Beleza

Vestir-se bem para fazer home office faz muito bem: 10 looks para inspirar!

Há alguns anos eu divido meu tempo entre escritório e home office. Eu consigo me concentrar e o rendimento do meu trabalho é maior quando fico em casa para escrever os textos para Dominique. Eu já tinha uma rotina de acordar, fazer exercícios, tomar banho e me vestir para trabalhar em casa. Mas agora que estou apenas fazendo home office, esse ritual está mais importante do que nunca. 

Em parte porque tenho reuniões online e preciso cuidar da minha imagem pessoal. Já falamos aqui sobre a forma como nos apresentamos é nosso primeiro discurso. Mas confesso que neste momento é menos pela estética e mais pela nossa qualidade de vida (e sanidade!). Nestes tempos mais tristes, cada atitude será importante para não nos deixar abater. 

Descobri no site Vestindo Autoestima, da consultora de moda Priscila Citera, que existe na psicologia a teoria da Cognição Indumentária, que trata sobre o efeito das roupas no nosso comportamento e na nossa cognição. A Priscila também é psicóloga e explicou que a roupa afeta as nossas habilidades cognitivas como por exemplo comportamento, sensação e pensamento. 

Dicas para escolher os looks do home office

Antes de mostrar a minha seleção de roupas para trabalhar de casa, quero fazer algumas recomendações. É super importante passar a mensagem de que estamos trabalhando e não de folga, além de escolher um look apropriado para cada profissão. Depois muitas experimentações, tenho algumas dicas para compartilhar:

  • tomar um banho faz diferença, sim! Além de ajudar a acordar, é uma atitude simbólica de começar o dia. Passo até perfume;
  • não faço um make completo, mas eu passo o básico da maquiagem. Vai que alguém marca em cima da hora um call? Passo um bom hidratante e um protetor no rosto. Sim! A luz também tem raios que prejudicam na nossa pele. Prefiro um batom mais neutro, em tons de nude, mas que apareça na tela;
  • não exagero nos acessórios, mas gosto de colocar um brinco mais delicado e até uma correntinha com pingente;
  • evito usar jeans porque apertam um pouco. Prefiro as peças em algodão e mais confortáveis;
  • evito colocar peças 100% poliéster, principalmente nos dias quentes;
  • prefiro usar peças de tecido plano, em vez de malha, porque tem um caimento melhor;
  • a cor faz toda a diferença na tela, durante os calls. Nunca uso listras ou xadrez porque causam um efeito na pessoa que está me vendo do outro lado da tela; 
  • não uso decote mais profundo e regata. Evita a preocupação de estar aparecendo a alça do sutiã ou ficar inapropriado;
  • resistir ao máximo a tentação de ficar de pijamas ou colocar aquela roupa “tipo hoje é dia de faxina”;
  • escolho até os sapatos. Evito ficar de chinelos de dedo. Prefiro usar uma sapatilha confortável.

Loungewear

Você já deve ter ouvido o nome Loungewear, né? É um conceito de moda comum no exterior e que está ganhando cada vez mais espaço por aqui. São roupas feitas com algodão fino e macio, super confortáveis e perfeitas para serem usadas em casa durante o home office. 

Até mesmo algumas grifes de luxo têm sua coleção de Loungewear. Algumas marcas criam roupas para ficar em casa e para dormir. São mais esportivas, mas são apropriadas para a minha profissão. Não sei se uma advogada ficaria bem fazendo um call com uma roupa loungewear, mas acredito que para diversas outras profissionais é possível sim. 

Minha seleção de 10 peças para inspirar

Sempre busco ideias de looks confortáveis, mas que eu me sinta bonita e elegante. Adoro pesquisa no Pinterest. Muitas vezes eu tenho as peças, só saber compor. Fico bem para trabalhar, fazer uma reunião online e, até, se precisar dar uma saidinha rápida de casa. Tenho evitado ao máximo, mas às vezes preciso ir ao supermercado ou farmácia, né.

19 Comentários
  1. Tenho 66 anos, usaria todos, gosto de me vestir, simples, bem..pena agora, estou acima do peso..mas nao me visto como velha.,Tanto que me dao máximo 50 anos

      1. Parabéns, amei todos os looks, mostra que com peças simples e alguns acessórios podemos ficar elegantes,

      2. Super bacana e informativa este post , vou compartilhar com amigas que dão aula em faculdade de moda

  2. Adorei as dicas usaria todas, as três primeiras fotos então me identifiquei totalmente. ótimo post para descontrair um pouco e pensar que mesmo em casa nossa imagem deve manter nossa postura de trabalho.

