Beleza

Sou super a favor

Tem uma piadinha que diz que brasileira não envelhece.
Brasileira enloirece.
Não sei vocês.
Mas talvez esse tenha sido o meu caso até dois anos atrás.
Nasci quase loira.
Simmmmm. Isso é possível, tá?

Bom, meus cabelos castanhos tinham algumas mechas naturais mais claras.
Boniiiitooooo.
Já mocinha, resolvi dar uma ajudinha pra natureza e fazer mechas adicionais.
Com o passar do tempo, elas foram mudando de nome.
As mechas, eu digo.
Viraram reflexo.
Depois, luzes.
Ai, balayage.
Californianas.
Mas tudo a mesma coisa!

Conforme o nome se modernizava, o preço aumentava, e eu me empolgava, pedindo:
– Um pouquinho mais aqui na frente.
– Deixa só um pouquinho mais loiro nas pontas, vai… É verão..
E assim foi indo até que um dia…
Tcharam, me vi loira!!
Mas, na verdade, eu acho que sempre fui loira.
Nasci loira, lembra?
E fui vivendo de reflexo a cada dois ou três meses.

Vi aparecer os primeiros fios de cabelos brancos que as mechas generosamente encobriam.
E você sabe como o fio branco pode ser mal criado e revoltado, né?
Mas há dois anos a tal balayage não deu conta dos grisalhos.
Nem a californianas.
Nem nada!!!
Aí a cabeleireira me avisou..
Você vai ter que pintar!!!
– Oooooooooooooooohhhhhhhhh.
– Pintar?
– O meu cabelo?
– Meu cabelo é virgem!!!!!

Falei que ela estava louca e pedi tonalizante!!
Meu cabelo não merecia tal química!!
A coitada passou o que eu pedi.
O.D.I.E.I
Mudei de salão.
A nova cabeleireira falou que a antiga tinha feito tuuuudo errado e me convenceu a passar tinta no cabelo.
O.D.I.E.I
Bom.
Rodei São Paulo.
Acabei com meu cabelo.
E cheguei à conclusão de que a culpa não era da cabeleireira, nem salão ou da tinta.
Eu simplesmente não me reconhecia ao olhar no espelho com aquela nova cor na raiz do cabelo.
Nunca nenhuma tinta reproduziria a cor natural.
Óbvio.
Mas não tinha opção.
Ou isso ou os cabelos brancos, que sim, podem ser uma opção muito bacana.
Mas não para mim (vou falar sobre isso depois).

Com uma enorme dose de resignação, fui me acostumando com minha nova aparência.
E descobri que, provavelmente, jamais conseguirei ou poderei fazer uma plástica.
Se não consigo me acostumar com a cor da raizinha do cabelo diferente!!!
Mas gente, atenção!!

Sou super a favor de plástica. Para quem quer fazer.
Sou super a favor de deixar os cabelos brancos. Para quem quer deixar.
Sou super a favor de tinturas. Para quem quer pintar.
Sou super a favor de rugas. Para quem quer mostrar.
Sou super a favor de fazer o que te fizer bem.
Seja no espelho, seja na alma.

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

15 Comentários
  1. Lindo… texto lindo … Precisamos urgentemente cuidarmos, acolhermos e amarmos umas as outras. Nossos piores julgamentos vêm de outras mulheres

  2. Estou assumindo meus cabelos brancos!!! É uma fase difícil, mas estou resistindo!!! Minha neta me falou: vovo porque você não pinta seu cabelo de marrom, ele está branco e marrom!!! Sei que está horrível, mas vou resistir!

  3. Ha tres anos desisti das tintas, sou grisalha natural! Deixei para ver se me acostumava e gostei. Olho no espelho e me reconheço sem sofrimento, quem não estiver pronta continue pintando. Seja feliz com cabelos castanhos, loiros, pretos ou grisalhos, seja você.

  4. Noeli: Tenho 57 e cansei de a cada quinze dias retocar raízes deixe-nos branco e estou me sentindo ótima!

  5. Eu já falei, que só vou assumir os meus brancos qdo chegar aos 70 80 anos, ainda não. Acho que gosto de sofrer, porque, fala sério, pintar raiz de cabel é uma tortura, mas um cabelo louro é lindo né?

