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Novidade na Netflix – A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata!

Banner_A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATASim, o título é esse mesmo, A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, filme baseado em uma obra literária bastante conceituada do mesmo nome, escrito por Annie Barrows e Mary Ann Shaffer.

O título é bem instigante por ser tão diferente, mas assim como no livro, traz uma trama fluida e bem dosada, um drama muito bem construído.

Londres 1946, a história gira em torno de Juliet Ashton (vivida por Lily James), uma jovem escritora que goza do auge de sua carreira em meio a palestras e eventos para promover sua mais recente obra.

Tentando cumprir sua apertada agenda, Juliet recebe uma carta de um desconhecido. Esse desconhecido é um fazendeiro que se apresenta como Dawsey Adams (Michiel Huisman), que começa a se corresponder por cartas com a protagonista.

Juliet se encanta com a história de Dawsey e do grupo de literatura que se formou durante a Segunda Guerra Mundial, a tal Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, e resolve visitar a Ilha de Guernsey, localizada no Canal da Mancha, entre a Inglaterra e França.

A Ilha de Guernsey foi invadida por alemães na segunda guerra e o filme ajuda a ilustrar os impactos que a invasão nazista causou à população.

Ao chegar à Ilha, Juliet conhece o grupo de amigos que compõe a Sociedade Literária e a trama começa a ser desenhada.

O principal é o drama que envolve o grupo de moradores e amigos em Guernsey.

O longa conta com um clima leve, longe de qualquer relação direta com tradicionais histórias da segunda guerra.

Interna_A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATAA Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata possui um texto mais moderno que, como toda boa obra, sabe misturar história de amor épico com outras temáticas mais profundas e complexas.

A direção do competente Mike Newel consegue levar drama, comédia, romance e literatura com resultado muito agradável.

A ambientação do longa, somada com a trilha sonora e fotografia, também ajuda a dar o tom.

Uma história que cativa pela sensibilidade e emoção.

O ponto-chave para esse resultado de sucesso reside na aposta do diretor pela simplicidade e delicadeza da história, e também nas boas atuações entregues por parte do elenco.

O filme carrega de forma inteligente o impacto causado pela guerra, que é superinteressante, mas o que chama a atenção é o destaque da atitude de Juliet que reforça a retomada do poder de decisão da mulher sobre sua própria vida.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata não é só um drama/romance com tema de segunda guerra, mas traz também um ar feminista superpositivo, em uma época de transição e de quebra de paradigmas que foi o pós-guerra e que cabe ainda nos dias de hoje.

É um filme perfeito para aqueles que desejam se conectar com o poder da leitura e voltar a acreditar no amor ao próximo, uma vida simples, sem pré-julgamentos e na beleza de encontrar, em meio a um grupo, o seu lugar no mundo.

Sem dúvida, um filme belo e um ótimo entretenimento.

Aqui fica a dica!

Bom programa!

Trailer:

 

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Adeus, Minha Rainha – Os últimos dias de Versalhes na Netflix

Os Sabores do Palácio – Um delicioso filme na Netflix

 

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Adeus, Minha Rainha – Os últimos dias de Versalhes na Netflix

Banner_Adeus Minha RainhaO longa Adeus, Minha Rainha, adaptado do livro de Chantal Thomas, se passa a poucos quilômetros de Paris, no Palácio de Versalhes, onde viviam o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta.

No palácio pouco ou nada se sabia sobre o que estava acontecendo na capital às vésperas da Revolução Francesa, no ano de 1789.

Dirigido por Benoît Jacquot, Adeus, Minha Rainha (Les Adieux à la Reine), que abriu o Festival de Berlim de 2012, mostra o momento em que os boatos sobre Queda da Bastilha começaram a chegar aos ouvidos dos funcionários do palácio e tudo virou um “salve-se quem puder”.

Não vemos o povo revoltado, mal vemos Luis XVI. Benoît Jacquot se concentra mesmo em Maria Antonieta e seus serviçais. Entre eles, a leitora oficial, Sidonie Laborde vivida por Léa Seydoux, uma moça simples que ama os livros e sua rainha, a atriz Diane Kruger.

