Maspassa

O dilema das Dominiques que não tiveram filhos!

Durante muitos anos a mulher viveu o grande dilema sobre ter ou não ter filhos ou qual seria o melhor momento para tornar-se mãe. A bem da verdade, não! Vive, ainda. Apesar das mudanças enormes comportamentais, a nossa sociedade ainda tem um viés pró-natalista. 

Muitos – e aí incluo homens e as próprias mulheres – carregam o conceito de que uma mulher tem de ser mãe. Há um imaginário que – se ela não teve filhos porque não pode conceber – ela é infeliz ou não realizada. Não raro, muitas até são questionadas do porquê não adotaram uma criança. 

Já a mulher que fala abertamente que não quer ser mãe por opção a história é outra. É praticamente inadmissível fazer uma afirmação dessas. Muitas são tachadas como individualistas, egoístas, ambiciosas ou mesmo imaturas. 

Os bons ventos trazem perspectiva de mudança para essa nova geração. “Mas ainda há um grande impacto sobre a visão que a mulher tem de si mesma. Como constituir uma identidade dessa forma”, questiona a psicóloga e pesquisadora Helena Lyrio-Carvalho. Em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela busca compreender mulheres que não têm filhos, por opção ou infertilidade. 

Helena traz do consultório a bagagem de estudar questões sobre a feminilidade. É, inclusive, um convívio muito próximo com mulheres vivendo esses dilemas. Como é um tema muito amplo, ela optou em sua dissertação do mestrado por estudar as mulheres que decidiram ser mães tardiamente. 

50 anos de transformações!

No doutorado, ela seguiu a mesma linha de pesquisa e, agora, busca entender os dilemas, as dificuldades e os desafios de muitas Dominiques sem filhos. “O universo feminino está em transformação. Há duas gerações uma mulher não teria essa escolha”, afirma. 

Ela cita o o filósofo francês Gilles Lipovetsky para explicar que “nosso meio século mudou mais a condição feminina do que todos os milênios anteriores.” Vejam só… os últimos 50 anos! Bom, nós Dominiques sabemos muito bem sobre essas grandes mudanças. 

Mas como explica, ainda é preciso aprofundar-se nas questões psicológicas. Para isso, ela volta a citar Lipovetsky, em seu livro A terceira mulher – Permanência e Revolução do Feminino, “cada vez mais a mulher se constitui como sujeito diante de um mundo aberto e aleatório, estruturado por uma lógica de indeterminação social e de livre governo individual, análoga à que organiza o universo masculino. A existência feminina compõe-se agora de escolhas, por meio das quais a mulher se reafirma como protagonista de sua própria vida.”

Infelizmente temos de lembrar que as mudanças não atingem as mulheres de todas as classes sociais e ou regiões de maneira uniforme. “Essa é uma mudança que vem em ondas”, explica. Mas em algumas culturas – como a muçulmana ou africanas – talvez essa mudança demore ainda mais a acontecer. 

Protagonistas de verdade!

Se há pouco anos atrás essa discussão talvez nem estivesse acontecendo, está certamente na hora de repensarmos todos esses estereótipos.  Muitas coisas ainda precisam mudar para as mulheres tornarem-se realmente protagonistas. Podemos até ajudar!

Nós, Dominiques, vivenciamos todo esse dualismo da mudança de gerações. Somos as filhas das mulheres que tinham por padrão apenas o modelo de mãe e esposa. Alguns conceitos antigos – como a 3ª jornada de trabalho – ainda permeiam o dia a dia de muitas mulheres. 

Sabemos que não é bem assim. Hoje o mundo oferece inúmeras opções de realização para uma mulher. Certamente, ser mãe é apenas uma delas. Se no passado não havia alternativa, hoje temos. E as mulheres que não têm filhos podem viver sem culpa!

Dominiques para a pesquisa

A Helena está buscando Dominiques entre 50 e 55 anos para contribuir em sua dissertação de doutorado. Ela estabeleceu essa faixa etária porque, após os 50 anos, a condição de não ser mãe já está consolidada e muitas passaram ou estão passando pelo período difícil da menopausa. 

Quem topar participar, contribuirá para que a sociedade e os agentes de saúde – dentre esses os psicoterapeutas – possam ter uma visão mais ampla da mulher no mundo atual. A pesquisa é voluntária e confidencial, inclusive foi aprovada pelo Conselho de Ética da PUC-SP. 

Caso você aceite esse convite, ou deseje mais detalhes sobre o estudo, entre em contato com a Helena pelo e-mail hclcarvalho@uol.com.br ou pelo WhatsApp (11) 99105.9547. 

Mais desafios para as Dominiques

A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos

Envelhecer pode ser um barato!

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  1. Reforço o meu convite à participação na pesquisa que estou desenvolvendo. Assim, aquelas que tiverem entre 50 e 55 anos, morarem na Grande São Paulo e não tiverem filhos, por opção ou condição infértil, poderão contribuir para que ampliemos nossa compreensão sobre nós mesmas e nossas amigas Dominiques. Um grande abraço!

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Osteopatia como aliada na qualidade de vida após os 50 anos

Você conhece a Osteopatia? Apesar de ser um método terapêutico já antigo, ainda é pouco difundido por aqui. Não deveria, principalmente as Dominiques que sempre se queixam de uma dorzinha aqui… outra ali. Quem prefere substituir os remédios por opções alternativas também vai adorar! 

A osteopatia se baseia em anatomia e na fisiologia do corpo humano, tratando lesões musculoesqueléticas e alterações orgânicas em geral pela intervenção manual sobre os tecidos. O nosso organismo é uma junção de diversas estruturas e sistemas que, se não estiverem funcionando em harmonia, provavelmente podem causar diversos problemas. 

Um deles é a dor, que às vezes surge do nada e não sabemos direito como tratá-la. Segundo a osteopata Flavia Lèbre, é um método de diagnóstico e tratamento que tem como sua principal ênfase à integridade estrutural e funcional do corpo. Ela explica que uma disfunção ou patologia pode repercutir não apenas de maneira local, mas também sistêmica, influenciando então a capacidade de autocura do indivíduo.

Dessa forma, o método está baseado no princípio de que o nosso corpo tem uma capacidade de recuperação, que pode ser aumentada por meio dos estímulos. O osteopata, por meio da intervenção manual, estimula os tecidos e assim consegue intervir nos sistemas do músculo esquelético, visceral, cranial e metabólico.

Osteopatia é indicada pela OMS

Os resultados do tratamento osteopático já foram comprovados, tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu como prática de saúde e incentiva a sua utilização. Aqui no Brasil, a regulamentação é feita pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), responsável por qualificar o fisioterapeuta como profissional habilitado a ter essa especialização.

O método da Osteopatia foi criado no final do século 19 pelo médico americano Andrew Taylor Still. Durante a guerra civil americana, ele observou e depois investigou a correlação existente entre as patologias e, em seguida, as suas manifestações físicas. 

O diagnóstico é individual, considerando as características de cada paciente e as suas próprias disfunções. A consulta inicial dura mais ou menos uma hora e, a partir dela, o osteopata determinará o número de sessões necessárias e o intervalo entre elas.

A osteopatia é uma terapia que pode ser usada em qualquer idade e não apresenta efeitos colaterais. O paciente também não precisa tomar medicamentos. Uma recomendação é que pacientes portadores de algumas patologias mais graves devem consultar o médico antes de começar o tratamento. 

Dominiques… recorrer à osteopatia é bom e você pode obter ótimos resultados. Mas lembrem-se que essa terapia não cura os problemas diagnosticados. A melhora pode, sim, acontecer em consequência de uma série de estímulos feitos que colaboram no tratamento. É um trabalho conjugado entre médico e osteopata. 