    1. Mininas…
      Estou na fase de arrancar os recém nascidos descorados com a pinça… ficam espetados, assanhados pra aparecerem com qualquer penteado e eu os odeio!
      Acho lindo e chique quem ostenta uma cabeleira prateada com elegância, mas creio não ter nascido com essa classe toda.
      Minha mãe está com 80 anos e tem meia dúzia de brancos espalhados. Um show!
      Estou com quase 50 e não sei ainda o que a genética tem a me dizer sobre isso.
      Bom dia!!!

  6. Fiz o mesmo caminho com tintas,reflexos,balaiagem e outros…
    O cabelo foi se acabando,sofrendo!
    Ai resolvi fazer reflexos brancos que se misturaram aos meus brancos.
    E então uso só a máscara hidratante matizadora que os deixa prateados.
    Adorei!

  7. Sou a favor dos grisalhos mas acredito que tenha de ser bem cuidado também! Tenho o cabelo ondulado e super difícil de ser cortado! Acho que o meu ficaria mais ressecado!por isso mantenho um bom corte e pintor uma vez ao mês!

  8. Tenho 74 anos e sou loura d verdade. Aí gosto mais escurinho e pinto a anos de loiro sei
    Lá o que. Agora os brancos estão a aparecer de verdade e tô deixando. Cingis de todos os lados, mas não vou pintar, por hora . -foto você.

  9. Delicia ! Quer deixar Branco? Deixa!
    Quer pintar? Pinta!
    Faça o que tu queres, a vida é tua, mas não fique apontando aquela que faz o contrário tá ! Cada uma na sua!

  10. Adorei! Sou super a favor!
    De ser feliz….
    De não me importar com o que os outros querem fazer ou com a opinião deles sobre o que eu faço! Principalmente sobre a aparência!
    A maior vantagem que vi na maturidade!

  11. Mesma história, só muda o endereço! Agora estou no momento conhecer meus brancos. Se gostar ficam, se não, tintura e um envelhecimento à brasileira (loura).

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A mitologia e o envelhecer…

Por: Luciene Felix Lamy

A minha área atuação é a Filosofia que, em seus primórdios, entrelaça-se com a mitologia grega. Por isso, quero começar o meu texto contando a história do início da Guerra de Tróia. 

Tudo começou no casamento de Peleu e Tétis. A deusa da discórdia, Éris, não havia sido convidada e, para causar confusão, jogou uma maçã de ouro no meio do salão onde estava escrito: para a mais bela. 

Rapidamente as três deusas mais poderosas, Hera, Atena e Afrodite candidataram-se para receber a honraria. Zeus, o deus supremo do Olimpo, não quis tomar a decisão sozinho. Por isso, ele delegou a tarefa ao jovem Paris, filho do rei Príamo, um moço jovem  e inexperiente. 

Cada uma das deusas tentou persuadi-lo para ganhar a maçã de ouro. Hera, a esposa de Zeus, ofereceu a Paris a glória de ser o rei de toda a região. Hera ofereceu sabedoria, um dos seus principais poderes. Mas foi Afrodite, a deusa da beleza, quem ofereceu a ele o amor da mulher mais bonita do mundo. 

Paris ficou confuso, porém escolheu Afrodite e o amor. Afrodite sabia que na terra a mulher mais bela era Helena, mulher de Menelau, o rei de Esparta. Paris e Helena fugiram juntos para Tróia e a guerra começou. 

Afrodite não é só uma!

Estudando o tema com mais profundidade, descobri que a deusa Afrodite é mais de uma. A mais velha é Urânia (associada ao eterno e imortal) e a mais nova Pandêmia (ligada ao transitório e mortal). É por esta última que os homens amam mais o corpo que a alma.

Mas Afrodite Pandêmia – que se considerava uma poderosa divindade – um dia é vencida pelo tempo ou o deus Chronos. Ela perde o seu poder para o seu fiel, temido e invencível inimigo. 