A tensão pelas notícias de Paris, junto aos boatos da vida pessoal da rainha, vai conduzindo a vida de Sidonie que só tem como desejo, ser útil àquela que ama incondicionalmente.

Bela e sedutora, a temperamental Maria Antonieta tem um amor secreto, a duquesa Gabrielle de Polignac, vivida por Virginie Ledoyen.

Segundo o diretor, esse romance entre as duas aconteceu de fato e é muito conhecido na França.

O longa não se aprofunda numa série de questões, como o passado da protagonista e a relação entre Antonieta e Gabrielle. Mas é eficiente ao criar um personagem interessante em um dos momentos históricos mais importantes da história da França.

Interna_Adeus Minha RainhaAdeus, Minha Rainha não tem pretensão em contar toda a vida e ainda a morte da arquiduquesa austríaca e a rainha da França, mas sim mostrar suas diferentes facetas e seu lado mais frágil: o coração.

Interessante em Adeus, Minha Rainha é exatamente a exploração desse sentimento escondido, desse desejo reprimido, mesmo que diante de algo tão mais urgente, como a salvação da própria vida.

O ponto alto do filme são as atuações de Léa Seydoux e Diane Kruger. Seydoux cria um sentimento contido, introspectivo e que consegue expressar toda a sua angústia interior, dividindo com o espectador sua percepção e nos torna voyeurs nessa imensa Corte.

Diane Kruger, além do sotaque natural dá autenticidade, faz uma Maria Antonieta que sentimos de carne e osso, conseguindo humanizá-la e fugir do lugar comum que esperaríamos do personagem.

A reconstituição de época é efetivamente um dos grandes destaques dessa produção. A maior parte do filme se passa dentro do Palácio de Versalhes e traz cenários deslumbrantes, como a Galeria dos Espelhos, o Petit Trianon e alguns aposentos que não aparecem em outras produções.

O cenário acaba se transformando em um personagem essencial ao longa e coloca o espectador dentro da cena, cercado de móveis e figurino de época impecáveis, além dos diálogos bem construídos e um elenco que funciona e convence o público.

A trilha sonora não passa despercebida, chama atenção também por sua competência e beleza.

O filme ganhou três prêmios Cesar, o principal da França, o Oscar francês: Melhor Fotografia, Figurino e Cenografia.

Sem dúvida, Adeus, Minha Rainha é um deleite visual, com atmosfera extraordinária passada nos últimos dias de Versalhes.

Um filme lindo de morrer, além de ser um ótimo entretenimento.

Aqui fica a dica.

Bom programa!

Trailer:

https://youtu.be/Tb0ASfPYM4g

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Os Sabores do Palácio – Um filme delicioso na Netflix

Perfeitos Desconhecidos – A verdade através dos celulares na Netflix

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Os Sabores do Palácio – Um delicioso filme na Netflix

Banner_Os Sabores do PalácioHoje comento Os Sabores do Palácio, um filme belo que é uma delícia de se ver, disponível na Netflix.

Dirigido por Christian Vincent, o longa permite passar duas horas de mágico prazer gastronômico.

A trama verídica mostra o período no qual Danièle Mazet-Delpeuch trabalhou na cozinha particular do Palais de l`Élysée, residência oficial do então presidente francês, François Miterrand.

Danièle não era somente uma interiorana que foi enviada à Paris numa missão especial.  A francesa revigorou o setor da produção de foies gras, além de ser uma pioneira na organização de estágios para estrangeiros na iniciação em french cuisine.

O início do longa se passa, anos mais tarde, no Arquipélago de Crozet, na Base Científica Alfred Faure, onde a chef cozinhou por um ano, sendo que a narrativa volta algumas vezes sem explorar muito esses momentos.

Um dos aspectos mais interessantes do filme é justamente mostrar a relação de Hortense com o regente da França que se dá pelo gosto em comum pela simplicidade em várias questões: entre elas a culinária.

