Tag: ano novo

As 5 coisas que deixei em 2018 e o meu aprendizado

Comecei 2019 me propondo fazer algo diferente. Em vez de fazer a famosa lista de resoluções, resolvi celebrar o que conquistei no ano anterior. Sim, o que eu consegui fazer, mudar ou simplesmente me conformar.

A gente passa anos tentando até que um dia as coisas acontecem. Ou não. E eu te pergunto: e aí? Foi então que eu cheguei a uma conclusão: sou uma imperfeita bem intencionada.

Tenho muitos planos para o futuro. Desejos e vontades. Mas olhando em perspectiva, realmente não consigo colocar grande parte deles em prática. Não é minha culpa, não. Como já disse, eu tenho boas intenções.

É – simplesmente – porque não sou perfeita. Não consigo cumprir certinho todas as tarefas propostas. Estou mais cansada, situações me atropelam inesperadamente ou simplesmente fico de saco na lua e não quero fazer alguma coisa.

Chegar a essas conclusões me trouxe uma paz de espírito inacreditável. Eu sei que falar é muito fácil. Por isso mesmo que estou celebrando. Foram anos tentando até que consegui deixar em 2018 essas 5 coisas. Mereço ou não celebrar?

Patrulha do pensamento

Resolvi me deixar em paz. Sou responsável e cumpro com as minhas obrigações. Isso já basta. Se algo não deu certo, não vou me culpar mais por não ter conseguido o que planejava. Veja que nem estou usando a palavra falhar. Porque não se trata de errar. Revejo (se é possível) os motivos, avalio a minha participação e não me cobro pela parte que não consegui cumprir. Da próxima vez tento de novo.  

Querer menos…

A ambição do que a gente quer às vezes não tem limites. Queremos muitas coisas, o mundo. Mas será que realmente precisamos de tudo isso? Conseguimos dar conta? Não há horas no dia pra executar tudo e a grande expectativa se transforma em uma eterna frustração. Hoje em dia quero muito menos. Não que a minha lista seja minúscula. Só que corte excessos que gastavam a minha energia e, no fim, não me faziam tão bem assim.  

5 quilos

Queria ter deixado uns 8 quilos. Mas foram 5 deles e já estou feliz. De uma vez por todas entrou na minha cabeça a importância dos exercícios físicos e de ter uma dieta balanceada. As permissões de antes não rolam mais, mesmo. Se quero comer um docinho, compro um chocolate maravilhoso que descobri da marca Flormel. Não tem açúcar e é igualzinho o chocolate comum. Comemoro os quilos a menos, mas celebro mais ainda a minha mudança de estilo de vida.  

A louca da fulana

Não me envolvo mais nos problemas daquelas amigas que parecem sugar toda a nossa energia. Depois de tantos anos não tenho mais dó ou piedade. Tá na hora de aprender que a vida não é fácil mesmo. Já dizia Roberto e Erasmo: “é preciso saber viver”. Aprendi aos trancos e barrancos, mas acho que agora vai. Quem não quis evoluir ficou no meu passado. Ajudo quem se ajuda, quem tem boa intenção. Tento tirar do fundo do poço quem caiu de lá, mas quer sair. Mas acabou a paciência pra quem parece gostar da sofrência.

O “Se”

Tenho um amigo que diz que o “se” não joga. Se eu tivesse… se eu falasse… se nada! Não tenho mais arrependimentos. Se deu pra fazer, falar ou qualquer outra coisa mais estou satisfeita. Se não deu, paciência. Não tenho mais energia ou vontade de ficar remoendo o que ficou no passado.

E você? Como foi a sua revisão de ano novo?

Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

3 Comentários
  1. Adorei, o que passou está no passado. Hoje começo com a gratidão do que passou, do que está sendo e do que será.

  2. Eu TAMBÉM sou imperfeito mais estou me Tornando ((FODA)) em ALGUNS quesitos estou me melhorando a cada dia que Passa estou DEIXANDO de me Levar tão a sério e Principalmente me Afastando de ALGUMAS Pessoas extremamente Tóxicas e sem CARÁTER
    e ((SE)) Continuar FAZENDO somente a minha Parte VOU me transformar num Ser Humano muito Melhor SÓ POR HOJE

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

As músicas de 2018 da minha trilha sonora

E vamos para mais um dia 31. 31 de dezembro. Engraçado como de repente os  últimos dias não tem mais aquela conotação “trágica” de final que já tiveram. Nem tampouco trazem a renovação. Pelo menos não para mim.

