Tag: Casamento

Uma história de Recomeço – Meu melhor casamento

Dominique apaixonou-se perdidamente por Mateus e foi correspondida.

Mateus era quase 15 anos mais velho que Dominique, já tinha tido uns 3 casamentos e incontáveis filhos de cada um deles.

Nada disso importava para Dominique. Desde aquela primeira conversa no bar Supremo, encantou-se com o papo, a cultura, a ousadia e até mesmo com a aparência e o jeito despojado chique.

Mateus era de família tradicionalíssima paulista, descendente de algum barão do café, daqueles com 5 sobrenomes.

Dos gloriosos tempos da política com café com leite, sobraram além das histórias, uma única fazenda em Itapira.

Dominique, neta de humildes imigrantes, não ligava para os narizes torcidos dos amigos de Mateus. Muito pelo contrário, fez com que todos eles e elas a admirassem com o tempo.

Mateus era um homem cheio de qualidades, encantadoras qualidades. Porém tinha um defeito que quando acentuado, passa a ser grave.

Ele era ávaro, pão duro mesmo, chegando a beirar a mesquinhez.

Isso incomodava Dominique que ao longo dos 15 anos de relacionamento nunca pediu um centavo sequer para o namorado e igualmente retribuiu-lhe a atitude.

Dividiam todas as contas, fosse no dia a dia, fosse em viagem. Com o passar dos anos, Dominique começou a achar esse um bom arranjo. Sentia-se mais dona de seu nariz se é que dava para ela sentir-se mais.

Tinha apenas uma coisa que Mateus não economizava. Era na comemoração do dia em que se conheceram.

Todo dia 10 de novembro Dominique podia contar com uma surpresa.

Sempre começavam com um drink no Bar Supremo, onde se conheceram. De lá poderiam ir para um Hotel 5 estrelas, para o aeroporto rumo a uma viagem surpresa para Galápagos ou para um romântico picnic em algum rooftop.

Assim compartilharam os gostos pela música, livros, animais, espetáculos, boa comida, e pela família.

Ahhh, a família é um assunto a parte. Filhos, muiiitos filhos. A quantidade de filhos cá e lá, foi motivo mais do que razoável para nunca terem morado juntos.

Os filhos de Dominique formaram-se, casaram e levavam uma vida de acordo com a possibilidade de cada um. Achavam bom a mãe ter uma companhia. Bom para ela e muito melhor para eles que não sentiam o peso da culpa pela ausência.

Já os filhos de Mateus, competiam sempre com o apoio de suas respectivas mães. Estavam sempre brigando entre si e com o pai. O motivo era sempre o mesmo. $$$$

A primeira vez que Dominique foi a fazenda em Itapira, achou que não sairia viva de lá, fosse pelo estado precário da fazenda, fosse pelo ódio que viu nos olhos dos “enteados”.

Aquela fazenda estava caindo aos pedaços. fazia anos que não via uma mão de tinta. Bolores nas paredes. Teto com goteira. E os colchões? Ela tinha a impressão que eram recheados com palha. Porém o delicioso feijão feito naquele aconchegante fogão a lenha compensava as desventuras.

Não. Mentira. Não compensava nada. Dominique queria era seu ar condicionado e seu colchão de molas. E distância regulamentar dos filhos de Mateus.

Com o tempo, muito jeitinho e dividindo as despesas, convenceu o amor de sua vida a reformar a sede, ao mesmo tempo que conseguiu afastar um pouco aqueles sangues suga de seu namorido.

Com sua visão comercial, fez com que Mateus arrendasse um pedaço da fazenda para garantir a renda e trabalhasse a terra remanescente tornando-a minimamente produtiva.

Nesses anos todos, Dominique nunca parou de trabalhar, e continuou aumentando seu patrimônio. Porém com suas frequentes idas para Iatpira, desgastava-se demais no dia a dia de seus negócios. Nenhum filho queria trabalhar com ela e nem ela os queria por perto. Achou mais fácil contratar uma secretária e um administrador. Mais fácil e mais barato.

Com o tempo, ambos foram se mostrando de grande valia e igual confiança, lembrando que o FAX, aquela invenção mágica e meio incompreensível, facilitava absolutamente tudo. A vida podia ser dividida antes e depois do FAX.

Dessa maneira Dominique foi se sentindo cada vez mais segura para passar mais tempo na fazenda curtindo seu Mozão.

Juntos viram o Brasil ganhar duas copas do mundo.

Passaram pela presidência, um José, 2 Fernandos, 1 Itamar e um Luis.

Assistiram juntos Vale Tudo, Rainha da Sucata, Pantanal (que rendeu uma viagem para conhecer aquele paraíso).

Dominique foi uma das primeiras assinantes da imberbe Tv a Cabo brasileira pois amava assistir sitcom. The Nanny, Murphy Brown, Seinfeld, Will and Grace e muitas outras, sendo que a preferida de Mateus era a Família Dinossauro, vai saber por que.

Cinema não era muito a praia do casal, mas não se furtavam a um Blockbuster no vídeocassete e depois no DVD. Telma e Louise, Tomates Verdes Fritos, A Lista de Shindler, mostraram que Mateus era um homem muito sensível por suas muitas lágrimas vertidas.

Estavam atentos ao advento da Internet. Entenderam já em 90 e pouco que aquilo mudaria o mundo. E mais uma vez, Dominique foi das primeiras a ter a tão desejada Banda Larga em casa. Foi nessa época que Mateus quase se mudou para casa da namorida. Amava a Internet da casa dela e ele não assinaria Speedy tão cedo. Qual a necessidade dele ter se ela já tinha? E vai saber se esse negócio de Internet ia dar certo mesmo?

Vibraram com o Protocolo de Kioto e derreteram juntos em 98 com a chegada daquele El Nino avassalador no mesmo ano.

Decoraram todas as Letras dos Mamonas Assassinas fazendo a alegria dos netinhos que já podia se dizer, eram de ambos.

Estavam juntos naquele 11 de setembro. Especularam se aquela escalada terrorista teria a ver com os fundamentalistas iranianos, afegãos, líbios. Ou com a Aliança soberana entre EUA e a Alemanha reunificada.

Os ataques terroristas mobilizavam o casal. Eram noites e noites tentando entender motivações, aspectos sociais, financeiros e até mesmo ocultos em cada episódio.

Mateus não chegou a saber do atentado terrorista em Madri no dia 11 de março de 2004.

Depois de lutar incansavelmente por quase 2 anos contra um câncer, na madrugada daquela quinta feira, desistiu. Fechou os olhos segurando a mão de sua maior e melhor companhia.

Dominique nunca se sentiu tão sozinha. Não sabia ao certo se agradecia aqueles 15 anos de felicidade, ou os amaldiçoava por terem lhe dado parâmetro. Ela finalmente sabia o que era ser feliz e não aceitaria nada menos que isso. Nada menos do que teve com Mateus.

Leia Também :

Uma Dominique viúva aos 40 anos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

1 Comentário

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Calça comprida em Casamento – Pode ?

Bem, e chegou aquela fase que todos os filhos de amigos estão casando. E lá vamos nós novamente. O que vestir?

Affffffff…Já falei sobre isso algumas vezes, e até vídeo já fiz, lembra? Aliás acabou ficando super engraçado apesar de só contar tristes verdades sobre a dificuldade de encontrar roupa legal depois dos 50 anos. Vou colocar o vídeo no fim do texto tá?

Devemos ou podemos ir de longo é geralmente a primeira e mais frequente dúvida e é claro que já escrevi sobre isso também, né? Leia aqui

Mas as dúvidas na hora de escolher a roupa certa para a ocasião não param no comprimento.

Pode usar calça comprida em casamento?

Certamente. E eu acho chiquérrimo!!

É claro que tudo vai depender da hora, do estilo, do convite e do traje pedido. Entretanto o principal é você se sentir bem sempre observando aquelas regrinhas do que nos favorece mais.

Ahhh, melhor do que escrever e falar é mostrar.

Outro dia mostrei um monte de looks, legais e nem tanto, da Rainha Máxima do Holanda e um deles foi este aqui:

Rainha Máxima com pantalona.

