Sexo

Namorei meu personal trainer mais jovem e foi incrível

Algumas mulheres preferem namorar com homens mais velhos. Dizem que têm mais maturidade, dedicam-se mais a relação e é com eles que aprendem muitas coisas, mas a recíproca é verdadeira. Eu garanto: namorar um homem mais jovem é tudo de bom!

Tudo começou quando eu decidi levar a sério uma rotina de academia e contratei um personal trainer para me ajudar nessa missão.  Foi um belo estímulo para incluir a atividade física no meu dia a dia e também para a minha autoestima.

Até aquele momento nunca tinha me passado pela cabeça sair com alguém tão mais jovem: 25 anos a menos que eu.  Muito menos engatar um caso com alguém com quem tivesse relação de trabalho. Porque é assim que eu via a contratação desse tipo de serviço. Simplesmente profissional.  

Eis que todas as minhas teorias caíram por terra ao conhecer M. Lindo, loiro, olhos azuis, 1.90m de pura gostosura e super dedicado. Isso sim é estímulo para treinar!

Eu contava as horas para chegar segundas, quartas e sextas-feiras, quando eu tinha hora marcada com ele.

Até que um dia eu bati o carro e não tinha como ir pra academia (daquelas desculpas que criamos para nos sabotar, lógico). Então ele disse que me pegaria em casa meia hora antes do horário da aula. Para não perder o ritmo. Foi assim que aprendeu onde eu morava e passou muito tempo frequentando o lugar…

Numa dessas caronas, ele pediu para subir para usar o banheiro ou algo assim. E aí não tive como escapar. M. me pegou de jeito e me deu um beijo cinematográfico. Cheguei a perder o fôlego e fiquei meio sem reação, mas quer saber? Decidi deixar a vida me levar, afinal qual o problema ?

Era um tesão louco quando ele me alongava no final do treino. E cada série de exercício eu queria me esforçar mais. Nunca antes na história desse país eu havia tido tanto resultado numa academia.

E estava feliz com a prorrogação dos treinos para minha cama. Nessas ocasiões, muitas vezes, quem deu as lições fui eu!

Diante dessa aventura que durou pouco mais de um ano, posso enumerar algumas razões para namorar um homem mais novo:

São mais divertidos

São mais otimistas, abertos a novas coisas e, normalmente, sentem-se menos amargurados com a vida, por isso terá encontros mais felizes em vez de ter de ouvir discursos entediantes sobre a vida

Não acham que sabem tudo

Ao contrário dos homens mais velhos, os mais novos não acham que têm o direito de dar lições sobre tudo e todos;

Um bom corpo

Não é necessário fazer qualquer descrição neste ponto…

Muito sexo

Não têm medo de experimentar coisas novas… E, em muitos casos, possuem uma preparação física invejável. Isso pode influenciar (e muito) a vida sexual;

São mais flexíveis

Ainda não têm uma opinião formada sobre tudo e todos, por isso são mais abertos aos argumentos dos outros;

Fazem você sentir-se mais nova

Levam você a restaurantes e discotecas novas, apresentam  músicas e filmes novos e fazem com que tenha vontade de continuar na juventude;

Têm amigos lindos de morrer

Faça o que quiser com esta informação…

Têm menos ‘bagagem’

Sem filhos, sem ex-mulheres, sem preocupações;

São mais românticos

Como são mais novos, existe uma maior probabilidade de terem menos dinheiro que os homens mais velhos, por isso arranjam formas mais criativas (e românticas) de impressionarem as mulheres de quem gostam.

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Ele pediu para a esposa ser garota de programa – Apimentando a relação!

Dominique - fantasia

Apimentar a relação após muitos anos de casado não é para fracos.

Tarefa árdua, haja imaginação, a não ser que exista, lá no fundinho, uma fantasia “daquelas” que há tempos resiste, embora esquecida (ou escondida na esperança de algum dia ser realizada), mas pode acender aquele fogo dos velhos tempos que a rotina apagou.

Ahh… a rotina, sempre ela. O que acontece com a gente depois que os rebentos chegam?

