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Feliz Ano Novo e meus pedidos pulando ondas para 2021

Feliz ano novo para você também!

Passei a virada no litoral como faço há 23 anos, na mesma casa, na mesma praia, com os mesmos amigos. Graças a Deus.

Mas dessa vez, algumas coisas foram diferentes como você deve imaginar.

  1. Não ficamos zanzando na casa dos vizinhos. Todo mundo ficou mais recolhido. Lembrei até de um antiquíssimo slogan de rádio “Cada um na sua e todos na Difusora”(quem lembrou, lembrou, sorry, não vou explicar) .
  2. As casas estavam cheias, porém, pareciam estar mais “calmas”, música mais baixa, luzes apagando mais cedo.
  3. Falando por mim, nunca estive tão introspectiva. Fiz tapeçaria e pintei aquarelas, muitas aquarelas, mas não se iluda, jamais verá aqui uma grande artista, aliás, sequer uma artista. Apenas dei vasão a necessidade de me concentrar em algo sem precisar pensar muito ou elaborar o que quer que seja.
  4. Ao pular as 7 ondinhas, tenho certeza que os pedidos desse ano, da grande maioria dos supersticiosos, foi diferente. Saúde em primeiro lugar? Muito possivelmente. Ânimo para continuar? Talvez em outras palavras, mas acho que deve ter tido muito pulinho por aí com essa intenção. Bom humor para não deixar a peteca cair? Também, seguindo a mesma linha do “ânimo para continuar”.

Bem, se esses não foram os pedidos da maioria, você acabou de saber parte dos meus. E sinceramente? Acho que os 7 mares e seus deuses me ouviram. Pelo menos nesse começo de ano. 

O que você acharia, se seu telefone, nos segundo dia do ano, começasse a enlouquecer, e fosse, gradativamente, perdendo seu touch, perdendo a sensibilidade? Eu tentava digitar um ‘e’ e saia um ‘w’. Do que me serve um W? Quem usa W a não ser Waldir, Wilma e Waldemar? Tentava abrir aplicativos, que teimavam em não obedecer. Via borbotões de mensagens de WhatsApp (facilmente substituível por ZAP na ausência do W) entrando sem conseguir lê-las. Amiga, você imagina a aflição de não conseguir atender ligações apesar de ouvir meu telefone tocando, de ver o nome de quem me ligava? O celular estava imprestável e não tinha muito o que fazer, uma vez que só poderia resolver a situação em São Paulo no dia 8 de janeiro, portanto seis ou sete dias ainda. Af, como sobreviver?

Contudo, e com a ajuda dos anjos marítimos, cumpri um de meus desejos. Vi o lado bom da situação e lidei com ela com bom humor. Qual é o lado bom? Acabei tendo que forçosamente me desconectar de tudo e de todos. Onde entra o bom humor? Algumas ligações até dava para atender, se conseguisse chegar dentro do carro a tempo de ligá-lo para acionar o aparelho a partir do painel de meu possante. Ahhh, fala verdade..Muito engraçado eu dentro do carro na garagem batendo papo…

A epopeia estava perto de acabar, pois, eu estava prestes a voltar para São Paulo, já colocando as coisas no carro para partir quando recebi uma mensagem, que por generosidade do destino, eu consegui ler naquele celular possuído pelo demo. A mensagem era sobre um gasto no meu cartão de crédito feito em Londres. Uhhuuuuu Meu cartão foi vacinado e foi passear nas Europa!!!..

Não. Nada disso. Meu cartão foi clonado na primeira semana do ano.

Fácil, dá tempo de cancelar se eu agir rapidamente. Só preciso ligar para a empresa de cartões. Só. Lembra do touch que não aceitava mais touch? Então…Dei um jeito. Peguei o aparelho do marido. Peguei, não. Arranquei dele. Um pouco mais de estresse, um pouco mais demorado, mas continuamos todos com saúde. E isso é o que importa. Ficar 15 dias sem cartão, sem compras on line, sem compras físicas de verdade, pode ser edificante, né? Não, não. É muito complicado, mas mostra como posso ser criativa na hora de gastar, porque mesmo sem cartão alcancei todos os meus objetivos, hehehehe.

Pronto! Olha só como comecei o ano bem!

Ih, menina, muita coisa ainda para contar, mas vou deixar para contar em outro texto porque esse aqui já está bem grande. Gente! Tudo isso e não tinha chegado nem no 10 dia do ano!!

Feliz 2021. Esse ano promete.

Leia também:

Branco ou colorido para o Ano Novo?

O que não pode faltar na minha lista de Ano Novo

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Cardápio simples e delicioso para 9 dias de férias na praia

UPDATE: Gente, esse é um dos posts de Dominique que faz mais sucesso. Então, para facilitar mais ainda sua vida, resolvi fazer um e-book com todo o cardápio, as receitas e a lista de compras prontinha!!!! Uma super ajuda para você, sobretudo nessa correria de final de ano.

Clique no link abaixo, deixe seu e-mail e baixe o e-book. Mas em primeiro lugar leia as sugestões.

E-book Cardápio Praia Dominique

Vem chegando o verão. Obaaaa!
Ano novo. Calor. Férias. Praia. Família e amigos. Casa cheia. Descanso.
Descanso? Que nada minha filha. Vamos pro ralo novamente.
Três refeições por dia para esse monte de gente. Cardápio para todo este período.

Seja a casa sua, seja a casa alugada, toda vez que penso em ano novo na praia, a primeira coisa que me vem à cabeça, não é a caipirinha, nem o pôr do sol. Pelo contrário! É aquele supermercado lotado e inegavelmente com cheiro meio de azedo. Enfim, naquele calor insuportável que sou obrigada a frequentar quase todos os dias. 

Era! Isso mesmo.

Há uns cinco anos, desenvolvi uma técnica para evitar ao máximo aquele festival de chinelos de dedo mal humorados, aquela dança de mulheres de saída de praia com carrinhos apressados na certeza de que estavam perdendo o melhor do sol.

Tenho um cardápio superflexível de final de ano, bem como planejado para nove dias. Além disso, fica fácil fazer a lista de compras e antecipar. O grande segredo é antecipar.

Tento fazer isso tudo antes da loucura, deixando apenas pequenos detalhes para a semana da praia ou grandes e brilhantes alternativas para emergências. Olha isso tem me salvado e me aliviado um bocado!

