Coisas de Dominique é onde histórias de mulheres são contadas. Histórias de mulheres que realmente têm o que contar.
Eliane Cury Nahas por vezes transcreve, por vezes traduz coisas que Dominiques (aquelas mulheres com 50 ou mais anos de histórias) contam. Surpreendentemente você se identificará com muitas delas, afinal #SomostodasDominiques
Você tem Spotify? Oba, que legal. Você não tem? Ahh menina, precisa ter porque isso foi uma das melhores invenções desse mundo digital.
Procurar e achar quase qualquer música do universo, poder escutar onde e como quisermos. Pelas coisas que escutamos, o algorítimo nos mostra coisas parecidas novas ou não. Sem falar na playlist que o próprio App monta pra gente toda semana com “Descobertas da Semana” .
MA_RA_VI_LHO_SO. Se você gosta de música, óbvio.
Então pede para alguém te ensinar a usar. pede de presente de Natal (oppss, too late). Pede de aniversário, dia das mães ou como um favor. Esse é o tipo de coisa onde contrair uma dívida vale a pena.
Tem outra coisa muito legal nesse app. Você pode ouvir minhas músicas, ou minhas playlists.
Playlist pronta e legal é mamão com açucar, vai? Ter listas prontas de músicas para ocasiões diferentes é tudibão.
Gosto é realmente relativo, mas Dominiques geralmente não têm um gosto musical tão discrepante assim, e é por isso que vou disponibilizar para você minhas listinhas. Ahhh, tenho uma para ocasião.
Quer ver? Olha as listas do meu Spotify.
Animar HH – Para animar nossos Happy Hours, e ainda assim podermos conversar!
Francesinhhas – Adoro música francesa, ainda mais se forem contemporâneas.
Jazz com elas – Jazz cantado por vozes femininas. Por que vozes femininas? Porque eu gosto, oras..
ME GUSTA – Eu gosto em espanhol. Claro que você sabia, mas sabia que essa é uma lista só com músicas em espanhol?
ALMA MINHA – Tá ficando mais difícil, né? Lembra de nossas aulas de literatura? Isso!! Aqui são músicas portuguesas
Salve Jorges– Sim Jorges com s no final. Todas as músicas tem como tema Jorge ou são cantadas por um. Por que? Ahhh, quem sabe sabe.
De cortar os Pulsos. – Poderia ter chamado essa lista também De doer o dente, ou coisa assim. Tem dia e hora certa para escutá-la.
JUST BECAUSE – hummmm na verdade são músicas que não se encaixam em outras playlists.
Affffff, você tem música aqui pra muito mais que um final de ano. Isso se gostar de meu gosto. Ahhhh, mas nesse caso sou arrogante pra caramba. Não tem como não gostar. A não ser que você seja um de meus filhos.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Nasci dia 1º de abril de 1964.
Parece mentira. O que que eu posso fazer?
Além de tudo, um dia após o golpe de 1964 (É golpe que se fala? Nem sei mais!).
A situação deveria estar tensa naquele quente outono.
Lembro de um episódio que meu pai contava sobre a época.
Numa escaldante noite, poucos meses antes do meu nascimento, após o jantar, ele chama a minha māe:
– Darling, vamos dar uma volta de carro. Está insuportavelmente quente.
Moravam em Pinheiros.
Meu pai, segundo a minha māe, sabia exatamente onde ir.
Em momento algum pareceu dirigir a passeio. Tinha um rumo certo.
Depois de alguns minutos, estacionou seu fusquinha em frente a um casarāo no Jardim Europa e pediu que a minha māe e seu barrigão esperassem dentro do carro.
Pasme, naquela época isso nāo representava nenhum perigo. Inacreditável, né?
Bom, voltando.
Meu pai ouviu nos corredores da construtora em que trabalhava que aquela noite haveria uma reuniāo política na casa de Assis Chateaubriand (Tenho quase certeza que era esse o personagem. Mas, hoje, nāo tenho mais como conferir, infelizmente).
Ele descobriu o endereço e teve certeza quando chegou e viu todos aqueles carrões estacionados.
E como entrar??
Well, num país onde aparência e postura sāo diferenciais ainda hoje, imagine naqueles dias.
Meu daddy, com seus 1,95m e em seu terno escuro, mais parecia um jovem primeiro ministro britânico.
Ele abriu seu imenso sorriso, murmurou algumas palavras com seu marqueteiro sotaque inglês e nāo houve a menor resistência por parte do guarda da casa quando o viu entrando sem a menor cerimônia.
Ficou lá cerca de uma hora.
Não consigo lembrar uma única coisa que tenha me contado sobre o conteúdo do que ouviu naquela reunião.
Mas nāo me esqueço da aventura, da coragem e, em última instância, da sua atroz curiosidade.
Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!
Dominique; parabens pelo seu aniversário daqui a pouco!
Felicidades e continue nos enviando as suas histórias divertidas seus contos criativos já tão esperados nos últimos domingos de cada mes; muita Luz e muita inspiração! Bjs
Dominique; patabens pelo seu aniversário daqui a pouco!
Felicidades e continue nos enviando as suas histórias divertidas seus contos criativos já tão esperados nos últimos domingos de cada mes; muita Luz e muita inspiração! Bjs
Delicioso seu texto..mas há de se dar a chance …pode ser tudo mentira..rsrs..afinal 1o. de abril…rsrs…Parabéns pelo sucesso e a coragem que aniversária todos os dias pra tocar esse projeto maravilhoso.
Lembra do texto que te falei que meu nome do meio agora era Recomeço e o sobrenome Confusão? Não? Então leia aqui para entender melhor o “causo” que vou contar agora. Mas se não estiver afim não precisa, basta saber que me mudei para Portugal recentemente.
Qual é a primeira coisa que fazemos quando chegamos a um novo país?
Depois de procurar onde morar, mobiliar, ver plano de celular, TV, luz, ligar o gás, aprender a pegar transporte público, arrumar os armários, a cozinha, esperar chegar os eletrodomésticos…… ufa! A primeira coisa que se faz é entrar para uma academia!! Afinal de contas meu lema continua sendo “Mens sana in corpore sano” .
Além do que a academia pode ser um ótimo lugar para fazer amigos. Poderia, se eu não tivesse chegado chegando.
Sinceramente, eu acho que não foi tão grave o que aconteceu. Diga-me você a sua opinião.
Fui visitar 3 academias, todas perto o suficiente de minha casa para que eu fosse a pé.
No que diz respeito à malhação, sou exigente. Afinal, sou brasileira e nasci tendo que colocar biquini. Isso não é para qualquer povo não minha gente. É mais pressão do que torre de controle de aeroporto.
De cara descartei uma delas por ser ao lado de uma famosa doceria local. O quê???? Pra que passar por essa tentação? Ainda mais depois de me matar numa aula e, me conhecendo, achar que posso e devo. Nananinanão.
A academia escolhida
Fiz uma investigação minuciosa dos espaços de cada uma delas. Salas, ventilação, vestiários, armários, banheiros, chuveiros, higiene. Acabei por gostar mais da Fuerza Fitness, que era bem equipada e moderninha.