Osteopatia para Dominiques

Você já deve estar imaginando como a osteopatia pode te ajudar com alguns problemas ou dorzinhas do dia a dia, né? Há diversos benefícios para as mulheres de mais de 50 anos, independente se passou ou não pela menopausa. Quer ver:

  • pode ajudar nas dores das articulações e amenizar aquela sensação de estar enferrujada;
  • na menopausa, os tecidos encolhem enquanto músculos e ligamentos são alongados causando dor. A osteopatia ajuda em restabelecer a mobilidade articular;
  • pode reduzir as dores de cabeça, tão frequentes para algumas mulheres durante a menopausa
  • contribui no tratamento contra a depressão, proporcionando equilíbrio entre corpo e mente e proporcionando o bem-estar.

Em suma, esses são apenas alguns benefícios que a osteopatia pode proporcionar para as Dominiques. Depois me conta o que você achou e quais tratamentos alternativos costuma fazer!

Mais sobre saúde para Dominiques

Vamos discutir sobre reposição hormonal?

Pode culpar a menopausa pelos seus lapsos de memória

* Flavia Lèbre é osteopata e tem consultório em São Paulo.

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A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos!

Nós, Dominiques, estamos naquela fase da vida em que muito do que fazia sentido talvez não faça mais. O que era até então incontestável simplesmente transfigura, trazendo muitas vezes dúvidas e medos. Minha missão acabou? O que vou fazer do resto da minha vida? É hora de recomeçar????

Eventualmente, a resposta estará no recomeço. Em 29 de janeiro, faremos um novo encontro entre Dominiques, em São Paulo. Enquanto isso, o que você acha de já começarmos online a nossa conversa sobre o que é Recomeçar?

A terapeuta corporalista Liliane Oraggio, de 56 anos, prefere pensar nessa fase de vida como um ótimo momento para “se atualizar”. A escolha da palavra faz todo sentido. Recomeçar significa retomar algo após um período de interrupção. Atualizar-se é adequar-se aos dias de hoje, modernizar-se.

Para Liliane, o maior desafio nesse período é justamente compreender “o que está sendo finalizado em nossa vida” para descobrir quais são os novos comportamentos que estão surgindo. Esse é o momento propício para atualizar o estilo de vida ou o relacionamento. Por vezes, é nesse momento que algumas mulheres encontram uma segunda carreira. 

“A natureza sempre age de uma forma muito bonita. Quando um processo termina, já começa a brotação de algo novo. É assim na biologia e não podemos esquecer que a menopausa é um processo biológico”, reflete Liliane, cuja linha de trabalho chama-se Processo Formativo. Para ela, é justamente a noção de que uma forma está se desfazendo (e outra está vindo) que ajuda nesse período de transição do que chamamos de Recomeçar. 

A temporalidade e liberdade

A psicóloga Patrícia Leonardo, de 40 anos, a mulher de 50 anos é uma mulher liberta ou que conquistou a própria liberdade com a temporalidade. Portanto, para ela, a existência passa a estar essencialmente ligada ao tempo. Nesse sentido, recomeçar pode significar como ela deseja “seguir” seus dias, sua vida, dar sequência à própria existência.

A maturidade permite a mulher de 50 anos a realização de seus desejos. No entanto, caberá apenas a ela concretizá-los. Antes disso, havia uma incongruência de ser o que não se é. Quando alcança a maturidade, essa liberdade pode ser vivida. Não há mais a obrigação de desempenhar determinados papéis, de determinadas maneiras que antes lhe eram impostas/exigidas. “Ela não deseja mais ser aceita, ela se aceita como é”, avalia Patrícia, cuja linha de trabalho é a Abordagem Humanista Centrada na Pessoa.

O desafio da Maturidade

É o momento de transformação de um adulto no auge da sua potência para o adulto da maturidade. Num dia, você é aquela mulher poderosa, sexy, que consegue cumprir diversos papéis de uma forma“exuberante”. Finalmente chega uma nova fase da vida, quando muitas coisas que fazíamos/acreditávamos deixa de fazer sentido. A maturidade nos brinda com a oportunidade de nos atualizarmos e de escolher novos papéis. 

Mas nenhuma transformação acontece sem o enfrentamento de dilemas e a busca para a resposta de inúmeras. 

  • Preciso estar à disposição o tempo todo dos filhos, do marido?
  • Será que quero ser sexy o tempo todo? 
  • Preciso ser produtiva no trabalho na mesma velocidade? 

Além de buscar as respostas para o que queremos ser, simultaneamente esta fase também chega com as eventualidades já sabidas, mas que nunca estamos preparadas. É a morte na família ou do companheiro. Algumas mulheres se dedicaram inteiramente ao casamento e agora vivenciam a separação. A psicóloga  Fabiana Tena Maldonado, de 47 anos, terapeuta Gestalt, explica que não há uma conduta padrão para passar por essas experiências.

Algumas vezes é um processo lento, em outros um período difícil de superar. A busca pelo auto conhecimento será fundamental para lidar com esse período de insegurança. “O suporte emocional auxiliará nas respostas a esses questionamentos necessários e construtivos dessa nova mulher que precisa se redescobrir e encontrar um novo sentido”, conforme explica Fabiana.  

Ter consciência para recomeçar

Liliane também reconhece que essa transição não é fácil. Contudo, ela assegura que as mulheres que tiverem maior consciência – antes – dos seus processos subjetivos e corporais passarão por essa transição de uma forma mais orgânica. Não raro, a clareza sobre o significado desse período vem depois de passarmos por um grande turbilhão de acontecimentos. “É a vida que acontece. Quanto mais tempo temos, mais fatos e transformações experimentamos”, comenta Liliane. 

É importante relembrar que essa etapa significativa na vida da mulher apresenta-se junto de outro grande desafio, que é o de “desormonar”. “O corpo da mulher deixa de ser alimentado por uma eletricidade neuro-química”, explica Liliane. Portanto, é preciso se reorganizar e se atualizar também para vivenciar as mudanças do ritmo de sono, digestão e prontidão de raciocínio. Quem leva uma vida mais agitada, com muitas responsabilidades, depois da menopausa não conseguirá mais. Dessa forma, será fundamental atualizar também o ritmo do corpo. 

Topar o desafio de se reorganizar e se atualizar determinará como a mulher viverá os próximos momentos da sua vida. A terapeuta Liliane costuma dizer que essa fase é a “infância da velhice”. Com 50 anos temos a clareza de que a vida tem um começo, meio e fim. E mais: que a cada dia vivido temos menos tempo. 

A clareza da finitude é o incentivo para viver outras experiências. Esse é o momento para arriscar-se. A mulher de 50 anos não está mais presa a antigos parâmetros familiares ou do trabalho. Ela já sabe o que quer, vai lá e faz! É até paradoxal pensar assim. A mulher se coloca em novos desafios, mas sem deixar de ser quem ela é. É o momento perfeito para arriscar-se e fazer!

Aviso!

Esse encontro será aqui na sede do Projeto Dominique, na Faria Lima. Mas, menina, esse evento lotou em menos de 24 horas. Caso tenha interesse de vir no próximo, deixa seu nome na lista de espera (aqui), que estes nomes serão os primeiros a serem chamados, tá?

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Calor Infernal – seria o tal fogacho?

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Sobre a Menopausa – video


Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

2 Comentários
  1. Amei a materia eu hoje com 58 anos sei muito bem o que quero p minha vida quero mais libertade sou casada pena estar sem trabalho que me impossibilita de ter total liberdade.

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Caminhos Cruzados – Calor Infernal. Seria o tal Fogacho?

Era o dia. Dia de apresentar o projeto para a última instância de aprovação: o presidente da empresa. Tinha muita confiança no trabalho. Era excelente. Matador.

Mas não custava um cuidado extra na hora de me arrumar. Já sabia há semanas o que vestiria. Aquela calça escura, muito bem cortada, nem justa nem larga. Escolhi uma blusa decotada de alças finiiiinhass, daquela seda que é quase um bijou de tão delicada, como diria minha avó. Branca. Branquíssima. Tinha que, de alguma maneira, valorizar aquele colo bronzeado e tão tratado.