Tudo vai depender apenas da sua organização. Vou dar uma ideia, mostrando para você o MEU cardápio. Claro que ele vai variar de família para família, de casa para casa, dependendo da quantidade de pessoas e dos costumes das mesmas.

Vamos lá?

Aperitivo e café da manhã

Um bom café da manhã pode muitas vezes substituir um almoço. Um belo aperitivo pode fazer as vezes daquele lanche, uma noite mais tranquila.

Café da manhã
– Pães
– Torradas
– Pão sírio médio
– Pão de forma integral
– Filão de pão italiano para bruschetta
– Formas pequenas de queijo branco
– Baldes de requeijão
– Leite
– Café
– Chá… etc.

Capítulo dos frios
Compro em porções de 150g e peço para que embrulhem a vácuo.
Dizem que não precisa guardar na geladeira, nem no freezer. Eu nunca arrisquei. Mas aí, eu tiro um pacotinho por café da manhã e, se tudo dá certo, nada volta para geladeira, porque frios no verão e na praia costumam azedar com muita facilidade.
– Mussarela light
– Presunto magro
– Salaminho
– Peito de peru
– Mortadela
Ex: 1 kg de “mozarela” embalados em 8 pacotes de 150g cada

Aperitivo
Caso você queira uns petiscos em vez de lanche:
– Salmão defumado já fatiado
– Carpaccio com rúcula
– Pastas árabes – quebram o maior galho, todo mundo gosta e podem ser congeladas: chancliche, homus, babaganuche, coalhada seca
– Bolas médias de “mozarela” de búfala com tomatinhos cereja e manjericão
– Brie pequeno
– Provolone pequeno
– Semente de abóbora
– Queijo parmesão
– Amendoim e similares

Agora o cardápio!

Com ele a lista de compras fica superfácil vai. Claro que tem que ser flexível. Ah, hoje não quero comer peixe. Ok! Ah, hoje vou almoçar na vizinha! Obaaaa…

DIA 1

Almoço
Todos chegarão a noite!

Jantar
Frios e pães variados para sanduiches deliciosos.
Folhas de alface lavadas
Tomates cortados em fatias.
Maionese etc..

DIA 2

Almoço
Salada de manga com kani
Picadinho
Couve
Arroz
Milho

Jantar
Salada sem temperar para que se possa usar no sanduba
Carne louca
Pão francês e folhas de alface

DIA 3

Almoço
Casquinha de siri (que pode ser no pirex)
Pescada com molho limão e alcaparras
Couscous marroquino

Jantar
Salada de batata
Salsichada*

DIA 4

Almoço
Salada
Frango com molho de tangerina e gengibre
Couscous marroquino

Jantar
Pizza de pão sírio ou do delivery. Ou gente, vamos dar uma volta?

DIA 5

Almoço
Salada
Churrasco (suas carnes de preferência)
Farofa ou apenas uma farinha
Arroz branco ou biro biro

Jantar
Saladinha com molho de iogurte
Torta de palmito

DIA 6

Almoço
Aqui tem que ser algo bem leve e fácil
Salada de legumes cozidos
Uma lasanha que você tenha no freezer

Jantar
A ceia fica por seus costumes e hábitos. Veja nosso texto sobre decoração de mesas.

DIA 7

Almoço
Recuerdos de Haier (o que sobrou de ontem)

Jantar
Salada com tudo picadinho
Massa com molho ao pesto*

DIA 8

Almoço
Moqueca de peixe ou camarão para acabar em grande estilo
Pirão
Arroz
Farinha no dendê

Jantar
Torta de frango

DIA 9

Almoço
Salada de folhas e melão com presunto
Peixe assado
Batatinha cozida

Jantar
Risotinho de legumes (rapa na geladeira para ir embora)

Outras sugestões!

Salsichada
Não é qualquer salsicha. Você vai comprar uns 6 ou mais tipos de salsichas chiques. Sabe como é? Salsicha branca com ervas, salsicha de vitela com algo…etc. Pão francês fresquinho, pão de cachorro quente e algum outro a sua escolha. E superimportante! 3, 4 ou até 6 tipos de mostardas diferentes.

Não invente muito, senão o que era simples fica complicadíssimo.
Onde já se viu comer cachorro-quente com batata palha, purê, ervilha, feijão tropeiro? Não É pão, salsicha e mostarda. Quando muito uma maionese e um ketchup para os hereges.

Dia dos espetinhos.
Aí dá um pouco mais de trabalho, mas a mesa fica linda. Eu, como sou louca, vou à Liberdade, sim, o bairro. Mas vou num sábado perto do Natal que é para estar beeeeeem cheio. É, sou estranha assim mesmo. E vou lá só para comprar palitinhos decorados. Qualquer hora eu mostro. E aí fico inventando.

Comida de tigelinha:
Já sirva nas tigelinhas. Não tem que por mesa, não tem que nada. E depois são só algumas tigelinhas para lavar.

O que vc pode ter pronto para uma emergência:
Pesto! Um bom pesto para uma massa ou para um sandubão gourmet.
http://diana212m.blogspot.com.br/2012/03/italian-simplicity.html

Receita de pesto
ingredientes:
4 dentes de alho
1 colher de chá de sal
1 xícara de chá de folhas de manjericão fresco
3 colheres de chá de pinoli ou nozes, sem casca
100g de queijo pecorino ou parmesão ralado
1/2 xícara de chá de azeite
Pimenta do reino a gosto.

Outras opções de pratos para almoço e lanche além das do cardápio:

Saladas e quiches
Frios e sanduíches
Escondidinho
Risoto de funghi
Espaguete ao vôngole
Macarrão com carne desfiada e molho de tomate
Lasanha de abobrinha
Empadinhas/miniquiches/enroladinho de salsicha
Salada caprese com pesto
Couscous baiano

Agora que o cardápio já está pronto, é só aproveitar e descansar!

Leia mais:

Receitas de comidas congeladas que facilitam o dia a dia

Desmistificando o medo de fazer bolo. Veja a receita!

