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Você já perdeu o carrinho de compras dentro do supermercado?

Hoje, fazendo umas comprinhas, perdi meu carrinho no super mercado. Tudo que precisaria para nosso almoço de domingo já estava nele. Nada demais refazer a compra. Mas fiquei intrigada, onde estaria meu bólido? Por que alguém o levaria?

2 hipóteses:

  • Alguém o pegou por engano e decerto o devolveria em minutos.
  • Alguém o levou na má fé uma vez que minha blusa estava dentro. Mas era só a blusa ( que já não vale muita coisa de tão velhinha) pois o celular e a carteira estavam comigo.

Cheguei junto aos mocinhos do super e com muito bom humor falei:

-Meus anjos, acho que temos um problema. Meu carrinho sumiu.

-Onde foi que a senhora o viu pela última vez?

-Estava perto dos tomates – disse eu, aliás com um saco de tomates caquis na mão.

-A senhora se lembra do que havia no carrinho?

E comecei a me sentir prestando um depoimento, em pleno corredor dos refrigerantes. Mas o mocinho estava genuinamente preocupado, mesmo eu tendo falado que meus valores estavam comigo.

Ele quis refazer o caminho do crime, ops, o caminho por onde minhas compras possivelmente estiveram. Fomos juntos. Passamos pelos tomates, pelas cebolas, batatas, viramos num outro corredor passando pelos alfaces, espinafres e repolhos até chegar no corredor do manjericão, folhas lavadas, sálvia e cebolinha.

Puff..Meu carrinho estava ali.

Corri para ele para ver se todas as minhas comprinhas estavam no lugar que eu havia deixado. E sim, estavam.

O mocinho exultante proferiu:

-Graças a Deus (sério, ele falou isso mesmo).

– Será que alguém levou achando que tinha um celular embrulhado na blusa e quando viu ser apenas uma blusa devolveu?

-Ahhh, muito provavelmente – disse ele generosamente.

Porque na real, há uma terceira hipótese além das duas já citadas. Existe a possibilidade do meu precioso carrinho nunca ter saído daquele lugar, e o mocinho sabia disso. E eu também.

Leia Também : Fui às compras, atacada e magra

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Olmo e a Gaivota – lindo, terno, infinitamente fascinante em sensível abordagem sobre a maternidade

Premiado no Festival do Rio 2015, “Olmo e a Gaivota”, filme da diretora brasileira Petra Costa, com codireção da dinamarquesa Lea Glob, traz a união entre ficção e realidade.

Na obra os atores do Théâtre Du Soleil, Olivia Corsini e Serge Nicolaï, são os intérpretes do casal protagonista.

Uma travessia pelo labirinto da mente de uma mulher “Olmo e a Gaivota”, feminino por natureza, conta a história de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olivia descobre que está grávida, e um problema de saúde coloca em risco a gravidez.

A atriz terá que ficar nove meses em casa, enquanto seu parceiro pessoal e profissional, Serge, continua ensaiando com a Companhia, às vésperas de uma importante turnê por Nova York e Montreal.

Os meses de gravidez se desdobram como um rito de passagem, forçando a atriz a confrontar seus sentimentos e medos mais obscuros. O desejo de Olivia por liberdade e sucesso profissional bate de frente com os limites impostos pelo seu próprio corpo.

Real e o Imaginado

O filme tem uma nova virada quando o que parece ser encenação revela-se como a própria vida. Ou será o inverso? Esta investigação do processo criativo nos convida a questionar o que é real, o que é imaginado e o que sacrificamos e celebramos em nossas vidas.

O que impregna de verdade são as vibrantes personalidades de Olivia e Serge, além da interessante mis-en-scène de belos atores fingindo tão completamente que chegam a fingir que é dor a dor que realmente sentem.

Com olhar apuradíssimo para grandes imagens, a fotografia gentil e microscópica em todos os momentos mais íntimos das personagens reais, faz parecer que se está assistindo a um filme, com um grande roteiro de drama europeu como poucos.

Um filme sensível, deliciosamente degustável, com uma excelente competência técnica, que “aprisiona” o espectador durante seus 87 minutos de duração.

A completude de um “ciclo de vida” é a imediata imagem que nos vem à mente ao passo que o filme avança e o desfecho da obra, com o belo Samba da Rosa de Vinícius de Moraes e Toquinho, nos emociona e nos faz ver mais uma pequena vida com olhares de cumplicidade, mais uma primavera que chega ao mundo no mesmo momento em que o filme que ela gerou chega ao fim. É o início de mais um ciclo.

Recomendadíssimo!!!

Assista o trailer

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Monsieur e Madame Adelman 


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Como foi o passeio das Dominiques a Holambra – cidade das flores

Se tem uma coisa que adoro é viajar!