Um cinto mais largo que o normal, com uma fivela bacanuda, era o toque de informalidade da roupa. Agora o blazer. Seriedade é fundamental. Não basta ser. É preciso parecer! Peguei meu melhor blazer, aquele que se compra uma vez na vida. Digamos que seja uma daquelas peças definitivas que você nunca mais comprará, sabe como é?

Um colar extravagante. Mas não muito. Afinal, sou uma profissional antenada e moderna. E, para arrematar o look, aquele sapato preto podre de chic e de salto altiiiiiisssiiimo. Uma escova lisa superbem feita que só a Neuzinha sabe fazer. Maquiagem leve, com uma pele sedosa contemplando e valorizando todas as marcas dos meus 50 anos. Uma última conferida geral e até o espelho, rotineiramente imparcial, aplaudiu o resultado!

Encontro as outras duas pessoas do escritório já no cliente. Sala de reunião pomposa. Devem ter trazido uma montanha inteira de Carrara para fazer aquela mesa. Cadeiras brancas de couro é coisa de gente que não tem medo de ser feliz, né? Bom…

Chega o presidente com sua entourage. Cumprimentos, cinco minutos de amenidades e começa o show. Estou confiante. O projeto é forte. Minha apresentação, apaixonada! Vejo o interesse na postura dos espectadores. Tenho controle total sobre a audiência.

Sei disso. Três décadas na profissão me deram esta sensibilidade.

Que delícia. Chego ao último slide e um enorme obrigada sorri na tela. As luzes se acendem. Começam as dúvidas. Não há pergunta que eu não tenha resposta.

Estou tão segura que reclamo jocosamente do ar condicionado. Que calor amigos. Será que não podemos aumentar um pouquinho este ar? Uma moça muito prestativa atende ao meu pedido. Mas se passam alguns minutos, e continuo sentindo um calor que na verdade só aumenta.

Começo a transpirar. Olho em volta, e vejo que todos estão à vontade em seus espaços. De repente, sinto algo inexplicável. É como se um vulcão dentro de mim entrasse em atividade. Uma explosão de calor dos pés à cabeça. Minha primeira reação automática é tirar o blazer.

Mas, péra.
Não posso tirar!!
A blusa é de alcinha!
Meus braços!!!!
Lembra que falei lá em cima que tenho 50 anos?
Nãooooo!
Mas não dá.

Está começando a aparecer no meu rosto esta revolução térmica. Vou tirar o casaco. Dane-se o braço! Mas aí noto que aquela minha blusinha branca de palha de seda, tão delicada, não só está molhada, mas encharcada de suor e pateticamente grudada ao corpo. Desespero!

Escuto ao longe meu nome. Quando dou por conta, todos estão olhando para mim, aguardando minha resposta. Mas qual foi a pergunta? Olho desesperada para meu colega. Ele assume e responde. Ufaaa…

O presidente interrompe e pergunta se eu estou bem. Constrangedoooorrrrrrr. Abro um largo sorriso e continuo o assunto de onde meu colega parou. Porém, continuo pingando. De vulcão passei a me sentir uma cachoeira.

Cataratas!

Meu Cabelo molhou!
Ai meu Deus…
Meu cabelo ‘nãoooooo’!
10,9,8,7,6,5,4… Pufffff!
O pixaim! O pixaim!
Começando pela nuca.
Sabe aquele cabelinho danado de ruim que a gente tem perto da nuca?
Pois é…
O meu é especial! Ele encrespa e arma com um gigantismo assustador.

Ainda falando e tentando ser natural, discretamente enfiei a mão na minha bolsa em busca de uma piranha, grampo, fivela, durex, clips, fita isolante, arame farpado, qualquer coisa para prender o que já se podia chamar de juba naquele momento.
Obviamente minha concentração e foco já tinham ido pro Iguaçu. Não sabia o que estava acontecendo.

Bem, na verdade sabia sim. Tive meu primeiro fogacho. É esse o nome? PQP!! As fichas começam a cair na velocidade que as gotas escorriam pela minha testa. Olho em volta, para ver se alguém estava reparando. E ora veja, sim… todos estão! Saco!

As mocinhas, novinhas, com um sorrisinho no canto da boca. Até imagino o que estão pensando. “Aí tia… ficou nervosa?? Tá que nem minha mãe. Velha suando é dose!” Os homens da mesa fingem que não estão notando. Mas não conseguem parar de olhar para meu cabelo pingando, e minha base matte da Mac derretendoooooo… Matte… tá bom..

E pensam que são discretos! Os colegas, ambos homens, boquiabertos ao perceberem que, pela primeira vez, me viam insegura e titubeante. A coisa só piorava. Quanto mais tentava disfarçar, mais suava. Viscoso, ciclo vicioso dos infernos. Interminável show de horror.

Mas, na ponta da mesa, vejo uma mulher que não tinha notado ainda. Também pudera… Como notá-la? Ela tinha quase 60 anos! Sim, sim, sim, sim… sou péssima!! Mas, ao cruzar com seu olhar, vi imediatamente um sorriso de acolhimento. Um sorriso de entendimento e compreensão.

Uma generosidade que naquele momento acho que nem Madre Tereza seria capaz.

Ela pediu a palavra. E começou a comentar o projeto. Tirou os olhares de cima de mim. Deixei de ser o foco. Juro, não lembro uma única palavra que ela disse. Consegui respirar, me acalmar e, lentamente, voltei ao normal. Normal é maneira de dizer, né? Meus cabelos… ai, ai, ai… Recomposta, olhei com cumplicidade para minha mais nova amiga de infância, retomei a palavra serenamente.

Finda a reunião, vieram as congratulações e as despedidas. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse agradecer aquela santa. Mas não lembrava o nome dela.
Angela?
Não! Não, não era com A.
Mas era nome de música.
Gabriela?
Dindi??
Li-gi-aaaa…
Ufaaa…
Tom não me deixaria na mão!
– Lígia! Chamei com uma intimidade que só parceiras de infortúnio podem ter.

Ela olhou para mim, abriu um sorriso e veio em minha direção.
– Lígia – falei novamente com grande cumplicidade
– Antes de mais nada, obrigada! Não sei como retribuir sua gentileza durante a reunião!
– Ora, ora, não há de quê! Já estive em seu lugar.
– Mas, Lígia, ninguém me contou que seria assim.
– Não. Ninguém conta. E, pior, poucas de nós são solidárias. Nem nesta nossa fase da vida. Parece que não reparamos ou não queremos ver nas outras as mazelas que logo serão nossas.
– Lígia, querida, independente do projeto, vamos manter contato.
– Vamos sim. Será um prazer. Mas meu nome é Luiza!

E foi assim que senti meu primeiro fogacho.

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Vamos falar sobre reposição hormonal?

12 dicas para lidar com o calor da Maspassa

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

23 Comentários
  1. Your article helped me a lot, is there any more related content? Thanks! https://www.binance.info/en-ZA/register?ref=B4EPR6J0
  2. oi bom dia!passo por esta situação,percebi q era os sintomas da menopausa porquê,qualquer vento sentia frio,agora estou sempre suando, desanimada, não queria usar o chá da Folha de amora,porque emagrece mas vou tomar,se não der certo vou tentar a soja,q contém isoflavona estou sempre cansada,o pior pra mim é tomar alguma coisa q me faça perder peso,

  3. Sou uma felizarda.
    Ou uma exceção para confirmar a regra?
    Nunca senti nada no climatério.
    Nunca fiz reposição hormonal.
    Nem tive cólicas qdo menstruava.
    Estou agora com 86 anos.

  4. Minha menopausa foi antecipada, quimioterapia e radioterapia aos 34 anos e aos 40 iniciou tudo; calores, falta de libido, engordei pra caramba, mas até hoje estou dando a volta por cima e vivendo bem, graças a Deus.

  5. Minha menopausa foi fabricada, esterectomia,aos 41 anos, não passei por muitos sintomas, mas tive uma depressão horrível e tbm não tinha ninguém para me ajudar, foi barra mas superei. O que eu não entendo é porque o maior inimigo de uma mulher na maioria das vezes é outra mulher

  6. Baita texto! Amei, mas o que me assusta é a falta de cumplicidade entre as mulheres (mais jovens) e o que mais me surpreende é exatamente cumplicidade entre as Dominiques, Luisas, Ligias. Meninas, fiquem espertas, vcs chegarão lá e tomara que com nossa elegância e bom humor.