Não sei se é um macacão ou pantalona com top. Mas olha só que elegante. Com uma sandália ou sapato com mais cara de festa e sem o relógio poderia ir tranquilamente a um casamento.

Aí comecei a procurar e achei esse look da Princesa Letizia da Espanha. Uauuuuuu! Quase tive um treco.

Letizia usando traje de estilista espanhol Pedro del Hierro

Gostei tanto que preciso mostrar uma foto da princesa de costas.

Pantalona. Ué..pantalona entra no conceito de calça embora muitas vezes possa dar a impressão de um vestido longo. Amooooo uma pantalona.

Repara nos detalhes e no caimento. Olha só o movimento quando ela anda. Elegantérrimo. Modelito de Pedro del Hierro

Poderia ir a um casamento tranquilamente com essa roupa. Mas e num casamento de dia? Hummmm, não sei. Na minha opinião apesar de não ter um brilho,o look é imponente demais para usar de dia. Tá vendo só como pode ser pegadinha? Um lindo traje de calça sem brilho mas que eu não usaria num casamento de dia. Só de noite.

Vamos ver mais alguns modelos pantalonas para festa?

Top de renda cinza com casaquinho e pantalona super fluída..Ahhhh, esse é meu estilo.

E um modelo super parecido, senão igual em marinho. Olha só a mesma roupa em duas mulheres. Quero te mostrar dois tipos de corpo completamente diferentes para você ver que não é uma roupa só para magras.

calça comprida casamento
Top renda com pantalona

Você está com os bracinhos em ordem? Não tem gordurinha nas costas? Então aproveita!!!! Olha só que inspiração o modelito abaixo.

Tomara que caia com pantalona cós alto

Cor clarinha valoriza o bronze. Pantalona de seda com top bordado. Um clássico com um ar mais moderno.

Pantalona ampla com top bordado

Ahhh como eu gosto de uma capa. Não sei se é complexo de “mulher maravilha” ou de princesa em fuga, mas não resisto a uma capa esvoaçante. Esse verde é altamente lisonjeiro. Claro que a transparência desta maneira não rola pra qualquer uma. Aliás pra quase ninguém, preste atenção.

Pantalona com capa

Ainda na onda das capas (ohh my God). Esse look um pouquinho mais discreto se é que dá para ser discreta quando você usa uma capa!!

Look monocromático

Calça comprida justa também pode em casamento. Veja só.

Adoro essa coisa mais sequinha com uma túnica comprida em cima. Apesar de ser renda, como não tem brilho e é uma cor clara acho que dá para usar num casamento de dia. O que você acha?

Calça e top com túnica de renda

Calça preta top de renda com forro preto e uma faixa meoio drapê no quadril ficou bem legal mas um pouquinho mais esporte. Talvez numa casamento mais descontraído, quem sabe?

Ahhhhh, chiquéérimo. Calça de alfaiataria justa, um pouquinho mais curta e um blazer estruturado todo bordado de brilhos.

Calça com casaqueto bordado perfeito para casamento

Este modelo é para as mais ousadas e inegavelmente um de meus preferidos. Esta túnica meio godê com esta estampa floral faz brilhar meus olhos.

Calça justa com Túnica estampada

E quem disse que não dá pra ser a princesa da festa dentro de uma calça justinha? Só para ilustrar olha só esse look com roda e tudo. Péra! Eu não falei que eu gostava disso. Mas também não estou dizendo que é medonho.

Não sei como descrever essa roupa. Sorry.

Dicas e mais dicas

E se conselho fosse bom, venderia-se né? Mas algumas observações podem fazer sentido para você. Entretanto se não fizer, de risada e bola pra frente, gata!!

  • Não improvise! Calça comprida para festa é o tipo da coisa que tem que ser muito bem elaborada.
  • Atenção aos volumes e às proporções. Pois se a roupa for larga embaixo use menos pano em cima. Por exemplo, uma calça justa com a túnica mais soltinha. A menos que vc seja uma Jane Fonda. Aí pode tudo.
  • Cuidado com o comprimento porque pantalonas devem ser bem longas. Pantalonas curtas te achatarão a menos que você seja uma mulher alta.
  • Nem toda mulher pode usar uma calça justa num casamento e ficar graciosa. Esse tipo de look tende a ficar melhor nas bem magras. Não necessariamente altas, mas magras.
  • Uma cor só sempre favorece as menos magrinhas além de alongar.
E aqui, aquele vídeo que falo sobre casamento!!

Leia também:

Vou casar meu filho!!

Estilistas atenção! Dominiques também consomem.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

17 Comentários
  1. Olá http://www.dominique.com.br Gostaria de apresentar o livro “Sabores da Itália – Volume 1”, uma viagem pela gastronomia italiana através de receitas, histórias, curiosidades e tradições das regiões da Itália. Se tiver interesse em conhecer o projeto, acesse a página oficial:: https://maurogallotta.com/sabores-da-italia/ Obrigado pela atenção! Mauro Gallotta Não tem interesse nesta oferta: http://www.sairdalista.com?u=http://www.dominique.com.br&c=2b4fbb9c01f6D46420ED
  2. Sou mãe da noiva, em casamento a ser realizado em Curitiba, em chácara de eventos, as 16:30 hs. O local é de pedras paralelepípedos e gramado. Sou alta e não me sinto bem de salto, o que o local me favorece nesse caso. Gostaria de um traje com calça pantalona e peço sugestões.

  3. Em um casamento as 10:30 h gostaria de usar uma calça com uma túnica estilo indiano, porém não sei certo q modelo fazer e se faço monocromático ou uso a túnica mais colorido pelo casamento ser na primavera…Setembro.

    1. Olha Eva, tudo vai depender do tecido..Na minha opinião uma cor só sempre alonga mais…Não precisa ser uma cor escura, aliás, não deve por ser um casamento diurno. A túnica pode ter algum detalhe na manga, no decote. Um belo colar ou brincos…Capricha no cabelo. Depois me conta

  4. Quero usar uma calça de alfaiataria na cor meia que rosa rei é uma pousa de seda azul marinho com estampa bem discreta no tom dourado é um azul mais escuro quase preto. Com mangas compridas com transparência e a parte do colo também com transparência. A calça é aquele modelo justo no final das pernas e mais larguinha em cima com laço. O casamento será no salão de festa não terá padre e sim o irmão do noivo que falará, já vivem em união urrem oficializar. Horário 19:00 horas, As mães de ambos e madrinhas vão de longo. Posso usar essa roupa sem problema, ou não? Gostaria de sua opinião.

    1. Olá Magda..Tudo bem? Olha, não sou expert no assunto, apenas uma palpiteira de plantão, tá? Vamos lá. Gosto muito de transparência em festa noturna. Acho chique..Agora, apesar de ser no salão de festas, parece que a noiva quer uma festa formal uma vez que pede para as madrinhas usarem longo. Portanto, acho que uma calça de alfaiataria rosa pode ser um pouco esporte para o que a noiva está querendo de sua festa e de seus convidados. Quando uso calça em casamento, sempre dou preferência para as tipo pantalona para dar um ar um pouco mais “sofisticado”(nao gosto muito dessa palavra mas nao achei outra rs) .Bom frisar que não vi o look em você e pode ser que eu esteja imaginando uma coisa e seja outra.Espero ter ajudado. Beijocas querida..Eliane

    1. Ahh Alba..Acho que pode. Mas depende muito. Qual o tecido do macacao? Como e onde será esse casamento? Quando vc fala amplo quer dizer que ele é todo muito solto ou parece uma pantalona? Com o acessório certo e um cabelo bem feito acho que pode ficar bacana

  5. Adorei as dicas! Vou em.muitos casamentos, pois tenho uma famíli enorme!
    Só em relação a salões que eu gostaria de comentar a minha insatusfação, por sempre ficar prknta em cima da hora ou atrasada, nunca ficar satisfeita com a maquiagem e nem ter te.po pra reclanar ou retocar…aliás, dsria um bom tema pra vc comentar…

    1. Dorinha, realmente, salão as vezes é complicado. MAs a melhor coisa, em relacao a maquiagem é insistir naquele que vc gostou mais. Com o tempo o profissional vai pegando nosso jeito. Eu por exemplo, odeio pele com cara de quem passou base. Prefiro que uma manchinha ou outra apareça do que ficar com a cara cheia de massa. Quanto ao horário, cá entre nós, eu nao gosto de me atrasar, mas até gosto qdo chego em casa só para por o vestido e sair pra festa. Tudo fica mais em ordem. Acho um excelente tema!!

