Beleza

Maquiagem para pele madura – nós, Dominiques – Pele – vídeo 1

A maquiadora Vanessa de Ornelas fez 4 vídeos para as Dominiques, explicando passo a passo como fazer uma maquiagem para pele madura.

Atenuar linhas de expressão, esconder ruguinhas e manchas, sem deixar a maquiagem pesada.

Sem falar que podemos dar um up nos nossos pontos fortes (afinal temos muitos!).

A maquiadora Vanessa de Ornelas fez 4 vídeos para as Dominiques, explicando passo a passo como fazer uma maquiagem para pele madura. Um vídeo para preparar a pele Afinal o que seria de tudo sem um bom começo? Preparar a pele como Vanessa mostra nesse vídeo é essenciallllllll para o sucesso de nossa make, darling!! Xô preguiça. Assista esse vídeo, compre os pinceis e tudinho  que a Vanessa falou. Você vai ver como vai ser importante na sua VIDA!!!

Mas se pensa que é só isso, está muiiiiito enganada.

Já vou te contar que tem vídeo 2, vídeo 3 e vídeo 4. Um por semana!! Sobre o quê?

Bom, além desse de preparo da pele, teremos um vídeo, sobre como fazer o visagismo (contorno do rosto), um para aprender a fazer uma  maquiagem leve para o dia a dia e outro vídeo para AQUELA  maquiagem, para AQUELA noite.

Os vídeos estão demais!! Super fáceis de entender e de fazer igual. Por que o que adianta aqueles vlogs com maquiagens mega sofisticadas que só de olhar já desisto pela falta de meu PhD em desenho e pintura? Menina, tem uns que mudam a cor da pele da pessoa, você já viu? Eu hein!! 

Hoje compartilho o primeiro vídeo. Você vai saber tudo sobre como preparar a pele para ficar mais linda ainda e para a maquiagem durar mais!

Acompanhe o trabalho da Vanessa, tem dicas incríveis, www.vanornelas.com.br

Depois me diga o que você achou!

Maquiagem_site_DominiqueMaquiagem para pele madura, para nós Dominiques, requer alguns truques, concorda? 

Veja mais:

Energy Ball 

Tutorial Marcador de Páginas – Ratinho 

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Mulherões, é assim que mulheres se descobrem ao posarem para um ensaio

Conheço muitas mulheres que são mulherões, mas que detestam aparecer em fotos. Outras que acreditam que o tempo bom já passou e que não devem mais ter imagens registradas.

Dominique - Fotos
Umas tiram fotos só do rosto, do corpo nem pensar. Por que temos ideias tão distorcidas de nós mesmas?

Só que justamente uma sessão de fotos vem transformando a vida de muitas mulheres e para melhor! Quem diria?

Conversei com a fotógrafa Chris Day, uma Dominique linda e superativa, que foi modelo e trabalhou em publicidade.

Em 2001, fez um estágio no jornal New York Post e presenciou os ataques terroristas, gerando palestras, exposições e um livro.

Em 2009, lançou seu segundo livro, “Europa”, com imagens em preto e branco de alguns países europeus, comercializadas em ampliações fine art para decoração e colecionadores.

Chris Day vem desenvolvendo o projeto “O Sagrado Feminino”, tema hoje que é seu foco fotográfico.

De modelo à fotógrafa, Chris se apaixonou pelas possibilidades da imagem no universo feminino.

Dominique - Fotos

Ela capta imagens de mulheres e suas fases, momentos, dores e desafios, sua espiritualidade e força, suas diferenças…tão iguais em seu studio.

Ser mulher é fazer parte da criação, ser guardiã da família e da espiritualidade, ser mulher.

É ser Mãe de todos, amando incondicionalmente, exercitando a compaixão e justiça.

Ser mulher é exaltar o Sagrado em todos nós!

Não só suas curvas e texturas, como o encantamento, tão difícil de registrar num primeiro momento.

Sim, num primeiro momento, porque na primeira conversa com a modelo/cliente, Chris tem a oportunidade de captar sua audácia, timidez, força ou sensualidade em cada um de seus movimentos, gestos, palavras…ferramentas que usa durante o ensaio fotográfico.

Esta conversa cria o vínculo de confiança, porque o ensaio “acontece” na medida da entrega, dela e da modelo, seja um ensaio ou um retrato.

A magia acontece quando fotógrafa e modelo entregam seus corações ao momento, quando a mulher se desnuda de seus desejos, medos, preconceitos, estando vestida ou não.

E a mágica está ali, fica registrada para sempre, na imagem e na memória.

A transformação acontece, a experiência registra a beleza, o amor próprio, o “se dar o direito de”.

Não é pouco dizer que a transformação acontece, que a mulher entende que deve ter mais momentos só para ela, que merece sentir-se bonita, cuidada, especial.

Ela vai crescendo à medida que vai apoderando-se do que muitas vezes deixou lá atrás, sua sensualidade, sorriso solto, sua melhor parte, o prazer de estar fazendo algo só para ela.

Estas mulheres percebem, muitas pela primeira vez, o quanto são verdadeiros mulherões.

A transformação acontece em ambos os lados.