Dia 31 hoje, é apenas o dia que estou na praia, com algumas pessoas muito queridas, amigas de outras vidas. É o dia também que sento para escrever o texto sobre a música que representará o ano em minha trilha sonora.

Pode parecer estranho eu ter uma trilha sonora, né? Gosto de pensar que posso contar minha vida através de músicas. Claro que nem todos entenderão. Mas basta que um entenda.

Geralmente a música do ano, “aparece” lá por novembro. E não deixa de ser meio óbvio que isso aconteça, pois é quando começo a amarrar o ano e inconscientemente minhas reflexões voltam-se para as conclusões e esbarram nas músicas.

Um ano ímpar este 2018, hein?

E foi em junho que apareceu a primeira música de minha trilha deste ano.

É colega… Este ano foi diferente dos outros. Tenho três músicas para compor minha trilha. Uma só musica não definiria meu ano.

Não… Não foi um ano difícil. Ahh… foi sim. Mas não foi difícil como os outros que já tive. Foi um difícil diferente. E aí escuto a grave voz já madura de Dori Caymmi cantando o Bloco do Eu Sozinho

E comecei a chorar. Chorei porque entendi. E fui adiante. E comecei a sambar. Sambando pra não chorar.  Música linda. Linda e triste. Linda e cheia de motivações.

Vale contar aqui, apenas para registro, que o país inteiro viveu momentos muito emocionais com uma certa sensação de abandono. Cada um por si.

Bem… semanas se passaram… meses…

Pensei em construir um “palácio”. Pensei em desistir.

Contentei-me com uma “choupana”.

E eu na minha luta diária para não desistir, para continuar porque um dia algo iria mudar.

Afinidades explícitas

E foi aí que apareceu a segunda música. Meio que sem querer. Ou totalmente. Não foi bem uma música. Foi toda uma obra.

Descobri o Danças Ocultas.

Tive a “sorte” de descobri-los pela manhã e poder vê-los ao vivo 12 horas depois.

Não senti aqueles 80 minutos de show passarem. Música boa me arrepia. Estatela meus olhos. E me deixa num estado meio que atônito.

É estranho dizer isso. Mas foi transformador. Não gostaria que você pensasse que sou dramática ou exagerada. Mas novamente entendi. E chorei.

O momento era outro. Já em novembro. Parecia que tinha atravessado um túnel subterrâneo e naquele momento emergia.

Aqueles quatro homens tocavam como se fossem um. Mas eram 4.

O tempo inteiro 4. Afinidades e complementaridades.

E aí veio o todo com suas alianças e parcerias.

E foi por causa do todo que saí inteira ao final do ano.

Outras construções

E quando achei que o meu ano musical tinha terminado com todos os seus porquês, ouvi uma música que novamente me arrepiou.

Tive a impressão que conhecia. Mas nunca tinha ouvido.

Música doce. Sensível. Não… Não conhecia a cantora Cristina Branco. Mas a música… A música…

A música outrora cantada por Mercedes Sosa, era outra.

Alfonsina y El Mar quando cantadas por Mercedes e por Cristina são duas músicas completamente diferentes, apesar de idênticas, .

E estou num momento Cristina. Entro em 2019 menos panfletária e reivindicativa e mais construtiva e agregadora.

Para ser Cristina não posso sambar sozinha.

Na foto Cynthia, Sandra e Carla e eu. Fora da foto, Nanny Fry capturando o momento também. Todas sambando juntas.


Veja também: as músicas de minha trilha 2017  e de 2016

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Cardápio simples e delicioso para 9 dias de férias na praia

Dominique - Cardápio

UPDATE : Gente, esse é um dos posts de Dominique que faz mais sucesso. Então para facilitar mais ainda sua vida, resolvi fazer um e-book com todo o cardápio, as receitas e a lista de compras prontinha!!!!

Clique aqui, deixe seu e-mail, e baixe o e-book. Mas antes leia as sugestões.

