Tag: mulher madura

Voltar a Minha Terra Natal

Faz tempo que não escrevo para Dominique. É capaz que nem lembre mais de mim, aquela portuguesa tropicalizada que casou com um brasileiro do Leblon.

Bem, como disse em outro texto que escrevi, por conta de um casamento de mais de 2 décadas, falo um português bem brasileiro além de outros detalhes.

Depois de 25 anos morando no Brasil, os filhos cresceram, o casamento acabou e não vi mais sentido em continuar longe da minha terra natal. Não necessariamente nessa ordem.

Resolvi voltar para Portugal, onde estavam parte da minha família e amigos de infância.

Claro que ao longo desses anos todos que morei no Brasil, visitei Portugal com uma certa frequência, não a desejada, mas a possível quando se está a criar filhos e fazendo a vida. Mesmo quando passávamos grandes temporadas, um mês ou mais, parecia ser apenas uma breve passagem. Pouco a pouco passei a ser turista no lugar em que nasci.

Não digo que foi fácil ficar tão longe dos meus por tanto tempo, mas também não foi uma tragédia, até porque eu que escolhi essa vida de expatriada, por assim dizer. Sendo que fui muito bem recebida pela família do meu ex, sem nunca esquecer que era família DELE e que no final das contas sangue sempre fala mais alto.

Fiz amigas e algumas super amigas de quem jamais me separarei mesmo com um oceano de distância, entretanto, reconheço, que mesmo com todas as mais modernas ferramentas de comunicação, o bom mesmo é o tête a tête sendo que alguns assuntos só mesmo se pudermos cochichar, sabe como é?

Entre os muitos motivos para meu regresso talvez o mais importante seja minha mãe, que, apesar da estupenda saúde, já passa dos 80 anos e não suportaria a dor que passei por estar longe quando o meu pai faleceu. Está na hora de ajudar os meus irmãos nesse sentido.

De mais a mais, parece que quando envelhecemos começamos a querer ficar perto de nossas lembranças mais longínquas para que elas não esmaeçam ou até mesmo desapareçam nas falhas de nossas memórias.

Como foi minha volta a minha terra natal? Mais difícil do que imaginei.

Bem, não é só desligar um botão e ligar outro.

Partidas são partidas e recomeços, geralmente, são edificantes, todavia, esse bom sentimento vai surgir apenas no final do processo, quando já conseguimos ver o tal “recomeço” com distanciamento histórico.

Para tentar sofrer menos, resolvi que não cortaria totalmente os vínculos com o Rio de Janeiro. Como se isso fosse possível para quem tem 2 filhos cariocas! Decidi manter um pequenino flat na cidade maravilhosa.

Procurei morada perto do conselho onde nasci e cresci. Agora, ninguém vive na Cidade Maravilhosa por 25 anos impunemente, de maneira que morar perto da orla, mais que um luxo, tornou-se uma necessidade. Assim sendo, mudei-me para Cascais, onde fui generosamente acolhida e não me arrependo uma vírgula da minha escolha.

Tal e qual, ninguém fica longe de Portugal por 25 anos impunemente. As diferenças culturais assimiladas por mim, se faziam notar a todo instante.

Só para ilustrar: nunca perdi o meu sotaque lusitano, sendo que em qualquer lugar que chegasse no Brasil, a primeira coisa que sempre ouvi foi a inevitável pergunta acompanhada de um simpático sorriso – É portuguesa? Ora pois! Sim, sou. Como adivinhou? – brincava eu de maneira coquete.

Agora pasme! No meu regresso a terra natal, qual não é meu espanto quando vejo que os meus conterrâneos julgam-me brasileira justamente pelo meu sotaque. Como assim? Exatamente!

No Brasil sou considerada portuguesa e em Portugal acreditam que sou brasileira. Como disse, esse é o preço a pagar por “abandonar” não um, mas dois países ao longo da minha vida.

Quando casei e finquei pé no Rio, uma das coisas que mais senti falta eram de referências.

As mulheres com quem lá convivi conheciam-se da vida toda, e faziam questão de mencionar o passado, aquele que justamente eu não fazia parte, a cada 5 minutos. O pediatra das crianças era o pediatra que outrora tinha sido delas. Chamavam as mães uma das outras de tia, apesar de não terem laços sanguíneos algum. Passaram férias juntas em Búzios, Angra e Cabo Frio. Morriam de rir ao relembrar o Circo Voador e os seus shows na década de 80. Sentia-me uma alienígena.

Com o tempo, construí as minhas próprias memórias, virei tia de amigos dos meus filhos e acabei por conhecer o Circo voador. Foram muitos bons momentos e outros nem tanto, aliás como a vida deve ser.

A minha adaptação ao meu velho novo mundo lusitano correu bem apesar de um pouco solitária no princípio, afinal a vida de todos e de tudo que eu conhecia não tinha parado por 25 anos a minha espera. Por fim, tudo deu certo, já estou climatizada e completamente inserida. Sinto-me pertencente novamente.

Como o meu trabalho é e sempre foi remoto, posso passar temporadas no Brasil quando a saudade aperta assim tenho a ilusão de ter sempre o melhor dos dois mundos.

Penso que sou uma pessoa muito feliz com essa vida que escolhi, pois, sofro para ir, e mais ainda para voltar. Isso só pode significar que sou muito feliz em ambas as minhas pátrias, na terra natal e na terra escolhida. Sou uma grande privilegiada.