Tenho certeza de que os proprietários ficaram muito honrados com minha escolha, pois depois do detalhado questionário que enviei antes de assinar o contrato, perceberam que sou uma cliente muito rigorosa.
Lá vou eu para minha primeira aula de spinning. Todo primeiro dia dá um friozinho na barriga, não dá? Seja da aula no pré primário, na universidade, na academia ou na aula de tricô.
Quem vamos encontrar? Como seremos recebidas? Será que os outros estão em um nível melhor que o meu? Vou passar vergonha?
Fui guardar meu casaco e minha bolsa no vestiário, resolvi fazer um pipizinho básico just in case e lá fui eu.
A academia estava lotada provavelmente porque era o horário das 7 da noite, e a aula de spinning era das mais concorridas. Apresentei-me ao professor, um espanhol bem gato aliás, e fui pra minha bike.
– “Empecemos … Fuerza … uno dos tres cuatro….”
Ahhh, por isso o nome da academia! Deveriam ser todos Espanhóis.
De cara percebi que a turma era boa e entrosada, além de todos estarem obviamente muito mais bem preparados que eu. Resolvi que sairia de lá carregada, mas terminaria aquela aula. Foco, Foco, Foco!! Concentração.
Ahhh.. Piada.. Deu 20 minutos desci da bike amaldiçoando todos os ibéricos, inclusive o presunto e o bacalhau (que aliás é da Noruega).
Tomando água do lado de fora da sala, ainda ofegante e com a camiseta molhada, reparei no alto-falante da academia. Já era a terceira ou quarta vez que chamavam a Maria Ipi.
Pára! Pára!
Será que por alguma acaso essa seria eu? Nunca te contei que minha mãe muito religiosa, enfiou um Maria no meu nome né? Não… Mas por que contaria se nem eu me lembro dele.
Sim… sim… Sou Maria Dominique Hip. Daí o Mara Ipi, uma vez aque o espanhol provavelmente e logicamente não pronunciou o H do meu inglês Hip.
Afff, dá um desconto, vai. Eu estava tonta do exercício e Maria Ipi para mim era um outro ser..
O espanhol no altofalante já pedia em tom de súplica que a Maria Ipi fosse ao vestiário urgente.
Lá fui eu, confesso que bem curiosa e quando entrei logo vi uma rodinha de pessoas em volta do meu armário. No centro estava uma mulher enrolada na toalha, muito vermelha, possivelmente de raiva, gritando com alguém.
Fui chegando de mansinho, quase que na ponta do pé. Queria saber o que estava acontecendo antes de me apresentar, mas não rolou. Todo mundo me conhecia. Lembra da minha pesquisa minuciosa, quase investigativa? Pois então, não havia quem na academia não conhecesse o tal questionário da brasileira “exigente”.
Todos viraram-se para mim e a mulher enrolada na toalha falava num idioma que eu não entendia. Na verdade gritava. Olhei confusa para os funcionários que tentavam acalmá-la.
Resolvendo a confusão na academia
– Maria Ipi?
– Sim, mas todos me chamam de Dominique Hip – não, não era hora de ser engraçadinha.
– Este é seu armário? – Perguntou o espanhol apontando para um armário com a porta escancarada.
Olho seu interior e vejo minha bolsa e meu casaco. Ué… Quem foi que abriu meu armário?
Dominiqueeeeeee, Hellooo! O excesso de oxigenação do spinning queimou neurônio? Que parte eu não tinha entendido?
Quando voltei de meu pipi, com o cadeado na mão, tranquei o armário ao lado, e adivinhe? Era o armário daquela gringa.
Comecei a pedir desculpas, apesar de ela continuar gritando, só que agora eu estranhamente entendia o que ela falava.
Gente, ela não era gringa! Era portuguesa, da gema, mas estava tão nervosa e falando tão rápido que aos meus ouvidos destreinados pareceu-me sânscrito. Disse que estava atrasadíssima por minha causa, que chegaria atrasada para reunião que aconteceria a 30 km dali mesmo que pegasse um Uber.
– Arrume-se e me espere na porta. Que horas é sua reunião? Daqui 30 minutos? Você chegará.
A aula de spinning foi pinto perto do pique que dei até meu carro.
Ela já estava na porta quando passei, entrou no carro, colocou o cinto. Vi que estava com a maquiagem na mão… Ahhhh, se ela achava que conseguiria se maquiar naquele carro, ela não conhecia meus dotes de direção defensiva.
E Lá fui eu, costurando, furando farol, fazendo absolutamente tudo errado. Imagino que ela deva ter se arrependido amargamente de ter entrado em meu bólido, mas não seria eu a culpada por ela perder aquela reunião.
Chegamos! Chegamos a tempo da ex-gringa ainda passar no banheiro para se maquiar. Foi tanto estresse que acabei nem perguntando o nome dela.
Fiquei uma semana sem aparecer na academia na esperança de que esquecessem de mim, da chave, do episódio, da minha falta de forma física. Enfim, apagassem aquele dia do calendário de todas as dietas e treinos da Fuerza.
Entretanto ao abrir a porta, escuto em alto e bom som um:
— Maria Ipiiiiiii!
Todos se viraram para minha triunfal entrada.
— Maria Ipi, que bom que voltou, a Susana deixou aqui uma nota para você.
— Susana?
No mesmo momento que perguntei me arrependi, posto que só poderia ser a ex-gringa e para explicar quem era Susana, o espanhol contaria toda a história novamente de maneira que os presentes que provavelmente não sabiam de meu pequeno vexame, passariam a sabê-lo.
E assim ele o fez, com uma riqueza de detalhes impressionante, e num tom de voz que deixava claro o prazer que estava tendo em me fazer rememorar o incidente.
Entregou-me o bilhete de Susana.
“Dominique,
Devo dizer que não tivemos um começo alvissareiro. Poderia bem dizer que só podia ser brasileira, mas acho que isso poderia soar preconceituoso. Entretanto, você ter tido a clareza de tentar fazer com que seu erro não me prejudicasse, correndo riscos e levando multas, sim, porque você as levou, tudo para ajudar uma estranha, também poderia bem dizer ser coisa de brasileira. Então, não vou dar nome aos bois nem a países… Quero apenas agradecer seu gesto e sua generosidade. E pensando bem, tivemos o melhor começo que duas amigas podem ter. Vamos tomar um café?”
Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!
Foi uma separação difícil. Depois de quase 3 décadas juntos, 5 anos namorando e 22 casados, chegava ao fim aquela união que um dia achei que seria definitiva.
“Recomeço” portanto tornou-se meu nome do meio.
Já que era para recomeçar era para ser em grande estilo. Por uma série de motivos, resolvi que mudaria o estado civil, a cor do cabelo e o país em que morava. Pronto.
Foi dessa forma que “confusão” passou a ser meu sobrenome.
Fazer o quê?
Seja lá por inexperiência, por orgulho em não pedir ajuda, por ansiedade em sair fazendo, ou porque sou assim mesmo, tenho causado uma certa bagunça pelo caminho ultimamente.