O filósofo Platão, no livro O Banquete, escreveu que “e é mau aquele amante popular, que ama o corpo mais que a alma; pois não é ele constante, por amar um objeto que também não é constante. Com efeito, ao mesmo tempo que cessa o viço do corpo, que era o que ele amava, “alça ele o seu vôo”, sem respeito a muitas palavras e promessas feitas. Ao contrário, o amante do caráter, que é bom, é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é constante”.

Afrodites Dominiques… 

Postulando sobre a questão da velhice, especificamente no que tange às Afrodites na faixa dos 50+ (outrora Pandêmias, hoje, infelizmente, nem sempre Urânias), a abrangência que essa questão suscita é vasta. Há o viés filosófico, mitológico, biológico, psíquico (psicanalítico), econômico, cultural, estético, literário, antropológico, midiático, etc. Eis aqui, nosso breve recorte.

Mas, antes, uma piada: 

Como não envelhecer? Esquece, pede outra coisa. Aceita que dói menos. Bem, na verdade, vai doer de qualquer forma.

Envelhecer é vislumbrar o crepúsculo, é ir despedindo-se da vida. Daí o medo, a paúra em testemunhar a decrepitude do corpo. Mas o nosso canto do cisne – único, pessoal, intransferível – pode ser belíssimo!

Estamos todas sujeitas à alteração de Chronos (o deus do Tempo), ou seja, todas nós, mortais, vamos perder nosso poder. Isso é a causa das nossas maiores angústias. Estarmos atentas a esse mecanismo nos liberta de nos sentirmos reféns e nos eleva a outro patamar, ao não menos poderoso terreno da serenidade e da suprema sabedoria: ao de Afrodite Urânia.

Inegavelmente, nós somos todos escravos da beleza. Tanto que, a nossa revelia, o belo atrai, catalisa, é magnético e é quem manda em nosso olhar. O belo, sobretudo a beleza da juventude, traz a promessa de felicidade” proustiana e o claro indício da capacidade natural (e sobrenatural!) de criar novas vidas. Portanto, é notório o poder oriundo da potencial fertilidade feminina.

Enquanto viventes, estamos atreladas ao nosso corpo, mortal, sujeito à corrupção de Chronos. E ele, o corpo, é também condição “sine qua non” para que nos manifestemos. Também é um dos argumentos a favor da aceitação (que pode ou não ser precedida por negação, raiva e barganha) dos efeitos da decrepitude neste corpo que ponderamos.

Pois bem! Considerando que este corpo é um veículo perecível – e que após meio século de vida os sinais da velhice vão se intensificando e se impondo – cabe a nós fazer o uso da razão e ponderar sobra a ressignificação que a manifestação deste corpo – no tempo, no espaço – requer, que pode vir a ter.

Sim, analógicas e digitais, além de vivenciarmos o que foi “cair a ficha nos orelhões das esquinas da vida”, temos Instagram, um armário abarrotado e algumas décadas extra!

Talvez ainda não estejamos sabendo lidar muito bem com isso. É mais comum uma jovem de 30 anos achar-se velha (coisas do 1º regresso de saturno) do que uma mulher de 50+ aceitar interditos à sua faixa etária.

Ageless é uma nova onda que, se não estiver sob o escrutínio do bom senso, revelará algo de forçosamente hipócrita ou fake.

Eu acredito que convém discernimento para separar o joio do trigo: ageless é a grande conquista para o emprego de todo esse gás que ainda dispomos e nos reinventar, desbravando novos mundos, na medida do possível. Mas é um bom paliativo!

Sim, já vivenciamos o ápice do vigor de nossa juventude, de nossos 20 ou 30 anos!Corremos, focamos, nos dedicamos e cumprimos inúmeras tarefas. Trabalhamos muito. Vivenciamos anseios, dúvidas, angústias, enfrentamos desafios e superamos provações.

Carregamos a árdua e imperativa tarefa de escolher – com mais ou menos liberdade – nosso destino em várias esferas da vida: do ponto de vista profissional ou afetivo. Provavelmente até mais de uma vez. Optamos por gerar ou não nossos filhos. Por cultivar ou não afetos, por priorizar ou não galgar elevadas posições.

