Destaque

Que tal começar o ano com a vida mais organizada? Veja que ideias incríveis.

Você já ouviu falar que ser organizada significa ser capaz de focar no que é mais importante e, assim, fazer aquilo que é prioritário na sua vida?  Esse bordão é bem comum pra quem trabalha. Ainda por cima dizem mais: quem não define os seus objetivos abre espaço para outras pessoas decidirem o que será a prioridade. Dá-lhe mais trabalho… e mais estresse também!

A organização no dia a dia é fundamental para ter maior controle sobre as suas atividades e prioridades. Assim sendo, pra quem quer se aprofundar no tema, tem o livro bem interessante A Mente Organizada, do neurocientista americano Daniel Levitin. Aliás, ele diz que a organização é a chave para lidar nesse mundo hiperconectado.

Certamente, há esse plano para lidar com a programação do dia a dia, tanto em casa quanto no trabalho. Mas e a organização das pequenas coisas da vida, ou seja, daquilo que é rotineiro, mas mesmo assim negligenciamos? 

Eu me organizo muito bem nas tarefas de casa e do trabalho. Mas sabe uma coisa que me deixar estressada? Papel ou gaveta bagunçados. Ahh… eu fico louquinha. Contas diversas espalhadas na escrivaninha de casa. Igualmente, cabos de computador e celular todos amontoados. 

Organizar para ser organizada

Essas são as pequenas coisas capazes de atrapalhar o meu dia, acredita? Ora eu preciso tirar rapidamente meu cabo pra sair pra uma reunião, ora tenho de achar um comprovante de pagamento. Se essas tarefinhas do dia a dia não estão à mão, eu tenho bloqueios momentâneos que me tomam um tempão. 

É por isso que todo começo do ano eu aproveito para colocar alguma coisa em ordem na minha vida seja pessoal, seja do trabalho. Esquematizar algumas coisas me ajuda a manter a rotina organizada. Assim, todo o restante flui super bem e sem estresse.

Quer ver só? Ano passado decidi organizar as contas em envelopes. Cada envelope tem uma etiqueta identificando do que se trata e o ano. Todos os meses eu coloco a conta paga por cima. E no início do ano, eu abro cada um dos envelopes e só confiro se está tudo certinho. Depois, grampeio todos eles e arquivo. Novo ano, novos envelopes.

Novos projetos em organização

Pra não acumular – daí ficar mais estressada – eu escolho um ou dois projetos para o ano. E eu me policio para seguir à risca o método que eu criei. Não adianta nada gastar um tempão organizando algo e ao longo do ano bagunçar tudo de novo, não é?

Já tenho a minha listinha de projetos que gostaria de fazer para o ano. Só não me decidi ainda qual deles fazer. Veja só:

Cabos e Fios organizados

Essencial. É de computador, celular, ipad, bateria externa… É tanto cabo e fio que já não sei mais quais são meus e quais são da família. Adorei essas duas ideias. A primeira delas é a caixinha etiquetada com a função correta do cabo. Dá para reaproveitar caixas de sapato ou de presentes e encapar com tecido ou papel adesivo. Também adorei colocar etiqueta no fio, quando ele está ligado na tomada. Olha que fácil fica para desplugar, sem a necessidade de percorrer cada um deles vendo no que está ligado. Acho que funciona fazer com papel colorido, protegido com um durex mais resistente. 

Maquiagem

No dia a dia uso pouca maquiagem. Mas como eu gostaria de ter os meus itens preferidos como nessa sugestão! Eu até que mantenho a gaveta organizada, mas como sempre temos mais cores, dá um trabalhinho identificar o que gosto para o dia a dia. Não é um projeto difícil. Funcionar com uma placa de metal, como as usadas para pendurar fotos. Depois, é só colar um imã nas embalagens das maquiagens. Deixaria apenas os itens preferidos, que uso todos os dias.

Remédios

Tenho de confessar: está tudo bagunçado em gavetas e caixas de plástico pela casa. De vez em quando eu dou uma olhada e jogo fora alguns deles, vencidos há alguns anos! Como não sou hipocondríaca, não tenho tantos remédios assim. Mas tenho vários deles, para finalidades diferentes. Gostei da  ideia de separar em plásticos, com etiquetando a finalidade. Bom, mas isso não me eximirá de tempos em tempos dar uma olhada geral e jogar fora os vencidos.

Plásticos na cozinha

Marca que virou sinônimo de categoria. Quem não tem dezenas de tupperwares na cozinha? E quando você menos espera surgem novos! São essenciais pro nosso dia a dia, mas que bagunça deixam no armário. Quer me deixar estressada é guardar separada a tampa. Será que é fácil achar esses separadores, como nessa ideia da imagem? Acho que dá para comprar separado e apenas acoplar na gaveta. Adorei. 

Cápsulas de café

Ok, eu aceito que não é fundamental para a vida. Mas não seria incrível ter uma gaveta com as cápsulas organizada e separadas por sabor? Olha… virou o meu novo sonho de consumo tanto para a minha casa quanto para o escritório. Além disso, fica super bonito visualmente. Amei.

De fato. Organizar pequenas coisas da vida podem nos ajudar a ter mais tempo para realizar as grandes tarefas, muito mais importantes. 

E você? Animou-se para organizar algo? Conta aqui.

Para terminar, outra revelação. Adorei esse board todo furadinho perto da cama. Ficou ótimo na decoração e ainda por cima dá pra pendurar muitas coisas. Vou colocar na minha lista de desejos quando puder mexer na decoração do meu quarto. 

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Você gosta de séries? Eu prefiro minissérie!

Prefiro minissérie. Ahhh, você gosta de séries, né? Eu gosto. Quer dizer, gostava. De fato, o que gosto mesmo é de minissérie, ou seja, histórias com começo meio e fim. FIM!! Dá pra entender?

Não importa quantos episódios ou capítulos, desde que sejam numa mesma temporada.

Tô parecendo meio radical? Então vou explicar meu ponto de vista.

A minissérie é uma boa história. Essa história pode render um longa metragem ou 8, 9, 15 episódios de uma minissérie, dependendo da criatividade do roteirista. Se conseguimos contar uma boa história em 2 horas, por que havemos de contá-la em 15 episódios?