  7. Tenho 54 anos e no ano passado comecei a ter os temíveis calorões mais intensamente. Nao faco reposição hormonal e sempre achei que não ia passar por isso pois minha mãe me contava que não teve nenhum sintoma da menopausa. Durante o inverno é tranquilo mais já estou me preparando para o verão. Haja lenço e leque, não saio de casa sem…

  8. É a vida, a vida das mulheres! Mas, é bonita é bonita e é bonita! Vamos em frente, voltando a usar lenço (de algodão) leques, ar condicionado no mais gelado
    e vento muito vento.

  9. Adorei. Sei bem o que é isso. Falavam que era só no início e depois diminuiria mas que nada. E com esse verão de 40 graus do Rio eu derreto. Cabelo só curtinho. Dizem que a amora faz bem. Realmente diminui. Mas ser mulher é sofrer no paraiso. Então quanto mais relex menos suor e o calorão diminui. Qto a solidariedade só tive de quem passou por essa situação. É tentar brincar e ir levando.

  10. Tenho 59 anos e já passei por muitas situações desagradáveis, os fogachos aconteciam nos melhores momentos, nas reuniões com amigos, com a família na mesa, na faculdade da terceira idade, parece não ter fim. Faço reposição hormonal há 10 anos e só tenho trégua no inverno que diminuem um pouco mas no verão eu sofro. Não sei até quando vai durar e super entendo quem passa por isso. Força mulheres!

  11. Simplesmente verdade tudo o que foi exposto. Discordo apenas de que não fui informada sobre esse cemitério,ironizando o climaterio, rs. Minha falecida mãe sofreu muito,falava sempre sobre essa famigerada fase, mas eu, jovem, pensava que fosse um certo exagero.
    Mas não é não! Pior fase que estou vivendo é essa. Situações como a do texto são rotineiras no meu dia a dia. Maquiagem fica borrada, cabelo que é muito liso, fica oleoso com o suor. Não faço reposição hormonal. Optei por produtos naturais. Nada adiantou.
    O que fica, são as sensações de forte calor, depois frio. Uma tristeza sem fim. Vontade de largar tudo e sumir do mapa. Solidão.
    Realmente, eu acho que nós mulheres poderíamos ter uma velhice menos conflituosa. Uma sacanagem com a gente.

  12. Oi já vai fazer 5 anos que estou com esse fo cachos não tem remédio que cure e horrível não sei o que fazer e ainda tem hipotiroidismo tome hormônio se alguém encontrar algum remedio q cure me avise Abraço Obrigada.

  13. Sensacional!!! Gargalhei lendo seu texto porque me vi nesse cenário…. Parabéns, você conseguiu colocar muito bem o que é o estado dá menopausa e com muita bom humor. Beijos

  14. Além de não serem solidárias ainda exclamam, “nossa, não, eu ainda não estou “”nessa”” idade…
    “Nossa, vc não faz reposicao?”…
    “Credo, é menopausa precoce ?”
    Aí gente eu já escutei cada uma…

  15. Adorei! Já passei por muitos momentos desses! O pior são os olhares de ironia que rola aqui em casa. Rolavam, rolavam! Porque, Dominique, acredite em mim, isso passa! Enquanto esse dia mágico não acontecesse, o melhor é manter esse seu bom humor.

    1. Quando me dei conta estava lendo e estava presa aos textos. Sou bem mais velha, nos anos 50 ja tinha 11, mas estou encantada com
      o que li. Parabéns! Nasceste para escrever com certeza. E eu vou te acompanhar pela leitura. Um abraco

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Os fatores que contribuem na redução da libido, além da menopausa!

A menopausa causa uma série de mudanças no corpo da mulher em virtude das flutuações hormonais. Até mesmo as mais jovens, na pré-menopausa, podem sentir alguns sintomas. Uma das queixas mais comuns é a redução da libido. A diminuição do desejo sexual é, também, uma questão delicada e complexa. 

O mecanismo de atração da mulher é influenciado por fatores externos e psicológicos. A ginecologista Rita Dardes, que conversou recentemente conosco sobre reposição hormonal (aqui), explica que a libido não é influenciada apenas pelos hormônios. “A mulher funciona diferente. Em primeiro lugar, ela precisa ser aquecida e estar bem. Fatores externos influenciam muito”, destaca. 

A dra. Rita coordena o Ambulatório de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também é professora adjunta do Departamento de Ginecologia. Ela conta que o tema é recorrente e por vezes instiga uma conversa de mais de uma hora com suas pacientes. Também é essencial romper a vergonha de falar com a médica. 

A falta de desejo pode estar ligada à diminuição dos hormônios testosterona, estrogênio e progesterona. Hoje, há recursos modernos e mais seguros a fim de ajudar as mulheres a enfrentar essa fase. A dra. Rita explica que a reposição hormonal é o principal. 

Ela costuma utilizar a testosterona no tratamento de suas pacientes. O medicamento deve ser formulado e só pode ser utilizado se associado à terapia hormonal completa. Como a reposição não é recomendada a todas as mulheres, a ginecologista recomenda a conversa com o médico de confiança. 

Como enfrentar a queda na libido

“Mas não é verdade que o hormônio vai melhorar 100% o problema”, evidencia a ginecologista. Uma vez que a libido envolve fatores psicológicos, é fundamental entender o que mais está impactando na vida da paciente. 

A baixa libido pode estar relacionada a problemas no relacionamento, como por exemplo brigas constantes. Além disso, rotina estressante bem como pelas dificuldades materiais, como falta de trabalho ou dinheiro, também influenciam o bem-estar. 

Outras mulheres sofrem as consequências de problemas físicos, como a secura vaginal. O impacto na vida sexual é grande. Muitas mulheres sentem-se culpadas ou mesmo ficam com vergonha de dividir o problema com seus parceiros. Neste caso, o laser pode ser um aliado da paciente. Já falamos dele aqui. 

Antes de prescrever a reposição hormonal, a dra. Rita esclarece que é fundamental mostrar o impacto desses fatores externos. Algumas vezes, a recomendação é que a paciente mude o comportamento. “Ela pode apimentar o relacionamento com brinquedinhos, comprar uma lingerie nova ou trocar mensagens quentes com o parceiro”, sugere. 

Outra mudança que a mulher pode fazer está relacionada ainda ao seu estilo de vida. Dessa forma, a prática de exercícios físicos faz bem ao corpo e à cabeça. Cuidar-se também influencia na autoestima bem como no bem estar geral. Enfim, a menopausa é uma fase de transformação e pequenas adaptações pode fazer toda a diferença na vida da mulher.

Um estímulo para a vida sexual

Temperar a vida sexual já é um assunto corriqueiro por aqui. Qualquer Dominique sabe que a vida sexual pode não ser a mesma que o vivido anos antes. Do mesmo modo, também não é para o parceiro! Vale mesmo é deixar todos os tabus de lado e vivenciar coisas novas. Por que não, hein?

Você já ouviu falar sobre a Massagem Tântrica? Já falamos aqui que também é uma baita terapia alternativa bem como pode melhorar o sexo. Topa tentar?

Quem gosta de apimentar a relação, contamos aqui a história de um casal que ousou muito para aquecer o fogo dos velhos tempos. Você não vai acreditar na aventura que eles criaram. 

Você já experimentou usar um brinquedinho para apimentar o relacionamento? Contamos aqui as aventuras de três Dominiques em sua primeira visita a uma Boutique Sensual. Uma história imperdível. 

Às vezes, um livro pode instigar a sua imaginação e ser bem estimulante. Já pensou em incluir a literatura erótica na sua rotina de leituras? Confira aqui os 10 melhores livros apimentadíssimo.

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Polêmico e importante. Vamos discutir sobre a reposição hormonal?

