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Julieta – De Almódovar – feminino, materno, belo e profundo

Em Julieta, filme dirigido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, a beleza estética salta aos olhos do espectador.

Baseado em três contos do livro A Fugitiva, da canadense vencedora do Prêmio Nobel Alice Munro, Almodóvar escreveu seu vigésimo filme.

Aqui, o diretor retorna ao drama, e também ao melodrama feminino, notadamente materno, cujo último exemplar em sua filmografia foi em 2006, com Volver.

O arco dramático gira em torno de Julieta (Emma Suárez). Uma mulher já vivida, que está prestes a se mudar para Portugal com o namorado. No entanto, presa ao passado, ela decide suspender os planos. É justamente
o passado que dá ritmo ao longa. Nesse sentido, pouco a pouco,
o diretor vai entregando os elementos necessários para nos
envolver profundamente no drama da protagonista.

Do romance entre Julieta e Xoan, surge a tão amada filha do casal . Ela mais tarde se desencontraria da mãe por um longo período. Os doze anos que separam mãe e filha, aliás, é o causador de todo o infortúnio na vida de Julieta.

Ao centro de tudo gira o mistério do desaparecimento voluntário de sua filha Antía, aos 18 anos. Nesse ensaio mais contraído de Almodóvar sobre seu recorrente tema da maternidade ele renuncia provisoriamente ao humor e abraça a tragédia

Ao longo de três décadas, vemos o sofrimento e o amadurecimento de Julieta, que assim como o espectador, tenta descobrir porque Antía se afastou dela.

Julieta em seu passado

A crise da protagonista está dividida entre um presente de arrependimentos e a possibilidade de recuperar algo do passado para, então, organizar seu futuro, por isso a personagem é incapaz de alcançar uma plenitude.

“Julieta” conta com interpretações afiadíssimas e performances excelentes de ambas as atrizes.

A passagem de Julieta jovem de Adriana Ugarte para a Julieta madura de Emma Suárez é bela, reveladora e representativa de uma maturidade que chega a duras penas.

A direção de Almodóvar torna o seu cinema visualmente reconhecível com seus figurinos de cores quentes (destaque para o dramático vermelho), ou estampas nada discretas que se realçam nos ambientes. Sem falar da fotografia que visita com sucesso várias tonalidades de cor, procurando mais as sombras ou a neutralidade.

Almodóvar realiza uma jornada bastante dolorosa mas com pinceladas de thriller e humor.

Julieta é um ótimo filme em um doído grito de socorro que vale a pena ver e ouvir. Os filmes do diretor parecem que suam de tanta emoção e que transpiram de tão intensos que são.

Leia também: Maria Callas em suas próprias palavras

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As 5 coisas que deixei em 2018 e o meu aprendizado

Comecei 2019 me propondo fazer algo diferente. Em vez de fazer a famosa lista de resoluções, resolvi celebrar o que conquistei no ano anterior. Sim, o que eu consegui fazer, mudar ou simplesmente me conformar.

A gente passa anos tentando até que um dia as coisas acontecem. Ou não. E eu te pergunto: e aí? Foi então que eu cheguei a uma conclusão: sou uma imperfeita bem intencionada.

Tenho muitos planos para o futuro. Desejos e vontades. Mas olhando em perspectiva, realmente não consigo colocar grande parte deles em prática. Não é minha culpa, não. Como já disse, eu tenho boas intenções.

É – simplesmente – porque não sou perfeita. Não consigo cumprir certinho todas as tarefas propostas. Estou mais cansada, situações me atropelam inesperadamente ou simplesmente fico de saco na lua e não quero fazer alguma coisa.

Chegar a essas conclusões me trouxe uma paz de espírito inacreditável. Eu sei que falar é muito fácil. Por isso mesmo que estou celebrando. Foram anos tentando até que consegui deixar em 2018 essas 5 coisas. Mereço ou não celebrar?

Patrulha do pensamento

Resolvi me deixar em paz. Sou responsável e cumpro com as minhas obrigações. Isso já basta. Se algo não deu certo, não vou me culpar mais por não ter conseguido o que planejava. Veja que nem estou usando a palavra falhar. Porque não se trata de errar. Revejo (se é possível) os motivos, avalio a minha participação e não me cobro pela parte que não consegui cumprir. Da próxima vez tento de novo.  