É simples. Porque gostamos de continuação. Escritores e roteirista podem ser muito bons, criando uma trama muito envolvente, entretanto numa temporada já conhecemos os personagens, qual o centro da história, as possíveis reviravoltas e o melhor de tudo é quando temos um fim. Sempre temos um fim.

Esse foi o caso de Big Little Lies, uma das minissérie que mais gostei em minha vida. Gostei da minissérie que não apenas teve uma trama super envolvente, mas desfecho espetacular. Pra mim tava bom. Me satisfiz com os 8 episódios e tive muito prazer em saber que tinha acabado.

Em virtude de um enorme sucesso, os produtores decidiram que uma segunda temporada, que não estava prevista, deveria acontecer, tornando Big Little Lies numa série com muitas temporadas.

Só um detalhe: a história da primeira temporada fechou tão redonda de tal forma que não deixou gancho para uma continuação. Sem problemas! Inventaram um gancho e enfiaram a inegavelmente atriz das atrizes, Meryl Streep, para tentar renovar a magia da trama, o que em minha humilde opinião, não deu certo.

Você assistiu Método Kominsky?

Primeira temporada maravilhosa sempre com diálogos fantásticos assim como uma amarração perfeita. Segunda temporada? Decepcionante, encheção de linguiça, lugares comuns. Justamente porque a surpresa e expectativa já tinham sido totalmente exploradas na primeira temporada. E mesmo assim deixaram um gancho para a terceira temporada que provavelmente não assistirei. Aliás, assisti a segunda de teimosa, porque há tempos que só assisto a primeira temporada de qualquer série.

Você lembra da Praça é Nossa? Tinha a surdinha da praça, que já sabíamos que todos os programas ela apareceria do mesmo modo e que ela escutaria as coisas de uma maneira diferente do que tinha sido dito. Em todos os episódios ela teria dificuldade para sentar e levantar assim como acabaria toda cena com seu indefectível bordão.

Assim como a Dona Bella (Zezé Macedo, na Escolinha do Professor Raimundo) toda cena acabaria espernenado no chão e gritando pois entendeu uma ingênua frase de maneira maliciosa. Toda vez. Não estou dizendo que esse humor é ruim, mas é previsível e tem com certeza seu público. É dessa maneira que eu vejo as segundas temporadas das minisséries. Em conclusão, são esticadas desnecessárias em boas histórias.

A excessão disso são os SitComs.

Pelo menos na minha opinião, por mais que se tenha uma trama permeando todas as temporadas, todos os episódios têm começo meio e fim. Você pode perder um, quatro ou eventualmente até cinco episódios que sempre se encontrará quando voltar a assistir. Pode perder uma temporada inteira, que provavelmente não fará diferença.

Os personagens ficam em nossas memória e deixam saudade. Quer ver?

  • Big Bang Theory
  • Friends. Você acredita que friends já tem 25 anos? Vira e mexe eu me pego vendo reprises.
  • Fran Nanny
  • Mash
  • Seinfeld
  • A Feiticeira
  • Jeanny

Diga-me você. Gostaria de saber. Quais séries você ficou triste quando acabou depois de 9 temporadas? Assistiu a todas?

E minissérie? E Sitcom?

Com toda certeza essa é apenas a minha opinião. E deve ter um monte de gente que não vai concordar. Isso é muito saudável. Quero saber.

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Do fundo do baú do Netflix, filmes antigos que valem a pena rever

Um bom filme é para sempre! Até pouco tempo atrás, nós dependíamos de alugar o video na locadora (quando tinha!) ou esperar pelas repetições na televisão. Aliás, você imagina qual foi o filme mais reprisado na sessão da tarde, da Globo? Errou se apostou em Lagoa Azul (foi o mais votado na enquete feita emissora!). Ghost foi exibido 25 vezes, enquanto o romance adolescente passou “só” 20 vezes. 

Agora ficou um pouco mais fácil rever grandes produções do cinema. O Netflix de tempos em tempos relança na plataforma alguns filmes antigos e outros clássicos não tão antigos assim, mas que valem ser vistos ou revistos. A nossa crítica de cinema Elzinha Lucchesi sempre descobre as melhores indicações para as Dominiques e já escreveu sobre alguns filmes antigos.

O Profissional

O filme de 1994, com Jean Reno e Gary Oldman, marca a estreia no cinema da Natalie Portman. A princípio, o longa conta a história de um assassino profissional de Nova York que salva a vida de uma garota. Assim sendo, ela teve a sua família assassinada por policial corrupto e quer vingança. Um dos melhores filmes do diretor Luc Besson.

Um Crime Perfeito

Um Crime Perfeito, de 1998, é uma versão interessante do filme Disque M Para Matar, do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock. No longa, um acionista da bolsa logo descobre que sua esposa está tendo um caso com um artista, então faz ao rapaz uma proposta milionária. Tem no elenco Michael Douglas, Gwyneth Paltrow e Viggo Mortensen. Um achado!

Alguém Tem Que Ceder

Essa comédia romântica foi sucesso absoluto de bilheteria em 2003. Enfim, narra a história do charmoso o produtor musical, que se relaciona apenas com mulheres de 30 anos. No entanto, tudo sai dos trilhos após uma viagem com a nova namorada e a visita surpresa da mãe dela. A química entre Diane Keaton e Jack Nicholson é perfeita. Um filmão para ver e rever!

Diário de uma Paixão

O filme de 2004 conta a história de amor de um casal que se conheceu nos anos 40 bem como as dificuldades que enfrentaram ao longo dos anos. Dirigido por Nick Cassavets, é sem dúvida um filme sobre um amor intenso e envolvente. Ryan Gosling e Rachel MacAdams estão perfeitos em seus papéis. Uma dica: é bom reservar o lenço para o final do filme. Lindo!

Match Point

Dominique - Match Point

Match Point é um thriller de suspense que usa a metáfora do jogo de tênis para mostrar a importância da sorte na vida. É uma trama envolvente, ousada, além do que promove uma forte crítica social. Dirigido por Woody Allen, o filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2005. Tem no elenco Scarlet Johansson e Jonathan Rhys-Meyers. O desfecho é sensacional. Vale muito a pena!