Bem, a história que ia contar aqui era outra, mas acabei numa digressão sem fim e o meu último Carnaval no Brasil vai ficar para o próximo texto. Assim pelo menos comprometo-me a escrever semana que vem, tá?

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Novos Amigos? Na minha idade?

Eliane Elias – Perfeita ao Piano

Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

2 Comentários
  1. Bom conhecer a sua história. Me dá um pouco de alento. Só que fiz o caminho inverso e resolvi vir envelhecer num lugar sobre o qual não tenho memórias. Estou a tentar construí-las. Assim, vou seguindo por cá.

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Nós Dominiques somos Boosters! Temos muitos quilates!

Banner_boosterToda Dominique que se preze ou usa ou já ouviu falar sobre os boosters. Aqueles cremes e loções que dão um up no tratamento de beleza, certo?

O significado, tradução, sinônimo para tal nome da modernidade, da atualidade e, também, da posição em que nos encontramos hoje é: impulsionador!

Gente, exatamente o que é uma Dominique! Este estado de espírito da mulher madura!

Fui lá buscar também o significado e sinônimos para a palavra “madura” e colhi para nós pérolas que achei que tem tudo a ver conosco:

“Fruto que está pronto para ser consumido”

“Equilibrada”

“Refletida”

“Que chegou a Excelência”

“Perfeição”

“Plenitude”

“Primazia”

“Primor”

E, agora o melhor sinônimo de todos: “Quilate”!!!!

Agora monte seu colar com estas pérolas e use!

Usando a linguagem Millenial (já que não estamos ficando para trás, uma vez que sempre estaremos à frente), somos da geração baby boomers e escolhi a palavra “booster” também em referência de onde viemos, onde estamos e para onde estamos caminhando!

Outra referência vem do grupo “The Elders”(os anciãos), grupo formado por Mandela, que se encontra para juntar suas experiências e resolver os problemas do mundo!

Tudo isto para dizer que daqui pra frente a Dominique irá realizar vários “boosters”. Se temos as loções e cremes para impulsionar nossa pele, teremos também nossos encontros ao vivo (em carne e osso – ambiente em que fomos criadas) para uma injeção impulsionadora de novos propósitos, na nova fase, dentro dos novos tempos!

Cadastre-se e venha vestindo seu colar de pérolas!

#boostersdominique

Leia mais:

Maquiagem para pele madura – Nós, Dominiques – Vídeo 4 – Maquiagem Noite

Maquiagem para pele madura – Nós, Dominiques – Vídeo 3 – Maquiagem Dia

Cynthia Camargo

Formada em Comunicação Social pela ESPM (tendo passeado também pela FAAP, UnB e ECA), abriu as asas quando foi morar em Brasilia, Los Angeles e depois Paris. Foi PR do Moulin Rouge e da Printemps na capital francesa. Autora do livro Paris Legal, ed. Best Seller e do e-book Paris Vivências, leva grupos a Paris há 20 anos ao lado do mestre historiador João Braga. Cynthia também promove encontros culturais em São Paulo.

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Menopausa is a bitch. E mais cedo ou mais tarde ela virá

Menopausa is a bitch.

Só quem ja passou por ela ou está passando entende. fiz um video blaster bem humorado contando todos os meus dissabores e calores deste momento.

Se você procurar aqui no site, vai ver que ja escrevi um monte sobre esse tema.

Mas sempre com muito bom humor e dicas para lidarmos com esta fase da vida de maneira leve, muito leve, porque de peso já chega o que ganhamos.

Ficha técnica do vídeo – Menopausa is a bitch.

Dominique de hoje : Regina Bittar
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Esta semana falaremos um bocado dela… Bem e mal! Veja aqui

Leia Também:

Fogachos….Affff

12 dicas infalíveis e bem humoradas para lidarmos com nossos calores 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

10 Comentários

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E agora, José? Somos eu e tu e tu e eu

Dominique - Eu e tu
Mesa posta para dois.
Naquela copa que por muitos anos 4 jantaram.
Hoje, somos só dois.
Aliás, não sei nem porque ainda ponho a mesa.
Seria tão mais fácil jantarmos na bandeja.
Em frente à TV.
Mas algo em mim diz que tenho de manter este ritual.
Tenho que fazê-lo para que tentemos nos olhar e nos enxergar.

Verdade é que, depois que os meninos saíram de casa, eu e o meu companheiro de jornada de mais de 30 anos estamos tendo de nos readaptar.
Seria esta a palavra?
Readaptar?
Ou reencontrar?
Ou reconhecer?
Ou redescobrir?
Não sei.

Foram tantos anos de correria, trabalhando, lutando, educando.
Sempre com ele. Sempre com o meu único e amado parceiro de vida.
Mas, pra falar a verdade, nem sempre o mesmo.
Tenho a certeza de que ele e eu mudamos muito ao longo destes anos.
Casamos e descasamos várias vezes.
Mas sempre um com o outro.
E sempre, além da vontade de estar com ele, do amor, do carinho, foram os projetos em comum que nos traziam de volta para a união.
E o maior destes projetos foram os nossos filhos.

Filhos estes que alçaram voo de tão bom que foi o trabalho que fizemos.
Sempre tivemos os nossos projetos individuais.
Mas os projetos conjuntos é que fazem os laços do casamento serem refeitos pelo tempo.
Muito fácil embarcar em algum sonho pessoal e ir navegando, deixando o outro a ver navios.
Difícil mesmo é voltar e atracar no mesmo cais.
Os filhos sempre são um motivo a mais para que voltemos.
Mas, cada vez que voltamos, voltamos diferentes. E encontramos pessoas diferentes.