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Quais são as mulheres com mais de 50 anos que eu sigo no Instagram!

Sabe o que eu penso quando vejo algum perfil de blogueira de moda? Que quando somos jovens seguimos à risca a moda da estação. Se você olha várias delas, parecem que estão uniformizadas! Não que eu não me inspire nas tendências que observo em desfiles ou nas revistas. Com a idade, acho que chegamos ao estilo próprio, sem seguir padrões, mas incorporando as novidades.

De uns tempos pra cá, venho acompanhando algumas mulheres muito estilosas, todas Dominiques, com mais de 50 anos. Tenho adorado observar o look do dia, seus novos desafios e a rotina do dia a dia. Organizei aqui a lista das influenciadores digitais que eu sigo no Instagram.  Compartilha outros perfis também!

Consuelo Blocker

Referência da moda no Brasil, ela já nos inspirou nos encontros presenciais que fizemos para as Dominiques. No Instagram, ela compartilha sobre moda e o seu dia a dia. Para seguir para sempre!

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Vamos a Sanremo hoje pro fim de semana!! Uma amiga que faz joias, @momagioielli , nos convidou. Essa cidade fica no norte da Itália, quase na fronteira com a França. . Dá no Mediterrâneo e é conhecida por suas flores! Sabe, o bacana da Europa é que em poucas horas de carro ou avião vc chega em lugares completamente novos! Nunca fui a Sanremo e em 4 horas estaremos lá!! Como sempre, vou mostrar tudo no stories. Créditos do look: colar @hey ernofficial#hsternheritage que herdei da minha mãe,casaco Le Marais, camiseta @cosstores echarpe @chianticashmere calça @valeriamansuratelier mule @owmeoficial #lookdodia #ootd #carlook #triplook Foto @robbieleone

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Grece Ghanem

Ela tem 53 anos e mora em Montreal, no Canadá. Já avisou que continua usando roupas de um jeito divertido. “Não tenho porque desaparecer!”.

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Strong motion! @clubmonaco

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Susi Rejano

A espanhola de 56 anos tem um estilo clássico. Sabe se vestir sem seguir a risca as tendências, mas sem deixá-las totalmente de lado também.

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Hora de descansar

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Sonia Lovett

Ela nasceu na África do Sul, cresceu na Argentina e atualmente vive nos Estados Unidos. Sonia tem 56 anos e compartilha o seu dia a dia no Instagram e em seu blog.

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The beautiful @tilliescamplucy restaurant. With a setting like this and a menu like that, how could I not honor the occasion. I choose this stunning @stinegoyastudio number. And although everyone is so casual nowadays , this wrap dress is comfortable and I never feel overdressed. Do you still dress for dinner? G R E A T D I N I N G #greatdiningexperience #fashion #tilliescamplucy #stinegoya #goyapalazzo #staycation #midweekdestination #finedining #hillcountrydestination #accessories #fashionpassion #greatdecor #texaswinecountry #fabulously_chic_over_50 #styleover50 #IGStyle #styleover60 #stylestars #thecuratedstyle #influenceralliance #over50_style #over50style #over50fashion #austinwomanmagazine #austinwoman #stylefiles #chicover50 #fabover50 #stylebeyondage

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Sunny Leigh Sherman 

Ela tem 67 anos e um estilo contemporâneo que inspira. Além do perfil no Instagram, ela mantém o blog Old Fashion Guru e é ativista pelo anti-ageism.

Dian Griesel

Essa americana de 57 anos mantém um perfil no Instagram com um nome instigante: Silver Disobedience. É também um movimento (site) que tem por objetivo abrir o diálogo para homens e mulheres com mais de 40 anos que se sentem sem representatividade.

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Interrupting is always rude, but there is one phrase that I believe always warrants gentle interrupting. ✨ “(Fill in this blank with whatever…) is killing me.” ✨ Nothing is killing you. And if it is, stop doing it or get out of whatever the heck the situation is that could be causing you such distress that you even consider using the “K-word.” ✨ Don’t use the K-word flippantly. Don’t use it, period, in any reference relating to yourself or another. ✨ Our subconscious mind takes directions. Always direct it positively and see what happens. ✨ This is Silver Disobedience® philosophy. I’m @DianGriesel aka @SilverDisobedience ✨ A Perception Analyst who shares my Daily Meditations for other Ageless, Passionate & Curious People. Modeling info @Wilhelminamodels —other info in my bio & on my websites.