Para nós, na faixa dos 50+, as duas últimas décadas talvez tenham sido as de maior empenho de nossa parte pelo Outro. Foi quando estivemos absortas, fazendo o que podíamos por nossa carreira e pela família, tanto a que originamos quanto àquela que nos originou.

Foram muitos os encontros e desencontros, mas todos edificando nosso caráter. Ah, os afetos alinhavados enquanto estávamos entretidas na criação de nossa prole. “Velhos tempos; belos dias! ”.

E fizemos! Meu Deus, como fizemos!

Mas eis que chega esse momento de reavaliação das principais ações, que nos ocupou e preocupou por décadas. Essa faixa – a dos 50+  – na qual nos flagramos prostradas diante de nós mesmas, inquirindo perplexas:

“Então, fiz ou agi conforme meu meio social, a época, a cultura e os valores vigentes pautavam. Mas…. É só isso? Agora é afogar no mar do vazio, da opacidade, da ausência de desejos e, pior, coroando todas essas angustiantes indagações, velar a decrepitude do corpo, resignar-me?”

Toda essa avalanche de questionamentos (elenquei acima alguns exemplos), acompanhados da sensação de inutilidade, é fruto do que realmente?

De não determos mais o poder de gerar? Mas já geramos. Ou optamos por não gerar, antes mesmo que o aplicativo do interdito biológico (menopausa) se instalasse.

Da expectativa de levarmos a cabo (e bem) a tarefa de educar, preparando a prole para a vida? Mas já os encaminhamos!

De não saber o que mais fazer? Ah, desejante homo-faber!

Bem, de praxe, equiparamos o Ser ao Fazer. “O que você faz?” Culturalmente, é com a resposta a esta pergunta que definimos a nós mesmas e aos demais.

E sequer havia necessidade de algo reconhecidamente brilhante ou extraordinário para uma resposta legitimamente satisfatória, que nos definisse. Bastava um simples “cuido da casa ou zelo pela família.” Há algo mais distinto e moralmente positivo do que responder assim, com toda honra e toda glória?

Eis que a guardiã do fogo dos antepassados, do lar, a deusa Héstia nos empodera, meninas!

Claro, muitas de nós conquistaram um papel de inegável destaque no seio social: Mãe de Família! Há título mais respeitoso?

Tão virtuoso que eclipsa até o de uma cientista que se dedique à cura do câncer, por exemplo. Para cada dez mães de família, uma cientista bastaria. O contrário, talvez não.

Porque, vamos combinar de falar a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade? Por conta do que o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, denominou “desamparo estrutural”, a maternidade reivindica para si a maior glória do mundo. Sem [boas] mães não há sequer seres humanos. Ponto.

No entanto, contudo, todavia, à medida em que o Tempo passa (Oh, Chronos impiedoso!), a capacidade de gerar se extingue. Os filhos gerados crescem, saem de casa e vem a angústia da síndrome do “ninho vazio”.

Também pode haver a cama vazia, o bolso vazio e, talvez, ainda mais danoso: a cabeça vazia.

Amor. Desejo. Voltemos ao início, à deusa da beleza e do amor, Afrodite, a potestade com a qual iniciamos essa prosa.

Amar/desejar SEMPRE dá um sentido para a vida, um propósito para o viver.

Amar a si mesma. Amar aos filhos. Amar o que se faz. Quanto aos demais, compreender talvez já seja o suficiente.

Pois bem, compreender aos pais, aos irmãos, aos amigos, àqueles que – à revelia ou não – o acaso colocou em nosso caminho.

O filósofo grego pré-socrático Heráclito de Éfesos dizia: “O tempo é criança brincando, de criança o reinado.”. Entreter! Entretemo-nos e enriqueçamo-nos com as mundanidades que agradam aos nossos olhos, que edificam e enobrecem a nossa alma!

Temos Dante, Victor Hugo, Dostoievski, Shakespeare, Guimarães Rosa e Machado de Assis (temos as séries da Netflix!). Temos a beleza das flores e da decoração dos ambientes, os bons odores, as artes, as viagens, as amizades, a solidariedade, o curso de idioma, a dança de salão. Todas atividades tão prosaicas, cotidianas e, por isso mesmo, tão salutares.