Assim é a vida.
Aí, um belo dia ao chegarmos em casa, encontramos o silêncio.
As camas arrumadas.
As almofadas no lugar.
As luzes apagadas.
O fogão desligado.
O que vemos é aquele parceiro ou parceira de tantos anos sentado na poltrona, ansioso nos esperando, perguntando por que demoramos tanto.
Pergunta nunca antes perguntada.
Preocupação?
Não…Solidão.

Aí, olhamos um para o outro.
A mesa posta para dois.
E percebemos que daqui pra frente o que teremos serão grandes vazios e silêncios.
Ou não.

Eu e tu. Tu e eu.

Vem me conhecer.
Vou te descobrir.
Tenha paciência.
Não sou mais uma menina.
Mas tenho meus encantos.
Sei que você também, apesar dos anos, continua um rapagão.
Ambos faremos uma forcinha.
E reaprenderemos.
Só não podemos é deixar o silêncio e o vazio vencerem.

Você já viveu ou esta vivendo está fase da vida? Conta a sua experiência aqui.

Leia Mais:

Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos
12 dicas para lidar com os calores da maspassa, a maledeta da menopausa

Até a BBC falou

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

15 Comentários
  1. É a vida que segue…
    Calma e sossegada, sem pressa rsrs
    Por entre flores e pássaros não vejo o dia passar, só escuto uma vos baixa me chamando para o almoço,pois agora trocamos as preferências. ..ele vai cozinhar e eu cuidar do Jardim.Ah!quanto tempo esperava por isso.
    Não Hã filhos pra cuidar, não ha horários a cumprir, a melhor idade chegou, e por que não aproveitar o que temos de melhor.TEMPO…

  2. Lindo ! Bom momento para se redescobrirem e criarem novas expectativas! Novos objetivos? Conhecer aquele país que só os dois gostam…. infinitas possibilidades e quem sabe descobrirem novos gostos e cheiros? Fantástico texto!

  3. É, a vida do casal é mesmo assim começa a dois, daí vem os filhos que crescem vão cada qual para a sua nova moradia e o casal volta ficar a dois.!!! É o ciclo normal.

  4. Não é mais eu e tu. Tu e eu. Você se foi, para outra mesa, para outros braços. Ficamos somente alguns dos nossos filhos e eu. O mais velho casou… A caçula foi trabalhar e morar em outro Estado … Criaram asas e voaram. O ninho não está vazio, ficaram dois filhos. Não coloco mais os pratos à mesa – cada um tem horários diferentes de sairem para o trabalho, de almoçarem, de voltarem para casa, inclusive eu – a não ser quando os quatro filhos estão em casa, em visitas rápidas, e são tantos os assuntos conversados, os papos colocados em dia… As promessas de se passar mais tempo juntos… As recordações da infância, as lembranças de momentos passados na companhia uns dos outros… Aí chegamos à conclusão que não valorizamos o tempo que os tivemos junto a nós, que hoje só temos as migalhas de seu tempo – escassos, corridos, sempre na azáfama de novos caminhos, novas rotas, que eles hoje percorrem sozinhos…

  5. Belo texto e reflexão, estamos também nesse exato momento passando por esses períodos de silêncio em casa e a mesa posta para nós dois, eu e minha esposa.

    E pior também é a distância que estamos, pois moramos em Manaus e temos uma filha que mora no RJ e o filho morando em SP, ainda bem que temos uma filha casado, que mora em Manaus.

    Mas creio que é assim mesmo que a vida faz conosco, outro dia eram todos crianças que estavam sob nossas responsabilidades, e o tempo passa e cada um vai seguindo seu caminho.

  6. Nesse momento também ! Os silêncios são tão tristes…parece que não sabemos mais o que dizer…não tem mais boletim para ser discutido , broncas para serem dadas, noites para levar e buscar na balada…sobre o que vamos conversar ? Alguém por favor me dá uma dica? Parece que a copa ficou enorme e estamos cada qual em um cômodo separado, olhando para seu próprio celular e falando com pessoas que o outro não conhece…triste, muito triste.

    1. Ana querida, projetos. Projetos em comum. Do mais simples ao mais…
      Quem sabe combinar um cineminha num dia fora de rotina?
      Ou convidar uns amigos para uma caminhada num parque ou trilha com caipirinhas e petiscos depois? Os projetos nao precisam ser grandiosos. Basta que sejam a dois. Combinados, planejados e executados a dois…

      1. Adorei as sugestões. Aqui somos eu e eu. E para piorar, pedi demissão da empresa onde fiquei por 10 anos. Me mudei para uma cidadezinha com 19 mil habitantes, onde ñ conheço ninguém. Ha dias, que penso que fiz a maior loucura da minha vida, e em outros me sinto uma aventureira

  7. Já me acostumei com este silêncio.
    Estranho a família separa e multiplica.
    Os filhos criam asas e acham outras asas pra acompanhá-los.
    Ai vem genro, nora e mais tarde as asinhas mais lindas os netos.
    Acho q este período de silêncio e para reaprendermos a viver a dois e se fortalecer pras novidades q a vida nos prepara.
    Afinal de contas fizemos estes mesma caminhos, e como pensamos na época?
    Vida q segue…

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12 dicas para lidar com os calores da maspassa, a maledeta da menopausa

Dominique - menopausa
Antes dos calores eu nunca tinha pensado ou nunca tentaria fazer algumas destas coisas. Mas o climatério e a menopausa estão aí para mudar mais algumas coisas. Fiz uma listinha pra te ajudar, sem passar pelo sufoco que eu já vivi.

