Tag: menopausa

A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos!

Nós, Dominiques, estamos naquela fase da vida em que muito do que fazia sentido talvez não faça mais. O que era até então incontestável simplesmente transfigura, trazendo muitas vezes dúvidas e medos. Minha missão acabou? O que vou fazer do resto da minha vida? É hora de recomeçar????

Eventualmente, a resposta estará no recomeço. Em 29 de janeiro, faremos um novo encontro entre Dominiques, em São Paulo. Enquanto isso, o que você acha de já começarmos online a nossa conversa sobre o que é Recomeçar?

A terapeuta corporalista Liliane Oraggio, de 56 anos, prefere pensar nessa fase de vida como um ótimo momento para “se atualizar”. A escolha da palavra faz todo sentido. Recomeçar significa retomar algo após um período de interrupção. Atualizar-se é adequar-se aos dias de hoje, modernizar-se.

Para Liliane, o maior desafio nesse período é justamente compreender “o que está sendo finalizado em nossa vida” para descobrir quais são os novos comportamentos que estão surgindo. Esse é o momento propício para atualizar o estilo de vida ou o relacionamento. Por vezes, é nesse momento que algumas mulheres encontram uma segunda carreira. 

“A natureza sempre age de uma forma muito bonita. Quando um processo termina, já começa a brotação de algo novo. É assim na biologia e não podemos esquecer que a menopausa é um processo biológico”, reflete Liliane, cuja linha de trabalho chama-se Processo Formativo. Para ela, é justamente a noção de que uma forma está se desfazendo (e outra está vindo) que ajuda nesse período de transição do que chamamos de Recomeçar. 

A temporalidade e liberdade

A psicóloga Patrícia Leonardo, de 40 anos, a mulher de 50 anos é uma mulher liberta ou que conquistou a própria liberdade com a temporalidade. Portanto, para ela, a existência passa a estar essencialmente ligada ao tempo. Nesse sentido, recomeçar pode significar como ela deseja “seguir” seus dias, sua vida, dar sequência à própria existência.

A maturidade permite a mulher de 50 anos a realização de seus desejos. No entanto, caberá apenas a ela concretizá-los. Antes disso, havia uma incongruência de ser o que não se é. Quando alcança a maturidade, essa liberdade pode ser vivida. Não há mais a obrigação de desempenhar determinados papéis, de determinadas maneiras que antes lhe eram impostas/exigidas. “Ela não deseja mais ser aceita, ela se aceita como é”, avalia Patrícia, cuja linha de trabalho é a Abordagem Humanista Centrada na Pessoa.

O desafio da Maturidade

É o momento de transformação de um adulto no auge da sua potência para o adulto da maturidade. Num dia, você é aquela mulher poderosa, sexy, que consegue cumprir diversos papéis de uma forma“exuberante”. Finalmente chega uma nova fase da vida, quando muitas coisas que fazíamos/acreditávamos deixa de fazer sentido. A maturidade nos brinda com a oportunidade de nos atualizarmos e de escolher novos papéis. 

Mas nenhuma transformação acontece sem o enfrentamento de dilemas e a busca para a resposta de inúmeras. 

  • Preciso estar à disposição o tempo todo dos filhos, do marido?
  • Será que quero ser sexy o tempo todo? 
  • Preciso ser produtiva no trabalho na mesma velocidade? 

Além de buscar as respostas para o que queremos ser, simultaneamente esta fase também chega com as eventualidades já sabidas, mas que nunca estamos preparadas. É a morte na família ou do companheiro. Algumas mulheres se dedicaram inteiramente ao casamento e agora vivenciam a separação. A psicóloga  Fabiana Tena Maldonado, de 47 anos, terapeuta Gestalt, explica que não há uma conduta padrão para passar por essas experiências.

Algumas vezes é um processo lento, em outros um período difícil de superar. A busca pelo auto conhecimento será fundamental para lidar com esse período de insegurança. “O suporte emocional auxiliará nas respostas a esses questionamentos necessários e construtivos dessa nova mulher que precisa se redescobrir e encontrar um novo sentido”, conforme explica Fabiana.  

Ter consciência para recomeçar

Liliane também reconhece que essa transição não é fácil. Contudo, ela assegura que as mulheres que tiverem maior consciência – antes – dos seus processos subjetivos e corporais passarão por essa transição de uma forma mais orgânica. Não raro, a clareza sobre o significado desse período vem depois de passarmos por um grande turbilhão de acontecimentos. “É a vida que acontece. Quanto mais tempo temos, mais fatos e transformações experimentamos”, comenta Liliane. 

É importante relembrar que essa etapa significativa na vida da mulher apresenta-se junto de outro grande desafio, que é o de “desormonar”. “O corpo da mulher deixa de ser alimentado por uma eletricidade neuro-química”, explica Liliane. Portanto, é preciso se reorganizar e se atualizar também para vivenciar as mudanças do ritmo de sono, digestão e prontidão de raciocínio. Quem leva uma vida mais agitada, com muitas responsabilidades, depois da menopausa não conseguirá mais. Dessa forma, será fundamental atualizar também o ritmo do corpo. 

Topar o desafio de se reorganizar e se atualizar determinará como a mulher viverá os próximos momentos da sua vida. A terapeuta Liliane costuma dizer que essa fase é a “infância da velhice”. Com 50 anos temos a clareza de que a vida tem um começo, meio e fim. E mais: que a cada dia vivido temos menos tempo. 

A clareza da finitude é o incentivo para viver outras experiências. Esse é o momento para arriscar-se. A mulher de 50 anos não está mais presa a antigos parâmetros familiares ou do trabalho. Ela já sabe o que quer, vai lá e faz! É até paradoxal pensar assim. A mulher se coloca em novos desafios, mas sem deixar de ser quem ela é. É o momento perfeito para arriscar-se e fazer!

Aviso!

Esse encontro será aqui na sede do Projeto Dominique, na Faria Lima. Mas, menina, esse evento lotou em menos de 24 horas. Caso tenha interesse de vir no próximo, deixa seu nome na lista de espera (aqui), que estes nomes serão os primeiros a serem chamados, tá?

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Calor Infernal – seria o tal fogacho?

10 fatores que contribuem na redução da libido

Sobre a Menopausa – video


Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

2 Comentários
  1. Amei a materia eu hoje com 58 anos sei muito bem o que quero p minha vida quero mais libertade sou casada pena estar sem trabalho que me impossibilita de ter total liberdade.

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Caminhos Cruzados – Calor Infernal. Seria o tal Fogacho?

