo mundo tem que estar feliz!! E estavam.

Elas ofereceram uma tarde inesquecível para 100 mulheres.
Fecharam um restaurante. Só para nós. Um cardápio super pensado. Para a  chegada, o durante e para o depois. Um inebriante espumante embalou nossas conversas.
E mimou. Mimou a todas nós, com gifts. Muitos Gifts. Quem não gosta de ganhar Presentes? Cada uma de nós saiu de lá com pelo menos 7 pacotinhos.
Yes darling. Pelo menos 7 pois algumas sortudas ganharam o sorteio de outras 10 prendas.
Aiiii Que delícia.

Agora quero falar das 100 mulheres que lá estiveram.
Mulheres bonitas. Alegres. E arrumadas.
Gente!! Elas se arrumaram para irem nos ver!!  Amigaaaaaa, olha que gente mais bacana!!
Entramos, Consuelo e eu, e o que vimos foi um monte de sorrisos. Senti uma felicidade no ar que dava pra pegar com a mão.
Meu nervosismo de principiante e foi dando lugar a Lili. Lili é como sou chamada por algumas pessoas. Lili é a amiga, a companheira, a cúmplice.
Mas não estava nervosa apenas por nao ter grande experiência em estar deste lado do palco. Mas pela responsabilidade diante de um cliente que me tratou a pão de ló.

Sou ansiosa sim. Sou controladora também. Tento há anos melhorar, enfim…A coisa é que  alguém acreditou no que eu falei! Alguém comprou meu sonho. E portanto, o mínimo que eu tenho que fazer é corresponder. Era um compromisso firmado!
Olhei tudo nos mínimos detalhes e claro, contei com ajuda de pessoas muito competentes. E agora, publicamente, aproveito para pedir desculpas . Talvez não tenha reconhecido o suficiente a dedicação de minha equipe.  Muito obrigada! Sozinha ninguém faz nada!

Mas como disse, estava nervosa, muito.
Tentei ensaiar e simplesmente não saiu.
Vc pode imaginar meu pânico?
Tentamos novamente. E eu travei de novo.
Comecei a ficar muitíssimo preocupada. Foi quando Consuelo me convidou para almoçar.
Me acalmou. Conversou. Pedimos um vinho que eu tomei sozinha.
Também já conheço um pouco Consuelo e sei bem que ela adicionou uma doçura extra em sua fala e em seu olhar. Vi que estava preocupada, mas ao meu lado, me entendendo, me desculpando e me apoiando.
E deu certo!! Entramos.  Falamos. Conversamos. Rimos. Vibramos.

Bom, o universo retribui. Quem acredita nisso?
O carisma de minha colega de palco é inegável. O carinho que aquelas 100 mulheres dedicaram a nós, mas principalmente a ela é um sinal. Sinal de que algo de muito bom Consuelo oferece a elas. E como disse, tb a conheço um pouco para saber da verdade e da emoção em cada palavra que falou.
As pessoas estavam lá para saber dela, ouví-la, vê-la. Acabaram conhecendo a Lili e sobrou carinho até pra mim.
Vi como Consuelo tratou cada uma daquelas 100 mulheres. Acredite ou não, ela conhecia a história de muitas delas, sem nunca te-las visto.
Minha amiga responde a cada mensagem recebida em seu blog. Ela se envolve na história das Dominiques, ela se interessa e sofre ou torce junto a cada uma delas. E de verdade, até pq só assim conta, né?

Todo discurso de Dominique girou em torno das histórias que temos para contar.
Pedi histórias para as Dominiques. Pedi que me contassem para que eu pudesse dividir com outras e para que nós, humildemente, tentemos mudar o olhar de uma sociedade para uma geração tão diferente de mulheres que somos nós.
Histórias. Muitas e diversas.

Lembra do tal universo que falei lá em cima?
Então. A hora que abri os mimos do shopping, olhe só o que era um deles :

A Shoulder sabe que Dominiques contam histórias!!

Nem se tivéssemos combinado.

E já voltando para casa, dando uma carona para Consuelo,  emendamos num de nossos deliciosos papos. E foi quando ela me recomendou Nanette. Ficamos no carro papeando, sabendo que não estaremos na esquina uma da outra nos próximos meses, e que na nossa vida corrida, nao sobrará tempo para papos ao telefone. Então aproveitamos nossos derradeiros minutos juntas. E foi aí que ela desceu do carro, e se despediu de mim com a seguinte frase:

– Muito obrigada por respeitar tanto o trabalho!

