Envolvimento

Voltar a Minha Terra Natal

Faz tempo que não escrevo para Dominique. É capaz que nem lembre mais de mim, aquela portuguesa tropicalizada que casou com um brasileiro do Leblon.

Bem, como disse em outro texto que escrevi, por conta de um casamento de mais de 2 décadas, falo um português bem brasileiro além de outros detalhes.

Depois de 25 anos morando no Brasil, os filhos cresceram, o casamento acabou e não vi mais sentido em continuar longe da minha terra natal. Não necessariamente nessa ordem.

Resolvi voltar para Portugal, onde estavam parte da minha família e amigos de infância.

Claro que ao longo desses anos todos que morei no Brasil, visitei Portugal com uma certa frequência, não a desejada, mas a possível quando se está a criar filhos e fazendo a vida. Mesmo quando passávamos grandes temporadas, um mês ou mais, parecia ser apenas uma breve passagem. Pouco a pouco passei a ser turista no lugar em que nasci.

Não digo que foi fácil ficar tão longe dos meus por tanto tempo, mas também não foi uma tragédia, até porque eu que escolhi essa vida de expatriada, por assim dizer. Sendo que fui muito bem recebida pela família do meu ex, sem nunca esquecer que era família DELE e que no final das contas sangue sempre fala mais alto.

Fiz amigas e algumas super amigas de quem jamais me separarei mesmo com um oceano de distância, entretanto, reconheço, que mesmo com todas as mais modernas ferramentas de comunicação, o bom mesmo é o tête a tête sendo que alguns assuntos só mesmo se pudermos cochichar, sabe como é?

Entre os muitos motivos para meu regresso talvez o mais importante seja minha mãe, que, apesar da estupenda saúde, já passa dos 80 anos e não suportaria a dor que passei por estar longe quando o meu pai faleceu. Está na hora de ajudar os meus irmãos nesse sentido.

De mais a mais, parece que quando envelhecemos começamos a querer ficar perto de nossas lembranças mais longínquas para que elas não esmaeçam ou até mesmo desapareçam nas falhas de nossas memórias.

Como foi minha volta a minha terra natal? Mais difícil do que imaginei.

Bem, não é só desligar um botão e ligar outro.

Partidas são partidas e recomeços, geralmente, são edificantes, todavia, esse bom sentimento vai surgir apenas no final do processo, quando já conseguimos ver o tal “recomeço” com distanciamento histórico.

Para tentar sofrer menos, resolvi que não cortaria totalmente os vínculos com o Rio de Janeiro. Como se isso fosse possível para quem tem 2 filhos cariocas! Decidi manter um pequenino flat na cidade maravilhosa.

Procurei morada perto do conselho onde nasci e cresci. Agora, ninguém vive na Cidade Maravilhosa por 25 anos impunemente, de maneira que morar perto da orla, mais que um luxo, tornou-se uma necessidade. Assim sendo, mudei-me para Cascais, onde fui generosamente acolhida e não me arrependo uma vírgula da minha escolha.

Tal e qual, ninguém fica longe de Portugal por 25 anos impunemente. As diferenças culturais assimiladas por mim, se faziam notar a todo instante.

Só para ilustrar: nunca perdi o meu sotaque lusitano, sendo que em qualquer lugar que chegasse no Brasil, a primeira coisa que sempre ouvi foi a inevitável pergunta acompanhada de um simpático sorriso – É portuguesa? Ora pois! Sim, sou. Como adivinhou? – brincava eu de maneira coquete.

Agora pasme! No meu regresso a terra natal, qual não é meu espanto quando vejo que os meus conterrâneos julgam-me brasileira justamente pelo meu sotaque. Como assim? Exatamente!

No Brasil sou considerada portuguesa e em Portugal acreditam que sou brasileira. Como disse, esse é o preço a pagar por “abandonar” não um, mas dois países ao longo da minha vida.

Quando casei e finquei pé no Rio, uma das coisas que mais senti falta eram de referências.

As mulheres com quem lá convivi conheciam-se da vida toda, e faziam questão de mencionar o passado, aquele que justamente eu não fazia parte, a cada 5 minutos. O pediatra das crianças era o pediatra que outrora tinha sido delas. Chamavam as mães uma das outras de tia, apesar de não terem laços sanguíneos algum. Passaram férias juntas em Búzios, Angra e Cabo Frio. Morriam de rir ao relembrar o Circo Voador e os seus shows na década de 80. Sentia-me uma alienígena.