Interna_Os Sabores do PalácioMuito bom em Os Sabores do Palácio (Les Saveurs du Palais) é perceber que não há maior prazer do que o de redescobrir o gosto simples das coisas. Equiparado a ele, só o deleite causado pelos pratos elaborados no filme que são de uma perfeição capaz de encher os olhos e a boca de água. O feito se dá ao trabalho de famosos chefes franceses, como Guy Legay (do Hotel Ritz de Paris) que ajudaram na parte técnica do projeto.

O maior destaque fica por conta da protagonista, Hortense Laborie e sua sempre notável intérprete que construiu uma personagem que exala vigor e personalidade forte. Por seu trabalho em Os Sabores do Palácio, Catherine Frot recebeu sua nona indicação de Melhor Atriz no César, o Oscar Francês.

Méritos não faltam já que ela incorpora a personalidade da cozinheira mesclando doçura, petulância e certa neurose sobre a realização das refeições do presidente.

O fato de ter um cargo importantíssimo no Eliseu parece ter aumentado muito seu ego. No entanto, ela jamais poderia fraquejar, pois desde o início sofreu hostilidade da cozinha central, formada unicamente por homens que a olhavam de cima para baixo com ar de deboche. Impor-se em um meio masculino não é para fracas.

Os diálogos entre Hortense e seu assistente Nicolas (Arthur Dupont, que soube aproveitar muito bem seu papel) vão encantar os amantes da gastronomia.

“Os Sabores do Palácio” pode agradar tanto a quem gosta de cozinhar quanto aqueles que apenas degustam, mas apreciam a bela e meticulosa preparação dos pratos, como também agradará aos que gostam simplesmente de uma história bem contada.

Vale a pena conferir!

Sem dúvida um ótimo entretenimento! Os Sabores do Palácio – Cozinha de Excelência.

Trailer:

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Perfeitos Desconhecidos – A verdade através dos celulares na Netflix

Banner_Perfeitos DesconhecidosPerfeitos Desconhecidos, último trabalho do diretor espanhol Álex de la Iglesia, acaba de ser adicionado ao catálogo da Netflix.

O longa é um remake da comédia dramática italiana “Perfetti Sconosciuti, sucesso de crítica, público e euros arrecadados.

A versão espanhola também estreou nos cinemas de seu país de origem com grande êxito. Mesmo assim, este não deixa de ser um filme polêmico. Apesar de manter a sinopse original, o espanhol não deixou de revestir a obra com seu próprio tom de comédia.

Apesar de ter um começo lento, seu desenvolvimento é muito agradável. Mesmo que não se reconheça em algum personagem, você simpatizará com as opiniões dos temas discutidos, como monogamia, opção sexual e preconceito.

Numa noite de eclipse lunar, onde as ruas de Madrid parecem estar uma loucura, o casal Alfonso e Eva está nos preparativos para um jantar que será realizado em sua bela casa.

O que consistiria em apenas mais uma reunião entre amigos, como tantas outras antes desta, toma um rumo inesperado, quando no meio da conversa, surge uma ideia: “Porque não fazer algo diferente? Vamos jogar um jogo”. Todos os convidados deveriam deixar seus celulares destravados em cima da mesa, ao alcance de todos. Chamadas, Whatsapps, notificações no Instagram e Facebook, a vida compartilhada por um instante com todo mundo.

Seria um jogo inocente ou uma proposta perigosa?

Interna_Perfeitos DesconhecidosDurante quase duas horas, o diretor constrói uma atmosfera simultaneamente cômica e tensa. Risos provocados geralmente são risos de nervoso e a tensão fica a cargo, quase sempre, de situações absurdas e disparatadas.

O público fica curioso para saber qual será o próximo telefone a tocar, quem será o próximo amigo exposto e o que ele esconde de todos os outros. Como se dão essas relações tão socialmente mascaradas e forjadas é o grande fio condutor da trama.