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

14 Comentários
  1. Gostei das dicas estava aqui quebrando a cabeça há dois dias da viagem peguei alguns dos pratos para fazer. Nada de se matar na cozinha. kkk
    1. Adorei a ideia, parabéns! Organização faz toda diferença. Mas não consigo baixar o e-book.
  2. Nossa…arrasou!!! Adorei o cardápio você pensou em tudo…até os dias bateu rs
    Vou fazer pequenas adaptações para minha família, acrescentando uns dias a mais de churrasco. Obrigada pelas dicas.

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Branco ou colorido para o ano novo? Eu já escolhi!

Você é da turma que gosta de passar a virada do ano com um look completamente branco ou gosta de adicionar uma corzinha? Sabe que a minha opinião alterna a cada ano, né. Já passei várias vezes o réveillon com roupa colorida. A Renata Piemonte já escreveu um post (aqui) sobre a tradição brasileira de usar branco no ano novo. 

Mas este ano eu vou seguir o bom e velho costume e usar branco. Em primeiro lugar, porque eu gosto da associação da cor com paz e harmonia. O costume de usar branco no ano novo veio dos praticantes do Candomblé. Na África, eles vestiam o branco para representar a “purificação espiritual”.

O significado foi aos poucos mudando para a paz, calma ou pureza. O simbolismo da purificação está fazendo sentido nesse 2019! A minha expectativa é principalemente essa: purificar das energias antigas e abrir caminho para coisas boas e novas. 

Tendências para o ano novo

Eu vou comprar o meu look de ano novo no próximo final de semana. Quero ticar essa tarefa da minha lista. O final de ano é sempre tão lotado de atividades e quanto antes conseguir adiantar, melhor. Eu vou de branco, mas com certeza quero adicionar uma corzinha nos acessórios e na lingerie. 

Também gosto de comprar roupas que eu possa usar o ano todo. Enfim, talvez opte por duas peças! Fica muito mais prático para combinar depois. Além disso, como vou passar o réveillon na praia, usarei uma rasteirinha. Mas não devo comprar uma sandália nova, não. Quero aproveitar o que eu já tenho no guarda-roupas. 

Estes dias, eu gastei um tempinho pesquisando as tendências em roupas sobretudo para o verão. Separei aqui para você 4 dicas dos fashionistas. Também fiz a seleção dos meus looks favoritos. Como eu gostaria de achar algumas dessas peças por aqui! Dá uma olhada e depois me conta o que achou!

4 dicas para o verão

Regata básica – apesar de deixar o braço todo à mostra, a regata voltou com tudo e pode ser uma aliada durante a temporada de calor. Você pode usá-la com uma bermuda de cintura alta ou um modelo mais soltinho. A regata básica ainda combina com tudo!

Bermuda de cintura alta – o modelo não deve deixá-la com volume extra na barriga, viu! Ao contrário. A sugestão é optar por bermudas com algum detalhe para acinturar. A alfaiataria está de volta. Você pode optar por peças em tecido ou mesmo linho. Uma delícia no verão. 

Macacão – eu sempre achei essa peça linda! Mas eu nunca encontro um modelo que fique bonito no meu corpo. O macacão não pode ser justo ou feito com um tecido muito leve. Um modelo com alguns detalhes diferentes pode fazer toda a diferença!

Linho – de tempos em tempos, esse tecido volta como tendência na moda, principalmente no verão. Agora está com tudo novamente. Gosto porque é leve e superconfortável. Não gosto porque amassa muito. Mesmo assim deixa qualquer roupa mais chique. 

Minhas peças favoritas

Calça e blusa

Dá para ousar no estilo da blusa. E, principalmente, a calça deve ser mais larguinha. 

Macacão

Além de tendência, acho super elegante. O desafio é achar um modelo que fique bem no corpo. 

Vestido

Gosto dos mais fluídos e confortáveis. Algumas opções com tecido de renda também combinam com ano novo e verão.

Shorts e blusa

A bermuda ou o shorts têm de ser bem larguinhos. Um modelo diferente de blusa faz toda a diferença no look.

E você?  Já decidiu a roupa para passar o réveillon?

Conta aqui!

As tendências em cores para o verão

As cores e as roupas da moda para a temporada 2020

As tendências em cores de esmalte

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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As 5 coisas que deixei em 2018 e o meu aprendizado

Comecei 2019 me propondo fazer algo diferente. Em vez de fazer a famosa lista de resoluções, resolvi celebrar o que conquistei no ano anterior. Sim, o que eu consegui fazer, mudar ou simplesmente me conformar.

A gente passa anos tentando até que um dia as coisas acontecem. Ou não. E eu te pergunto: e aí? Foi então que eu cheguei a uma conclusão: sou uma imperfeita bem intencionada.

Tenho muitos planos para o futuro. Desejos e vontades. Mas olhando em perspectiva, realmente não consigo colocar grande parte deles em prática. Não é minha culpa, não. Como já disse, eu tenho boas intenções.

É – simplesmente – porque não sou perfeita. Não consigo cumprir certinho todas as tarefas propostas. Estou mais cansada, situações me atropelam inesperadamente ou simplesmente fico de saco na lua e não quero fazer alguma coisa.

Chegar a essas conclusões me trouxe uma paz de espírito inacreditável. Eu sei que falar é muito fácil. Por isso mesmo que estou celebrando. Foram anos tentando até que consegui deixar em 2018 essas 5 coisas. Mereço ou não celebrar?

Patrulha do pensamento

Resolvi me deixar em paz. Sou responsável e cumpro com as minhas obrigações. Isso já basta. Se algo não deu certo, não vou me culpar mais por não ter conseguido o que planejava. Veja que nem estou usando a palavra falhar. Porque não se trata de errar. Revejo (se é possível) os motivos, avalio a minha participação e não me cobro pela parte que não consegui cumprir. Da próxima vez tento de novo.  

Querer menos…

A ambição do que a gente quer às vezes não tem limites. Queremos muitas coisas, o mundo. Mas será que realmente precisamos de tudo isso? Conseguimos dar conta? Não há horas no dia pra executar tudo e a grande expectativa se transforma em uma eterna frustração. Hoje em dia quero muito menos. Não que a minha lista seja minúscula. Só que corte excessos que gastavam a minha energia e, no fim, não me faziam tão bem assim.  

