Maspassa

A menopausa pode representar uma fase de reposicionamento pessoal

Dominique - Menopausa

Todas as mulheres que alcançam a idade entre 45 e 55 anos, se tudo der certo, vivenciarão a menopausa,  o fim dos ciclos menstruais. É o evento mais marcante da fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo.

Há uma enorme variação das vivências femininas em relação à menopausa, indicando que não é apenas a queda na produção dos hormônios ovarianos a causa de tantas mudanças. Diferenças culturais, sociais, psicológicas e biológicas influenciam imensamente como essa experiência será vivida, tornando-a única.

Vivemos numa sociedade que idolatra a juventude como se fosse uma qualidade e espreme as mulheres em padrões estritos de beleza. Esse padrão cultural é excludente e perverso. Há beleza longe das capas de revista.

A experiência das mulheres da família e de outras mulheres próximas tem papel importante ao moldar nossas expectativas antes da chegada da menopausa. Damos muita atenção ao discurso recheado de sintomas pavorosos, sem humor, um monstro que nos causa medo.

Existe uma medicalização dessa fase, como se fosse doença a ser tratada. Até mesmo o nível socioeconômico, o acesso à informação, a troca de ideias é capaz de alterar a percepção dessa fase, aprofundando aspectos negativos e perdas, sem enxergar outros aspectos.

A menopausa pode representar uma fase de reposicionamento pessoal. Época de rever papéis, valores fundamentais, refutar escolhas anteriores, acolher seus erros e fraquezas. Ficar confortável consigo mesma.

Estivemos ocupadas durante anos estudando, trabalhando, cuidando de filhos, correndo atrás de objetivos profissionais, financeiros, amorosos… Agora vamos continuar fazendo tudo isso, se quisermos, mas em paz.

A possibilidade de um mergulho interno vai ajudar a compreender que os sintomas estão de passagem, que envelhecer é inexorável, que começa quando nascemos e que podemos sim nos tornar uma mulher mais confiante, mais interessante, mais feliz. Por que não?

Somos muito mais que hormônios, não acha?
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Doutora Cynthia M. A. Brandão

Endocrinologista, 58 anos.

6 Comentários
  1. Aos 52 anos, confesso que tenho um certo temor da famigerada “MENO”… acho até que já sinto uma brisa dela por aqui… ressecamento (que um gelzinho maravilhoso resolve), queda de libido (que um parceiro maravilhoso entende e resolve, por que quando acontece, é bom e nos satisfaz… embora as acrobacias de antes já exijam um Torsilax…. kkkk), alguma irritação, principalmente com louça na pia e sapatos espalhados (que a bagunça com o neto e um sorvete resolvem), calores (bem… eu vivo em Manaus, então não dá pra saber o que é clima e o que é climatério…. kkkkk).

    De resto, tento não me preocupar muito e embora tendo a família constituída e esteja feliz com isso, penso que o fato de não menstruar vai me trazer uma certa impotência… enfim, sigo trabalhando e fazendo o que sempre fiz, apesar das rugas, da barriguinha saliente, do cansaço nas pernas.

    Só o tempo dirá o que a “MENO” fará comigo. Por enquanto, estamos em harmonia e temos um pacto: ela não me maltrata e eu não falo mal dela. Simples assim….

    Espero! 😉

    1. Ana, é isso ai, lidar com bom humor, sempre, sempre. Não é parar de se cuidar, mas não viver em função disso e curtir as novas possibilidades, que são muitas. beijo

      1. Saber aproveitar as oportunidades é tudo!
        Há umas três semanas, me peguei fazendo algo que eu não fazia há quase 20 anos: andar de bicicleta. A oportunidade da vez se chama “NETO” e eu quero estar bem pra aguentar o pique dele…
        Inclusive, voltei a estudar (uma nova especialização) e estou alicerçando um mestrado… quem sabe fora do País?!
        A menopausa vai ter que correr muito atrás de mim…. ela vai chegar, é certo…. mas não vai me encontrar parada!