Era um agradável anoitecer de fevereiro, em mais um domingo sem filhos. Almocei com uma amiga, e cheguei em casa relativamente cedo. Assisti 2 episódios de minha série do momento e comecei a ficar entediada, melancólica… sei lá.
Aí pensei: Mente vazia oficina do diabo ou do carboidrato.
Se ficar aqui à toa ou vou me entupir de chocolate ou vou pensar mais do que permitem minhas dopaminas e oxitocinas num modorrento final de domingo.
Então pelo bem geral de Portugal e do Brasil resolvi fazer algo. Mas o quê? Com o olhar perdido na direção do horizonte… Péra. Que horizonte? A porta de vidro que separa a sala do terraço estava imunda!!
Genial! Limpar vidro é um ótimo exercício.
Armei-me com todo instrumental disponível no mercado e fora dele (jornal, quem não conhece o truque de limpar vidros com jornal?) e marchei rumo ao inimigo. Vestida com minhas roupas de guerra, aquela legging manchada de cândida, a camiseta do camarote daquele carnaval que passou e o agasalho de moleton que já viveu dias mais agitados. Meus cabelos estavam apanhados com uma piranha num coque mal-ajambrado.
Tudo minuciosamente pensado para assustar o inimigo de cara.
Esfregão e balde em punho, lá fui eu. Abri a porta de minha sala que dá para o terraço, saí para fora e no instante que pisei na varanda daquele aprazível apartamento lisboeta, escuto o delicado som daquela imunda porta de vidro se fechando em minhas costas. Parecia que ela estava zombando de mim. Sério. Esperou eu sair imponentemente com meu arsenal, para aí, devagarinho, traiçoeiramente se fechar.Click.
Ai, my God! E agora? Pânico! Pânico!
Já estava escurecendo e esfriando muiito. Não passava vivalma naquela rua esquecida por Zeus e por Cristiano Ronaldo.
Não!! Claro que a porta não abre pelo lado de fora! Senão nem estaria aqui escrevendo esse textão né?
Comecei a gritar mas gritei para ninguém por que quem em sã consciência sairia numa noite de fevereiro com temperaturas próximas a 6 graus quando longe do sol?
Estratégica que sou pensei nas opções possíveis.
Passar a noite ali, esperar amanhecer. Alguém apareceria pela manhã na rua e eu pediria para chamar o bombeiro. Se tivesse sobrado voz ou se eu não tivesse morrido de hipotermia. E de fome. Sim, sou muito exagerada.
Tirar minhas roupas e fazer uma “Teresa”. Ahhh, você não sabe o que é uma “Teresa”? Não me diga que nunca esteve presa? Ahh..Fala verdade!! Tô brincando. Teresa é uma corda feita de lençóis ou de roupas para que princesas fujam das torres onde se encontram aprisionadas. Por mais romântico que te pareça essa ideia, não é a solução uma vez que meu ap é no 3º andar. Tá louca? E já pensou? Mesmo que desse certo. Imagina eu chegando ao rés do chão em pelo, agarrada a uma Teresa? Não. definitivamente não rolaria!
Ligar para minha mãe. kkkkkk Você acha que se eu tivesse levado o celular eu ainda estria naquele terraço?
Existia uma possibilidade factível, de difícil execução, entretanto com chances de sucesso. Eu teria que pular a cerca para o apartamento de um de meus vizinhos de andar.
Vamos ao plano.
Primeiro as boas notícias : Eu não tinha apenas um vizinho, tinha dois, um de cada lado sendo que um deles estava totalmente escuro, entretanto o outro brilhava resplandecente luzes indicativas do destino. Que felicidade achar um caminho.
Agora as notícias nem tão boas assim: Não seria tão fácil pular para o vizinho porque na verdade não era um cerca a ser transposta, e sim uma parede, portanto o único jeito possível seria passar de um ap para o outro pelo lado de fora.
Desafiando todas as leis da gravidade e minha vertigem lá fui eu.
Vou te poupar dos detalhes e malabarismos que fiz, apenas acredite que foi patético, desajeitado e indigno. A aterrisagem beirou o desastre, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos.
Aprumei-me e comecei o reconhecimento. Já acostumada com a escuridão facilmente identifiquei os móveis naquele terraço. Olhei pelo vidro pala sala iluminada e vi uma senhora beeem senhora mesmo com seus cabelos brancos combinando com sua camisola de flanela rosa e a manta xadrez que a aquecia enquanto assistia TV.
E agora? Como abordá-la sem matá-la de susto? Imagine uma pessoa surgir da escuridão, no seu terraço sem mais nem menos. Acho que nem Freddy Krueger passaria incólume por isso.
Pensei, pensei, pensei por quase 3 minutos (tava frio, gente, poxa vida!) e resolvi que não tinha jeito a não ser bater no vidro.
E de mansinho, com muita delicadeza, aproximei-me da porta de vidro e dei três batidinhas de leve: toc,toc,toc. Foi tão de leve que Dona Senhora nem se mexeu. Claro que ela já não deveria estar escutando lá grandes coisas, pois também não escutou minha gritaria pedindo por socorro nem tampouco minha estabanada chegada em sua morada.
Percebi que precisaria me fazer notar.
TOCTOCTOCTOC…
Dona Senhora já com uma carinha de pânico olhou para a janela e ao me ver grudada ao vidro, encolheu-se colocou os braços em frente do rosto como quem não quisesse ver mais nada. E assim ficou. Comecei a falar mas acho que por conta de toda a situação as palavras saiam de forma descontrolada num tom indesejado.
— Não se assuste. Abra a porta, me deixe entrar por favor. Eu explico. Mas abra a porta.
Imagine isso dito com uma voz meiguinha. Agora imagine isso dito aos berros. Pois é. Eu não estava melhorando a situação.
Depois de algum tempo, tendo eu me acalmado, consegui balbuciar pedidos de desculpas quase congelando, apresentei-me e justifiquei-me. Ela compreendeu. Gentilmente abriu a porta da varanda, deixou que eu entrasse em sua casa, e imediatamente, sem cerimônia, abriu a porta de sua casa e deixou que eu saísse.
Não posso reclamar de Dona Senhora, vai. Quem é que abriria a porta pruma louca no meio da noite? Acho que nem o Freddy Krueger. Querer que ela me convidasse prum chazinho já seria demais, né?
Bem, cá estava eu, do lado de fora de meu apartamento sem poder entrar porque obviamente não estava com as chaves.
Eu cheguei a te falar que estava de meias? Sim, só de meias, sem sapatos. Ué, por que haveria eu de ir a meu terraço lavar janela de sapato?
Pois é. Agora é tarde.
Sem chave, sem sapato, sem celular, sem dinheiro, sem amigos ou conhecidos naquele prédio sem porteiro. Não ousaria acordar algum outro morador e ficar mais conhecida ainda em Portugal. Não com essa fama.
Saí do prédio de meias pois lembrei da pequena loja de conveniência que tinha na esquina. Se não me enganava era uma loja 24 horas.