Outro dos grandes méritos do trabalho do diretor – e que aqui se faz presente – é a habilidade em conseguir desenvolver toda a narrativa num único espaço cênico sem que a linguagem do filme flerte com o teatral.

Muito do projeto se deve à escolha de um elenco afiado que sabe trabalhar com uma trama calcada nas palavras.

A comédia de humor dramático também trata como lidamos com as redes sociais, a relação de dependência e ansiedade com o celular.

Polêmicas e gostos à parte, é inegável que a cada novo filme o trabalho autoral de Álex de la Iglesia se evidencia.

Essa produção espanhola surpreende e é uma ótima pedida para relaxar nesse fim de semana. Um filme divertido que te prende do começo ao fim.

Trailer:

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O Vazio do Domingo – Drama de reconciliação e redenção na Netflix

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O Vazio do Domingo – Drama de reconciliação e redenção na Netflix

Banner_O Vazio do DomingoEntre os títulos originais Netflix, O Vazio do Domingo, que comento hoje, é um filme denso, dramático, instigante e desafiador.

Mais de trinta anos depois de abandonar sua família, Anabel (Susi Sánchez) recebe uma visita inesperada de sua filha Chiara (Barbara Lennie). Ela cede a seu desejo de passar dez dias em uma vila remota entre Espanha e França.

Sob a refinada direção do catalão Ramón Salazar, O Vazio do Domingo aborda o vínculo entre mãe e filha, o reencontro após décadas de separação, tudo retratado sem obviedade. Seja pelo apelo emocional embasado na crença de um elo de sangue falar mais alto, seja em uma investida na raiva guardada durante tanto tempo e o desenrolar, portanto, de um grande drama de reconciliação.

O diretor deixa claro que ser mãe e filha é questão de conexão emocional e que esta é construída e não determinada.

Interna_O Vazio do DomingoEm momento algum O Vazio do Domingo dá respostas fáceis, muito pelo contrário, o diretor se mostra audacioso quando alimenta o clima de mistério, quando esconde de nós os segredos que estão por trás das complexas personagens. Realça de forma espontânea o texto enquanto uma relação marcada pelo peso da culpa, pela dor e pela esperança de redenção é construída.

Não sabemos as circunstâncias em que o abandono aconteceu e isso é um dos combustíveis para o filme se tornar tão reflexivo.

O retrato, que foge de romantizações acerca da figura da mãe – amável, imaculada, presente – é um acerto, e a história compreende abordar muito além da maternidade.

Salazar esbanja delicadeza ao realmente estreitar a relação entre mãe e filha, delicadeza encontrada nas poderosas atuações da dupla de protagonistas.

Direção fotográfica impecável, com enquadramentos dignos de se tornarem quadros emoldurados. Não se deixe enganar pelo ritmo vagaroso do filme, pois sua real narrativa é feita pelas imagens, gestos, luz e cortes.

Com DNA feminino envolvendo o abandono materno, O Vazio de Domingo se revela um drama intimista que aposta nos ciclos que se fecham e que trabalha as lacunas que infelizmente são impostas pelo afastamento.

Um filme inquietante capaz de julgar e compreender, de agredir e se compader.

O desfecho é arrebatador!!!

Aqui fica a dica.

Não perca!

Trailer:

https://youtu.be/TsGGP3tyls0

 

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Mamma Mia! – O Filme. Vale a pena ver ou rever.

Mamma Mia!- O Filme, ao som de ABBA, musical romântico, leve, divertido. Disponível na Netflix.

Filmes musicais não são bem vindos a todos os espectadores comuns de cinema. É um gênero que você ama ou odeia. A palavra que melhor explica “Mamma Mia!” (2008) é diversão.

A ideia de utilizar as canções dos suecos em uma história surgiu no século passado, sob os últimos resquícios dos anos 80, mas só veio a se concretizar em 1999, quando a peça estreou em Londres e depois exportada para a Broadway e rodou o mundo.