Era o dia. Dia de apresentar o projeto para a última instância de aprovação: o presidente da empresa. Tinha muita confiança no trabalho. Era excelente. Matador.

Mas não custava um cuidado extra na hora de me arrumar. Já sabia há semanas o que vestiria. Aquela calça escura, muito bem cortada, nem justa nem larga. Escolhi uma blusa decotada de alças finiiiinhass, daquela seda que é quase um bijou de tão delicada, como diria minha avó. Branca. Branquíssima. Tinha que, de alguma maneira, valorizar aquele colo bronzeado e tão tratado.

Um cinto mais largo que o normal, com uma fivela bacanuda, era o toque de informalidade da roupa. Agora o blazer. Seriedade é fundamental. Não basta ser. É preciso parecer! Peguei meu melhor blazer, aquele que se compra uma vez na vida. Digamos que seja uma daquelas peças definitivas que você nunca mais comprará, sabe como é?

Um colar extravagante. Mas não muito. Afinal, sou uma profissional antenada e moderna. E, para arrematar o look, aquele sapato preto podre de chic e de salto altiiiiiisssiiimo. Uma escova lisa superbem feita que só a Neuzinha sabe fazer. Maquiagem leve, com uma pele sedosa contemplando e valorizando todas as marcas dos meus 50 anos. Uma última conferida geral e até o espelho, rotineiramente imparcial, aplaudiu o resultado!

Encontro as outras duas pessoas do escritório já no cliente. Sala de reunião pomposa. Devem ter trazido uma montanha inteira de Carrara para fazer aquela mesa. Cadeiras brancas de couro é coisa de gente que não tem medo de ser feliz, né? Bom…

Chega o presidente com sua entourage. Cumprimentos, cinco minutos de amenidades e começa o show. Estou confiante. O projeto é forte. Minha apresentação, apaixonada! Vejo o interesse na postura dos espectadores. Tenho controle total sobre a audiência.

Sei disso. Três décadas na profissão me deram esta sensibilidade.

Que delícia. Chego ao último slide e um enorme obrigada sorri na tela. As luzes se acendem. Começam as dúvidas. Não há pergunta que eu não tenha resposta.

Estou tão segura que reclamo jocosamente do ar condicionado. Que calor amigos. Será que não podemos aumentar um pouquinho este ar? Uma moça muito prestativa atende ao meu pedido. Mas se passam alguns minutos, e continuo sentindo um calor que na verdade só aumenta.

Começo a transpirar. Olho em volta, e vejo que todos estão à vontade em seus espaços. De repente, sinto algo inexplicável. É como se um vulcão dentro de mim entrasse em atividade. Uma explosão de calor dos pés à cabeça. Minha primeira reação automática é tirar o blazer.

Mas, péra.
Não posso tirar!!
A blusa é de alcinha!
Meus braços!!!!
Lembra que falei lá em cima que tenho 50 anos?
Nãooooo!
Mas não dá.

Está começando a aparecer no meu rosto esta revolução térmica. Vou tirar o casaco. Dane-se o braço! Mas aí noto que aquela minha blusinha branca de palha de seda, tão delicada, não só está molhada, mas encharcada de suor e pateticamente grudada ao corpo. Desespero!

Escuto ao longe meu nome. Quando dou por conta, todos estão olhando para mim, aguardando minha resposta. Mas qual foi a pergunta? Olho desesperada para meu colega. Ele assume e responde. Ufaaa…

O presidente interrompe e pergunta se eu estou bem. Constrangedoooorrrrrrr. Abro um largo sorriso e continuo o assunto de onde meu colega parou. Porém, continuo pingando. De vulcão passei a me sentir uma cachoeira.

Cataratas!

Meu Cabelo molhou!
Ai meu Deus…
Meu cabelo ‘nãoooooo’!
10,9,8,7,6,5,4… Pufffff!
O pixaim! O pixaim!
Começando pela nuca.
Sabe aquele cabelinho danado de ruim que a gente tem perto da nuca?
Pois é…
O meu é especial! Ele encrespa e arma com um gigantismo assustador.

Ainda falando e tentando ser natural, discretamente enfiei a mão na minha bolsa em busca de uma piranha, grampo, fivela, durex, clips, fita isolante, arame farpado, qualquer coisa para prender o que já se podia chamar de juba naquele momento.
Obviamente minha concentração e foco já tinham ido pro Iguaçu. Não sabia o que estava acontecendo.

Bem, na verdade sabia sim. Tive meu primeiro fogacho. É esse o nome? PQP!! As fichas começam a cair na velocidade que as gotas escorriam pela minha testa. Olho em volta, para ver se alguém estava reparando. E ora veja, sim… todos estão! Saco!

As mocinhas, novinhas, com um sorrisinho no canto da boca. Até imagino o que estão pensando. “Aí tia… ficou nervosa?? Tá que nem minha mãe. Velha suando é dose!” Os homens da mesa fingem que não estão notando. Mas não conseguem parar de olhar para meu cabelo pingando, e minha base matte da Mac derretendoooooo… Matte… tá bom..

E pensam que são discretos! Os colegas, ambos homens, boquiabertos ao perceberem que, pela primeira vez, me viam insegura e titubeante. A coisa só piorava. Quanto mais tentava disfarçar, mais suava. Viscoso, ciclo vicioso dos infernos. Interminável show de horror.

Mas, na ponta da mesa, vejo uma mulher que não tinha notado ainda. Também pudera… Como notá-la? Ela tinha quase 60 anos! Sim, sim, sim, sim… sou péssima!! Mas, ao cruzar com seu olhar, vi imediatamente um sorriso de acolhimento. Um sorriso de entendimento e compreensão.

Uma generosidade que naquele momento acho que nem Madre Tereza seria capaz.

Ela pediu a palavra. E começou a comentar o projeto. Tirou os olhares de cima de mim. Deixei de ser o foco. Juro, não lembro uma única palavra que ela disse. Consegui respirar, me acalmar e, lentamente, voltei ao normal. Normal é maneira de dizer, né? Meus cabelos… ai, ai, ai… Recomposta, olhei com cumplicidade para minha mais nova amiga de infância, retomei a palavra serenamente.

Finda a reunião, vieram as congratulações e as despedidas. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse agradecer aquela santa. Mas não lembrava o nome dela.
Angela?
Não! Não, não era com A.
Mas era nome de música.
Gabriela?
Dindi??
Li-gi-aaaa…
Ufaaa…
Tom não me deixaria na mão!
– Lígia! Chamei com uma intimidade que só parceiras de infortúnio podem ter.