Com o tempo, construí as minhas próprias memórias, virei tia de amigos dos meus filhos e acabei por conhecer o Circo voador. Foram muitos bons momentos e outros nem tanto, aliás como a vida deve ser.

A minha adaptação ao meu velho novo mundo lusitano correu bem apesar de um pouco solitária no princípio, afinal a vida de todos e de tudo que eu conhecia não tinha parado por 25 anos a minha espera. Por fim, tudo deu certo, já estou climatizada e completamente inserida. Sinto-me pertencente novamente.

Como o meu trabalho é e sempre foi remoto, posso passar temporadas no Brasil quando a saudade aperta assim tenho a ilusão de ter sempre o melhor dos dois mundos.

Penso que sou uma pessoa muito feliz com essa vida que escolhi, pois, sofro para ir, e mais ainda para voltar. Isso só pode significar que sou muito feliz em ambas as minhas pátrias, na terra natal e na terra escolhida. Sou uma grande privilegiada.

Bem, a história que ia contar aqui era outra, mas acabei numa digressão sem fim e o meu último Carnaval no Brasil vai ficar para o próximo texto. Assim pelo menos comprometo-me a escrever semana que vem, tá?

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Barbara Godinho
Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

2 Comentários
  1. Bom conhecer a sua história. Me dá um pouco de alento. Só que fiz o caminho inverso e resolvi vir envelhecer num lugar sobre o qual não tenho memórias. Estou a tentar construí-las. Assim, vou seguindo por cá.

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Uma história de Recomeço – Meu melhor casamento

Dominique apaixonou-se perdidamente por Mateus e foi correspondida.

Mateus era quase 15 anos mais velho que Dominique, já tinha tido uns 3 casamentos e incontáveis filhos de cada um deles.

Nada disso importava para Dominique. Desde aquela primeira conversa no bar Supremo, encantou-se com o papo, a cultura, a ousadia e até mesmo com a aparência e o jeito despojado chique.

Mateus era de família tradicionalíssima paulista, descendente de algum barão do café, daqueles com 5 sobrenomes.

Dos gloriosos tempos da política com café com leite, sobraram além das histórias, uma única fazenda em Itapira.

Dominique, neta de humildes imigrantes, não ligava para os narizes torcidos dos amigos de Mateus. Muito pelo contrário, fez com que todos eles e elas a admirassem com o tempo.

Mateus era um homem cheio de qualidades, encantadoras qualidades. Porém tinha um defeito que quando acentuado, passa a ser grave.

Ele era ávaro, pão duro mesmo, chegando a beirar a mesquinhez.

Isso incomodava Dominique que ao longo dos 15 anos de relacionamento nunca pediu um centavo sequer para o namorado e igualmente retribuiu-lhe a atitude.

Dividiam todas as contas, fosse no dia a dia, fosse em viagem. Com o passar dos anos, Dominique começou a achar esse um bom arranjo. Sentia-se mais dona de seu nariz se é que dava para ela sentir-se mais.

Tinha apenas uma coisa que Mateus não economizava. Era na comemoração do dia em que se conheceram.

Todo dia 10 de novembro Dominique podia contar com uma surpresa.

Sempre começavam com um drink no Bar Supremo, onde se conheceram. De lá poderiam ir para um Hotel 5 estrelas, para o aeroporto rumo a uma viagem surpresa para Galápagos ou para um romântico picnic em algum rooftop.

Assim compartilharam os gostos pela música, livros, animais, espetáculos, boa comida, e pela família.

Ahhh, a família é um assunto a parte. Filhos, muiiitos filhos. A quantidade de filhos cá e lá, foi motivo mais do que razoável para nunca terem morado juntos.

Os filhos de Dominique formaram-se, casaram e levavam uma vida de acordo com a possibilidade de cada um. Achavam bom a mãe ter uma companhia. Bom para ela e muito melhor para eles que não sentiam o peso da culpa pela ausência.

Já os filhos de Mateus, competiam sempre com o apoio de suas respectivas mães. Estavam sempre brigando entre si e com o pai. O motivo era sempre o mesmo. $$$$

A primeira vez que Dominique foi a fazenda em Itapira, achou que não sairia viva de lá, fosse pelo estado precário da fazenda, fosse pelo ódio que viu nos olhos dos “enteados”.