Uma publicação compartilhada por Silver Disobedience ® (@silverdisobedience) em

Leia mais sobre a Consuelo Blocker aqui:

Como é ser uma Dominique – parte 1

Relação com o corpo após os 50 anos

6 Comentários
  1. Queria muito saber como uma mulher de 55 anos pode se vestir para ir pra balada. Looks elegantes, um pouquinho só mais ousada, mas nada vulgar.

  2. Estou seguindo recentemente Consuelo, ela é fantástica, inteligente, sofisticada.. Uma linda mulher

  3. Boa noite, também sigo as mesmas, e sinto falta de referências brasileiras, nesta faixa etária, apenas a Consuelo e mora fora. Por isso como gosto muito de moda, teatro, cinema, e tenho a mesma faixa etária , resolvi começar como influencer. Dá uma olhada no meu perfil. Tem inspirações de looks normais do dia a dia sem muita frescura. Bjs @roesmeraldo

  4. Tb vejo a Consuelo e algumas outras, mm jovens Tenho 71 anos alta mas n tão magra como as citadas No entanto observo q essas roupas são mais elitizadas e n p mulheres normas como eu Casaco de inverno tenho mas uma cor mais neutra pq Soh tenho um e assim por diante mas mm assim , observo p “ pegar” as dicas e tento adapta-lós ,a minha situação

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Férias? Veja minhas dicas para ficar arrumadinha na praia

Dominique - Praia
É colega. Foi-se o tempo que a gente ia pra praia com Noskote no nariz, tomava sol, depois passava um Caladril nas costas, Neutrox no cabelo e saía de cara lavada pra rua paquerar com aquela saia curtiiiinhaaaa. Lembra? Ah! Foi-se o tempo…

Não dá mais, bela! Temos sim que dar um tapa no visual na praia. Não adianta reclamar!
A não ser que você realmente não ligue, seja imortal como Bruna Lombardi (você viu a foto dela de calcinha?) ou esteja numa praia deserta de verdade, deserta meeeesmooooo, só você e seus pensamentos, sem espelho inclusive.

Tá bom, tá bom. Estou exagerando.

Mas se nossa vida está mais complicada por um lado, por outro, sei que muitas coisas foram simplificadas.
Ir para praia hoje é muito mais simples e fácil do que quando éramos adolescentes.
E vamos combinar, estamos batendo um bolão. É só uma dica. Ou duas.

Conforto é importante. Importantíssimo. Eu, por exemplo, não consigo usar nada com cós ou zipper.
Nada que grude no meu corpo ou me aperte depois do banho.
Então abuso dos vestidinhos soltinhos de malha de enfiar pela cabeça.
Kaftans curtos e longos nos favorecem pra burro. Não marcam nada e, por vezes, até emagrecem.

Tudo roupa gostosinha, fresquinha e soltinha. Só cuidado com as roupas de linho e de algodão.
Apesar de frescas, elas armam e podem nos fazer parecer um balão de festa junina.
Eu, pelo menos, me sinto assim.

Mas aí vem o capítulo sutiã.

Afff, aperta tudo. Sem falar aqueles com aros.
Bom, nessas lojas de meia, tipo Lupo, Hope, etc, tem uns sutiãs supermacios que vestimos também pela cabeça, sem fecho, sem costura e sem aro.
Não apertam nada. Incomodam zero.
Também não sustentam lá grande coisa.

Vamos falar de cabelo?
Ah! Agora vai longe. Não sei o seu, mas o meu é só descer a serra que o danado parece que fermenta.
Cresce, se avoluma, encrespa.

Ok. Pode até ser bem bacana.
Mas e quando ele arrepia e espeta????
Parece uma vassoura de piaçava.

Solução? Claro que tem e passa longe do secador e da chapinha, né colega? Tá louca? Isso seria tortura chinesa!

Dominique - Praia

Vamos lá. Rabo de cavalo. Ou qualquer forma de cabelo preso.
Você estará queimada, linda!!!!
Passe um gel para ele não secar e ficar com a frentinha arrepiada. É tudo de bom.