Claro que me enganei e ela estava fechada.
Sentei no meio fio já sem forças e sem ideias. Comecei a pensar se tudo aquilo estava valendo a pena.
Não!! Eu não choraria!!
E quem disse que eu consigo controlar? A água brota de meus olhos sem que eu tenha a menor ingerência sobre ela, e em qualquer situação. Por que haveria ela de se intimidar naquela fria e deserta noite lusitana? Quando senti as primeiras lágrimas em minhas faces, mas antes mesmo de sentir o gosto delas, uma mão delicadamente pousou em meu ombro.
Tamanha foi a delicadeza do toque que não me assustei, apenas virei o rosto para encontrar Dona Senhora parada atrás de mim enrolada em seu xale. Com aquele delicioso português, disse.
-Ó menina, trate de levantar e vir para dentro. Vou fazer-lhe um chávena de chá bem quente enquanto liga para um chaveiro que há de demorar a chegar uma vez que é domingo.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Senti em mim, o pavor dela por ter ficado trancada ao lado de fora, totalmente despreparada para enfrentar uma situação tão repentina e sem possibilidades de ser ajudada por ninguém. tomando de coragem foi até a vizinha e quase sem poder falar, devido muito frio, mas aos poucos foi conseguindo reanimar suas energias e assim a história segue, vou aguardar a publicação do seu final, por que achei muito,legal e espero Qye terá um fim delicioso e bem positivo. Obrigada.
Amei! Na verdade conheço essas portas portuguesas. Morei 9 meses em um apartamento desses e tinha o maior cuidado para não ficar presa na varanda, kkkkkk. Basta um descuido e pronto. Vc não entra.
Adorável seu estilo, sua historia.
Passei por uma situação semelhante. Eram onze horas da manhã e meu bebê estava dormindo no berço. Fiquei presa no corredor, diante da minha porta. Minha vizinha do lado abriu-me a sua casa, e pulei do terraço dela para o meu, Igualzinho você!
Durante muitos anos a mulher viveu o grande dilema sobre ter ou não ter filhos ou qual seria o melhor momento para tornar-se mãe. A bem da verdade, não! Vive, ainda. Apesar das mudanças enormes comportamentais, a nossa sociedade ainda tem um viés pró-natalista.
Muitos – e aí incluo homens e as próprias mulheres – carregam o conceito de que uma mulher tem de ser mãe. Há um imaginário que – se ela não teve filhos porque não pode conceber – ela é infeliz ou não realizada. Não raro, muitas até são questionadas do porquê não adotaram uma criança.
Já a mulher que fala abertamente que não quer ser mãe por opção a história é outra. É praticamente inadmissível fazer uma afirmação dessas. Muitas são tachadas como individualistas, egoístas, ambiciosas ou mesmo imaturas.
Os bons ventos trazem perspectiva de mudança para essa nova geração. “Mas ainda há um grande impacto sobre a visão que a mulher tem de si mesma. Como constituir uma identidade dessa forma”, questiona a psicóloga e pesquisadora Helena Lyrio-Carvalho. Em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela busca compreender mulheres que não têm filhos, por opção ou infertilidade.
Helena traz do consultório a bagagem de estudar questões sobre a feminilidade. É, inclusive, um convívio muito próximo com mulheres vivendo esses dilemas. Como é um tema muito amplo, ela optou em sua dissertação do mestrado por estudar as mulheres que decidiram ser mães tardiamente.
50 anos de transformações!
No doutorado, ela seguiu a mesma linha de pesquisa e, agora, busca entender os dilemas, as dificuldades e os desafios de muitas Dominiques sem filhos. “O universo feminino está em transformação. Há duas gerações uma mulher não teria essa escolha”, afirma.
Ela cita o o filósofo francês Gilles Lipovetsky para explicar que “nosso meio século mudou mais a condição feminina do que todos os milênios anteriores.” Vejam só… os últimos 50 anos! Bom, nós Dominiques sabemos muito bem sobre essas grandes mudanças.
Mas como explica, ainda é preciso aprofundar-se nas questões psicológicas. Para isso, ela volta a citar Lipovetsky, em seu livro A terceira mulher – Permanência e Revolução do Feminino, “cada vez mais a mulher se constitui como sujeito diante de um mundo aberto e aleatório, estruturado por uma lógica de indeterminação social e de livre governo individual, análoga à que organiza o universo masculino. A existência feminina compõe-se agora de escolhas, por meio das quais a mulher se reafirma como protagonista de sua própria vida.”
Infelizmente temos de lembrar que as mudanças não atingem as mulheres de todas as classes sociais e ou regiões de maneira uniforme. “Essa é uma mudança que vem em ondas”, explica. Mas em algumas culturas – como a muçulmana ou africanas – talvez essa mudança demore ainda mais a acontecer.
Protagonistas de verdade!
Se há pouco anos atrás essa discussão talvez nem estivesse acontecendo, está certamente na hora de repensarmos todos esses estereótipos. Muitas coisas ainda precisam mudar para as mulheres tornarem-se realmente protagonistas. Podemos até ajudar!
Nós, Dominiques, vivenciamos todo esse dualismo da mudança de gerações. Somos as filhas das mulheres que tinham por padrão apenas o modelo de mãe e esposa. Alguns conceitos antigos – como a 3ª jornada de trabalho – ainda permeiam o dia a dia de muitas mulheres.
Sabemos que não é bem assim. Hoje o mundo oferece inúmeras opções de realização para uma mulher. Certamente, ser mãe é apenas uma delas. Se no passado não havia alternativa, hoje temos. E as mulheres que não têm filhos podem viver sem culpa!
Dominiques para a pesquisa
A Helena está buscando Dominiques entre 50 e 55 anos para contribuir em sua dissertação de doutorado. Ela estabeleceu essa faixa etária porque, após os 50 anos, a condição de não ser mãe já está consolidada e muitas passaram ou estão passando pelo período difícil da menopausa.
Quem topar participar, contribuirá para que a sociedade e os agentes de saúde – dentre esses os psicoterapeutas – possam ter uma visão mais ampla da mulher no mundo atual. A pesquisa é voluntária e confidencial, inclusive foi aprovada pelo Conselho de Ética da PUC-SP.
Caso você aceite esse convite, ou deseje mais detalhes sobre o estudo, entre em contato com a Helena pelo e-mail hclcarvalho@uol.com.br ou pelo WhatsApp (11) 99105.9547.
Reforço o meu convite à participação na pesquisa que estou desenvolvendo. Assim, aquelas que tiverem entre 50 e 55 anos, morarem na Grande São Paulo e não tiverem filhos, por opção ou condição infértil, poderão contribuir para que ampliemos nossa compreensão sobre nós mesmas e nossas amigas Dominiques. Um grande abraço!
12 de março de 2020, começou minha quarentena voluntária.
Estamos vivendo uma Pandemia do tal coronavírus (me recuso a escrever o nome dele em maiúscula, é só um vírus gente!).