# 1
Nunca pergunte para a pessoa ao lado se ela está com calor. Ela não estará.

# 2
Farmácias ou lojas com ar-condicionado ajudam! No desespero, entre em uma loja e finja que está comprando algo. Fique até o calor passar.

# 3
Está em casa? Abra o freezer e coloque a cabeça dentro! Ajuda bastante.

# 4
Sabe aquelas compressas de gelo pra tratar torção de pé. Tenha uma… não… várias… pra colocar na cabeça, pescoço, rosto, peito…

# 5
Invente um nome… você pode precisar alertar alguém para não cair em enrascada (leia este post aqui)

# 6
Se estiver decidindo um lugar para tirar férias, se for em dezembro, no Canadá, em julho, na Patagônia. Ah, pense até em começar a esquiar.

# 7
Fique de olho nas liquidações de jogo de cama 100% algoodão. Você vai precisar de um por dia. Melhor, né!

# 8
Nunca e quando eu digo nunca, é nunca mais mesmo, saia com uma roupa que você não possa tirar. Nunca saia com um blazer sem nada em baixo. Nunca saia com um casaco para disfarçar a blusinha justa que marca os pneus.

# 9
Gola rolê, olímpica ou o nome que invetarem para isso agora, é só para europeias. Querida, você consegue imaginar aquela coisa esquentando o pescoço?

# 10
E lã? Acho que nunca mais na vida comprarei uma peça de lã. Só de pensar em uma malha em contato com a minha pele já começo a me coçar.

# 11
Existem prioridades de gastos em uma família. Todos sabemos disso. Talvez seja tarde para eu te falar isso. Mas se você tiver uns 40 anos coloque na lista, nem que seja em 10° lugar, o tal do AR-CONDICIONADO. No seu quarto. Só, no seu quarto!

# 12
Ok… Não rolou o ar-condicionado. Sabe aquele borrifador de água? Então. Antes de dormir, borrife água no lençol e no travesseiro. Mas apenas borrife, não ensope a cama e nem o lado do parceiro, né, santa? Só o seu.

Ninguém merece sofrer com os calores da menopausa não é amiga? Se tiver outra dica conta para gente!

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. É exatamente isso…e as dicas…..ah as dicas maravilhosas…. dei risada da gola rolê, nunca mais…. cachecóis de lã?? Acabei com todos, hoje só echarpes para compor o visual….rss

  2. Olá, Domininique!
    Já passei por isso e sei que é assim mesmo. A gente fica parecendo um saquinho de chá que alguém coloca e tira da água fervente na xícara.
    E não é só isso, a gente engorda, dorme mal, fica tudo ressecado (olhos, pele, vagina, etc.)
    Mas passa. E quando passa a gente emagrece, dorme o melhor dos sonos e com a alimentação certa e exercícios (de Pompoar, inclusive, tudo volta – ou fica ainda melhor!)
    Parabéns pela matéria! Amei o site. Vou recomendar para as loucas amigas, rs

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Vestido – CURTO x LONGO

Dominique - Vestido
E chega uma fase na vida que amiga é mais importante que o marido.

Tá bom. Exagerei. Mas é quase.

É que tem coisas que só com uma amiga.

Você consegue imaginar seu marido te ajudando a decidir se você deve ir de longo ou curto naquele casamento?

Não, né?

Mas pra isso você tem amiga.

Você liga pra ela conta seu drama e ela fica realmente preocupada.

Pensa no seu problema sempre que tiver um tempo.

Vai te ligar umas 10 vezes pra dizer os prós e contras do longo.

Vai na tua casa pra ver como os vestidos estão caindo em você, além de levar quase todo o armário dela para você experimentar.

Vai largar tudo no sábado para ir procurar com você “a roupa”.

Que marido faz isso?

Pior. No dia da festa, depois dele reclamar e chiar que não entende o que você fica fazendo uma tarde inteirinha no salão, olha pra você prontinha, linda e maravilhosa e pergunta se seu sapato é novo.! Aff!

– Não querido… A única coisa que não é novo aqui é justamente o sapato.

Mas é pra isso que você tem amiga.

Nessa altura, você já mandou umas 10 selfies para ela e ela já levantou sua autoestima à enésima potência.

Tks Best friend.

Ah! Você quer saber se fui de longo ou de curto, né?

Pois então…

Aqui algumas dicas de uma daquelas amigas que toda mulher deveria ter:

– Se for convidada, opte sempre pelo curto.

– Longo apenas se o convite sugerir traje black ou longo explicitamente.

– O vestido curto é muito versátil, pode ser usado em diversas ocasiões dependendo dos acessórios.

– Vestido curto para uma Dominique significa comprimento na altura do joelho, um pouquinho acima (pouquinho, hein), um pouco abaixo, dependendo do estado de suas pernocas.

– O grande segredo é mostrar o que temos de melhor. Por exemplo, valorizar o colo com um decote bacana.

Ah! Não tenha preguiça na hora de experimentar. Experimente muitos! É assim mesmo. Não acertamos de primeira. Nem de segunda. Nem de…

Mas de repente, você veste um que pimmmm!  Você achou aquele vestido que te deixou com um colo lindíssimo, cintura fina, costas alinhadas, sem barriga e com o bumbum arrebitado!