  2. Acho . Sinceramente estou passando muito bem .Sempre trabalhei muito Levei uma vida super agitada e a menopausa veio para mim como se fosse um slow down , hora de ir diminuindo , colher os frutos , aproveitar mais , pensar mais em mim . Estou curtindo De verdade !Por essa razão eu adorei o texto !!
    Minhas filhas estão preocupadas q eu era super Patricinha e estou virando alternativa kkkk

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Liberdade foi o maior presente que eu ganhei de aniversário

Ahhhhh, a liberdade. Foi esse o presente que ganhei de aniversário quando fiz 50 aos!

E esse vídeo diz muito. Mas não diz tudo. Então completei com o texto.

Não sou novata em redes sociais.
Mas sempre fui muito cautelosa.
Nunca me expus.
Nunca escrevi nada que pudesse me “comprometer”.
Fotos, então, nem pensar….
Sempre prezei demais pela minha privacidade.
Hoje, vejo que não existe um real porquê de todo esse pavor em me revelar.
Acabo de chegar aos 50. E, neste momento, sinto a necessidade de me expor: minhas ideias, meus sentimentos, a mim mesma.

De que vale uma vida se não compartilhada?
Ainda mais agora que liguei um baita de um FODA-SE.
Sério. Falo, escrevo, posto, publico, grito, insinuo o que eu quero!!!
Doa a quem doer. Mas não vai doer não. Prometo.

Quero falar coisas da minha vida.
Passada, presente e futura.
Só da minha vida, tá?
Mas o que é que eu posso fazer se você faz parte dela?

Relaxa… Já falei que não vai doer.
Afinal, a liberdade que conquistei provavelmente está a seu alcance também.
Tome-a e use-a. Ou não.
Meus amigos me conhecem bem.
Se eu os chamo de AMIGOS, gostam de mim.
Os conhecidos, com certeza, me toleram.
Mas se estão na minha listinha de “amigos”, e ainda não me bloquearam, é porque falo coisas que fazem sentido.

Até agora pelo menos. Veremos…Veremos…
Dizem que a tal liberdade trazida pela idade é uma ceifadora de conhecidos…
Afffff… Já vão tarde.
Que fiquem só os amigos e os transparentes.

 

Ficha TécnicaVideo : Liberdade foi o maior presente que eu ganhei de aniversário

Dominique de hoje : Carla Pagani
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Leia um pouco mais sobre essa mulher contemporânea que somos todas nós

 

 

 

 

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. Muito booommm! Compartilhei no Face e marquei a minha filha. Ela ainda não é Dominique, mas pode degustar!

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Sentindo calores com muito bom humor. Veja 12 dicas infalíveis!

Dominique - Calor

# 1
Nunca pergunte para a pessoa ao lado se ela está com calor. Ela não estará.

# 2
Farmácias ou lojas com ar-condicionado ajudam! No desespero, entre em uma loja e finja que está comprando algo. Fique até o calor passar.

# 3
Está em casa? Abra o freezer e coloque a cabeça dentro ajuda bastante.

# 4
Sabe aquelas compressas de gelo para tratar torção de pé. Tenha uma… Não… Várias… Pra colocar na cabeça, pescoço, rosto, peito…

# 5
Invente um nome… você pode precisar alertar alguém para não cair em enrascada (veja o post Caminhos Cruzados).

# 6
Se estiver decidindo um lugar para tirar férias as opções são: se for em dezembro, no Canadá, se for em julho, na Patagônia. Ah, pense até em começar a esquiar… Ou não.

# 7
Fique de olho nas liquidações de jogo de cama 100% algodão. Você vai precisar de um por dia. Melhor, né!

# 8
Nunca e quando eu digo nunca, é nunca mais mesmo, saia com uma roupa que você não possa tirar. Nunca saia com um blazer sem nada embaixo. Nunca saia com um casaco para disfarçar a blusinha justa que marca os pneus.