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

O que fazer e o que nunca fazer nos preparativos de casamento dos filhos

Esse será o grande ano, com o casamento da sua filha ou filho? Aproveita, colega. Mas vamos combinar que esse aproveitar aí tem um limite, hein. Claro que a participação dos pais nos preparativos do casório é sempre bem-vinda.

Alguns filhos cultivam uma grande consideração por esse rito de passagem. Querem a participação da família em todas as etapas. Em outros casos, é a família que gosta da solenidade do casamento, sendo em uma grande festa ou em uma celebração mais simples.

Não importa o tamanho da festa, Dominiques. Antes de arregaçar as mangas para trabalhar, é bom pensar como deverá ser a sua participação durante todas as etapas. Pra ajudar, fiz a minha lista do que fazer (e o que nunquinha fazer) nos preparativos. Vamos lá:

Planejamento

Você pode participar, sim. Mas escute o que os noivos esperam tanto da cerimônia, quanto da festa. Vai ser diferente do que você fez para você ou até imaginou para a festa dos filhos. Pode ter certeza! Mas você pode contribuir, sim. Se tiver alguma ideia mais barata, dica de fornecedor bacana ou se vir que alguma coisa pode sair errado. Esteja sempre por perto.

Lista de convidados

Os noivos determinam a quantidade de convites por família e quem será convidado. Não tente se justificar pra tentar incluir mais uma pessoa na festa. Principalmente se for uma pessoa que o casal não vê há anos! Essa regra também vale se os pais estiverem pagando. A festa dos noivos e eles vão incluir as pessoas mais importantes para eles e para a família.

Roupas

Não use – nunca, em hipótese nenhuma – roupa clara. Branco é só pra filha ou nora, lembre-se. Pergunte qual é o tom ou as cores que a noiva gostaria de ver no altar. Tá na moda o estilo americano de ter madrinhas usando o vestido na mesma cor e até no mesmo tecido. Tente se encaixar aí pra deixar o seu visual harmonioso. Ah, e se a noiva convidar para a prova do vestido, vá! Mas cuidado com as críticas e seja delicada.

Caras e bocas

Nada de cara feia ou comentários indelicados. É comum “passar a história da sua vida” pela sua cabeça, relembrando da infância do seu filho ou filha. Mas ele está formando uma nova família. Se você não aprova, também não faça cara de velório. Respeito pela escolha e compartilhe o momento importante. Também não fique totalmente de fora. Estar por perto é importante para os filhos.

Fotos

A festa é dos noivos. Nada de querer aparecer em todas as fotos ou ficar direcionando os fotógrafos para registrar apenas os momentos com a sua família.

Lua de mel

Aqui não precisa falar que não apenas a escolha do lugar, como a viagem, é exclusiva dos noivos, né. Uma prima distante encontrou as cunhadas passeando no mesmo destino de lua de mel. Mas isso é história para outro post.

E você? Tem dicas para compartilhar com outras Dominiques?

Outras histórias sobre casamento:

Convidada de casamento.

Casei com o homem da minha vida. Daquela vida.

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Casei com o homem da minha vida. Daqueeela vida.

[fve]https://youtu.be/0maAVeEJfqM[/fve]

E um belo dia eu me Casei com o homem da minha vida.

E vamos falar de casamento?
Ahhh, vou falar do MEU casamento.
Quase todo mundo tem uma história para contar sobre o dia de seu casamento não tem?
Bom, pode ser que não tenha lá grande utilidade ou interesse para alguns.
Mas é só mais uma historinha de Dominique.
E assim, vc vai me conhecendo um pouquinho mais, e mais, e mais.
Se vc quiser, me conte a sua..
Vou adorar saber!!

Dominique - CaseiFicha Técnica Video : Casei com o homem da minha vida

Dominique : Tania Rodrigues
Direção : Cris Mariz
Roteiro : Eliane Cury Nahas
Produção executiva : Rita Urcioli E Claudio Odri
Figurino : Tigresse

Você já viu o vídeo do dia que conheci a namoradinha de meu filho? Ahhhhh…Assista aqui!

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

Seja a primeira a comentar
  1. New message from Binance # R0508. SIGN IN =>> graph.org/Bitcoin-Mining-08-27?hs=6d11db6f4c71bdee045c64754d04fe70& disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    n9ubqv

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

E agora, José? Somos eu e tu e tu e eu

Dominique - Eu e tu
Mesa posta para dois.
Naquela copa que por muitos anos 4 jantaram.
Hoje, somos só dois.
Aliás, não sei nem porque ainda ponho a mesa.
Seria tão mais fácil jantarmos na bandeja.
Em frente à TV.
Mas algo em mim diz que tenho de manter este ritual.
Tenho que fazê-lo para que tentemos nos olhar e nos enxergar.

Verdade é que, depois que os meninos saíram de casa, eu e o meu companheiro de jornada de mais de 30 anos estamos tendo de nos readaptar.
Seria esta a palavra?
Readaptar?
Ou reencontrar?
Ou reconhecer?
Ou redescobrir?
Não sei.

Foram tantos anos de correria, trabalhando, lutando, educando.
Sempre com ele. Sempre com o meu único e amado parceiro de vida.
Mas, pra falar a verdade, nem sempre o mesmo.
Tenho a certeza de que ele e eu mudamos muito ao longo destes anos.
Casamos e descasamos várias vezes.
Mas sempre um com o outro.
E sempre, além da vontade de estar com ele, do amor, do carinho, foram os projetos em comum que nos traziam de volta para a união.
E o maior destes projetos foram os nossos filhos.

Filhos estes que alçaram voo de tão bom que foi o trabalho que fizemos.
Sempre tivemos os nossos projetos individuais.
Mas os projetos conjuntos é que fazem os laços do casamento serem refeitos pelo tempo.
Muito fácil embarcar em algum sonho pessoal e ir navegando, deixando o outro a ver navios.
Difícil mesmo é voltar e atracar no mesmo cais.
Os filhos sempre são um motivo a mais para que voltemos.
Mas, cada vez que voltamos, voltamos diferentes. E encontramos pessoas diferentes.

Assim é a vida.
Aí, um belo dia ao chegarmos em casa, encontramos o silêncio.
As camas arrumadas.
As almofadas no lugar.
As luzes apagadas.
O fogão desligado.
O que vemos é aquele parceiro ou parceira de tantos anos sentado na poltrona, ansioso nos esperando, perguntando por que demoramos tanto.
Pergunta nunca antes perguntada.
Preocupação?
Não…Solidão.

Aí, olhamos um para o outro.
A mesa posta para dois.
E percebemos que daqui pra frente o que teremos serão grandes vazios e silêncios.
Ou não.

Eu e tu. Tu e eu.

Vem me conhecer.
Vou te descobrir.
Tenha paciência.
Não sou mais uma menina.
Mas tenho meus encantos.
Sei que você também, apesar dos anos, continua um rapagão.
Ambos faremos uma forcinha.
E reaprenderemos.
Só não podemos é deixar o silêncio e o vazio vencerem.

Você já viveu ou esta vivendo está fase da vida? Conta a sua experiência aqui.

Leia Mais:

Sobrevivi aos anos 80 e 90…com cabelos crespos
12 dicas para lidar com os calores da maspassa, a maledeta da menopausa

Até a BBC falou

 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

15 Comentários
  1. É a vida que segue…
    Calma e sossegada, sem pressa rsrs
    Por entre flores e pássaros não vejo o dia passar, só escuto uma vos baixa me chamando para o almoço,pois agora trocamos as preferências. ..ele vai cozinhar e eu cuidar do Jardim.Ah!quanto tempo esperava por isso.
    Não Hã filhos pra cuidar, não ha horários a cumprir, a melhor idade chegou, e por que não aproveitar o que temos de melhor.TEMPO…

  2. Lindo ! Bom momento para se redescobrirem e criarem novas expectativas! Novos objetivos? Conhecer aquele país que só os dois gostam…. infinitas possibilidades e quem sabe descobrirem novos gostos e cheiros? Fantástico texto!