Este é um dos temas mais polêmicos envolvendo a menopausa. A reposição hormonal ainda divide opiniões entre as mulheres e até entre os médicos. De tratamento promissor, recebeu diversas críticas pelo fato de ser associado ao diagnóstico de doenças graves. No entanto, não deixa de ser um das questões mais importantes para discutir, quando falamos sobre a saúde da mulher. 

Por isso, conversamos com a dra. Rita Dardes para dividir com vocês informações relevantes sobre a reposição hormonal. A dra. Rita é ginecologista e professora adjunta do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Lá, ela também coordena o Ambulatório de Climatério. 

Em primeiro lugar, um aviso! Não conversamos sobre casos específicos. A dra Rita foi muito enfática em recomendar que a paciente discuta o seu caso com seu médico de confiança. Cada mulher carrega consigo um perfil fisiológico e um histórico de saúde. O tratamento é individual. 

A boa notícia é que hoje dispomos de recursos cada vez mais modernos para lidar com os processos deletérios da maspassa. “Não raro, a mulher estava fadada a viver com os problemas causados pela menopausa”, afirma a dra. Rita. Da mesma forma, ninguém conversava sobre ela.

Hoje, o assunto menopausa já não é mais um tabu ainda que provoque algumas dúvidas. Certamente, todas as mulheres vão passar por esse processo fisiológico, que acarreta importantes mudanças metabólicas e físicas. “Podemos abreviar de fato muitos sintomas com um tratamento adequado e dentro da expectativa de cada paciente”, conta a dra Rita. 

Dessa forma, a qualidade de vida da paciente pode melhorar muito. “Ninguém merece sentir inesperadamente o fogacho no meio de uma reunião de trabalho”, reconhece a ginecologista. A dra. Rita é a favor de fazer a reposição hormonal, mas dentro de um quadro bem determinado da paciente. 

Quem pode fazer a reposição?

A dra Rita explica que há cinco questões fundamentais para a paciente conversar com o seu médico antes que tome uma decisão. Estes quesitos são amplamente discutidos com os futuros médicos, em suas aulas na Unifesp. “Somente com a resposta a essas perguntas podemos determinar se a mulher pode ou não fazer a reposição hormonal”, explica a dra. Rita. 

# 1 – A paciente é sintomática?

A maioria das mulheres sofre (e muito!) com os sintomas da menopausa. Pouquíssimas passam por esse período sem sentir algum mal estar. A reposição ajuda a restaurar a qualidade de vida em todos os sentidos. Os sintomas mais frequentes são: fogachos (já falamos aqui), secura vaginal (e aqui), redução da saúde óssea, melhoria cognitiva (memória), qualidade do sono, entre tantos outros. 

# 2 – Está dentro da Janela de Oportunidade?

Há um período específico em que a mulher pode receber e usufruirá com segurança dos benefícios da reposição hormonal. É a chamada Janela de Oportunidade, que compreende o início da transição menopausal até no máximo 10 anos da última menstruação. O início da transição é aquela fase quando começam as falhas menstruais e os ciclos ficam malucos. A menopausa é determinada quando a paciente completa 12 meses de amenorréia (sem menstruar). 

# 3 – Existe alguma contra-indicação absoluta?

Infelizmente, há alguns quadros clínicos em que a mulher não poderá fazer a reposição hormonal. Enquadram-se nessa situação, sobretudo, quem teve AVC, câncer de mama, infarto agudo, diabetes irregular, hipertensão arterial irregular, doença autoimune, entre outras condições. Por isso, fica um alerta para quem ainda não passou pelo processo. A prevenção é fundamental! 

# 4 – A paciente quer fazer a reposição hormonal?

Sim! Há mulheres que não querem correr nenhum risco ou mesmo não sofrem tanto com os efeitos da menopausa. É necessário ter o desejo de passar por esse processo. Após avaliar com o seu médico os prós e contras, apenas a paciente deve tomar a decisão. 

# 5 – Está com todos os exames em dia e em ordem?

É preciso uma avaliação completa das condições de saúde da paciente antes de iniciar o tratamento com reposição hormonal. Os exames precisam estar em dia e a dra Rita não abre mão disso. Ah, e o acompanhamento também é essencial. 

É importante fazer essa análise criteriosa antes de optar pelo tratamento com os hormônios. Há estudos que demonstraram o aumento na incidência de infarto miocárdico, derrame cerebral e câncer de mama. Tome a sua decisão com informação e consciência. 

A dra Rita Dardes é Dominique e ginecologista em São Paulo.

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Caduca, não. Você pode culpar a menopausa por seus lapsos de memória

O Manto da Invisibilidade

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Caduca, não! Pode culpar a menopausa por seus lapsos de memória

Estes dias, a Eliane Cury Nahas perdeu o carrinho no supermercado. Bom, ela mesma considera que talvez o carrinho nunca tenha saído do lugar, só esqueceu onde o estacionou. A Eliane compartilhou sua desventura no nosso Grupo no Facebook (já faz parte?) e outras Dominiques se solidarizaram. 

A Bernardete Amaral foi ao hortifruti e comprou rúcula, manga e tomate seco. Voltou para casa e só achou a rúcula. Sua hipótese mais provável: colocou os itens no carrinho de outra pessoa. A Valéria Couto perdeu o lanche no pátio de alimentação do shopping. A vendedora foi solícita e ajudou na busca. Eis que surge um moço e mostra o sanduíche (atenção!) na mesma mesa onde ela havia deixado desde o princípio. 

Você se identificou com essas histórias? Quase todas as Dominiques já passaram por algo semelhante. Problemas como o esquecimento ou dificuldade de concentração são descritos com frequência pelas mulheres antes e após a menopausa. Embora sejam sintomas conhecidos deste período, vivenciar esses episódios ainda assusta as mulheres após os 40 anos.

Muitas delas consultam o médico com relatos como perda de memória progressiva ou falta de atenção com receio que os sintomas sejam indícios de Alzheimer ou demência. Sabe o mais grave? Médicos ainda fazem o diagnóstico errado. E isso não ocorre só no Brasil, não!

Diagnóstico incorreto

Conversei com a dra. Gayatri Devi, do departamento de neurologia do hospital Lenox Hill, em New York. Ela publicou um artigo na revista científica Obstetrics & Gynecology sobre “como identificar as alterações cognitivas associadas à transição da menopausa evitando a atribuição incorreta de sintomas como doenças neurodegenerativas.” O estudo completo está aqui. 

A dra. Devi contou que 60% das mulheres apresentam um déficit cognitivo relacionado à menopausa. No estudo, ela associou os sintomas à redução do hormônio estrogênio no corpo das mulheres após essa faixa etária. Os efeitos podem ser mais ou menos intensos dependendo da sensibilidade da pessoa. 

O diagnóstico médico é fundamental. Mas antes de ficar preocupada ou fazer exames complexos, a dra. Devi sugere que as pacientes sejam persistentes com seus médicos. “Muitos profissionais desconhecem a associação desses sintomas ao período da menopausa. E isso pode dificultar o prognóstico correto. O papel da paciente nessa situação é educar”, explicou a dra. Devi, na entrevista que fiz com ela por e-mail.  

As alterações cognitivas ocorrem na perimenopausa, cerca de 7 anos antes e por volta de 5 anos depois da menopausa. Ela recomenda que a paciente insista com o médico para considerar a transição da menopausa como uma das causas da perda de memória ou atenção. A dra. Devi ainda sugere que, antes de outros procedimentos, a paciente peça ao médico para ser avaliada por testes cognitivos ou com um estudo empírico com hormônios para verificar se os sintomas melhoram. 

Mas atenção! O diagnóstico correto do médico é fundamental. Converse com o profissional da sua confiança. Você pode procurar ajuda tanto de um ginecologista quando um neurologista para ter a certeza sobre seu momento de saúde. 