# 9
Gola rolê, olímpica ou o nome que inventarem para isso agora é só para europeias. Querida, você consegue imaginar aquela coisa esquentando o pescoço?

# 10
E lã? Acho que nunca mais na vida comprarei uma peça de lã. Só de pensar em uma malha em contato com a minha pele já começo a me coçar.

# 11
Existem prioridades de gastos em uma família. Todos sabemos disso. Talvez seja tarde para eu te falar isso. Mas se você tiver uns 40 anos coloque na lista, nem que seja em 10° lugar, o tal do AR-CONDICIONADO. No seu quarto. Só no seu quarto!

# 12
Ok… Não rolou o ar-condicionado. Sabe aquele borrifador de água? Então, antes de dormir, borrife água no lençol e no travesseiro. Mas apenas borrife, não ensope a cama e nem o lado do parceiro, né? Só o seu.

Gostou das dicas? Comente aqui!
4 Comentários

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Caminhos Cruzados – Calor Infernal. Seria o tal Fogacho?

Dominique - Menopausa

Era o dia. Dia de apresentar o projeto para a última instância de aprovação: o presidente da empresa. Tinha muita confiança no trabalho. Era excelente. Matador.

Mas não custava um cuidado extra na hora de me arrumar. Já sabia há semanas o que vestiria. Aquela calça escura, muito bem cortada, nem justa nem larga. Escolhi uma blusa decotada de alças finiiiinhass, daquela seda que é quase um bijou de tão delicada, como diria minha avó. Branca. Branquíssima. Tinha que, de alguma maneira, valorizar aquele colo bronzeado e tão tratado.

Um cinto mais largo que o normal, com uma fivela bacanuda, era o toque de informalidade da roupa. Agora o blazer. Seriedade é fundamental. Não basta ser. É preciso parecer! Peguei meu melhor blazer, aquele que se compra uma vez na vida. Digamos que seja uma daquelas peças definitivas que você nunca mais comprará, sabe como é?

Um colar extravagante. Mas não muito. Afinal, sou uma profissional antenada e moderna. E, para arrematar o look, aquele sapato preto podre de chic e de salto altiiiiiisssiiimo. Uma escova lisa superbem feita que só a Neuzinha sabe fazer. Maquiagem leve, com uma pele sedosa contemplando e valorizando todas as marcas dos meus 50 anos. Uma última conferida geral e até o espelho, rotineiramente imparcial, aplaudiu o resultado!

Encontro as outras duas pessoas do escritório já no cliente. Sala de reunião pomposa. Devem ter trazido uma montanha inteira de Carrara para fazer aquela mesa. Cadeiras brancas de couro é coisa de gente que não tem medo de ser feliz, né? Bom…

Chega o presidente com sua entourage. Cumprimentos, cinco minutos de amenidades e começa o show. Estou confiante. O projeto é forte. Minha apresentação, apaixonada! Vejo o interesse na postura dos espectadores. Tenho controle total sobre a audiência.
Sei disso. Três décadas na profissão me deram esta sensibilidade.

Que delícia. Chego ao último slide e um enorme obrigada sorri na tela. As luzes se acendem. Começam as dúvidas. Não há pergunta que eu não tenha resposta.

Estou tão segura que reclamo jocosamente do ar condicionado. Que calor amigos. Será que não podemos aumentar um pouquinho este ar? Uma moça muito prestativa atende ao meu pedido. Mas se passam alguns minutos, e continuo sentindo um calor que na verdade só aumenta.

Começo a transpirar. Olho em volta, e vejo que todos estão à vontade em seus espaços. De repente, sinto algo inexplicável. É como se um vulcão dentro de mim entrasse em atividade. Uma explosão de calor dos pés à cabeça. Minha primeira reação automática é tirar o blazer.

Mas, péra.
Não posso tirar!!
A blusa é de alcinha!
Meus braços!!!!
Lembra que falei lá em cima que tenho 50 anos?
Nãooooo!
Mas não dá.