Temos toda uma desfavorecida e, portanto, necessitada humanidade à nossa volta para olhar e fazer, homo faber!

Mas tal qual a birrenta imatura que se recusa a passar o bastão, ansiando por uma irrealizável imortalidade, não nos enxergamos em todas as dimensões. Colocamos em relevo as rugas, a flacidez e o prateado dos cabelos. Nós mesmas nos limitamos a isso, míopes à grandiosidade do Cosmos, à Afrodite Urânia em nós.

É tão feio assim, envelhecer? Contemple a enfermeira polonesa Irena Sendler (imagem acima) e veja o quão bela – no corpo e na alma! – uma mulher bondosa e sábia pode ser.

Como boa e prática chronida que sou (Capricórnio), francamente, rebelar-se contra o invencível Chronos é pura perda de (e para o) tempo. Mire lá em cima, no alto, a plateia agora é outra, capisce?

Desfrutar profunda e serenamente o crepúsculo que já se avizinha, usufruir destas preciosas últimas décadas de vida (Oh, dádiva!) com lucidez, gratidão e sobretudo com ALTIVEZ é, sim, uma belíssima saída possível.

Saída. Foi o que escrevi, pois sairemos. Que seja de forma digna e honrada, como convém aos sábios. 

Luciene Felix Lamy é formada em Filosofia (PUC-SP) e leciona mitologia greco-romana na Galleria Borghese, em Roma.

Outros posts sobre o Envelhecer:

Quando morrer quero ir para um asilo top

Amiga para valer é tão gostoso quanto café com leite

4 Comentários
  1. Sendo Urânia ou Pandêmia, você é uma “Dominique” das mais preciosas. Bom te ler aqui. Você e o site estão de PARABÉNS!

  2. Excelente texto! A Filosofia sempre esteve nos meus caminhos e fez toda diferença na minha formação e profissão. Dominiques qualificam-se sempre!

  3. Muito bonito o texto, limpo, engraçado, irônico, e claro, verdadeiro! Tenho 60, fui comemorar numa aventura de 30 dias pelas areias do Egito! Sonho antigo, por anos adiado por tudo: família, trabalho, falta de oportunidade, de companhia! Por fim, me imbuí de um pouco de cada parágrafo do seu texto, e lá fui eu realizar meus 60 bem vividos! Gostei muito, vou guardar, vou reler! Merci!

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Cinta? Essa é uma daquelas dicas de amiga!

Gente, isso é muito mais um truque do que uma dica para esconder gordurinhas. Palavra de quem é expert no assunto desde o dia que nasceu. Ao longo de meus 55 anos, sempre tive problemas sérios com a balança. Já até escrevi sobre isso. Hoje sou melhor resolvida, mas não quer dizer que seja 100% resolvida em relação a meu peso. Mas quem é, né? Agora ver umas matusquelas reclamando que não conseguem emagrecer me dá uma gastura. Fala verdade!!

Em contrapartida não nego um íntimo e secreto prazer ao ser solidária com aquela amiga que sempre foi magra, nunca fez regime e de repente a menopausa lhe acerta em cheio. Elas todas acham que eu as entenderei em sua desfortuna. Acham que serei compreensiva e darei apoio como se fosse uma obrigação. Afinal, sempre fui gorda, TENHO que entender a angustia de quem nunca foi.

Só não fico ofendida porque justamente me divirto ao vê-las ironicamente sem saber por onde começar um regime.

Ahh, não me julgue, por favor. #prontofalei #prontodesabafei e vamos adiante?

Bem, para compensar minha pequena sordidez vou contar uns segredinhos aqui.
Nunca gostei de usar meia calça pois além dos quilinhos tenho também centímetros a mais. Sim, isso é bom, mas no que diz respeito a meias calças, é um problema. Ficam esticadas de tal forma que desfiam com enorme facilidade ou simplesmente começam a enrolar e cair. Sério! Já passei alguns apuros.

E não apenas isso, uma vez que o elástico das maledetas marcam a “cintura”(se vc a tem, sorte sua) que não há vestido que caia bem.

Qual a solução? Em primeiro lugar meias 7/8.