A turma tá meio em pânico, com uma certa razão. Esse bicho tá se propagando mais rapidamente que meme do Fabio Assunção.
O único jeito que temos de ajudar é tentar não nos mexermos. Sério!!
Quanto menos sairmos de casa, menos expostos estaremos ou menos possibilidades de transmitirmos teremos.
Quem pode, obviamente, deve fazer um esforcinho e tentar sair o mínimo possível. É o que estou fazendo.
Como parece que a coisa vai longe, pelo menos mais alguns meses com muita gente em quarentena voluntária ou não, resolvi fazer um manual de sobrevivência para Dominiques.
1. Caça à guloseima escondida. Isso mesmo. Vamos buscar cada chocolate, bombom, sorvete, M&M, tudoooo e vamos fazer a alegria de alguma criança do prédio. Se vamos ficar em casa, não podemos ter essas coisas por perto. Tá Louca???
2. Vamos fazer listas. Muitas listas. Elas são importantíssimas para administrarmos bem nosso tempo. Aqui estão as minhas listas:
tudo que preciso fazer em casa
tudo que é possível comprar/fazer pela Internet
tudo que preciso para meu trabalho
deixar espaço para listas que eu for lembrando.
3. Ahhh, você deve estar falando que vai assistir a toooodos os filmes da Netflix e cia. Queridaaaaa… é uma quarentena. Tudo bem que não são 40 dias, mas são pelo menos 15.
Acho que vai chegar uma hora que vai encher a paciência ficar vendo filmes e séries né? Mas em todo caso, vou fazer uma listinha de resenhas da Elzinha.
4. Importantíssimo!!
A partir do momento que você entrou em quarentena, desligue a Globonews!! Meuu, canal mais chato, martelando o tal corona 24 horas na cabeça da gente.
5. Ordem em armário! ÔÔ delícia. Fala verdade? Ter tempo para jogar tudo no chão e ir arrumando?? E que tal aproveitar para desapegar? Vamos tentar? Eu vou.
Tem um monte de texto no nosso blog pra quem quiser e tiver disposição de organizar um pouquinho a casa.
6. Gente, jogar a toalha não, né? Se você não é a paciente, dignidade!!
Não é porque estamos em casa que vamos ficar de pijamas com aquele birote no cabelo. Não!! Temos que estar minimamente ajeitadas, até para conseguirmos olhar no espelho. E se conseguimos, vamos combinar que fica mais fácil e mais gostoso para o outro também.
Então já sabe. Roupa, sapato, quem sabe até um brinco e um pinguinho de maquiagem?
7. Ainda no capítulo arrumadinha. Claro que manicure e cabeleireiro não são prioridades nesse momento. Mas olha só, deixar as unhas respirarem por uns dias é fenomenal para a saúde de nossas queridinhas. Portanto, tire o esmalte, passe um creminho para hidratar as coitadinhas e VIVA a LIBERDADE!!!
8. Dois dias sem esmalte e você está se sentindo a pior das mortais né? Ahaaa, eu tenho a solução. Existem umas unhas autocolantes que já vem pintadas que quebram o maior galho…Não faça essa cara!! Elas são sensacionais. Foi minha amiga Sandra que me ensinou a usá-las numa emergência, e você está numa emergência. Tem dois tamanhos, curta e média. Eu uso a média porque a base de minha unha é enorme. Quer saber? Compre os dois tamanhos e veja o que ficará melhor.
A primeira vez que vc for colocá-las, vai demorar uns 30 minutos. Mas vai compensar. Me conta depois, tá?
9. Cabelo. Ahh aí, se você como eu, não sabe pintar sozinha, tá complicado. Aí sinceramente acho que teremos que arrumar corajosas voluntárias que queiram se sacrificar e que entendam o que é uma mulher com a raiz do cabelo branca.
Eu não acho que seja a hora de assumir e deixar de pintar. Essa é uma decisão importantíssima que deve ser tomada conscientemente, a luz da sanidade, sob condições normais de temperatura e pressão e jamais por causa da ameaça da privação.
Vamos pensar juntas numa solução para isso!
10. Como sobreviver a homens doentes? Isole-os!! Tranque-os num quarto. Passe a comida pela frestinha. Menina, imagine aqui em casa, marido e dois filhos homens doentes. Bate na madeira.
11. Cursos on line. Chegou a hora colega. Tá cheinho de cursos on line de tudo que vc pode imaginar, pagos ou gratuitos. Até mesmo tutorias simples, como por exemplo como fazer um marcador de livro de crochê. Tá aqui ó.
12. Gente, vamos ler? Livro, de verdade, daqueles que viramos a página. Lembra como é isso? Eu sei..eu sei..Tá faltando foco. Pra mim também. Mas se o livro é bom, tempo é o que não nos falta.
Já pensou acabarmos a quarentena e percebermos que ficamos sentadas no sofá olhando pro celular os 15 dias???
Não!!! Afasta esse celular e vamos viver, mesmo que dentro de casa!!.
P.S. Eu acho que esse é um trabalho em andamento. Cada hota tenho uma nova ideia, e vou adorar se você me der algumas. Vamos fazer um grande manual colaborativo para Dominiques? Sempre com bom humor, of course!.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Acho que se ainda não há infectados ou isolados, criar uma rotina durante a quarentena é ótima opção.
Acordar, ir pra esteira, bike ou treino.
Café da manhã/ Banho.
Checar e-mails, WhatsApp, ligações, notícias, home office de um modo geral.
Num dia incrementar cardápio da semana, noutro ajeitar armários, enfim, coisas que acabamos passando tempos sem organizar e fazem bastante diferença.
E no final do dia, tentar reunir todos pra um filminho seria demais!
É simples. Com uns sacos de 100 litros, colocar os indesejados. E aqueles super bons tratar como temos nos tratado contra o corona vírus: um bom pano com álcool gel nas capas e bordas. E usar luvas de borracha, aquelas dos médicos. Nas prateleiras que forem esvaziadas um pouco de lustra móveis. Ah, e uns beijinhos nos preciosos da boa literatura ( kkkk). Brincadeira…
Voilá…..
Oi Dominique, tenho centenas de livros, mas, digamos, um terço é porcaria ou o assunto já não interessa. Então que tal uma biblioteca só com bons ( e limpinhos) livros. E o bacana é que podemos fazer um pouco por dia, sem estresse.
Aproveitando para colocar os documentos em ordem. As pastas já estão lá faz tempo. Armários, me aguardem. Minha pilha de livros também. Longos momentos de love com o maridão.
Adoro seus texto! 🙂 eu colocaria alguma coisa com músicas… criar playlists e até dançar um pouquinho para fazer algum exercício físico… dançar antes do banho e tomar banho com música – é uma terapia! Fique bem! Xoxo Nora 🙂
Faça trabalhos voluntários em casa, estou fazendo vestidinhos para a fraternidade sem fronteiras, que manda para a África. Quem não souber costurar faça crochê, tricô, todos temos alguma habilidade é só desenvolver.
Dominique apaixonou-se perdidamente por Mateus e foi correspondida.