Ela olhou para mim, abriu um sorriso e veio em minha direção.
– Lígia – falei novamente com grande cumplicidade
– Antes de mais nada, obrigada! Não sei como retribuir sua gentileza durante a reunião!
– Ora, ora, não há de quê! Já estive em seu lugar.
– Mas, Lígia, ninguém me contou que seria assim.
– Não. Ninguém conta. E, pior, poucas de nós são solidárias. Nem nesta nossa fase da vida. Parece que não reparamos ou não queremos ver nas outras as mazelas que logo serão nossas.
– Lígia, querida, independente do projeto, vamos manter contato.
– Vamos sim. Será um prazer. Mas meu nome é Luiza!

E foi assim que senti meu primeiro fogacho.

Outros posts sobre Fogacho

Vamos falar sobre reposição hormonal?

12 dicas para lidar com o calor da Maspassa

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

23 Comentários
  1. Your article helped me a lot, is there any more related content? Thanks! https://www.binance.info/en-ZA/register?ref=B4EPR6J0
  2. oi bom dia!passo por esta situação,percebi q era os sintomas da menopausa porquê,qualquer vento sentia frio,agora estou sempre suando, desanimada, não queria usar o chá da Folha de amora,porque emagrece mas vou tomar,se não der certo vou tentar a soja,q contém isoflavona estou sempre cansada,o pior pra mim é tomar alguma coisa q me faça perder peso,

  3. Sou uma felizarda.
    Ou uma exceção para confirmar a regra?
    Nunca senti nada no climatério.
    Nunca fiz reposição hormonal.
    Nem tive cólicas qdo menstruava.
    Estou agora com 86 anos.

  4. Minha menopausa foi antecipada, quimioterapia e radioterapia aos 34 anos e aos 40 iniciou tudo; calores, falta de libido, engordei pra caramba, mas até hoje estou dando a volta por cima e vivendo bem, graças a Deus.

  5. Minha menopausa foi fabricada, esterectomia,aos 41 anos, não passei por muitos sintomas, mas tive uma depressão horrível e tbm não tinha ninguém para me ajudar, foi barra mas superei. O que eu não entendo é porque o maior inimigo de uma mulher na maioria das vezes é outra mulher

  6. Baita texto! Amei, mas o que me assusta é a falta de cumplicidade entre as mulheres (mais jovens) e o que mais me surpreende é exatamente cumplicidade entre as Dominiques, Luisas, Ligias. Meninas, fiquem espertas, vcs chegarão lá e tomara que com nossa elegância e bom humor.

  7. Tenho 54 anos e no ano passado comecei a ter os temíveis calorões mais intensamente. Nao faco reposição hormonal e sempre achei que não ia passar por isso pois minha mãe me contava que não teve nenhum sintoma da menopausa. Durante o inverno é tranquilo mais já estou me preparando para o verão. Haja lenço e leque, não saio de casa sem…

  8. É a vida, a vida das mulheres! Mas, é bonita é bonita e é bonita! Vamos em frente, voltando a usar lenço (de algodão) leques, ar condicionado no mais gelado
    e vento muito vento.

  9. Adorei. Sei bem o que é isso. Falavam que era só no início e depois diminuiria mas que nada. E com esse verão de 40 graus do Rio eu derreto. Cabelo só curtinho. Dizem que a amora faz bem. Realmente diminui. Mas ser mulher é sofrer no paraiso. Então quanto mais relex menos suor e o calorão diminui. Qto a solidariedade só tive de quem passou por essa situação. É tentar brincar e ir levando.

  10. Tenho 59 anos e já passei por muitas situações desagradáveis, os fogachos aconteciam nos melhores momentos, nas reuniões com amigos, com a família na mesa, na faculdade da terceira idade, parece não ter fim. Faço reposição hormonal há 10 anos e só tenho trégua no inverno que diminuem um pouco mas no verão eu sofro. Não sei até quando vai durar e super entendo quem passa por isso. Força mulheres!

  11. Simplesmente verdade tudo o que foi exposto. Discordo apenas de que não fui informada sobre esse cemitério,ironizando o climaterio, rs. Minha falecida mãe sofreu muito,falava sempre sobre essa famigerada fase, mas eu, jovem, pensava que fosse um certo exagero.
    Mas não é não! Pior fase que estou vivendo é essa. Situações como a do texto são rotineiras no meu dia a dia. Maquiagem fica borrada, cabelo que é muito liso, fica oleoso com o suor. Não faço reposição hormonal. Optei por produtos naturais. Nada adiantou.
    O que fica, são as sensações de forte calor, depois frio. Uma tristeza sem fim. Vontade de largar tudo e sumir do mapa. Solidão.
    Realmente, eu acho que nós mulheres poderíamos ter uma velhice menos conflituosa. Uma sacanagem com a gente.

  12. Oi já vai fazer 5 anos que estou com esse fo cachos não tem remédio que cure e horrível não sei o que fazer e ainda tem hipotiroidismo tome hormônio se alguém encontrar algum remedio q cure me avise Abraço Obrigada.

  13. Sensacional!!! Gargalhei lendo seu texto porque me vi nesse cenário…. Parabéns, você conseguiu colocar muito bem o que é o estado dá menopausa e com muita bom humor. Beijos

  14. Além de não serem solidárias ainda exclamam, “nossa, não, eu ainda não estou “”nessa”” idade…
    “Nossa, vc não faz reposicao?”…
    “Credo, é menopausa precoce ?”
    Aí gente eu já escutei cada uma…

  15. Adorei! Já passei por muitos momentos desses! O pior são os olhares de ironia que rola aqui em casa. Rolavam, rolavam! Porque, Dominique, acredite em mim, isso passa! Enquanto esse dia mágico não acontecesse, o melhor é manter esse seu bom humor.

    1. Quando me dei conta estava lendo e estava presa aos textos. Sou bem mais velha, nos anos 50 ja tinha 11, mas estou encantada com
      o que li. Parabéns! Nasceste para escrever com certeza. E eu vou te acompanhar pela leitura. Um abraco

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Os fatores que contribuem na redução da libido, além da menopausa!

A menopausa causa uma série de mudanças no corpo da mulher em virtude das flutuações hormonais. Até mesmo as mais jovens, na pré-menopausa, podem sentir alguns sintomas. Uma das queixas mais comuns é a redução da libido. A diminuição do desejo sexual é, também, uma questão delicada e complexa. 

O mecanismo de atração da mulher é influenciado por fatores externos e psicológicos. A ginecologista Rita Dardes, que conversou recentemente conosco sobre reposição hormonal (aqui), explica que a libido não é influenciada apenas pelos hormônios. “A mulher funciona diferente. Em primeiro lugar, ela precisa ser aquecida e estar bem. Fatores externos influenciam muito”, destaca. 