Não existe nada de sexy em lavar mamadeiras, trocar fraldas, pagar escola, aulas de natação, balé, judô. Intermináveis festas infantis, fim de semana sim e no outro também, baladinhas e baladonas, que não são nada sensuais.

Mas a gente descobre que um dia isto acaba. Yes, darling, isso tem fim!

E agora? Tempo sobrando para finalmente transar de porta aberta. Por que não na pia, na mesa do escritório, no sofá da sala, na varanda? Hummm… na varanda é tão excitante.

Será que depois de tantos anos ainda sei como fazer? Claro que lembro, é que nem andar de bicicleta, só que agora não mais com a marcha 1 ou 2 marchas, mas 9, 10…

Foi nesse ambiente que Jorge e Ana, casados há 28 anos, um casal de filhos já adultos e independentes, descobrem que a fantasia que rolava lá no começo do casamento ainda existia, firme e forte. Estava lá, inerte como a Bela Adormecida, pronta para despertar.

E isto aconteceu depois de um beijo com “aquela” pegada e alguma imaginação que trouxe à cena aquele velho desejo escondido debaixo de 7 palmos de rotina.

Ele sempre sonhou em pegar uma garota de programa. Cheio de pudores, recatado e do lar, nunca ousou. Depois que Ana surgiu na sua vida então nunca mais sequer pensou na possibilidade. Jorge compartilhou com a companheira a ousada fantasia. Depois de alguns anos, Ana também passou a alimentar o tal desejo, nada convencional. É bom frisar que a fantasia não era com qualquer mocinha da vida fácil, era com Ana no lugar da tal mocinha.

Por que não? Quem vai julgar? Filhos criados, contas pagas, ainda juntos e felizes: por que não? É prá já!

Sim, a Ana, moça recatada e do lar, tirou toda a roupa: TODA! Ficou nua em pelo e vestiu apenas um casaco de vison (falso para não ser presa pela polícia ambiental) e acompanhada por um maravilhoso par de sapatos Chanel, salto 15, vermelho carmim.

Estava absolutamente deslumbrante e GOSTOSA.

O combinado era Jorge deixar Ana em uma esquina, dar a volta no quarteirão e passar na frente da linda moça, parar o carro, negociar o preço e ir para um motel. O máximo, vai!?

E assim fizeram.

Na sexta-feira à noite, lá foram eles para a avenida do Jockey Clube de São Paulo, um conhecido ponto de encontro das meninas de vida fácil (que não é nada fácil) da cidade.

Jorge deixa Ana, engata a primeira e vai dar a voltinha. Ela, linda e fantástica, fica lá na calçada. O que ele não imaginaria é que essa volta, de apenas 1 quilômetro, um mísero quilômetro, transformaria sua noite na mais surreal de toda a sua vida.

Jorge volta ao ponto de encontro, não mais que 5 minutos depois de deixá-la. Cadê a Ana? Tomou Doril! Ela simplesmente desapareceu. Ele, olha de um lado, olha de outro, procura e se desespera. Pela sua cabeça ainda passa uma centelha de culpa e ele pensa que ela encarnou a fantasia muito além do programado, vestiu o personagem e caiu na noite.

Confuso e à beira de um ataque de pânico percebe um alvoroço na rua mais adiante. Ao se aproximar, vê polícias em ação. Não é que a polícia resolveu justamente naquele dia fazer uma batida na famigerada rua e levar todo mundo em cana, incluindo, é claro, a Ana!

Vestida com seu casaco de vison falso e seu Chanel, verdadeiro,ela e todas as meninas da calçada foram parar na delegacia. Como explicar que focinho de porco não é tomada?

Ana tentava em vão explicar para o delegado:

– Eu não sou garota de programa, sou casada.

Ele rosna:
– E quem disse que você é solteira?

Ela retruca:

– Sou casada, não sou garota de programa. Tenho filhos! O senhor não vai acreditar, mas isso é apenas uma fantasia erótica! Sabe, um tipo de fetiche?