A Engenhotur e Dominique fizeram bonito, com um belo roteiro para Holambra.

No local de encontro havia um petit déjeuner delicioso. Ah, detalhe: foi tudo montado na calçada da Av. Rebouças.

O  entrosamento entre as Dominiques foi imediato, BINGO.

Tava na cara que a Maria e suas amigas Gabi, Jacque e Érica iam ser excelentes companhias.

A saída  foi com pontualidade britânica e em alto astral!

Olha nós no ônibus!!

E os mimos distribuídos durante o trajeto, que máximo.

Nossa primeira parada foi na Cooperativa de Flôres Veiling, fomos recepcionadas pelo André, que nos impressionou com o seu profissionalismo e conhecimento no quesito leilão de flores, além de um bom partido claro e logo algumas Dominiques o queriam para genro, brincadeiras à parte.

Pasmem, este formato de negócio “Veilling” só acontece na Holanda e em solo brasileiro.

Tem até filminho. Dá uma olhada que legal

Um flash do que é o Leilão

E de lá para um tour no centro de Holambra, com lojas típicas e artesanatos produzidos na Holanda para o nosso deleite.

Eu falei que estava quente? Sim, estava bem quente, mas nem por isso Dominiques deixaram a peteca cair. Olha só o charme nas fotos.


Próxima parada no restaurante Old Dutch, para quem gosta de comer bem e com simplicidade a culinária holandesa, cheers!

E o almoço tipicamente Holandês estava divino. O que era aquele bolinho?

Uma paradinha no Moinho para fotos, não podíamos deixar de registrar esse dia mágico.

Olha só quanta Dominique..

E o grand finale, visita ao Garden Center Flores na Mão para compras com preço camarada e  para nossa aula de arranjo floral com a expert professora, teacher, professeur Cida e que aula! Um talento e encantamento de mulher!

Maria Aparecida Lourenço é A FLORISTA.

E aí começa mossa viagem de volta. Cansadas e felizes. Como sei? O sorriso no rosto de cada Dominique que entrava naquele ônibus.

Fomos presenteadas até nisso. Dá uma olhada na surpresa que o sol nos fez para se despedir.

Foto tirada na volta…

Simples assim e gostoso como a vida deve ser!

Lavandas de Holambra.

3 Comentários
  1. Texto lindo!!! Descrito primorosamente como foi o nosso passeio. Que venham outros. Obrigada Dominiques!!!!!!

  2. Nossa amei o texto, as fotos, foi realmente um dia especial e o melhor foi que todas se deram muito bem, o dia passou numa leveza e alegria contagiante!

  3. Parabéns a Eliane.excelente organização e a todas Dominiques elegantes e charmosas.
    Lugar dos Deuses.Maravilhoso.Tudo lindo!❤

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As deusas (e o deus) da primavera

Já primaverou por aqui. Tenho tudo para acreditar que a primavera é a melhor estação do ano. O que você acha? Primeiro porque é cheia de significados: energia, alegria, renovação e recomeços. Dizem que é uma boa época para começar novos projetos ou tirar ideias da gaveta. Tem, também, a melhor temperatura do ano. 

Como adoro histórias, fiquei curiosa e fui pesquisar sobre os deuses da primavera. Descobri que a maioria é representada por mulheres. As tradições mais antigas celebravam as deusas da fertilidade, que simbolizavam o brotar da nova vida. Por isso, elas também estão associadas ao amor. 

Cada mitologia tem uma história diferente para narrar a lenda de sua deusa da fertilidade. Selecionei alguma delas para compartilhar com vocês. 

As Deusas da Primavera

Mitologia Grega

Cibele é também chamada de “Mãe dos Deuses” porque simbolizava a fertilidade da natureza. Também representa a vida selvagem (senhora dos animais) e o ciclo de vida, morte e renascimento (deusa dos mortos). Segundo os gregos, ela seria uma reencarnação da Deusa Reia, a mãe de Zeus e de todos os deuses do Olimpo. Cibele continuou sendo adorada mesmo após a invasão romana. 

Perséfone é a deusa da agricultura, das estações, das flores, dos frutos, das ervas e da fertilidade. Também é conhecida como a deusa do submundo. Conta a lenda que ela era muito bonita e foi raptada pelo seu tio Hades. Levada para o submundo, foi ludibriada a comer uma romã, que selou o seu casamento e sua permanência lá em um terço do ano. Seu mito foi muito utilizado para explicar as estações do ano. Durante os meses da primavera, verão e outono, Perséfone podia voltar a terra e, assim, fazia florescer. No inverno, ela retornava para o submundo e o solo ficava infértil. 