Se o vestido não for tudo isso, é quase tudo isso. Tá bom!

Leia Mais:

Independência Financeira – A rota para a liberdade
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário
  1. Muito bom.
    Me foquei no detalhe acima do joelho pois não me adapto com abaixo do.
    Respeitando cada um com seu estilo e e de bem com o que está usando.
    Valeu a dica.bjs

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Os 50 trazem de tudo, mas nada como a sensatez e a ousadia!

Dominique - Sensatez
Não gosto de nada morno. 8 ou 80. Fervendo ou gelado. Salgado ou melado, jamais sonso.

Sempre fui exagerada na opinião de quem me cerca.

Ultrapassar limites o tempo todo sempre foi minha praia, missões impossíveis então, nem se fale.

Tudo extremo. Trabalho, amor, paixão, ajuda ao próximo, atividade física – que dura pouco, mas quando acontece é intensa.

“Exagerado” do Cazuza era minha canção tema.

Brecha na agenda? Nunca tive. No ameaço de ter um mísero vão, encaixava algo imediatamente.

Sedentária por natureza, envergonhada perante aos meus amigos, sem falar nos discursos infindáveis dos médicos, decidi começar uma atividade física. Depois de inúmeras tentativas fracassadas, decido fazer algo que me dê o mínimo de prazer. Por que cargas d’agua escrever não queima calorias? Afinal escrever também libera endorfinas.

Eureca! Vou jogar tênis. Comprei uniforme, raquete, tênis apropriado, munhequeira, contrato o professor. Faço uma aula teste e para minha agradável surpresa, foi o máximo.

Poderia fazer duas vezes por semana como qualquer pessoa normal, certo? Errado. Estou falando de mim. Durante um ano tive aula 5 dias por semana. Comecei a jogar bem, arrisquei alguns “aces” e ganhei uma lesão no ombro e detonei a sacroilíaca pela primeira vez. Resultado: fiquei meses sem conseguir escovar o cabelo e os únicos exercícios foram sessões infinitas de fisioterapia.

Sem uma gota de energia, me atirava na cama – deitar era lento demais para mim – caia como uma pedra e em segundos em sono profundo. Nem assim desligava. Acordava, acendia o abajur, pegava na minha mesinha de cabeceira o meu caderninho manchado com a xícara de chá que insistia em levar para a cama todas as noites, mas desmaiava antes de sorver metade do líquido. Anotava milhões de ideias, trabalho, crônicas, um modelito para uma festa, um arranjo para a sala de jantar, uma ação social para melhorar a vida de uma comunidade carente. O céu era o limite.

Falando em mesinha de cabeceira, o tal bloquinho ficava em cima de oito livros, sonho de consumo para horas vagas – a réplica da Torre de Pisa. Mês a mês, a tal pilha crescia vertiginosamente.

Recentemente entrei numa nova maratona. Mudei de casa, de cidade, acabei o namoro, assumi mais trabalho. 14 horas por dia ligada no 220 v. Fiquei felizinha da silva e de brinde ganhei uma lesão na sacroilíaca novamente (fruto de carregar muitas caixas na mudança) e uma crise de enxaqueca que durou mais mais de dois meses.

Inconformada diante da situação, choraminguei no ombro de uma amiga-irmã:

– Não entendo o que aconteceu. Eu sempre fui assim. Desde os 19 anos trabalho como uma louca!

Ela, sem a menor cerimônia, fala o que eu precisava ouvir:

– Eu sei querida. Você sempre foi hiperativa, mas você nunca teve cinquenta e dois anos.

Aquilo foi um chute no ovário. Pensei em romper a nossa amizade de 35 anos. Mas ela, como sempre, está certa. Venho testando meus limites há anos.

Já que o tempo é implacável quem sabe a tal maturidade seja acompanhada pela sensatez.

E estou me surpreendendo comigo mesma. Dosando melhor o tempo, curtindo o ócio, cozinhando e sabe o que aconteceu? Meu trabalho melhorou, estou produzindo com mais qualidade, curtindo mais a vida. Tenho feito inclusive um certo esforço para ficar alguns momentos com a mente vazia, não pensar em nadica. Eu nem sabia que isso era possível! E faz tão bem para a alma, mente e corpo.

Chegar aos 50 nos me deu maturidade para analisar o que me faz bem e o que não faz. Nem sempre consigo me livrar do que me chateia, irrita, incomoda, mas saber como lidar com isso é que o X da questão, é inteligência e bom senso.

Também me sinto mais ousada. É preciso um bocado de ousadia para decidir ficar sozinha em casa, no interior, afastada, num fim de semana inteiro e achar delicioso. Na primeira vez precisei de uma dose cavalar de coragem e, em pouco tempo, passei a adorar.

Os 50 trazem perdas. Sim, algumas, mas não são nada relevantes comparada à liberdade, sensatez e ousadia que só o tempo nos premia. Se olhar bem no fundo, com sensibilidade para sacar, o volume de ganhos é enorme!

Você já passou por algo parecido nessa fase da vida? Vou dizer que a sensatez ajuda muito.

Leia Mais:

Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo
O que fazer na hora dos jogos? – Parte II, a missão

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

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Mulherões, é assim que mulheres se descobrem ao posarem para um ensaio

Conheço muitas mulheres que são mulherões, mas que detestam aparecer em fotos. Outras que acreditam que o tempo bom já passou e que não devem mais ter imagens registradas.