O delegado tira os óculos, mede Ana de cima a baixo e calmamente diz:

– Se a senhora é moça de fino trato, eu sou o Papai Noel. Prazer, também sou conhecido como Santa Claus e vim da Lapônia. Faça-me o favor minha senhora, tenha calma, sossegue e me poupe das suas desculpas. Conversa com suas amiguinhas aí, todas tem uma história para contar!

O desespero tomou conta de Ana que amaldiçoou a hora que topou a brincadeira. De repente, uma sensação de alívio a toma… Jorge entra afobado na delegacia, e ela, em surto e grita:

– Pronto! Pronto! Meu marido chegou, olha o Jorge ai…

Pensa que acabou? Não, tem um detalhe fundamental: como provar quem são eles e que são casados? Quem em sã consciência anda com uma cópia da certidão de casamento na carteira? Tirando meu ex-marido, ninguém! O pior é que Ana estava sem qualquer identificação.

A confusão é grande. As explicações desesperadas do marido só aumentam a balbúrdia. O o delegado perde a paciência de vez. Olha para Jorge, o mede igualmente, e pronuncia:

– Casados? Aham… Pera lá, então posso concluir que o senhor é o cafetão dela!

Bom, o que já estava ruim podia, sim, ficar pior e ficou. O delegado, estressado, não vacilou e mandou os dois para o xadrez. Ana, só para lembrar, estava apenas com o casaco do corpo e os sapatos.

A situação bizarra não ia acabar bem e deixando os pudores de lado, contando com o bom senso do delegado, Ana não vê outra saída, exceto ligar para sua amiga advogada às 3 horas da manhã.

Ela narra todo o episódio e pede um help para tirá-los de lá. Esta história rendeu e rende muitas risadas. Contudo, na hora ninguém achou nada divertido. Jorge e Ana nunca mais esqueceram daquela noite, que se não foi a mais caliente como o planejado, certamente foi a mais surreal da vida do casal!

Quem diria que a ousada fantasia de garota de programa acabaria assim.

Leia Mais:

Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos
Fiz um vídeo com frases para refletir e espalhar por aí! Vem ver!

Marot Gandolfi
Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

4 Comentários
  1. não dei a mesma sorte, fui abordadas por quatro pm, não teve conversa, me comeram até enjoar.. ligaram pro meu marido. Me levaram pra nossa casa, fui entregue na porta do nosso apartamento nua e com 40 reais na mão, cada um me pagou 10 reais.

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E subimos ao paraíso – 2º andar da Boutique Sensual

Dominique - Boutique SensualDominiques numa Boutique Sensual – Parte 2.  Queridas, promessa é dívida.

No texto A primeira experiência de Dominiques numa sex shop – Primeiro andar comecei a contar como foi a primeira visita de três Dominiques a uma sexshop. Mas parei no primeiro piso. E prometi que contaria a parte mais divertida neste texto.

Mas para ficar mais interessante, pedi para a Bela escrever desta vez.

Contar nossa descoberta, claro que recheada com detalhes, tudo tim tim por tim tim.

– Bela, a bola está com você!

– Obaaa! Deixa comigo Dominique.

Amei a incumbência de relatar nossa inesquecível experiência no mundo da Boutique Sensual, o nome mais chique para a Sexshop.

Eu, Dominique e Celia já estávamos mais à vontade com a Juju Balagandan e com a curiosidade à flor da pele para subir aquela escada. Detestamos atividade física, mas nunca ficamos tão ansiosas para exercitar a panturrilha. Apenas alguns degraus para chegar ao paraíso ainda desconhecido.

Pois é amiga, é ali que a magia acontece.

Brinquedinhos e brinquedões de todos os formatos, cores, tamanhos e texturas. Alguns fazem o trabalho sozinhos, movidos à pilha. Outros, manuais, dependem de um certo esforço nosso ou do nosso companheiro.

Divertido além da conta é a Juju explicando como usar cada um deles. A cara da Celia foi impagável!!!