Chris e sua irmã, Vanessa Ornelas, maquiadora e produtora, se envolvem de tal forma, que a emoção toma conta ao ver a modelo feliz, inteira, dona de si.

Algo acontece em meio a sombras, batons, flashes, lentes e câmera, saltos agulha e taças de champagne.

Chris é inserida numa dimensão à parte, como num sonho, realizada e feliz por estar contribuindo com seu trabalho para o reencontro de mulheres consigo mesmas.

Modelos, clientes queridas, que tornam-se amigas e cúmplices, no resgate do profundo

“Sagrado Feminino” e se dão conta que são mulherões com M maiúsculo.

Dominique - Fotos

Não é raro depois de verem suas fotos ou books prontos, as modelos/clientes entrarem em prantos.

Não se reconhecem, não acreditam que são “mulherões” que esbanjam sensualidade e charme.

Também não é raro que estes books sejam um ponto de virada para muitas destas mulheres.

Algumas se separam.

Para outras seus companheiros passaram a vê-las de outra forma, reacendendo a chama do relacionamento.

Outras mudam até de carreira.

É muito mais que uma sessão de fotos, sensual ou não.

É uma porta que se abre rumo ao desconhecido com infinitas possibilidades de se amar mais e acreditar mais em si mesma.

 

Fotos são um retrato da alma não acha? Que tal fazer uma sessão dessas e descobrir que você é um desses mulherões?

Leia Mais:

 

Liberdade foi o presente que ganhei de 50 anos.
Papo de mulher! Vamos falar de laser íntimo e rejuvenescimento?
Os 50 trazem de tudo, mas nada como a sensatez e a ousadia!

3 Comentários
  1. Amei gostaria de fazer uma sessão de fotos tenho 54 anos

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Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos

Dominique - Cabelos
Você pode estar pensando aí:
– Mas permanente era moda nos anos 80. Muitas mulheres usavam cabelos crespos.
Era moda sim, mas para as mães.

Não para nós, adolescentes.
Ou pelo menos eu não conheço nenhuma mãe que tenha liberado a filha pra entrar naquela química toda.
A minha mãe fez permanente. Mas ela tinha cabelo liso.
Eu não. Nasci com o cabelo bem crespo. Dizem que é pelo lado do meu pai, descendente de francês e austríaco.
Sei lá, pra mim é só resultado da mistura do brasileiro mesmo!

Nos anos 70 ter cabelos cacheados não foi um problema.
Eu era criança e as pessoas achavam “fofinho’.
E tinha a Narizinho, a primeira delas, a Rosana Garcia. Lembra dela?
Mas as duas décadas seguintes foram um inferno para mim.

Os anos 80 foram a década do exagero.
Os penteados da moda eram o pigmaleão e o mullet.
Era moda, todo mundo usava, e eu também usei.
Cabelos crespos com mullet. Dá pra imaginar?
Tiravam sarro de mim, brincavam que eu parecia um poodle.

Eu queria usar o que estava na moda. Seguir a tendência.
Eu não me encontrava naquelas meninas que representavam as adolescentes na mídia ou nas revistas.
Além disso, quem tinha cabelos crespos, não usava assim. Eles eram escovados. Quer ver?

Foi só a Rosana Garcia tornar-se adolescente que pentearam o cabelo dela.
A mesma coisa aconteceu com a irmã dela, a Isabela Garcia. Puxavam o cabelo, penteavam pra trás que ficava só a marquinha das ondas.
Até a Débora Bloch, que tinha me influenciado com a Bete Balanço de cabelos crespos, alisou depois.
Na revista Capricho, as modelos da moda, como a Piera, tinham todas cabelos lisos.

Dominique - cabelos crespos

Eu vi muitas amigas penteando ou alisando o cabelo.
Mas eu não tive coragem. Não me encontrava em alguém com cabelos lisos. Só não era eu.
Deixei o mullet de lado e o meu cabelo crescer.
Eu fui segurando as pontas.

Dai chegaram os anos 90… pra contrapor aos exageros da década anterior.
Tudo era o oposto. E os cabelos armados, com permanente, tornaram-se completamente lisos.
E aí fiquei completamente deslocada.
Quase ninguém usava cacho. Foi um festival de chapinha, progressiva e tudo o mais que deixasse os cabelos esticados.

Não era mais adolescente e já tinha a certeza absoluta que queria continuar com os meu cachos.
Mas a sociedade, de uma hora pra outra, tornou-se cachofóbica.
Escutei brincadeiras de todos os lados.
Um dia um namorado me disse:
– Por que você não alisa seu cabelo pra ficar mais moderna um pouco?
De outra pessoa, também escutei:
– Não entendo por que você quer ficar feita, usando este cabelo.
Só não me importava quando me chamavam de Juju Plant, por causa dos cabelos do Robert Plant, da banda Led Zeppelin. Neste caso, achava até um elogio!

Claro que o tempo vai passando. Uma década inteirinha.
Mas eu sabia que gostava do meu cabelo daquele jeito.
Não iria mudar e pronto.
Em vez de ficar no meio dos cachofóbicos, fui procurar e encontrei outra turma.
Simplesmente ignorei os comentários das pessoas e também as referências de mulheres “lisas” que via na mídia.