A trama de Mamma Mia! – tanto da peça quanto do filme – começa às vésperas do casamento de Sofia (Amanda Seyfried) com Sky (Dominic Cooper).

A jovem, de vinte anos, sonha com o dia mais importante de sua vida e com seu pai a deixando no altar. O único problema é que a mesma não sabe quem ele é. A única pista está no diário de sua mãe, Donna (Merryl Streep), que na época tinha três namorados: Bill (Stellan Skarsgard), Sam (Pierce Brosnan) e Harry (Colin Firth). Na dúvida ela chama os três, sem o conhecimento da mãe, para o grande dia, na expectativa que saberá quem ele é quando os olhares se cruzarem.

Assim que eles chegam, as confusões começam. Como cenário, uma iluminada ilha grega e como coadjuvantes especiais as duas melhores amigas da mãe que também aparecem para a cerimônia. Muita festa, música e trapalhadas conduzem o enredo sempre pontuado por sucessos do grupo sueco ABBA.

“Mamma Mia!” faz proveito de uma história de amor para ilustrar as melodias famosas de uma banda extremamente popular. Só que ao invés dos Beatles e dos seus lemas revolucionários, temos o ABBA com explosões de cor e energia.

Este não é um filme feito para mudar vidas com mensagens profundas e grandes reflexões. Por outro lado, será quase impossível alguém sair do cinema de mau humor ou bocejando.

Dirigido por Phyllida Loyd, também responsável pela direção teatral, Mamma Mia! é uma obra absolutamente contagiante.

Canções como Dancing Queen, The Winner Takes It All, entre outras e, é claro, a que dá título ao filme, Mamma Mia! colocam elenco e expectadores num mesmo ritmo, provocando risos, descontração e um envolvimento poucas vezes visto no cinema. Aliás se quiser escutar a música, clique aqui.

Outro fator de grande destaque são os protagonistas, todos muito à vontade. A versatilidade de Meryl Streep atinge novos patamares, comprovando porque ela é uma das mais completas, dominando a ação com aparência jovial e muita leveza. Ao lado de Streep, os veteranos Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard sustentam o bom nível do elenco.

A competente direção musical é feita pelos próprios Benny Andersson e Björn Ulvaeus, ambos da formação original do grupo ABBA e também são produtores do longa.

“Mamma Mia!” é um filme que pode ser massacrado por seus exageros oitentistas em cena. Buscando uma diversão rápida, o longa conquista pela harmonia dos atores e a capacidade de divertir do começo ao fim.

“Mamma Mia!” é um presente para todos aqueles em busca de algo que nos lembre que cinema é também entretenimento, porém respeitando a inteligência da audiência com méritos de sobra.

Para quem gosta de filmes do gênero e se deixar levar pela música, certamente terá bons momentos numa paradisíaca ilha na Grécia.

[fve]https://youtu.be/Kn0hM2QoKMs[/fve]

Bom programa!

Divirta-se!

Veja mais:

Festival Varilux de Cinema

A Amante

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  1. Can you be more specific about the content of your article? After reading it, I still have some doubts. Hope you can help me.

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Match Point – A importância da sorte na vida, disponível na Netflix

Dominique - Match Point
Hoje comento o filme, disponível na Netflix, Match Point, thriller frio e calculista que usa a metáfora do tênis para mostrar a importância da sorte na vida. Quando a bola toca na tela, tudo pode mudar no próximo segundo e o vencedor é decidido.

“Ponto Final”, título original, tem Chris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers), professor de tênis que conhece uma jovem rica e ingênua, Chloe Hewett que se apaixona perdidamente por ele. Chris, ao contrário, apenas a usa como meio de subir na vida, até que conhece Nola Rice (Scarlet Johansson), uma sedutora aspirante a atriz que vai fazê-lo perder os seus limites e, quem sabe, a sua sorte.

A trama passa-se em Londres, local perfeito para uma ambiência de sedução, suspense e algum caos dramático. “Match Point” foge de todo aquele gênero cômico (marca de Woody Allen), mas isso não o torna menos interessante, muito pelo contrário, graças às sacadas inteligentes, cheias de significados e analogias.