Acompanhe sempre as recomendações de filme da Elzinha Lucchesi aqui no blog. Ela também comenta os lançamentos em cartaz. Veja só:

Filmes no Oscar 2020

Parasita

A Odisséia dos Tontos

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Viúva aos 40 anos. Como recomeçar?

Dominique estava prestes a chegar a suas Bodas de Porcelana com apenas 40 anos de idade. Quem diria que já eram 20 anos de casamento e 3 filhos, duas meninas e um rapaz. Guilherme, seu primeiro e único namorado, estava com 45 anos. Casaram-se muito cedo mas não se arrependiam pois era uma união feliz, com mais altos do que baixos.

Com os filhos crescidos, a vida estava entrando numa gostosa velocidade de cruzeiro. Claro que Guilherme continuava trabalhando demais, talvez mais do que o necessário, entretanto esse era dele e jamais pararia.

Até o dia que parou.

Naquela manhã de abril de 1979, em que a TV narrava a revolução Iraniana, bem como a queda do Xá e a volta dos Aiatolás, Dominique ouviu um baque surdo vindo da garagem apesar do volume da TV.

Estava lá, ao lado do Opala, Guilherme caído no chão com as chaves de casa na mão.

Foi um infarte fulminante. Sem a menor chance para Guilherme.

Dominique não sabia e nem ao menos suspeitava quando acordou naquele dia, que as mulheres do Irã perderiam o que conheciam como vida. Assim como ela.

Passados o enterro, a missa, um mês, as pessoas se afastaram e as contas chegaram.

Dominique nunca tinha trabalhado tampouco se preocupado com o futuro com a certeza que Guilherme cuidaria de tudo. Não tinha ideia do que era preciso para manter uma casa com 3 filhos quase adultos, muito menos de onde tiraria isso.

Descobriu que Guilherme tinha um seguro de vida que daria conta da situação por uns 6 meses se ela controlasse as despesas direitinho, mas e depois? Como faria?

E foi naquela agonia que aquela jovem viúva passou o ano de 1979. Tentando saber como recomeçaria ,ou melhor, como continuaria sua vida e de seus filhos.

Não achou emprego porque não tinha formação ou experiência. Tentou trabalhar em uma loja como vendedora. Mas sempre fora compradora e acabou demorando para se adaptar ao novo papel. Pena que a dona da loja não teve a paciência necessária para sua curva de aprendizado.

E o ano ia acabando assim como o dinheiro do seguro.

Foi quando inesperadamente, como que se enviado pelos deuses, recebeu um telefonema de seu vizinho de chácara. Sim, tinham uma pequena chácara para lazer de final de semana mas não pisava lá desde quando o Xá Reza Pahlevi e sua Farha Diba saíram do Irã rumo ao exílio naquele longínquo janeiro de 79. Parecia que décadas tinham se passado, porém eram só 10 meses, 10 meses que a separavam daquele alegre fim de semana de janeiro na piscina com os filhos, sobrinhos, irmãos e com Guilherme.

Bem, seu vizinho, o Sr. Lázaro estava ao telefone fazendo uma proposta para a compra de sua chácara. Dominique não negociou. Não sabia se era bom ou ruim o valor. Sabia apenas que não teria como pagar a conta daquele mesmo telefone em que falava no mês seguinte.

Fechou negócio naquele momento. Anos mais tarde descobriria, por acaso, o significado do nome Lázaro: Socorro de Deus.

Bem, Dominique agora tinha que fazer esse dinheiro sustentar sua família. Mas como?

Separou uma parte pequena e começou a procurar um imóvel comercial em São Paulo. Perguntou, fuçou, rodou e acabou comprando uma loja no centro da cidade. Alugou rapidamente e assim garantiu uma modestíssima renda mensal. Isso já era alguma coisa.

Todos ficaram surpresos quando tempos depois Dominique resolveu vender a casa confortável em que moravam em Alto de Pinheiros inesperadamente. A família próxima chegou a aventar a possibilidade dela estar passando necessidades.

Não estava. Ela sabia o que estava fazendo. Mudou-se com os 3 filhos para um apartamento super pequenininho e com o que sobrou do dinheiro, comprou outro imóvel.

E assim foi a vida de Dominique pelos 10 anos que se seguiram a morte de seu marido.

Trabalhou dia e noite. Aprendeu muito. Quebrou a cara algumas vezes mas não se abateu, até porque não podia parar. No final das contas, mais ganhou do que perdeu. Era uma mulher com tino comercial, quem diria! Tanto que em 1989, depois de finalmente conquistar uma certa segurança financeira, deu-se ao luxo de pensar até quem sabe namorar. Não estava nem com 50 anos ainda. Imagine, ficou viúva com 40.

Muitos perguntavam por que ela não tinha refeito sua vida amorosa. Dominique respondia:

– Quando se dorme sem saber com que dinheiro será comprado o almoço dos filhos, a última preocupação e arrumar um namorado.

Bem, foi naquele novembro de 1989 tomando uma caipirinha com uma amiga no Bar Supremo, que Mateus puxou papo, comentando a queda do Muro de Berlim e suas implicações.

Dominique não imaginava que assim como as Alemanhas, ela também estava começando uma nova história aquele dia. Uma história de união e prosperidade sem deixar que o passado fosses esquecido, porém sem deixar que ele tomasse conta do presente.

Aliás, sabe o que quer dizer Mateus? “O Presente de Deus”.

Leia também : Nossas Noites

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
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Recomeços aos 50 anos. Existem? Sim senhora.

Dominiques me pedem para falar sobre recomeços aos 50 anos.

Recomeços….

Fico eu pensando cá com meus botões. Todo dia que acordo é um recomeço porque sou uma nova pessoa, com novas dores pelo corpo.

Mas acho que não é a isso que elas se referem.

Imagino e só imagino o tipo de recomeço de que estamos falando.

Chegamos aos 50, 60 anos. Mais do que recomeçar, decerto, muitas vezes temos que nos reinventar.

Palavrinha meio que na moda essa, que quando acompanhada da palavra resiliência chega a me dar frio na espinha e visões de bruxos da auto ajuda.