Na verdade, quando faço rabo de cavalo, gosto de amarrar um lencinho, para dar volume perto do pescoço, sabe como é? (Veja ao lado).

Odeio a sensação de ter uma cabecinha lá em cima balançando. O volume do cabelo me faz muita falta.

Outra jeito de controlar a juba é com produto bom e com uma tiara ou faixa.

Com o cabelo ainda molhado, coloque uma tiara ou uma faixa esticando a maledeta da frentinha.
Aí, passe aqueles produtos caríssimos nas pontas e amasse.
Eles prometem tirar o tal do frizz e deixar os cachos bonitos.
Quando o cabelo estiver seco, tire a tiara. Vai cair bacaninha.
Mas vai continuar com cara de juba, tá?

Maquiagem é importante. Mas de noite use muito, muito, muito pouco. Vou repetir, muito pouco.

Tá bom. Eu sei…
De manhã acordamos com os cabelos completamente descontrolados, a cara amassada e eu pessoalmente evito o espelho.
Mas por que você acha que inventaram os óculos escuros?
Queridaaaaaa, é justamente para estas horas. Coloque e só tire às 20h00. Com sol ou chuva.

Sapatos. Adoooooooroooo andar descalça. Eu costumo tirar o sapato na hora que chego na praia e só volto a calçá-lo quando desço do meu carro em São Paulo. Demoro uns 3 dias para conseguir calçar algo que não não seja aberto atrás.

Mas gente, o importante mesmo é aproveitar, andar na areia, entrar no mar, tomar sol e ser feliz.

Sem neuras e sem nóias.

Não sei você, mas eu sou mais feliz na praia, de qualquer jeito. Aproveite!

Leia mais:

Natal mais divertido de toda minha vida – Graças ao Papai Noel!
Quem disse que roupa tem que ser branca no Reveillon?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

9 Comentários
  1. Me identifiquei muito!!!! Cabelo estilo juba, domesticado com faixa, chapéu, presilha.
    Cara amassada disfarçada com mega óculos de sol – no melhor estilo celebridade – mas com um bom rímel à prova d’água pra dar uma levantada. Vestidos soltos, ok.
    Só não combino com sutiã sem fecho, sem aro e sem bojo… mas isso não me incomoda!

    Bjs

  2. Adorei suas dicas,fiquei mais tranquila de também preferir vestidos soltinho
    Ufa ..nao estou sozinha!!

  3. Meu JEITINHO de curtir uma Praia.
    Tenho a sorte de morar a uma quadra do mar.Fica tudo mais fácil.
    Menos é mais.Valeu a dica.Feliz Ano Novo.bjs.

  4. Gostei você é muito realista nos comentários sem falar que é uma pessoa extrovertida e feliz parabéns

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Sou super a favor

Tem uma piadinha que diz que brasileira não envelhece.
Brasileira enloirece.
Não sei vocês.
Mas talvez esse tenha sido o meu caso até dois anos atrás.
Nasci quase loira.
Simmmmm. Isso é possível, tá?

Bom, meus cabelos castanhos tinham algumas mechas naturais mais claras.
Boniiiitooooo.
Já mocinha, resolvi dar uma ajudinha pra natureza e fazer mechas adicionais.
Com o passar do tempo, elas foram mudando de nome.
As mechas, eu digo.
Viraram reflexo.
Depois, luzes.
Ai, balayage.
Californianas.
Mas tudo a mesma coisa!

Conforme o nome se modernizava, o preço aumentava, e eu me empolgava, pedindo:
– Um pouquinho mais aqui na frente.
– Deixa só um pouquinho mais loiro nas pontas, vai… É verão..
E assim foi indo até que um dia…
Tcharam, me vi loira!!
Mas, na verdade, eu acho que sempre fui loira.
Nasci loira, lembra?
E fui vivendo de reflexo a cada dois ou três meses.

Vi aparecer os primeiros fios de cabelos brancos que as mechas generosamente encobriam.
E você sabe como o fio branco pode ser mal criado e revoltado, né?
Mas há dois anos a tal balayage não deu conta dos grisalhos.
Nem a californianas.
Nem nada!!!
Aí a cabeleireira me avisou..
Você vai ter que pintar!!!
– Oooooooooooooooohhhhhhhhh.
– Pintar?
– O meu cabelo?
– Meu cabelo é virgem!!!!!