5 quilos

Queria ter deixado uns 8 quilos. Mas foram 5 deles e já estou feliz. De uma vez por todas entrou na minha cabeça a importância dos exercícios físicos e de ter uma dieta balanceada. As permissões de antes não rolam mais, mesmo. Se quero comer um docinho, compro um chocolate maravilhoso que descobri da marca Flormel. Não tem açúcar e é igualzinho o chocolate comum. Comemoro os quilos a menos, mas celebro mais ainda a minha mudança de estilo de vida.  

A louca da fulana

Não me envolvo mais nos problemas daquelas amigas que parecem sugar toda a nossa energia. Depois de tantos anos não tenho mais dó ou piedade. Tá na hora de aprender que a vida não é fácil mesmo. Já dizia Roberto e Erasmo: “é preciso saber viver”. Aprendi aos trancos e barrancos, mas acho que agora vai. Quem não quis evoluir ficou no meu passado. Ajudo quem se ajuda, quem tem boa intenção. Tento tirar do fundo do poço quem caiu de lá, mas quer sair. Mas acabou a paciência pra quem parece gostar da sofrência.

O “Se”

Tenho um amigo que diz que o “se” não joga. Se eu tivesse… se eu falasse… se nada! Não tenho mais arrependimentos. Se deu pra fazer, falar ou qualquer outra coisa mais estou satisfeita. Se não deu, paciência. Não tenho mais energia ou vontade de ficar remoendo o que ficou no passado.

E você? Como foi a sua revisão de ano novo?

Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

3 Comentários
  1. Eu TAMBÉM sou imperfeito mais estou me Tornando ((FODA)) em ALGUNS quesitos estou me melhorando a cada dia que Passa estou DEIXANDO de me Levar tão a sério e Principalmente me Afastando de ALGUMAS Pessoas extremamente Tóxicas e sem CARÁTER
    e ((SE)) Continuar FAZENDO somente a minha Parte VOU me transformar num Ser Humano muito Melhor SÓ POR HOJE

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As músicas de 2018 da minha trilha sonora

E vamos para mais um dia 31. 31 de dezembro. Engraçado como de repente os  últimos dias não tem mais aquela conotação “trágica” de final que já tiveram. Nem tampouco trazem a renovação. Pelo menos não para mim.

Dia 31 hoje, é apenas o dia que estou na praia, com algumas pessoas muito queridas, amigas de outras vidas. É o dia também que sento para escrever o texto sobre a música que representará o ano em minha trilha sonora.

Pode parecer estranho eu ter uma trilha sonora, né? Gosto de pensar que posso contar minha vida através de músicas. Claro que nem todos entenderão. Mas basta que um entenda.

Geralmente a música do ano, “aparece” lá por novembro. E não deixa de ser meio óbvio que isso aconteça, pois é quando começo a amarrar o ano e inconscientemente minhas reflexões voltam-se para as conclusões e esbarram nas músicas.

Um ano ímpar este 2018, hein?

E foi em junho que apareceu a primeira música de minha trilha deste ano.

É colega… Este ano foi diferente dos outros. Tenho três músicas para compor minha trilha. Uma só musica não definiria meu ano.

Não… Não foi um ano difícil. Ahh… foi sim. Mas não foi difícil como os outros que já tive. Foi um difícil diferente. E aí escuto a grave voz já madura de Dori Caymmi cantando o Bloco do Eu Sozinho

E comecei a chorar. Chorei porque entendi. E fui adiante. E comecei a sambar. Sambando pra não chorar.  Música linda. Linda e triste. Linda e cheia de motivações.

Vale contar aqui, apenas para registro, que o país inteiro viveu momentos muito emocionais com uma certa sensação de abandono. Cada um por si.

Bem… semanas se passaram… meses…

Pensei em construir um “palácio”. Pensei em desistir.

Contentei-me com uma “choupana”.

E eu na minha luta diária para não desistir, para continuar porque um dia algo iria mudar.

Afinidades explícitas

E foi aí que apareceu a segunda música. Meio que sem querer. Ou totalmente. Não foi bem uma música. Foi toda uma obra.

Descobri o Danças Ocultas.

Tive a “sorte” de descobri-los pela manhã e poder vê-los ao vivo 12 horas depois.

Não senti aqueles 80 minutos de show passarem. Música boa me arrepia. Estatela meus olhos. E me deixa num estado meio que atônito.

É estranho dizer isso. Mas foi transformador. Não gostaria que você pensasse que sou dramática ou exagerada. Mas novamente entendi. E chorei.

O momento era outro. Já em novembro. Parecia que tinha atravessado um túnel subterrâneo e naquele momento emergia.

Aqueles quatro homens tocavam como se fossem um. Mas eram 4.

O tempo inteiro 4. Afinidades e complementaridades.

E aí veio o todo com suas alianças e parcerias.

E foi por causa do todo que saí inteira ao final do ano.

Outras construções

E quando achei que o meu ano musical tinha terminado com todos os seus porquês, ouvi uma música que novamente me arrepiou.

Tive a impressão que conhecia. Mas nunca tinha ouvido.

Música doce. Sensível. Não… Não conhecia a cantora Cristina Branco. Mas a música… A música…

A música outrora cantada por Mercedes Sosa, era outra.

Alfonsina y El Mar quando cantadas por Mercedes e por Cristina são duas músicas completamente diferentes, apesar de idênticas, .

https://www.youtube.com/watch?v=Q-eJ71hkQwI

E estou num momento Cristina. Entro em 2019 menos panfletária e reivindicativa e mais construtiva e agregadora.

Para ser Cristina não posso sambar sozinha.

Na foto Cynthia, Sandra e Carla e eu. Fora da foto, Nanny Fry capturando o momento também. Todas sambando juntas.


Veja também: as músicas de minha trilha 2017  e de 2016

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Eu pulei as 7 ondas. Não pedi nada, mas ganhei muito!

Dominique - Ondas
Passei o fim de ano na praia. Há anos não conseguia estar no Réveillon em frente ao mar, curtindo as ondas, como sempre adorei.

Não gosto do Natal, exceto quando meus filhos eram crianças. Sei lá, acho uma data nostálgica, um pouco triste e comercial demais da conta. Mas o Réveillon, nossa, sempre esperei ansiosamente.