Aquela fazenda estava caindo aos pedaços. fazia anos que não via uma mão de tinta. Bolores nas paredes. Teto com goteira. E os colchões? Ela tinha a impressão que eram recheados com palha. Porém o delicioso feijão feito naquele aconchegante fogão a lenha compensava as desventuras.

Não. Mentira. Não compensava nada. Dominique queria era seu ar condicionado e seu colchão de molas. E distância regulamentar dos filhos de Mateus.

Com o tempo, muito jeitinho e dividindo as despesas, convenceu o amor de sua vida a reformar a sede, ao mesmo tempo que conseguiu afastar um pouco aqueles sangues suga de seu namorido.

Com sua visão comercial, fez com que Mateus arrendasse um pedaço da fazenda para garantir a renda e trabalhasse a terra remanescente tornando-a minimamente produtiva.

Nesses anos todos, Dominique nunca parou de trabalhar, e continuou aumentando seu patrimônio. Porém com suas frequentes idas para Iatpira, desgastava-se demais no dia a dia de seus negócios. Nenhum filho queria trabalhar com ela e nem ela os queria por perto. Achou mais fácil contratar uma secretária e um administrador. Mais fácil e mais barato.

Com o tempo, ambos foram se mostrando de grande valia e igual confiança, lembrando que o FAX, aquela invenção mágica e meio incompreensível, facilitava absolutamente tudo. A vida podia ser dividida antes e depois do FAX.

Dessa maneira Dominique foi se sentindo cada vez mais segura para passar mais tempo na fazenda curtindo seu Mozão.

Juntos viram o Brasil ganhar duas copas do mundo.

Passaram pela presidência, um José, 2 Fernandos, 1 Itamar e um Luis.

Assistiram juntos Vale Tudo, Rainha da Sucata, Pantanal (que rendeu uma viagem para conhecer aquele paraíso).

Dominique foi uma das primeiras assinantes da imberbe Tv a Cabo brasileira pois amava assistir sitcom. The Nanny, Murphy Brown, Seinfeld, Will and Grace e muitas outras, sendo que a preferida de Mateus era a Família Dinossauro, vai saber por que.

Cinema não era muito a praia do casal, mas não se furtavam a um Blockbuster no vídeocassete e depois no DVD. Telma e Louise, Tomates Verdes Fritos, A Lista de Shindler, mostraram que Mateus era um homem muito sensível por suas muitas lágrimas vertidas.

Estavam atentos ao advento da Internet. Entenderam já em 90 e pouco que aquilo mudaria o mundo. E mais uma vez, Dominique foi das primeiras a ter a tão desejada Banda Larga em casa. Foi nessa época que Mateus quase se mudou para casa da namorida. Amava a Internet da casa dela e ele não assinaria Speedy tão cedo. Qual a necessidade dele ter se ela já tinha? E vai saber se esse negócio de Internet ia dar certo mesmo?

Vibraram com o Protocolo de Kioto e derreteram juntos em 98 com a chegada daquele El Nino avassalador no mesmo ano.

Decoraram todas as Letras dos Mamonas Assassinas fazendo a alegria dos netinhos que já podia se dizer, eram de ambos.

Estavam juntos naquele 11 de setembro. Especularam se aquela escalada terrorista teria a ver com os fundamentalistas iranianos, afegãos, líbios. Ou com a Aliança soberana entre EUA e a Alemanha reunificada.

Os ataques terroristas mobilizavam o casal. Eram noites e noites tentando entender motivações, aspectos sociais, financeiros e até mesmo ocultos em cada episódio.

Mateus não chegou a saber do atentado terrorista em Madri no dia 11 de março de 2004.

Depois de lutar incansavelmente por quase 2 anos contra um câncer, na madrugada daquela quinta feira, desistiu. Fechou os olhos segurando a mão de sua maior e melhor companhia.

Dominique nunca se sentiu tão sozinha. Não sabia ao certo se agradecia aqueles 15 anos de felicidade, ou os amaldiçoava por terem lhe dado parâmetro. Ela finalmente sabia o que era ser feliz e não aceitaria nada menos que isso. Nada menos do que teve com Mateus.

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Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Quer adicionar um pouco de ousadia no seu Carnaval? Tenho uma dica!