  3. É, a vida do casal é mesmo assim começa a dois, daí vem os filhos que crescem vão cada qual para a sua nova moradia e o casal volta ficar a dois.!!! É o ciclo normal.

  4. Não é mais eu e tu. Tu e eu. Você se foi, para outra mesa, para outros braços. Ficamos somente alguns dos nossos filhos e eu. O mais velho casou… A caçula foi trabalhar e morar em outro Estado … Criaram asas e voaram. O ninho não está vazio, ficaram dois filhos. Não coloco mais os pratos à mesa – cada um tem horários diferentes de sairem para o trabalho, de almoçarem, de voltarem para casa, inclusive eu – a não ser quando os quatro filhos estão em casa, em visitas rápidas, e são tantos os assuntos conversados, os papos colocados em dia… As promessas de se passar mais tempo juntos… As recordações da infância, as lembranças de momentos passados na companhia uns dos outros… Aí chegamos à conclusão que não valorizamos o tempo que os tivemos junto a nós, que hoje só temos as migalhas de seu tempo – escassos, corridos, sempre na azáfama de novos caminhos, novas rotas, que eles hoje percorrem sozinhos…

  5. Belo texto e reflexão, estamos também nesse exato momento passando por esses períodos de silêncio em casa e a mesa posta para nós dois, eu e minha esposa.

    E pior também é a distância que estamos, pois moramos em Manaus e temos uma filha que mora no RJ e o filho morando em SP, ainda bem que temos uma filha casado, que mora em Manaus.

    Mas creio que é assim mesmo que a vida faz conosco, outro dia eram todos crianças que estavam sob nossas responsabilidades, e o tempo passa e cada um vai seguindo seu caminho.

  6. Nesse momento também ! Os silêncios são tão tristes…parece que não sabemos mais o que dizer…não tem mais boletim para ser discutido , broncas para serem dadas, noites para levar e buscar na balada…sobre o que vamos conversar ? Alguém por favor me dá uma dica? Parece que a copa ficou enorme e estamos cada qual em um cômodo separado, olhando para seu próprio celular e falando com pessoas que o outro não conhece…triste, muito triste.

    1. Ana querida, projetos. Projetos em comum. Do mais simples ao mais…
      Quem sabe combinar um cineminha num dia fora de rotina?
      Ou convidar uns amigos para uma caminhada num parque ou trilha com caipirinhas e petiscos depois? Os projetos nao precisam ser grandiosos. Basta que sejam a dois. Combinados, planejados e executados a dois…

      1. Adorei as sugestões. Aqui somos eu e eu. E para piorar, pedi demissão da empresa onde fiquei por 10 anos. Me mudei para uma cidadezinha com 19 mil habitantes, onde ñ conheço ninguém. Ha dias, que penso que fiz a maior loucura da minha vida, e em outros me sinto uma aventureira

  7. Já me acostumei com este silêncio.
    Estranho a família separa e multiplica.
    Os filhos criam asas e acham outras asas pra acompanhá-los.
    Ai vem genro, nora e mais tarde as asinhas mais lindas os netos.
    Acho q este período de silêncio e para reaprendermos a viver a dois e se fortalecer pras novidades q a vida nos prepara.
    Afinal de contas fizemos estes mesma caminhos, e como pensamos na época?
    Vida q segue…

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

História do dia: Adoro me casar por Lila Leal

Dominique - Adoro me casar
Eu adoro me casar.
Mas antes de escutar a minha história, por favor, não me julguem.
Eu não sou fútil. Também não desisto rápido das coisas.
Dizem que a nova geração, quando a barra aperta, dá o fora rapidamente. Falam que eles não sabem lidar com as frustrações.
Esta também não sou eu.
Nasci em 1970, por isso faço parte da turma que cresceu sem muita expectativa e com muitos problemas econômicos.

Mas vou voltar pra minha história do porquê eu adoro me casar.
Eu já me casei três vezes.
Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo.
Quando subi ao altar pela primeira vez, era novinha e estava apaixonada.
Nunca acreditei na balela do “ser feliz para sempre”.
Sempre soube que teria dificuldades, problemas sérios, mas que juntos daria pra enfrentar.

Aliás, escutei sobre isso naquele cursinho de noivos, que é obrigatório para quem quer se casar na igreja.
Numa das palestras, um casal começou falando assim:
– Se é difícil casar, é mais difícil ainda se separar.
E foram uns 30 minutos de conversa só sobre problemas de casamento. Dá pra imaginar?

Eu não acho que o segredo para o sucesso esteja em enfrentar os problemas.
No meu caso, o motivo que levou à separação foi outro.
Foi a constatação de que casamos novos, tentamos seguir juntos, mas no nosso processo de amadurecimento tomamos caminhos diferentes.
Quando você conhece uma pessoa muito jovem, você tem uma referência dela.
Quando chegamos aos 30, já éramos outras pessoas. Diferentes, muito diferentes.

Sabem as diferenças irreconciliáveis?
Existem várias delas, das mais simples às mais complexas.
Vão desde diferenças com a divisão das tarefas em casa até na educação dos filhos.
Não tive filhos. Meus problemas giravam sobre expectativa de futuro, hábitos pessoais, amizades, família e problemas financeiros.

Eu demorei um bom tempo para me dar conta disso.
Enfrentei aquelas 5 fases do Luto.
Sim! Porque a dor de se separar é igualzinha à dor do luto!
Primeiro foi a negação. Tentei de todo o jeito não enfrentar o problema.
Segundo foi a raiva. Eu me revoltei, me senti injustiçada.
Terceiro foi negociação. Pensei que se mudasse algumas coisas poderia resolver tudo.
Quarto foi a depressão. Eu me isolei, culpei o mundo e me culpei muito também.
Até que chegou a aceitação.

Enfrentar uma separação é difícil.
Mas isso não é um problema.
Duas pessoas podem SIM amadurecer de formas diferentes e chegar à conclusão de que não querem mais viver juntas.
Na minha opinião, o maior problema está na pressão da sociedade sobre o casamento, no que as pessoas dizem:
– Mas vocês precisam tentar tudo.
– Mas a vida a dois é assim mesmo.

Eu tentei sim, tudo o que pude. Mas não acho que a vida de casada tenha de ser isso.
Eu não concordo que temos de aceitar estas diferenças se isso significa nos machucar, nos fazer sofrer.
A decisão de separar foi minha, difícil de tomar, mas nunca me arrependi de ter tido esta atitude.

Passei uns bons anos solteira.
Achava que já estava descolada no assunto.
Que eu não cometeria os mesmos erros (e acertos).
Ledo engano, né?

Tudo foi muito mais simples. Nós dois já éramos mais velhos.
A fase dos 30 e poucos anos deixa mais claro todas as diferenças.
Eu sabia exatamente como o segundo ex era, o que iria viver.
Mas nesta experiência acabou o amor.
Como prever algo assim?
Fiquei muito tempo sem conseguir entender (ou me entender).

Falaram que existe a diferença da paixão e do amor. Blá, blá, blá…
Escutei muito, de novo.
Mas a verdade é que separar é sofrer muito.
Eu não entrei num segundo casamento pra enfrentar a mesma barra que tinha vivido alguns anos antes.
Mas não deu, mesmo.

Fiquei um tempão sozinha.
Sai com amigos, montei um apartamento superlegal.
Viajei bastante também.
Foi um período gostoso.
Não tive muitos namorados.
Na verdade, nem queria me envolver com ninguém.

Até que chegou o dia em que conheci alguém e me envolvi rapidamente.
Foi uma delícia. Sempre foi muito bom conversar, ficar juntos, viajar.
Anos depois resolvemos morar juntos.
Passaram-se outros anos e nos casamos.
Teve festa e tudo o mais.