Ahhh, isso mesmo. Você não imagina o conforto que elas nos trazem. E não, não escorregam, pelo contrário, grudam na perna de maneira surpreendente pois usam um silicone que provavelmente foi desenvolvido na NASA para grudar no espaço. Veja só a que estou me referindo.

Detalhe importante: Reparou que usei meia cor da pele? Isso mesmo. Existem umas meias tão fininhas mas tão fininhas que parecem que estamos sem meia, entretanto elas tem uma leve coloração que fazem nossas pernas parecerem bronzeadas. Ahh gata, uma ajudinha cai bem né?

E para você que tem mais formas e é mais gostosa ainda, eu digo que a 7/8 também funciona. Basta procurar o seu tamanho!

Olha só que coisa linda essa diversidade de pernocas. Viu só?

Eu sei, eu sei que você está ansiosa esperando a dica para esconder gordurinhas mas calma!! Porque nada funciona isoladamente, o que acontece é que é um combo. Pernas e corpitcho em perfeita harmonia.

Vamos agora atacar as tais gordurinhas!! E para elas o que temos? Uma cinta!! Exatamente. Uma cinta.

Não bufe nem revire os olhos. Eu sei exatamente o que você está pensando. Você acha que eu viria até aqui para te propor uma antiquada cinta de vovó? Nananinanão.

Tá Bom..Pode ser que eu tenha exagerado um pouquinho. Ninguém mais usa esse tipo de coisa. Essas fotos eram só para chamar sua atenção.

Sim, sim, sim, cintas podem ser mais problema do que solução se você eventualmente não souber qual é a certa. Mas é por isso que estou aqui, para te mostrar o estado da arte em matéria de tipo de cintas.

O “meu” modelo de cinta

Depois de testar muitos modelos cheguei a conclusão que dentro do possível, este é o modelo perfeito.

Modelo de cinta perfeito para Dominiques

Repare que tem perninhas. Sabe por que? Para que a cinta ao resolver um problema não cause outro – que seria apertar as nossas coxinhas na altura da virilha. NINGUÉM merece culotes feitos por elástico. Você entende a que me refiro?

Open Bust – Ou seja aberta no busto

Sempre use seu próprio sutiã afinal sabemos como foi difícil achar o tal que é decotado, com tiras largas e que deixa você super segura e se não achou ainda leia a matéria bacanérrima que a Dominique publicou dia desses (leia aqui).

Tente sempre usar o seu sutiã.

Ahhh e aquelas gordurinhas das costas??

Darling, não tem jeito. Depois de uma certa idade, elas estarão all over, e sempre tentarão escapar por qualquer brecha que deixarmos.

E é por isso que recomendo que a peça tenha dorso longo. Dessa forma, cercamos e esprememos as protuberâncias de forma a deixá-las sem alternativa a não ser resignarem-se a nosso corpo mega modelado.

Quanto mais alta mais ela modelará seu corpo.

Por fim acho que só falta falar que o tecido de que é feito a cinta é de suma importância. Hoje em dia, com a tecnologia disponível, é possível encontrar uma cinta com enorme compressão e super fininha de modo que além de não fazer volume algum ela não esquenta!!! Existe sim. Quem inventou esse tecido merece um lugar no pódium ao lado do inventor do ar condicionado.

Só falta agora você me perguntar as marcas que uso. Mas não vou contar porque aí pareceria publicidade né?

O que vale de verdade é a dica para esconder gordurinhas com uma cinta que tem como maior benefício colocar tudo no lugar!! E o efeito da hora que você olhar no espelho se sentir uma delícia ou até mesmo uma gordelícia.

É ou não é uma delícia?

3 Comentários
    1. Edite, vc tem tooooda razão!!! Mas cadê que encontramos fotos de produtos com Dominiques??? Essa é uma de nossas maiores reivindicações. JUnte-se a nós. Vamos fazer barulho!!!!