Dominique - Match Point

“Match Point” é um filme especial e diferente, unindo a genialidade criativa de Allen com a narrativa policial sobre o poder da sorte que, em última instância, pode definir quem vence e quem é vencido.

O roteiro, indicado ao Oscar®, em 2005, é brilhante e confirma a competência do diretor que também assina o roteiro.

A escolha dos atores é irretocável, com uma surpreendente Scarlet Johansson que rouba a cena e enche a tela em cada encontro magnetizante com o protagonista. O elenco dá um show de harmonia e afinidade com destaque para Rhys-Meyers.

A trilha sonora é característica de Woody. Feita para dar densidade às cenas, é notável que ela fosse trabalhada peculiarmente para desafiar o espectador a querer desvendar o que está por vir.

Uma trama envolvente, ambiciosa, ousada e que promove uma crítica social forte com um instigante desenrolar até os últimos momentos, que por sinal impressionam.

O desfecho é sensacional, proporciona um final com chave de ouro.

Wood Allen já afirmou que esse é um dos seus trabalhos prediletos e, sem dúvida, concordo.

[fve]https://youtu.be/q99Lx_XhOAw[/fve]

Match Point, vale a pena ver e rever esse filme, realmente imperdível!

Leia Mais:

As Sufragistas – Luta pelo direito ao voto da mulher
Suite Francesa – Amor proibido em tempos de guerra

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Suite Francesa – Amor proibido em tempos de guerra

Dominique - Suite Francesa
Hoje comento e indico o longa, Suite Francesa, disponível na Netflix , um filme baseado no livro do mesmo nome escrito por Irène Némirosky, entre os anos de 1940 e 1941. A escritora nascida na Ucrânia era judia.

Quando os nazistas ocuparam a França, onde ela vivia, a autora foi levada para o campo de concentração de Auschwitz, mas antes deixou com suas filhas o manuscrito do livro.

A versão cinematográfica dirigida pelo britânico Saul Dibb, conhecido pelo filme A Duquesa, que por sinal já comentei, se concentra na segunda parte do livro, aparentemente romântica. A escritora utiliza uma estratégia afetiva para capturar os contrastes nas relações de classe e as relações de ódio, dominação e subserviência entre franceses e alemães.

Suite Française (título original) é um drama ambientado na Segunda Guerra Mundial que se diferencia da maioria dos filmes lançados nos últimos dez anos que tratam sobre a mesma temática.

Michelle Williams interpreta Lucile Angellier, uma francesa de classe alta que busca lidar com a ocupação alemã na França e, enquanto espera por notícias de seu marido, um pelotão nazista ocupa seu vilarejo.

O comandante Bruno Von Falk (Matthias Schoenaerts) decide ocupar a residência de Lucile, o que causa a fúria de sua sogra e a desconfiança da população que passa a classificar a família como colaboracionista.

Apesar de todos os entraves, Bruno mostra-se diferente de seus comandados, o que chama a atenção da jovem. O romance proibido, no entanto, enfrenta as duras dificuldades da guerra.

Dominique - Suite Francesa

Suite Francesa tem uma produção de época maravilhosa. Você se sentirá em uma cidade no interior da França durante a Segunda Guerra.

A direção de arte impecável nos detalhes que, aliás, fazem toda diferença em um filme como esse.

O diretor britânico conseguiu dar ao longa o clima certo de angústia, tensão e paixão que a história exige.

Em um filme cujo título é baseado em uma música, a trilha sonora não poderia faltar. O compositor inglês conseguiu criar uma verdadeira suíte – estilo de música clássica, que vai provocando no espectador uma grandeza de emoções existente também na história.

A edição de imagem consegue fazer com que as cenas tenham ritmo e profundidade para prender o público.

Dando vida à história temos um elenco premiado. Michelle Williams que interpreta a jovem protagonista, excelente como sempre, transborda dúvida, jovialidade e repulsa; Kristin Scott Thomas (a sogra), ótima, dura e autoritária a todo o momento.