Verdade é que nessa idade parece que mudamos de patamar, dessa forma, coisas que faziam sentido antes, deixam de fazer.

Só para exemplificar, vou falar de um fato bem bobinho, quer ver?

Suas compras de supermercado. Como era sua compra de supermercado quando você tinha os filhos em casa? E agora depois que eles saíram de casa, como é? Com toda a certeza aquela compra monstruosa deixou de fazer sentido, aquela geladeira abarrotada, os Toddynhos e os Gatorades, né? Confesso que ainda hoje, passo pelas gôndolas dos Danoninhos com uma certa nostalgia.

Quantas de nós não chega aos 50/60 anos com questionamentos existenciais?

E agora? Já trabalhei, aposentei-me, já criei meus filhos. Minha missão acabou? O que vou fazer do resto de minha vida?

Bem, a resposta eventualmente estará no recomeço.

Ah, existe outro tipo de recomeço. Não raro, vemos mulheres que estavam casadas há 25,30 anos, inesperadamente ficando sozinhas.

Mas como assim? Passei mais tempo com ele do que com meus pais. Como ficar sozinha justamente agora? Conseguirei refazer minha vida amorosa? Vou ter dinheiro não apenas para meu plano de saúde mas para para minha velhice? Vou ter companhia para ir a um teatro, um cinema, uma caminhada? Para quem vou contar as miudezas de meu dia? Por mais que eu fique tentada, não vou ligar para uma amiga para contar que acordei gripada justo no dia que a faxineira faltou.

Bem queridas amigas, casadas ou não, com ou sem filhos, a verdade é que estamos numa fase de recomeços. Em todos os sentidos. E por onde começar?

Affff, como é difícil até de pensar nisso.

Não tenho fórmulas e nem cases de sucesso prontos e formatados para apresentar. Mas conheço algumas histórias. E você deve conhecer outras. Que tal se contássemos aqui algumas delas? Pode ser inspirador.

Sabe o que eu acho? Podemos contar todo tipo de história. Com final feliz ou não. Sabe por que? Porque somos humanas e não somos feitas só de sucessos.

É importante saber que outra colega se deu bem, mas também alguém entrou numa roubada. Isso faz com que nos sintamos mais próximas.

O que vocês acham? Acho que eu vou começar contando aqui uma história sobre recomeço, tá?

E para que todas tenhamos voz sem constrangimento, vou dar o nome de Dominique para todas as personagens de nossas histórias. As histórias de recomeços aos 50 terão sempre uma Dominique como protagonista.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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  3. Existem, sim senhora !
    Recomecei em um outro continente… trazendo comigo só meus filhos e algumas roupas, sapatos, bolsas e maquiagens.
    O restante ficou tudo no meu apartamento no Rio. Deixei, com saudades, minha família e meus amigos.
    Mas Andréa, mudar para outro país, em outro continente, com 50 anos ? Isso, exatamente… completei meio século, olhei para trás e não parecia ter vivido tanto tempo… Chegou a hora de uma mudança radical. E foi.
    Hoje, moro em Gaia, em Portugal, com o meu casal de filhos adolescentes, minha mãe vem me visitar mas foge do inverno, mas ano passado já não queria voltar para o Brasil – agora já tem, até autorização para moradia até 2024 !!!!!
    Foi tudo fácil ? Claro que não, mas valeu a pena e vale, sempre, recomeçar, se reinventar…
    Eu fiz com 50, a minha mãe com 87 !

    1. Andrea querida…Que história bacana. Inspiradora e corajosa. Mudar de país nao é para qualquer um. Conheco de perto algumas das dificuldades que deve ter passado. Nao todas. Mas conheco também a sensacao de liberdade, de felicidade, de êxtase misturado com frio na espinha, de passar a régua e comecar do zero. Comecar do zero é maneira de expressao, uma vez que a nossa bagagem e nosso passado nos acompanham onde quer que estejamos. Beijo grande e obrigada por seu depoimento..

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Triste, Louca ou Má – A Música de minha trilha para 2019

Só de ler o nome dessa música, já deveria ter entendido que era um sinal. Triste, Louca ou Má. Tem nome melhor para uma música do que esse?

Além do nome maravilhoso, a música é arrebatadora.

Obviamente será ela que representará o ano de 2019 na trilha sonora da minha vida.

Você sabia que eu escolho uma música todo ano, né? Não? Então se tiver curiosidade, no fim desse texto, colocarei o link para as músicas dos outros anos, tá?

Já tinha essa música no meu Spotify porque adoro Mariana Aydar, sua voz, seu repertório, seu gosto por ritmos tão nossos, sem falar o que ela é gata.

Entretanto quando aleatória e raramente ela tocava, eu escutava, gostava, sem botar reparo de verdade, entrando por um ouvido e saindo por outro. Como se estivesse ouvindo uma belíssima canção cantada em Finlandês.

Foi em dezembro, mais precisamente em um domingo, que ela tocou. No rádio e na minha alma. Duas vezes.

Foi ela que me ajudou a tomar importante decisão em minha vida. Certamente que já vinha cozinhando, mastigando, engolindo, digerindo, o assunto há tempos. E mesmo assim, com dúvidas, muitas, e pedindo um sinal.

Pedindo um sinal para quem Lili? Para quem você haveria de pedir um sinal se justamente você não acredita “nisso”.

O que é “nisso“? Sinal de onde eu estava esperando?

E aqui, mais uma vez, faço de meus rabiscos e de sua paciência lugar de ordenação de minhas próprias ideias e de grandes descobertas.

Sem meias palavras ou eufemismos, esperava um sinal de Deus. Um Deus que sempre esteve tão distante de mim ou eu Dele, seja por prepotência, ignorância ou simplesmente comodidade. Da minha parte, claro.

Ser atéia, cética ou agnóstica é fácil. É na verdade primário. De fato, é muito fácil guiar-se pela lógica e pelo nada.

Ter fé, crer e aceitar nossa impotência é coisa elaborada e sofisticada. Sempre achei que ter Fé era um luxo. Acho que cheguei a invejar com um certo escárnio, as pessoas que Nele confiavam as próprias vidas.

Não estou aqui para pregar ou para te convencer de nada, aliás quem sou eu, com minhas infinitas dúvidas para falar qualquer coisa a esse respeito.