Acho que está muito claro para nós, Dominiques. No Carnaval, nós só fazemos o que tivermos vontade. Inclusive, eu contei neste post aqui o quanto já aproveitei (e até descansei) neste mais de 50 anos de folia. Estes dias uma amiga fez outra recomendação: adicionar uma pitada de ousadia nestes dias já animados. Fiquei super curiosa para saber como é ter um carnaval assim… mais ousado!!!

Antes de prosseguir uma pergunta importante!

Você confirma ter mais de 18 anos para ler esse conteúdo?

SIM | NÃO

Não aguentei, Dominiques, tive de fazer essa piada! Acima de tudo eu acho importante avisar: o que você lerá a partir daqui é ousado, beeeeem ousado! Será por sua conta e risco, ok?

Muitas de nós sempre tivemos curiosidade para assistir ou ler sobre pornografia. Mas poucas assistiram. Tirando o preconceito que nos impediu por anos, eu acho que outro motivo desanimador era o fato de os filmes estarem repletos de clichês. Não eram sobre o olhar do casal para a relação, mas uma produção filmada apenas pelo ponto de vista masculino e sobre o que excitava os homens. 

Mas, sem dúvida, a indústria do filme pornô mudou. Hoje temos a opção de assistir filmes com um teor mais erótico, além, é claro, mais ousadia e cenas explícitas. A maioria das produções é feita por mulheres, já que elas viram a oportunidade de explorar histórias sob o ponto de vista feminino. 

Os resultados são produções diferentes em diversos aspectos. Um exemplo é a escolha dos atores. Inclusive, muitas diretoras privilegiam as pessoas comuns. Sim, gente como a gente, com barriguinha e fora dos padrões convencionais. A história tem uma parte importante no filme, incorporando referências do nosso dia a dia. Nada de ir direto para os “finalmentes”. 

Aumento da audiência feminina

A audiência feminina sempre esteve presente. E agora chama a atenção. Um artigo da revista New York faz uma análise da pornografia no nosso tempo e traz dados sobre os acessos. Você imaginaria que as brasileiras representam 35% dos acessos do PornHub, o maior site pornô do mundo? Pois é… isso que a audiência feminina mundial é de 25%.

Acho que a gente teve uma boa ideia desta mudança com o sucesso da trilogia 50 Tons de Cinza. Eu particularmente não gostei… mas apenas assisti os filmes. Há alguma ousadia nas cenas e achei o ator lindo de morrer. Mas a história de uma moça virgem que encontra um homem lindo, rico, disponível e apaixonado não me convence! Nem na época dos romances Sabrina, viu!

Sendo mais explícito ou apenas sugestivo, eu bacana saber que temos a opção de assistir bons filmes pornôs, pensados e produzidos para nós. Além disso, pode ser um ótimo estímulo para o casamento. Que tal um pouco mais de ousadia entre vocês dois? De certa forma, eu também acho empoderador (detesto essa palavra!) retratar mulheres encarregadas de seus próprios corpos e desejos. Já passou da hora de isso acontecer, viu!

Encontrei três sites de filmes pornôs, dirigidos por diretoras mulheres. Todas elas têm a mesma proposta: uma produção que valoriza os desejos e vontades da mulher, sem estereótipos. São filmes e histórias que contrapõem os clichês do cinema pornô tradicional para adequá-los a uma visão feminina. 

Não são sites eróticos, são filmes pornográficos, ou seja, mostram sexo explícito. Além disso, se você não se sentir a vontade de assistir agora, não tem problema nenhum! Por outro lado, você já sabe que quando quiser matar a curiosidade tem dica por aqui. Quem sabe?

Sites pornô para mulheres

O Sssh.com  é um exemplo. O site, criado pela diretora de filmes canadense Angie Rowntree, considera a perspectiva da mulher nos filmes que produz. Ela se inspira nas fantasias e nos desejos compartilhados pelas próprias assinantes do site para criar. Desta forma, os filmes são apresentados da perspectiva feminina, com ênfase no prazer mútuo. O site é fechado para assinantes. No entanto, você pode pagar U$ 4,95 para um teste de dois dias. 

Outra descoberta foi o site XConfessions, da diretora Erika Lust, uma das pioneiras do cinema pornô. Ela também escolhe as fantasias anônimas compartilhadas por seus seguidores e produz curta-metragens e filmes. Suas produções não mostram apenas como é o sexo, mas contam histórias sobre desejo e a interação do casal. O site também tem textos – ou confissões – para ler (em inglês). Das três dicas, esse site é o mais ousado deles.

