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A minha seleção de roupas para Dominiques das semanas de moda de Nova Iorque e Londres

Sempre me lembro dos desfiles de moda dos anos 80. Foi o auge do exagero e da extravagância. Passava sempre aos sábados, no Jornal Hoje, apresentado pela jornalista Cristina Franco. Adorava, mesmo sabendo que não usaria praticamente nada do que era apresentado naquelas passarelas. Parecia que tudo aquilo era um show de cores, texturas e padronagens: algo apenas para se ver e não usar.  

Os desfiles mudaram em praticamente tudo. Ainda adoro assistir aos desfiles de alto costura, com as roupas para noite ou festas. Mas a indústria da moda incluiu outros eventos no calendário fashion: os desfiles de primavera/verão e outono/inverno.

O cronograma desses desfiles também mudou. Fevereiro é a temporada de desfiles Outono/Inverno 2020 nas principais capitais da moda, como Nova Iorque, Londres, Paris e Milão. Sim, os estilistas já estão mostrando o que será tendência no final do ano. Assim, dá tempo para toda a indústria da moda produzir o que será vendido nas lojas.  

Como uma boa observadora do que acontece por aí, eu estou acompanhando os principais desfiles. Nada a esconder! Eu sigo – sim – estilistas e modelos no Instagram e eles fazem overposting de fotos desde o backstage até a passarela.

Ando um pouco surpresa. O estilo anos 80 está de volta desde a última temporada. (nããããoooo…. ufa, desabafei!). Roupas assim acho que vou passar longe 🙂 A maioria dos looks que eu vejo é claramente para pessoas jovens. (Alô, alô, estilistas que não enxergam as Dominiques em suas criações).

Mas claro que gostei de várias roupas. Também conheci novos estilistas. Fiz uma listinha aqui do que amei e do que não usaria jamais!

A minha seleção na temporada de Nova Iorque:

Ralph Loren

O famoso estilista apresentou sua coleção na semana de moda de Nova Iorque. A coleção apresentou roupas em preto, branco e dourado, com várias peças em alfaiataria. Adorei essas três looks aqui:

Tom Ford

Para a coleção 2019 / 2020, Tom Ford apresentou uma coleção também focada na alfaiataria. Gostei da combinação de tecidos, como veludo e cetim, e de cores. Usaria a calça de cetim, mas fico só pensando em como deve amassar!

Tory Burch

Achei a coleção da Tory Burch a mais “usável”, roupa para o dia a dia. Mas claro que ela trouxe alguns exageros para a passarela, como a gola babado e botas cowboy.  

Brandon Maxwell

Não conhecia o Brandon Maxwell, mas gostei muito da coleção que ele apresentou. Achei um designer diferente, discreta e elegante.

A minha seleção na temporada de Londres:

Victoria Beckham

Fashionista, a spice girl Victoria Beckham lançou oficialmente uma grife que leva o seu nome. Gostei de looks looks da sua coleção. Muita alfaiataria, cortes bacanas e uma mistura de cores e padrões. Vou acompanhar mais de perto.

Burberry

Famosa pela sua padronagem com quadrados, a casa Burberry apresentou um estilo – eu diria – eclético. Roupas esportivas, um pouco exageradas, mas me prendeu a atenção com os blasers com corte reto, mais estruturados. Gostei.

Peter Pilotto

Não conhecia o estilista Peter Pilotto, que comanda uma grife que leva o seu nome. Até me surpreendi quando vi que ele criou o vestido de noiva da princesa Eugenie, neta da rainha Elizabeth. Gostei de várias peças, como essa mistura de blaser e saia.

Rejina Pyo

Outra novidade é a estilista koreana Rejina Pyo. Ela é novata no mercado da moda, mas apresentou uma coleção interessante e bem estilosa. Usaria várias roupas dela!

Gostaram da seleção que eu fiz?

Vou continuar acompanhando, porque as semanas de moda continuam em Paris e Milão.

Veja também:

Ideias diferentonas para usar lenços.

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O ultrachique e moderno filme Animais Noturnos

Dominique - Animais NoturnosPara vocês, Dominiques cinéfilas antenadas, modernas e fashionistas, eu recomendo o impecável Animais Noturnos. O filme é o segundo longa dirigido por Tom Ford, um importante nome da moda, hoje a frente da Maison Yves Saint Laurent e responsável pela revitalização da marca Gucci. Antes de ser estilista, Ford também foi ator.

Acima de tudo Ford continua um esteta, mantendo seu total domínio do espaço e design. O filme vai do ultrachique e moderno ao grotesco e ao natural sem perder o passo, começando por uma bizarra cena de abertura com cheerleaders obesas mórbidas nuas, remetendo a David Lynch, e chegando a um final sangrento.

Animais Noturnos – olhem só que bom esse nome – é um triller psicológico, construído com um convincente clima de tensão numa história de vingança. Ao mesmo tempo Ford cria um universo perturbador e simultaneamente clean, violento e blasé. O filme conta com uma estética de imagem pra lá de impactante! Belíssima! Vocês vão se deleitar. Linda demais, beira os maneirismos estilísticos mas evita a cilada da beleza vazia.

No filme Amy Adams, excelente no papel de Susan, linda mulher, galerista de sucesso, rica, infeliz no casamento com seu marido Walker [Armie Hammer], que a trata com total indiferença, atualmente em crise existencial conjugal e financeira. Tudo começa quando Susan recebe o manuscrito do novo livro do seu ex-marido, o inseguro e belo Edward [Jake Gyllenhaal] com quem não fala há 19 anos. O livro é dedicado a ela. O romance é uma violentíssima história de uma família atacada por marginais, que os agridem com pressões psicológicas e físicas. Um pesadelo no meio do deserto do Texas.

Ford coloca as duas tramas paralelas em ambientes opostos. Na vida de Susan, tudo é glamuroso, dos figurinos extravagantes que por sinal são lindos (preparem-se!) até ao modo de vida das pessoas que a cercam. Em contrapartida, o cenário do livro é um deserto pessimista e árido. A história dentro da história é o que há de mais envolvente.

A narrativa do filme corre em três planos: vida real, lembranças do casamento passado e a trama do livro. O bom elenco se mistura pelas três vias, num jogo fascinante e envolvente. No filme o que há de melhor: a luz, os enquadramentos e as composições dos planos e a cenografia. Isso sem falar dos figurinos, é claro, e os supercloses no rosto de Amy Adams. Tudo faz lembrar um editorial de moda.

Nada está no filme por acaso e, com um filme que vai além da estética apurada, Tom Ford prova que é uma força a ser reconhecida no cinema tanto quanto já provou na moda.

2 Comentários
  1. Comecei a assistir, depois da bizarrice da abertura, as cenas de violência na estrada…desisti! Acho que tentarei novamente.

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