Pedi que repetisse pois achei que não tinha entendido direito. Mas era aquilo mesmo.
O respeito a que ela se referia, não era a SEU trabalho. Mas ao trabalho. De uma maneira geral.
Ela não individualizou ou trouxe para ela o meu respeito. Ela fez meu respeito soar muito maior pois referiu-se ao trabalho da maneira como eu o entendo.

Consuelooooooo!! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!!!

Veja as fotos do evento no Pinterest

Increva-se aqui e saiba antes quando será o próximo encontro!

Você conhece os Pequenos Encontros & Grandes Histórias da Dominique?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

11 Comentários
  1. Foi fantástico conhecê-las pessoalmente, vocês são pessoas incríveis, super competentes, experientes e com um astral incrível. Obrigada pela tarde deliciosa, cheia de lindas histórias e trocas de experiências e energias boas! Estou feliz por ser uma nova Dominique!

  2. Lili e Consuelo, pena eu não ter ido desta vez..
    Vcs moram no coração ! Tão legal abrirem um espaço de troca, distração, reflexão,risadas, besteirol,choros, etc, etc..mas acima de tudo ,um espaço NOSSO. Sim, isso é possível, é merecido.
    Obrigada Dominiques, até o próximo encontro mas sempre por aqui, bjs

  3. Pena que não pude estar presente neste evento tão especial ; fiquei morrendo de tristeza por não ter remanejado meus compromissos. Pelas fotos, da pra perceber como foi intenso e e leve , alegre e descontraído o evento. . Parabéns Li ou Super LILI ou simplesmente Eliane e concluindo você É o Retrato vivo desta famosa guerreira Dominique! Mil pra vcs e todas Dominiqiues. Parabéns.

  4. Alessandra querida! Conheci nesse evento um outro significado para a palavra carinho. Que coisa mais bonita. O atral estava tao bom que minha impressao é que todo mundo saiu de lá mais feliz do que entrou. E isso deixou a Consuelo e eu em estado de graça.
    Vamos continuar o contato. Até por isso criei aquela página.
    Quem sabe, né?

    Beijos

  5. Menina… me identifiquei 100% no nosso encontro e também com tudo o que vc escreveu! Fiquei muito feliz com nosso memorável dia e por ter conhecido Dominiques tão incríveis quanto suas histórias! Obrigada pela oportunidade ímpar!

  6. Eu me apaixonei pela Consuelo em 2015 sem saber muito sobre ela… A gente conversava pelo Snapchat e fomos criando uma relação tão legal…. Que quando conheci ela foi tão mágico… Então catei os stories para ver a Consuelo… E matar um pouco da saudade… Vou esperar vocês em Floripa e vou levar minha mãe também…. Obrigada por tanto ensinar… Logo logo sou eu com 50 rsss

    1. Karolineeee, Estamos loucas pra fazer um encontro em Floripa..Quem sabe alguém nos convida, né??
      Vou adorar conhecer vc e sua mae!!

      Beijoss e até daqui a pouco!

  7. Imagino que tenha sido um encontro delicioso e memorável, não a conheço bem mas a Consuelo já acompanho há algum tempo e sei de sua delicadeza e atenção com todos.
    Espero que tenha mais encontros como esse para que possa deliciar nossa alma.
    Parabéns pelo trabalho e pelo respeito ao trabalho.

  8. Lili! Acredito que posso chama-la assim, sera
    Sorry pela falta de alguns sinais e acentos, computador novo e ainda não me acostumei com o individuo rsrs
    Delicia demais ver voce e Consuelo juntas – duas pessoas que me ensinam muito, sem ao mesmo ter ideia de que existo, me ensinam moda, cultura, comportamento, me sinto feliz quando encontro um tempinho e passo por aqui! Fiquei curiosa com uma coisa, talvez voce ja tenha explicado em outro post que não tenha lido – o que e FOMO – kkkk me ensina também
    Obrigada por ser uma Dominique e me ensinar a arte do empoderamento feminino! Forte abraco e um lindo dia p voce!

    1. Olá Paula, que delícia de mensagem!! Saber que fazemos parte da vida de alguém dessa maneira, me deixa muito feliz. Pq a ideia é essa!! É fazermos parte. O sentimento de pertencimento é importante em todos os momentos da nossa vida, mas quando viramos Dominiques é vital sabermos que nao estamos sozinhas.
      E FOMO = Fear of missing out – é o medo de estar perdendo alguma coisa. Saber que alguém está fazendo algo e COMO eu nao estou?? É a ansiedade de querer nao perder absolutamente nada.

      Querida, um grande beijo de sua amiga, Lili.