O tratamento pode ser rápido. Uma parte envolve remédio. Mas você também pode dar aquela ajuda! Preste atenção nas dicas:

  • treine o corpo e a cabeça! Já falamos aqui sobre os exercícios da Oficina da Memória (aqui);
  • mantenha uma vida social ativa;
  • tenha uma dieta saudável;
  • não fume; 
  • consuma álcool com moderação;
  • cuide do seu colesterol, do peso e da pressão arterial (ajuda a proteger seu cérebro);

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Papo de mulher! Vamos falar de laser íntimo e rejuvenescimento?

Dominique - Laser
Meninas, chegou a hora! Não foi nem uma, nem duas Dominiques. Várias me pediram para falar sobre Laser íntimo. Nunca é fácil falar sobre sexo e sexualidade. Não sei bem porque. A simples palavra Vagina, já constrange. Genteeee! Que bobagem! Somos todas mulheres adultas e sabidas.

E a medicina avança a passos largos para nosso bem estar. Não podemos ficar desinformadas por vergonha. Então resolvi contar o que é e quais são os benefícios do Laser íntimo que vem sendo chamado de Laser do Desejo!

Como não sou especialista, fui falar com quem entende e conversei com dois ginecologistas. Isso 2. Por que dois? Quis conversar com um homem e com uma mulher. Acho que me senti mais à vontade com uma mocinha na sala para fazer as perguntas que fiz.

Mas meninas, atenção, não tenho o menor problema em fazer qualquer procedimento com um DR. kkkk!

Vamos lá?

Conversei Com o Dr. Alexandre Pupo Nogueira e a Dra. Mariana Sadalla.

Dominique – Já ouvi falar de laser para o rosto. Aliás já fiz até alguns. Mas o íntimo pra mim é novidade. Para que serve?

Dra. Mariana – Dominique, o princípio do Laser íntimo é o mesmo do facial, ou seja, melhorar o tônus vaginal em um procedimento não invasivo.

Dominique – Então tem uma função estética?

Dr. Alexandre – Este é um dos benefícios do laser. Mas existem outros muito significativos. A mulher na pré e pós-menopausa sofre demasiadamente com alguns sintomas muito chatos como ressecamento, fragilidade e perda da elasticidade da mucosa vaginal. O laser, recupera o colágeno, assim como no rosto, devolvendo elasticidade, umidade além de um aspecto jovem da vulva e da vagina.

Dra Mariana – Nós, Dominiques, namoramos, trabalhamos, nos exercitamos, muitas de nós ainda com filhos em idade escolar, porém os hormônios nem sempre nos acompanham.

Dominique – Então, as dores na relação…

Dr. Alexandre – Elas amenizam senão acabam após três sessões de laser. Mas existe ainda um benefício talvez tão importante ou mais. Algumas mulheres sofrem absurdamente com pequenos escapes de urina ou o que chamamos de incontinência urinária. O tratamento ameniza ou até mesmo elimina este desconforto dependendo do caso.

Dra. Mariana – A mulher recupera a autoestima em vários sentidos. Ela se fortalece. Nesta idade, precisamos nos fortalecer e principalmente nos gostar.

Dominique – E dói?

Dr. Alexandre – Não! O laser é feito em consultório, com anestesia local e dura menos de 30 minutos. Minhas pacientes relatam um leve desconforto, mas nada demais.

Dominique – Uma sessão é suficiente?

Dra. Mariana – Não, são três sessões. Uma por mês ao longo de três meses.

 

MÉDICOS
Dra. Mariana de Andrade Sadalla
Ginecologista – Obstetra

Dr Alexandre Pupo Nogueira
Ginecologista • Mastologista • Obstetra
Diretor Clínico da Clínica Prof Dr Jorge Souen

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Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo!

33 Comentários
    1. Vera boa tarde! Vamos dar uma pesquisada em médicos aí em Foz pra te informar!
      Renata, a grande maioria das pacientes que fizeram as 3 sessões tanto no HC aqui em SP , como na nossa Clínica , tiveram resultados super positivos. Após as 3 primeiras sessões com intervalo de 1 mês entre elas, as pacientes fazem apenas uma sessão anual para manutenção. E como falei, as respostas têm sido ótimas!

  1. Boa tarde Dominiques!
    Neusa, desculpe a demora do retorno mas lancei sua pergunta pra equipe e os médicos não conhecem nenhum ginecologista que faça o laser íntimo na região do ABC..aguardei um tempo pra eles darem uma pesquisada mas realmente não encontraram nenhum colega aí do ABC.
    Marília,o procedimento dura em média 30 minutos, super tranquilo. São 3 sessões com intervalos de 30 dias e depois disso os médicos recomendam 1 sessão anual como manutenção.
    Preços são tratados direto na Clínica com a administração! Fique à vontade, as recepcionistas tiram suas dúvidas!

    1. Andrea Maria, gostaria de saber qual foi sua experiência pessoal em relação a elasticidade e lubrificação. Na primeira sessão sentiu melhora? Grata.
      Renata

  2. Marilia, muito provavelmente deve ter em Goiânia sim. O sucesso do laser íntimo está sendo cada vez mais reconhecido e portanto vcs já devem tê-lo por aí…como mencionamos, a melhor pessoa para te indicar o local e profissional adequados em sua cidade é seu ginecologista de confiança, de Goiânia mesmo. Sempre reforçando que o procedimento deve ser realizado por um ginecologista, isto é imprescindível. Caso ele não saiba, posso pesquisar pra vc! Trabalho na área..bjs

    1. Andréa, o laser íntimo engloba outras necessidades referente ao crescimento dos lábios e estética vaginal como um todo? No uso continuo de hormônios percebi o crescimento desproporcional de ambos os lábios e flacidez. Seria feito com o mesmo médico ginecologista?

  3. Carmen e Virgínia , segundo os médicos da nossa equipe, o ideal é que cada paciente se informe diretamente com seu ginecologista de confiança e de seu estado, sobre o local onde fazer o procedimento. Na opinião deles, é muito importante que um ginecologista acompanhe o procedimento e indique com real conhecimento e vivência tanto o local quanto o médico ginecologista que realizará o laser, caso ele mesmo não o faça.
    Fora da capital ,eles ainda não acompanharam nenhum resultado para que pudessem fazer alguma indicação pontual. Só realmente recomendam a presença e a orientação de um ginecologista.

  4. Para a matéria estar mais completa poderia constar de que cidade são os profissionais e indicações de clínicas e/ou consultórios em outras capitais que realizam o tratamento .Facilitaria, grandemente….

    1. Carmen, tudo bem? Ambos os profissionais são de São Paulo/Capital. São médicos da Clínica Prof.Jorge Souen.Como trabalho na parte administrativa da Clínica posso checar indicações em outras cidades com a equipe. Respondo aqui logo mais, abs!

  5. Débora, pode sim. O Dr. Alexandre vai te responder com mais detalhes.
    A orientação que recebemos na Clínica é que a paciente só não pode realizar o procedimento caso esteja apresentando alguma alteração no resultado do Papa Nicolaou na ocasião.

  6. Lúcia, bom dia!!
    Trabalho na área médica, especialmente na ginecológica.
    Em nossa clínica o laser é feito por ginecologistas, obrigatoriamente. Cada ginecologista faz o procedimento em suas pacientes.

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O Manto da Invisibilidade

Modéstia a parte, ou totalmente sem ela, sempre fui daquelas que ao entrar em um lugar cabeças se viravam para me acompanhar.
Fosse pela minha altura, meus cabelos, minhas roupas ou pelo conjunto da obra, sempre fui acostumada a ter olhares a me seguir.
Mas veja só, parece que como num passe de mágica, ao fazer 50 anos, vesti o sagrado manto da invisibilidade.
Percebo que não sou a única.
Minhas amigas também estão nesse processo de desaparecimento gradual.

Mas até aí, desgraça de muitos alegria de tonto, né?
Adelante, Dominique!!
Só que percebo que surge um fenômeno.
Percebo que as mulheres começam com esta idade ou até antes a fazer um movimento para sair deste lugar onde os filhos já não precisam mais delas e as deixam num cantinho esquecidas.
O marido ainda ativo e vigoroso, por muitas vezes, se gaba de grandes “maratonas corridas”.
O que era natural para nós, hoje exige um certo esforço, uma certa ginástica.
Estamos tentando com todas as nossas forças não sermos invisíveis!