O site Bright Desire é uma opção bacana para quem quer ousar vendo filmes pornôs, mas prefere cenas mais leves. Essa é a proposta da diretora, buscar inspiração nas fantasias enquanto entrega um filme que explora a conexão e a intimidade do casal. Além disso, escolhe atores parecidos conosco, com estilos e corpos comuns!

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Manual com dicas e cuidados para o relacionamento virtual

Parece até estranho ensinar uma mulher de mais de 50 anos alguma coisa. Mas quando se trata sobre relacionamento com outra pessoa, é preciso sim. Primeiro, porque se você está solteira novamente, deve ter passado vários anos casada. As coisas mudaram muito desde quando tínhamos 20 anos. Ao mesmo tempo, porque as paqueras agora começam num relacionamento virtual, coisa dos novos tempos.

Dominiques, antes de tudo temos de combinar uma coisa! Você não só pode, como deve investir nos relacionamentos virtuais. Não circulamos mais por tantos grupos assim, então não teremos mais muitos “amigos dos amigos” disponíveis para conhecermos. Depois porque a internet tem uma super, mega, vantagem! Com os aplicativos, conseguimos fazer uma boa seleção dos perfis que mais combinam com a gente. 

Vantagens do relacionamento online

Imagina só… vamos poupar um ou dois encontros antes de escutar aquela bobagem que desencoraja qualquer uma de continuar. Uma economia, hein. Não precisa investir logo de início no cabeleireiro ou na roupa nova! 

Outra vantagem do relacionamento virtual é que nós podemos começar o contato. Isso mesmo. Nada de ficar sentada em casa esperando o cara ligar. Você pode procurar os melhores partidos (ainda se fala isso?), dar aquela stalkeada no perfil (o modo tecnológico de dizer bisbilhotar!) e pronto. O próximo passo é dar um “match” e ele logo saberá que você curtiu o perfil. 

É a partir desse momento que o nosso guia vai te ajudar. É que se de um lado a internet simplifica e amplia as chances de conhecer outras pessoas, você pode cair em uma cilada. Trambiqueiros sempre existiram, mas no virtual fica difícil identificar os casados, os fakes ou os especialistas em enganar as mulheres.  

Primeiro, organizei o manual com dicas para você ter sucessos nos relacionamentos virtuais. Em seguida, fiz uma lista dos cuidados que você deve ter. Leia e boa sorte! Não se esqueça de voltar aqui para contar se deu certo!

Dicas para começar o relacionamento virtual

# 1 – Não fique aí parada esperando o homem certo para você. Vá a luta para buscar o seu par ideal. Nas configurações do seu perfil, invista em fazer os filtros de seleção. 

# 2 – Quando conhecer alguém, evite escrever muito. Menos é mais! Vá direto ao ponto dizendo algo assim: Seu perfil apareceu nos meus resultados de busca hoje. Eu acho que temos muito em comum. Gostaria de conversar e saber mais sobre você!. 

# 3 – Comece trocando mensagens e peça uma conversa em video. Se a outra pessoa negar, pode não ser um bom sinal! Aproveite para observar outras coisas sobre o comportamento. Lembre-se: você não precisa se relacionar com todas as pessoas que conversa.

# 4 – Você deve escolher o primeiro ponto de encontro. Não aceite encontrar alguém em um lugar que você está familiarizada. É até gentil da parte dele!

# 5 – Não crie expectativas. É difícil não imaginar o encontro ideal ou como você quer que seja a outra pessoa. Mas nada será como a realidade, amiga!

# 6 – Faça uma listinha, pode até ser apenas na sua cabeça, das principais perguntas que você gostaria de fazer. Tente extrair o máximo de informações que conseguir!

# 7 – Sexo no primeiro encontro? Se rolou química entre vocês, os hormônios vão ficar em polvorosa. Não há regras e nem certo ou errado, ok. Mas você só deve fazer o que você realmente quer. 

# 8 – Não precisa ficar ansiosa se vai rolar o segundo encontro. Você está no aplicativo para achar um relacionamento bacana. Não gaste tempo com quem você não curtiu muito. Se precisar, ajuste o seu perfil para melhorar a seleção.

Cuidados antes de começar o relacionamento virtual

#1 – Nada de relevar a sua identidade completa, falando onde trabalha ou mora. 

# 2 Se você estiver gostanto muito e quiser conversar mais ao longo do dia, você pode passar o seu telefone celular … e só! 