Falei que ela estava louca e pedi tonalizante!!
Meu cabelo não merecia tal química!!
A coitada passou o que eu pedi.
O.D.I.E.I
Mudei de salão.
A nova cabeleireira falou que a antiga tinha feito tuuuudo errado e me convenceu a passar tinta no cabelo.
O.D.I.E.I
Bom.
Rodei São Paulo.
Acabei com meu cabelo.
E cheguei à conclusão de que a culpa não era da cabeleireira, nem salão ou da tinta.
Eu simplesmente não me reconhecia ao olhar no espelho com aquela nova cor na raiz do cabelo.
Nunca nenhuma tinta reproduziria a cor natural.
Óbvio.
Mas não tinha opção.
Ou isso ou os cabelos brancos, que sim, podem ser uma opção muito bacana.
Mas não para mim (vou falar sobre isso depois).

Com uma enorme dose de resignação, fui me acostumando com minha nova aparência.
E descobri que, provavelmente, jamais conseguirei ou poderei fazer uma plástica.
Se não consigo me acostumar com a cor da raizinha do cabelo diferente!!!
Mas gente, atenção!!

Sou super a favor de plástica. Para quem quer fazer.
Sou super a favor de deixar os cabelos brancos. Para quem quer deixar.
Sou super a favor de tinturas. Para quem quer pintar.
Sou super a favor de rugas. Para quem quer mostrar.
Sou super a favor de fazer o que te fizer bem.
Seja no espelho, seja na alma.

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

15 Comentários
  1. Lindo… texto lindo … Precisamos urgentemente cuidarmos, acolhermos e amarmos umas as outras. Nossos piores julgamentos vêm de outras mulheres

  2. Estou assumindo meus cabelos brancos!!! É uma fase difícil, mas estou resistindo!!! Minha neta me falou: vovo porque você não pinta seu cabelo de marrom, ele está branco e marrom!!! Sei que está horrível, mas vou resistir!

  3. Ha tres anos desisti das tintas, sou grisalha natural! Deixei para ver se me acostumava e gostei. Olho no espelho e me reconheço sem sofrimento, quem não estiver pronta continue pintando. Seja feliz com cabelos castanhos, loiros, pretos ou grisalhos, seja você.

  4. Noeli: Tenho 57 e cansei de a cada quinze dias retocar raízes deixe-nos branco e estou me sentindo ótima!

  5. Eu já falei, que só vou assumir os meus brancos qdo chegar aos 70 80 anos, ainda não. Acho que gosto de sofrer, porque, fala sério, pintar raiz de cabel é uma tortura, mas um cabelo louro é lindo né?

    1. Mininas…
      Estou na fase de arrancar os recém nascidos descorados com a pinça… ficam espetados, assanhados pra aparecerem com qualquer penteado e eu os odeio!
      Acho lindo e chique quem ostenta uma cabeleira prateada com elegância, mas creio não ter nascido com essa classe toda.
      Minha mãe está com 80 anos e tem meia dúzia de brancos espalhados. Um show!
      Estou com quase 50 e não sei ainda o que a genética tem a me dizer sobre isso.
      Bom dia!!!

  6. Fiz o mesmo caminho com tintas,reflexos,balaiagem e outros…
    O cabelo foi se acabando,sofrendo!
    Ai resolvi fazer reflexos brancos que se misturaram aos meus brancos.
    E então uso só a máscara hidratante matizadora que os deixa prateados.
    Adorei!

  7. Sou a favor dos grisalhos mas acredito que tenha de ser bem cuidado também! Tenho o cabelo ondulado e super difícil de ser cortado! Acho que o meu ficaria mais ressecado!por isso mantenho um bom corte e pintor uma vez ao mês!

  8. Tenho 74 anos e sou loura d verdade. Aí gosto mais escurinho e pinto a anos de loiro sei
    Lá o que. Agora os brancos estão a aparecer de verdade e tô deixando. Cingis de todos os lados, mas não vou pintar, por hora . -foto você.

  9. Delicia ! Quer deixar Branco? Deixa!
    Quer pintar? Pinta!
    Faça o que tu queres, a vida é tua, mas não fique apontando aquela que faz o contrário tá ! Cada uma na sua!