A dra. Rita coordena o Ambulatório de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também é professora adjunta do Departamento de Ginecologia. Ela conta que o tema é recorrente e por vezes instiga uma conversa de mais de uma hora com suas pacientes. Também é essencial romper a vergonha de falar com a médica. 

A falta de desejo pode estar ligada à diminuição dos hormônios testosterona, estrogênio e progesterona. Hoje, há recursos modernos e mais seguros a fim de ajudar as mulheres a enfrentar essa fase. A dra. Rita explica que a reposição hormonal é o principal. 

Ela costuma utilizar a testosterona no tratamento de suas pacientes. O medicamento deve ser formulado e só pode ser utilizado se associado à terapia hormonal completa. Como a reposição não é recomendada a todas as mulheres, a ginecologista recomenda a conversa com o médico de confiança. 

Como enfrentar a queda na libido

“Mas não é verdade que o hormônio vai melhorar 100% o problema”, evidencia a ginecologista. Uma vez que a libido envolve fatores psicológicos, é fundamental entender o que mais está impactando na vida da paciente. 

A baixa libido pode estar relacionada a problemas no relacionamento, como por exemplo brigas constantes. Além disso, rotina estressante bem como pelas dificuldades materiais, como falta de trabalho ou dinheiro, também influenciam o bem-estar. 

Outras mulheres sofrem as consequências de problemas físicos, como a secura vaginal. O impacto na vida sexual é grande. Muitas mulheres sentem-se culpadas ou mesmo ficam com vergonha de dividir o problema com seus parceiros. Neste caso, o laser pode ser um aliado da paciente. Já falamos dele aqui. 

Antes de prescrever a reposição hormonal, a dra. Rita esclarece que é fundamental mostrar o impacto desses fatores externos. Algumas vezes, a recomendação é que a paciente mude o comportamento. “Ela pode apimentar o relacionamento com brinquedinhos, comprar uma lingerie nova ou trocar mensagens quentes com o parceiro”, sugere. 

Outra mudança que a mulher pode fazer está relacionada ainda ao seu estilo de vida. Dessa forma, a prática de exercícios físicos faz bem ao corpo e à cabeça. Cuidar-se também influencia na autoestima bem como no bem estar geral. Enfim, a menopausa é uma fase de transformação e pequenas adaptações pode fazer toda a diferença na vida da mulher.

Um estímulo para a vida sexual

Temperar a vida sexual já é um assunto corriqueiro por aqui. Qualquer Dominique sabe que a vida sexual pode não ser a mesma que o vivido anos antes. Do mesmo modo, também não é para o parceiro! Vale mesmo é deixar todos os tabus de lado e vivenciar coisas novas. Por que não, hein?

Você já ouviu falar sobre a Massagem Tântrica? Já falamos aqui que também é uma baita terapia alternativa bem como pode melhorar o sexo. Topa tentar?

Quem gosta de apimentar a relação, contamos aqui a história de um casal que ousou muito para aquecer o fogo dos velhos tempos. Você não vai acreditar na aventura que eles criaram. 

Você já experimentou usar um brinquedinho para apimentar o relacionamento? Contamos aqui as aventuras de três Dominiques em sua primeira visita a uma Boutique Sensual. Uma história imperdível. 

Às vezes, um livro pode instigar a sua imaginação e ser bem estimulante. Já pensou em incluir a literatura erótica na sua rotina de leituras? Confira aqui os 10 melhores livros apimentadíssimo.

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Polêmico e importante. Vamos discutir sobre a reposição hormonal?

Este é um dos temas mais polêmicos envolvendo a menopausa. A reposição hormonal ainda divide opiniões entre as mulheres e até entre os médicos. De tratamento promissor, recebeu diversas críticas pelo fato de ser associado ao diagnóstico de doenças graves. No entanto, não deixa de ser um das questões mais importantes para discutir, quando falamos sobre a saúde da mulher. 

Por isso, conversamos com a dra. Rita Dardes para dividir com vocês informações relevantes sobre a reposição hormonal. A dra. Rita é ginecologista e professora adjunta do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Lá, ela também coordena o Ambulatório de Climatério. 

Em primeiro lugar, um aviso! Não conversamos sobre casos específicos. A dra Rita foi muito enfática em recomendar que a paciente discuta o seu caso com seu médico de confiança. Cada mulher carrega consigo um perfil fisiológico e um histórico de saúde. O tratamento é individual. 

A boa notícia é que hoje dispomos de recursos cada vez mais modernos para lidar com os processos deletérios da maspassa. “Não raro, a mulher estava fadada a viver com os problemas causados pela menopausa”, afirma a dra. Rita. Da mesma forma, ninguém conversava sobre ela.

Hoje, o assunto menopausa já não é mais um tabu ainda que provoque algumas dúvidas. Certamente, todas as mulheres vão passar por esse processo fisiológico, que acarreta importantes mudanças metabólicas e físicas. “Podemos abreviar de fato muitos sintomas com um tratamento adequado e dentro da expectativa de cada paciente”, conta a dra Rita. 

Dessa forma, a qualidade de vida da paciente pode melhorar muito. “Ninguém merece sentir inesperadamente o fogacho no meio de uma reunião de trabalho”, reconhece a ginecologista. A dra. Rita é a favor de fazer a reposição hormonal, mas dentro de um quadro bem determinado da paciente. 

Quem pode fazer a reposição?

A dra Rita explica que há cinco questões fundamentais para a paciente conversar com o seu médico antes que tome uma decisão. Estes quesitos são amplamente discutidos com os futuros médicos, em suas aulas na Unifesp. “Somente com a resposta a essas perguntas podemos determinar se a mulher pode ou não fazer a reposição hormonal”, explica a dra. Rita. 

# 1 – A paciente é sintomática?

A maioria das mulheres sofre (e muito!) com os sintomas da menopausa. Pouquíssimas passam por esse período sem sentir algum mal estar. A reposição ajuda a restaurar a qualidade de vida em todos os sentidos. Os sintomas mais frequentes são: fogachos (já falamos aqui), secura vaginal (e aqui), redução da saúde óssea, melhoria cognitiva (memória), qualidade do sono, entre tantos outros. 

# 2 – Está dentro da Janela de Oportunidade?

Há um período específico em que a mulher pode receber e usufruirá com segurança dos benefícios da reposição hormonal. É a chamada Janela de Oportunidade, que compreende o início da transição menopausal até no máximo 10 anos da última menstruação. O início da transição é aquela fase quando começam as falhas menstruais e os ciclos ficam malucos. A menopausa é determinada quando a paciente completa 12 meses de amenorréia (sem menstruar). 