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Domicast – O 1° podcast da Dominique! Tema de hoje: Turning point

Dominique - podcast

Eu adoro podcast. Sabe por que? Porque enquanto faço mil coisas, escuto sobre o que gosto e o que quero. Separo todos os que me interessam e vou escutando no carro, enquanto cozinho, é uma delícia!

Este primeiro podcast da Dominique é um bate papo com a coach Katia Gaspar sobre o momento da virada que está pairando no coração e na mente de muitas Dominiques.

Depois de 25, 30, 35 anos atuando na mesma área, dá uma vontade de mudar, não dá? Aprender coisas novas, se aventurar em um setor desconhecido. Mas e o medo? Os boletos são implacáveis. Com ou sem greve dos caminhoneiros, eles chegam, superpontuais. Como fazer isso nesta altura da vida?

A Katia, além de compartilhar como fazer, ela contou sua experiência, pois mudou tudo profissionalmente aos 40 anos. Está feliz e realizada!

Adorei conversar com a Katia Gaspar neste podcast sobre Turning Point, e você, gostou de escutar?

Leia Mais:

Avoada, eu? Agora existe oficina de memória, Dominiques!
Não quer assistir aos jogos da copa? Tem um monte de opções legais!

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A primeira experiência de Dominiques numa sex shop – Primeiro andar

Dominique - Sex Shop

Primeiro piso.

Chegou a hora de contar um segredo.

Você acredita que na minha idade nunca fui a uma sex shop? Nunca tinha ido.

Yesss darling! Desvirginei. Já tinha usado brinquedinhos antes, mas nunca fui eu a comprar, portanto, nunca tive exatamente aquilo que queria.

Se me perguntar o por que nunca fui com tantos anos de vida sexual ativa, tá bem tem fases que nem tanto, outras ativíssimas, eu respondo que não foi por falta de curiosidade, vontade ou até coragem.

Toda vez que pensava em sex shop me vinha à cabeça aquelas lojas bizarras da Avenida Bandeirantes, em São Paulo, com neon e fantasias grotescas e machistas (nada contra) na vitrine, entradinha acanhada e pintura roxa descascada.

Simplesmente não tinha tesão naquela coisa tão decadente.

Mas aí, aprendi a primeira coisa! Meninas, nós não precisamos ir ao Sex shop. Nós frequentamos Boutiques Sensuais! Yes, ha uma enorme diferença que eu já explico, calma!

Quer motivo melhor para ir a uma Boutique Sensual do que escrever para vocês? Pois é, por vocês, Dominiques, embarquei numa excursão rumo ao desconhecido.

Então, não que eu precisasse de desculpa, mas um incentivo sempre cai bem.

Chamei duas amigas. Claro, Clóvis, qual é a graça de fazer uma coisa dessas sem ter com quem comentar o resultado depois?

Combinei com as duas que ainda não se conheciam. Marquei hora e local. Como autênticas Dominiques toparam na hora. Surpresa alguma. Conheço meu eleitorado.

Fui a primeira a chegar, mas esperei dentro do carro. Sei lá, ficar em pé em frente a um Sexshop pode ser esquisito, né?

Minha amiga que aqui chamarei de Bela, chegou e parou o carro atrás do meu e também ficou quietinha esperando.

A terceira amiga que vou batizar de Celia, estacionou numa rua distante e veio caminhando. Saímos, então, eu e Bela do carro.

Apresentações feitas, pergunto para Celia porque parar o carro tão longe? Como a tal loja era relativamente perto da casa da filha, tinha medo que o genro visse seu carro na porta. Como explicar? Dei muita risada, afinal estávamos no mínimo a dez tortuosos quilômetros distantes da casa da filha.

Tiramos uma selfie na porta da loja, bem embaixo do letreiro, para desespero de Celia e deleite de Bela.

Vale um esclarecimento aqui. Temos estados civis e idades diferentes. Mas não direi quem é quem. Uma tem um namorado há 4 anos, quase da mesma idade, gatérrimo e cheio de vontade. Outra um affair com um homem 10 anos mais velho e a outra casada há 22 anos. Temos 49, 56 e 64 anos.

Entramos na loja que tinha campainha! Veio nos receber uma vendedora exuberante. Cabelos crespos enorme, superextravagante e bonita.

Um balcão. Lingeries e espartilhos pendurados em araras e duas prateleiras cheias de frascos.

Ué, cadê os brinquedinhos? Aquele monte de borrachas, pênis, bolinhas? Parecia que eu estava numa muambeira da Victoria Secret, jamais em uma loja “de e para” sacanagens.