E-book Cardápio Praia Dominique

Vem chegando o verão. Obaaaa!
Ano novo. Calor. Férias. Praia. Família e amigos. Casa cheia. Descanso.
Descanso? Que nada minha filha. Vamos pro ralo novamente.
Três refeições por dia para esse monte de gente. Cardápio para todo este período.

Seja a casa sua ou alugada, toda vez que penso em ano novo na praia, a primeira coisa que me vem à cabeça, não é a caipirinha, nem o pôr do sol. E sim aquele supermercado lotado com cheiro meio de azedo. Naquele calor insuportável que sou obrigada a frequentar quase todos os dias. Era! Isso mesmo.

Há uns cinco anos, desenvolvi uma técnica para evitar ao máximo aquele festival de chinelos de dedo mal humorados, daquela dança de mulheres de saída de praia com carrinhos apressados na certeza de que estavam perdendo o melhor do sol.

Tenho um cardápio superflexível de final de ano para nove dias. Com ele, fica fácil fazer a lista de compras e antecipar. O grande segredo é antecipar.

Tento fazer isso tudo antes da loucura, deixando apenas pequenos detalhes para a semana da praia ou grandes e brilhantes alternativas para emergências. Olha isso tem me salvado e me aliviado um bocado!

Tudo vai depender apenas da sua organização. Vou dar uma ideia, mostrando para você o MEU cardápio. Claro que ele vai variar de família para família, de casa para casa, dependendo da quantidade de pessoas e dos costumes das mesmas.

Vamos lá?

Aperitivo e café da manhã

Um bom café da manhã, pode muitas vezes substituir um almoço. Um belo aperitivo pode fazer as vezes daquele lanche, uma noite mais tranquila.

Café da manhã
– Pães
– Torradas
– Pão sírio médio
– Pão de forma integral
– Filão de pão italiano para bruschetta
– Formas pequenas de queijo branco
– Baldes de requeijão
– Leite
– Café
– Chá… etc.

Capítulo dos frios
Compro em porções de 150g e peço para que embrulhem a vácuo.
Dizem que não precisa guardar na geladeira, nem no freezer. Eu nunca arrisquei. Mas aí, eu tiro um pacotinho por café da manhã e, se tudo dá certo, nada volta para geladeira, porque frios no verão e na praia costumam azedar com muita facilidade.
– Mussarela light
– Presunto magro
– Salaminho
– Peito de peru
– Mortadela
Ex: 1 kg de “mozarela” embalados em 8 pacotes de 150g cada

Aperitivo
Caso você queira uns petiscos em vez de lanche:
– Salmão defumado já fatiado
– Carpaccio com rúcula
– Pastas árabes – quebram o maior galho, todo mundo gosta e podem ser congeladas: chancliche, homus, babaganuche, coalhada seca
– Bolas médias de “mozarela” de búfala com tomatinhos cereja e manjericão
– Brie pequeno
– Provolone pequeno
– Semente de abóbora
– Queijo parmesão
– Amendoim e similares

Agora o cardápio. Com ele a lista de compras fica superfácil vai.

Claro que tem que ser flexível. Ah, hoje não quero comer peixe. Ok!
Ah, hoje vou almoçar na vizinha! Obaaaa…

26/12 – Terça

Almoço
Todos chegarão a noite!

Jantar
Frios e pães variados para sanduiches deliciosos.
Folhas de alface lavadas
Tomates cortados em fatias.
Maionese etc..

27/12 – Quarta

Almoço
Salada de manga com kani
Picadinho
Couve
Arroz
Milho

Jantar
Salada sem temperar para que se possa usar no sanduba
Carne louca
Pão francês e folhas de alface

28/12 – Quinta

Almoço
Casquinha de siri (que pode ser no pirex)
Pescada com molho limão e alcaparras
Couscous marroquino

Jantar
Salada de batata
Salsichada*

29/12 – Sexta

Almoço
Salada
Frango com molho de tangerina e gengibre
Couscous marroquino

Jantar
Pizza de pão sírio ou do delivery. Ou gente, vamos dar uma volta?