Num determinado momento olhei para uma pedra linda colorida parecida com uma ametista roxa! Na outra extremidade um treco meio pontiagudo de metal prateado. Enquanto Juju demonstrava os brinquedos com riqueza de argumentos e detalhes, instigando nossa imaginação até as últimas consequências, fixei os olhos na pedra e não conseguia imaginar para que servia tal objeto. Digamos que anatomicamente não se encaixava em lugar algum. Já tinha gastado todos os meus neurônios tentando montar aquele quebra-cabeça quando desisti, perdi o pouco da vergonha que me restava e apelei para a sabida criatura:

– Juju, o que é isso? Para que serve esta pedra com esta ponta, não é o cúmulo do perigo isso aqui?

Juju, como sempre, com a naturalidade de uma irmã franciscana, responde sem nenhuma nuance na voz:

– É uma joia anal.

– Como assim? Não entendi. Me sentindo a pessoa mais desinformada da face da terra.

– É um enfeite, um adorno. Fica lá encaixadinho só com a pedra para fora. E quando o parceiro chega perto, surpresa!!!

– Ah, tá! Agora entendi tudo! Quero uma de cada cor….Mas sério, se me contassem não acreditaria. E talvez jamais entenda a utilidade.

Enquanto desvendávamos aquela infinidade de possibilidades, uma mulher entrou. Uma Dominique. Sem nenhum constrangimento, perguntou para Juju o que ela poderia levar para ajudar na atrofia vaginal.

Na mesma hora, a vendedora mostrou uma série de alargadores para exercitar a vagina que vai se alargando conforme o exercício é feito. Sabe como funciona musculação? Então é assim. Achamos sensacional!

Celia perguntou sem a menor cerimônia, como se fosse colega de infância, o que era e como ela tinha descoberto a tal atrofia.

– Querida, tenho quase 70 anos. Não é todo dia que tenho amiguinho para brincar. E meu ginecologista disse que para a minha vagina não fechar, não perder a musculatura, eu preciso treinar. Oras…Treinar com quem? Para ser todo dia só se for com estes amiguinhos. E tenho que começar treinando com um bem modestinho.

– Ahhhhhh, entendi! Mas me diga uma coisa, quantos anos tem seu amigo?

– Uns 70 também.

– E pra ele rola fácil?

– Não vou mentir. Às vezes dá um trabalho danado. Mas o negócio é curtir o caminho e a brincadeira. Outro dia comprei um “ovo” aqui com a Juju. O tal “ovo” foi só para esquentá-lo.

– Jujuuuuuu, o que é esse ovo?

– Calma meninas. Tá aqui o ovo. Vejam…

Bom, o tal egg é um masturbador masculino. É feito de silicone supermacio e muito elástico, ajustável a todos os tamanhos de pênis! Na parte interior possui texturas para excitar ainda mais! Essas texturas permitem uma massagem gostosa no pênis enquanto você estica, gira ou aperta o egg no membro.

Todas nós imediatamente compramos um destes para levar. Na verdade, compramos um moooonte de coisas.

Mas aí uma questão pairava no ar. Tá bom, a gente compra um brinquedo, mas como faz para guardar? Onde esconder? Não é algo que dê para deixar numa gaveta da cômoda, né? Como sempre, a esclarecida Juju, que pensa em tudo, explica:

– Embrulhe na sacola preta da loja (que não tem nenhuma identificação), é claro, e coloque em alguma bolsa, junto com todas as outras bolsas que você tem na prateleira no seu armário! Prontinho. Quem vai mexer lá?

Decididamente, hoje, só sofre quem quer.

Tem solução para tudo. A felicidade está ao alcance de qualquer uma de nós, basta ter um cartão de crédito e deixar o pudor de lado.

Nós três compramos produtos diferentes, afinal temos realidades distintas, mas todas com o mesmo propósito: ser feliz! E nós merecemos, concordam? E como!

Acabou a vergonha e aumentou a curiosidade para experimentar os brinquedos adquiridos ao vivo e a cores.

Obrigada Bela querida!!! Amei seu relato. Não poderia ter tido companhia melhor nesta visita a boutique sensual!!