Se temos problemas? Muitos, mesmo.
Já teve dia que fomos conversar num terapeuta de casal.
Sabe que dá certo!
Lembra aquelas diferenças que falei? Desta vez elas não existem.
Eu revejo todos os dias minha história neste terceiro casamento.
E sei que estamos no mesmo caminho.
Também tenho certeza que sobra carinho e amor.

No início eu brinquei que adoro me casar.
Não é que eu leve este assunto na brincadeira, não.
Hoje, depois de tudo o que eu já vivi, posso falar que gostei de casar. porque me permitiu viver e descobrir muitas coisas. Sobre o mundo e sobre mim mesma.
Se eu cresci e amadureci foi muito por estas experiências.
 Hoje, sei lutar pelo que quero e gosto. Eu sei mais claramente o que espero da vida. Sei comunicar isso e tudo mais claramente também para não ter ou tentar não ter problemas.

Emocionante a história da Lila não é mesmo? Casar e muito sério, devemos escolher bem com quem escolhemos dividir a vida.

Leia Mais:

Meu corpo mudou, depois dos 50 meu corpo nunca mais foi o mesmo
Estilistas, atenção – Dominiques também consomem!

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

2 Comentários

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Vestido para mãe do noivo é quase um pagamento de promessa

Dominique - mãe de noivo
Meu filho marcou o casamento para julho de 2017. Compartilhou esta felicidade com a gente em novembro de 2016, tempo suficiente para encontrar um vestido bacana e que tenha tudo a ver com o estilo descolado do casório, certo?

Ledo engano. Comecei a fuçar aqui, acolá. Recebi indicação de alguns lugares que alugam e, cá pra nós, considero o preço um acinte – R$ 2000,00 para alugar um vestido que nem me alegrou levemente, apenas ameaçou um esboço de sorriso assim meio amarelo de canto de boca.

A saga começa na verdade com a numeração. Quem entra naqueles vestidos, conta pra mim?

Que mãe de noivo usa naquela numeração?

Só se sofrer de anorexia. A pessoa não precisa ser mignon, mas sim ter vivido os últimos anos em missões na África.

Na primeira loja, comecei a separar alguns modelitos e a vendedora se apresentou perguntando:

– Para qual ocasião você está procurando?

Respondi toda pomposa:

– Para o casamento do meu filho, sou a mãe do noivo.

Ela deu um giro no meio da loja, achei que ia me aplicar um golpe de capoeira e me levou correndo para outra sessão.

Pensei que era uma filial do Cemitério São Paulo ou uma prévia do Baile da Saudade. Predominavam o azul marinho (que eu acho chiquérrimo), marrom (adoro, mas para a ocasião achei um pouco pesado), cinza (não o Fendi) e vinho.

ABSOLUTAMENTE TODOS com bordados ou aquela telinha que me deixa muito, mas muito nervosa.

O casamento aconteceria no pôr-do-sol, em um lugar supertransado, a cara dos noivos, na Vila Madalena em São Paulo.

Não rolaria algo com tafetá, muito brilho, babados, MANGA PRESUNTO, paetê e afins.

Sem contar que nada disso combina com o meu jeito.

Sou alta, ombros largos, falo com as mãos e com um modelo desses pareço um peru num pires. Forget!

Para festas sempre optei por algo simples e impactante – sabe aquele vestido liso, com caimento perfeito, com as costas de fora, uma fenda bem charmosa na perna e que, pelo amor do santo padre, disfarce a barriga (drapeadinho básico)?

Para, sua louca! É casamento do seu filho, esqueça qualquer tipo de sedução.

Comecei mais uma etapa da saga, experimentando os vestidos e querendo correr três dias sem olhar para trás.

O primeiro foi um cinza que a vendedora forçou em chamar de Fendi, mas vá lá que seja.  Todo em renda (sem brilho, condição inegociável para mim) em estilo sereia.

Quando olhei no espelho realmente tive vontade de cortar os pulsos, mas me faltava uma lâmina enferrujada, porque se não fosse por hemorragia, seria por tétano a passagem dessa para melhor.

Sereia? Eu era uma baleia com um laço. Depressão total.

Bem, seria muita sorte acertar no primeiro.

Vamos em frente, gostei de um ombro a ombro num tecido adamascado fosco, fendi/marrom.

O 42 não fechava nas costas. A moça prontamente trouxe outro, 46.

– Desculpe-me, mas não tenho 44, mas podemos ajustar.

Vesti o dito!

Depressão parte II – O Retorno.

Eu parecia um abajur da casa do meu ex-sogro.

Partimos para o terceiro modelo, um verde mais escuro, musgo talvez, com leves traços de flores em um tom mais claro.

Quando eu me vi não pude acreditar, eu era uma cadeira Bèrgere.

Desisti, fugi e comecei a pensar em faltar na ocasião.

Sem a opção de colocar uma fantasia de árvore, a novela se repetiu em várias outras lojas.

Aí, eu cai e acordei!

É um casamento, é o casamento do se filho criatura, às 4 da tarde, menos é mais.

Bárbaro, onde eu encontro mesmo o “menos é mais” para mãe de noivo? Talvez na Babilônia.

Passei noites a fio caçando a salvação da lavoura no Pinterest e no Instagram e, madrugadas e madrugadas,  quase sem esperança alguma a acalentar minha alma.

Não é que achei um lindo, exatamente como gosto, charmoso sem ser vulgar, nude, cor lindíssima para mãe do noivo e que aparentemente não precisaria vender parte do fígado (que graças a Deus se regenera), nem o rim (este ninguém compraria, é uma fábrica de pedras).

O mais surreal é que ele estava numa loja em Piracicaba, sim, a terra da pamonha. Nem precisei ir à Babilônia. Chama-se Set Poin e a vendedora excepcional é a Lea, uma querida.

A loja vende modelos de uma grife mineira lindíssima, é maravilhosa, vestidos superbonitos, atendimento bárbaro e eu nem tive que elaborar um power point para explicar para a vendedora o que eu queria e o que eu abomino.

Sem eu falar qual vestido que tinha gostado no Instagram, em meio a centenas de modelos, qual ela me mostrou?

O nude, liso, charmosíssimo, com o tal drapeado e, para alegria geral da minha nação, com as costas nuas.

AÍ QUE ALEGRIA!

Agora basta colocar um brinco de arrasar e uma sandália show. Pronto!

Há esperança para mães de noivos que fujam do esterótipo da senhorinha indefesa.

Péra lá, tinha 51 anos, meu filho 33 (somente 18 anos nos separam), mato um zoológico e desvio das antas (o que dá muito mais trabalho) todo santo dia.

Na época estava namorando, me visto de um jeito legal, nada formal, mas nunca querendo parecer uma menininha.

Até quando eu era garota não tinha muito a ver com meu estilo.

Quanto às cores, Jesus nos Salve, nós somos mães, não madres enclausuradas.

Lembrando que, se seu rebento está ali, alguma coisa você aprontou, a melhor coisa do mundo. Portanto, de santa a gente não tem nada!

Ufa! Finalmente a Marot achou o vestido perfeito, você já passou por uma situação assim?

Leia Mais:

 CURTO x LONGO
Papo de mulher! Vamos falar de laser íntimo e rejuvenescimento?

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

24 Comentários
  1. Também viu ser mãe de noivo em marci/2018. Final de tarde, num restaurante à beira da praia…cerimônia ao ar livre!!!O que devo usar???visto 44/46 lutando pra perder peso! ! Socorro!