Claro que eu não tinha esta autoestima toda, pra simplesmente dar um “beijinho no ombro” e deixar pra lá o que as pessoas diziam. Várias vezes pensei, repensei… Várias vezes eu achei que estava sendo turrona, que poderia estar insistindo num erro. Mas nada também me fez mudar de opinião. Gostava do meu cabelo enrolado, me sentia bem assim, me sentia eu.

Anos…muitos anos mais tarde, eu escutei de uma amigo:
– Nossa, sempre te achei poderosa, você que sempre assumiu os seus cabelos crespos.
Sorri por dentro. Sabe como é? Fiquei feliz com o comentário.

Você também tinha cabelos crespos nesta época? Conta para mim as suas aventuras capilares!

Leia Mais:

A Rússia por um russo, Uma visão diferente do país dos Czares Capítulo II
A despensa da minha avó, uma recordação que guardo com carinho

Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

17 Comentários
  1. Nossa!… Parecia que estava lendo um relato da minha infância. Amava meus cachos e a Rosana Garcia era uma inspiração. Minha mãe fazia em meu cabelo o penteado igual ao da Lucélia Santos em “A Escrava Isaura” e era um sucesso; adorava a atenção que recebia. Mas, chegaram os anos 80 e com ele os cabelos de Lady Di, o mullet, o New Wave gel, as musas da infância com os cabelos alisados, o preconceito com os cabelos cacheados, a veneracao ao cabelo alisado, e o tal Wellin, creme alisante, com aquele fedor nauseante. E como eu me negava aos caprichos da moda alisada, minha mãe bem achou de cortar o meu cabelo super curtinho. Sofrimento em dobro: sem cacho e quase sem cabelos. Ate’ que um dia dei um basta na tesoura da mamãe e, enquanto as meninas desfilavam as cabeleiras da Glorinha da Abolicao, eu encarei a minha mistura cacheada de Tancinha com Tina peper. AMO MEUS CACHOS!!!!!

    1. Dulce, minha mãe cortou meus cabelos curtíssimos aos 12 anos. Eram crespos. Estou falando de 1976 ou algo assim. Fiquei parecendo um menino. Sabe qual o resultado disso? Aprendi arrumar meu cabelo sozinha!! Nunca mais dei trabalho pra ninguém. E hoje sou uma senhora de 53 anos com looongos cabelos loiros…Bem.nem tão longos assim e nem tão senhora assim….kkkkkk
      Beijocas minha querida!! e salve nossos cachos e nossas madeixas !!!

    1. Sueli,

      Claro que tem nosso apoio. E se vc cortar e não gostar, espera um pouquinho que cresce.
      Eu sempre tive cabelos médios e compridos. Aos 35 cortei tão curto que passava máquina na nuca. Adorei na época (que eu era bem magrinha) e minha cara não parecia uma bolacha Trakinas kkkk. Agora não sei…
      Mas em todo o caso, assumi os cabelos naturais…e estou AMANDO.

      beijos

  2. Oi…me identifiquei.Nasci, cresci crespa.Nos anos 80, não tinhamos cremes, para domar a cabeleira.Ouvi muito absurdo, pois alem dos cachos, tinha cabelo comprido.
    Não conseguiram me levar pra chapinha, bem que tentaram,amo, meus cachos.Sempre procuro por produtos que enrolem mais.Na minha cidade ja procurei, pelo nova linha da Dove, e não encontrei.E viva os cachos…

    1. Vera, a adolescência é de matar….a gente não se aceita, quer fica igual a todas as outras, quanta bobagem! É uma dádiva a aceitação (nao resignação) e autoconfiança, mas, ao menos, para mim, ela chegou de verdade com a maturidade, por volta dos 43 e só vem melhorando, graças a Deus, já era hora.
      beijo grande

  3. Sofri isso tb só que me dobrei e na época fazia aqueles alisamento que queimavam o couro cabeludo.Mas a maturidade nos ensina e aprendi a gostar de min do jeito que sou me dar valor sendo gordinha e de cabelos cacheados.

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Ponchos de verão são fantásticos para acabar com o drama da regata

Dominique - Ponchos
Vamos falar sério? Que calor senegalesco é esse? Credo Cruz Ave Maria, eu fico suando em bicas desde que coloco o pé para fora chuveiro…até voltar para ele.

Esta fase da Maspassa não perdoa nenhuma Dominique, que agonia!

É um trabalho hercúleo escolher um modelito, mangas nem por sonho, exceto se quiser parecer um boneco de cera desintegrando.

A regata não é uma questão de opção, é uma necessidade. Se pudesse adotava a moda de todo mundo nu. Agora, cá pra nós, ninguém merece aquele balancinho irritante dos braços. Nada me incomoda mais do que aquela gordurinha insuportável no momento do tchauzinho que chega sem dó, nem piedade, com o passar do tempo. Prefiro não me despedir de ninguém.

A gente vai à luta em busca de roupas confortáveis, modernas e bacanas. Escolhemos uma regata bacanuda, achando que vai ficar bárbara, mas não tem jeito.

Calma querida! Nem tudo está perdido. Vou mostrar aqui uma dica para esconder os braços que nos incomodam tanto e, ao mesmo tempo, ficar fresquinha.