Estou apenas contando uma história, uma história que é minha e que caso você queira saber, estou aqui para contar.

E nessa minha história entra uma busca muito sutil e desleixada pela fé. Cheguei a achar que estava em busca de uma fé de conveniência, um crer flex e adaptável a meus quereres.

Ahhh, sim, sou muito consciente e analítica de meus caminhos. Até que deixei de ser.

Ao longo desse ano de 2019 eu não recebi um sinal de Deus. Recebi muitos. Muitos sinais que eu acreditei, querendo acreditar. Mas não acreditando. Não sei explicar.

Cheguei a me sentir um tanto ridícula por achar que tinha recebido alguns sinais. Sorry, uma atéia se comporta dessa maneira e com esse desdém.

Até aquele domingo. Naquele dia pedi um sinal com uma certa esperança.

Junto comigo nesse momento, estava uma pessoa que não apenas crê, mas vive intensamente a experiência de Tê-lo por perto.

Ao me despedir dela, entrei no carro e Louca, Triste ou Má toca no meu randômico. Botei reparo nela escutando-a com atenção. Meus olhos encheram de lágrimas.

Mas sinceramente, se aquilo era o sinal enviado por Ele, achei que foi meio fraquinho pro tamanho da decisão que eu precisava tomar. Loooooonge de mim desmerecê-LO, pelo amor!!

Calma você também. Calma que sou novata nesse negócio de fé. Estou aprendendo ainda a ler, reconhecer, acreditar e principalmente agradecer.

Entretanto se a música não tinha sido suficiente e eu precisava de um sinal com S maiúsculo, ele veio ao entardecer.

Não foi milagre nem teve pirotecnia alguma, tá? Não precisa ficar curiosa.

Na verdade ouvindo e apenas ouvindo histórias e historinhas, fui acometida de uma clareza de pensamentos espetacular. Eu entendi. Tinha certeza. Eu sabia o que deveria fazer.

Foi nesse momento, pela segunda vez no dia que “a” música entrou no meu randômico.

Ihhhh , estranho, vai? Fala a verdade! Tenho mais de 7.000 músicas em meu Spotify.

Você acredita no que você quiser. Eu resolvi acreditar Nele. Resolvi..Até parece que tenho esse poder todo.

Comecei a escutar essa música obsessivamente. Isso é o que sempre acontece com as músicas que entram par minha trilha, ou seja escutá-las em looping por horas seguidas, além de parecer uma insanidade, é um dos indicativos de que a música está na bica pra ganhar a parada.

Se você tiver curiosidade de escutar a música e/ou ler a letra, já adianto que continuo casada e a mensagem que me pegou provavelmente usou o casamento a que a letra se refere como uma metáfora.

Ahhh, você entendeu, vai?

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  • Sinal de Deus
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

2 Comentários
  1. Muuuito feliz por vc Li!
    Era uma questão de tempo ,nesse caso, tempo Dele…
    Somos sensíveis, buscadoras.
    Difícil passar a vida sem fé. Sem contar com Jesus, sem contar com seus toques, suas dicas, seu suporte ou qq força espiritual que nos acompanhe nessa batalha da vida física , árdua.
    Cultive seu relacionamento com Ele, faça perguntas, converse, torne-O seu amigo ( e tb não estou pregando hein! kkk).
    É transformador. Faz toda diferença. Completa tudo.
    Super amém, bjs!

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5 filmes para você maratonar no Netflix neste final de ano

Imagina um dia gostoso. Em primeiro lugar, aproveitar a manhã em casa, na praia ou na piscina. Logo depois, curtir aquele almoço saboroso com a família ou os amigos. Por fim, no final da tarde, maratonar 3, 4 ou até 5 filmes no Netflix. Gostou da ideia? 

Eu adoro preparar aquele balde de pipoca, bem como fazer um chá bem geladinho (no verão) e relaxar no sofá, assistindo um bom filme ou série no Netflix. Mas de vez em quando pode ser estressante, viu! O catálogo é tão repleto de opções que eu simplesmente não sei o que escolher. 

Pra te ajudar, fiz a seleção de 5 filmes recomendados pela nossa querida Elzinha Lucchesi. Tem romance, drama e até suspense. Sem dúvida, tem para todos os gostos! Mas de uma coisa todos compartilham: são ótimas histórias e muito bem produzidas. Em suma, eu garanto, será diversão na certa.

Assunto de Família

Ganhador da Palma de Ouro de Cannes, em 2018, Assunto de Família conta a história de uma empobrecida família japonesa e seus agregados que vivem de pequenos furtos. O diretor e roteirista japonês Hirokazu Koreeda observa e explora as relações familiares sob diversos aspectos. O filme mescla o drama e o suspense policial, com pequenos conflitos psicológicos. Muito bom.

Olmo e a Gaivota

Filme da diretora brasileira Petra Costa, com codireção da dinamarquesa Lea Glob, Olmo e a Gaivota é uma travessia pelo universo feminino. Narra a história de uma atriz que, afastada do teatro por conta da gravidez, confronta seus medos e sentimentos mais obscuros. O longa, premiado no Festival do Rio de 2015, vai te prender do início ao fim. 

Animais Noturnos

Animais Noturnos é um thriller psicológico que mescla três histórias: a “vida real”, lembranças de um casamento passado e a trama de um livro. A direção é do agora estilista Tom Ford, que já foi ator. Junta ainda dois outros nomes de peso: Amy Adams e Jake Gyllenhaal, excelentes nos papéis que desempenham. O longa foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza 2016. Recomendadíssimo para a Dominique cinéfila, antenada, moderna e fashionista.

Monsieur & Madame Adelman

A história de amor de Monsieur e Madame Adelman é contagiante, emocionante, divertida e diria sensual. Um misto de drama e comédia, o longa retrata a vida de um casal durante as quatro décadas que permaneceram juntos. Com ótimas atuações, fotografia belíssima e um roteiro competente, vale super a pena conferir.

Mil Vezes Boa Noite

Mil Vezes Boa Noite narra a trajetória de Rebecca, vivida por Juliette Binoche, uma fotógrafa de guerra forçada a escolher entre seu trabalho arriscado e a família. A trama levanta a discussão sobre mulheres que escolhem entre carreira e a maternidade, mesmo que os filhos já estejam grandes. É um drama intenso e imperdível. 