Querer menos…

A ambição do que a gente quer às vezes não tem limites. Queremos muitas coisas, o mundo. Mas será que realmente precisamos de tudo isso? Conseguimos dar conta? Não há horas no dia pra executar tudo e a grande expectativa se transforma em uma eterna frustração. Hoje em dia quero muito menos. Não que a minha lista seja minúscula. Só que corte excessos que gastavam a minha energia e, no fim, não me faziam tão bem assim.  

5 quilos

Queria ter deixado uns 8 quilos. Mas foram 5 deles e já estou feliz. De uma vez por todas entrou na minha cabeça a importância dos exercícios físicos e de ter uma dieta balanceada. As permissões de antes não rolam mais, mesmo. Se quero comer um docinho, compro um chocolate maravilhoso que descobri da marca Flormel. Não tem açúcar e é igualzinho o chocolate comum. Comemoro os quilos a menos, mas celebro mais ainda a minha mudança de estilo de vida.  

A louca da fulana

Não me envolvo mais nos problemas daquelas amigas que parecem sugar toda a nossa energia. Depois de tantos anos não tenho mais dó ou piedade. Tá na hora de aprender que a vida não é fácil mesmo. Já dizia Roberto e Erasmo: “é preciso saber viver”. Aprendi aos trancos e barrancos, mas acho que agora vai. Quem não quis evoluir ficou no meu passado. Ajudo quem se ajuda, quem tem boa intenção. Tento tirar do fundo do poço quem caiu de lá, mas quer sair. Mas acabou a paciência pra quem parece gostar da sofrência.

O “Se”

Tenho um amigo que diz que o “se” não joga. Se eu tivesse… se eu falasse… se nada! Não tenho mais arrependimentos. Se deu pra fazer, falar ou qualquer outra coisa mais estou satisfeita. Se não deu, paciência. Não tenho mais energia ou vontade de ficar remoendo o que ficou no passado.

E você? Como foi a sua revisão de ano novo?

Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

3 Comentários
  1. Eu TAMBÉM sou imperfeito mais estou me Tornando ((FODA)) em ALGUNS quesitos estou me melhorando a cada dia que Passa estou DEIXANDO de me Levar tão a sério e Principalmente me Afastando de ALGUMAS Pessoas extremamente Tóxicas e sem CARÁTER
    e ((SE)) Continuar FAZENDO somente a minha Parte VOU me transformar num Ser Humano muito Melhor SÓ POR HOJE

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As músicas de 2018 da minha trilha sonora

E vamos para mais um dia 31. 31 de dezembro. Engraçado como de repente os  últimos dias não tem mais aquela conotação “trágica” de final que já tiveram. Nem tampouco trazem a renovação. Pelo menos não para mim.

Dia 31 hoje, é apenas o dia que estou na praia, com algumas pessoas muito queridas, amigas de outras vidas. É o dia também que sento para escrever o texto sobre a música que representará o ano em minha trilha sonora.

Pode parecer estranho eu ter uma trilha sonora, né? Gosto de pensar que posso contar minha vida através de músicas. Claro que nem todos entenderão. Mas basta que um entenda.

Geralmente a música do ano, “aparece” lá por novembro. E não deixa de ser meio óbvio que isso aconteça, pois é quando começo a amarrar o ano e inconscientemente minhas reflexões voltam-se para as conclusões e esbarram nas músicas.

Um ano ímpar este 2018, hein?

E foi em junho que apareceu a primeira música de minha trilha deste ano.

É colega… Este ano foi diferente dos outros. Tenho três músicas para compor minha trilha. Uma só musica não definiria meu ano.

Não… Não foi um ano difícil. Ahh… foi sim. Mas não foi difícil como os outros que já tive. Foi um difícil diferente. E aí escuto a grave voz já madura de Dori Caymmi cantando o Bloco do Eu Sozinho

E comecei a chorar. Chorei porque entendi. E fui adiante. E comecei a sambar. Sambando pra não chorar.  Música linda. Linda e triste. Linda e cheia de motivações.

Vale contar aqui, apenas para registro, que o país inteiro viveu momentos muito emocionais com uma certa sensação de abandono. Cada um por si.

Bem… semanas se passaram… meses…

Pensei em construir um “palácio”. Pensei em desistir.

Contentei-me com uma “choupana”.

E eu na minha luta diária para não desistir, para continuar porque um dia algo iria mudar.