# 3 – Existe alguma contra-indicação absoluta?

Infelizmente, há alguns quadros clínicos em que a mulher não poderá fazer a reposição hormonal. Enquadram-se nessa situação, sobretudo, quem teve AVC, câncer de mama, infarto agudo, diabetes irregular, hipertensão arterial irregular, doença autoimune, entre outras condições. Por isso, fica um alerta para quem ainda não passou pelo processo. A prevenção é fundamental! 

# 4 – A paciente quer fazer a reposição hormonal?

Sim! Há mulheres que não querem correr nenhum risco ou mesmo não sofrem tanto com os efeitos da menopausa. É necessário ter o desejo de passar por esse processo. Após avaliar com o seu médico os prós e contras, apenas a paciente deve tomar a decisão. 

# 5 – Está com todos os exames em dia e em ordem?

É preciso uma avaliação completa das condições de saúde da paciente antes de iniciar o tratamento com reposição hormonal. Os exames precisam estar em dia e a dra Rita não abre mão disso. Ah, e o acompanhamento também é essencial. 

É importante fazer essa análise criteriosa antes de optar pelo tratamento com os hormônios. Há estudos que demonstraram o aumento na incidência de infarto miocárdico, derrame cerebral e câncer de mama. Tome a sua decisão com informação e consciência. 

A dra Rita Dardes é Dominique e ginecologista em São Paulo.

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Caduca, não. Você pode culpar a menopausa por seus lapsos de memória

O Manto da Invisibilidade

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Caduca, não! Pode culpar a menopausa por seus lapsos de memória

Estes dias, a Eliane Cury Nahas perdeu o carrinho no supermercado. Bom, ela mesma considera que talvez o carrinho nunca tenha saído do lugar, só esqueceu onde o estacionou. A Eliane compartilhou sua desventura no nosso Grupo no Facebook (já faz parte?) e outras Dominiques se solidarizaram. 

A Bernardete Amaral foi ao hortifruti e comprou rúcula, manga e tomate seco. Voltou para casa e só achou a rúcula. Sua hipótese mais provável: colocou os itens no carrinho de outra pessoa. A Valéria Couto perdeu o lanche no pátio de alimentação do shopping. A vendedora foi solícita e ajudou na busca. Eis que surge um moço e mostra o sanduíche (atenção!) na mesma mesa onde ela havia deixado desde o princípio. 

Você se identificou com essas histórias? Quase todas as Dominiques já passaram por algo semelhante. Problemas como o esquecimento ou dificuldade de concentração são descritos com frequência pelas mulheres antes e após a menopausa. Embora sejam sintomas conhecidos deste período, vivenciar esses episódios ainda assusta as mulheres após os 40 anos.

Muitas delas consultam o médico com relatos como perda de memória progressiva ou falta de atenção com receio que os sintomas sejam indícios de Alzheimer ou demência. Sabe o mais grave? Médicos ainda fazem o diagnóstico errado. E isso não ocorre só no Brasil, não!

Diagnóstico incorreto

Conversei com a dra. Gayatri Devi, do departamento de neurologia do hospital Lenox Hill, em New York. Ela publicou um artigo na revista científica Obstetrics & Gynecology sobre “como identificar as alterações cognitivas associadas à transição da menopausa evitando a atribuição incorreta de sintomas como doenças neurodegenerativas.” O estudo completo está aqui. 

A dra. Devi contou que 60% das mulheres apresentam um déficit cognitivo relacionado à menopausa. No estudo, ela associou os sintomas à redução do hormônio estrogênio no corpo das mulheres após essa faixa etária. Os efeitos podem ser mais ou menos intensos dependendo da sensibilidade da pessoa. 

O diagnóstico médico é fundamental. Mas antes de ficar preocupada ou fazer exames complexos, a dra. Devi sugere que as pacientes sejam persistentes com seus médicos. “Muitos profissionais desconhecem a associação desses sintomas ao período da menopausa. E isso pode dificultar o prognóstico correto. O papel da paciente nessa situação é educar”, explicou a dra. Devi, na entrevista que fiz com ela por e-mail.  

As alterações cognitivas ocorrem na perimenopausa, cerca de 7 anos antes e por volta de 5 anos depois da menopausa. Ela recomenda que a paciente insista com o médico para considerar a transição da menopausa como uma das causas da perda de memória ou atenção. A dra. Devi ainda sugere que, antes de outros procedimentos, a paciente peça ao médico para ser avaliada por testes cognitivos ou com um estudo empírico com hormônios para verificar se os sintomas melhoram. 

Mas atenção! O diagnóstico correto do médico é fundamental. Converse com o profissional da sua confiança. Você pode procurar ajuda tanto de um ginecologista quando um neurologista para ter a certeza sobre seu momento de saúde. 

O tratamento pode ser rápido. Uma parte envolve remédio. Mas você também pode dar aquela ajuda! Preste atenção nas dicas:

  • treine o corpo e a cabeça! Já falamos aqui sobre os exercícios da Oficina da Memória (aqui);
  • mantenha uma vida social ativa;
  • tenha uma dieta saudável;
  • não fume; 
  • consuma álcool com moderação;
  • cuide do seu colesterol, do peso e da pressão arterial (ajuda a proteger seu cérebro);

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Com que pijama eu vou… dormir?

O inverno está chegando… as noites estão mais frias. Que delícia dormir nesse friozinho, né? SÓ QUE NÃO! Quem passa ou passou pelo climatério ou a Maspassa (nome que demos pra menopausa, veja aqui) sabe que não é bem assim. Nada assim.

Pode até estar frio lá fora, mas o nosso corpo fica quente. De uma hora pra outra fica muito quente. Isso sem contar o suor excessivo. No verão, já virou rotina ter de acordar no meio da noite pra trocar a camisola porque a roupa ficou toda molhada. Isso com o quarto bem ventilado, viu.

Pijama ou cobertor?

Mas no inverno tudo fica um pouco mais complicado. Eu não troco o pijama e já deito na cama. Fico um pouco mais no sofá vendo um filme ou resolvendo alguma coisa. Como dentro de casa é frio, fico de pijama. Se estou sozinha, uso uma manta leve pra me cobrir. E mesmo assim dá pra sentir calor no meio da noite.