  10. Adorei! Sou super a favor!
    De ser feliz….
    De não me importar com o que os outros querem fazer ou com a opinião deles sobre o que eu faço! Principalmente sobre a aparência!
    A maior vantagem que vi na maturidade!

  11. Mesma história, só muda o endereço! Agora estou no momento conhecer meus brancos. Se gostar ficam, se não, tintura e um envelhecimento à brasileira (loura).

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A mitologia e o envelhecer…

Por: Luciene Felix Lamy

A minha área atuação é a Filosofia que, em seus primórdios, entrelaça-se com a mitologia grega. Por isso, quero começar o meu texto contando a história do início da Guerra de Tróia. 

Tudo começou no casamento de Peleu e Tétis. A deusa da discórdia, Éris, não havia sido convidada e, para causar confusão, jogou uma maçã de ouro no meio do salão onde estava escrito: para a mais bela. 

Rapidamente as três deusas mais poderosas, Hera, Atena e Afrodite candidataram-se para receber a honraria. Zeus, o deus supremo do Olimpo, não quis tomar a decisão sozinho. Por isso, ele delegou a tarefa ao jovem Paris, filho do rei Príamo, um moço jovem  e inexperiente. 

Cada uma das deusas tentou persuadi-lo para ganhar a maçã de ouro. Hera, a esposa de Zeus, ofereceu a Paris a glória de ser o rei de toda a região. Hera ofereceu sabedoria, um dos seus principais poderes. Mas foi Afrodite, a deusa da beleza, quem ofereceu a ele o amor da mulher mais bonita do mundo. 

Paris ficou confuso, porém escolheu Afrodite e o amor. Afrodite sabia que na terra a mulher mais bela era Helena, mulher de Menelau, o rei de Esparta. Paris e Helena fugiram juntos para Tróia e a guerra começou. 

Afrodite não é só uma!

Estudando o tema com mais profundidade, descobri que a deusa Afrodite é mais de uma. A mais velha é Urânia (associada ao eterno e imortal) e a mais nova Pandêmia (ligada ao transitório e mortal). É por esta última que os homens amam mais o corpo que a alma.

Mas Afrodite Pandêmia – que se considerava uma poderosa divindade – um dia é vencida pelo tempo ou o deus Chronos. Ela perde o seu poder para o seu fiel, temido e invencível inimigo. 

O filósofo Platão, no livro O Banquete, escreveu que “e é mau aquele amante popular, que ama o corpo mais que a alma; pois não é ele constante, por amar um objeto que também não é constante. Com efeito, ao mesmo tempo que cessa o viço do corpo, que era o que ele amava, “alça ele o seu vôo”, sem respeito a muitas palavras e promessas feitas. Ao contrário, o amante do caráter, que é bom, é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é constante”.

Afrodites Dominiques… 

Postulando sobre a questão da velhice, especificamente no que tange às Afrodites na faixa dos 50+ (outrora Pandêmias, hoje, infelizmente, nem sempre Urânias), a abrangência que essa questão suscita é vasta. Há o viés filosófico, mitológico, biológico, psíquico (psicanalítico), econômico, cultural, estético, literário, antropológico, midiático, etc. Eis aqui, nosso breve recorte.

Mas, antes, uma piada: 

Como não envelhecer? Esquece, pede outra coisa. Aceita que dói menos. Bem, na verdade, vai doer de qualquer forma.

Envelhecer é vislumbrar o crepúsculo, é ir despedindo-se da vida. Daí o medo, a paúra em testemunhar a decrepitude do corpo. Mas o nosso canto do cisne – único, pessoal, intransferível – pode ser belíssimo!

Estamos todas sujeitas à alteração de Chronos (o deus do Tempo), ou seja, todas nós, mortais, vamos perder nosso poder. Isso é a causa das nossas maiores angústias. Estarmos atentas a esse mecanismo nos liberta de nos sentirmos reféns e nos eleva a outro patamar, ao não menos poderoso terreno da serenidade e da suprema sabedoria: ao de Afrodite Urânia.

Inegavelmente, nós somos todos escravos da beleza. Tanto que, a nossa revelia, o belo atrai, catalisa, é magnético e é quem manda em nosso olhar. O belo, sobretudo a beleza da juventude, traz a promessa de felicidade” proustiana e o claro indício da capacidade natural (e sobrenatural!) de criar novas vidas. Portanto, é notório o poder oriundo da potencial fertilidade feminina.