Está começando a aparecer no meu rosto esta revolução térmica. Vou tirar o casaco. Dane-se o braço! Mas aí noto que aquela minha blusinha branca de palha de seda, tão delicada, não só está molhada, mas encharcada de suor e pateticamente grudada ao corpo. Desespero!

Escuto ao longe meu nome. Quando dou por conta, todos estão olhando para mim, aguardando minha resposta. Mas qual foi a pergunta? Olho desesperada para meu colega. Ele assume e responde. Ufaaa…

O presidente interrompe e pergunta se eu estou bem. Constrangedoooorrrrrrr. Abro um largo sorriso e continuo o assunto de onde meu colega parou. Porém, continuo pingando. De vulcão passei a me sentir uma cachoeira.

Cataratas!
Meu Cabelo molhou!
Ai meu Deus…
Meu cabelo ‘nãoooooo’!
10,9,8,7,6,5,4… Pufffff!
O pixaim! O pixaim!
Começando pela nuca.
Sabe aquele cabelinho danado de ruim que a gente tem perto da nuca?
Pois é…
O meu é especial! Ele encrespa e arma com um gigantismo assustador.

Ainda falando e tentando ser natural, discretamente enfiei a mão na minha bolsa em busca de uma piranha, grampo, fivela, durex, clips, fita isolante, arame farpado, qualquer coisa para prender o que já se podia chamar de juba naquele momento.
Obviamente minha concentração e foco já tinham ido pro Iguaçu. Não sabia o que estava acontecendo.

Bem, na verdade sabia sim. Tive meu primeiro fogacho. É esse o nome? PQP!! As fichas começam a cair na velocidade que as gotas escorriam pela minha testa. Olho em volta, para ver se alguém estava reparando. E ora veja, sim… todos estão! Saco!

As mocinhas, novinhas, com um sorrisinho no canto da boca. Até imagino o que estão pensando. “Aí tia… ficou nervosa?? Tá que nem minha mãe. Velha suando é dose!” Os homens da mesa fingem que não estão notando. Mas não conseguem parar de olhar para meu cabelo pingando, e minha base matte da Mac derretendoooooo… Matte… tá bom..

E pensam que são discretos! Os colegas, ambos homens, boquiabertos ao perceberem que, pela primeira vez, me viam insegura e titubeante. A coisa só piorava. Quanto mais tentava disfarçar, mais suava. Viscoso, ciclo vicioso dos infernos. Interminável show de horror.

Mas, na ponta da mesa, vejo uma mulher que não tinha notado ainda. Também pudera… Como notá-la? Ela tinha quase 60 anos! Sim, sim, sim, sim… sou péssima!! Mas, ao cruzar com seu olhar, vi imediatamente um sorriso de acolhimento. Um sorriso de entendimento e compreensão. Uma generosidade que naquele momento acho que nem Madre Tereza seria capaz. Ela pediu a palavra. E começou a comentar o projeto.

Tirou os olhares de cima de mim. Deixei de ser o foco. Juro, não lembro uma única palavra que ela disse. Consegui respirar, me acalmar e, lentamente, voltei ao normal. Normal é maneira de dizer, né? Meus cabelos… ai, ai, ai… Recomposta, olhei com cumplicidade para minha mais nova amiga de infância, retomei a palavra serenamente.

Finda a reunião, vieram as congratulações e as despedidas. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse agradecer aquela santa. Mas não lembrava o nome dela.
Angela?
Não! Não, não era com A.
Mas era nome de música.
Gabriela?
Dindi??
Li-gi-aaaa…
Ufaaa…
Tom não me deixaria na mão!
– Lígia! Chamei com uma intimidade que só parceiras de infortúnio podem ter.