Leia Mais:

Me Chame Pelo Seu Nome – Um sensual despertar para a sexualidade
Vexame juvenil – a doce descoberta do prazer etílico

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

3 Comentários
  1. Adorei a história… tanto que gostaria de ter a minha experiência também. Você pode me passar o endereço dessa loja?

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A primeira experiência de Dominiques numa sex shop – Primeiro andar

Dominique - Sex Shop

Primeiro piso.

Chegou a hora de contar um segredo.

Você acredita que na minha idade nunca fui a uma sex shop? Nunca tinha ido.

Yesss darling! Desvirginei. Já tinha usado brinquedinhos antes, mas nunca fui eu a comprar, portanto, nunca tive exatamente aquilo que queria.

Se me perguntar o por que nunca fui com tantos anos de vida sexual ativa, tá bem tem fases que nem tanto, outras ativíssimas, eu respondo que não foi por falta de curiosidade, vontade ou até coragem.

Toda vez que pensava em sex shop me vinha à cabeça aquelas lojas bizarras da Avenida Bandeirantes, em São Paulo, com neon e fantasias grotescas e machistas (nada contra) na vitrine, entradinha acanhada e pintura roxa descascada.

Simplesmente não tinha tesão naquela coisa tão decadente.

Mas aí, aprendi a primeira coisa! Meninas, nós não precisamos ir ao Sex shop. Nós frequentamos Boutiques Sensuais! Yes, ha uma enorme diferença que eu já explico, calma!

Quer motivo melhor para ir a uma Boutique Sensual do que escrever para vocês? Pois é, por vocês, Dominiques, embarquei numa excursão rumo ao desconhecido.

Então, não que eu precisasse de desculpa, mas um incentivo sempre cai bem.

Chamei duas amigas. Claro, Clóvis, qual é a graça de fazer uma coisa dessas sem ter com quem comentar o resultado depois?

Combinei com as duas que ainda não se conheciam. Marquei hora e local. Como autênticas Dominiques toparam na hora. Surpresa alguma. Conheço meu eleitorado.

Fui a primeira a chegar, mas esperei dentro do carro. Sei lá, ficar em pé em frente a um Sexshop pode ser esquisito, né?

Minha amiga que aqui chamarei de Bela, chegou e parou o carro atrás do meu e também ficou quietinha esperando.

A terceira amiga que vou batizar de Celia, estacionou numa rua distante e veio caminhando. Saímos, então, eu e Bela do carro.

Apresentações feitas, pergunto para Celia porque parar o carro tão longe? Como a tal loja era relativamente perto da casa da filha, tinha medo que o genro visse seu carro na porta. Como explicar? Dei muita risada, afinal estávamos no mínimo a dez tortuosos quilômetros distantes da casa da filha.

Tiramos uma selfie na porta da loja, bem embaixo do letreiro, para desespero de Celia e deleite de Bela.

Vale um esclarecimento aqui. Temos estados civis e idades diferentes. Mas não direi quem é quem. Uma tem um namorado há 4 anos, quase da mesma idade, gatérrimo e cheio de vontade. Outra um affair com um homem 10 anos mais velho e a outra casada há 22 anos. Temos 49, 56 e 64 anos.

Entramos na loja que tinha campainha! Veio nos receber uma vendedora exuberante. Cabelos crespos enorme, superextravagante e bonita.

Um balcão. Lingeries e espartilhos pendurados em araras e duas prateleiras cheias de frascos.

Ué, cadê os brinquedinhos? Aquele monte de borrachas, pênis, bolinhas? Parecia que eu estava numa muambeira da Victoria Secret, jamais em uma loja “de e para” sacanagens.

Minha amiga Bela, apesar de um certo constrangimento, fez a introdução e explicou que éramos as três novatas, por incrível que parecesse.  E pediu para a vendedora Juliana explicar do B A BÁ.

Juju, a vendedora já íntima, explicou detalhadamente sobre cada um dos frascos que tinham de tudo menos hidratantes. Havia, no entanto, um certo cuidado com as palavras.