Enquanto viventes, estamos atreladas ao nosso corpo, mortal, sujeito à corrupção de Chronos. E ele, o corpo, é também condição “sine qua non” para que nos manifestemos. Também é um dos argumentos a favor da aceitação (que pode ou não ser precedida por negação, raiva e barganha) dos efeitos da decrepitude neste corpo que ponderamos.

Pois bem! Considerando que este corpo é um veículo perecível – e que após meio século de vida os sinais da velhice vão se intensificando e se impondo – cabe a nós fazer o uso da razão e ponderar sobra a ressignificação que a manifestação deste corpo – no tempo, no espaço – requer, que pode vir a ter.

Sim, analógicas e digitais, além de vivenciarmos o que foi “cair a ficha nos orelhões das esquinas da vida”, temos Instagram, um armário abarrotado e algumas décadas extra!

Talvez ainda não estejamos sabendo lidar muito bem com isso. É mais comum uma jovem de 30 anos achar-se velha (coisas do 1º regresso de saturno) do que uma mulher de 50+ aceitar interditos à sua faixa etária.

Ageless é uma nova onda que, se não estiver sob o escrutínio do bom senso, revelará algo de forçosamente hipócrita ou fake.

Eu acredito que convém discernimento para separar o joio do trigo: ageless é a grande conquista para o emprego de todo esse gás que ainda dispomos e nos reinventar, desbravando novos mundos, na medida do possível. Mas é um bom paliativo!

Sim, já vivenciamos o ápice do vigor de nossa juventude, de nossos 20 ou 30 anos!Corremos, focamos, nos dedicamos e cumprimos inúmeras tarefas. Trabalhamos muito. Vivenciamos anseios, dúvidas, angústias, enfrentamos desafios e superamos provações.

Carregamos a árdua e imperativa tarefa de escolher – com mais ou menos liberdade – nosso destino em várias esferas da vida: do ponto de vista profissional ou afetivo. Provavelmente até mais de uma vez. Optamos por gerar ou não nossos filhos. Por cultivar ou não afetos, por priorizar ou não galgar elevadas posições.

Para nós, na faixa dos 50+, as duas últimas décadas talvez tenham sido as de maior empenho de nossa parte pelo Outro. Foi quando estivemos absortas, fazendo o que podíamos por nossa carreira e pela família, tanto a que originamos quanto àquela que nos originou.

Foram muitos os encontros e desencontros, mas todos edificando nosso caráter. Ah, os afetos alinhavados enquanto estávamos entretidas na criação de nossa prole. “Velhos tempos; belos dias! ”.

E fizemos! Meu Deus, como fizemos!

Mas eis que chega esse momento de reavaliação das principais ações, que nos ocupou e preocupou por décadas. Essa faixa – a dos 50+  – na qual nos flagramos prostradas diante de nós mesmas, inquirindo perplexas:

“Então, fiz ou agi conforme meu meio social, a época, a cultura e os valores vigentes pautavam. Mas…. É só isso? Agora é afogar no mar do vazio, da opacidade, da ausência de desejos e, pior, coroando todas essas angustiantes indagações, velar a decrepitude do corpo, resignar-me?”

Toda essa avalanche de questionamentos (elenquei acima alguns exemplos), acompanhados da sensação de inutilidade, é fruto do que realmente?

De não determos mais o poder de gerar? Mas já geramos. Ou optamos por não gerar, antes mesmo que o aplicativo do interdito biológico (menopausa) se instalasse.

Da expectativa de levarmos a cabo (e bem) a tarefa de educar, preparando a prole para a vida? Mas já os encaminhamos!

De não saber o que mais fazer? Ah, desejante homo-faber!

Bem, de praxe, equiparamos o Ser ao Fazer. “O que você faz?” Culturalmente, é com a resposta a esta pergunta que definimos a nós mesmas e aos demais.

E sequer havia necessidade de algo reconhecidamente brilhante ou extraordinário para uma resposta legitimamente satisfatória, que nos definisse. Bastava um simples “cuido da casa ou zelo pela família.” Há algo mais distinto e moralmente positivo do que responder assim, com toda honra e toda glória?

Eis que a guardiã do fogo dos antepassados, do lar, a deusa Héstia nos empodera, meninas!