Pra quem tem uma companhia pra dormir, a administração é outra. Tenho uma amiga que há anos decretou o uso de dois edredons separados na cama de casal. Nada de cobertor único. Cada um tem o seu, da quentura que gosta. Claro que o marido usa cobertor, enquanto ela dorme com uma colcha de piquet bem levinha. E acabaram as brigas!

Vivendo e escutando outras Dominiques passarem por esses problemas eu cheguei a uma conclusão. Não tem pijamas apropriados para a gente à venda nas lojas. Alguns são quentes demais, pra quem sente frio. Outros são apropriados apenas para o verão. Você concorda comigo?

Eu dei uma circulada nas lojas física e online. Tirando algumas marcas que custam os olhos da cara, não encontrei opções interessantes. Em geral, os tecidos são flanela ou algodão mais pesado. Eu exclui aqueles modelos em elanca que parem pijamas da minha avó, tá! Também não gostei muito das estampas. Estão infantis, não estão?

Pijamas dos sonhos!

Aí eu fui para o Pinterest (amo!) e fiz uma busca por pijamas leves. Achei tantas opções legais que estou quase comprando e mandando entregar aqui no Brasil. Salvei tudo em uma pastinha, aqui. Será que eu acho por aqui? Compraria fácil esses pijamas!

Veja se não tem tudo o que eu precisamos. São tipo um kit, com opções variadas de peças. Alguns tem calça curta e comprida, alcinha, manga comprida e robe. Além da variedade de peças, que posso montar conforme a temperatuda, gostei dos estilos e estampas. Chiques na medida, uns são sexy outros mais casuais. Dá pra aproveitar em qualquer estação.

Cada pijama é de uma loja diferente. Tem o link para as lojas na pastinha lá no Pinterest, aqui.

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Menopausa is a bitch.

12 dicas para lidar com os calores

4 Comentários
  1. Boa tarde Dominique, adorei o post de pijamas. E realmente é muito difícil achar algo que realmente se adeque a está passagem da menopausa ainda mais aqui no Mato Grosso do Sul. Eu uso baby Doll de liganete, que é bem fininha e fresca.

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Menopausa is a bitch. E mais cedo ou mais tarde ela virá

Menopausa is a bitch.

Só quem ja passou por ela ou está passando entende. fiz um video blaster bem humorado contando todos os meus dissabores e calores deste momento.

Se você procurar aqui no site, vai ver que ja escrevi um monte sobre esse tema.

Mas sempre com muito bom humor e dicas para lidarmos com esta fase da vida de maneira leve, muito leve, porque de peso já chega o que ganhamos.

Ficha técnica do vídeo – Menopausa is a bitch.

Dominique de hoje : Regina Bittar
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Esta semana falaremos um bocado dela… Bem e mal! Veja aqui

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Fogachos….Affff

12 dicas infalíveis e bem humoradas para lidarmos com nossos calores 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

10 Comentários

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12 dicas para lidar com os calores da maspassa, a maledeta da menopausa

Dominique - menopausa
Antes dos calores eu nunca tinha pensado ou nunca tentaria fazer algumas destas coisas. Mas o climatério e a menopausa estão aí para mudar mais algumas coisas. Fiz uma listinha pra te ajudar, sem passar pelo sufoco que eu já vivi.

# 1
Nunca pergunte para a pessoa ao lado se ela está com calor. Ela não estará.

# 2
Farmácias ou lojas com ar-condicionado ajudam! No desespero, entre em uma loja e finja que está comprando algo. Fique até o calor passar.

# 3
Está em casa? Abra o freezer e coloque a cabeça dentro! Ajuda bastante.

# 4
Sabe aquelas compressas de gelo pra tratar torção de pé. Tenha uma… não… várias… pra colocar na cabeça, pescoço, rosto, peito…

# 5
Invente um nome… você pode precisar alertar alguém para não cair em enrascada (leia este post aqui)

# 6
Se estiver decidindo um lugar para tirar férias, se for em dezembro, no Canadá, em julho, na Patagônia. Ah, pense até em começar a esquiar.

# 7
Fique de olho nas liquidações de jogo de cama 100% algoodão. Você vai precisar de um por dia. Melhor, né!

# 8
Nunca e quando eu digo nunca, é nunca mais mesmo, saia com uma roupa que você não possa tirar. Nunca saia com um blazer sem nada em baixo. Nunca saia com um casaco para disfarçar a blusinha justa que marca os pneus.

# 9
Gola rolê, olímpica ou o nome que invetarem para isso agora, é só para europeias. Querida, você consegue imaginar aquela coisa esquentando o pescoço?

# 10
E lã? Acho que nunca mais na vida comprarei uma peça de lã. Só de pensar em uma malha em contato com a minha pele já começo a me coçar.

# 11
Existem prioridades de gastos em uma família. Todos sabemos disso. Talvez seja tarde para eu te falar isso. Mas se você tiver uns 40 anos coloque na lista, nem que seja em 10° lugar, o tal do AR-CONDICIONADO. No seu quarto. Só, no seu quarto!

# 12
Ok… Não rolou o ar-condicionado. Sabe aquele borrifador de água? Então. Antes de dormir, borrife água no lençol e no travesseiro. Mas apenas borrife, não ensope a cama e nem o lado do parceiro, né, santa? Só o seu.

Ninguém merece sofrer com os calores da menopausa não é amiga? Se tiver outra dica conta para gente!

Leia Mais:

Histórias da Praia 1 – Amigas na reunião de condomínio
Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
  1. É exatamente isso…e as dicas…..ah as dicas maravilhosas…. dei risada da gola rolê, nunca mais…. cachecóis de lã?? Acabei com todos, hoje só echarpes para compor o visual….rss

  2. Olá, Domininique!
    Já passei por isso e sei que é assim mesmo. A gente fica parecendo um saquinho de chá que alguém coloca e tira da água fervente na xícara.
    E não é só isso, a gente engorda, dorme mal, fica tudo ressecado (olhos, pele, vagina, etc.)
    Mas passa. E quando passa a gente emagrece, dorme o melhor dos sonos e com a alimentação certa e exercícios (de Pompoar, inclusive, tudo volta – ou fica ainda melhor!)
    Parabéns pela matéria! Amei o site. Vou recomendar para as loucas amigas, rs

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Dominiques, abaixo a infelicidade e que venha a Maspassa…a temida menopausa

Dominique - Menopausa
A maturidade traz um monte de coisa boa, concorda? Ganhamos mais tranquilidade, paz de espírito, aprendemos a apertar o botão F sem traumas, sem falar na segurança que adquirimos. Infelizmente junto desta etapa chegam outras coisas não tão legais, como a Maspassa (nós, Dominques, acreditamos que este nome é melhor que Menopausa) que vem acompanhada de um turbilhão de sintomas, calores infernais, depressão, aumento de peso, falta de libido, insônia.