  2. Amamos que vc gostou e citou nossa loja em seus comentários, temos muitos modelos lindos para mães, madrinhas e convidadas, muitas felicidades ao casal e agradecemos a vc ter vindo de longe (não tão longe rsrsr) para nos prestigiar.. bjssss❤️

  3. Independente de mãe é madrinha de cadamento ,vc fica exposta achando que todo mundo está reparando vc.
    Essa maratona infeliz que essa numeração no Brasil 44 é 42
    Ou tamanho único.
    Aí encontra um que te agrada mas vc sente que está faltando algo.
    Chegando vc se depara com cada peça rara aí vc vai para a galera. TÔ MUITO É ESTILOSA.
    Realmente o menos é mais e não tem como errar.BJS

      1. Simone do céu adorei “identificação massiva, se me permitir vou usar em outros textos esta expressão sensacional!
        Chama-se Set Point Boutique é multimarcas e fica em Piracicaba duas horas de São Paulo. Procure pela Lea que nunca me viu na vida e sacou o que eu queria. E ainda foi uma fofa, pq aguentou as opiniões nada a ver do meu ex, Aff! Como falei num comentário acima, se você nao for da região de Piracicaba, programe um passeio para lá e depois vá almoçar o peixe no tambor na Rua do Porto. E estou em São Paulo e valeu a pena cada quilômetro da ida e da volta! Fica na Rua dos Operários, 361 – Cidade Jardim – @setpointboutique telefone 19 3432-4527. Depois me conta. beijo

  4. Muito bommmmmm adorei. Já passei por isso. Mas minha filha se casou em uma noite fria de Junho. Isso ajudou muito meu modelito foi bem sóbrio.Mas de muito bom gosto. Momento muito da vida…

    1. Angelica, você concorda que menos é mais? E o inverno ajuda uma barbaridade, ficamos lindas e não precisamos nos preocupar com o “tchauzinho! Esse momento é tudo! beijo

    1. Maria Ines,

      A loja é multimarcas e fica em Piracicaba, no interior de SP. Duas horas de carro pela Rodovia dos Bandeirantes. Chama-se Set Point Boutique e fui atendida pela Lea que nunca me viu na vida e entendeu exatamente o que eu queria. Sem falar que teve uma paciência de Jó para aguentar os pitacos do meu ex que não entende nada do assunto e insistia em emitir sua opinião. Aff! Se você nao for da região de Piracicaba, programe um passeio para lá e depois vá almoçar o peixe no tambor na Rua do Porto. E estou em São Paulo e valeu a pena cada quilômetro da ida e da volta! Fica na Rua dos Operários, 361 – Cidade Jardim – @setpointboutique telefone 19 3432-4527. Depois me conta. beijo

  5. Muito BOMMMMMM!!!!!
    Ri mto pq eu devo ser uma mãe de noivo atípica ….meu manequim é 38/40 então tudo q vestia ficava mto bonito(sem falsa modéstia Kkkkk) e o outro ponto foi q comprei exatamente o primeiro vestido q experimentei…..juro q não sou anoréxica ….mas claro , não sem antes me divertir experimentando um milhão de vestidos , só p sacanear.,detalhe: nude TB !!!!!!!.
    Sabe que até me achei o máximo no casamento ??????? Hahahaha bjs

    1. Yara, estou roendo as unhas dos pés, porque as das mãos eu já comi de inveja (brincandeira!) do seu manequim. Eu acho que nunca vesti 38/40, pulei para o 42/44 direto! Nude é tudo de bom, não é? Sabe por que você se achou o máximo? Simplesmente porque você é o máximo! beijo grande

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Tempo de Travessia – Planejar para momentos críticos

Banner_tempo de travessaAh! Como é difícil encarar os momentos críticos!

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Fernando Teixeira de Andrade.

Muitas vezes, temos a impressão de que a vida esta lenta, que nada acontece, que vivemos numa rotina sem fim. Na verdade, todos os dias estamos caminhando, todos os dias, construímos nosso caminho, caminhando.

Aprendemos a caminhar, caminhando…

Em certas circuntâncias, só sentimos a vida acontecer, em momentos de transição, etapas da vida em que é necessário deixar para traz as roupas que já tem a forma de nosso corpo, para seguir em frente.

Deixar pessoas, objetos, perfumes, caminhos conhecidos para trás e se jogar no novo. Ai como dói! Em algumas situações não, não é mesmo? Tem mudanças que nunca imaginamos que aconteceriam em nossa vida e mudam tudo para muito melhor, certo?

Esses minutos terríveis, que mudam tudo e sacodem a vida da gente, chamamos de momentos críticos. Originalmente a medicina nomeou de “crítico” aquele espaço mínimo de tempo onde o paciente melhora ou morre. Vou usar aqui o termo de forma menos dramática, mas tão intensa quanto. Já já, vamos ver exemplos pra lá de “sacolejantes”.

Em fases de transição, a vida chacoalha a gente, obriga a tomada de decisão. Para na nossa frente e diz: ou dá ou desce! Nessa hora, é preciso atitude, raça, postura, desprendimento, plano “B” e Planejamento!

Ah! Garota! Pensou que eu não fosse falar de planejamento só porque acordei cheia de poesia? Boba, nasci com esse chip… vou sempre dar um jeito de falar.

Tem uma coisa no mundo que economistas e psicólogos apesar de enxergar de maneira bastante diferente (ao meu ver) deram o mesmo nome, é o tal de ciclo de vida, ou ciclo vital familiar.

Os dois mostram pontos nodais, pontos cruciais da caminhada da maioria das pessoas, onde por vontade, necessidade ou na marra, nossa vida muda.

Vou dar alguns exemplos destes momentos críticos: nascimento, casamento, nascimento dos filhos, adolescência dos filhos, filhos casando, aposentadoria, envelhecimento e morte, entre outros pontos críticos. Você tem alguma dúvida de quanto a vida muda nesses pontos?

Vamos combinar: por mais que a gente um dia tenha desejado casar ou ter filhos, ninguém passa por essa fase na paz… A gente pira, fica ansioso, gasta dinheiro a rodo! Muda tudo! Muda de casa, muda de corpo, muda de nome, muda de caminho, muda o nosso jeito de gastar dinheiro, mudam nossas prioridades, bagunça tudo por mais que seja lindo!

Um momento crítico não implica em ser um momento ruim! Implica em um rompimento, deixamos por exemplo a vida de solteiro para a viver a vida de casado, dormimos mulher e acordamos a mãe de alguém, a namorada de alguém, a vó de alguém, a sogra de alguém, a ex funcionaria da empresa X, a ex dona da casa, a dona da casa nova…

Só depois que a gente passa dessa pelas mudanças é que se tem coragem (e tempo) para olhar para trás e tirar as próprias conclusões. Atravessar, implica em transformar e mudar para a maioria de nós mortais, não é uma coisa exatamente fácil.

Respira! Sobrevivemos até aqui? Lindas? Cheias de histórias para contar? Então tá!

Se tem uma coisa que acredito que tantos psicólogos quanto economistas não terão duvidas é que passar por essas fases de transição, os momentos críticos, com uma reserva financeira é mais fácil.

Sim meninas, querendo ou não, o dinheiro nos dará maior tranquilidade para cuidar do que já construímos até aqui, ou nos dará mais fôlego para se manter firme na transição (de carreira por exemplo), nos dará a liberdade para viajar quando a cabeça estiver pegando fogo, ou simplesmente para poder ajudar o filho que está indo viver em outro país.

Em nossa caminhada, aprenderemos que não vale a pena carregar tanto peso, as coisas têm valor pelas histórias que contam, não precisamos acumular cada bibelô, ou presente que ganhamos, precisamos guardar a emoção que sentimos quando os recebemos.

Precisamos ter desprendimento para doar o primeiro brinquedinho do nosso filho ou aquela mesa que só de pensar em mudar de lugar novamente já fica com as pernas bambas…

Perder um emprego, não precisa ser assustador, pode ser libertador. A hora de se aposentar, pode ser muito mais que uma despedida, deve ser comemorada, pra isso temos que ter um dinheiro guardado, seja para manter as contas em dia, seja para nos adaptarmos ao nosso novo cotidiano.

É preciso aceitar com serenidade algumas mudanças. É preciso dar adeus aos filhos que crescem, dar boas-vindas ao emprego novo, ter gratidão pela casa enorme que acolheu tantos momentos mágicos e entrar com o pé direito na vida nova, com a leveza de quem só leva o que é essencial.