Dominique - Fotos
Umas tiram fotos só do rosto, do corpo nem pensar. Por que temos ideias tão distorcidas de nós mesmas?

Só que justamente uma sessão de fotos vem transformando a vida de muitas mulheres e para melhor! Quem diria?

Conversei com a fotógrafa Chris Day, uma Dominique linda e superativa, que foi modelo e trabalhou em publicidade.

Em 2001, fez um estágio no jornal New York Post e presenciou os ataques terroristas, gerando palestras, exposições e um livro.

Em 2009, lançou seu segundo livro, “Europa”, com imagens em preto e branco de alguns países europeus, comercializadas em ampliações fine art para decoração e colecionadores.

Chris Day vem desenvolvendo o projeto “O Sagrado Feminino”, tema hoje que é seu foco fotográfico.

De modelo à fotógrafa, Chris se apaixonou pelas possibilidades da imagem no universo feminino.

Dominique - Fotos

Ela capta imagens de mulheres e suas fases, momentos, dores e desafios, sua espiritualidade e força, suas diferenças…tão iguais em seu studio.

Ser mulher é fazer parte da criação, ser guardiã da família e da espiritualidade, ser mulher.

É ser Mãe de todos, amando incondicionalmente, exercitando a compaixão e justiça.

Ser mulher é exaltar o Sagrado em todos nós!

Não só suas curvas e texturas, como o encantamento, tão difícil de registrar num primeiro momento.

Sim, num primeiro momento, porque na primeira conversa com a modelo/cliente, Chris tem a oportunidade de captar sua audácia, timidez, força ou sensualidade em cada um de seus movimentos, gestos, palavras…ferramentas que usa durante o ensaio fotográfico.

Esta conversa cria o vínculo de confiança, porque o ensaio “acontece” na medida da entrega, dela e da modelo, seja um ensaio ou um retrato.

A magia acontece quando fotógrafa e modelo entregam seus corações ao momento, quando a mulher se desnuda de seus desejos, medos, preconceitos, estando vestida ou não.

E a mágica está ali, fica registrada para sempre, na imagem e na memória.

A transformação acontece, a experiência registra a beleza, o amor próprio, o “se dar o direito de”.

Não é pouco dizer que a transformação acontece, que a mulher entende que deve ter mais momentos só para ela, que merece sentir-se bonita, cuidada, especial.

Ela vai crescendo à medida que vai apoderando-se do que muitas vezes deixou lá atrás, sua sensualidade, sorriso solto, sua melhor parte, o prazer de estar fazendo algo só para ela.

Estas mulheres percebem, muitas pela primeira vez, o quanto são verdadeiros mulherões.

A transformação acontece em ambos os lados.

Chris e sua irmã, Vanessa Ornelas, maquiadora e produtora, se envolvem de tal forma, que a emoção toma conta ao ver a modelo feliz, inteira, dona de si.

Algo acontece em meio a sombras, batons, flashes, lentes e câmera, saltos agulha e taças de champagne.

Chris é inserida numa dimensão à parte, como num sonho, realizada e feliz por estar contribuindo com seu trabalho para o reencontro de mulheres consigo mesmas.

Modelos, clientes queridas, que tornam-se amigas e cúmplices, no resgate do profundo

“Sagrado Feminino” e se dão conta que são mulherões com M maiúsculo.

Dominique - Fotos

Não é raro depois de verem suas fotos ou books prontos, as modelos/clientes entrarem em prantos.

Não se reconhecem, não acreditam que são “mulherões” que esbanjam sensualidade e charme.

Também não é raro que estes books sejam um ponto de virada para muitas destas mulheres.

Algumas se separam.

Para outras seus companheiros passaram a vê-las de outra forma, reacendendo a chama do relacionamento.

Outras mudam até de carreira.

É muito mais que uma sessão de fotos, sensual ou não.

É uma porta que se abre rumo ao desconhecido com infinitas possibilidades de se amar mais e acreditar mais em si mesma.

 

Fotos são um retrato da alma não acha? Que tal fazer uma sessão dessas e descobrir que você é um desses mulherões?

Leia Mais:

 

Liberdade foi o presente que ganhei de 50 anos.
Papo de mulher! Vamos falar de laser íntimo e rejuvenescimento?
Os 50 trazem de tudo, mas nada como a sensatez e a ousadia!

3 Comentários
  1. Amei gostaria de fazer uma sessão de fotos tenho 54 anos

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Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo

Dominique - Corpo
O meu corpo mudou.
Ah!…. como mudou.
E tem roupa que eu usava que não devo mais usar.
Camisetinha justinha e curtinha. Tá louca?
E o que é que eu faço com aquelas gordurinhas que apareceram nas costas?
Never more baby.
Tá legal, tá legal.
Você não tem esse problema.
Que bom.
Mas, querida, deve ter outro.
Certeza!
Se você tem 50 anos ou por aí, seu corpo também passou por algumas mudanças.

Aí eu te digo.
Virei mágica.
Descobri um monte de truques pra disfarçar e/ou melhorar o visu.
Sério…
Virei PHD em disfarces de pequenas protuberâncias indesejadas e formas desconhecidas.
E, de mais a mais, nunca fui perfeccionista.
Sempre olhei o todo.
Dou uma olhada no espelho e se o visual geral me agradar, beleza!

Meus truques:

Nunca coloco óculos na hora da finalização do look.
Mais fácil achar que está tudo ótimo.
E, aí, saio com aquela segurança de menina.