Afinidades explícitas

E foi aí que apareceu a segunda música. Meio que sem querer. Ou totalmente. Não foi bem uma música. Foi toda uma obra.

Descobri o Danças Ocultas.

Tive a “sorte” de descobri-los pela manhã e poder vê-los ao vivo 12 horas depois.

Não senti aqueles 80 minutos de show passarem. Música boa me arrepia. Estatela meus olhos. E me deixa num estado meio que atônito.

É estranho dizer isso. Mas foi transformador. Não gostaria que você pensasse que sou dramática ou exagerada. Mas novamente entendi. E chorei.

O momento era outro. Já em novembro. Parecia que tinha atravessado um túnel subterrâneo e naquele momento emergia.

Aqueles quatro homens tocavam como se fossem um. Mas eram 4.

O tempo inteiro 4. Afinidades e complementaridades.

E aí veio o todo com suas alianças e parcerias.

E foi por causa do todo que saí inteira ao final do ano.

Outras construções

E quando achei que o meu ano musical tinha terminado com todos os seus porquês, ouvi uma música que novamente me arrepiou.

Tive a impressão que conhecia. Mas nunca tinha ouvido.

Música doce. Sensível. Não… Não conhecia a cantora Cristina Branco. Mas a música… A música…

A música outrora cantada por Mercedes Sosa, era outra.

Alfonsina y El Mar quando cantadas por Mercedes e por Cristina são duas músicas completamente diferentes, apesar de idênticas, .

https://www.youtube.com/watch?v=Q-eJ71hkQwI

E estou num momento Cristina. Entro em 2019 menos panfletária e reivindicativa e mais construtiva e agregadora.

Para ser Cristina não posso sambar sozinha.

Na foto Cynthia, Sandra e Carla e eu. Fora da foto, Nanny Fry capturando o momento também. Todas sambando juntas.


Veja também: as músicas de minha trilha 2017  e de 2016

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Lazzaro Felice – Italiano, inédito e premiado

Hoje comento o belo e instigante filme, Lazzaro Felice, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes deste ano. Já em exibição no Netflix antes mesmo de estrear nos cinemas brasileiros.

Poético e desconcertante, “Lazzaro Felice”é um dos grandes acontecimentos cinematográficos de 2018. Representa a Itália na disputa por uma vaga para Oscar de Melhor Filme Estrangeiro,

O longa-metragem assinado pela italiana Alice Rohrwacher,  retrata as relações de trabalho e poder no mundo contemporâneo, de forma idílica e perturbadora. Esteticamente intrigante, o longa não é apenas um espetáculo para os olhos. É uma verdadeira reflexão sobre o capitalismo, seus desvios e perversidades.

O personagem-título, vivido de forma sublime pelo estreante Adriano Tardiolo, é um garoto pobre e pouco inteligente, mas extremamente bondoso. Explorado pelos familiares, faz trabalhos forçados diariamente. Ainda colabora com a marquesa, proprietária das terras onde vivem, (numa região rural italiana) que também os explora em regime de escravidão como se vivessem na Idade Média. Mas tudo se passa em algum momento dos anos 1990, a julgar pela onipresente dance music dos aparelhos de walkman. No entanto após um acontecimento, Lazzaro retorna à vida no século XXI.

Lazzaro Felice não compreende mais a lógica desse mundo, mas pretende reencontrar sua família e viver como antigamente.

Economizando nas expressões faciais, ele consegue uma performance mais corporal. Entrega-se inteiro para convencer como um sujeito que pode ser confundido com um tolo, guarde em si uma bondade que ninguém pode tirar. E apesar dos dissabores diários, ele ainda consegue sorrir e ser otimista.

Lazzaro gosta de deixar as pessoas felizes. Mesmo que isso não lhe traga qualquer benefício, a não ser ver um sorriso estampado no rosto delas. Por Isso faz que as pessoas o explorem. Ai temos uma batalha velada da maldade humana contra a bondade da alma de Lazzaro e isso é muito bem representado aqui.

Lazzaro com sua ingenuidade e servidão, é o fio condutor de um registro das mudanças sociais e econômicas de uma Itália em permanente convulsão.

Um filme de arte, construído com cuidado, com atuações acima da média, e que traz uma profunda reflexão. Quando não às lágrimas, mas que, ao fim deixa a nossa alma leve.

