Tag: emprego

Acredite: vale a pena investir o seu tempo no LinkedIn

Imagine abrir o arquivo do Word e começar a digitar o seu curriculum vitae. Bom, apenas imagine, porque fazer isso já é coisa do passado.

É que o LinkedIn tornou-se a principal rede social profissional e você pode construir o seu currículo lá. Depois, basta fazer um download das informações em pdf e pronto! Você tem em mãos um arquivo para ser enviado ou impresso.

Ok! Se você quiser fazer um arquivo e ter o LinkedIn ao mesmo tempo tudo bem. Mas lembre-se: o trabalho para manter os dois arquivos atualizados será dobrado. Tem tempo sobrando? Se é pra investir seu tempo nisso, use pra construir um currículo completo e eficiente direto no LinkedIn.

Agora que você já sabe onde, vamos para o como criar o currículo. Não se aflija! Não é complicado. Agora será uma questão de como escrever. É sempre bom lembrar que hoje em dia as pessoas não prestam muita atenção. E textão, então, quase ninguém lê.

Vamos às dicas?

  • criar o perfil é muito simples. Basta acessar www.linkedin.com, digitar seu nome completo, e-mail e uma senha. Pseudônimo não é permitido, ok! Pronto, perfil criado.
  • imagem vale muito, sim, principalmente no universo corporativo. Escolha uma foto que represente você como profissional. Nada de fotos de festas ou férias.
  • preencha todas as informações de contato, inclusive telefone e e-mail. Também podem entrar em contato por esses meios.
  • dedique parte do seu tempo para escrever um ótimo resumo. Alguns recrutadores podem parar aí e nem continuar a ler o seu currículo.
  • evite as buzzwords, que são as palavras de efeito só pra impressionar. Sério, não impressionam mais ninguém!
  • mostre o que você já realizou e, se for possível mensurar, os resultados obtidos. Por exemplo: aumentei em X% o número de clientes ou a rentabilidade da área cresceu de X para X.
  • se não for possível mensurar tudo bem. Dê exemplos do que você fez e como fez tanto no trabalho com em atividades complementares.
  • evite falar sobre o que você é, foque no que você faz. Lembra das buzzwords? Palavras como eficiente, motivado ou organizado não adicionam nenhum valor. Que empresa procura uma pessoa diferente disso?
  • existe uma área no perfil do LinkedIn chamada Competências. Adicione seus pontos fortes lá. Há itens como Conhecimento do Setor ou Competências Interpessoais. Capriche e aproveite para pedir recomendações de amigos!
  • a seção Experiência organiza as informações sobre onde e quando você trabalhou nas empresas. Você pode adicionar uma pequena descrição. Novamente, foque no que você realizou durante seu tempo na empresa. Se tem documentos para compartilhar, pode incluir!
  • complete o seu currículo com informações sobre a sua Formação Acadêmica e Conquistas, que incluem idiomas, prêmios, certificados, entre outros.
  • a seção Experiência de Voluntariado é bastante valorizada em empresas estrangeiras.
  • por fim, peça aos amigos e antigos colegas por Recomendações pelo seu desempenho e habilidades. Faça também recomendações e ajude outros. Você aprova os conteúdos antes da postagem, então pode ficar tranquila.
  • não divulgue o seu currículo antes de estar completo.

Depois de tudo pronto, você precisa manter o seu perfil atualizado. Sim, é mais uma rede social para você entrar sempre e postar conteúdo. Mas no LinkedIn você pode criar uma estratégia e se organizar.

Mais dicas?

  • o seu perfil será seu branding pessoal. Algumas vezes será o primeiro contato de uma empresa com você. Por isso, evite compartilhar informações pessoais.
  • relacione-se com a sua rede por meio de postagens regulares. Você não precisa escrever postagens longas e nem super produzidas. Bastar fazer um comentário ou compartilhar informações sobre assuntos pertinentes ao seu universo de trabalho.
  • participe de grupos de temas importantes para o seu meio de trabalho. Entre uma ou duas vezes por semana nos grupos e comente postagens de terceiros. Você pode se aproximar de pessoas interessantes.
  • o LinkedIn oferece uma plataforma de conteúdo para a publicação de artigos. Se você tiver material relevante, aproveite para postar e compartilhar com a sua rede!

Esse é um roteiro básico para você começar uma recolocação profissional no mercado. Claro que há várias outras dicas, que vamos compartilhar outro dia. Boa sorte!

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Tempo de Travessia – Planejar para momentos críticos

Banner_tempo de travessaAh! Como é difícil encarar os momentos críticos!

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Fernando Teixeira de Andrade.

Muitas vezes, temos a impressão de que a vida esta lenta, que nada acontece, que vivemos numa rotina sem fim. Na verdade, todos os dias estamos caminhando, todos os dias, construímos nosso caminho, caminhando.

Aprendemos a caminhar, caminhando…

Em certas circuntâncias, só sentimos a vida acontecer, em momentos de transição, etapas da vida em que é necessário deixar para traz as roupas que já tem a forma de nosso corpo, para seguir em frente.