Ela olhou para mim, abriu um sorriso e veio em minha direção.
– Lígia – falei novamente com grande cumplicidade
– Antes de mais nada, obrigada! Não sei como retribuir sua gentileza durante a reunião!
– Ora, ora, não há de quê! Já estive em seu lugar.
– Mas, Lígia, ninguém me contou que seria assim.
– Não. Ninguém conta. E, pior, poucas de nós são solidárias. Nem nesta nossa fase da vida. Parece que não reparamos ou não queremos ver nas outras as mazelas que logo serão nossas.
– Lígia, querida, independente do projeto, vamos manter contato.
– Vamos sim. Será um prazer. Mas meu nome é Luiza!

E foi assim que senti meu primeiro fogacho.
Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

21 Comentários
  1. oi bom dia!passo por esta situação,percebi q era os sintomas da menopausa porquê,qualquer vento sentia frio,agora estou sempre suando, desanimada, não queria usar o chá da Folha de amora,porque emagrece mas vou tomar,se não der certo vou tentar a soja,q contém isoflavona estou sempre cansada,o pior pra mim é tomar alguma coisa q me faça perder peso,

  2. Sou uma felizarda.
    Ou uma exceção para confirmar a regra?
    Nunca senti nada no climatério.
    Nunca fiz reposição hormonal.
    Nem tive cólicas qdo menstruava.
    Estou agora com 86 anos.

  3. Muito bom meninas, vcs e o texto da Dominique já preparam bem pra está fase e dão uma boa consolada geral!! Essas trocas são incríveis!!Valeu,bjs

  4. Minha menopausa foi antecipada, quimioterapia e radioterapia aos 34 anos e aos 40 iniciou tudo; calores, falta de libido, engordei pra caramba, mas até hoje estou dando a volta por cima e vivendo bem, graças a Deus.

  5. Minha menopausa foi fabricada, esterectomia,aos 41 anos, não passei por muitos sintomas, mas tive uma depressão horrível e tbm não tinha ninguém para me ajudar, foi barra mas superei. O que eu não entendo é porque o maior inimigo de uma mulher na maioria das vezes é outra mulher

  6. Simplesmente tudo isso é muito mais !!! Amei o texto um misto de riso e choro uma verdade explícita !!!!!!

  7. Baita texto! Amei, mas o que me assusta é a falta de cumplicidade entre as mulheres (mais jovens) e o que mais me surpreende é exatamente cumplicidade entre as Dominiques, Luisas, Ligias. Meninas, fiquem espertas, vcs chegarão lá e tomara que com nossa elegância e bom humor.

  8. Tenho 54 anos e no ano passado comecei a ter os temíveis calorões mais intensamente. Nao faco reposição hormonal e sempre achei que não ia passar por isso pois minha mãe me contava que não teve nenhum sintoma da menopausa. Durante o inverno é tranquilo mais já estou me preparando para o verão. Haja lenço e leque, não saio de casa sem…

  9. É a vida, a vida das mulheres! Mas, é bonita é bonita e é bonita! Vamos em frente, voltando a usar lenço (de algodão) leques, ar condicionado no mais gelado
    e vento muito vento.

  10. Adorei. Sei bem o que é isso. Falavam que era só no início e depois diminuiria mas que nada. E com esse verão de 40 graus do Rio eu derreto. Cabelo só curtinho. Dizem que a amora faz bem. Realmente diminui. Mas ser mulher é sofrer no paraiso. Então quanto mais relex menos suor e o calorão diminui. Qto a solidariedade só tive de quem passou por essa situação. É tentar brincar e ir levando.

  11. Tenho 59 anos e já passei por muitas situações desagradáveis, os fogachos aconteciam nos melhores momentos, nas reuniões com amigos, com a família na mesa, na faculdade da terceira idade, parece não ter fim. Faço reposição hormonal há 10 anos e só tenho trégua no inverno que diminuem um pouco mas no verão eu sofro. Não sei até quando vai durar e super entendo quem passa por isso. Força mulheres!