Coloquei a mão no seu braço e disparei com minha habitual honestidade:

– Juliana, minha cara, é nossa primeira vez num Sexshop, mas querida, não se engane, já fizemos muita coisa nessa vida e ainda fazemos. Mas muiiita mesmo. Pode falar claramente porque aqui ninguém é principiante não.

Não precisei falar duas vezes. Juju dos Balangandas soltou o verbo.

Dominiques, existem milhares de produtos, os mais variados, que surpreendem e muito pela imaginação. Como alguém pensa num treco desses? E como eu não sabia que isso existia até agora?

Uma infinidade de cremes e loções para excitar ambos os sexos. Gel com todos os gostos, loção que faz com que a vagina fique estreita e o pênis maior (não é mágica, a Juju jura que acontece), líquidos com aromas para atrair o sexo oposto, creme que vibra… Esse eu vou ter que explicar. É um creme, pasta, gel, tanto faz a consistência daquilo, que faz nosso clitoris esquentar e tremer.

Consegue imaginar a nossa curiosidade?

Juju sorri e pede para esticarmos nossos dedos mindinhos. Ela coloca um pouquinho do tal creme e pede para passarmos na parte interna de nossos lábios (da boca pelo amor de Deus!), cada um no seu, claro. Amigaaaaaaa de repente, aquilo começa a fazer o lábio adormecer, sinto um leve tremor e a boca esquenta, muito. Tudo altamente prazeroso.

Juju com aquele sorriso de quem sabe tudo diz:

– Agora imagina isso na “menina”. Vai facilitar muito o trabalho dos parceiros. Vocês já chegarão quentes. Sabe no melhor estilo vem quente que estou fervendo?

Juliana é uma verdadeira consultora em sexo e explica com a naturalidade de um monge tibetano todas as funções das loções mágicas e brinquedinhos.

– Como assim eu não conhecia este lugar? – perguntou Bela arrancando os cabelos.

Juju explica que estávamos em uma butique sensual e não em sex shop. Normalmente, na sex shop somos atendidas por homens, os clientes cruzam uns com os outros. Tudo bem se você for superdesinibida, mas se não for?

Na Boutique Sensual tudo tem mais a ver com o gosto e sabor da mulher. Não é escancarado, nada é feito para nos constranger. As vendedoras são bem treinadas para detectar, quase sem perguntar, o que queremos ou gostaríamos.

Depois de assistir à exposição de tal variada linha de produtos e degustar alguns, aqueles que eram possíveis na situação, para minha surpresa, Celia pergunta que horas começa a brincadeira pra valer? Afinal, onde estava o que interessa, os brinquedos de verdade?

E, aí, somos convidadas a subir para o primeiro andar. Quer conhecer um novo parque de diversões? Conto na semana que vem, combinado?

Menina.. esse e só o começo de uma louca aventura de Dominiques uma sex shop, quer dizer, em uma boutique sensual…

Leia Mais:

Jamais diga desta água não beberei – Sim eu fiz uma tatuagem – Parte 1
Sobre vínculos, o que entendemos que seja o amor ao longo do tempo

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 52 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

12 Comentários
  1. Show, quero ter essa mesma experiência, nunca fui a uma loja sensual e tenho muita vontade. Meu relacionamento tá precisando de uma pitada de sensualidade. Você pode me enviar o endereço?
    Obrigada.

    Kala

  2. Ahhhh, como é bom conhecer coisas….
    Confesso que gosto e costumo sanar todas as minhas curiosidades.
    Será que conheço está?
    Manda o endereço, miga!!

  3. Amei o texto!!! Pena que na minha cidade não tem uma loja assim!! Mas ainda visitarei, se Deus quiser! 53 anos

    1. Beatriz, ir a uma loja é mega divertido. Mas tem sites que tb fazem as vezes. Podemos comprar pela internet. Vem uma caixa discreta. E no cartao sai algo como quitanda do ze (brincadeira, mas quase isso).