30/12 – Sábado

Almoço
Salada
Churrasco (suas carnes de preferência)
Farofa ou apenas uma farinha
Arroz branco ou biro biro

Jantar
Saladinha com molho de iogurte
Torta de palmito

31/12 – Domingo

Almoço
Aqui tem que ser algo bem leve e fácil
Salada de legumes cozidos
Uma lasanha que você tenha no freezer

Jantar
A ceia fica por seus costumes e hábitos. Veja nosso texto sobre decoração de mesas.

01/01 – Segunda

Almoço
Recuerdos de Haier (o que sobrou de ontem)

Jantar
Salada com tudo picadinho
Massa com molho ao pesto*

02/01 – Terça

Almoço
Moqueca de peixe ou camarão para acabar em grande estilo
Pirão
Arroz
Farinha no dendê

Jantar
Torta de frango

03/01 – Quarta 

Almoço
Salada de folhas e melão com presunto
Peixe assado
Batatinha cozida

Jantar
Risotinho de legumes (rapa na geladeira para ir embora)

*Salsichada
Não é qualquer salsicha. Você vai comprar uns 6 ou mais tipos de salsichas chiques. Sabe como é? Salsicha branca com ervas, salsicha de vitela com algo…etc. Pão francês fresquinho, pão de cachorro quente e algum outro a sua escolha. E superimportante! 3, 4 ou até 6 tipos de mostardas diferentes.

Não invente muito, senão o que era simples fica complicadíssimo.
Onde já se viu comer cachorro-quente com batata palha, purê, ervilha, feijão tropeiro? Não É pão, salsicha e mostarda. Quando muito uma maionese e um ketchup para os hereges.

Algumas dicas:
Dia dos espetinhos.
Aí dá um pouco mais de trabalho, mas a mesa fica linda. Eu, como sou louca, vou à Liberdade, sim, o bairro. Mas vou num sábado perto do Natal que é para estar beeeeeem cheio. É, sou estranha assim mesmo. E vou lá só para comprar palitinhos decorados. Qualquer hora eu mostro. E aí fico inventando.

Comida de tigelinha:
Já sirva nas tigelinhas. Não tem que por mesa, não tem que nada. E depois são só algumas tigelinhas para lavar.

O que vc pode ter pronto para uma emergência:
Pesto! Um bom pesto para uma massa ou para um sandubão gourmet.
http://diana212m.blogspot.com.br/2012/03/italian-simplicity.html

Receita de pesto
ingredientes:
4 dentes de alho
1 colher de chá de sal
1 xícara de chá de folhas de manjericão fresco
3 colheres de chá de pinoli ou nozes, sem casca
100g de queijo pecorino ou parmesão ralado
1/2 xícara de chá de azeite
Pimenta do reino a gosto.

Outras opções de pratos para almoço e lanche além das do cardápio:
Saladas e quiches
Frios e sanduíches
Escondidinho
Risoto de funghi
Espaguete ao vôngole
Macarrão com carne desfiada e molho de tomate
Lasanha de abobrinha
Empadinhas/miniquiches/enroladinho de salsicha
Salada caprese com pesto
Couscous baiano

Agora que o cardápio já está pronto, é só aproveitar e descansar!

Leia mais:

Receitas de comidas congeladas que facilitam o dia a dia
Desmistificando o medo de fazer bolo. Veja a receita!

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

7 Comentários
  1. Nossa…arrasou!!! Adorei o cardápio você pensou em tudo…até os dias bateu rs
    Vou fazer pequenas adaptações para minha família, acrescentando uns dias a mais de churrasco. Obrigada pelas dicas.

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Eu pulei as 7 ondas. Não pedi nada, mas ganhei muito!

Dominique - Ondas
Passei o fim de ano na praia. Há anos não conseguia estar no Réveillon em frente ao mar, curtindo as ondas, como sempre adorei.

Não gosto do Natal, exceto quando meus filhos eram crianças. Sei lá, acho uma data nostálgica, um pouco triste e comercial demais da conta. Mas o Réveillon, nossa, sempre esperei ansiosamente.

Perdi a conta de quantas simpatias já fiz, comer romã e guardar os caroços por um ano, chupar doze uvas e esconder os caroços na carteira, colocar folha de louro junto ao dinheiro, passar a virada em cima da cadeira apoiada somente no pé direito, com em um homem, vestir calcinha amarela, rosa, vermelha, verde, tomar banho de sal grosso e ervas e por aí vai!