Já fez a sua seleção de filmes para assistir no final do ano? Conta aqui as suas escolhas no Netflix. Vou adorar saber mais!

Todas as semanas a Elzinha recomenda ótimos filmes para Dominiques. Acompanhe aqui.

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Natal mais divertido de toda minha vida – Graças ao Papai Noel!

Dominique - Natal
Acho que já falei um milhão de vezes que não gosto de Natal, né? Não vou repetir. Ahh, vou sim!

Torço para um dia poder dormir dia primeiro de dezembro e só acordar dia 26.
24 sempre é o pior para mim. 25 nem tanto, pois estou sempre pronta para ir pra praia, logo depois do almoço, então já começo a contagem regressiva a hora que acordo.
Mas a noite do dia 24 é um tormento.

Ahhh Ok. Você gosta. Respeito.
Dá licença?
Pra mim é como remédio ruim. Fecho os olhos, prendo a respiração e vou!
São 6 ou 7 horas infinitas e eternas.

Maaaaasss ontem foi diferente! Tanto que acordei e tive que escrever!

Minha prima Hilda fez o Natal pela primeira vez em sua casa.
Na verdade, todos estranhamos quando ela se ofereceu para tão árdua tarefa.
Justo ela que não é chegada em festas natalinas, em família e principalmente, em hard work!

E vamos combinar que por mais que todo mundo ajude, a ceia de Natal é um trabalho hercúleo para a dona da casa.
E mais!
Hilda convidou nossa família inteira (somos primas por parte de mãe) e toda família de seu marido, Drummond.

Ahh, esqueci de dizer que Hilda não passa por um bom momento com o maridão.
Ela e Drummond pensam em se separar. Não sei exatamente o motivo.
Mas parece que Drummond já até viu um flat.

Exatamente por isso, todos pensamos ser esta a única razão plausível para seu ato heróico de receber quase que 60 pessoas no Natal: um passo para a harmonia familiar e contemporização de ânimos.

Bom, passei lá de tarde para levar minha sobremesa. Entrei para ver se Hilda precisava de algo.
Genteeee..Não acreditei! A casa nunca esteve tão arrumada. Mas tinha algo diferente.
– Hilda você mudou a decoração?
– Não, Dominique, apenas abri espaço na sala para o Papai Noel.
– Não acredito que você chamou Papai Noel! Não temos nem mais crianças na família!
– Ah, sempre tem uma ou outra. E depois Natal sem Papai Noel não é Natal.

Realmente estava tudo um primor!
Lembrancinhas embrulhadas com o nome de cada um de nós.
A Árvore de Natal impecável.
Estranhei um pouco o colorido das flores e dos enfeites, mas gosto é gosto.
Tudo em pink e roxo? Para o Natal? Mas mais uma vez. Gosto é gosto.

Fui pra casa impressionadíssimo com o capricho de Hilda.
Nem por isso mais animada com a noite que tinha pela frente.
Me vesti bonitinha. Respeito aos outros! Apressei os meninos! Peguei aquele monte de presentes (na verdade 3, da mamãe, e dos 2 afilhados) e fomos.

Chegamos e não adianta. Natal é um porre!
Cumprimenta na hora que entra. Smack Smack. Afff.. Dois beijinhos ainda? Em multidão!?!?
Aquela mesa cheia de comidas lindas e deliciosas!
Não sei se já te contei. Mas nunca consigo comer no Natal. Não consigo me decidir diante daquela mesa cheia de opções. E acabo indo sempre na salada.
Cumprimenta meia noite smack smack – Feliz Natal! Affffff..Será que vou ter que me despedir deste batalhão com dois beijinhos também?

Sobremesa servida, todos acomodados na sala, em degraus, em banquetas, onde dava.

Obviamente Dona Marieta, mãe de Drummond e sua irmã Dona Mércia, sentadas nas melhores e mais confortáveis cadeiras da sala até por conta da avançada idade de ambas.
Apesar de Hilda dizer que eram duas mulheres do mal, olhando para elas, era impossível acreditar! Eram velhinhas fofas! Com cara de vovós de livros.

Comecei a me preparar para ir embora calculando o número de beijos que daria, quando de repente escuto um sininho e um Ho-Ho-Ho! Tinha esquecido do Papai Noel! E entra o bom velhinho com um saco de presentes.

Todos sorriem encantados ou complacentes, não sei.
As duas senhoras imutáveis na cadeira.
Apesar de fofas, não tinham sorrido muito.
Hilda dizia que elas só sabiam criticar.
Mas Hilda sempre foi exagerada.

Fato é que o Papai Noel começou a distribuir presentes e todo mundo estava feliz. Dona Marieta estava até sorrindo.

Quando fui pegar meu presente e Papai Noel me abraçou, estranhei alguma coisa. Mas não conseguia identificar o que. Fiquei pensando o que seria, mas não tive muito tempo, pois neste momento começa a tocar uma música diferente.

Era música natalina, mas num ritmo de música eletrônica.
Como disse, gosto é gosto. E Papai Noel começou a dançar devagarinho com aquele barrigão tentando desajeitadamente acompanhar o ritmo. Mas a música foi acelerando.

Percebemos que o Papai Noel tinha o maior swing.
E num movimento brusco, tira a barriga falsa e vimos que não era um homem gordo.
O ex-gordo continua dançando, mas acho que percebi uns movimentos mais sensualizados.

Dominique, você é louca! – Pensei com meus botões – Tá vendo coisas! Deixa o cara dançar em paz!

Quando de repente, ele tira o cinto e o casaco vermelho deixando a mostra um torso musculoso e lotado de tatuagens lindas.

Neste momento, já estamos todos em estado estupefato.

Procuro desesperada Hilda que num cantinho apenas sorri, um sorriso satisfeito. Vejo ela apertando um botão e aqueles enfeites rosas e roxos viram enfeites fluorescentes.

Aiii meus sais.

E Aramel (este é o nome de Noel, soube depois) continua requebrando, agora já sem barba.

Gente…Moço lindooooooo. Delicioso.