Suite Francesa encontra seu diferencial por ser baseado em um excelente livro a partir de uma visão singular.

Temos um belo filme que mostra um pouco mais da guerra a partir de outro ponto de vista. Vai agradar a todos que gostam de um bom drama de guerra, não baseado nas batalhas e sim no conflito que vive no coração das pessoas que apenas pagam por uma guerra que não é delas.

[fve]https://youtu.be/azoDJwdhaWI[/fve]

Sem dúvida, Suite Francesa é um filme que merece ser visto pela narrativa atraente.

Leia Mais:

W.E. – O Romance do Século – Quando o amor supera grandes obstáculos
Baseado em Fatos Reais – Uma história densa de apreensão e obsessão

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W.E. – O Romance do Século – Quando o amor supera grandes obstáculos

Dominique - O Romance do Século

Hoje comento o filme W.E – O Romance do Século, dirigido por Madonna em 2012.

W.E. – O Romance do Século.  Nasceu de uma admiração confessa que Madonna tem pela história de amor memorável entre a americana Wallis Simpson (1896-1986) e o príncipe Edward VIII (1896-1972), da Inglaterra, na década de 1930.

Edward (James D`Arcy) era o filho mais velho do Rei George V . Abdicou do trono para poder se casar com a plebeia americana Wallis (Andrea Riseborough) que além de tudo era também divorciada duas vezes.

O episódio, por sinal, é citado também no filme ganhador do Oscar® O Discurso do Rei (2010).

Depois do casamento Wallis e Edward foram exilados em Paris, como duque e duquesa de Windsor, sob suspeita de simpatia ao regime nazista. Permaneceram lá para voltar apenas após suas mortes.

Madonna reúne vários elementos pelos quais é aficcionada:
-mulheres poderosas
-romances polêmicos e amor incondicional
– o poder da mídia (que perseguia o casal, nos primórdios dos tablóides britânicos, movimento que culminaria na morte de Lady Di nos anos 1990).

W.E. não é um filme só sobre o casal Wallis-Edward. O roteiro atravessa o tempo até os anos 1990 para contar a história de Wally Winthrop (Abbie Cornish), nova-iorquina metida em um casamento falido. Obcecada com a história do casal da realeza, acaba se envolvendo com um segurança russo. Aiás outra fixação de Madonna: trabalhadores do terceiro mundo.

Dominique - O Romance do Século

Realmente um pouco confuso esse vai e vem entre épocas.

Enquanto Wallis é personagem poderosa por si, Wally não se desenvolve a ponto de ganhar a identificação do público.

O filme conta com uma trilha sonora excelente, bela fotografia e direção de arte impecável.

O ponto alto do longa é o figurino perfeito de Arianne Phillips, merecidamente indicado ao Oscar®.

Arianne cuida também do figurino pessoal da cantora e já fez belíssimos trabalhos em vários outros filmes.

A figurinista deu sorte de trabalhar com uma personagem tão interessante quanto Wallis. Ela tinha um bom gosto notório por roupas e jóias, além de um senso estético marcante.  Era cliente dos famosos estilistas da época e um dos seus grandes bordões era algo como: “eu não sou bonita, não tenho o que prenda a atenção, o mínimo que posso fazer é me vestir melhor do que todo mundo”.

Arianne montou um figurino competente, poderoso, mostrando um trabalho imenso de reconstrução de roupas dos famosos costureiros, uma missão delicada e difícil.

Apesar de a crítica ter reagido mal ao filme, é um entretenimento bom e agrada pelo visual charmoso e estético. Para quem gosta das histórias de amor da realeza, com certeza, é pelo menos muito interessante.

Com a proximidade do casamento do Príncipe Harry com a atriz Meghan Markle, no dia 19 de maio, achei que o filme da Madonna seria uma boa dica para você começar a se conectar com as festividades da realeza.