Perdi a conta de quantas simpatias já fiz, comer romã e guardar os caroços por um ano, chupar doze uvas e esconder os caroços na carteira, colocar folha de louro junto ao dinheiro, passar a virada em cima da cadeira apoiada somente no pé direito, com em um homem, vestir calcinha amarela, rosa, vermelha, verde, tomar banho de sal grosso e ervas e por aí vai!

O problema é que toda a passagem de ano era uma frustração sem limite. Eu alimentava tantas expectativas e nada acontecia que para mim a data perdeu completamente a importância. Assim, há um bom tempo o encanto pelas promessas e desejos no dia 31 de dezembro caiu por terra.

Dois anos atrás, por opção, passei o Réveillon sozinha, ou melhor, com minha fiel companheira, a viralata Lollypop Tereza. Nada de depressão, nem tristeza. Completa paz. Foi também uma quebra de paradigma. Descobri que 31 de dezembro é um dia como outro qualquer. Sabe quando você tem medo de algo e de repente tem que enfrentar? Descobri que o monstro não era tão feio, nem tão grande…nem era monstro, veja só.

Este ano foi diferente. Eu estava muito bem comigo mesma. Tranquila, em completa paz de espírito e, para surpresa geral, sem nenhuma, nenhumazinha, expectativa. Está certo que em frente ao mar tudo é melhor, é o lugar que mais gosto nesta vida, ainda vou morar na praia.

Coloquei uma calcinha nova, um vestido de renda branco (já usado algumas vezes) e fui para a praia às 23h30.

Olhei para o mar e fiz o que nunca tinha feito no dia 31. Somente agradeci. Agradeci profundamente por tudo que me aconteceu e vem acontecendo na minha vida.  Não pedi absolutamente nada. Eu estou como estou, porque sou fruto de tudo que vivi e isso vem me ajudando a ser uma pessoa do bem que é o real propósito da minha existência. Problemas, quem não tem? Mas meu sentimento foi de total gratidão.

A única coisa que fiz enquanto agradecia foi pular as 7 ondas. Não resisti ao oceano e sua magia de braços abertos na minha frente.

E assim acabou o meu ano…e começou o outro sem que eu pudesse sequer respirar fundo para tomar fôlego.

Dia 01, decidi parar de fumar. Dia 04, meu namoro acabou. Dia 05, recebi uma proposta para alugar meu apartamento em São Paulo (eu nem lembrava que estava para alugar). Dia 08 decidi mudar para minha casa em Valinhos, no interior de São Paulo. Dia 09, meu filho conta que vai mudar de país. Tá bom pra você ou quer mais?

Agora, 30 dias depois, estou morando em outra cidade, troquei de carro, troquei de estilo de vida, venho para São Paulo toda semana para trabalhar e enfrento novos desafios.

Não dá para negar que é um tanto quanto complicado acompanhar tanta novidade, um caminhão de mudanças drásticas, mas em compensação é uma oportunidade e tanto para aprender de uma vez por todas que ninguém tem controle sobre nada, até euzinha que sempre achei ser a rainha do caqui no quesito controle.

Agora, vivo um dia de cada vez e tento usufruir os presentes que a vida está me entregando todo santo dia. E não tem sido poucos.

Bora aproveitar a vida, porque como dizia John Lennon “a vida é o que acontece enquanto você está fazendo outros planos”, que na verdade, descobri recentemente, ele não é o autor da frase. O autor é Allen Saunders, escritor, jornalista e cartunista americano. Mas o que importa aqui é o conteúdo, certo?

Pular 7 ondas ou fazer qualquer outra simpatia só dá certo se você agradecer por tudo que aconteceu em sua vida durante ano, não acha?

Leia Mais:

Receitas de sanduíches saudáveis e deliciosos para o verão
Amor em mechas – Um ato de solidariedade entre as mulheres

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

1 Comentário
  1. Isso é a tal maturidade. Viver o agora está uma frase banalizada
    Mas é exatamente o que temos de certeza: o instante agora que numa respiração já passou…e viva a maturidade de poder e saber exercitar o aqui e agora.

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O dia em que percebi o primeiro último dia da minha vida

Dominique - último
Ainda não tive o último dia da minha vida, ainda bem, mas já tive muitos “últimos dias”. Isso não quer dizer que tenha vivido 7 vidas.

Vou tentar explicar. Um dia, num distante 1998, olhei uma figura de um marcador de tempo derretendo. Parei. Olhei de novo. Um arrepio me percorreu a espinha. Persistência da Memória tocou alguns pontos de minhas terminações nervosas.

Clichê ou não, fiquei obcecada por este quadro de Salvador  Dali, sem entender muito bem. Apenas sabia que as questões do tempo, o tempo mais rápido que o meu tempo, a falta dele ou até mesmo a diferença entre o meu timing e o dos outros, me perseguiriam pelo todo o sempre.

Concluí que sou muito ansiosa e descobri que a culpada por este sentimento dominador e determinante é a relação que tinha/tenho com o tempo.

Por exemplo: quando viajava, ficava sempre com aquela sensação de que não daria tempo de conhecer tudo, de ver tudo, de aprender tudo.

O pior foi perceber que minha imaturidade não me deixava ver que o tudo não existe (afff, Lili, que filosofada boba. Foco Lili. Foco).

Acabei  achando uma fórmula para aplacar minha ansiedade quando viajo e não enlouquecer quem está comigo com maratonas de 18 horas.

Eis a fórmula: Para qualquer lugar que eu vá, na minha cabeça, tenho a certeza que voltarei um dia! Então, caso não consiga fazer ou ver agora, farei da próxima. Obviamente nem sempre existe a próxima. Na maioria das vezes não há, mas é meu truque.

Este foi apenas um exemplo da relação conturbada que tenho com esta entidade, dona de todos nós: o Sr. Tempo! Sempre o último segundo que está por vir.

Voltando ao século passado, naquele mesmo ano de 1998, outro acontecimento teve um peso preponderante em minha vida.

No carro, correndo (sempre correndo, mas nunca atrasada!) para buscar as crianças na escola, perdida em minha lista mental de afazeres do dia, começa a tocar uma música no rádio. Um murmurar aflito. Uma voz masculina diferente. Um ritmo ansioso e agoniado. Palavras insólitas unindo-se em frases incomuns. A música terminou.