Dominique - Ponchos

Os ponchos são mais conhecidos como roupas de frio, mas quando confeccionados em tecidos leves e curtos são uma ótima opção para usar no verão por cima de vestidos decotados e regatas. Ficam supercharmosos e dão aquela disfarçada básica não só nos braços, como nas gordurinhas das costas e na saliência do abdômen.

Dominique - Ponchos

Podem ser feitos em linho, por exemplo, que é uma delícia de usar e ainda usados como uma gola. Pelas mais jovens ainda dá para colocar como uma frente única.

Dominique - Ponchos

Existem opções com botões que, quando abertos, fazem as vezes de uma pashimina.

Dominique - Ponchos

Lisos ou estampados, o ideal é ter uma variedade deles para poder escolher de acordo com a roupa que estiver usando e criar o seu estilo

Sabe aquela peça coringa? Pois é, agora eu não fico sem ele sob hipótese alguma.

Gostou da dicas dos ponchos? Porque eu amei! Já quero vários…

Leia Mais:

Receitas de sanduíches saudáveis e deliciosos para o verão
Sozinha no Carnaval em São Paulo – e agora, o que fazer?

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Breve reflexão sobre a beleza – muito além do que imaginamos

Dominique - BelezaAssunto tremendamente complexo, porém, normalmente banalizado pelo viés da aparência  fisionômica cobrado pela sociedade contemporânea.
Não há respostas absolutas sobre a beleza. Teologia, filosofia e até a ciência refletem sobre este assunto e, as respostas, são variadas.

Gosto muito dos significados etimológicos para o entendimento das palavras.
A palavra “beleza” vem do sânscrito BEL ET ZA, que significa “a casa onde Deus habita”. Sim este é o primeiro e o principal entendimento sobre a beleza, que é, na realidade, uma aproximação ao plano divino.

Portanto, belo é tudo aquilo que nos proporciona um êxtase e nos eleva ao plano superior, seja uma paisagem, uma pessoa, uma obra humana como uma música, uma pintura etc..
É uma experiência sensorial capaz de elevar o nosso espírito a um alto grau de satisfação e que, nem sempre, sabemos explicar.
Sim, a experiência da beleza é algo imaterial e desde longa data a filosofia vem tentando esclarecer tal sensação.

Os antigos romanos, há mais de dois milênios, já estudavam o “nescio quid” (“não sei quê”, em língua portuguesa.
A filosofia reflete até hoje este algo que não se sabe exatamente o que vem a ser.
É uma espécie de transe momentâneo favorecido por algo que nos agrada e nos surpreende, quase uma experiência mística, pela visão teológica; e que a filosofia denomina de “experiência estética”.

O mesmo acontece com a palavra “elegância”.
O EL de “elegância” vem de BEL, em sânscrito, que, como já disse, significa “Deus”, portanto elegância é EL+GAN+CIA e significa “revestir-se da aura divina”.
Mais do que somente uma aparência, elegância é favorecer ao observador uma elevação ao plano divino não somente pele visualidade, mas em especial, pela postura e comportamento.

Para a ciência, vale ressaltar que existe a matemática da beleza calcada na relação numérica de 1 para 1,618: a Proporção Áurea.
Os gregos antigos perceberam esta relação presente na natureza, nas plantas e nos animais.
Deduziram que se existem mesmas medidas em diferentes formas da natureza e que, normalmente agradam, a beleza seria uma propriedade objetiva do universo e não somente algo subjetivo, como foi refletida posteriormente por grandes pensadores.

Os renascentistas perceberam, posteriormente, as mesmas relações de proporção também no ser humano, corroborando com o pensamento e conclusão helênicos.
Aplicaram estas medidas em suas obras e estas nos encantam até hoje.
Por termos naturalmente estas mesmas medidas, nós nos reconhecemos e nos enxergamos ali nas próprias obras.
Estas medidas da Proporção Áurea são usadas, inclusive ou, quem sabe, especialmente, nas cirurgias plásticas da medicina contemporânea.

Sendo assim, o assunto “beleza” é tão complexo quanto facilmente entendido, pois muitas vezes, mesmo não conhecendo nenhuma destas reflexões, sabemos muito bem
o que nos agrada.

E para você? O que é a beleza?

Leia Mais:

Conheça a emocionante história do Galo de Barcelos, um dos símbolos de Portugal.
Rever Portugal e abraçar minha gente

João Braga

Professor, historiador, pesquisador, escritor, palestrante e colunista. Membro da Academia Brasileira de Moda. Especialista em História da Arte pela FAAP/SP e em História da Indumentária e da Moda pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Autor de História da Moda – Uma Narrativa e Reflexões sobre Moda. Co-Autor de História da Moda no Brasil e Cultura e Elegância. Já acompanhou mais de 33 grupos (mais de 600 pessoas) em viagens para Paris, Portugal, Moscou, Marrocos, Saint-Petersburgo.

3 Comentários
  1. João, super interessante…nunca fazemos essa ligação beleza e/ou elegância com algo divino ou sobrenatural.
    Relacionamos com as coisas palpáveis ,não espirituais.
    E no fundo, elas têm tanto de espiritual..
    Adorei!

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Pra quem escolhe a sua praia – Maiô, tankini, duas peças

Dominique - Miracle Suit

Você é daquelas que ainda tem preconceito em relação ao maiô ?