O problema é que toda a passagem de ano era uma frustração sem limite. Eu alimentava tantas expectativas e nada acontecia que para mim a data perdeu completamente a importância. Assim, há um bom tempo o encanto pelas promessas e desejos no dia 31 de dezembro caiu por terra.

Dois anos atrás, por opção, passei o Réveillon sozinha, ou melhor, com minha fiel companheira, a viralata Lollypop Tereza. Nada de depressão, nem tristeza. Completa paz. Foi também uma quebra de paradigma. Descobri que 31 de dezembro é um dia como outro qualquer. Sabe quando você tem medo de algo e de repente tem que enfrentar? Descobri que o monstro não era tão feio, nem tão grande…nem era monstro, veja só.

Este ano foi diferente. Eu estava muito bem comigo mesma. Tranquila, em completa paz de espírito e, para surpresa geral, sem nenhuma, nenhumazinha, expectativa. Está certo que em frente ao mar tudo é melhor, é o lugar que mais gosto nesta vida, ainda vou morar na praia.

Coloquei uma calcinha nova, um vestido de renda branco (já usado algumas vezes) e fui para a praia às 23h30.

Olhei para o mar e fiz o que nunca tinha feito no dia 31. Somente agradeci. Agradeci profundamente por tudo que me aconteceu e vem acontecendo na minha vida.  Não pedi absolutamente nada. Eu estou como estou, porque sou fruto de tudo que vivi e isso vem me ajudando a ser uma pessoa do bem que é o real propósito da minha existência. Problemas, quem não tem? Mas meu sentimento foi de total gratidão.

A única coisa que fiz enquanto agradecia foi pular as 7 ondas. Não resisti ao oceano e sua magia de braços abertos na minha frente.

E assim acabou o meu ano…e começou o outro sem que eu pudesse sequer respirar fundo para tomar fôlego.

Dia 01, decidi parar de fumar. Dia 04, meu namoro acabou. Dia 05, recebi uma proposta para alugar meu apartamento em São Paulo (eu nem lembrava que estava para alugar). Dia 08 decidi mudar para minha casa em Valinhos, no interior de São Paulo. Dia 09, meu filho conta que vai mudar de país. Tá bom pra você ou quer mais?

Agora, 30 dias depois, estou morando em outra cidade, troquei de carro, troquei de estilo de vida, venho para São Paulo toda semana para trabalhar e enfrento novos desafios.

Não dá para negar que é um tanto quanto complicado acompanhar tanta novidade, um caminhão de mudanças drásticas, mas em compensação é uma oportunidade e tanto para aprender de uma vez por todas que ninguém tem controle sobre nada, até euzinha que sempre achei ser a rainha do caqui no quesito controle.

Agora, vivo um dia de cada vez e tento usufruir os presentes que a vida está me entregando todo santo dia. E não tem sido poucos.

Bora aproveitar a vida, porque como dizia John Lennon “a vida é o que acontece enquanto você está fazendo outros planos”, que na verdade, descobri recentemente, ele não é o autor da frase. O autor é Allen Saunders, escritor, jornalista e cartunista americano. Mas o que importa aqui é o conteúdo, certo?

Pular 7 ondas ou fazer qualquer outra simpatia só dá certo se você agradecer por tudo que aconteceu em sua vida durante ano, não acha?

Leia Mais:

Receitas de sanduíches saudáveis e deliciosos para o verão
Amor em mechas – Um ato de solidariedade entre as mulheres

Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

1 Comentário
  1. Isso é a tal maturidade. Viver o agora está uma frase banalizada
    Mas é exatamente o que temos de certeza: o instante agora que numa respiração já passou…e viva a maturidade de poder e saber exercitar o aqui e agora.

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

O dia em que percebi o primeiro último dia da minha vida

Dominique - último
Ainda não tive o último dia da minha vida, ainda bem, mas já tive muitos últimos dia. Isso não quer dizer que tenha vivido 7 vidas.

Vou tentar explicar. Um dia, num distante 1998, olhei uma figura de um marcador de tempo derretendo. Parei. Olhei de novo. Um arrepio me percorreu a espinha. Persistência da memória tocou alguns pontos de minhas terminações nervosas.