Há muita informação na internet, mas o que acontece realmente? O que é mito e o que é verdade? A verdade é que todas as Dominiques vão passar por isso, mas nem todas vão sofrer.

Tem gente que sente mais, tem gente que sente menos. Há mulheres que sofrem à beça com os sintomas, outras, no entanto, passam tranquilamente por esta fase.

Muitas de nós carregamos o estigma de que com a Maspassa vem o envelhecimento, uma sensação de perda, que o tempo bom acabou e que agora é uma contagem regressiva ladeira abaixo.

Trazemos em nossas memórias o que nossas mães, avós, tias passaram neste período, mas tudo mudou muito de lá pra cá. Não só em termos dos avanços da medicina, como nós somos diferentes. Somos mais ativas, teremos uma longevidade maior.

E quem compartilha desta visão é a ginecologista Dra. Solange Sasaki que me deu a oportunidade de um bate papo esclarecedor e animador, acima de tudo.

Dominique - Menopausa

Para a Dra. Solange a Maspassa é um período evolutivo da mulher. Isso mesmo, preste atençao na expressão que ela usa, EVOLUTIVO.

Primeiro de tudo é preciso definir corretamente quando começa a menopausa. É é a última menstruação depois de um ano sem menstruar. Se você menstrua irregularmente, mas não teve um ano de pausa, você não está na menopausa.

Para definir a menopausa é preciso um diagnóstico retrógrado. Desenhando para loiras. Se você menstruou dia 16 de abril de 2018, 12 meses depois, ou seja, em 16 de abril de 2019, se você não teve NENHUMA menstruaçao neste período, pode considerar que está na menopausa.

Se nestes doze meses, você menstruar apenas 2 vezes, não é considerado menopausa, mas perimenopausa, que começa com 35 anos e vai até o início da menopausa. E neste longo período pode haver irregularidade menstrual, aquelas mulheres que menstruam duas ou três vezes num único mês ou aquelas que menstruam a cada dois ou três meses.

O climatério acontece depois da menopausa, depois da última menstruação e é uma fase muito mais mistificada do que qualquer outra coisa. Trata-se de um processo de envelhecimento gradual da mulher que deveria ser encarado como uma coisa normal.

Por que algumas mulheres tem mais sintomas? Depois da menopausa há um período de aproximadamente 10 anos com uma certa produçao de hormônio. Algumas produzem mais e outras menos. De qualquer forma, não é uma produção suficiente para menstruar. Algumas tem dores na mama, outras sofrem menos com os calores, outras dormem menos, outras não tem a textura da pele prejudicada. Isso é em função do que cada mulher está produzindo de hormônio.

Depois desses 10 anos, há uma perda mais significativa, e todas nós, Dominiques, ganhamos mais sintomas.

Todo mundo fala um monte de coisa, mas não existe uma regra generalizada. Cada mulher precisa ser acompanhada pelo seu ginecologista, porque diagnóstico e o tratamento são únicos.

Não é todo mundo que se dá bem com reposição hormonal, assim como não são todas as mulheres que vão se beneficiar da tintura de amora ou isoflavona ou cimicifuga. Depende do que cada uma precisa.

Tem mulheres que precisam tomar hormônio feminino e outras que precisamos intensificar o hormônio masculino. Há casos em que se mesclam ambos os hormônios.

Há pacientes que passam superbem com os fitoterápicos – amora, isoflavona, cimicifuga, trifolium. Depende do metabolismo de cada uma.

Curiosamente, as mulheres que tem menos sintomas são aquelas que trabalham muito, são superocupadas, não estão vivendo intensamente a Síndrome do Ninho Vazio e que tenham um parceiro ou uma parceira. Resumo da ópera: São aquelas que estão mais equilibradas profissionalmente e pessoalmente.

O número de mulheres com mais sintomas é muito maior no grupo que não tem muita atividade, que tem mais tempo, que estão sozinhas.

Os calores, um pouco de insônia ou até o ressecamento vaginal são fatores fisiológicos, não podem ser encarados como uma desgraça! Fora que com a reposição hormonal estes sintomas são controlados.

Na verdade, a preocupação com estes sintomas mais superficiais ganham mais alarde do que aqueles que deveríamos colocar muito mais atenção.

Por exemplo, as mulheres nesta fase engordam? E como! Tem que comer muito, mas muito menos. Tem que beber muito menos. Tem que optar por uma alimentação saudável, se você ainda não tem, chegou a hora de mudar radicalmente seus hábitos alimentares. Devemos tomar um supercuidado com alimentos com altas de taxas de gordura, sódio (que virou o inimigo mor da saúde) e açúcar (que sempre foi o inimigo mor da saúde).

No quesito alimentação tem tanta informação disponível hoje que não dá para alegar ignorância. Cada mulher tem seu metabolismo. Não é uma regra que funciona para todas. Por exemplo, se você introduz pão e leite na dieta de oriental, ele vai ter problemas. Se você tirar grãos ou azeite da dieta de um italino, ele pira. A raça de cada uma deve ser levada em consideração. Faça um investimento e consulte um nutricionista.

Esqueça a época de enfiar o pé na jaca! Essa fase sim acabou para nós, Dominiques!

Atividade física não é para ficar magra! É para manter a estrutura óssea e muscular firmes para combater a osteoporose que na verdade deveria ser tratada desde a infância. As fraturas nesta fase são sofrimento na certa, altamente patológicas, cirurgícas, graves e caras.

Nesta fase também podem aparecer as alterações metabólicas como diabetes, hipertensão, colesterol e triglicérides. A baixa do estrogênio faz a gente funcionar como um homem. O que significa isso? Se tinhamos 6 vezes menos chance de um infarto, agora estamos pau a pau com eles. Agora não tem mais desculpa para o sedentarismo. É hora de tirar o tênis do armário e começar a usar. Meia a hora por dia de caminhada, duas vezes por semana de musculação leve, Pilates. Nada muito hard!

Outra dica da Dra. Solange, é muito, mas muito pouco sol. Sabe aquelas horinhas a mais na piscina ou na praia, que não causavam estrago? Agora causam. O envelhecimento da pele bate à nossa porta. Então, a palavra de ordem é moderação sob sol.

E a ocupação é fundamental, mas algo que dê prazer. Aquelas pacientes que fazem o que gostam, não significa as que ganham bem, mas aquelas que tem prazer no que fazem, que estão acompanhadas por um parceiro ou uma parceira legal de verdade, não só para ilustrar na foto, passam bem por este período. Claro que pode estar sozinha, por opção. Quando se está sozinha por opção, normalmente, a mulher está bem.