Parei. Parei o carro na primeira ruela que achei. O refrão martelava em minha cabeça.
Ainda parada e longe de meu destino, peguei no porta-luvas um pedaço de papel e uma caneta. E comecei a responder o que me perguntava insistentemente aquele refrão.

– O que você faria se só te restasse um dia?

Escrevi. Em formas de tópicos, cartesiana que sou. Escrevi. Virei aquele folheto de quitanda e continuei escrevendo em todos os seu espaços em branco. Procurei no carro desesperadamente outro pedaço de papel para ter chance de seguir minha vida, um último pedacinho de papel. Não achei.

Parei. Parei tudo. Olhei para os meus garranchos e concluí o óbvio. Não vai dar tempo! Se eu tiver apenas um dia, não terei tempo de fazer tudo o que gostaria.

Fiquei em estado catatônico sem saber como resolver aquela difícil equação. Um ligeiro desespero encontrou as minhas, mais do que nunca,  persistentes memórias.

Foi quando tive uma luz!

– Eu não tinha apenas um dia, um último dia. Pelo menos não que eu soubesse. Então, talvez e apenas talvez, desse tempo.

Deu!

Desse dia em diante resolvi viver minha vida sem pendências. Tento fazer tudo e de tudo (dentro do razoável, claro). Sem pressa, sem agonia, eu faço.

E hoje, no primeiro dia do ano, viverei como se fosse o último.

Mas com muito pouca coisa pra fazer e com a tranquilidade de que vai dar tempo.

  • Em tempo e a quem interessar possa, a música em questão é Último Dia do Paulinho Moska

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Mentira do bem – 3 mentiras que contei para não fazer mal a ninguém
Será que todo mundo gosta mesmo do Natal?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Agora lembrei de um escrito DAZANTIGA:

    Afinal, Tempo, vais pra trás ou pra adiante?
    vais assim, conduzindo minha vida
    e eu de mim, fico distante…
    Pra onde vais,Tempo?
    Pra trás ou pra adiante?

    😉

  2. O tempo para quem espera em Deus e infinito nao faca nada em vão que vai dar tempo para tudo o que vc quer sem pressa de ser feliz, talvez o tempo que vc imagina nao e o meu tempo.Quando vc tem o dom de ver o futuro em vinte anos vc programa o tempo sem pressa de chegar a onde vc quer tudo no seu devido lugar esse e o tempo ao tempo.Dar tempo pra encaixar todas as coisas que estão pendentes a vida espiritual. E como fosse ser ou ser.

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Será que todo mundo gosta mesmo do Natal?

Dominique - Natal
Tá… Tá… Você é aquela que é feliz no Natal, que adora essa data. Entendi. Então pula esse meu textinho. Ele não é pra você.

Por que será que sempre que reclamo do Natal vem alguém dizer que adora? Afff…

O que eu sei é que a maioria esmagadora adoraria dormir no primeiro dia de dezembro e acordar no ano seguinte. Bom, isso não é possível minha querida Bela Adormecida.

Por alguns anos, todo dia 30 de novembro, me fazia a promessa de que levaria dezembro de uma maneira suave e que me obrigaria a me divertir. Adivinha? Óbvio nunca rolou, nunca consegui. Até o ano passado!

Achei uma receitinha pra ser feliz no Natal. Como? Fingindo que não é Natal! Brincadeiraaaa… Ou quase.

Bom, vou contar minhas dicas aqui:

1. Acabe com essa coisa de presente
Não dei presente pra ninguém. Avisei todo mundo de quem gosto muito que o presente de aniversário seria caprichado, porque teria mais tempo para escolher e mais $$$.
Acredita que ninguém se ofendeu? Bom, pelo menos ninguém me falou nada.

2. Faça um natal temático
Isso, escolha um tema! Tá… Tá… Natal já é o tema. Mas esse todo mundo conhece. Exemplo? Hummmm… deixa eu pensar… Ahhh, que tal um Natal tropical? Ou… um Natal laranja? Ou ainda, um Natal dos reciclados? Ou… um Natal de corações?

Sabe de uma coisa? Vou te ajudar. Montei essa pasta no Pinterest com ideias para um Natal temático. Clique aqui e inspire-se!

Sabe o que é bom do tema? Você disfarça. Não fica tanto pensando no Natal e muito mais no tema e na decoração. Descarta aqueles seus enfeites que te dão até depressão quando tira do quartinho. Faça novos!

Dica: envolva a família, peça ideias (mas só use se você achar o máximo). Pede pra cunhada fazer lembrancinhas e chame a criançada. Esta farra vai começar bem antes do dia 24 e vai contagiar a todos.

3. Prepare brincadeiras
Por exemplo, aproveitando aquilo que te contei no vídeo sobre meu Sonho de Consumo. Se ainda não viu, veja! Peça para cada um escrever seu sonho de consumo num papel e coloque num potinho. Vamos tentar adivinhar de quem é cada sonho de consumo?

Outra…
Prenda em alguma cortiça, almofada ou qualquer outra coisa cartolinas com frases prontas e chame de roda da fortuna. Quer exemplo de cartões?
Permita-se!
Vai que é sua!
2018: ou vai ou racha!

Não precisa fazer sentido, querida. Vai dar trabalho? Claro! Mas o que você queria? Moleza? No Natal? Ahhh… Nesse caso só dormindo no dia primeiro de dezembro e acordando em janeiro do ano seguinte mesmo.

Aliás, quem inventou esta bobagem de que só podemos desmontar a árvore no dia 06 de janeiro?

Genteeee… Tem coisa mais deprê do que ficar olhando pra aquela árvore DEPOIS do Natal?

Eu decreto e determino que todo mundo pode desmanchar a árvore quando quiser.

A minha eu desmonto dia 25 de noite! E tenho dito!

Leia mais:

Que roupa usar no primeiro encontro pós-separação?

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

6 Comentários
  1. Curti o Natal até os 08 anos. Voltei a curtir quando meu filho nasceu. Deixei de curtir quando ele entrou na adolescência. Ou seja, Natal só é divertido para quem é ou tem criança em casa. O resto é hipocrisia de tempo de paz, de união, de estar com a família….espalhar paz e amor com data marcada.