E tem aqueles dias que acordo parecendo um baiacu, com o rostinho mais redondo que uma laranja bahia, quase uma grapefruit.
Nestes dias, tudo que eu quero, é não sair de casa.
Mas, infelizmente, a semana não tem 7 domingos.
E aí?
Aí eu lavo o cabelo.
Sim, cabelo solto, bem escovado, já dá uma melhorada.
Uso preto.
Roupa preta da cabeça aos pés vai fazer eu me sentir menor.
Neste dia não ouso colocar roupa colorida!
Estampada, então, nem pensar!
Ficaria me sentindo um balão, daqueles com cestinhas de vime, sabe?
Aqueles coloridos que ficam lindos voando nos céus.
Ficam lindos, porque ficam longe.
Bem longe.
Entendeu?

Bom… eu poderia ficar falando até amanhã sobre isto.
Mas sabe do que mais?
A grande vantagem de ter feito 50 anos é que muito pouca coisa me incomoda hoje.
Inclusive no meu corpo.
Brinco, porque só o humor salva.
Falo dos truques, das pernocas e das gordurinhas, mas de verdade?
Nunca me senti mais gostosa.
Porque o que vale é o que o corpo não mostra.

Como você se sente em relação com o seu corpo?

Leia Mais:

Estilistas, atenção – Dominiques também consomem!
Ela se casou por causa de um speed dating!

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

14 Comentários
  1. Tenho 58, me descobri um baiacu no final do ano passado, mas eu já estava(um baiacu) há mais tempo,entende? No início do ano decidi procurar uma nutricionista, um personal e simbora….comer direito, se exercitar….hoje com 11 kg a menos e massa magra predominando….estou feliz com o que vejo no espelho… vamos lá meninas???

  2. Tenho 50 anos e gosto mto do meu corpo.
    Agora gosto pq não ligo mais para a opinião dos outros.
    E sim pata a imagem que vejo no espelho e falo pra mim mesma tô gostosa kkk.
    Bjos a todas Dominique.

  3. Hoje, com quase 60, me olho no espelho e com 10kg acima de peso eu descubro que o que ficou mais bonito mesmo foi o meu amor próprio, bem mais na medida do que aos 30, 40, 50,…
    Amei seu texto.

  4. Ah meus 50 anos! Eu estava tão plena tão feliz com a minha forma física. Aí veio a menopausa aos 54, e meu mundo virou de ponta cabeça. Uma depressão desgraçada, um sobrepeso de respeito que nunca mais consegui eliminar. Não, hoje eu não gosto do meu corpo. Estou com 65 anos.

    1. Marcia querida. Menopausa is a bitch!!!! Eita..Só não sabe quem não passou. Acredite, vc nao esta sozinha. Mas o negocio, eh aprendermos a valorizar o que temos de mais bonito. `Que seja o sorriso!! Aliás, tem mais gostoso do que um belo sorriso? Ahh tem sim. Uma mulher bem humorada nao ha quem resista!!!

  5. Kkkkk Baiacu foi bom demais, 50 não é nada, duro é estar as vésperas dos 60 e começar a ver tudo enrugando, assim do nada um dia vc acorda e assim que vc se olha no espelho a sua vontade é de se enfiar debaixo das cobertas e não sair mais de lá…
    Enfim depois eu penso, to enrugada mas to viva ne!

  6. Eu tenho 60 anos, mas estou adorando, a melhor idade porque só agora estou me conhendo, me cuidando e me amando, faço faculdade, danço balé e aos domingos vou baile e danço a tarde toda.

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Histórias da praia 3 – Uma Dominique se descobrindo no Rio Chico

Dominique - PraiaComo disse no primeiro texto sobre as histórias da praia, uma das melhores coisas da minha praia são os papos, os causos, as histórias. Lembra que falei no segundo texto da Marianne que andava de manhã cedinho roubando minha exclusividade?

Bom, fato é que nos tornamos boas amigas de temporada, quer dizer, só nos encontramos lá. E só batemos papos daqueles de lavar a alma de vez em quando.

E foi isso que aconteceu semana passada.

Nos encontramos no fim da tarde para um daqueles famosos cafezinhos.

Papo vai, papo vem, disse que nunca mais a tinha visto com sua câmera fotográfica. Companheira inseparável.

Ela falou que tinha dado um tempo. Não sabia bem porque. Mas tinha aposentado dentro de uma gaveta. Máquina, lentes e parafernálias.

– Sabe? O digital facilitou muito, mas me fez perder o tesão. Esse negócio de poder tirar muitas fotos para poder escolher a melhor tirou a beleza das fotos na minha opinião.

– Mas porque Marianne? É uma enorme facilidade.

– Porque o custo da revelação impedia que tirássemos esse monte de fotos. Quando fotografamos, o que importa é a primeira, é o nosso olhar naquele momento, é o que capturamos, é o que aquilo nos fez sentir. Aí vem o momento da revelação, sendo que na maioria das vezes já tinha até esquecido de algumas fotos. E aparece a delícia de descobrir aquele registro. Bem, posso ser anacrônica ou saudosista, mas acho que não tem mais a mesma graça.

E aí ela começou a contar como foi o processo dela de descoberta pela paixão pela fotografia.

Por volta dos 50 anos, (affff sempre por aí, né Dominiques?) ela quis fazer algo que fosse só dela, só para ela e que a libertasse um pouco dos papéis de mãe filha, esposa, profissional. Estava se sentindo oprimida nessa casca.