Mateus era quase 15 anos mais velho que Dominique, já tinha tido uns 3 casamentos e incontáveis filhos de cada um deles.
Nada disso importava para Dominique. Desde aquela primeira conversa no bar Supremo, encantou-se com o papo, a cultura, a ousadia e até mesmo com a aparência e o jeito despojado chique.
Mateus era de família tradicionalíssima paulista, descendente de algum barão do café, daqueles com 5 sobrenomes.
Dos gloriosos tempos da política com café com leite, sobraram além das histórias, uma única fazenda em Itapira.
Dominique, neta de humildes imigrantes, não ligava para os narizes torcidos dos amigos de Mateus. Muito pelo contrário, fez com que todos eles e elas a admirassem com o tempo.
Mateus era um homem cheio de qualidades, encantadoras qualidades. Porém tinha um defeito que quando acentuado, passa a ser grave.
Ele era ávaro, pão duro mesmo, chegando a beirar a mesquinhez.
Isso incomodava Dominique que ao longo dos 15 anos de relacionamento nunca pediu um centavo sequer para o namorado e igualmente retribuiu-lhe a atitude.
Dividiam todas as contas, fosse no dia a dia, fosse em viagem. Com o passar dos anos, Dominique começou a achar esse um bom arranjo. Sentia-se mais dona de seu nariz se é que dava para ela sentir-se mais.
Tinha apenas uma coisa que Mateus não economizava. Era na comemoração do dia em que se conheceram.
Todo dia 10 de novembro Dominique podia contar com uma surpresa.
Sempre começavam com um drink no Bar Supremo, onde se conheceram. De lá poderiam ir para um Hotel 5 estrelas, para o aeroporto rumo a uma viagem surpresa para Galápagos ou para um romântico picnic em algum rooftop.
Assim compartilharam os gostos pela música, livros, animais, espetáculos, boa comida, e pela família.
Ahhh, a família é um assunto a parte. Filhos, muiiitos filhos. A quantidade de filhos cá e lá, foi motivo mais do que razoável para nunca terem morado juntos.
Os filhos de Dominique formaram-se, casaram e levavam uma vida de acordo com a possibilidade de cada um. Achavam bom a mãe ter uma companhia. Bom para ela e muito melhor para eles que não sentiam o peso da culpa pela ausência.
Já os filhos de Mateus, competiam sempre com o apoio de suas respectivas mães. Estavam sempre brigando entre si e com o pai. O motivo era sempre o mesmo. $$$$
A primeira vez que Dominique foi a fazenda em Itapira, achou que não sairia viva de lá, fosse pelo estado precário da fazenda, fosse pelo ódio que viu nos olhos dos “enteados”.
Aquela fazenda estava caindo aos pedaços. fazia anos que não via uma mão de tinta. Bolores nas paredes. Teto com goteira. E os colchões? Ela tinha a impressão que eram recheados com palha. Porém o delicioso feijão feito naquele aconchegante fogão a lenha compensava as desventuras.
Não. Mentira. Não compensava nada. Dominique queria era seu ar condicionado e seu colchão de molas. E distância regulamentar dos filhos de Mateus.
Com o tempo, muito jeitinho e dividindo as despesas, convenceu o amor de sua vida a reformar a sede, ao mesmo tempo que conseguiu afastar um pouco aqueles sangues suga de seu namorido.
Com sua visão comercial, fez com que Mateus arrendasse um pedaço da fazenda para garantir a renda e trabalhasse a terra remanescente tornando-a minimamente produtiva.
Nesses anos todos, Dominique nunca parou de trabalhar, e continuou aumentando seu patrimônio. Porém com suas frequentes idas para Iatpira, desgastava-se demais no dia a dia de seus negócios. Nenhum filho queria trabalhar com ela e nem ela os queria por perto. Achou mais fácil contratar uma secretária e um administrador. Mais fácil e mais barato.
Com o tempo, ambos foram se mostrando de grande valia e igual confiança, lembrando que o FAX, aquela invenção mágica e meio incompreensível, facilitava absolutamente tudo. A vida podia ser dividida antes e depois do FAX.
Dessa maneira Dominique foi se sentindo cada vez mais segura para passar mais tempo na fazenda curtindo seu Mozão.
Passaram pela presidência, um José, 2 Fernandos, 1 Itamar e um Luis.
Assistiram juntos Vale Tudo, Rainha da Sucata, Pantanal (que rendeu uma viagem para conhecer aquele paraíso).
Dominique foi uma das primeiras assinantes da imberbe Tv a Cabo brasileira pois amava assistir sitcom. The Nanny, Murphy Brown, Seinfeld, Will and Grace e muitas outras, sendo que a preferida de Mateus era a Família Dinossauro, vai saber por que.
Cinema não era muito a praia do casal, mas não se furtavam a um Blockbuster no vídeocassete e depois no DVD. Telma e Louise, Tomates Verdes Fritos, A Lista de Shindler, mostraram que Mateus era um homem muito sensível por suas muitas lágrimas vertidas.
Estavam atentos ao advento da Internet. Entenderam já em 90 e pouco que aquilo mudaria o mundo. E mais uma vez, Dominique foi das primeiras a ter a tão desejada Banda Larga em casa. Foi nessa época que Mateus quase se mudou para casa da namorida. Amava a Internet da casa dela e ele não assinaria Speedy tão cedo. Qual a necessidade dele ter se ela já tinha? E vai saber se esse negócio de Internet ia dar certo mesmo?
Vibraram com o Protocolo de Kioto e derreteram juntos em 98 com a chegada daquele El Nino avassalador no mesmo ano.
Decoraram todas as Letras dos Mamonas Assassinas fazendo a alegria dos netinhos que já podia se dizer, eram de ambos.
Estavam juntos naquele 11 de setembro. Especularam se aquela escalada terrorista teria a ver com os fundamentalistas iranianos, afegãos, líbios. Ou com a Aliança soberana entre EUA e a Alemanha reunificada.
Os ataques terroristas mobilizavam o casal. Eram noites e noites tentando entender motivações, aspectos sociais, financeiros e até mesmo ocultos em cada episódio.
Mateus não chegou a saber do atentado terrorista em Madri no dia 11 de março de 2004.
Depois de lutar incansavelmente por quase 2 anos contra um câncer, na madrugada daquela quinta feira, desistiu. Fechou os olhos segurando a mão de sua maior e melhor companhia.
Dominique nunca se sentiu tão sozinha. Não sabia ao certo se agradecia aqueles 15 anos de felicidade, ou os amaldiçoava por terem lhe dado parâmetro. Ela finalmente sabia o que era ser feliz e não aceitaria nada menos que isso. Nada menos do que teve com Mateus.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Foi uma amiga de uma amiga que apresentou Luíza Teixeira de Freitas, curadora de arte em Lisboa. Como é bom ter amigas queridas que têm outras amigas tão queridas quanto…
Bem..Ela, a Luíza, é uma simpática jovem brasileira que mora em Portugal desde sempre. Casada com português, não é de se admirar que seja bilingue. Fala perfeitamente o “brasileiro” e o luso português.