Todos em silêncio.

Comecei a bater palmas acompanhando a música para tentar desanuviar e mostrar que tudo aquilo era divertido!

Quando em mais um susto e um aaahh geral, Aramel arranca a calça vermelha de uma só vez ficando apenas de botinhas, gorro e sunguinha.

Papai Noel era um delicioso stripper todinho tatuado. Ele continuou dançando, requebrando e mostrando seus melhores ângulos e dotes.

Lembra da dona Marieta e da tia Mércia? Pois é…Estavam lívidas! Mudas! Agarradas ao braço das cadeiras como se estas fossem protege-las do Demo.

Pensa que acabou? Não! Hilda vai pro meio da sala dançar com o stripper de gorro.
E todos se perguntando até onde iria aquilo. Resolvi ajudar minha prima querida e fui dançar junto.
E aí saquei o que tinha estranhado.
– O perfume. Que Papai Noel usa um perfume delicioso daquele?

Acaba a música. Acaba o show.
Silêncio sepucral!
Silêncio rompido pelo irmão mais velho de Drummond que sai porta afora, pisando firme, levando sua mulher e filhos com ares ofendidíssimos sem falar uma só palavra!

Minha família tenta levar na esportiva.
Tenta tirar o peso e aliviar a barra de Hilda.
Mas não teve jeito. Dona Marieta fechou a cara e disse que queria ir embora.

Vi Hilda sorrindo satisfeita tempo inteiro. Não entendi exatamente o que ela pretendia com aquilo.
Se ela queria chutar de vez o pau da barraca tinha conseguido.

Confesso que me diverti muito, apesar de um tantinho preocupada com ela.

Hoje pela manhã, acordei com um sorriso nos lábios lembrando da coragem e ousadia de Hilda.
Mandei uma mensagem, perguntando como ela estava. A resposta demorou um pouco mas chegou.

– Noite de amor maravilhosa! Sexo tórrido. Mulher bem comida!

Não acreditei no que li.

– Hilda, Papai Noel ficou por aí? Você está realmente louca!

– Não, Dominique! Ele foi embora naquela hora mesmo. Quem ficou foi o Drummond! E ficou pra valer.

E você já teve algum Natal parecido? Compartilha comigo!

Leia mais:

Cardápio simples e delicioso para 9 dias de férias na praia
Com Amor, Van Gogh: uma declaração ao criador e à Arte

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

8 Comentários
    1. Amei,poucos dizem o que sentem de verdade, e este texto é real em relação ao Natal, e como poderiam ser mais divertidas as festas de família! Por mais Natais como este, Dominique!

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Marron-Glacê – A Receita da minha avó

Tenho pensado muito na vovó. Lembrado de nossas histórias. Outro dia estava escrevendo sobre a lenda de São Martinho e sua relação com castanhas portuguesas, e adivinha? Lembrei de quando minha avó fazia em casa Marron-glacê para o ano todo na época de natal.

Marron-Glace
Receita de Marron-Glacê de minha avó. Escrita por ela em seu sagrado e organizado caderninho.

Minhas amigas Dominiques gostaram do texto e das receitas. Mas algumas, para minha surpresa, pediram a receita da vovó.

Fui procurar e achei. Com a letrinha dela, com as observações, e até o desenho de como amarrar as castanhas na gaze. 

Colega, essa época já é punk. Imagina esse reencontro com o caderno da vovó? Nossa, como me lembro dele. Na verdade deles. Ficavam todos em uma gaveta, embaixo da bancada de trabalho na cozinha. Os de capa azul eram os para receitas salgadas. Os verdes para doces. Ou vice-versa. 

Acho que já contei que quando era pequena, dormia todos ou quase todos os finais de semana com ela. E domingo de manhã, preparávamos o almoço da família. Quer dizer, eu com 4,5,6,7,8 anos era sua “auxiliar”. Tinha um banquinho de madeira em que subia para alcançar a bancada. E lá, do alto do meu banquinho, recebia minhas tarefas. E a primeira delas sempre era pegar o caderno.  

  • Ayouni, pega o caderno azul.  Hoje vamos fazer Salpicão que seu tio adora.    E lá ia a vovó fazer a maionese em casa!!! Sério!! 
Que delícia está sendo lembrar desses momentos. Mas bem, vamos ao Marrom Glacé.

Menina.. Jura que você quer fazer em casa??? Você tem ideia do trabalho? Quando achei a receita, comecei a ler. Reli porque achei que não tinha entendido. Mas não. É isso mesmo. São diaaaaaassssss….

Há 50 anos até entendo ela fazer. Hoje só pode ser em amor a castanha ou ao fogão né?

Mas você pediu e aqui está. 

Receita de Marron-Glacê da vovó Helena

Ingredientes:

  • 6 Kg de castanhas (yesssss…ela fazia para dar de presente e para ter de estoque em casa durante o ano)
  • 6 kg de açúcar (quem disse que era light?)
  • Lascas de erva doce
  • 2 Limões cortados em 4 – um para cada caldeirão – (isso, você leu certo. caldeirão)
  • Duas favas de baunilha
  • Rolos de gaze e barbante

Modo de fazer:

Descascam-se as castanhas que devem ser grandes e frescas.

Num caldeirão colocar água para ferver com um pedaço de limão. Mergulhar as castanhas na agua fervente de 6 em 6 para não deixar a agua esfriar e conseguir controlar esse rápido cozimento. (é minha linda, O trabalho só começou. De 6 em seis!!!!

Em seguida, ainda quentes, tirar com delicadeza a pele das castanhas.

Depois de todas já sem pele, embrulhamos em gaze duas a duas. 

Colocar os pacotinhos nos caldeirões e cobrir com água já fervendo. Deixar cozinhando no fogo baixo por 2 horas. 