Minha amiga Bela, apesar de um certo constrangimento, fez a introdução e explicou que éramos as três novatas, por incrível que parecesse.  E pediu para a vendedora Juliana explicar do B A BÁ.

Juju, a vendedora já íntima, explicou detalhadamente sobre cada um dos frascos que tinham de tudo menos hidratantes. Havia, no entanto, um certo cuidado com as palavras.

Coloquei a mão no seu braço e disparei com minha habitual honestidade:

– Juliana, minha cara, é nossa primeira vez num Sexshop, mas querida, não se engane, já fizemos muita coisa nessa vida e ainda fazemos. Mas muiiita mesmo. Pode falar claramente porque aqui ninguém é principiante não.

Não precisei falar duas vezes. Juju dos Balangandas soltou o verbo.

Dominiques, existem milhares de produtos, os mais variados, que surpreendem e muito pela imaginação. Como alguém pensa num treco desses? E como eu não sabia que isso existia até agora?

Uma infinidade de cremes e loções para excitar ambos os sexos. Gel com todos os gostos, loção que faz com que a vagina fique estreita e o pênis maior (não é mágica, a Juju jura que acontece), líquidos com aromas para atrair o sexo oposto, creme que vibra… Esse eu vou ter que explicar. É um creme, pasta, gel, tanto faz a consistência daquilo, que faz nosso clitoris esquentar e tremer.

Consegue imaginar a nossa curiosidade?

Juju sorri e pede para esticarmos nossos dedos mindinhos. Ela coloca um pouquinho do tal creme e pede para passarmos na parte interna de nossos lábios (da boca pelo amor de Deus!), cada um no seu, claro. Amigaaaaaaa de repente, aquilo começa a fazer o lábio adormecer, sinto um leve tremor e a boca esquenta, muito. Tudo altamente prazeroso.

Juju com aquele sorriso de quem sabe tudo diz:

– Agora imagina isso na “menina”. Vai facilitar muito o trabalho dos parceiros. Vocês já chegarão quentes. Sabe no melhor estilo vem quente que estou fervendo?

Juliana é uma verdadeira consultora em sexo e explica com a naturalidade de um monge tibetano todas as funções das loções mágicas e brinquedinhos.

– Como assim eu não conhecia este lugar? – perguntou Bela arrancando os cabelos.

Juju explica que estávamos em uma butique sensual e não em sex shop. Normalmente, na sex shop somos atendidas por homens, os clientes cruzam uns com os outros. Tudo bem se você for superdesinibida, mas se não for?

Na Boutique Sensual tudo tem mais a ver com o gosto e sabor da mulher. Não é escancarado, nada é feito para nos constranger. As vendedoras são bem treinadas para detectar, quase sem perguntar, o que queremos ou gostaríamos.

Depois de assistir à exposição de tal variada linha de produtos e degustar alguns, aqueles que eram possíveis na situação, para minha surpresa, Celia pergunta que horas começa a brincadeira pra valer? Afinal, onde estava o que interessa, os brinquedos de verdade?

E, aí, somos convidadas a subir para o primeiro andar. Quer conhecer um novo parque de diversões? Conto na semana que vem, combinado?

Menina.. esse e só o começo de uma louca aventura de Dominiques uma sex shop, quer dizer, em uma boutique sensual…

Leia Mais:

Jamais diga desta água não beberei – Sim eu fiz uma tatuagem – Parte 1
Sobre vínculos, o que entendemos que seja o amor ao longo do tempo

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

12 Comentários
  1. Show, quero ter essa mesma experiência, nunca fui a uma loja sensual e tenho muita vontade. Meu relacionamento tá precisando de uma pitada de sensualidade. Você pode me enviar o endereço?
    Obrigada.

    Kala

  2. Ahhhh, como é bom conhecer coisas….
    Confesso que gosto e costumo sanar todas as minhas curiosidades.
    Será que conheço está?
    Manda o endereço, miga!!

  3. Amei o texto!!! Pena que na minha cidade não tem uma loja assim!! Mas ainda visitarei, se Deus quiser! 53 anos

    1. Beatriz, ir a uma loja é mega divertido. Mas tem sites que tb fazem as vezes. Podemos comprar pela internet. Vem uma caixa discreta. E no cartao sai algo como quitanda do ze (brincadeira, mas quase isso).

  4. Mal posso esperar as cenas dos próximos capítulos. Vc pode dizer onde fica essa loja ou outras do gênero?

    1. Nazaré, o próximo vou publicar amanhã. Conto pra vc sim. Mas te mando por email, tá? Me diga para qual e-mail posso mandar. Para esse aqui? Beijocas

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