Trailer de Lazzaro Felice

Veja Também : O Universo Conspira

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Desproteja-se no verão! Nem que seja só um pouquinho…

É protetor solar, protetor labial, protetor de cabelo, óculos escuro, chapéu… Para. É tanto protetor que a gente precisa se desproteger um pouco de vez em quando e simplesmente deixar o sol entrar na mente. E o essencial do verão é ser feliz!

Sabia que para conseguir repor a vitamina D, a gente precisa tomar ao menos 15 minutos de sol sem protetor solar ?  Taí um bom motivo!

Li por aí que o melhor horário pra tomar sol é quando a sombra do corpo é menor que a própria altura. Assim, a posição do sol também influencia na produção da vitamina D. Isso normalmente acontece depois das 10h da manhã e antes das 16:30h da tarde.

Agora, eu tô cansada de saber que preciso de vitamina D para garantir ossos fortes. Eu tô mesmo atrás dos raios solares que provocam bom humor, energia, alegria…

Nesta estação do ano, parece que todos ficam mais bonitos e bem-humorados, não é?

E que tal andar um pouco descalça?  É uma sensação de liberdade! E, acreditem, traz benefícios para a saúde. Descobri vários, mas só de exercitar e fortalecer os músculos do pé está de bom tamanho, porque é preciso resistência para suportar o corpo inteirinho.

É lógico que não vou sair por aí pisando em qualquer lugar e nem me expondo ao sol do meio-dia. Mas com responsabilidade é possível curtir muito mais, sem medo de ser feliz.  

Afinal, é uma época deliciosa para praticar atividades ao ar livre, aproveitando cada pedacinho da natureza e a companhia dos amigos e da família.  É época de praia, festas, férias e fugir da rotina…

Ah, o verão é tudo de bom, né?

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O que não pode faltar na minha lista de ano novo

Não sei se para vocês é assim! Ultimamente o tempo tem passado rápido demais. O Ano Novo sempre vem numa velocidade tremenda. Mal consegui cumprir os meus objetivos propostos para 2018 e já tenho de pensar nas coisas que não podem faltar na lista de 2019.

E agora?

Acho que o lance é não se cobrar muito. A vida não pode ser traçada numa planilha e as resoluções consideradas metas que precisam ser batidas.

E é preciso reconhecer que a gente é o que é: seres imperfeitos, que mudam sim de opinião. Sem carregar culpa.

Às vezes, a gente se transforma aos pouquinhos. Devagar mesmo! E sou dessas que gosta de comemorar cada pequena mudança, cada pequena conquista. Afinal, creio que viemos a este mundo para evoluir.

É por isso que não vejo problemas em repetir algumas resoluções. Sou brasileira e não desisto nunca! No final todo mundo quer é a mesma coisa: ser feliz…

Não que emagrecer ou aprender um idioma seja sinônimo de felicidade. São apenas complementos que dão aqueleeeee impulso para me sentir poderosa. Pra mim, algo que não pode ficar de fora nunca.  

Então veja minha listinha, seus níveis de dificuldades e inspire-se.

E não se cobre tanto! Se não der pra fazer tudo logo logo 2020 pinta por aí! Com um monte de novos desafios para fazer a gente crescer mais um tantinho.

1.     Perder peso. SEMPRE

2.     Comer, beber ou aprender algo novo. FÁCIL

3.     Guardar dinheiro. NUNCA SAI DA LISTA

4.    Ser feliz mesmo sem guardar dinheiro 🙂 MUITO POSSÍVEL

5.     Definir uma meta atlética acessível como uma meia-maratona internacional ou aprender a nadar no mar. DESAFIADOR

6.    Apaixonar-me. DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

7.     Ler mais. FÁCIL

8.    Beber menos. MUITO DIFÍCIL

9.    Ampliar o trabalho voluntário. SÓ QUESTÃO DE VONTADE

10.E, FINALMENTE, rir de si mesma se não conseguir cumprir TODAS as metas acima!!!!

Ufa! E vocês, que consideram indispensável na sua lista de resoluções para o ano novo? Conta pra mim?

Que tal voltar aqui ao final de 2019 e ver quais foram as principais dificuldades para cada uma?