  • Dia 1. Assim que completar o tempo indicado acrescentar o açúcar, e cozinhar por mais 90 minutos. Nos primeiros 20 minutos  fogo forte e depois fogo baixo. Sempre fervendo. Neste momento juntar as favas e lascas de baunilha que também deverão estar num saquinho de gaze. Completados os 90 minutos desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por 12 horas.
  • Dia 2. Após 12 horas de descanso, cozinhar por mais 90 minutos. No começo fogo alto e depois baixo, mas sempre fervendo. Completados os 90 minutos desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por 12 horas.
  • Dia 3. Gataaaaa….Vai repetir o procedimento de novo. Sério. Após 12 horas de descanso, cozinhar por mais 90 minutos. No começo fogo alto e depois baixo, mas sempre fervendo. Completados os 90 minutos desligar o fogo. 
Deixe esfriar. Tire a gaze com muiiiito cuidado para não quebrar as castanhas. Essa é uma operação realmente delicada.

Aí é só colocar em potes esterilizados. Você sabe esterilizar potes? Ahhhha vovó sabia. Tá na receita. 

Mas sabe o que eu acho? Você não precisa fazer 6 kgs . Faz um kg só. E come no dia, ou no dia seguinte. E depois se der certo, faz mais um kg. Porque fazer o próprio Marron-glacê é mesmo um luxo!!

Eu infelizmente, não tenho a habilidade necessária. E apesar de ter sido “assistente”da vovó fui uma péssima aluna. Se por acaso você experimentar a receita, me conta como ficou? Vai me fazer tão feliz….


Você conhece a história do Marron-glacê? Veja aqui

Dica da Dominique:  se você ama Marron-Glacê e não está afim de ter essa  trabalheira, a Dora, minha amiga faz o melhor Marron (para os íntimos) que já comi. Vou pedir para ela deixar o e-mail dela nos comentários. 

Marron-Glacê
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

19 Comentários
      1. Olá,minha receita é exatamente essa. Todo Natal ,à partir de outubro, já abro minha lista de reservas ,porque a produção é limitada,pelo tempo e trabalho. Quem se interessar me ligue. WhatsApp 11981752522 Obrigada
  1. Minha tia também fazia o marrom glacê a receita dela veio da Itália,ela passou pra mim a nossa é quase igual só que leva cinco dias para ficar pronta minha tia morreu com noventa e três anos e ainda fazia é muito gostoso.

  2. Yaouni Eliane , essa é mesma receita que fazemos a 40 anos !! Sempre com a supervisão de minha mâe, que aprendeu com minha avó que era muito amiga da sua avó D Helena
    D Helena sempre me foi muito especial, mulher de fibra e de um capricho ímpar
    Deixo aqui meu contato para as Dominique’s 99185 2144 ❤️❤️❤️❤️

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Saias justas e Roubadas no Natal? Veja 13 dicas para escapar delas.

Roubadas no Natal? Ahh gente, para!! Natal, Ano Novo, tudo de bom!

É mesmo? Será?

Tudo é bom quando tudo corre bem, mas eu não conheço época do ano mais propícia para encrencas que essa.

Ao longo dos anos, fui colhendo dicas e sábios conselhos para sobreviver aquelas roubadas no NATAL e faço questão de dividir esse conhecimento todo com vocês porque afinal de contas #SomosTodasDominique.

Vamos lá?

1.Tem gente que não gosta de Natal. E faz questão de falar pro mundo o quanto ela detesta. Não entre na dela. Não se deixe contaminar.

2.O Natal vai ser na sua casa? Ahhh minha filha, quem mandou se oferecer? Ok, ok, entendi. Chegou a sua vez pois é você que está no topo da “cadeia alimentar” agora. Então facilite!! Não invente! É peru e tender. Pronto. Não tem essa de fazer feijoada grega com azeite do deserto do Kwait.

3.Peça ajuda. Em todos os sentidos. Pros comes, pros bebes, pra servir e principalmente para arrumar depois. Claaaaroooo

4.E aquele cunhado chato, hein? Você já sabe que todo ano ele bebe demais e acaba falando mal da sua mãe. Aff. Mas você já sabe disso. Então esse ano enche ele de comida desde o minuto que ele chegar fazendo ele comer tanto que não sobrará espaço para mais nada, nem pra pensamento.

5.Amigo secreto. Affff. Não faça. Não deixe. PROÍBA!!!! Além de chato, decerto alguém fará alguma brincadeira que outro alguém não gostará e pior, tem gente que liga de verdade para o presente que vai ganhar. Compara o que ganhou com o que deu. Vale a pena? Vale nada.

Muita atenção à próxima dica:

6. Você é convidada? Faça com a anfitriã tudo aquilo que gostaria que fizessem com você. AJUDE!

7. Procure o lado bom, interessante e divertido de qualquer situação, porque ele deve existir.

8. Eu sei. Encontrar justamente no Natal neguinho que você não viu o ano inteiro é phoda, mas dentre esses quase estranhos deve ter alguma alma que tem um papo interessante ou até mesmo aquele parente maluquetes. TODO mundo tem um parente maluquetes. Sente do lado dele. Garre nele e divirta-se muiiito. Todo mundo vai querer saber porque vocês estão rindo tanto.

9. Se eventualmente alguma coisa não sair como você esperava( e é muito provável que isso aconteça), relaxe e dê risada. Quem sabe no próximo você acerta? Ou ainda melhor, quem sabe a cunhada, diferentemente de você, acerte tuuudo no Natal do ano que vem, mas na casa dela!!

10. Crianças..ahhh as crianças. São suas? Não? Então não se sinta culpada então por não achar graça nelas correndo e gritando de um lado para o outro. E presta atenção!! Vou falar sói uma vez!! O Papai Noel vai passar de madrugada na casa deles!! Não na sua. Poupe-se!!

11. Engov e similares nos banheiros sempre pois não é só seu cunhado que bebe além da conta.

12. Música. Muita música. Mas tenho certeza que nem a Simone aguentaria um CD inteiro só de músicas Natalinas. Por isso mesmo mescle os tipos de música ou então feche as janelas para não correr o risco de alguém se sentir tentado a pular aos acodes do And so this is Christmassss que na minha opinião é uma música mas deprê que a música do Fantástico no Domingo à noite.

Agora a dica mais importante nessa série de Roubadas no Natal:

13. E finalmente, DI_VIR_TA-SE. Natal é uma festa de celebração. Pense lá no fundo o porque daquilo tudo. Tenho certeza que você vai saber a resposta e tudo ganhará um colorido impressionate.

Leia Também :

Dicas para um Natal bem divertido

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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