Ahhh Mariane, como eu te entendo.

A história de seu desenvolvimento como fotógrafa, eu vou pedir para ela contar pessoalmente.

Foi fazer cursos com feras. Cursos que precisava ser aceita. Mas como assim? Nunca fotografei. Como farei um teste? Well, ela foi aceita, porque sempre teve e sempre terá o espírito do artista. O olhar diferenciado.

E assim passaram-se anos fotografando e estudando.

Até que surgiu a dúvida. Mas o que é que eu fotografo?

Para que eu fotografo?

Sou mais uma fotógrafa de por do sol de Insta?

E resolveu realizar um antigo sonho. Conhecer e fotografar o Rio São Francisco.

Mas precisava fazer isso sozinha.

Precisava deste tempo. Precisava deste encontro com ela mesma.

Fez seu roteiro.

Colega, sério, eu jamais teria encarado essa viagem. Roots demais para meu estilo.

Mas Marianne, na época com 54 anos, partiu decidida de avião até Aracajú. De Aracajú, 5 horas de ônibus até Penedo. E de Penedo mais 6 horas de ônibus até Piranhas.

Você já ouviu falar de Piranhas? Pois é eu nuuuunca tinha ouvido falar.

Mas a descrição de Ma foi de dar água na boca.

Uma cidade muito organizada, com casinhas coloridas, ruas de paralelepípedos, às margens do Velho Chico, mas ainda cheia de grutas e com histórias riquíssimas sobre o cangaço, afinal lá foi feita a emboscada final para maria Bonita e lampião. N-U-N-C-A poderia imaginar. Afff! Quanta ignorância!

Mas voltando. Ma hospedou-se numa pousada, simples e acolhedora. Estamos falando de 2005. Muita coisa deve ter mudado de lá pra cá.

Mas lá vai ela fotografar e procurar sua essência.

Até que numa certa sexta-feira, Marianne começa a passar mal. Tontura, dor de cabeça, vómitos e febre.

– Ah!  Já já passa. Vou ficar quietinha no quarto hoje.

Aí começa a diarreia. Na madrugada de sexta para sábado percebe que a coisa só piora.

Que está sozinha, no meio de lugar desconhecido sem conhecidos.

O que adiantava ligar para família naquela altura? 4 horas de avião mais 11 horas de estrada?

Arrastou-se até a entrada da pousada, chamou a dona, que muito solicita, a levou ao hospital da cidade.

Para uma paulistana, chamar aquilo de hospital não parecia apropriado. Pela falta de equipamentos e tamanho, mais lhe parecia um posto de saúde.

Foi quando apareceu um médico.

Não. Ele não estava de branco. Não, ele não tinha cara de experiente.

Mas ela estava desmaiada. Oscilava momentos de lucidez com apagões totais.

Soro na veia e internação.

Internação??? Sozinha?

Não tinha jeito. Na verdade, quase agradeceu ter alguém, para cuidar dela.

Mas não deixava de estar com medo.

O médico acalmou-lhe. Disse que tudo ficaria bem. E falou que faria uma acupuntura nela.

Sua primeira reação?? Não! Acupuntura não? E as agulhas?

O médico sorriu complacente e pediu mais uma vez que ela não se preocupasse. Apenas que descansasse.

Bem, Marianne não tinha o que fazer. Estava entregue. Nas mãos daquele Doutor. Já tinha sido indelicada o suficiente. E tinha que acreditar nele.

E assim passou o sábado. Entre soros e agulhas. Entre pequenos apagões. Acordada se sentia num sonho. coisa estranha.

Mas passou. E veio o domingo. Que continuaria internada se recuperando. Embora já sentisse melhor. Bem melhor. Já tinha até fome!

Conseguiu sentar na cama e ver que estava numa enfermaria com outros dois pacientes. Tudo muito simples, mas muito limpo e organizado.

Ainda se sentia fraca demais. Mas já conseguia pensar. Bateu-lhe uma enorme tristeza.

Pela primeira vez sentiu-se sozinha e repensando se aquela tinha sido uma boa decisão mesmo.

Será que não tinha a capacidade de viver aquela experiência?

Quanto mais pensava, mais triste ficava.

Mas de repente, entra uma pessoa no quarto. Um estranho. Um senhor.

Cumprimenta-a. Pergunta se ela precisa de algo. Segura em sua mão. Vai buscar sua refeição na copa. Não… Não era ninguém do hospital.

Ele sai e chega uma senhora, trazendo uma santinha para presentear-lhe. Senta na beira da cama. Olha em seus olhos. Passa mão em seus cabelos. Oferece-se para ligar para família. Pergunta seu nome. E foi assim todo o domingo.

Ela viu que não era só com ela, mas também com os dois outros pacientes.

Na verdade, aquelas pessoas tiravam o domingo para consolar, ajudar, conversar, fazer companhia aos doentes e principalmente estranhos. Sabiam que eram pessoas que estavam precisando de conforto. E que uma palavra e um carinho poderiam fazer a diferença.

Neste momento, Ma começa a chorar e disse que nunca mais foi a mesma. A certeza de que precisamos de muito, muito pouco, para viver. Que existem sim pessoas que fazem o bem pelo bem.

Acredito. Acredito nela. Porque a Nanny é tudo isso.

Uma emocionante história de praia não acha?

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Histórias da praia 2 – Ela e seus deliciosos segredos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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