1 Comentário
  1. Adorei as suas dicas! acabei de ler agora, e acho que pode dar uma ajuda na lista de desejos e sonhos para 2021!! Há alguns que também pode acrescentar na lista que são passar mais tempo de lazer com a família, amigos; conhecer mais pessoas; ter um hobbie como dança ou fotografia beijinho

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8 ideias de artesanato pra fazer no tempo livre

O final de ano é um misto de muitos compromissos seguido de um tempinho livre. Dá pra descansar um pouco, claro. Mas quem consegue ficar o tempo todo sem fazer nada? Eu não consigo! Começa a me dar uma afobação.

Eu faço um pouco de ginástica, arrumo alguma coisa em casa e ainda sobra tempo no dia. Na minha busca por fazer algo que ocupe o corpo e a cabeça escolhi o artesanato. Quer coisa mais deliciosa que usar a criatividade e criar algo pra mim ou pra minha casa? Adoro!

Eu sou do time de quem sabe fazer, mas não é uma expert no assunto. Mas me jogo, mesmo, testando artesanatos diferentes sem compromisso. Adoro reciclar coisas, reutilizar de forma criativa objetos que seriam descartados. Tenho até alguns apetrechos de artesanato em casa, pra usar nesses trabalhos. Se preciso comprar algo, não é nada muito caro.

Para o recesso desse ano, já fiz uma listinha de projetos que gostaria de fazer. Claro que não dá pra produzir tudo, vou escolher um ou dois deles. Mas decidi compartilhar minha seleção aqui. Quem sabe não inspiro outras Dominiques? Se você fizer alguma delas me conta, hein, e manda fotos pra compartilhar.

Artesanatos para fazer no tempo livre

Porta talheres

Tem muitas rolhas de vinho em casa? Não joga fora, não. Dá pra criar uma infinidade de coisas com elas. Tem o básico que é o descanso de panelas. Mas achei o Pinterest outras ideias, como esse porta talheres. A dica aqui é colar as rolhas em uma lata, como de molho de tomate.

Porta papel toalha

Simples e dá um toque todo especial na cozinha. Você pode aproveitar bijuterias antigas ou quebradas pra montar esse porta papel toalha. Nessa ideia aqui foi usado um miçangão de plástico. Mas dá pra misturar pedras, miçangas, pérolas e ousar nas cores.

Porta copos

Acho que dá um colorido para a mesa e se a bebida derramar, não suja a toalha. Adoro colocar porta copos nas minhas decorações de mesa. Esse é super fácil de fazer. Basta comprar uma folha de cortiça e cortar e pequenos quadrados. Com uma fita crepe, fazer as marcações e só pintar.

Marcador de taças

Essa ideia é para os dias que você recebe muitos convidados e, na animação, misturam-se todas as taças. Você pode fazer de tecido mais grosso ou mesmo de papel. Dá pra variar no formato, mas eu adorei esse aqui, de estrela. A dica pra cortar certinho é imprimir o molde no papel e colocar por cima do material. Assim todos ficam do mesmo tamanho.

Cabides encapados

Adoro porque as roupas não escorregam mais. É que tecido deixa a superfície mais rugosa e cria uma resistência. Fiz em casa de crochê, mas amei essa ideia aqui de cabides encapados com tecido colorido. E dá pra comprar dos baratinhos, como a chita. Depois é só cortar em tirinhas finas e enrolar no cabide.

Porta doces

Esse porta doces é um encanto. Bora ir pra alguma feira de antiguidades achar pratos e taças antigas pra montar um desses. Acho que dá pra montar com prato, prato de sobremesa e pires. Nessa ideia aqui foi usada uma taça de sobremesa – colada invertida – pra criar os andares.

Porta vaso

Essa ideia aqui é pra quem já tem mais habilidade e paciência também. Macramê é uma técnica de trançar linhas pra criar itens como objetos de decoração, bijuterias e até roupas. Esse porta vasos pode não ser tão simples de fazer, mas quem se aventurar ficará com uma peça linda de decoração em casa. O passo a passo completo tá aqui. 

Divisória para gavetas

Um sonho: ter as gavetas do banheiro organizadas. E dá pra fazer isso criando as divisórias de forma fácil e colorido. Nessa ideia aqui foram usadas caixas de papelão, cortadas pela metade e na mesma altura. Você pode usar encapar usando papel contact colorido ou tecidos adesivos, que protegem e dão sustentação para a divisória.

Quer ler mais sobre artesanato?

Aprenda a fazer amigurumi. 