  1. Ameiiiiii ri muito com sua sordidez kkkkkk. Tenho as mesmas necessidades que vc ,e vou aderir!!
    Pois ate hj não encontrei um produto que me satisfizesse,muito obrigada pela dica!!
    Pois adoro ser uma gordelicia cheia de curvas,sim eu tenho cintura

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Evite 5 atitudes que te fazem parecer mais velha

Eu sei que não é possível deter o tempo. Mas dá pra dar uma bela ajuda apenas com mudanças de hábitos e de atitudes. Eu diria que são medidas anti-envelhecimento que vão além da plástica, da academia e do uso de cosméticos.

É preciso abrir a mente para coisas novas, sem passar dos limites. A linha é tênue, meu bem! Mas eu consegui estabelecer as minhas medidas.

Quer saber quais são?

Fiz uma lista de 5 coisas que contribuem com esse propósito. Nunca é fácil no começo, mas depois a gente acostuma e nem se dá conta…

1 – Deixar de reclamar para sorrir!

As pessoas com semblante risonho parecem mais jovens. Além disso, o riso diminui o nível de cortisol, o hormônio do estresse. O sorriso, ainda que forçado, nos torna mais resistentes tanto ao estresse psicológico como físico. Essa é a razão pela qual quando nos divertimos parecemos rejuvenescidos. Agora, sendo Dominiques, levamos a vida com mais leveza. Já dá pra sorrir mais, hein?

2 – Praticar a postura elegante

Com o tempo, a tendência é caminhar curvada para frente, o que nos faz parecer uma vovozinha. Já quando caminhamos ereta, mantendo os ombros ligeiramente jogados para trás, até o nosso humor muda. E, vamos combinar que, bem-estar pessoal e otimismo são duas sensações que rejuvenescem de cara. Para uma postura impecável, abuse do Pilates.

3 – Ficar bonita sem sair do seu estilo

Adoro acompanhar a moda, mas sem a ditadura de segui-la ao pé da risca. Tem de acompanhar meu estilo e me fazer sentir bem. A roupa diz muito sobre nós! Por isso, eliminei peças com texturas extravagantes e materiais exóticos (como aquelas que parecem tecidos estofados). Envelhecem demais! O mesmo vale para roupas cheias de botões e bolsos e com um aspecto pesado.

A make é outra grande aliada, mas cuidado! O lápis preto na linha d’água em excesso, pode deixar o olhar pesado e intensificar a área das olheiras. Outro erro é fazer várias camadas de base que tenha alta cobertura alta, o que marca ainda mais as linhas de expressão.

Roupa e maquiagem adequadas fazem toda a diferença do mundo.

4 – Bom uso do tablet e celular

Pode usar sim, mas do jeito certo. Manter o pescoço torcido para olhar a tela piora rugas no queixo e no pescoço. Os segredos contra esses estragos? Não abusar desses equipamentos e consultá-los sempre segurando-os na altura dos olhos.

Já não dormimos tão bem, né? E a iluminação das telas prejudica ainda mais. Quem aqui não carrega o celular pra cama? Experimente deixá-lo longe por uma noite.  

5 – Ser Dominique do século 21

Aceitar que o mundo atual é diferente do passado. Os jovens vão trabalhar de cabelos coloridos e isso não os torna menos competentes. Em São Paulo já usam patinete pra se deslocar. Ter uma casa própria já não é o sonho de muitos, que hoje podem trabalhar pelo computador de qualquer lugar. Vamos abrir os olhos pro novo sem juízo de valores?

Então, que tal mudar algumas atitudes para melhorar sua imagem e autoestima?

Leia mais em Até na moda existem tabus?

Anti aging

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Rainha Maxima – perfeita em sua imperfeição

Sabe a Princesa Kate Middelton? Linda, magra, chiiiique de doer, jovem…Enche os olhos né?

Você não acha impressionante o fato dela NUNCA errar? Gente..como é que pode uma mulher estar sempre sempre sempre linda? Não tem enxaqueca, não fica inchada, não acorda amassada. Veste-se totalmente de acordo com cada situação, nunca a mais nem nunca a menos. Tudo cai impecavelmente em seu corpo magro.

Depois tem aquela Letizia da Espanha. Não tão charmosa nem tão simpática. Mas consegue ser ainda mais magra. Como é que uma roupa não vai cair bem né? Elegante e apropriada. Sempre. Nunca a vi errar. Bom..pelo menos ela é antipática.