Ter um tempo pra si onde se demande menos despesas, compromissos e sobre mais tempo e grana para se fazer o que não se tinha tempo de fazer antes, para pisar em outras areias, sentir outros odores, conhecer outros amores, fazer novos melhores amigos.

Planeje-se financeiramente e cuide-se emocionalmente para que essas travessias aconteçam da maneira mais tranquila quanto o possível.

Estava com saudades, mudei de casa, mais uma transição… só agora tive tempo e coragem de compartilhar essas emoções e de aparecer por aqui

Beijões,

Até a próxima! Paula Sauer

 

Leia mais:

Dominiques, abaixo a infelicidade e que venha a maspassa…a temida menopausa.

Como é chato conviver com um chato – A pior espécie de mala sem alça.

Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

4 Comentários

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Casada sim, cega não – Sou comprometida, mas não estou morta!

Dominique - Cega
Quem nunca olhou para o lado, por pura curiosidade, que atire a primeira pedra, o primeiro brinco, o primeiro salto, a primeira bolsa.

Somos fiéis, leais, longe de ser santas, mas uma olhadinha singela faz parte do show, afinal que mal faz? Olhar não tira pedaço…que pena.

Às vezes, não é só a beleza estonteante daquele homem sentado justamente atrás do seu marido no restaurante o que mais chama a atenção, mas o charme irresistível dele cada vez que leva a taça de vinho à boca, ai…e que boca.

E aquela camisa branca maravilhosa contrastando com o bronzeado da pele? A calça jeans  despojada, o sapato sem meia que pouquíssimos sabem usar. Ai Jesus me abana!

Amo homens com barba. Não aquela barba de um dia, tipo o cara tá tão gripado que nem a barba fez. Mas aquela barba levemente displicente que deixa o dito cujo com cara de mau (não confunda com sujo, pelamor!) e que quando roça no pescoço, ai meu Deus, me dá um frenesi. Sei lá o porquê parece que caras assim tem pegada.

Talvez porque meu marido nunca tenha usado barba, embora eu tenha pedido inúmeras vezes. A desculpa sempre era – tenho falhas na barba, dá trabalho, os pelos encravam…ah tem algo que acaba mais com tesão do que falar em pelo encravado?

Com o tempo a gente vai perdendo o macete da paquera. Que delícia a arte da sedução, uma espécie de dança do acasalamento. Olhares furtivos. Uma frase solta aqui, outra acolá. Mas é como andar de bicicleta. No começo até dá umas pisadas na bola, mas depois…vai longe e como vai.

Como mulheres sérias, recatadas e quase do lar, adoramos pensar ao menos numa fantasia, concordam? É só fantasia, não faz mal a ninguém. Não vamos realizar mesmo, mas sonhar? Não custa nada e pode até dar uma apimentada e tanto na relação, quem sabe!?

Já aconteceu de ser paquerada pelo amigo do meu marido numa reunião de casais. Foi sutil, até porque esse cidadão de bobo não tem nada, mas os olhares, rápidos e sorrateiros, entregavam o jogo. Um elogio inocente – nossa, nunca te vi tão bonita!, um apertãozinho no queixo para brincar com você, um abraço um pouco mais longo.

No começo, achei que eu estava vendo peruca em ovo, mas depois da terceira taça de champagne, comecei a curtir muito e minha autoestima foi para as nuvens.

Acabou ai. Nada que tenha comprometido. Nenhum deslize, nem mão boba.

Soube de marido que até gosta quando a mulher é paquerada e adoro alardear aos quatro cantos que é ele quem está com ela, o grande vencedor. No meu caso nada disso rolou, porque minha cara metade era a pessoa mais desligada do universo.

E quer saber, adorei, minha autoestima foi lá no céu. Cega jamais!

Leia Mais:

Piloto de avião Tereza Paz e uma verdadeira Dominique com asas!
Quiz Anos 80 – A época que deixou saudade para nossa geração

9 Comentários
  1. A mulher me olhou..

    Já peço o Telefone..e depois vou pro Motel..

    Se um Homem me olha… Significa.. que me achou bonito e ele É GAY… ou a Mulher dele…olhou pra min..
    KKKKKKKKKKKKKK
    É a vida.. toda mulher olhou praticamente está dando em cima……onde quer que você anda e chega..
    Sempre a MULHER vai olhar o que gostar.. não há como negar…..

  2. Concordo ! Melhora nossa auto estima e o desejo de nossos maridos por nós !!! Vamos combinar que ,é bem difícil manter o desejo ( desejo mesmo ) em relações muito longas …

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Piloto de avião Tereza Paz é uma verdadeira Dominique com asas!

Dominique - Piloto
Teresa Paz é uma Dominique, não há dúvida!

Mulher, mãe, esposa, filha, linda, decidida, independente, cheia de iniciativa, ousada e muito, mas muito corajosa. Ela é uma piloto de aviação comercial.

Confesso que nunca havia pensado na estratégia que uma mulher ativa, assim como nós, precisa fazer para administrar tudo que fazemos a milhares de pés de altura.

Formada em Comunicação e Artes pelo Mackenzie, Teresa acredita que sua paixão pelos céus tenha sido herdada da avó que tinha o sonho de voar e do espírito aventureiro dos pais.

Até 1982, no Brasil, não havia mulheres pilotos na aviação comercial e as empresas existiam no mercado há 60 anos no país! Na Azul, onde trabalha hoje, apenas 54 dos mais de 800 pilotos são mulheres. Boa notícia, não há diferença entre os salários. Ufa, até que enfim!

Dominique - Pilotos

Teresa começou a voar em 1995 e conheceu seu marido, piloto também. Juntos há 25 anos, ela atribui o sucesso do casamento a ambos exercerem a mesma profissão. E olha que os dois tem diferenças que poderiam arruinar qualquer união, por muito menos casamentos são desfeitos. Ele é judeu e ela católica. Ele sãopaulino e ela corinthiana.

E, como a vida é cheia de surpresas, quem se dá melhor é quem se adapta às mudanças, Teresa não foge à regra. Ao entrar na Varig, engravidou três meses depois. Não estava nos planos, mas surpresas são sempre bem vindas! Para se ter uma ideia do pioneirismo, a empresa não tinha plano de licença maternidade para pilotos, ela foi inaugurou. Como a pressurização é prejudicial à gestação, ela trabalhou em terra durante 11 meses, revisando manuais e dando aulas sobre segurança de vôo.

Amigos, vizinhos, cachorro, papagaio falavam que ela desistiria. É uma tarefa hercúlea ser mãe e piloto ao mesmo tempo? Praticamente impossível! Aí é que fica mais gostoso. Desafios, é isso que a move.

Quando sua bebê completou 4 meses, Teresa ficou 40 dias na Holanda em treinamento. Espalhou fotos da pequena pelo quarto inteiro do hotel que funcionava como um estímulo. Para tentar me fazer compreender o que passou neste período, ela fez um paralelo com um meme que circulou no Dia Internacional das Mulheres, o desenho de uma mãe com uma garotinha que pergunta – Mãe, o que é desistir? E a mãe responde – Não sei filha, nós somos mulheres!

Os avós dos dois lados e uma babá foram essenciais para o sucesso da missão. Até hoje, para sair tudo dentro dos conformes, ela vê a escala de vôos do marido, a sua escala e aí sim faz a escala de trabalho da sua secretária do lar. Uma piloto não pode se dar ao luxo de ser desorganizada até para poder lidar melhor com os imprevistos.

Ela e marido eram pilotos na Varig, em 2005, quando a empresa quebrou. Ambos desempregados por um ano. Viveram um perrengue e tanto com duas filhas pequenas. E, como toda Dominique, Teresa partiu para a luta. E não é que sua licenciatura em Comunicação e Artes veio a calhar? Passou a ser facilitadora de aulas de segurança de vôo, teóricas e em simulador. Deu aulas na Índia, em Paris. Não estava voando como piloto, mas nunca perdeu a chance de estar no ar.

Para ganhar mais algum, vendeu panos de prato, artesanato, aprendeu a pintar pregadores para fechar embalagens, entre outras coisinhas! Fala a verdade, você se reconhece aqui, concorda? Ah! Esta Teresa é Dominique de corpo e alma.