  4. Mal posso esperar as cenas dos próximos capítulos. Vc pode dizer onde fica essa loja ou outras do gênero?

    1. Nazaré, o próximo vou publicar amanhã. Conto pra vc sim. Mas te mando por email, tá? Me diga para qual e-mail posso mandar. Para esse aqui? Beijocas

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Os 10 melhores livros apimentadíssimos para a imaginação rolar

Dominique - Livros
Sabe aqueles livros que ficavam guardados fora do alcance das crianças e de vez em quando você conseguia ler escondido? Ou que só sua amiga muito avançada tinha e ia passando secretamente para a turma do colégio ler?

A gente cresce e descobre que algumas dessas obras têm um baita prestígio e compõem um gênero muito admirado, a literatura erótica.

Para a moçada de hoje pode parecer que cenas de sexo explícito em romances nasceram com o fenômeno 50 Tons de Cinza. Nã, nã, ni, na, não. É coisa de séculos. Em doses muito mais apimentadas. Para não estender muito a história, vamos ficar com a produção do século 20 – listei 10 livros que deram o que falar. E fazer.

A literatura erótica constitui um ingrediente suculento para, digamos, acionar o interesse pelo dito cujo. O gênero chegou a ter até um papel educativo para demonstrar como são infinitos os caminhos da imaginação e do desejo. Impossível repetir na vida cada uma das práticas sugeridas pela literatura. Mas, graças a ela, temos uma janela para olhar as possibilidades, mesmo as que reprovamos.

Alguém definiu que a essência da literatura erótica está na transgressão. Seja em doses sutis ou explícitas, ligada ao amor ou ao puro sexo, incomoda e mexe com a zona de conforto do leitor/leitora.

Pode ser que alguém torça o nariz para algumas das obras escolhidas. “Mas isso não é erotismo, é pornografia.” Está aí uma discussão tão antiga quanto perseguir artistas, queimar livros e fechar museus. Até hoje, não se chegou a um acordo sobre a fronteira entre os dois. Regra para o sexo, existe uma – que a prática escolhida seja consensual.

Fora isso, cada um tem sua própria medida do desejo, um campo insondável que escritoras e escritores teimam em espiar.

Vamos às sugestões de livros. Só não esquece de tirar as crianças da sala.

Algumas obras estão fora de catálogo. Se não encontrar nas livrarias, procure no site Estante Virtual ou nos sites que disponibilizam edições em formato PDF.

Pequenos Pássaros, Anaïs Nin
Inquieta, feminista de primeira hora e precursora da revolução sexual dos anos 70, Anaïs demorou para ser publicada. Dizem que seu livro mais famoso, Delta de Vênus, foi uma encomenda de um homem rico, que queria só para si a descrição de fantasias eróticas femininas escritas por uma mulher. Os personagens dos contos de Pequenos Pássaros se movem entre paixões e anseios sexuais e vieram a público 30 anos depois de escrito. O caso entre Anaïs e o escritor americano Henry Miller inspirou o filme Henry e June.

O Elogio da Madrasta, Mario Vargas Llosa
Nobel de literatura de 2010, o peruano Mario Vargas Llosa nunca deixou de prestar um tributo ao erotismo em suas obras e a demonstrar sua admiração pelas mulheres que sabiam expressar sua sensualidade. Nesse livro, a fogosa e madura dona Lucrécia não se contenta com um casamento apimentado e acaba sendo responsável pela iniciação amorosa e sexual do enteado.

O Amante, Marguerite Duras
A autora apresentava o livro como autobiográfico. Não se sabe ao certo, pois a narrativa transita entre realidade e imaginação. Conta a iniciação sexual de uma adolescente de 15 anos com um chinês belo e rico da Saigon de 1930. Com um mix de erotismo e nostalgia, traz personagens complexos, divididos entre o desejo e a impotência de enfrentar as convenções da época. A obra chegou ao cinema em um grande filme nos anos 1990.

A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro
Convidado para escrever sobre o pecado capital da luxúria, o escritor imaginou as memórias sexuais de uma mulher sem pudores, agora com 68 anos. Nenhum prazer escapou dessa senhora. A voz feminina, no entanto, não camufla que se trata de uma visão masculina do sexo, bom para conhecer como funciona a imaginação e os anseios de um homem. A atriz Fernanda Torres encenou um monólogo inspirado no livro.