  12. Simplesmente verdade tudo o que foi exposto. Discordo apenas de que não fui informada sobre esse cemitério,ironizando o climaterio, rs. Minha falecida mãe sofreu muito,falava sempre sobre essa famigerada fase, mas eu, jovem, pensava que fosse um certo exagero.
    Mas não é não! Pior fase que estou vivendo é essa. Situações como a do texto são rotineiras no meu dia a dia. Maquiagem fica borrada, cabelo que é muito liso, fica oleoso com o suor. Não faço reposição hormonal. Optei por produtos naturais. Nada adiantou.
    O que fica, são as sensações de forte calor, depois frio. Uma tristeza sem fim. Vontade de largar tudo e sumir do mapa. Solidão.
    Realmente, eu acho que nós mulheres poderíamos ter uma velhice menos conflituosa. Uma sacanagem com a gente.

  13. Oi já vai fazer 5 anos que estou com esse fo cachos não tem remédio que cure e horrível não sei o que fazer e ainda tem hipotiroidismo tome hormônio se alguém encontrar algum remedio q cure me avise Abraço Obrigada.

  14. Imagino seu sofrimento nunca passei por um dilema desses mas os fogaçaos não me abandonan tenho 54 anos e tenho sofrido kkkkkkkk sua estória me desculpe mais deu graça

  15. Sensacional!!! Gargalhei lendo seu texto porque me vi nesse cenário…. Parabéns, você conseguiu colocar muito bem o que é o estado dá menopausa e com muita bom humor. Beijos

  16. Amei!Estou passando exatamente por isso.
    Ainda não encontrei essa tal de solidariedade e o nome fogacho só descobri semana passada kkk
    Abraços!!

  17. Além de não serem solidárias ainda exclamam, “nossa, não, eu ainda não estou “”nessa”” idade…
    “Nossa, vc não faz reposicao?”…
    “Credo, é menopausa precoce ?”
    Aí gente eu já escutei cada uma…

  18. E a cunhada que, muito gentil, coloca um VENTILADOR do lado do meu lugar a mesa, na reuniao de familia….Hoje nem me importo mais, levo um leque japones na bolsa !

  19. Adorei! Já passei por muitos momentos desses! O pior são os olhares de ironia que rola aqui em casa. Rolavam, rolavam! Porque, Dominique, acredite em mim, isso passa! Enquanto esse dia mágico não acontecesse, o melhor é manter esse seu bom humor.

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MeNoPaUsA: uma palavra carregada de estigmas!

Dominique - Menopausa
Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.
Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.
Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.

Não é porque vou repetir mil vezes essa palavra que me livrarei de seus significados nefastos, sem falar nos sintomas.
Você está oficialmente na menopausa 12 meses após parar de menstruar. Este é o fato biológico.
Agora, vamos aos significados.
Mas que significados?
Ah, de que a mulher na menopausa, acabou.
Ficou velha.
Não serve mais.
Que agora o negócio é ser avó e cuidar de netos.
Que sexo é… Sexo? Ela não deveria nem pronunciar essa palavra.
Sériooooo, amiga.
É isso que o inconsciente coletivo GRITA quando escuta a palavra MENOPAUSA.
Você pode ser a clone da Nicole Kidman com o corpão da Luiza Brunet. Se contar que está na menopausa, acabou.
Vão te olhar como se fosse a Dona Benta.

A mulher Menopausada (existe até esta qualificação) carrega uma série de predicados pejorativos já determinados e pré-existentes.

Enfim…Dominique - Menopausa
Tabu. Dos piores. Quer ver?
Faça uma experiência.
Saia você, seu marido/namorado/companheiro com mais um casal. Mas um casal de amigos que vocês tenham bastante intimidade.
Em certo momento, puxe o assunto da menopausa. Mas encha a boca para falar menopausa… Você verá o constrangimento dos rapazes. Eles olharão para baixo, tentarão mudar de assunto, farão alguma piadinha provavelmente grosseira ou condescendente…

Uma amiga outro dia, sentou na cama e falou:
– Afff, que calor insuportável. Acho que deve ser a menopausa chegando.
Disse que o marido imediatamente sentou ao lado dela, fez cara séria e perguntou:
– Você quer falar sobre isso? Está bem? Podemos conversar…
Fofo… Mas uma reação completamente exagerada para um comentário tão banal.

Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.
Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.
Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa. Menopausa.

Agora vamos aos sintomas.
Os sintomas todos, até onde sei, sentimos é na pré-menopausa, no famoso climatério. Que, aliás, rima com cemitério. Não é um horror?
Climatério na verdade é um período de grandes impropérios.
Preciso falar deles?
– Calores, mau humor, bom humor, mau humor, bom humor, insônia, peso, peso, peso… Ahhh, está tudo no vídeo. (AQUI)
Mas meninas, tenho boas notícias!
Nós mudamos.
Nós podemos tomar remedinhos mágicos.
Nós podemos fazer tratamentos bacaninhas.
Nós podemos um monte de coisas até para aquelas que não podem tomar remedinhos.

E quer saber, climatério hoje em dia tá rimando mais é com adultério, tá?
Brincadeiraaa. Desculpem-me pelo despautério.
Mas não quis perder a rima nem a piada.

Verdade é que, talvez, a medicina tenha avançado mais do que nossa anatomia.
Você já parou para pensar que há uns 100 anos a mulher talvez não chegasse a tal menopausa?
Ela nascia, procriava muito. Ou morria no parto ou morria muito, muito, muito velha. Isto é, aos 50 e poucos. Agora, passaremos um terço da nossa vida ou mais nessa condição.
Acho que daqui alguns séculos, talvez na nossa idade, estejamos engravidando, sei lá…

Mas voltando a meu tema: a tão estigmatizada menopausa.
Fiquei aqui pensando com meus botões.
A mulher mudou.
Os tratamentos apareceram.
Os sintomas amenizaram.
Tudo está diferente, menos o estigma de velha senhora menopausada.
Aí acho que achei uma simples e singela explicação.
A palavra!
Isso. A palavra é carregada de significados ruins.
A palavra MENO-PAUSA. Menopausa.
E se mudássemos a palavra menopausa?
Mudássemos para qualquer outra.
Tipo,  sei lá… Margarida talvez.
E aí Dominique, como está sua Margarida?
Ou Mafalda?

Alguma palavra que não remetesse a absolutamente nada.
E que déssemos novo significado a ela.
A partir de agora, significaria a fase em que a mulher está livre de usar O.B.!
Ou a fase em que não precisa mais se preocupar em engravidar.
Camisinha só para sexo seguro.
DIU never more.
Ou a fase que a mulher se sente um mulherão.
Livre e desprendida!
Totalmente Dominique!

Dominique - Menopausa
O que você acha?
Que palavra você daria para este período biológico e natural da vida que substituiria esta que começa com M…?
Proponho um desabafo coletivo que nos faça rir.
Que tal usar o bom humor para mudar um pouco a percepção do outro sobre nós?
Vamos pensar em um novo nome para combinar com nossa nova atitude?
Dê sua opinião aqui nos comentários!
Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

7 Comentários
  1. Menospausa. Porque essa não é uma época de PAUSAR nada! Sim, passamos por todas esses sintomas nada, mas NADA agradáveis. Sim todos, TODOS nos vêem com outros olhos (tipo fim da linha). Sim, todos os médicos dizem que tudo o que estamos sentindo é consequência da danada. Mas somos Dominiques ou não? Já passamos por tantas coisas. Bora encarar de frente? Bora derrubar todos esses estigmas?
    Quem sabe LIBERDADE não seja um nome mais bonitinho?

  2. Perfeito… nunca descreveram tão bem o que estou passando agora! Parabéns pela sensibilidade! E se usássemos a palavra “melhor pausa”… melhor no conhecimento do corpo, melhor nas escolhas e melhor na aceitação de quem a gente realmente é e quer?! Fica a sugestão!!!

    1. Querendo ou não, todas nós passamos por isso, né Sirlei? Como tudo na vida tem dois lados, não ia ser diferente nessa nova fase. Obrigada pela sugestão. Adorei!

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