A uma semana da famosa exposição madrilenha ARCO, que é um tipo de SP_Arte, ArteRIO , etc. as galerias lisboetas estão todas em efervescente movimento. De empacotamento. Todas marcarão presença junto aos espanhóis. Mesmo com pressa e meio que na correria foram imensamente gentis conosco.
Acho que consideraram aquela turminha de mulheres um treino para o que vão passar no stand. Explicaram rapidamente o que tinham de mais importante, e aprofundaram-se apenas quando mostrávamos interesse.
Aqui a lista das galerias que visitamos e algumas obras que gostei.
Simpática galeria situada como o próprio nome diz, no bairro Madragoa.Um sobrado onde todos o recantos são aproveitados e onde você menos espera está uma instalação, uma foto, uma pequena escultura.
Fomos ver a exposição de Joanna Piotrowska polonesa nascida em 1985.
Na série de fotografias Enclosures, mostra o interior de jaulas, as do zoo, e outros objetos utilizados pelos animais em cativeiro, revelando a forte projeção do ser humano sobre o conceito de natureza, a intenção de domesticar disfarçada sob o aparente respeito pelo mundo selvagem, a perpetuação do exercício de domínio humano.
Joanna Piotrowska Stainless steel, double sided mirror II 2019
Situada em uma arborizada praça no bairro Príncipe Real, essa galeria com nome numérico, tem como objetivo promover a obra de artistas emergentes portugueses e internacionais, com propostas arrojadas que ilustram a diversidade da prática artística contemporânea.
Estão expondo as obras de Claire de Santa Coloma, artista argentina, nascida em 1983, cuja prática artística é baseada sobretudo na Escultura mas o seu trabalho também inclui desenhos e composições em papel.
O que mais gostei de suas obras é que todas foram feitas para tocar, mexer e interagir. Geralmente eu não consigo ver só com os olhos, teeeenho que tocar. Então foi o rio correndo pro mar..
Obra da artista Claire de Santa Coloma. A arte que podemos interagir.
Próxima a linda e icônica Basílica da Estrela, essa galeria traz uma exposição voltada a mulher.
Marinella Senatore, italiana nascida em 1977, é formada em música, artes plásticas e cinema. É uma artista multidisciplinar e sua arte é caracterizada por uma forte dimensão coletiva e participativa. O trabalho de Senatore une formas de resistência, cultura popular, dança e música, eventos de massa e ativismo, repensando a natureza política das formações coletivas fazendo seu público pensar em potenciais de mudanças sociais.
Numa primeira vista, pessoalmente, e sempre pessoalmente, não gostei da obra desta artista. Até me deparar com 5 desenhos (ou gravuras – não sei exatamente a técnica). Fiquei encantada com as formas femininas, todas sem rosto, mas em ação. Apesar da falta de identidade o que não faltava aquelas mulheres era atitude. Obviamente essa é uma interpretação minha. Gostaria de voltar a essa exposição para ver novamente as obras que inicialmente não gostei, com outro olhar.
Não é maravilhoso?Aqui uma visão geral da exposição
Acho que é a maior galeria de todas que visitamos. Isso em si não quer dizer muita coisa, porém quando os grandes espaços estão preenchidos com coisas que me fazem brilhar os olhos, passam a ser maiores ainda. Mais uma vez, essa é minha opinião pessoal, sempre pessoal. Não bastasse de cara ter me encantado com as cores vivas das obras expostas, gostei da galerista. Ahhh, mas isso é assunto para outro texto.
A exposição é de Mariana Gomes, Portuguesa do Faro, nascida em 1983, é artista plástica.
“Apesar das cores vibrantes e das formas/manchas trepidantes, estas pinturas, estão longe de serem inocentes. Pelo contrário, são ardilosas. Comportam-se como organismos vivos, autossuficientes, capazes de determinar a sua própria completude, com maior ou menor saturação de marcas e matéria. ” – Trecho de resenha do site Umbigo Magazine
As cores de Mariana Gomes me encantamNão eram só azuis. Mas amo todos os tons dessa cor.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Hummm Carnaval…Não sei você? Mas eu já fiz de tudo um tanto!
– Já assisti ao desfile de escola de samba na avenida.
– Já fiquei em casa cuidando de filho pequeno e vendo desfile pela TV.
– Já viajei.
– Já peguei trânsitos homéricos na estrada.
– Já fiquei.
– Já curti a cidade vazia.
– Já fiz bate e volta pro Rio.
– Já fui dormir cedo.
– Já fui pra um spa.
– Já fui pra retiro espiritual.
– Já desfilei em escola de samba.
– Já sai em bloquinhos.
– Já fui a baile no interior.
– Já namorei.
– Já me apaixonei e desapaixonei em 4 dias.
– Já fui atrás do trio elétrico.
– Já fiquei torrando na praia.
– Já fiquei torrando na piscina do prédio.
– Já fui confundida com travesti.
– Já fui beijada por um estranho…aiQdelía!
– Já fui para uma ilha deserta. Acompanhada.
– Já me fantasiei.
– Já usei pijama todos os dias.
– Já entrei em megaroubadas viajando em bando.
– Já fiquei trabalhando os 4 dias para entregar um projeto.
Não nesta ordem, necessariamente.
Aliás, quem nunca, né? E o que isso quer dizer? Nada.
Só que temos Carnaval todo ano e, com 52 anos, tive 52 feriados prolongados para fazer alguma coisa.
E o que temos para este? Hummmm…O céu é o limite.
A tranquilidade de saber que o que vier vai fazer parte de mais um Carnaval da minha história.
Seja sal, seja açúcar.
Seja água, seja fogo.
Seja sono, seja baile.
Seja confete, seja serpentina.
Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!
Fui muito delicada no título desse texto chamando de Dominique uma “cinquentona” . Decerto na linguagem corrente o que diriam pelos cantos do co-work em que trabalho hoje é: uma tia que trabalha há 20 anos com moçadinha, com a galera ou com xóvens – claro que xóvens é o jeito que eu acho para descontar um pouco de meu fel.
Fel talvez não seja a palavra adequada nem tampouco amargura, até porque fui eu que decidi trabalhar com tecnologia no início desse século.
Agora me diz, o que uma mulher com seus 36 anos tinha que se meter com streaming no anos 2000? Um mercado em princípio masculino, senão exclusivamente e onde quem detinha o conhecimento eram os moleques. Vale dizer que o conhecimento também era novíssimo e qualquer um poderia falar o que quisesse, fato ou não, porque não haveria muito como checar.
Mas como não tenho noção do perigo nem senso do ridículo, nunca achei que essa não fosse uma área para mim, pois se eu tinha interesse e se me entusiasmava era só eu ir atrás.
Primeiro passo naquele distante ano de 2001, foi começar entender o vocabulário já que as palavras eram todas muito diferentes do meu economês: bits, Bytes, servidor, banda, conectividade, embedar, bitrate, ondemand, multirate, buffering, codecs.