Quer saber? Essa perfeição toda não é pra mim. Gosto de ver. Mas às vezes fico com uma certa sensação de frustração pq nunca fui e nunca serei assim.

Ai vc dirá..Ahhh mas elas são princesas.E eu vou te responder..E daí? Elas são humanas..

Não sei você colega, mas eu às vezes acordo torta, com dor nas costas, triste, com a cara amassada, com a barriga maior do que devia…As vezes não sei o que acontece, mas 5 ou 6 quilos aparecem grudados em mim de repente. As vezes 2 deles somem..

E assim vai. Do mesmo jeito, sempre tento acertar quando compro uma roupa. Mas é claro que muitas vezes já pisei no tomate legal. Quem nunca?

Quem nunca usou uma roupa pela primeira vez e ficou tentando se esconder atrás da mesa?

Aí dia desses comecei a reparar na Rainha Maxima, sabe qual? Aquela argentina que não deixaram os pais comparecerem na cerimônia e ela enfiou um Adios Nonino de Piazzolla com Bandeneon e tudo que rodou mundo (aqui o Vídeo)

A Rainha Maxima me representa! Ahhh essa sim.

Um dia mais magra (nunca magérrima), um dia mais cheinha. 1m78 – Mulherão!!! Um dia acerta em cheio na roupa, noutro erra, e por vezes erra muiiiitooo. E isso é delicioso, não porque gosto de ver desgraça alheia, mas porque me identifico, vejo que temos coisas em comum, inclusive que ela tem algumas dificuldades, como TODO mundo tem.

Mas ela tem uma coisa que não vejo em nenhuma outra princesa ou rainha. Você já reparou na cara de apaixonado do marido dela? Esqueci o nome do holandês.

Pode ser apenas fantasia de minha parte, mas ele parece sempre embevecido pela simpatia e energia de viver daquele mulherão.

A Rainha Máxima em momentos “DIVA”.

Mas quando Maxima erra..Erra pra valer e eu te pergunto: QUEM NUNCA??

Mas quem sou eu para saber tudo né? Esses looks me deixaram realmente na dúvida. Gostamos ou não gostamos?

Agora, just for fun, olha só o que eu encontrei. A princesa Kate e a rainha Maxima em momentos mega mega Dominique. Noblesse oblige até um certo ponto. Quem é que aguenta sapato apertado?

Leita Também : Caroline de Monaco – Meu ídolo

Para quem nao conhece ou nunca viu o vídeo da casamento da Rainha Maxima, vale muito a pena.

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

18 Comentários
  1. Gostei muito da perspectiva: humanas! Claro que para não errar nunca, ou pelo menos errar pouco, estarem sempre lindas, maquiadas, cabelo sempre em dia, só com um staff real coordenando tudo. Regras e protocolos.

  2. Eliane, Rainha Maxima eh o máximo! Simplesmente humana, como nos! Mas q dureza ela deve ser muito criticada! Vc já imaginou? Valeu, matéria excelente Bjssss

    1. Oi Elzinha minha querida!! Obrigada!! E sim..ela deve ser muiito criticada, mas acho que faz parte do pacote da hiper exposição e desse mundo midiático. Elas devem saber se defender/proteger ou devem ter excelentes terapeutas..

  3. Eliane querida , adoro suas observações. Sempre com muita sutileza e graça !Nem sempre me sinto uma Dominique , mas adoro fazer parte deste grupo tão interessante!Estou no Irã, e adoraria saber a sua opinião sobre a Farah Pahlavi . Estou bestificada com tanto glamour que esta mulher viveu aqui, e como tudo isso acabou !! Um beijo querida e muito sucesso sempre.

    1. Nossa Adriana, adoreiiii a sugestão. Qdo vc voltar não que me contar um pouquinho do que viu sobre ela para enriquecermos a matéria?? Beijos querida, e boa viagem!!

  4. Bom Dia.
    Muito legal este estudo ! Aprovei total !! !!! Você produziu tudo sozinha ?!?! Os comentários são seus??? As escolhas das fotos tbem ???? Parabéns !!! Belo trabalho

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