Claro, muitas de nós conquistaram um papel de inegável destaque no seio social: Mãe de Família! Há título mais respeitoso?

Tão virtuoso que eclipsa até o de uma cientista que se dedique à cura do câncer, por exemplo. Para cada dez mães de família, uma cientista bastaria. O contrário, talvez não.

Porque, vamos combinar de falar a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade? Por conta do que o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, denominou “desamparo estrutural”, a maternidade reivindica para si a maior glória do mundo. Sem [boas] mães não há sequer seres humanos. Ponto.

No entanto, contudo, todavia, à medida em que o Tempo passa (Oh, Chronos impiedoso!), a capacidade de gerar se extingue. Os filhos gerados crescem, saem de casa e vem a angústia da síndrome do “ninho vazio”.

Também pode haver a cama vazia, o bolso vazio e, talvez, ainda mais danoso: a cabeça vazia.

Amor. Desejo. Voltemos ao início, à deusa da beleza e do amor, Afrodite, a potestade com a qual iniciamos essa prosa.

Amar/desejar SEMPRE dá um sentido para a vida, um propósito para o viver.

Amar a si mesma. Amar aos filhos. Amar o que se faz. Quanto aos demais, compreender talvez já seja o suficiente.

Pois bem, compreender aos pais, aos irmãos, aos amigos, àqueles que – à revelia ou não – o acaso colocou em nosso caminho.

O filósofo grego pré-socrático Heráclito de Éfesos dizia: “O tempo é criança brincando, de criança o reinado.”. Entreter! Entretemo-nos e enriqueçamo-nos com as mundanidades que agradam aos nossos olhos, que edificam e enobrecem a nossa alma!

Temos Dante, Victor Hugo, Dostoievski, Shakespeare, Guimarães Rosa e Machado de Assis (temos as séries da Netflix!). Temos a beleza das flores e da decoração dos ambientes, os bons odores, as artes, as viagens, as amizades, a solidariedade, o curso de idioma, a dança de salão. Todas atividades tão prosaicas, cotidianas e, por isso mesmo, tão salutares.

Temos toda uma desfavorecida e, portanto, necessitada humanidade à nossa volta para olhar e fazer, homo faber!

Mas tal qual a birrenta imatura que se recusa a passar o bastão, ansiando por uma irrealizável imortalidade, não nos enxergamos em todas as dimensões. Colocamos em relevo as rugas, a flacidez e o prateado dos cabelos. Nós mesmas nos limitamos a isso, míopes à grandiosidade do Cosmos, à Afrodite Urânia em nós.

É tão feio assim, envelhecer? Contemple a enfermeira polonesa Irena Sendler (imagem acima) e veja o quão bela – no corpo e na alma! – uma mulher bondosa e sábia pode ser.

Como boa e prática chronida que sou (Capricórnio), francamente, rebelar-se contra o invencível Chronos é pura perda de (e para o) tempo. Mire lá em cima, no alto, a plateia agora é outra, capisce?

Desfrutar profunda e serenamente o crepúsculo que já se avizinha, usufruir destas preciosas últimas décadas de vida (Oh, dádiva!) com lucidez, gratidão e sobretudo com ALTIVEZ é, sim, uma belíssima saída possível.

Saída. Foi o que escrevi, pois sairemos. Que seja de forma digna e honrada, como convém aos sábios. 

Luciene Felix Lamy é formada em Filosofia (PUC-SP) e leciona mitologia greco-romana na Galleria Borghese, em Roma.

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Quando morrer quero ir para um asilo top

Amiga para valer é tão gostoso quanto café com leite

4 Comentários
  1. Sendo Urânia ou Pandêmia, você é uma “Dominique” das mais preciosas. Bom te ler aqui. Você e o site estão de PARABÉNS!

  2. Excelente texto! A Filosofia sempre esteve nos meus caminhos e fez toda diferença na minha formação e profissão. Dominiques qualificam-se sempre!

  3. Muito bonito o texto, limpo, engraçado, irônico, e claro, verdadeiro! Tenho 60, fui comemorar numa aventura de 30 dias pelas areias do Egito! Sonho antigo, por anos adiado por tudo: família, trabalho, falta de oportunidade, de companhia! Por fim, me imbuí de um pouco de cada parágrafo do seu texto, e lá fui eu realizar meus 60 bem vividos! Gostei muito, vou guardar, vou reler! Merci!

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