Trago boas novas, minhas divas Dominiques!

Sabe aquele momento desesperador que antecede as festas de fim de ano?      Quando você tem de lembrar diuturnamente que vem se matando na academia em nome do projeto verão?

Mas fatalmente vai encarar a tentação calórica diante das ceias preparadas com dedicação e amor por familiares e/ou amigos?

Passou, Dominique, já era, acabou!

Você venceu a barreira da perfeição das sub-30 já há algum tempo, está livre pra se cuidar quando e como bem entender, não é demais?

É, mas calma com o andor que o santo é de barro. Em algum momento aparece uma nova realidade bem ali no espelho e nessas horas todo cuidado é pouco. A nossa ideia aqui é mostrar alguns pulos da gata para que você escolha o que é mais prazeroso pra você.

Vamos falar sobre o traje de banho.

Vamos vestir “a escolhida”, aquela roupa que vai mais mostrar que esconder o maior órgão do seu corpo, a sua pele, levando junto todas as suas formas, seus movimentos, seus cheiros e denguinhos tão pessoais de cada uma de nós.

Dominique que não passou metade da vida fazendo atividade física e não possui uma barriguinha é coisa rara. Se você me disser que não tem uma pancinha, por favor envie em mensagem privada seus segredos que prometo fazer bom uso deles!

Sejam mães ou mesmo as que jamais enfrentaram uma gestação, a danada aparece via de regra depois dos 45.

Quem ainda não ouviu falar do Miracle Suit (traje milagroso, em tradução livre) aposto que larga meu texto aqui pra fazer pesquisas na internet.

É meninas, sou realmente louca por ele e juro, não ganho nem um centavo pra falar a respeito.

Mas voltando, se você escolheu continuar comigo, saiba que o MS – somos íntimas, por isso abrevio – renovou minha experiência diante do astro rei.

Trata-se de uma repaginação daquela peça coringa que nossas avós usavam sob as anáguas, a chamada “cinta”. Uma espécie de calcinha com o elástico encaixável na cintura, pouco acima do umbigo, constituída de um tecido elástico mais grosso, como que reforçado, de modo a “segurar” aquela parte menos firme de nosso abdômen.

Dominique - Miracle Suit

Agora o melhor de tudo. Não esquenta!!! Sério!

Esse recurso, recriado com a mais nova tecnologia disponível no mercado têxtil, foi anexado ao traje de banho, tanto em biquínis como em maiôs, mas infelizmente ainda não está à venda no Brasil.

Se você conhecer alguém que more nos Estados Unidos e possa trazer para você, compre pelo site e peça para entregar na casa desta abnegada pessoa.

Fique atenta às promoções da Miracle Suit, porque os preços são bem salgados, mas vira e mexe eles fazem promoção com 25% de desconto. Frete Grátis, compre um leve dois. E vamos combinar…Quanto vale parecermos 5 quilos mais magra??? Tem coisa que não tem preço.

Agora, vi no site da MS também algo que adoraria ter. Não sei porque não fizeram no Brasil ainda. Será que a brasileira não aceita esse tipo de traje? Bom, a verdade é que eu estou louca atrás de algo assim.

Dominique - Miracle Suit

São composições que combinam a parte de baixo com uma espécie de camiseta regata, justinha, por sobre a região abdominal, como se você tivesse jogado instintivamente no corpo para se proteger de um ventinho maroto que estava rondando no ar. Você fica com a calcinha do biquini e o top parecendo que está de maio. Mas se quiser tomar sol na barriguinha é só enrolar o top.

Dominique - Miracle Suit

Tem melhor? Não. Mas não existe por aqui. Eu quero. Eu preciso!! Quem quer fazer???

Se mesmo assim o espelho insistir em dizer que a protuberância merece ainda um cuidado adicional, dê atenção à, digamos assim, ilusão de ótica.

Jamais use cores claras ou estampas em cima da barriga, pois elas via de regra ressaltam as formas e não queremos chamar atenção pra nossa barriga, queremos?

Abuse de seu colo, saiba usá-lo em benefício próprio, jogue holofotes ali desde que suas mamas estejam sustentadas, sejam pela providência, pela plástica ou um bojo não muito exagerado, mas firme.

A proposta é você direcionar para a região mais feminina de seu corpo todos os olhares da humanidade, principalmente o seu no espelho!

Não se esprema em números menores, não se engane na hora da compra. Aqueles argumentos todos para evitar constrangimento diante da vendedora, certamente não salvarão sua imagem quando dobrinhas saltarem para fora da roupa, porque você insistiu no 40 em vez do 46. Imagine do biquíni ou do maiô!

Sobre o bumbum, se ele é preferência nacional problema deles, seu bumbum é seu e você mostra ou cobre exatamente como quiser!!

Se eu não tivesse celulite, usuária um bem cavado…

Eu acho que cada uma faz o que quer, mas lacinho lateral na parte de baixo invariavelmente remete à maria chiquinha, é uma imagem de desejo inconsciente de voltar no tempo.

Se for essa a sua praia, lacinho nela!

Do ponto de vista dominiqueano, cada uma faz o que bem entender, sempre.