Neste ano de desemprego que não terminava nunca, um belo dia chega em casa, aflitíssima, porque não conseguiu comprar quase nada no supermercado e encontra o maridão jogando gamão com alguém do outro lado do planeta. Teve um surto e soltou: – Pelo amor de Deus, pega esta moto velha na garagem e vai ser motoboy! Já vi este filme com outros autores.

Com um sorriso contagiante e os olhos brilhando, Teresa confessa que o marido é seu maior fã. Ele a admira e não esconde isso de ninguém. É recíproco.

Falando em admiração, as filhas se enchem de orgulho da mãe, da sua profissão e de como ela dá conta de tudo sem perder a ternura. Talvez, a rotina que não é rotina de Teresa seja justamente o que fortaleceu a amizade, o compaheirismo a responsabilidade e a independência entre as meninas, Natalia, com 21 anos e Michaela, com 17.

Certa vez, a diretora da escola disse que a Teresa era uma mãe muito mais presente do que outras que estavam 100% ao lado dos filhos. Pai, mãe e filhas preservam a qualidade do relacionamento. Quando estão juntos, estão juntos. Não tem celular, facebook, instagram.

Era sua folga, no dia que conversei com a Teresa e ela estava cuidando da mãe, uma senhora encantadora e querida, D. Alzira, com 92 anos, que fez questão de me mostrar suas mãos impecáveis, as unhas pintadas de vermelho maravilhoso, só que ela não revela o nome da cor do esmalte para ninguém copiar!

Desde a mãe ficou doente, há 2 anos, Teresa reveza com a irmã os cuidados com D. Alzira. Estes momentos são unicos, uma forma de retribuir tudo que recebeu e também de mostrar para as filhas o verdadeiro significado de família.

Ela acredita ter uma genética privilegiada, herdada da mãe que até dois anos atrás, antes de quebrar o fêmur, andava de bicicleta e nadava. Talvez sua saúde de ferro se dê também pela atividade física constante. Teresa pode esquecer até o batom, mas a corda está sempre na mala. A maioria dos hotéis tem academia, mas just in case, pula corda por horas a fio no quarto até pingar de suor. Para quem fica 8 a 9 horas sentada, não há genética que resista. Atividade física é obrigação.

Dominique - Piloto

Apesar de não consumir medicamento, quando precisa são poucos os medicamentos que pode tomar. Os pilotos são instruidos a não usar nada que afete o sono, cognição, atenção ou coordenação motora. Em 10 anos na Azul, se pediu duas DMs (despensa médica) foi muito. E uma delas, foi quando seu pai faleceu.

As pessoas em geral vêem a aviação com um certo glamour que não existe. É um trabalho como outro que exige estudo, dedicação, pressão, reciclagem. Imagine se há energia sobrando, depois de 9 horas de vôo, para ir para uma balada, city tour, compras! Eles chegam exaustos no hotel e precisam descansar para enfrentar o dia seguinte.

E, como toda a família, colecionam casos hilários como a ida ao show dos Jonas Brothers no estádio do Morumbi em SP. Ela com vôo marcado, o maridão em terra, teve que encarar a aventura de levar duas garotinhas, uma com 10 e outra com 6, mas apenas duas cadeiras cativas! Claro que ele sofreu por antecipação durante uma semana e na hora foi quem mais se divertiu.

Com duas meninas é quase que impossível não rolar balé! E por que não a apresentação do ensaio final marcada nos 45 do segundo tempo? As mães convidadas a participar. Teresa nos ares. Maridão em terra assume o leme e vai para o ensaio. No final, as mães são chamadas para dançar na frente. A filha, minúscula, arregala os olhos para o pai que, não teve dúvida, foi lá pra frente e dançou muito melhor do que qualquer mãe ali presente!

E o preconceito por ser uma mulher piloto? Ah! Como existe, embora venha diminuindo muito com o tempo.

Uma amiga da Teresa, há 5 anos, passou por uma situação que foi parar no Jornal Nacional. A piloto já na cabine vê que um passageiro está falando e gesticulando com o despachante (o funcionário responsável por entregar os viajantes à aeronave), empatando a fila. Quando enfim o homem entrou no avião, ela foi falar com o despachante que, relutante, conta que o homem ficou muito bravo quando descobriu que o piloto era uma mulher.

A comandante resolveu chamar o passageiro à cabine para acalmá-lo e explicar que não há nenhuma diferença entre os sexos, todos os pilotos passam pelos mesmos treinamentos, todos os anos, teóricos e práticos, envolvendo segurança de vôo, portanto, têm a mesma competência.

O homem olhou bem para ela e disse – Muito bacana, agradeço sua explicação, mas se eu soubesse que o avião seria pilotado por uma mulher não teria comprado a passagem. Só vou mesmo porque tenho uma reunião. Acho um absurdo a companhia aérea não ter avisado.

A piloto, sem titubear, virou para o homem e disse: – Não tem mais a reunião não. O senhor não vai no meu avião. E pediu delicadamente para ele descer da aeronave. Os pilotos são a autoridade máxima no avião e tem a autonomia para tirar quem quiser do vôo se isso representar algum perigo ou tumulto. E,cá pra nós, este ser tinha tudo para transformar aquela viagem em um inferno.

Teresa, por vezes, é alvo de olhares desconfiados. Na chegada ao destino, quando sai da cabine, quem mais se surpreende são as mulheres que, não raro, comentam – Ah! Se meu marido soubesse que era uma piloto ele não teria entrado no avião. E, ela, sorridente e gentil, como sempre, finaliza com classe – Mas como a senhora sabe do que nós, mulheres, somos capazes, tenho certeza que o tranquilizou. Adoro estas espetadadelas! Tudo a ver com Dominiques.

A rotina de um piloto não é branda. São cobrados e muito cobrados. Quando reprovados no simulador há apenas mais uma chance. Reprovação na segunda vez é demissão.

E, a rotina para uma piloto é maior árdua ainda, afinal as mulheres são acumuladoras de tarefas, uma espécie de empilhadoras de pratos chineses.

Fora a solidão quando se está em terra, mas longe de casa, tanto que o alcoolismo é comum na aviação e, quase sempre detectados pelos colegas, levam pilotos e copilotos a se afastarem do trabalho.

Teresa é uma prova de que não há almoço grátis. Tudo requer esforço, dedicação e cuidado. Mas fazer aquilo que se ama não tem preço, seja com os pés fincados no solo ou a milhares de pés de altura.

Você já imaginou ser piloto de avião? A Teresa tem uma fibra que só as Dominiques tem, concorda?

Leia Mais:

Vou mudar de país e agora terei o mundo para chamar de meu
Todos têm direito a uma segunda chance, até mesmo os cupidos!

Marot Gandolfi

JORNALISTA, EMPRESÁRIA, AMANTE DE GENTE DIVERTIDA E DE CACHORROS COM LEVE QUEDA PARA OS VIRALATAS.

6 Comentários
  1. Parabéns pela reportagem, tive o prazer em 2015 fazer um voo de Belo Horizonte a Goiânia sob o comando da comandante Teresa e olha que ela pousou o avião direitinho rsssssssssssss, brincadeiras a parte foi um excelente voo parabéns a ela que é um exemplo. Nesse voo estava eu e minha ex chefe e quando ela ouviu a comandante Teresa se identificar ela disse: É uma mulher que vai pilotar, meu Deus. E eu respondi: Uai vc não é engenheira rsssssssss. Parabéns a comandante Teresa.

  2. Costumo dizer q se n fosse mulher, teria inveja de quem é,eu sou uma pessoa q c tds dizem ligada no 550…6.6 faco mil coisas, vou a academia tds os dias, minha terapia, meu horário so meu,mas levado a serio, amo atividades fisicas, cozinho, costuro,acordo pensando em fazer 10 coisas, e quase sempre FAÇO,as x n da tempo de fazer tds, mas n me puno c antigamente, aprendi a ser menos exigente comigo, hj p ex deixei de ir a fisio p almoçar c amigos, e assim vou vivendo sendo feliz c mulher ⚘

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>