  2. Bárbaro!!! Estou contigo…Desejo ardentemente todo ano que passe esse dia bem rápido.
    Há 10 anos me casei com um Espanhol e neste tempo somente um ano passei no Brasil. Meu primeiro ano aqui foi estranho,não ficava deprê com as musiquinhas, são muito diferentes, sentia falta de não ouvir a Simone cantanto: “Então é Natal”…Aff que masoquismo!!Agora “curto” um pouco mais, simplesmente pq não se parece ao Natal que estava acostumada e que me entristecia.Feliz Navidad!!

  3. Adorei o texto. Reflete o meu sentimento. O pior desta época são as pessoas que acham que devem fazer doações, sacolinhas para orfanatos, etc .. só nesta época!!! E o resto do ano?? É muita hipocrisia.

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Pequena trapaça com o Ano Novo

Sou uma pessoa de fazer resoluções de Ano Novo. Já foram muitas. Para meu assombro, cumpri várias. A lista diminuiu muito. Não sei se é bom ou ruim, mas tenho cada vez mais dificuldade de definir novas resoluções, sejam mudanças de hábito ou desejos. Alguns sonhos perderam a importância e os hábitos que mais me atrapalhavam, consegui dar um chega pra lá.

É um pouco ruim. Parece que agora falta algo passional, incomodativo pra me empurrar. Também é bom, mostra um pouco da paz de espírito que os 50 trazem.

Mas o Ano Novo chegou. Então, resolvi fazer uma trapaça. E se eu assumisse a resolução de alguém importante pra mim, de quem eu desejasse uma tomada de decisão que me beneficiasse?

Sabe, do tipo fazer promessa para outro cumprir? Ouvi muitas dessas histórias de família.

“Se me conceder casar com a Lilica, o Afrânio vai ficar cinco anos sem cortar o cabelo.” “Se curar minha lombeira, a Tóta vai de joelhos até Aparecida.” “Se me ajudar com a venda da casa, alguém na família vai ser padre e servir ao Senhor.” Pois é.

Pensei a resolução como uma mensagem dirigida a mim, uma declaração de profundo sentimento e compromisso.

Quem me deu a ideia foi uma amiga, de quem fiquei morrendo de inveja. Ela ganhou esse presente do namorado uma carta que eu adoraria receber de alguém muito importante na minha vida. Para deixar a coisa bem concreta, publico um resumo dessa mensagem preciosa (com a licença da amiga e do namorado).

“Tivemos a noite da virada e, com ela, fizemos as resoluções de fim (ou de início) de ano. Sim, aquelas que fazemos em todas as viradas de ano e que nem sempre ou quase nunca cumprimos (sei que você cumpriu algumas).

Diante desta realidade pensei: por que esperar mais tantos dias? E por que precisa ser no plural e não no singular? Ouvi alguém dizer que prioridade é uma palavra que não tem plural. No momento em que temos prioridades, deixamos de ter A prioridade.

Assim sendo, apliquei o mesmo conceito às resoluções. Ficaria satisfeito se conseguisse botar em prática de verdade pelo menos UMA resolução! Tudo ficou muito mais fácil. E qual seria, não precisei pensar muito: retomar as caminhadas diárias três ou mais vezes por semana. Na minha fase da vida, isso é imprescindível para a saúde física e mental.

Pequena, nunca fui sedentário, muito pelo contrário. Entretanto, estes últimos anos, relaxei por “n” motivos que nem preciso expor aqui. Essa é, portanto uma boa resolução, retomar a regularidade das caminhadas. Mas o que poderia me motivar? Não precisei pensar muito.

Nos últimos anos, tenho uma namorada que é praticante de atividades físicas e faz caminhadas regulares. Quando acorda, religiosamente, faz exercícios de alongamento ainda na cama, pelo menos 10 minutos, todos os dias. Sim, todos os dias!

Temos a mesma idade e comecei a pensar em mais uma razão para retomar as caminhadas – minha saúde. Imagino que, se continuarmos juntos como tudo indica, tenho que estar em forma e manter a saúde.

Preciso me lembrar que, se amanhã um de nós adoecer, o outro será totalmente atingido e cuidará do que adoeceu. Assim sendo, quero postergar ao máximo essa possibilidade. Seguirmos lado a lado com a mesma disposição e preparo físico.

Estou firme na minha resolução pré Ano Novo. Caminhei quase todo dia desde que me decidi. Vamos empatar na disposição física.”

Não é simples? Não quero complicar a vida de ninguém. Basta uma resolução firme no ano, a “prioritária”, como fez o namorado da minha amiga. Aquela que vai melhorar a vida dos dois.

Aí está minha contribuição às resoluções de Ano Novo. Desejo receber uma carta assim. Quem sabe dá certo.

Feliz Ano Novo, Dominiques.

Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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E 4 anos depois… #sqn

História enviada pela Tereza Cristina.

Em maio de 2010 aconteceram duas coisas que mudariam minha vida: eu vendi a minha casa, e seria a primeira vez na vida que eu iria morar sozinha, e acabei um namoro com uma pessoa de quem eu gostava muito.

Fiquei uns três anos sem sair com ninguém, curtindo a minha solidão e, ao mesmo tempo, usufruindo da minha nova vida e da pessoa que me descobri: forte e uma excelente companhia para mim mesma!

Um dia, em novembro de 2013, numa visita à minha nora que fazia brownies e bolos de Natal pra vender, o sócio dela me perguntou:

– Tia, você é tão bonita, por que está sozinha?

Eu pensei – por que eu tô sozinha?, e ri comigo mesma.

Respondi:

– Eu estou sozinha porque não consegui arrumar ninguém que realmente me interesse e porque, depois do meu ultimo relacionamento, eu resolvi que não queria mais ninguém.

Ele me disse:

– Tem um site de relacionamento bárbaro, que acabou de ser lançado, chamado Tinder. Eu estou saindo com uma pessoa muito legal que eu conheci lá.

Eu respondi:

– Ai, meu amor, eu não tô mais com vontade de sair com alguém. Eu já estou ficando velha. Não tenho vontade. E homem só quer mocinha pois uma mulher resolvida como eu assusta os homens. Melhor continuar sozinha.

Ele insistiu comigo:

– Não, tenta. O aplicativo está conectado ao Facebook e você pode ver, de repente, se vocês têm amigos em comum.

Eu pensei – por que não?, e disse:

– Então me coloca lá!

E o Beto me cadastrou no bendito do Tinder.