Você vai saber fazer escolhas que ornem com suas formas, de modo que o espelho te diga: vai fundo, gata, você tá ótima!

PS. Algumas marcas no Brasil já fazem esse maio com cinta.

As que eu conheço:

Lygia e Nanni

Maria Biquineira

Banho de Mar – Aqcuashape

Você já conhecia o Miracle Suit ou gostou conhecer? Bárbaro, não e mesmo?

Leia Mais:

Férias? Veja minhas dicas para ficar arrumadinha na praia
Drinks deliciosos e frescos para beber na praia

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Relação com o corpo após os 50 para Consuelo Blocker! – PARTE 2

O tema de hoje é corpo!

No vídeo, Consuelo fala sobre:

  • como lidar com o corpo e suas imperfeições
  • Será que é preciso perfeição?

[fve]https://youtu.be/ItlQomuKYJY[/fve]

O próximo será sobre relacionamento.

Na semana passada  Consuelo falou sobre “O que é ser uma Dominique”.

Está muito bacana. Se você ainda não assistiu, clica no link.

Agora vem cá, como você se relaciona com seu corpo? Conta para mim!

Já se pré-inscreveu para o nosso evento no dia 05/12? clique aqui e saiba mais.

Leia mais:

A publicidade não fala com as Dominiques. Por quê?
Já ouviu falar da expressão “Presente de Grego”? Entenda!

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Processo de transformação para assumir os cabelos brancos

Dominique - Cabelos brancos
Temos visto cada vez mais mulheres assumirem os cabelos brancos, uma atitude muito ousada para um país como o nosso que cultua a perfeição e juventude eternas.

Há que se ter estilo, não é para qualquer uma, ninguém quer ter uma aparência desleixada, mas para algumas Dominiques fica o cúmulo do charme, ah como fica!

Frequentemente recebemos inúmeros pedidos de nossas seguidoras em busca de informações para assumir as madeixas brancas, como fazer, como conviver com a sociedade durante o processo e como manter-se com a aparência jovem.

Conversamos com a fotógrafa Elizabeth Fergie que há dois anos teve coragem e tomou a decisão de parar de pintar seus cabelos escuros.

Foi um tratado que exigiu estudo, dedicação e ousadia, mas que valeu cada minuto, tanto pelo maravilhoso resultado, quanto pela liberdade conquistada.

Ela compartilhou com a gente sua experiência durante o processo e deu algumas dicas fantásticas que ninguém nos conta e, normalmente, só descobrimos quando estamos passando pelo perrengue.

Quando ela finalmente decidiu não pintar mais os cabelos e a raiz branca começou a aparecer, passou a se maquiar todo santo dia, usar roupas escuras, aposentou as estampadas, principalmente as de bicho, afinal segundo ela, gambá não combina com leopardo. Só com estas mudanças já começou a se sentir renovada.

Elizabeth fazia selfies diariamente para se convencer que foi a melhor decisão do mundo. Ela acha que pagou um mico e tanto de bobeira!

No meio do caminho deixou de se importar com que os outros pensavam. Foi libertador.

Elizabeth diz em alto e bom som “Parei de tirar selfie, já não tinha mais insegurança. Sou uma belíssima mulher com cabelos brancos. A cor das minhas madeixas não me fez ficar mais velha, mas muito mais esperta”.

Não é porque se tem olhos claros que o cabelo branco fica um charme. É a paixão por dentro e a autoestima elevada que fazem você se sentir bem com ou sem cabelos brancos, pretos, ruivos, loiros.

Todas as manhãs, ela levanta da cama, coloca os ombros para trás, ergue a cabeça e encara a vida com alegria. Para a fotógrafa, a cor do cabelo não tem nada a ver com ser velha. É simplesmente a cor do cabelo e mais nada. Dominiques concordam!

Uma dica bem legal da Elizabeth para quem decidiu se libertar e assumir os cabelos brancos é, entre duas ou três tingidas, colocar apenas tonalizante. À medida que o tempo passa, os cabelos vão desbotando e aparece um efeito degradê.

“Foi a melhor coisa que eu fiz para mim mesma até agora”, diz Elizabeth. E continua, “deixar os cabelos brancos é difícil, mas o retorno é maravilhoso. Deixei de ir ao cabeleireiro a cada 15 dias, poupei tempo e dinheiro, mas o ganho é muito maior que isso”.

Para ela, não ter cabelos pintados, ter rugas, não significam que você não é jovem. Ser jovem é uma questão de atitude. Que adianta ter 30 anos e ter uma atitude de velha? Ser velha é não se reinventar, recusar-se a sair da área de conforto, não mudar.

Ela aprendeu a se valorizar mais, a ter o incrível dom da paciência. Decidir assumir os cabelos brancos leva tempo para chegar ao resultado final.

Agora, Elizabeth desfila com orgulho seus lindos cabelos brancos e suas rugas, poucas diga-se de passagem, porque eles são a prova de que ela passou pela vida.

Não é raro, muitas mulheres dizerem que tem inveja dela, pois é difícil ter tanta muita determinação. Elizabeth retruca “tem sim, a mulher é poderosa demais! Ela pode tudo! É criadora da vida!”

Ter cabelo ou não, cacheado ou liso, branco, colorido, cinza, marrom, não interessa. Você não é o cabelo, o que importa é o que está dentro, a mulher forte.