Deixar pessoas, objetos, perfumes, caminhos conhecidos para trás e se jogar no novo. Ai como dói! Em algumas situações não, não é mesmo? Tem mudanças que nunca imaginamos que aconteceriam em nossa vida e mudam tudo para muito melhor, certo?

Esses minutos terríveis, que mudam tudo e sacodem a vida da gente, chamamos de momentos críticos. Originalmente a medicina nomeou de “crítico” aquele espaço mínimo de tempo onde o paciente melhora ou morre. Vou usar aqui o termo de forma menos dramática, mas tão intensa quanto. Já já, vamos ver exemplos pra lá de “sacolejantes”.

Em fases de transição, a vida chacoalha a gente, obriga a tomada de decisão. Para na nossa frente e diz: ou dá ou desce! Nessa hora, é preciso atitude, raça, postura, desprendimento, plano “B” e Planejamento!

Ah! Garota! Pensou que eu não fosse falar de planejamento só porque acordei cheia de poesia? Boba, nasci com esse chip… vou sempre dar um jeito de falar.

Tem uma coisa no mundo que economistas e psicólogos apesar de enxergar de maneira bastante diferente (ao meu ver) deram o mesmo nome, é o tal de ciclo de vida, ou ciclo vital familiar.

Os dois mostram pontos nodais, pontos cruciais da caminhada da maioria das pessoas, onde por vontade, necessidade ou na marra, nossa vida muda.

Vou dar alguns exemplos destes momentos críticos: nascimento, casamento, nascimento dos filhos, adolescência dos filhos, filhos casando, aposentadoria, envelhecimento e morte, entre outros pontos críticos. Você tem alguma dúvida de quanto a vida muda nesses pontos?

Vamos combinar: por mais que a gente um dia tenha desejado casar ou ter filhos, ninguém passa por essa fase na paz… A gente pira, fica ansioso, gasta dinheiro a rodo! Muda tudo! Muda de casa, muda de corpo, muda de nome, muda de caminho, muda o nosso jeito de gastar dinheiro, mudam nossas prioridades, bagunça tudo por mais que seja lindo!

Um momento crítico não implica em ser um momento ruim! Implica em um rompimento, deixamos por exemplo a vida de solteiro para a viver a vida de casado, dormimos mulher e acordamos a mãe de alguém, a namorada de alguém, a vó de alguém, a sogra de alguém, a ex funcionaria da empresa X, a ex dona da casa, a dona da casa nova…

Só depois que a gente passa dessa pelas mudanças é que se tem coragem (e tempo) para olhar para trás e tirar as próprias conclusões. Atravessar, implica em transformar e mudar para a maioria de nós mortais, não é uma coisa exatamente fácil.

Respira! Sobrevivemos até aqui? Lindas? Cheias de histórias para contar? Então tá!

Se tem uma coisa que acredito que tantos psicólogos quanto economistas não terão duvidas é que passar por essas fases de transição, os momentos críticos, com uma reserva financeira é mais fácil.

Sim meninas, querendo ou não, o dinheiro nos dará maior tranquilidade para cuidar do que já construímos até aqui, ou nos dará mais fôlego para se manter firme na transição (de carreira por exemplo), nos dará a liberdade para viajar quando a cabeça estiver pegando fogo, ou simplesmente para poder ajudar o filho que está indo viver em outro país.

Em nossa caminhada, aprenderemos que não vale a pena carregar tanto peso, as coisas têm valor pelas histórias que contam, não precisamos acumular cada bibelô, ou presente que ganhamos, precisamos guardar a emoção que sentimos quando os recebemos.

Precisamos ter desprendimento para doar o primeiro brinquedinho do nosso filho ou aquela mesa que só de pensar em mudar de lugar novamente já fica com as pernas bambas…

Perder um emprego, não precisa ser assustador, pode ser libertador. A hora de se aposentar, pode ser muito mais que uma despedida, deve ser comemorada, pra isso temos que ter um dinheiro guardado, seja para manter as contas em dia, seja para nos adaptarmos ao nosso novo cotidiano.

É preciso aceitar com serenidade algumas mudanças. É preciso dar adeus aos filhos que crescem, dar boas-vindas ao emprego novo, ter gratidão pela casa enorme que acolheu tantos momentos mágicos e entrar com o pé direito na vida nova, com a leveza de quem só leva o que é essencial.

Ter um tempo pra si onde se demande menos despesas, compromissos e sobre mais tempo e grana para se fazer o que não se tinha tempo de fazer antes, para pisar em outras areias, sentir outros odores, conhecer outros amores, fazer novos melhores amigos.

Planeje-se financeiramente e cuide-se emocionalmente para que essas travessias aconteçam da maneira mais tranquila quanto o possível.

Estava com saudades, mudei de casa, mais uma transição… só agora tive tempo e coragem de compartilhar essas emoções e de aparecer por aqui

Beijões,

Até a próxima! Paula Sauer

 

Leia mais:

Dominiques, abaixo a infelicidade e que venha a maspassa…a temida menopausa.

Como é chato conviver com um chato – A pior espécie de mala sem alça.

Paula Sauer
Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

4 Comentários

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.