[fve]https://youtu.be/p_j2mnuINzI[/fve]

W.E. – O Romance do Século um ótimo filme para se sentir da realeza.

Leia Mais:

Baseado em Fatos Reais – Uma história densa de apreensão e obsessão
Cartas para Julieta – Amor sob o sol da Toscana disponível na Netflix

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Cartas para Julieta – Amor sob o sol da Toscana disponível na Netflix

Dominique - Cartas para Julieta
Hoje comento o filme, Cartas Para Julieta, de 2010, assinado pelo cineasta americano Gary Winick que acertou em cheio na comédia romântica disponível na Netflix.

O filme narra a história de Sophie (Amanda Seyfried), uma estadunidense que vai passar as férias com seu noivo (Gael García Bernal) em Verona. A charmosa cidade italiana que serviu de cenário para a célebre história de Romeu e Julieta.

Ao visitar a casa de Julieta, um dos pontos turísticos da cidade, Sophie se depara com uma parede cheia de cartas em que mulheres apaixonadas pedem a Julieta que as ajude com seus problemas no amor.

Ela então descobre que, diariamente, as cartas são recolhidas e respondidas por um grupo de voluntárias. Sophie passa a ajudá-las. Acaba encontrando uma carta datada de 1951, escrita por uma inglesa que se apaixonou por um italiano em sua juventude. Mas deixou a oportunidade de ficar com ele.

Ela então decide responder a carta de meio século, promovendo o amor verdadeiro.

Empolgada com o conselho da carta, Claire Smith (Vanessa Redgrave) retorna à Itália para encontrar a paixão de sua adolescência.  Assim Sophie, Claire e seu neto Charlie (Christopher Egan) embarcam em uma viagem para procurar o tal Lorenzo Bartolini.

Nesse momento, a comédia romântica ganha ares de road movie, mostrando belíssimas paisagens da Toscana.

Cartas Para Julieta é uma jornada de descobrimento para todos os personagens, a começar por Sophie que trabalha apurando fatos, mas que almeja tornar-se uma repórter da revista The New Yorker.

Sophie precisa da viagem para entender se o amor está realmente em seu coração. Victor por sua vez tem várias descobertas profissionais. Charlie precisa provar que não tem uma pedra em vez de um coração.

Dominique - Cartas para Julieta

Do outro lado, Claire e Lorenzo buscam recuperar o passado. Cada um com seu objetivo, todos envolvidos direta ou indiretamente nos paraísos da região da Toscana, como Siena e Florença.

A comédia romântica não é um gênero marcado por inovações – ao contrário: normalmente repete a fórmula “boy meets girl”. O gênero produz ótimos filmes, apostando na idéia de que o essencial não é o que acontece no final, mas como os personagens chegaram até lá.

A dose de açúcar do filme é ideal, nem a mais, nem a menos. Ele consegue te tocar, mas sem você sentir aquela coisa melosa demais. Possui também passagens engraçadas que ajudam nisso.

Eu recomendo esse filme para qualquer pessoa, especialmente meninas, incluindo aquelas que ainda não tiveram o happy ever after.

Pesam a favor do filme: um argumento interessante, locações paradisíacas, fotografia solar incrível, uma boa seleção de músicas pop italianas.  Sem falar da participação de dois monstros do cinema, Vanessa Redgrave (linda aos 73 anos) e Franco Nero, o astro do “western spaghetti” (extremamente charmoso aos 68 anos).

Embora não tenha criado um filme que se destaque pela originalidade, o diretor Gary Winick foi bem sucedido ao harmonizar diversos elementos de grande beleza do começo ao fim.

As paisagens da Toscana, a cidade de Verona, os almoços de verão, os campos e o amor romântico como pano de fundo, tudo isso vai agradar você!

[fve]https://youtu.be/ve5aUbb7gA8[/fve]

Cartas para Julieta vai encantar você pela história, pelos personagens e pelas paisagens deslumbrantes, vale a pena assistir.

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Amante Por Um Dia – Um filme francês sobre amor, traição e fidelidade

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