Quem não quer ser eternamente jovem? Mas a juventude vai muito além da cor do cabelo, é um estado de espírito.

Como parar de tingir? Tendo confiança. Basta querer. Cortar, deixar ou fazer mechas, tanto faz, o importante é o primeiro passo.

A Elizabeth se inspirou em Carmen Dell’Orefice que tem mais de 80 anos e Sara Harris, editora da Vogue em Londres que nunca tingiu o cabelo. Todas maravilhosas! Veja as fotos abaixo.

Dominique - Cabelos

A fotógrafa assume que é fã de si mesmo e agora as Dominiques também são suas fãs. Que mulher linda, por fora e por dentro!

Veja o processo da transformação da Elizabeth para deixar os cabelos brancos:

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A vida está complicada? Então vamos falar de cabelo…
Será o fim da guerra dos cosméticos contra a idade?

16 Comentários
  1. Quando começaram a aparecer eu odiei .
    Mas com o tempo e a pandemia o nao poder ir ao cabelereiro me transformei ,quando o loiro foi saindo dando espaço para o grisalho eu percebi que o grisalho também é lindo e nao é de velha ,é chic e poderoso.
    Hoje estou amando meus fios branquinhos.

  2. Entrei no salão no dia 11 de Setembro 2015 (a data foi pura coincidência) decidida:
    -“Cristina, tira toda tinta do meu cabelo!”
    -“Como ?? tirar toda tinta??” (espanto)
    -“Descolore…põe ele branco!”
    E assim foi. Esperar pelo processo com o cabelo de duas cores para mim era impensável.
    O cabelo teve todos os sintomas de um cabelo descolorido, fui cortando a medida que ia crescendo. Agora tenho todo o cabelo natural…tinha 52 anos quando fiz, levou 2 anos para meu cabelo ficar como da “Sarah Harris” produtora de moda da revista VOUGUE UK ( a mulher de cabelos compridos da foto acima) alias, ela foi a minha inspiração. Só posso dizer que foi LIBERTADOR!! não consigo mais me ver com cabelos pintados. Todo aquele sofrimento e trabalho de 15 em 15 dias…não quero mais!!
    Meu marido foi quem pediu para que eu pensasse no assunto…ele acha super elegante e charmosos o cabelo natural…ele nunca gostou de me ver com cabelos pintados e maquilhagem…”os homens são mesmo estranhos”!! =D
    A pouco tempo fui ao Brasil, pela primeira vez com cabelos brancos, chegavam a me parar na rua para saber onde tinha feito a pintura do meu cabelo. Quando eu dizia que era a cor totalmente natural ficavam espantadas e diziam…- “Vou deixar o meu ficar branco também!
    Não tenham medo, não é o cabelo branco que nos envelhece…é o psicológico.
    Sem ser ofensiva, mas muitas vezes vejo mulheres na rua que de costas parecem meninas de 20 anos mas quando viram de frente…é de assustar !!

  3. Eu radicalizei,matizei inteiro ficou cinza e deixei crescer,colocando um matizador sempre em tom assai ,foi crescendo e fui apagando as pontas e hj Ta completamente branco,feliz por me libertar da tinta.

  4. Eu nunca ouvi tanto elogiou como quando assumi os cabelos brancos. As mulheres diziam:Aí,queria ter sua coragem…eu respondia: como assim, coragem!!..é só um cabelo…e depois vc sempre pode voltar atrás se quiser. Mas percebi que é como aquele ditado: quando vc se assume, tudo conspira e a beleza vem junto!! Libertem-se!!

  5. Eu concordo com a Elisabeth em todos os pontos e pra mim também foi libertador. Só que eu fui radical: aproveitei que havia feito uma promessa de doar meu cabelo, após um ano de falecimento da minha mãe e, no corte para doação, passei a máquina 1. Hehehehehe Foi libertador nos dois sentidos: corte e cor.
    Também sofri muita pressão e sofro, mas detalhe: meu cabelo parou de enbranquecer. Acreditam? Mas estou feliz assim mesmo!

  6. “Uma dica bem legal da Elizabeth para quem decidiu se libertar e assumir os cabelos brancos é, entre duas ou três tingidas, colocar apenas tonalizante. À medida que o tempo passa, os cabelos vão desbotando e aparece um efeito degradê”
    Eu não entendi. Vocês disseram entre duas ou três tingidas. Mas para deixa-los brancos, tingir?
    Tenho muita vontade de parar de tingir o cabeli, mas tenho medo justamente fo processo.
    Socorro!

    1. Bia . Socorro mesmo.!!!!
      Nao tem soluçao perfeita . Eu usei uma tinta matizadora semipermanente porque desbota e fica com ese efeito ombre que eu achava maravilhoso.
      Pode tingir de loira platinada, mas estraga muito o cabelo. O simplesmente corta !!! Nao precisa ter medo . Nao doe!!! . O mas importante é ter determinação .

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Presbiopia? Socorro! Quero um par óculos muito chique

Dominique - ÓculosTem fases que óculos não são mais uma opção e sim uma necessidade.