Nunca tinha ouvido essas palavras na minha vida.
Agora, vamos combinar que a a ignorância por vezes é uma benção, mas reconhecer-se ignorante é libertador.
A primeira coisa que falava numa reunião era que não entendia nada de tecnologia. Que eles, os presentes, me desculpassem se falasse alguma bobagem. Os risinhos eram inevitáveis.
Contudo, essa minha declaração inicial fazia com que os caras se desarmassem e como bons samaritanos explicavam o assunto com a paciência de quem fala com uma criança de 5 anos. Respondiam às minhas perguntas que sinceramente nem sei se eram tão idiotas assim, uma vez que tudo era novo.
Desse jeitinho fui perguntando, perguntando, perguntando, até o dia que percebi saber tanto ou mais que eles, mesmo pedindo desculpas por alguma bobagem que eventualmente falasse.
Foi aí que fiz uma grande descoberta. Aquilo tudo era terra de ninguém. Claro que um ninguém no masculino. Mas de ninguém. Aqui um parênteses: além de ser velha para os padrões, tinha o agravante de ser mulher. Se você acha que as empresas e pessoas fazem pouco pela mulher, você não imagina como era no passado, apesar disso nunca ter me incomodado ou me impedido de nada.
Um dia chamei o pessoal da Telefonica para me explicar como bilhetar banda (não queira nem saber o que é isso, não precisa). Eles me explicaram.
Aí, no dia seguinte, chamei o povo da Dédalus (outra empresa). Os meninos me falaram uma outra coisa completamente diferente.
Tive a pachorra de chamar a Diveo (nem perca seu tempo) e pasme. Uma terceira maneira.
Pra resumir, ninguém sabia o que estava falando e ninguém tinha ferramentas adequadas para medir o consumo de banda naquela altura. Era tudo meio que chute.
Aí deitei e rolei. Sério!
Economista que sou, acostumada com planilhas e oriunda do mercado financeiro, aprendi a fazer as contas, aprendi como funcionava a brincadeira. Sempre na minha santa ignorância e pedindo desculpas por possíveis bobagens.
Num determinado momento, alguns anos depois, passei a ser respeitada por meu conhecimento no mercado de streaming, veja só que ironia.
E aí você me pergunta: – E os tais Millennials que tá escrito lá em cima?
– Ahhh – eu te respondo – eles sempre comigo. Quem você acha que trabalhava na CdClip? 15 (quinzeee) Millennials em começo de carreira. Trabalhando com 15 Millennials imberbes, a CdClip foi referência de mercado por mais de 10 anos na área de streaming.
No final das contas e dos anos, acabamos nos entendendo muito bem na maioria das vezes. Respeitamos nossos espaços e sabíamos exatamente porque estávamos ali: trocávamos dinheiro por trabalho. Sempre com muito amor, claro.
Alguns desses meninos viraram adultos. Outros não.
Posso dizer de boca cheia que ensinei muitos deles a trabalhar. Isso me dá um prazer maior que tudo. Ver que o R. abriu uma startup unicórnio vencedora, que o F. é um estilista famosíssimo dono de uma marca poderosa, que o E. abriu uma bem sucedida produtora que eventualmente até nos presta serviços e que a Y. é Head de Ux de uma empresa digital de enorme porte, me enche de genuína felicidade. Esses são alguns dos “pirralhos” brilhantes dentre muitos. Todos eles adultos hoje. (Desculpe se deixei de falar de você especialmente)
Daqueles que não cresceram, tive poucas notícias. Vai ver por isso mesmo.
Muita coisa aconteceu de 2000 para cá, muita coisa mudou mas parece que os Millennials a cada ano chegam ao mercado mais caricatamente Millennials.
Como sei? Continuo cercada por eles por todos os lados.
Estamos numa época em que Streaming não é mais mistério para ninguém. Isso já aprendemos.
Entretanto eu com minha vocação de tia metida, mais uma vez estou onde não deveria estar, ou pelo menos onde a molecada acha que eu não deveria estar.
Apenas lembrando que já não tenho mais 36, e sim 56. E eles, ai meus sais, eles continuam com 20 e pouquinhos.
O que acontece é que essa nova geração de Millenials se acha. Afffff.
Mais uma vez estou tendo que aprender um monte de palavras novas, e com elas suas aplicações.
Pre-seed, seed, seed-money, alpha, beta, pivotar, MPV, Bootstrapping, Pitch de elevador, Hackaton, SaaS, Cap Table e assim por diante.
Mais uma vez, reconheço minha ignorância e peço desculpas por não saber. Todavia por algum motivo, hoje a reação dessa moçada é diferente daqueles de 20 anos atrás. Eles não têm paciência para explicar, fazem cara de tédio, fazem questão de mostrar explicitamente o quão fora de contexto eu estou.
No co-work que estou instalada é ainda pior. Meus vizinhos irritam-se comigo pelo simples fato de eu estar onde eles estão. Uma tia, não pertence a esse ambiente inovador, moderno, envidraçado, caro e xóven que é o WeWork.
Ahhhh, eles podem saber coisas que eu não sei, mas não sabem um monte de coisas que eu sei.
Não sabem por exemplo, como nós Dominiques aprendemos rápido.
Quando eles menos perceberem, já estaremos com nossas startups virando empresas ou investindo (sim, já podemos ser investidoras também) em startups de outras Dominiques.
– Millennials, meus anjos, aqui vai um conselho e vai de graça :
Da próxima vez que passar por uma “tia”, perceba que ela existe, abra a porta para ela, deixe que ela passe primeiro e não deixe de perguntar qual foi o último gol que ela marcou. Você provavelmente ficará muito impressionado, e quem sabe ela passe a te olhar como possível candidato a vaga recém aberta na empresa dela.
Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.
Nossa como amei esse artigo! Retornando ao mercado de trabalho aos 44 do 2o tempo atuo na area de direito imobiliaria e fashion law direito da moda, Fui apresentada a startups e vi que nada mais eram que contratos com Clausulas especiais, bem específicas e diferenciadas. Estudei E aprendi jovem advogado…depois Fasjion Law..nova descoberta.e agora blockchain… Chegar aos 4.9 com todo entusiasmo e vontade de aprender é o diferencial da Dominique…nos reinventarmos, recriarmos, reaprendermos.
Inspiração p todas nós…e os xóvens..Ah os xóvens!! Têm muito que aprender conosco.. e nós com eles!!! Aí está a beleza da vida !!
Como sempre seus textos são brilhantes. Suas narrativas são reais e próprias. Nos meus 71 anos de hoje, não nos de 25 atrás, ainda quero aprender. Ainda passo pelo que vc passou: dialetos meio estranhos da nossa tecnologia sempre na língua pátria de seus criadores por assim manda a evolução americana. E nós seguimos com interesse pq somos Dominiques inteligentes plugadas no futuro. Obrigado por compartilhar com seus leitores suas vivências. Bjs
Muito obrigada por compartilhar essa riqueza. Estou seguindo lá. Sou analfabeta nesse App. Um 2020 de muitas realizações. Sucesso!