Fazer crochê é medicina preventiva. 

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O universo conspira sempre. Contra ou a favor

                                                        “A vida é cheia de  infinitos absurdos que nem sequer precisam de parecer verossímeis, porque são verdadeiros.“
                                                                   Luigi Pirandello

Não sei nem por onde começar.  E  acho que você é capaz de nem acreditar. Não sei se EU acreditaria se alguém me contasse mas aconteceu de verdade e foi comigo.

Bom…Vamos lá..Que o universo me ajude.

As manhãs de sábado são minhas. Só minhas. São as horinhas que faço tudo aquilo que não tive tempo de fazer durante a semana: Pintar o cabelo, caminhar no parque, comprar os presentes que geralmente estou um mês atrasada, ir tomar café com uma amiga, arrumar algo da casa. Você pode substituir essa vírgula por um enorme OU, pois nunca consigo fazer mais que uma dessas coisas por sábado. Mas vou me virando e me divertindo.
Sempre que possível evito lugares fechados, shoppings etc.. Adooooooro comércio de rua.
Aos sábados então…

Estacionei na rua. Milagreeee, achei uma vaga!! Não era tão perto dos lugares que precisava passar mas e daí?

E olhando vitrine, sem pressa nenhuma, começo a executar minha lista de tarefas, uma a uma. Quase tudo que precisava fazer estava por ali.

Tarefa 1. OK
Tarefa 2. Ok
Tarefa 3 OK

E com que prazer ticava minha listinha!

Até que, andando rumo à tarefa 4, vejo um homem apoiado numa árvore, tremendo, respirando ofegante.

– O senhor está passando mal? Posso ajudá-lo?
E ele falando com muita dificuldade, disse que a pressão deveria ter caído. Nesse momento achei que ele ia desmaiar.

– O senhor aguente aí que eu vou buscar socorro.
– Eu já estou melhor – mentiu ele tentando se escorar na árvore.

Olhei em volta e o alto portão da casa que era dona daquela árvore estava entre aberto. Espiei pela fresta e lá dentro em pé estava um casal.
– Por favor, vocês teriam um copo d’água para uma pessoa que está aqui fora passando mal?

O homem saiu, e ao ver a cena, imediatamente começou a conversar com Sr Arimateia. Sim, Arimateia.
Mediu o pulso, puxou o olho pra baixo, sempre conversando com o Sr Arimateia.

– Como assim? Veio a pé de Cotia até aqui?? E está indo até a rodoviária? O senhor já andou mais de 12 km e vai andar pelo menos mais 10km. Eu sou médico e lhe digo, o senhor abusou.

Não acredito!! O homem era médico. Isso que eu chamo de sorte.

A esposa acudiu com uma garrafa de água que tinha no carro. Pediu desculpas, mas não moravam lá. A casa estava vazia pois eles tinham se mudado havia alguns meses para um apartamento. Então, perguntei ao casal  se eles esperariam eu comprar algo para a pessoa comer.

Saí em direção a um bar que  lembrava ter visto. E andei. Andei.  Nessas horas não aparece um boteco na frente da gente.

Ufa, achei. Comprei  e comecei meu caminho de volta daquele jeitinho afobado. Foram umas boas 4 ou 5 quadras.

Quando estava quase chegando escutei alguém berrando.
– Dona, Dona… A senhora esqueceu isso.
Era o mocinho que tinha me atendido no bar, correndo atrás de mim para entregar minha pasta com muiiiitos papéis, papéis importantes e documentos que deixei em cima do balcão!  Afffffff Dominique, Dominique.
Mas que fofo o rapaz.
Agradeci rapidamente, porque também eu estava numa missão.

Quando cheguei o trio já estava do lado de dentro da casa, no jardim.
Enquanto seu Arimateia comia seu lanche, foi contando sua história. Sua triste história.
Não vem ao caso contá-la aqui. Mas ele estava tentando chegar na cidade de Formiga em MG. Sem um tostão. Só com a passagem para BH.
Fiquei comovida.
A senhora do médico também ficou e falou que ele não se preocupasse, pois chegaria até a rodoviária de Uber.
Ele não aceitou. Relutou. Fez que ia embora.

O Dr me chamou de lado. Disse que aquele cidadão realmente tinha passado mal. Mas que talvez não devêssemos insistir porque aquilo tudo parecia mais alguma fantasia.  E que ele , como médico, veria o que fazer. Se preciso, levaria pessoalmente.
– Bem, se é assim. Acho que vou indo.