Clichê ou não, fiquei obcecada por este quadro de Dali. Sem entender muito bem.

Sabendo que as questões do tempo, o tempo mais rápido que o meu tempo, a falta dele ou até mesmo a diferença entre o meu timing e o dos outros me perseguiria pelo todo o sempre.

Sou muito ansiosa e descobri que a culpada por este sentimento dominador e determinante é a relação que tinha/tenho com o tempo.

Quando viajava, ficava sempre com aquela sensação de que não daria tempo de conhecer tudo, de ver tudo, de aprender tudo. Minha imaturidade não me deixava ver que o tudo não existe.

Mas, mesmo assim, achei uma fórmula para aplacar minha ansiedade.

Para qualquer lugar que eu vá, tenho a certeza absoluta que voltarei um dia! Então, caso não consiga fazer ou ver agora, farei da próxima. Ufa! Obviamente nem sempre existe a próxima. Não maioria das vezes, não há. Mas é meu truque.

Este foi apenas um exemplo da relação conturbada que tenho com esta entidade, dona de todos nós: o Sr. Tempo! Sempre o último segundo que está por vir.

Voltando ao século passado, naquele mesmo ano de 1998, outro acontecimento teve um peso preponderante em minha vida.

No carro, correndo (sempre correndo, mas nunca atrasada!) para buscar as crianças na escola, perdida em minha lista mental de afazeres do dia, começa uma música no rádio. Um murmurar aflito. Uma voz masculina diferente. Um ritmo ansioso e agoniado. Palavras insólitas unindo-se em frases incomuns. A música terminou.

Parei. Parei o carro na primeira ruela que achei. O refrão martelava em minha cabeça.
Ainda parada e longe de meu destino, peguei no porta-luvas um pedaço de papel e uma caneta. E comecei a escrever o que o refrão perguntava.

– O que você faria se só te restasse um dia?

Escrevi. Em formas de tópicos. Cartesiana como sou. Escrevi. Virei aquele folheto de quitanda e continuei escrevendo em todos os seu espaços em branco. Procurei no carro desesperadamente outro pedaço de papel para ter chance de seguir minha vida, um último pedacinho de papel. Não achei.

Parei. Parei tudo. Olhei para os meus garranchos e concluí o óbvio. Não vai dar tempo! Se eu tiver apenas um dia, não terei tempo de fazer tudo o que gostaria.

Fiquei em estado catatônico sem saber como resolver aquela difícil equação. Um ligeiro desespero encontrou as minhas mais do que nunca persistentes memórias. Foi quando tive uma luz. Eu não tinha apenas um dia, um último dia. Pelo menos não que eu soubesse. Então, talvez e apenas talvez, desse tempo.

Deu! Desse dia em diante resolvi viver minha vida sem pendências. Tento fazer tudo e de tudo (dentro do razoável, claro). Sem pressa, sem agonia, eu faço.

E hoje, no primeiro dia do ano, viverei como se fosse o último.

Mas com muita pouca coisa pra fazer. Com a tranquilidade de que vai dar tempo.

Leia mais:

Mentira do bem – 3 mentiras que contei para não fazer mal a ninguém
Será que todo mundo gosta mesmo do Natal?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Se a cd dia nos lembrassemos de que pode ser o último, quem sabe, tudo poderia ser diferente para mim é para o outro…

  2. Agora lembrei de um escrito DAZANTIGA:

    Afinal, Tempo, vais pra trás ou pra adiante?
    vais assim, conduzindo minha vida
    e eu de mim, fico distante…
    Pra onde vais,Tempo?
    Pra trás ou pra adiante?

    😉

  3. O tempo para quem espera em Deus e infinito nao faca nada em vão que vai dar tempo para tudo o que vc quer sem pressa de ser feliz, talvez o tempo que vc imagina nao e o meu tempo.Quando vc tem o dom de ver o futuro em vinte anos vc programa o tempo sem pressa de chegar a onde vc quer tudo no seu devido lugar esse e o tempo ao tempo.Dar tempo pra encaixar todas as coisas que estão pendentes a vida espiritual. E como fosse ser ou ser.

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.