Afff…Vejo cada coisa que vc não acreditaria cara colega:
O que essa mulherada (eu inclusive) faz para jogar longe este manto indesejado!!

– Perceba na academia que algumas contemporâneas se estendem umas horinhas a mais.
Seria por causa do musculoso personal?
Pode até ser, mas pouco provável.
Chance maior é dela estar apavorada mesmo é com a proximidade do verão.
E quando falo apavorada não é figura de linguagem!!

– E aquelas que resolvem se engajar em causas político sociais?
Oh my God.
Só não são mais chatas por falta de espaço.
Mas não são invisíveis..Ah isso não são.

– E tem ainda as jovens.
Aquelas que não só arrancam o manto como a barra da saia tb.
Quanto mais longo o cabelo, mais curta a saia.

– Outro dia numa festa a fantasia, uma amiga foi de BondGirl e fantasiou o marido de James Bond 007!
Agora, um doce se você descobrir qual das BondGirls ela tentou representar.
Difícil dizer.
Mas, por dedução, maridão carecão, era o Sean Connery (ou algo remotamente parecido).
Daí, por exclusão e vendo suas roupas (ou a falta delas) e seus cabelos molhados ela era Úrsula Andress.
Coisa linda!!!
Fizeram o maior sucesso. Isso sim é ser visível!!

Mas a maioria já chegou a conclusão que o que vale é o bom humor e muita risada.
Mesmo assim, queremos é sermos vistas.
De maneira alguma me confunda com a cor da parede!!!
Por exemplo, ontem  tive um happy hour.
Aí veio aquela sensação ao entrar no bar.
Ai… Será???? De novo??? Poxa vida!!!
Mas até que ontem mandei bem!!!
Ahh, péra!! Jura?
Você está surpresa por eu contabilizar as cabeças que se viram?????
Nunca fez isso? ??????
Mentirosaaaaaaaaaa

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

36 Comentários
  1. Fiquei viuva aos 43. Depois de alguns anos namorei. Me sinto bem com meu corpo,mas percebi que nesse momento me aprecio mas do que supostos interessados. Outro dia, depois de algum tempo de flerte, e dele ter me dado o cel, mandei mensagem do dia dos pais. Respondeu com um obrigado seco. Fiquei na minha. Hoje o vi, foi educado e distante. Fiquei pensando no que uma amiga disse. Que quando um homem pensa ou imagina o interesse de uma mulher da faixa etária dele, fica como que indignado tipo. _ Essa coroa não se enxerga! Kkkkk Acho que eles vêem espelho na gente. Vcs concordam meninas? E olha que a pessoa é três anos mais velho que eu, barriga mole, grisalho, bem caidinho! Tô melhor! Bem melhor que ele kkkkk

    1. Beth, você tem razão. Por exemplo, é raro que homens de 50 procurem mulheres de 50. Não sei se eles se enxergam mais novos ou se nos vêem como velhas. Há raras exceções, mas são exceções mesmo! É muito mais comum ver homens de 50, 60 com mulheres de 30 e 40, digo segundo relacionamento/casamento. Já as mulheres com homens mais novos são vistas como papa anjo, o que é uma injustiça! Concorda?

  2. Dominique!
    Acabei de enviar um email para um rapaz que faz vídeo motivacional, perguntando quando ele faria um vídeo sobre ter 50 anos! E agora? O manto da invisibilidade é mais um acessório que vou ter que carregar, mas e o TRABALHO!!!? Acredita que eu nem me lembrava mais que faria 50 anos? Pois estou num ritmo de vida que ainda preciso trabalhar muito! E ainda por cima resolvi me separar (depois de 28 anos) e trocar de emprego (depois de 17 anos). Culpa? Não, mas necessidade de mudar tudo! Descobrir o site e me ver uma Dominique foi a melhor coisa que me aconteceu nestas últimas semanas!Portanto não pare com o site , todas são maravilhosas, eu descobri o meu mundo e que eu definitivamente não estou sozinha! Sou sua fã! Obrigada.

  3. Estou vivendo esse momento,
    Vim ficar com minha filha , grávida e com uma bb de 1ano e 7meses, dois bbs, para cuidar e ajudar nas tarefas (todas ).
    Foram 4 meses de aprendizado, paciência e muito choro, me sentia um cone, cada hora era colocado num canto, sem direito a falar ou expor qq assunto.
    Será que ficamos tão distantes dos filhos a ponto de sermos tratados com estranhos? E a palavra certa é essa : ser invisível.
    Me olhava no espelho e via minha mãe , que cuidou de 7 filhos, não sei como!
    Deus deu muita força para nós mulheres.

  4. Tenho 58 anos e aceito o tempo de envelhecer. Nada é eterno. Faz parte da vida. O que vi aqui na maioria dos comentários, uma certa amargura ,uma revolta contra o tempo. Cuidemos da alma sempre para aceitar o tempo das coisas.

  5. Wow…eu achei incrivel ler sobre o que voce escreveu…tenho 52 anos e hoje fui almoçar com minha filha e eu estava justamente falando sobre esse manto de invisibilidade…..Complimenti…estou aliviada por não ser a unica a me sentir assim…..obrigada !!!!!

  6. É exatamente assim que me sinto, parece que fui eu que escrevi este texto!!!
    Tenho 52 anos e ficar invisível, pra quem passou uma vida sendo muiiiito visível é uma fase de crescimento e mudança total de paradigmas e valores. Não que eu não me goste atualmente, pelo contrario acho que estou ótima em todos os aspectos. Entendo que preciso só encontrar outra turma, tenho algumas amigas mais novas que ainda não entendem isso. Parabéns pelo artigo, adorei!!!

  7. Preciso aprender a mexer vestir, sem parecer velha e nem coroa aparecida, sabe como é? Convivo com pessoas pouco mais novas que eu, estou sempre antenada, mas não quero passar de ridícula.

  8. Tenho 51 anos, uma marido mais novo, uma filha linda de 15. Ainda não sou invisível, mas tenho, mas tenho vergonha de encarrar as pessoas, como se elas fossem perceber que de perto “o negócio tá feio”. Costumo brincar que sou original de fábrica, nada de lipo, silicone, preenchimento nem botox ainda… Mas a vontade está imensa de fazer algo, o que me segura é que tenho medo de ficar como pior, pq uma hora eu vou ter que “envelhecer de verdade” como disse Dominique

  9. Me identifiquei total com o texto. Tenho 59 anos. Dividir estas experiencias, ler comentarios parecidos com nossos sentimentos me da uma sensação de alivio! “ não sou a unica” . Adorei conhecer o grupo! Que venham mais Dominiques ! Estamos juntas

  10. Desistir jamais. Não sou invisível. E qdo me perguntam se faço exercicios para a saúde, digo que não preciso pq já tenho saúde e está cuidada. Vamos ao embelezamento eterno, Afinal é algo que ocupa o tempo, distrai e ainda se fica bonita. Que atire a primeira flor linda, o primeiro nascer do sol maravilhoso e a primeira noite estrelada sensacional quem nunca quis ser belo.

  11. Fiz 61 em setembro. Em 2013 , ano do casamento da minha filha mis velha, resolvi deixar os cabelos platinados. Foi um drama! O único que realmente gostou, foi o meu marido.. e os meus cabelos que pararam de “se suicidar”… estava ficando careca com as tintas. Hoje me sinto melhor. Apesar da cabeça branca, ainda vejo alguns homens e , pasme, rapazes me lançando olhares… logicamente a proporção diminuiu drasticamente mas é ainda satisfatória…kkk No Brasil ainda existe muito preconceito, não apenas com os cabelos brancos, mas com a velhice em si! Mas o DOMINIQUE veio a calhar para sacudir a poeira!❤️❤️❤️

  12. Dia desses, fui “xingada” por uma “jovem” que aparentava 30 e poucos anos. Chamei um táxi e quando o carro chegou ela quis tomar como se fosse ela quem chamou, não era Uber ainda, como eu a convenci que o taxista veio atender ao meu chamado, ela soltou um sonoro “SUA VELHA”. Segui meu caminho refletindo sobre aquele xingamento, até hoje reflito. Como bem diz a @Consueloblocker: envelhecer no Brasil é errado.