E chega aquela idade em que as letrinhas vão diminuindo. E a gente tenta ler. Afasta.
Aproxima. Fooooocaaaa. Desfoooocaaa. Acende a luz. Aproxima a vela. Insinua que diminuíram o tamanho da etiqueta pra que você não veja o tamanho do preço. E adivinha? Ahhh… e como adivinhamos coisas que provavelmente estão escritas.

Aí, um dia, você escondidinha compra um par de óculos de farmácia. E pensa:
Só pra ler em casa, de noite. Vista cansada… Sabe como é.

Você usa e se sente o ó com aquele negócio. Justo você que operou a miopia há 15 anos pra se livrar deste corpo estranho grudado em seu nariz. Mas, ok. É só pra ler de vez em quando. E larga aquele troço horroroso na gaveta.

Não! Não é de vez em quando. Os de farmácia não estão mais dando conta.

Pronto. A sua oftalmo te examinou, fez a receita e disse que não é o fim do mundo.
Falou para você fazer vários. Um de cada cor. Que fossem divertidos. Que você se divertisse.

Mas, não. Não! O primeiro par que você manda fazer é daqueles grandes.

Pra quem tem miopia, sabe, ou qualquer problema de visão que jovens também têm.
Aliás, até você tinha, lembra? E ODIAVA estes óculos. Mas, hoje, antes eles do que… do que…

Gente, e dizem que cabelos brancos nos envelhecem. Que ruguinhas nos envelhecem.
Que filhos adultos nos envelhecem. Ahhh…Não há nada que faça eu me sentir mais anciã do que aqueles óclinhos.

Na verdade, a sensação pior é quando olho por cima deles e entendo porque eles são pequenininhos. Yes, darling. Os grandes não funcionaram tão bem.

E hoje eu vivo pacificamente com uma coleção de óclinhos extravagantes. Um para cada ocasião. Tem o de bolinha. O de antenas. O laranja fosforescente. O com patinhas de aranha. Com focinho de gato. E aquele que me deixa supersexy que as hastes são literalmente perninhas.

Velha, sim. Conformada, jamais!

A presbiopia chegou, mas meus óculos são arrasadores!

Resolvi que a melhor maneira de encarar esta fase era me divertindo com ela e rindo de mim mesma.

Ria comigo!

Leia mais:

Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo!
O machismo está presente no trânsito, no salão e até nos palavrões!

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

5 Comentários
  1. Também achava ser possível disfarçar tudo, menos vista cansada. Mas as lentes multifocais numa armação charmosa nos deixam com cara de JOVEM intelectual. Disse adeus aos modelos de meia lente que ficam na ponta do nariz nos fazendo parecer a Mamãe Noel.

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A publicidade não fala com as Dominiques. Por quê?

Dominique - Publicidade

Definitivamente a publicidade não fala conosco, Dominiques!

Ahhh… Claro que fala! Tem aquela publicidade do creme contra rugas.

As empresas que fabricam e anunciam esses produtos mágicos de rejuvenescimento também fabricam perfumes, maquiagem, produtos pra cabelo. Mas parece que nós não nos maquiamos. Nós não nos perfumamos.  Nós não lavamos cabelo. Nós só envelhecemos.

A diversidade que eles tanto pregam, LGBT, diversidade racial, igualdade de gêneros e outras, não incluí Dominiques. 

Mas já que é para falar de cremes e rejuvenescimento, falemos. Sobre eles. Prometo que não vou ser panfletária. Vou fazer gracinha, tá?

Nada contra. Nada contra quem usa. Nada contra quem não usa.

O que sempre me incomodou é o tal “rejuvenescimento”. Eu NÃO quero REJUVENESCER!
Quero saber envelhecer . Aliás, envelheço desde o dia que nasci. Você também. Sério.

Tem pessoas que já me confessaram não estão encarando bem o espelho e o envelhecimento.
Morro de pena. De verdade. Porque não há muito o que fazer.
Quem sabe, talvez, tratamentos cosméticos e plásticas.
Mas estes são apenas paliativos para a imagem e o reflexo. E temporários. Efêmeros. Com um custo altíssimo.
Não. Não estou falando de dinheiro.

É duro ver no espelho minha coxa em babados??  PQP, claro que é!

Vou pra musculação xingando e com a certeza que no máximo estarei com a consciência tranquila quando usar maiô na praia. Fiz meu melhor! A perna continuará em babados. E a da maioria das minhas amigas também.

É… Cést la vie!!

Mas garanto!
Ninguém discute um texto de Julio Cortázar como eu.
Ninguém faz um moqueca como minha amiga da casa ao lado.
Ninguém tem um papo tão delicioso como a amiga da casa da frente.

E tomar caipirinha comendo um petisquinho (frito de preferência) com elas na praia, tomando um solzinho, falando quilos de bobagens, não tem preço.

De vez em quando até passa na nossa frente uma daquelas mulheres lá de cima que falei. Num biquíni pequenino. Com um chapéu maior que nosso guarda-sol. Corpaço. Inveja? Talvez. Por segundos.

Mas aí eu penso no que ela fez, ou pior, no que ela deixou de fazer em nome do corpaço e do espelho.
Bom, a inveja continua.
Mas como o bolinho de arroz muito mais aliviada e ainda coloco um tabasquinho.

Dominique - Publicidade

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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