Meu carro estava estacionado pertinho do bar. E lá vou eu novamente caminhando de volta. Aiiii meus sais.

Lembrei-me do moço que veio correndo devolver minha pasta. Ahhh, que bonitinho.
Estava tão atrapalhada que nem agradeci direito. Então resolvi passar lá e dar uma caixinha simbólica junto com minha gratidão. Claro que estava sem um centavo na carteira, como sempre. Opa! Mas no supermercado em frente tem caixa. Quer saber? Vou lá tirar dinheiro, aproveito e compro um pacote de maçãs e levo para o Sr Arimateia.

Affffff… Entro no super mercado, tiro dinheiro do caixa eletrônico. A porra da história da biometria da mão nunca funciona de primeira. Pego a graninha. Compro o saquinho de maçãs. Pago. Passo no boteco.

Ufa… Quero meu carrooooooooo.
E fui motorizada para a casa daquela árvore. Quando cheguei tudo estava fechado e sem sinal de vivalma.

Peguei uma das maçãs que não tinham mais dono. Estava com fome, afinal já eram 14h.

Aiiiiii… O aniversário da minha sobrinha!!!!!
Saí correndo.
Cheguei esbaforida como sempre.
Família inteirinha reunida, menos meu filho e meu sobrinho que viajaram para um casamento no interior.

Sabe aqueles almoços gostosos e alegres?
Então… Estava assim. Conversa animada, sorrisos bonitos.

Só percebi no meio do almoço que aquele meu sobrinho ausente, tinha me mandado uma mensagem.

Não acreditei quando li.

Eu ainda não tinha nem percebido que estava sem o cartão.

Mas quem? Como? Onde? Como assim? Coisa mais louca, né?

Que sorte. Já pensou justamente em dezembro ter que cancelar meu cartão, pedir outro, esperar chegar, decorar senha nova, etc.. Ou pior, alguém mal intencionado tê-lo achado.

Buscaria o cartão no dia seguinte sem falta.

Agora, que coisa, né?  Meus documentos e meu cartão foram perdidos, achados e DEVOLVIDOS.

Isso é realmente incrível. E mais incrível ainda as circunstâncias em que o foram. Alguém arrisca algum palpite?

Então…Deve ter sido o tal Universo Retribuindo.

Esse texto poderia acabar aqui. O que você diria se acabasse aqui?

– Poxa.. Que coisa! É realmente o universo….

Mas  acontece que o texto não acaba aqui.

Agora,  se você está satisfeita com esse final, não clique no link abaixo.

Este link leva para a continuação dessa história.

Mas repito, se está satisfeita e acredita que o Universo realmente retribuiu a uma gentileza, fique por aqui.

Bem, parece que você é realmente curiosa, hein?

Então clique AQUI NA CONTINUAÇÃO do texto Universo conspira parte 2.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Filme Roma – Obra prima rara de Alfonso Cuáron

 

 

Roma, filme da Netflix dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón, pode marcar uma nova era na relação da plataforma de streaming com suas produções de cinema.

Impedido de disputar o Festival de Cannes de 2018, diante da exigência da organização de estrear primeiro nos cinemas e só depois na Netflix, Roma foi apresentado meses depois no Festival de Veneza. Aí ganhou o Leão de Ouro como melhor filme, aclamado pela crítica e considerado por muitos uma obra prima.

 

O longa deve ser indicado ao Oscar de Melhor Filme. Sem dúvida é o grande favorito ao prêmio de Melhor Filme em língua Estrangeira.
Roma é uma obra semi-biográfica baseada na infância de Cuarón. Ele cresceu no bairro que dá nome ao filme na capital mexicana e narra a trajetória da babá Cleo, a estreante (Yalitza Aparício), empregada de uma família de classe média na Cidade do México, durante um ano, entre 1970 e 1971. Ela é uma versão romanceada e ficcional de Libo, mulher que trabalhou na casa de Cuarón durante a infância do diretor e a quem o filme é dedicado nos créditos finais. Nesse período de um ano, muitos acontecimentos irão abalar a vida desse núcleo familiar, desde a gravidez de Cleo à separação de seus patrões.