Apareceram várias pessoas. Nunca vi tantos homens aparecendo na minha vida, respondendo e curtindo o meu perfil.

Até que apareceu uma pessoa que eu fiquei interessada. Um homem charmoso, com idade compatível, mas sem amigos em comum.

Devia ter por volta dos 60 anos, falava várias línguas: italiano, francês, inglês. Aliás, ele é italiano de nascença e eu sempre tive uma queda por italianos.

Uma pessoa muito, muito legal. Nós começamos a nos falar. Até que um dia ele me convidou para jantar fora. Era comecinho de dezembro.

Eu aceitei o convite e fui jantar com ele. Foi muito gostoso. Nós saímos mais algumas vezes. Saímos com amigos dele, com amigos meus. Fui até ao batizado do neto dele.

Um dia ele me perguntou:

– Quer passar o final do ano comigo?

Eu pensei – e agora? Vou ou não vou?

Pedi para pensar um pouquinho. Como eu ia fazer para falar aos meus filhos que eu – uma mulher de 50 e poucos anos – queria passar o réveillon com uma pessoa que eles não conheciam?

É complicado ter filho homem. Filho homem é um pouco mais possessivo, um pouco mais ciumento. Contei que ia passar o Réveillon com uma turma de amigos para eles não fazerem muitas perguntas!

Daí decidi ligar pra duas amigas minhas, daquelas amigas irmãs, que são minhas amigas desde os meus 12 anos e contar toda a história que até aquele momento era segredo. Tinha um certo preconceito de sair com uma pessoa que encontrei num aplicativo de encontros….. acho que uma certa vergonha.

– E ai? O que vocês acham? Vou ou não vou?

Elas aprovaram na hora, me perguntaram o que tinha a perder…

A minha preocupação não era sobre o que eu iria ganhar ou perder. Tinha dúvidas porque eu não o conhecia direito. Tudo bem que ele era um gentleman, um amor. Mas eu estava desabituada, fazia tempo que eu não dormia com ninguém. Como eu ia fazer?

Elas disseram:

– Não, você vai sim!

Decidi que eu ia e disse:

– Então tá bom, se eu vou vocês vão ter de me ajudar porque precisamos de enxoval.

Liguei outra vez pro moço e confirmei que ia acompanha-lo na viagem pra Trancoso.

Ele, supergentil, me pediu pra passar nome completo e documentos pra providenciar as passagens e tudo o mais.

Sai com as minhas amigas pra fazer um enxoval. Roupa pro réveillon, uma roupa pra cada dia, lingeries, camisolas, biquini, saída de praia… levei uma mala que parecia de um mês!

As minhas amigas me deram outras dicas: que era pra eu acordar um pouquinho mais cedo que ele pra pentear o cabelo e passar um blush… que isso era pro moço me ver bonita! Que pra não acordá-lo eu devia dormir com o celular deixo do travesseiro, com um som baixinho de despertador.

Depois de tudo pronto, chegou o dia da viagem.

Chegamos super em cima da hora no aeroporto. Ele viu o horário errado na passagem. O vôo era as 4 horas e nós chegamos lá umas 3h15. O atendente falou que a gente podia embarcar, mas as malas não!

Bom, perdemos o avião. Foi bem desagradável. Então eu pedi pra falar com o gerente da companhia aérea. Eu expliquei que era a nossa primeira viagem juntos, praticamente uma lua de mel, e perguntei o que ele poderia fazer pra ajudar a gente. Imaginem, era dia 29 de dezembro e estava tudo lotado!

Ele foi bacana e nos arranjou um vôo no dia seguinte cedinho. Daí fui pra casa dele, porque ficaria mais fácil para sair cedo pro aeroporto.

Nós saímos para jantar e, na volta, o moço olha pra mim e me diz:

– Já que não aconteceu nada até agora, e a gente já está saindo há um mês, vamos deixar pra acontecer em Trancoso.

Eu pensei que era perfeito. Dormimos de conchinha, foi supergostoso. No dia seguinte acordamos cedo, tomamos café e viajamos. Deu tudo certo. Chegamos em Ilhéus, alugamos o carro, e seguimos pra Trancoso. Ficamos numa pousada maravilhosa!

Fomos pra praia, tomamos drinks, almoçamos.

Então outra novidade. O moço é alérgico ao sol.

Sim, eu ficava tomando sol e ele ficava numa tenda, daquelas tipo balinesa, cheia de almofadas.

No primeiro dia, voltamos da praia e tomamos banho. Enquanto ele descansava um pouco eu li. Nós nos arrumamos, saímos para jantar e bebemos vinho.

Eu estava esperando a grande noite e…

Nada!

Dormimos de conchinha…. e nada!

Nada no primeiro dia, nada no seguindo dia…

Resultado. Eu passei 8 dias em Trancoso, voltei queimada, linda e intacta.

O moço não transou comigo.

A viagem foi deliciosa (tirando este probleminha técnico!), tanto que no avião ele me convidou para passar o carnaval em New York, cidade que adoro!

Ele é uma pessoa ótima, carinhosa, um papo delicioso. Uma companhia agradabilíssima…

Só que é impotente.

Ele nunca comentou comigo e eu nunca perguntei.

Voltei pra São Paulo.

Fiquei extremamente triste, achei que o problema era comigo. Falei com as minhas amigas e descobri que o problema não é só comigo. Tem vários homens que depois dos 60 anos tem problemas. O moço deveria ter algum problema sério, porque alguns tomam viagra, mas ele não!

Resultado: nós voltamos, mas não liguei mais pra ele. No quarto dia, ele me ligou e perguntou se aconteceu algo estranho. Pra ele nós estávamos namorando, estávamos saindo há um mês, tínhamos passado o Natal e o réveillon juntos e ainda tínhamos combinado o carnaval…… Tadinho!!!

Eu respondi que não, e disse que ele também não tinha me ligado. Ele disse que estava ocupado nos negócios. Eu disse que também estava ocupada com os meus netos. Infelizmente não fui muito sutil e ele percebeu a minha decepção.

A gente se fala até hoje, mas nunca mais saímos. Eventualmente nos falamos ao telefone e, as vezes, vejo fotos no Facebook.

Esta é a minha história da virada do ano de 2013 pra 2014. A viagem foi muito gostosa, mas extremamente frustrante.

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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