  13. Concordo plenamente, costumo dizer que estamos no limbo, já que os muito novos – não nos interessa é os da nossa idade(os que se salvam) só têm olhos para aquelas de, no máximo, 35 anos; difícil, né??

  14. Gostei! Farei 51 em fins de abril deste 2017. Tive um tumor no seio há 2 anos, fiz quimio, tenho uma filha de 15 e, para completar, em novembro de 2016 terminei o relacionamento com o pai dela, de quem já era divorciada há 14 anos… Descobri algumas coisas e percebi outras tantas, que aconteciam durante anos e acabaram fazendo parte de um inventário de desgostos. Finalmente, acho que estou fazendo o caminho inverso: me descobrindo depois de muitos anos de certo confinamento numa relação cujo saldo, ao final, foi negativo para mim… Me sinto extremamente liberta e feliz!

  15. Amei esse texto, pois é muito trabalho pelo momento que estou vivendo juntam com minhas Amigas dessa faixa etária… Mas temos que conviver com essa realidade.Afinal parece que faz parte dá cultura do nosso País….Mas tiramos de letra esse problema.Procuramos nos produzir muito bem e colocamos um belo sorriso no rosto…Bora ser feliz!!!!

  16. É muito difícil a invisibilidade quando estamos acostumadas a sermos atraentes, chamar a atenção, atrair olhares. Confesso que tem sido um tanto doloroso pra mim. Por mais que façamos não temos mais a beleza da juventude. Pior ainda é quando por alguma razão nos comparamos com uma mulher mais jovem…aí é avassalador. Se viermos a nos apaixonar por um homem mais novo entao, (sim, somos humanas, de carne, osso e sentimentos ainda ), aí a idade se torna um verdadeiro problema. Mas não temos outra opção,tentar sempre melhorar nossa aparencia, mas aceitar que os anos passam para todos.

  17. Concordo virei Dominique, aos 56 anos sou uma pessoa invisível, nunca me senti tão mau. Tenho como você escreveu muito ainda que contribuir mas será que vão deixar? Atualmente a experiencia não serve pra nada.

  18. penso ser um desafio , para todas nós continuarmos atraente .. Sexy e interessante … E quer saber?? Acho estimulante Cuidar com toda atenção e carinho de você em um todo .., em todas as áreas Emocionais .., físicas.., mental … Sexual e espiritual …. E vamos a cada dia , desvendando este maravilhoso momento do Amadurecer

  19. Bom artigo…mas nos deixar de lado, especialmente no setor comerciario, lojas, marcas, e uma grande estupidez , falta de pesquisa de mercado…quem tem mais poder aquisitivo e financeiro? Somos nos…e dai pra cima…estabilizadas, querendo qualidade …As vendedoras sempre veem atraz de mim…e tentam elogiar algumas pecas q estou usndo(agradeco, mas nao funciona como galanteio de vendas). Mas na maioria , a moda ainda e totalmente focada “nas novinhas”…HAHAHA, coitados perdendo o mercado mais forte e poderoso, NOS.Ha algumas marcas q ja acordaram e estao fazendo um trabalho lindo mas acho q os precos sao mais apimentados…Somos “multadas e penalizadas” poe ser mais velhas e sabias?

  20. Eu!! Triste constatação. Eu dei uma enloirada daquelas. Só não faço mais ginastica porque meu tempo continua o mesmo apesar de mais flacidinha. Fazer o que?! Respirar fundo e ir em frente! Atitude é tudo!

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O Mindfulness e os benefícios para as Dominiques

Alguns indícios começaram a aparecer ainda cedo. Primeiro foi a memória. De uma hora para outra, eu estava esquecendo até do endereço da minha casa. Depois, eu comecei a ter dificuldades para dormir a noite. Não sei bem se por causa da insônia – ou das mudanças hormonais – eu também fiquei irritada e sem nenhuma paciência.

Você  se reconhece nessa situação? Como cada sintoma surgiu em momentos diferentes, eu não tive consciência do que estava acontecendo de uma forma mais ampla. Ao contrário, eu comecei a tratar cada um dos problemas separadamente. Dá-lhe comprar e tomar os remédios receitados pelo ginecologista, psiquiatra, cardiologista… 

Não houve um fato marcante que me incentivou a fazer uma mudança de vida. Acredito que foi a consciência de que nada do que sentia era um problema que precisava ser curado! Entender qual era o meu momento de vida foi o passo inicial. E então veio o desafio: o que eu poderia fazer para ter uma qualidade de vida melhor?

Eu sempre fiz esportes. Mas intensifiquei os treinos e inclui, além do Pilates, a ginástica funcional. A prática de exercícios ajuda muito! Mas não foi a solução pra todos os problemas. 

A minha psiquiatra já havia me recomendado a prática da meditação Mindfulness. Teimosa, eu achava que não era para mim. Imagina…. eu que fico dia inteiro ligada no 220, entre as tarefas do trabalho e de casa. Tinha a certeza que não conseguiria parar nem um minutinho para meditar. 

Resolvi dar uma chance! Em vez de ler sobre os benefícios do Mindfulness, eu escutei o podcast número 5, do Autoconsciente (aqui). E depois escutei outros áudios sobre como ficar mais centrada e pratiquei a meditação com a Regina Giannetti. 

Nada de religião ou uma nova filosofia de vida. Mindfulness é uma técnica que ensina a ter foco no presente. São exercícios simples, feitos com a ajuda da respiração. Os benefícios já comprovados valiam a minha experiência! 

A lista inclui: diminuição de dores crônicas e da pressão arterial e auxílio no tratamento de ansiedade e depressão. Há estudos que comprovam a sua eficácia na prevenção do Alzheimer. A prática está melhorando o desempenho (e a criatividade) de estudantes e até executivos. É eficaz no tratamento da síndrome do stress pós-traumático. De modo geral, melhor o nosso bem-estar. 

Não é fácil!

Eu ainda sou iniciante na prática de Mindfulness. Executar o exercício de respiração é fácil. No meu caso, tem sido difícil criar a rotina de parar todos os dias para meditar. Nos finais de semana, por exemplo, é praticamente impossível. 

Mas sabe que já estou conseguindo meditar todos os dias e, quando não faço, eu sinto falta? O meu tempo recorde foi 20 minutos. Eu já sinto alguns benefícios. Estou muito mais focada e meus episódios de esquecimento estão mais dispersos. 

A tradução para o português de Mindfulness é justamente esse benefício: Atenção Plena. O objetivo da técnica é nos ajudar a focar no momento presente, sem nos deixar afetar por problemas do passado ou medos futuros. 

A nossa mente é cheia de distrações. Para “facilitar” a nossa vida, fazemos muitas coisas no piloto automático. E as divagações… Você já se pegou numa conversa ou reunião de trabalho pensando em outro assunto completamente diferente? 

Quase todo mundo funciona assim! Estamos sempre preocupados com o que acontecerá amanhã, remoendo questões do passado e tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo. Essa falta de consciência do momento presente nos leva a um estado de estresse e ansiedade. A prática regular do mindfulness nos ajuda a identificar (e sair!) desse modo divagante. 

Outros benefícios do Mindfulness!

Eu estou conseguindo controlar um pouco melhor as emoções. A consciência de que há uma realidade o fora do meu alcance é libertadora. Estou mais controlada e paciente!

Estou produzindo melhor no trabalho. Não tenho mais aquela ansiedade de ficar olhando os e-mails ou o whatsapp o tempo todo. Também estou dormindo bem melhor! Estes dias li que também ajuda a perder peso. Não vejo a hora! 

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