Muito mais que homenagear alguém importante em sua vida, Cuarón retrata, e ao final eleva a força e a capacidade resiliente das mulheres que tem suas vidas deformadas pelo abandono masculino, e isso inclui a personagem Marina de Tavira, a matriarca da família.

Roma é um filme sobre laços. Uma longa memória de infância.
Roma também se destaca como uma obra de época, que retrata um México sob o fervor do ativismo de 1968 e da influência de uma nova cultura popular.
É curioso notar que o diretor construiu uma obra essencialmente intimista. Mas o foco está no desenvolvimento dos personagens e no retrato fiel da sociedade mexicana.

Mas em alguns momentos somos jogados em situações catástrofes ambientais e sociais absolutamente inesperadas. Com isso, o filme se torna quase sempre imprevisível e instigante.

Dirigido, escrito, produzido, fotografado e montado por Cuarón, o filme está abarrotado de cenas exuberantes, todas bem musicalizadas e fotografadas.

Rodado em preto e branco, o longa exala um virtuosismo técnico quase que a todo instante. A fotografia em preto e branco não é apenas um requinte visual majestoso. Ela reforça a intenção do diretor em apresentar a vida humana tal como ela é: monótona, quase sempre sem grandes reviravoltas. E marcada por decepções, abandonos, angústias, choro e, claro, esporádicos momentos de alegria.

E isso não é ser pessimista, mas reforçar uma realidade presente na vida de classe média baixa ou inferior.

Inteligente, sensível, envolvente, e acima de tudo, instigante. Uma obra de grande força para arrebatar a temporada de premiações que se apresenta. Roma é um filme que vai ficar em sua cabeça por muito tempo.

Aqui fica a dica!
Depois conta se você gostou.

Trailer:

https://youtu.be/MecB2hk13uU

 

Veja também :

Diário de uma Camareira

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Adorei a cor de 2019. Sabe qual é?

Você sabia que existe uma cor para cada ano? Sim! A empresa Pantone, que organiza o sistema de cor para todo mundo, elege a tonalidade tendência para o próxima ano. Sabe qual é a de 2019? Living Coral, que é um tom de pêssego misturado com um toque de dourado. Já tinha observado por aí e adorei.

A escolha influencia diretamente diversas indústrias, como moda, beleza e decoração. Se você está curiosa pra saber a cor do ano de 2018 aqui está: ultra violeta, um tom mais forte de roxo. O turquesa, a minha cor preferida, já foi a escolhida do ano de 2010.

Eu amo cores, o colorido. Como Carl Jung disse: “As cores são a língua nativa do subconsciente”. Concordo. Elas vão muito além do simples colorido, trazem novas sensações e até influenciam no nosso dia a dia. A publicidade sabe usar muito bem isso: abusa de vermelho, para estimular, ou do azul, para dar tranquilidade.

Adorei a escolha do Living Coral por alguns motivos. O primeiro deles é que esse tom combina perfeitamente com o turquesa. Mas eu acho que foi o toque de alegria que me fez gostar ainda mais dessa cor. Não sei vocês, mas achei 2018 um pouco pesado. Problemas, brigas, angústias. A gente precisa desse deleite.

Tentei buscar o significado do Coral, mas não achei. O mais próximo refere-se à cor Laranja, que além de ser estimulante, pode remeter ao movimento, espontaneidade, tolerância e gentileza. Acho que atende a minha expectativa para 2019.

Para inspirar, fiz uma seleção de roupas, acessórios, objetos de decoração e móveis para inspirar.

Living Coral – a cor de 2019

É um tom chique e leve ao mesmo tempo. E o up que esse tom dá no visual. 

O Coral também fica incrível em apenas um acessório. Combina com roupas claras ou escuras. Gostou?

É uma cor que dá vida até para os looks mais simples. Olha como ficou?

Pra quem quiser ousar na decoração, escolher o Coral em uma almofada pode dar uma alegria a mais no ambiente. O que acha?

Ok, ok. Essa ideia é para as mais ousadas. Mas se você estiver no mood de transformar o seu ambiente aqui está uma cor incrível para usar na parede. 

Se você não quiser ousar muito, como pintar paredes, mudar as cortinas dão um novo up para a decoração da sua casa. Gostou?

Outra ideia é usar o Coral apenas nos acessórios. Fala se não dá uma vida a decoração de uma mesa? Adorei. 

Quer outras ideias de decoração? Renove os seus móveis. 

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