# 3 – Mas antes disso, tente fazer contato pelo Skype ou usando sua  webcam. É até bom para ver realmente quem está do outro lado da tela.

# 4 – Desconfie de quem é insistente e quer saber mais informações pessoais sobre você. 

# 5 –  Jamais… em hipótese nenhuma… nunca dê dinheiro, mesmo que vocês já tenham iniciado um relacionamento. Muitos trapaceiros conquistam primeiro para roubar depois. 

# 6 – Infelizmente homens casados também frequentam os sites e apps de relacionamento. Uma boa dica para investigar o estado civil é marcar almoço de domingo ou passeios sábado a tarde. 

# 7 – Você deve sempre proteger a sua identidade, mas pode bancar a detetive e tentar obter o máximo de informações sobre a pessoa. Apenas para certificar-se de que a pessoa é mesmo quem diz ser e não apresenta riscos. 

# 8 – Sempre avise amigos e família de um encontro. Se está na dúvida ou com receio, mas ainda assim quer tirar a prova, convide alguma amiga para ficar próximo. A segurança vem em primeiro lugar. 

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10 sites e apps de relacionamento

Sexo com Dominiques

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Lucy, filme intrigante e envolvente que surpreende!

Com idéias da nova Física, intrigante e envolvente, Lucy surpreende pelo roteiro inteligente

Scarlet Johansson é Lucy no novo thriller de ação de Luc Besson, disponível na Netflix.

 Lucy é uma garota comum, uma americana morando em Taiwan, quando se envolve com um perigoso grupo de traficantes. Feita de “mula” ela transporta uma substância secreta dentro de si, mas o saco se rompe e dá a ela poderes para lutar contra esses criminosos.

lucy-filme-netflix

A premissa do filme é essa, onde Lucy acaba sendo cobaia involuntária de uma droga experimental adquirindo a capacidade de acessar áreas do cérebro ainda inexploradas. Basicamente ela ganha super poderes, e podemos acompanhar o progresso das capacidades cerebrais de uma forma bem visual.

Estudos apontam que os humanos utilizam apenas 10% de sua capacidade cerebral. Mas o que aconteceria se fosse possível usar 20% ou 100%? Ainda que essa teoria esteja sendo revista é interessante considerar essas hipóteses.

Admitindo, desde o princípio, em entrevistas, que essa teoria é errônea, o diretor já pede uma descrença ao espectador.

Besson sabiamente evita o óbvio, adentrando sem medo, na ficção científica, e consegue nos surpreender a cada seqüência.

O ritmo do filme é bem desenvolvido, sem muita enrolação. Basicamente é uma grande demonstração de super poderes possíveis utilizando apenas a mente.

Johansson se sai maravilhosamente no papel, lidou com grande comprometimento nesse projeto, e constrói com detalhes a progressão entre Lucy inicial e as demais, com diferentes porcentagens da capacidade cerebral desenvolvida. A atriz confere vida a este projeto coerente, insano e divertido, marcado por uma saudável vontade de trazer algo diferente aos blockbusters de ação e ficção científica. Aliás, diga-se de passagem, esses realmente, não gosto mesmo.

Lucy consegue ser sério às vezes, hilário em outros momentos, e quem diria, até poético em alguns instantes. 

O ritmo dinâmico da obra é, porém, constantemente quebrado pela intercalação com cenas focadas no professor Norman (Morgan Freeman), que, longe dali, apresenta uma palestra sobre as possibilidades do uso do cérebro. O longa procura realizar constantes paralelos entre dois focos narrativos, e Freeman, como de costume, consegue nos cativar com sua sincera interpretação.

A fotografia consegue através de seus constantes closes, retratar o melhor de Scarlet, que definitivamente convence no papel.

As músicas que compõe a trilha são perfeitas para o andamento da história, combinando perfeitamente com cada cena, inclusive contando com momentos selecionados de silêncio. Besson coloca música pop rock nas perseguições de carros, e logo depois usa trechos de música clássica. 

Definitivamente, Lucy é um filme empolgante com reais ambições, tanto artísticas quanto comerciais.

O filme vai agradar a quem gosta de divertir-se com novas idéias e especular sobre a natureza humana.

Com efeitos especiais, além de perfeitos e muito bem usados, Lucy é lindo, bonito de se ver, divertido e interessante.

Realmente adoro o cinema francês em qualquer gênero.

Amei!


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