O grande canal é ter uma cabeça boa para encarar esta fase como uma transição normal para qualquer mulher. Se você não estiver bem com você, com o que você faz, com quem você divide sua vida, esta etapa pode ser sofrida.

Agora, se você estiver bem e só depende de você, e eu sei que você tira de letra!

A ginecologista enfatiza que a infelicidade nesta fase é muito perigosa. Existem estudos que revelam que a tristeza está a associada a doenças potencialmente graves.

A recomendação da Dra. Sandra é alimentação saudável, ocupação que dê prazer, atividade física, moderação sob o sol e exames periódicos para prevenção.

Nada de ter medo da menopausa, ou como eu gosto de chamar, maspassa!

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Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

10 Comentários
  1. Vou fazer cinqüenta e não mestruo a 3 anos, tenho alguns problemas que grana resolveria!! De resto nunca estive tão bem comigo!! O tal botão do F hoje está realmente apertado, tento ser agradável,mas o que as pessoas pensam de mim é um problema delas!!

      1. O que mais me incomodou ou às vezes ainda me visita é a oscilação de humor!!! As vezes fico nervosa do nada ou bate uma tristeza!! Respiro fundo e bola para frente!!!!

  2. Socorro Crispim
    Estou com 55 anos ainda menstruando,mas já com alguns sintomas da menopausa como um pouco de insônia e tb calores
    No início me senti muito mal ,tontura mal estar,vontade de vomitar
    Fui pesquisando e buscando formas de amenizar,caminho todos os dias da semana,faço yoga 3 vezes por semana
    Os calores estão amenizados , dormindo melhor.Confesso que no início da um certo receio mas com o tempo encontramos o equilíbrio .

  3. Estou passando bem , não engordei ( estou atenta a uma alimentação saudável e faço ginástica 3x semana )
    mas lendo o texto me identifiquei com uma tristeza diferente . Acho q preciso ficar de olho nisso !!

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Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo

Dominique - Corpo
O meu corpo mudou.
Ah!…. como mudou.
E tem roupa que eu usava que não devo mais usar.
Camisetinha justinha e curtinha. Tá louca?
E o que é que eu faço com aquelas gordurinhas que apareceram nas costas?
Never more baby.
Tá legal, tá legal.
Você não tem esse problema.
Que bom.
Mas, querida, deve ter outro.
Certeza!
Se você tem 50 anos ou por aí, seu corpo também passou por algumas mudanças.

Aí eu te digo.
Virei mágica.
Descobri um monte de truques pra disfarçar e/ou melhorar o visu.
Sério…
Virei PHD em disfarces de pequenas protuberâncias indesejadas e formas desconhecidas.
E, de mais a mais, nunca fui perfeccionista.
Sempre olhei o todo.
Dou uma olhada no espelho e se o visual geral me agradar, beleza!

Meus truques:

Nunca coloco óculos na hora da finalização do look.
Mais fácil achar que está tudo ótimo.
E, aí, saio com aquela segurança de menina.

E tem aqueles dias que acordo parecendo um baiacu, com o rostinho mais redondo que uma laranja bahia, quase uma grapefruit.
Nestes dias, tudo que eu quero, é não sair de casa.
Mas, infelizmente, a semana não tem 7 domingos.
E aí?
Aí eu lavo o cabelo.
Sim, cabelo solto, bem escovado, já dá uma melhorada.
Uso preto.
Roupa preta da cabeça aos pés vai fazer eu me sentir menor.
Neste dia não ouso colocar roupa colorida!
Estampada, então, nem pensar!
Ficaria me sentindo um balão, daqueles com cestinhas de vime, sabe?
Aqueles coloridos que ficam lindos voando nos céus.
Ficam lindos, porque ficam longe.
Bem longe.
Entendeu?

Bom… eu poderia ficar falando até amanhã sobre isto.
Mas sabe do que mais?
A grande vantagem de ter feito 50 anos é que muito pouca coisa me incomoda hoje.
Inclusive no meu corpo.
Brinco, porque só o humor salva.
Falo dos truques, das pernocas e das gordurinhas, mas de verdade?
Nunca me senti mais gostosa.
Porque o que vale é o que o corpo não mostra.

Como você se sente em relação com o seu corpo?

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Ela se casou por causa de um speed dating!

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

14 Comentários
  1. Tenho 58, me descobri um baiacu no final do ano passado, mas eu já estava(um baiacu) há mais tempo,entende? No início do ano decidi procurar uma nutricionista, um personal e simbora….comer direito, se exercitar….hoje com 11 kg a menos e massa magra predominando….estou feliz com o que vejo no espelho… vamos lá meninas???

  2. Tenho 50 anos e gosto mto do meu corpo.
    Agora gosto pq não ligo mais para a opinião dos outros.
    E sim pata a imagem que vejo no espelho e falo pra mim mesma tô gostosa kkk.
    Bjos a todas Dominique.

  3. Hoje, com quase 60, me olho no espelho e com 10kg acima de peso eu descubro que o que ficou mais bonito mesmo foi o meu amor próprio, bem mais na medida do que aos 30, 40, 50,…
    Amei seu texto.

  4. Ah meus 50 anos! Eu estava tão plena tão feliz com a minha forma física. Aí veio a menopausa aos 54, e meu mundo virou de ponta cabeça. Uma depressão desgraçada, um sobrepeso de respeito que nunca mais consegui eliminar. Não, hoje eu não gosto do meu corpo. Estou com 65 anos.

    1. Marcia querida. Menopausa is a bitch!!!! Eita..Só não sabe quem não passou. Acredite, vc nao esta sozinha. Mas o negocio, eh aprendermos a valorizar o que temos de mais bonito. `Que seja o sorriso!! Aliás, tem mais gostoso do que um belo sorriso? Ahh tem sim. Uma mulher bem humorada nao ha quem resista!!!

  5. Kkkkk Baiacu foi bom demais, 50 não é nada, duro é estar as vésperas dos 60 e começar a ver tudo enrugando, assim do nada um dia vc acorda e assim que vc se olha no espelho a sua vontade é de se enfiar debaixo das cobertas e não sair mais de lá…
    Enfim depois eu penso, to enrugada mas to viva ne!

  6. Eu tenho 60 anos, mas estou adorando, a melhor idade porque só agora estou me conhendo, me cuidando e me amando, faço faculdade, danço balé e aos domingos vou baile e danço a tarde toda.

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