Idades de Lulu, Almudena Grandes
Lulu se interessa por sexo desde a entrada na adolescência e atrai a atenção de um homem mais velho que se torna seu mentor nos caminhos do desejo. Em certo momento, ela se perde nesse labirinto, em busca de experiências reais ou imaginárias, detalhadamente descritas. Sem julgamentos, a autora constrói a história em forma de lembranças da personagem, pontuando o seu amadurecimento com experimentações cada vez mais extremas. Para corações fortes, assim como o filme espanhol inspirado na trama.

O Amante de Lady Chaterley, D. H. Lawrence
Resumo da trama – Uma mulher bem nascida, infeliz no casamento, se encanta com um funcionário do marido e vive pela primeira vez uma profunda relação amorosa. Na Inglaterra dos anos 20, regida pelas castas sociais, a exposição explícita do desejo entre a lady e o guarda-caças levou a uma batalha judicial de 40 anos. Apenas nos anos 1960, o livro foi liberado na Inglaterra e nos Estados Unidos e ganhou status de obra-prima da literatura erótica. O cinema contou várias vezes essa história.

A História d’O, Pauline Réage
O livro contraria todos os avanços dos últimos anos para tornar as mulheres protagonistas de sua vida sexual, pois parte da premissa da submissão feminina como fonte de erotismo. No entanto, é um mergulho nas profundezas do imaginário do desejo. Identificada apenas como O, uma fotógrafa de moda aceita participar de uma sociedade secreta na qual as mulheres são ensinadas a estar totalmente disponíveis para os jogos eróticos dos homens. Publicado sob pseudônimo por Anne Desclos em 1954, a história rendeu um filme e um livro em quadrinhos desenhado pelo grande Guido Crepax, uma HQ que se tornou um clássico.

Trópico de Câncer, Henry Miller
A fama de pornógrafo acompanhou e obscureceu o talento literário de Henry Miller. Desbocado, literal nas descrições dos encontros passageiros, ele conta na primeira pessoa como era viver em um momento efervescente no centro do mundo, a Paris dos anos 30, que já inspirou tantos artistas. Em outros livros, como Trópico de Capricórnio e a trilogia Sexus, Nexus e Plexus, ele consolidou seu estilo polêmico, admirado por muita gente, em que mistura memórias e descrições cruas de sexo. É o personagem do filme Henry e June sobre o triângulo amoroso com a escritora Anais Nïn.

A Vida Sexual de Catherine M, Catherine Millet
Imagine uma profissional renomada no seu meio que, na maturidade, lança um livro contando inacreditáveis façanhas sexuais sem esconder a identidade. Catherine Millet teve essa ousadia em 2000. A francesa, crítica de arte respeitada, causou um alvoroço com esse livro de memórias sexuais, em especial seu gosto pelo sexo grupal. O livro se tornou um best-seller mundial e chama a atenção pela tranquilidade com que a autora assume a libertinagem como mais uma forma de fortalecer vínculos.

Vox, Nicholson Baker
A trama inteira do livro se passa em quatro horas. Uma linha cruzada (sim, era tempo do telefone fixo, não aconteceria com um celular) coloca um homem e uma mulher numa conversa íntima e a nós leitores, como voyeurs. Seduzidos pela voz um do outro, cumprem todo o ritual de aproximação, sedução e acasalamento apenas pela conversa tórrida sobre fantasias eróticas e provocações. Parece que não há nada mais poderoso no sexo do que a palavra. Tudo acontece e é descrito. Além de um marco da literatura erótica, o livro ganhou admiradores pelas inovações narrativas.

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Mila Quintana

Leitora persistente, adotou o livro como companheiro desde que foi alfabetizada. Usa os livros como um passaporte para mergulhar em pessoas, lugares e acontecimentos sem pedir licença. Entre uma leitura e outra, trabalha, namora, paga as contas e lava a louça.

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