Mitologia Romana

Flora é a deusa que representa a natureza e a potência do fazer florir e florescer. Conta a lenda que, num dia de primavera, Flora foi raptada pelo deus do vento (Zéfiro) para casar. Como recompensa, ele concedeu à Flora o reinar sobre as flores e os campos cultivados. A deusa, como presente aos homens, ofertou o mel e as sementes. Na mitologia grega era chamada de Clóris. 

Mitologias anglo-saxã, nórdica e germânica. 

Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade, do amor e do renascimento. O nome estava relacionado à aurora e, por isso, também foi associado à luz crescente da primavera, um momento alegre e abençoado para a terra. Os símbolos de Eostre são a lebre, os coelhos e os ovos que, juntos, representam o poder gerador e o começo da vida. Foi dos cultos pagãos que originou-se a palavra Páscoa que é Easter, em inglês, e Ostern, em alemão. A origem da Páscoa é hebraica e vem de Pessach. Porém alguns ritos e costumes da celebração foram absorvidos nas comemorações judaico-cristãs, tais como o ovo e o coelhinho da Páscoa. O festival Eostre é celebrado em 30 de março. 

Freya é a deusa nórdica do Amor, da fertilidade, das flores e da vida. Descrita como uma mulher bela e atraente, Freya também é considerada a deusa da beleza, da sensualidade, da atração, da luxúria, do ouro, da guerra, da morte e da música. Conta a lenda que suas lágrimas derramadas transformavam-se em ouro na terra e em âmbar no mar. 

E o Deus da Primavera

Mitologia Egipcia

Osíris é o deus do renascimento, da ressurreição, da justiça e da fertilidade. Ele é cultuado como o deus da agricultura, uma vez que o processo de plantar implica na colheita (morte), no semear e no renascimento (vida). Na mitologia egípcia, Osíris teria ensinado aos homens as técnicas necessárias para a civilização, para a agricultura e para a domesticação de animais.

Outro post sobre a primavera

Faça Você Mesma Lindos Arranjos de Flores

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Quem Você Pensa Que Sou – forte drama psicológico faz estudo da complexa personagem e da maturidade

Hoje minha dica é assistir o ótimo filme “Quem Você Pensa Que Sou”, mas no cinema. A junção de Binoche em ótima forma, com surpreendente expressividade, um diretor empolgado e um roteiro interessantíssimo faz com que o longa seja um dos melhores filmes franceses da safra recente. Exibido no último Festival Varilux de Cinema Francês 2019.

Em seus 50 anos, Claire (Juliette Binoche) é uma professora de literatura, bem-sucedida, divorciada, desprezada pelo jovem namorado Ludo. Claire então decide criar um perfil falso em uma rede social para atingir o ex-namorado. Lá atende por Clara, uma linda garota muito mais jovem.

Alex, colega do ex acaba se apaixonando por Clara, e Claire, por trás das telas também. Apesar de tudo rolar no mundo virtual, as emoções ocorridas são bastante reais, e podem trazer complicações para todos. É o início de uma relação complicada, e tumultuada repleta de mentiras, revelações, reviravoltas e momentos muito tensos.

Esta é a trama do excelente drama psicológico Quem Você Pensa Que Sou dirigido pelo francês Safy Nebbou. No longa há a escuta terapêutica, as sessões de psicanálise em que Claire relata os motivos recentes de sua amargura dilacerante.

As ambiguidades de uma mulher de mais de 50 anos

O cineasta Safy Nebbou apresenta com sensibilidade as ambigüidades da protagonista, por exemplo, intercalando as aulas em que ela menciona exemplos femininos fortes tais como Marguerite Duras, com as demonstrações de fraqueza na intimidade.

Claire freqüentemente se apresenta em frangalhos diante da terapeuta , a quem confronta, questionando métodos, como que testando sua elasticidade ética a fim de sentir-se segura para desabafar por completo.

A trama é construída com cuidado, focada no entrelaçamento perigoso das personas real e imaginária que Claire queria indistinguível a fim de não perder de vista seu novo amor.

Quem Você Pensa Que Sou, num nível simbólico, fala de questões como a angústia sentida por algumas mulheres na casa dos 50 anos, a imersão na mentira como artifício para suportar as dores da realidade e a “irresponsabilidade” emocional.

Eu tive uma paixão imediata por esse drama que aborda com muita exatidão e requinte assuntos como envelhecimento, o medo do abandono e da rejeição, a paixão amorosa, o domínio, a obsessão e o desejo de não cumprir as regras.

Não perca!

Sem dúvida vale uma ida ao cinema.

Você vai adorar!

Assista o trailer

Outro filme com a protagonista

Mil Vezes Boa Noite


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